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Confiança da construção recua no último trimestre de 2009, aponta FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda de 9,9% no último trimestre do ano passado, na comparação com igual período de 2010. O índice médio passou de 138,7 pontos para 125,0 pontos.

Esse recuo, no entanto, foi menos intenso do que os registrados nos trimestres terminados nos dois meses anteriores: em outubro (-10,4%) e novembro (-10,2%), segundo mostra a pesquisa Sondagem da Construção, da FGV.

Entre os grupos que mais indicaram queda na confiança estão a construção de edifícios e obras civis com 124,1 pontos ante 140,0 pontos no último trimestre de 2010; aluguel de equipamentos de construção e demolição (de 133,1 para 111,6 pontos).

As quedas foram menos acentuadas nas atividades de preparação do terreno (de 134,0 para 126,2 pontos), obras de infraestruturas para engenharia elétrica e telecomunicações (de 129,4 para 125,2 pontos) e obras de acabamento (de 127,3 para 125,0 pontos).

O que mais influenciou o resultado foi a avaliação sobre o momento atual dos negócios. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de 136,7 pontos para 119,2 pontos, um recuo de 12,8%.

Foram consultadas 704 empresas e 34,8% dos entrevistados apontaram a situação atual como boa, ante 49,6% que tinham feito a mesma avaliação em igual período de 2010. Para 9,7% dos entrevistados, a classificação foi de um quadro ruim, o que significa aumento do pessimismo já que, no ano anterior, a taxa tinha atingido 5,4%.

(Agência Brasil)

Para Ipea, cinco fatores causaram a desaceleração do PIB em 2011

A desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de toda a riqueza produzida por um país) em 2011, para estimados 3%, teve cinco fatores determinantes, segundo análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). São eles: a apreciação do real, o aperto monetário iniciado no final de 2010, as características da política fiscal em 2011 em relação a 2010, o acúmulo de estoques em 2011 e a crise econômica na Europa.

A conclusão está no comunicado intitulado “Algumas considerações sobre a desaceleração do PIB em 2011”, divulgado nesta sexta-feira (13) pelo instituto ligado à Presidência da República.

No primeiro trimestre, quando foi registrada alta de 1,3%, a atividade não chegou a ser tão afetada porque foi bastante influenciada pelos efeitos das políticas anticíclicas do governo, utilizadas para minimizar os efeitos da crise financeira global, iniciada no final de 2008.

“Num ambiente econômico já aquecido pela expansão do mercado de trabalho e pelo crescimento do crédito, tanto as isenções fiscais, quanto os programas de transferências de renda, deram mais impulso ao consumo privado”, lembra o comunicado.

Além disso, já antevendo a retirada de alguns destes estímulos, os agentes acabaram antecipando decisões de consumo para o primeiro trimestre, o que serviu para aumentar a demanda naquele período.

Outro destaque negativo foi a queda da atividade industrial que, desde o terceiro trimestre de 2010, acumulou taxas de crescimento de apenas 1,1% –patamar inferior a um terço do resultado registrado pelo setor de serviços, que cresceu 3,4% na mesma base de comparação.

Mesmo com a alta industrial no primeiro trimestre de 2011, houve uma interrupção com a sequência de duas quedas consecutivas. No segundo e terceiro trimestres, a indústria voltou a apresentar desaceleração passando de um crescimento de 1,8% para 0,2% e -0,9% na série com ajuste sazonal.

A grande entrada de produtos importados também é lembrada como um dos motivos do enfraquecimento da indústria.

(Folha)

Landim critica imprensa e Alexandre Leite reclama de disparidade na liberação de recursos

O deputado Paes Landim (PTB-PI) deu os parabéns ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, por sua atuação e criticou o comportamento “absurdo” da imprensa quanto à indicação do tio do ministro, Oswaldo Coelho, para a Comissão de Irrigação. Paes Landim explicou que houve uma divisão na família Coelho, o que tornou Oswaldo Coelho adversário de Fernando Bezerra, e classificou a nomeação como um “gesto de grandeza” da parte de um ministro que “honra o Nordeste”.

O deputado Alexandre Leite (DEM-SP), por sua vez, salientou a responsabilidade do ministério diante do país inteiro. Apesar de entender que Pernambuco merece até mais recursos do que os repassados, o deputado criticou o governo pela disparidade na liberação, afirmando que uma fatia pequena de verba foi destinada a resposta a desastres em outros estados. O deputado ainda fez ressalvas à política de enfrentamento de catástrofes por entender que “é melhor prevenir do que remediar”.

O ministro esclareceu os critérios de seleção e hierarquização de projetos em sua pasta, com ênfase nas propostas apresentadas à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Em sua avaliação, são frequentes as demandas de obras não cobertas pelo Ministério da Integração Nacional, que tem como prioridades a contenção de cheias e a prevenção à erosão. Segundo Fernando Bezerra, o governo brasileiro em 2011 investiu mais de R$ 1,1 bilhão em obras de prevenção e São Paulo teria sido o estado mais atendido.

Além de esclarecer ações de resposta à seca no Rio Grande do Sul, o ministro disse esperar para breve o anúncio presidencial de um grande programa de irrigação no Nordeste.

(Agência Senado)

Padilha considera correta avaliação da população sobre sistema público de saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira (11) que a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a percepção do brasileiro em relação ao sistema público de saúde é um “diagnóstico” correto da situação da saúde pública no país.

Na pesquisa, 61% dos brasileiros consideraram péssimo ou ruim o sistema público de saúde, o SUS. A principal reclamação foi quanto à demora no atendimento. “O diagnóstico global feito pelos brasileiros está correto em vários pontos apontados na pesquisa. O primeiro passo para um bom tratamento é um diagnóstico correto”, disse à Agência Brasil.

Padilha citou ações da pasta para diminuir o tempo de espera, como as unidades de Pronto Atendimento (UPA), que funcionam 24 horas. Segundo o ministro, as unidades conseguem resolver os problemas de 97% dos pacientes atendidos. “Elas reduzem a necessidade da população ir ao pronto-socorro e ao hospital. De cada 100 pessoas [atendidas na UPA], apenas três precisam ir para o pronto-socorro ou ao hospital.”

Quanto ao fato de 85% da população avaliar que o serviço público de saúde não melhorou nos últimos três anos, o ministro argumentou que a melhora do sistema não é imediata. “A população tem um diagnóstico sobre os desafios que temos. São desafios com tempos diferentes de melhora”.

Padilha também comentou sobre a contratação de mais médicos, necessidade apontada por 57% dos brasileiros na pesquisa, para melhorar o atendimento. Segundo ele, entram em vigor este ano programas que visam a incentivar a ida de médicos recém-formados para o interior do país e as periferias, onde há carência de profissionais. Para atraí-los, o governo federal vai conceder pontos extras nas provas de residência médica e permitir o abatimento da dívida de quem adquiriu financiamento estudantil.

Em relação ao controle do desperdício de dinheiro, solução apontada por 53% dos entrevistados, Padilha respondeu que o ministério economizou R$ 1,4 bilhão ao alterar o processo de compra dos medicamentos. De acordo com ele, a economia permitiu a distribuição gratuita de remédios contra diabetes e hipertensão.

Na pesquisa, as campanhas de vacinação foram o programa de saúde com melhor avaliação, com média de resultado de 8,8, em uma escala de zero a 10. Feita pelo Ibope, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas, em 141 municípios, entre os dias 16 e 20 de setembro de 2011.

(Agência Brasil)

PMN acredita que Mário Hélio será a terceira via em Fortaleza

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Um dos maiores críticos da administração Luizianne Lins, na Assembleia Legislativa, o deputado Mário Hélio já posa de pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza nas eleições deste ano. Para o presidente estadual do PMN, Reginaldo Moreira, Mário Hélio conhece a cidade e a sua gente, além dos problemas que mais atingem a população.

O partido acredita que a candidatura de Mário Hélio aumentará o número de cadeiras do PMN na Câmara Municipal. Após a eleição de 2008, o partido contava apenas o próprio Mário Hélio, que deixou o Legislativo Municipal, no ano passado, para assumir cadeira na Assembleia Legislativa. O suplente Marcílio Gomes (PSL) assumiu a vaga pela coligação.

Inscrições no ProUni começam neste sábado

As inscrições no Programa Universidade para Todos (ProUni) começam neste sábado (14) e vão até o dia 19 de janeiro no site http://siteprouni.mec.gov.br. O candidato deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2011 e obtido nota mínima de 400 pontos. Também é necessário que o estudante tenha cursado o ensino médio em escola pública. Caso o candidato tenha passado tanto por instituições públicas quanto privadas, é necessário provar que teve bolsa integral para cursar o ensino particular.

Serão oferecidas 195 mil bolsas, sendo 98 mil integrais e 96 mil parciais, que custeiam 50% da mensalidade. As bolsas integrais contemplarão os candidatos que tenham renda inferior a um salário mínimo e meio (R$ 933). Para quem tem renda até três salários mínimos (R$ 1.866), podem ser concedidas bolsas de 25% a 50%.

(Agência Brasil)

Servidores do Judiciário e oficiais de Justiça decidem hoje sobre paralisação de categorias

Servidores do Poder Judiciário e oficiais de Justiça do Ceará se reúnem em assembléia na tarde desta sexta-feira, 13, para decidir se paralisam as atividades. O Sindicato do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Ceará (SindJustiça) e dos Oficiais de Justiça do Estado do Ceará (Sincojust) se reúnem separadamente.

No fim da tarde de ontem, o presidente da Secional Ceará da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Valdetário Andrade Monteiro, e a defensora pública geral, Andréa Coelho, reuniram-se com dirigentes dos dois sindicatos para tentar evitar que as duas categorias paralisem suas atividades.

Na reunião, que durou mais de duas horas, a OAB pediu que as duas categorias continuem negociando e ainda um crédito de confiança ao presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, desembargador José Arísio Lopes da Costa, que prometeu nomear comissão para fazer estudo da aplicação da isonomia salarial dos servidores da Capital e do Interior, e ao Governo do Estado, que, por meio de seu Chefe de Gabinete, Ivo Gomes, garantiu a reposição do orçamento do TJCE.

Roberto Eudes, presidente do SindJustiça, se comprometeu a defender, na assembleia geral, o adiamento da paralisação até pelo menos 3 de fevereiro.

Entretantro, ele condicionou a não deflagração da greve à publicação da portaria pelo Tribunal de Justiça nomeando a comissão que estudará a isonomia salarial.
O presidente do Sincojust, Mauro Xavier, também prometeu tentar convencer os oficiais de Justiça a não paralisarem suas atividades.

Segundo a OAB-CE, caso sejam deflagradas, as paralisações comprometerão ainda mais a prestação jurisdicional. Entre os problemas, ainda de acordo com a OAB-CE, constam a demora distribuição dos processos, que não são julgados em prazos razoáveis; mais de 60 Comarcas sem juízes titulares, dezenas de cargos de magistrados estão vagos; a maioria das Comarcas do Interior é atendida por servidores cedidos por Prefeituras e Câmaras Municipais.

(O POVO Online)

Inep muda mais uma nota de redação do Enem

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Mais um estudante teve a nota da redação do Enem alterada por causa de erro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame. Um estudante de Belo Horizonte havia ficado com zero e teve a nota corrigida para 440.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o erro ocorreu porque, no dia do exame, o caderno de resposta do estudante mineiro estava com o RG errado. Apesar de registrar a falha em ata, a nota do aluno não apareceu no sistema.

Essa é a segunda vez que o Inep altera a nota de uma redação. O outro caso é de uma estudante de São Paulo que teve a avaliação alterada de “anulada” para 880 pontos. Nesse caso, entretanto, o próprio Inep alterou a nota após a Justiça decidir por dar vista à prova.

(Estadão)

2012 terá quatro sextas-feiras 13; saiba como surgiram as lendas

Muita gente não gosta de sexta-feira 13. Porém, hoje é só a primeira de 2012. Até o fim do ano, outras três datas vão apavorar os supersticiosos.

Sabe como surgiu a lenda de que a sexta 13 dá azar?

Existem várias teorias sobre isso. Uma delas diz que Jesus foi crucificado em uma sexta-feira, logo após fazer sua última ceia, que reuniu 13 pessoas.

Outros acreditam que a maldição da data começou na época dos templários. Filipe IV, rei da França na época, decidiu acabar com a ordem dos templários em uma sexta-feira, 13 de outubro.

Há também os que defendem a origem nórdica. Com a conversão, a deusa Friga teria se tornado uma bruxa que costumava se reunir com 11 feiticeiros e um demônio. Isso, claro, acontecia em todas as sextas-feiras.

Mas ninguém precisa ter medo da sexta-feira 13.

(Folha)

Estudo mostra política fiscal adotada no Brasil, durante crise europeia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta nesta sexta-feira (13), a partir das 9h30min, o estudo sobre a desaceleração do PIB em 2011. A pesquisa será divulgada na representação do Instituto no Rio de Janeiro, pelo técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac), Napoleão Silva, e pelo coordenador-geral da Dimac, Claudio Amitrano.

O estudo discute os principais fatores responsáveis pela desaceleração do PIB brasileiro em 2011. Serão analisados, por exemplo, os efeitos no crescimento econômico do país, da valorização cambial observada em 2011, do aperto monetário iniciado em 2010, da crise europeia e da política fiscal adotada pelo governo federal no período.

(Ipea)

Servidores administrativos do Estado realizam ato nesta sexta-feira na Seduc

Cerca de 500 servidores administrativos do Estado se reunirão nesta sexta-feira (13), a partir das 09h30min, na Secretaria de Educação do Estado (Seduc), no bairro Cambeba, para um ato em prol da publicação do decreto que regulamenta a Lei Nº 15.033, que dispõe sobre a ampliação da carga horária de seis para oito horas dos servidores administrativos do Estado, publicada em novembro de 2011.

A ampliação foi um dos itens da pauta de reivindicações, negociado entre o Governo e o Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec), onde a Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Estado (Asseec), que está a frente desse movimento, tem participação assídua.

O item foi autorizado em janeiro de 2011, teve a Lei publicada em novembro do mesmo ano, mas ainda depende do decreto que a regulamente para de fato valer.

Com vistas para essa demora e depois do não acontecimento da última reunião da Mesa Estadual de Negociação Permanente (Menp), na última terça-feira (10), quando possivelmente se saberia o andamento do processo, foi que a Asseec decidiu convocar os servidores administrativos de todas as secretarias para o referido manifesto.

Segundo o governador do Estado, a ampliação de carga horária dos servidores teria previsão de atendimento até novembro do ano passado, constando já em folha. Entidades de classes e suas bases representando várias secretarias, tanto da capital como do interior do Estado, participarão do movimento, que além da ampliação da carga horária terá como pauta o concurso público, a reestruturação das tabelas, a bonificação de deslocamento para servidores do interior e a gratificação de titulação, como também outros itens autorizados pelo governador, mas que ainda não acontecem.

(Asseec)

EUA identificam militares que aparecem urinando sobre corpos afegãos

O Corpo dos Fuzileiros Navais dos EUA anunciou na noite desta quinta-feira (12) ter identificado a unidade à qual os quatro militares americanos que aparecem num vídeo urinando sobre corpos afegãos pertencem. Já a emissora americana CNN e a agência de notícias Associated Press dizem que as Forças Armadas já conhecem a identidade de ao menos dois deles.

“Acreditamos ter identificado a unidade. Não podemos revelar seu nome neste momento porque o incidente ainda está sob investigação”, disse Joseph Plenzler, porta-voz dos fuzileiros navais.

Uma fonte disse à Associated Press, no entanto, que os quatro militares pertencem ao 3º Batalhão do 2º Regimento dos fuzileiros navais, conhecidos como “marines”, em inglês.

O grupo teria voltado para sua base no Campo Lejeune, na Carolina do Norte, entre setembro e dezembro do ano passado, embora alguns dos integrantes já possam ter migrado para outra divisão, acrescenta a fonte.

Mais cedo, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, classificou como “absolutamente deplorável” o vídeo divulgado na última quarta-feira (11) em que supostos soldados americanos aparecem urinando em corpos de militantes afegãos. Panetta disse que os envolvidos no incidente enfrentariam as punições cabíveis às suas ações, e que pediu aos comandantes das forças americanas e da Otan, a aliança militar do Ocidente, no Afeganistão uma investigação sobre o caso.

Reação afegã

Um porta-voz do Taleban afirmou nesta quinta-feira que o vídeo não vai afetar os esforços para as duas partes manterem conversações de paz. “Este não é um processo político. Portanto, o vídeo não vai prejudicar nossas conversações e troca de prisioneiros [de Guantánamo] porque elas estão num estágio preliminar”, disse o porta-voz Zabihullah Mujahid.

O porta-voz taleban denunciou o vídeo como um “ato de barbárie”. Segundo o Conselho para as Relações Americana-Islâmicas, principal associação muçulmana americana, as imagens colocam em risco outros soldados e civis afegãos.

(das agências)

Borracharias e sucatas são alvos de blitz contra a dengue

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Na Regional III existem 304 pontos estratégicos, ou seja, locais com maior possibilidade de proliferação do mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, como borracharias e sucatas. Permanentemente, esses locais são alvos de fiscalização.

Nesta sexta-feira (13), mais uma blitze será realizada, desta vez nos bairros Bonsucesso e João XXIII. A ação acontece a partir de 9 horas. Além desse trabalho, os 240 agentes sanitaristas e supervisores da Regional III iniciaram o primeiro ciclo de tratamento focal do ano e a expectativa é que os mais de 125 mil imóveis da área sejam visitados até março.

Além das blitze, a Regional III organizou, em novembro do ano passado, um encontro que certificou os donos de pontos estratégicos que contribuíram para a diminuição dos focos, alertando ainda sobre as consequências legais em casos de descumprimento das exigências sanitárias.

(SER III / Prefeitura de Fortaleza)

Operações financeiras suspeitas de juízes e servidores do Judiciário chegam a R$ 856 milhões nos últimos dez anos

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Uma análise sobre as movimentações financeiras de juízes e servidores do Judiciário mostrou que há R$ 855,7 milhões em operações suspeitas entre 2000 e 2010, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão fez uma varredura nos dados financeiros de um universo de mais de 216 mil pessoas ligadas ao Judiciário, sendo que 3.426 pessoas tiveram movimentação considerada fora da rotina, as chamadas operações atípicas.

O relatório foi solicitado pela Corregedoria Nacional de Justiça, em julho de 2010, e, a partir desta quinta-feira (12), passou a integrar o processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para sustar as investigações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre os ganhos de magistrados e servidores.

Movimentações atípicas não são transações irregulares e, sim, operações financeiras que fogem dos padrões da norma bancária e do sistema nacional de prevenção de lavagem de dinheiro.

De acordo com o Coaf, o maior número de operações atípicas no Judiciário foi registrado em 2002, quando apenas uma pessoa do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), do Rio de Janeiro, movimentou R$ 282,9 milhões, ou 94,3% das movimentações fora do normal registradas no ano (R$ 300,2 milhões).

Em 2008, houve um novo pico de transações anormais: R$ 159,6 milhões. Segundo o Coaf, apenas três pessoas – duas ligadas ao Tribunal de Justiça Militar de São Paulo e uma ligada ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) – movimentaram R$ 116,5 milhões, ou 73% do apurado no ano.

O estado que registrou o maior montante de operações atípicas na década passada foi São Paulo (R$ 169,7 milhões), seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 149,3 milhões) e a Bahia (R$ 145,4 milhões). O Rio Grande do Sul foi o único estado onde não se registrou nenhuma movimentação atípica entre 2000 e 2010.

Conforme adiantou a corregedora Eliana Calmon à Agência Brasil, o relatório do Coaf que chegou à corregedoria não apontava nomes e números de Cadastro de Pessoa Física (CPF). Para integrar o processo, a corregedoria precisou pedir que o Coaf retirasse o caráter confidencial do documento, o que ocorreu na última quarta-feira (11).

(Agência Brasil)

Bezerra está sendo ‘vítima pelo fato de ser nordestino’, diz líder

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou nesta quinta-feira (12) que o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) está sendo “vítima pelo fato de ser nordestino”.

O ministro presta esclarecimento à comissão representativa do Congresso Nacional sobre as suspeitas de que teria privilegiado Pernambuco, seu reduto político, na distribuição de recursos da pasta, além de acusações de nepotismo.

Segundo Costa, se São Paulo tivesse concentrado a verba, não haveria polêmica.

“Vossa Excelência está sendo vítima pelo fato de ser nordestino. Acho difícil que se tivesse havido liberação até maior para Estados como São Paulo tivesse essa celeuma. Isso só acontece quando se trata do Nordeste.”

Para o petista, Pernambuco recebeu o maior volume de recursos por ser “mais ágil”.

A fala do ministro já dura duas horas e meia. Ele ainda não passou por constrangimentos e só foi questionado mais duramente pela oposição.

O Palácio do Planalto orientou a base a blindar o ministro, temendo desgaste com o PSB, um dos principais aliados.

O ministro reforçou os argumentos de defesa sustentando que os repasses para Pernambuco seguiram critérios técnicos e que na divisão global, envolvendo verba de outros ministérios, o sudeste é quem mais recebeu dinheiro.

Apoio de Dilma

Após cinco horas de depoimento no Congresso, o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) afirmou na noite desta quinta-feira que acredita contar com a confiança da presidente Dilma Rousseff para permanecer no cargo.

Em entrevista coletiva ao final do depoimento, Bezerra admitiu que o governo “solicitou” que seu irmão Clementino Coelho deixasse a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

(Folha)

Aumento do mínimo no Brasil fica abaixo de vizinhos, aponta OIT

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O aumento real (descontada a inflação) do salário mínimo no Brasil ficou bem abaixo da média de reajuste nos países da América Latina e Caribe. Segundo relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), até outubro de 2011 a correção do mínimo brasileiro foi de 1,4% (na comparação com o mesmo período de 2010), enquanto o percentual verificado nos países vizinhos foi de 7,1%.

Segundo o documento, a média da região foi puxada para cima pelo desempenho da Argentina, onde o salário mínimo real cresceu 22,4%. Tirando o país, o crescimento médio da região fica em 2,9%.

O desempenho do poder de compra brasileiro só não foi pior do que o da Colômbia, onde o mínimo real aumentou 0,2% no mesmo período de comparação, e do que o do Panamá, que registrou queda de 5%.

Em geral, se não se olha apenas para o salário mínimo, as remunerações médias reais cresceram bem menos, 1,5% na comparação com 2010.

Apesar do resultado, a OIT elogia em seus relatórios a política de salário mínimo do Brasil, destacando que entre 2003 e 2010, período do governo Lula, o crescimento médio anual foi de 5,8%, ou quase 60% no acumulado.

“O resultado foi um aumento do salário mínimo acima da expansão real do PIB [Produto Interno Bruto], o que desencadeou efeitos redistributivos importantes e contribuindo para a redução dos níveis de pobreza.”

(Folha)

Os sete pecados que podem detonar uma carreira

Obviamente a intenção desta reportagem não é persuadir o estimado leitor a acabar com suas chances no mercado de trabalho, mas chamar a atenção para o que, embora pareça óbvio, à primeira vista, pode ser bastante corriqueiro para muita gente. De acordo com o site de empregos e mercado de trabalho americano Glassdoor.com, os sete pecados capitais que podem destruir sua carreira são: preguiça, desleixo, mentira, roubo, arrogância, cinismo e autopiedade. Mas atenção: nem mentira nem roubo são os crimes nefastos que você pode estar imaginando. São pequenos delitos que se cometem no dia a dia, quase sem querer, e que acabam desgastando sua credibilidade como profissional.

Se a carapuça servir, caro leitor, não se acanhe. Todos podemos nos identificar aqui.

PREGUIÇA E DESLEIXO – Os empregadores veem o que você está fazendo e o que não está. Tanto chefes quanto clientes sabem quantas horas existem num dia e se mais tarefas poderiam ser feitas. E se o que é entregue poderia ser feito de forma melhor. Quando entregar um trabalho, faça-o da melhor forma possível, sempre. Não adianta passar anos tentando construir uma imagem profissional se o trabalho entregue o trai.

MENTIRA E ROUBO – Toda vez que você se utiliza mais da organização do que oferece, isso acontece. Como quando a pessoa tem aulas particulares e estuda somente para conseguir a nota mínima necessária para passar. Esta forma diária de mentir e roubar é muito menos “sensacional” do que um golpe à la Bernard Madoff (ex-banqueiro americano condenado por lavar dinheiro e falsear balanços, num dos maiores crimes financeiros da história dos Estados Unidos). Mas esses pequenos crimes de oportunidade são bem mais propensos a acabar com a sua reputação.

ARROGÂNCIA E CINISMO – Quando você diz “Não vejo sentido nisso” ou “Isso não é o que eu faria”, pode ser útil se você tem educação, experiência e insight para ter esta perspicácia. Mas, caso tenha essa perspicácia, você provavelmente não dirá nada do tipo.

AUTOPIEDADE – Quando você acaba se dando mal, devido às suas próprias decisões ou às ações de outros, não perca tempo sentindo pena de si mesmo. Recarregue as próprias baterias, antes que elas acabem. Assuma a responsabilidade pelo que você poderia ter feito melhor e coloque o resto num capítulo intitulado “A vida não é justa”, que todo mundo sabe de cor.

Consultores brasileiros dizem que superar esses problemas só é possível com autoconhecimento e muita determinação diária. Ylana Miller, professora do Ibmec e sócia-diretora da Yluminarh Desenvolvimento Profissional, enumera mais um “pecado”, este que só prejudica o próprio profissional: a autossabotagem, que consiste, como a própria palavra diz, em uma sabotagem feita pelo próprio profissional, quando ele se acomoda e se esconde atrás de seus medos e bloqueios, impedindo o próprio desenvolvimento. Muita gente quer mudar, diz ela, mas não dá a “virada de mesa” necessária. E isso não significa necessariamente deixar a empresa onde se está trabalhando. Pode ser simplesmente mudar de área.

– Já vi, por exemplo, profissionais com um perfil empreendedor, criativo, mas que passaram um tempo sendo liderados por chefes que não acreditavam no seu trabalho, e o desencorajavam. A autossabotagem é quando a própria pessoa passa a acreditar que não é capaz – explica Ylana. – Pessoas que traçam sempre o mesmo caminho e cometem sempre os mesmos erros estão se autossabotando. Elas têm medo de mudar, não são flexíveis e dão tiros no próprio pé.

(O Globo)

Maioria desaprova sistema público de saúde, mostra pesquisa

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Pesquisa sobre o sistema de saúde no Brasil, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, mostra que 61% dos 2.002 entrevistados em todo o país consideram a rede pública péssima ou ruim. Somente 10% avaliaram a qualidade como boa ou ótima.

Segundo o levantamento, a avaliação mais positiva foi na Região Sul, onde 30% das pessoas ouvidas disseram que a qualidade do sistema de saúde de sua cidade é ótima ou boa. O Nordeste ficou com a pior avaliação: 62% qualificaram como ruim ou péssima.

Entre os entrevistados, 42% disseram que não perceberam melhorias no sistema nos últimos anos e 43% opinaram que ele piorou. Para o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Renato Fonseca, os dados refletem a opinião do público e não o posicionamento do pesquisador sobre a questão.

Além disso, 24% têm plano de saúde contratado, em sua maior parte pelo empregador. As campanhas de vacinação são a iniciativa mais visível, para o público, do sistema de saúde.

(Agência Brasil)

96% rejeitam criação de novo imposto para saúde, aponta CNI

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A maioria da população é contra a criação de novos impostos para melhorar a saúde no Brasil. Segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgada nesta quinta-feira (12), 96% dos entrevistados não querem um novo imposto para a área, apesar de 95% afirmarem acreditar que o setor precisa de investimentos.

As informações são da pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: Saúde Pública” e mostram ainda que 61% dos entrevistados reprovam o sistema público de saúde brasileiro.

Para 82% dos entrevistados, o governo deve acabar com a corrupção para obter mais recursos para a área. Outra solução, defendida por 53% das pessoas, é a redução de desperdícios. Somente 18% da população diz acreditar que seja necessário transferir recursos de outras áreas para o setor.

De acordo com o estudo, o principal problema do sistema de saúde é a demora no atendimento, apontado por 55% dos entrevistados. Em seguida, está a falta de equipamentos e de unidades de saúde, indicado por 10% das pessoas; e a falta de médicos, indicado por 9% da população.

Segundo a pesquisa, esses problemas estão ligados, pois a demora no atendimento em hospitais e postos de saúde se deve, principalmente, à falta de equipamentos e de médicos. “Para a população, no entanto, é o resultado final –a demora para ser atendido– que aparece como o principal problema”, explica o estudo.

Para melhorar a situação, 57% dos entrevistados dizem que é preciso aumentar o número de médicos. Outros 54% afirmam que o governo deve equipar melhor os hospitais públicos e os postos de saúde. A terceira ação, assinalada por 30% dos pesquisados, é o aumento de salário para os médicos.

(Folha)