Blog do Eliomar

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Entidades ligadas a políticos do Ceará são investigadas por improbidade administrativa

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“Três entidades públicas ligadas à política cearense são investigadas pela Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap) por nunca terem prestado contas sobre o dinheiro arrecadado nos últimos cinco anos. De acordo com o Ministério Público do Estado do Ceará, estima-se que as entidades tenham recebido mais de R$ 16 milhões dos cofres de municípios e que seus orçamentos sejam maiores que o de muitas cidades cearenses.

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) deverá efetuar a “tomada de contas especial” na Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece), a União dos Vereadores do Ceará (UVC) e a Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará (APDM).

Segundo o promotor de Justiça Ricardo Rocha, que subscreve a representação juntamente com o procurador de Justiça coordenador da Procap Benon Linhares Neto, embora tenham sempre recebido dinheiro público, tais entidades nunca prestaram conta de um só centavo do dinheiro do povo que foi recebido e gasto.

“Conforme o conteúdo da representação, somente o fato de não prestar conta já se constitui ato de improbidade administrativa e as tomadas de contas poderão demonstrar eventual uso indevido do dinheiro público, o que pode se configurar crime”, alega o MPE, questionando como e com o que foi gasto o total deste montante advindo de receitas públicas.”

(O POVO Online)

Agência do INSS tem porta com arranjo de madeira

O vexame continua na agência do INSS do bairro Parquelândia. Uma das bandas da porta central do local quebrou há meses e o que se viu foi esse arranjo de madeira.

Aliás, moradores do entorno dizem que o prédio dessa agência deveria ser repensado. Há muito espaço ocioso que poderia abrigar, por exemplo, uma Casa do Cidadão.

Era só ser firmado convênio entre envolvidos que a população agradeceria.

(Foto =- Paulo  MOksa)

Governador lamenta perda de Ivonete e destaca sua postura ética

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Do governador Cid Gomes, recebemos nota lamentando a morte da jornalista Ivonete Maia, registrada nesta tarde de terça-feira, em Fortaleza:

“Recebo com grande pesar a notícia do falecimento de Ivonete Maia, profissional que aprendi a admirar por uma série de predicados que ela reunia e que incluíam o tato jornalístico, a coragem, o entusiasmo e, acima de tudo, a ética. O jornalismo cearense fica mais pobre com sua partida. O meio acadêmico também lamenta essa perda, lembrando a professora que levou para a sala de aula a seriedade e a competência tendo, durante muitos anos,  lapidado talentos para o mercado de trabalho do nosso Estado. Guardarei de Ivonete Maia a imagem da cidadã que em todos os espaços que ocupou – na imprensa, no Sindicato dos Jornalistas, na ACI e na Universidade, exercitou espírito cidadão e a critica construtiva, sempre procurando contribuir para ter em nossa sociedade mais liberdade e justiça.”

* O corpo será velado na Ethernus, na rua Padre Valdevino.

Prefeita manda nota lamentando morte de Ivonete Maia

Da prefeita Luizianne Lins (PT), recebemos mensagem sobre a morte da jornalista Ivonete Maia, registrada nesta tarde de terça-feira:

“Uma das pioneiras do jornalismo cearense, única mulher a ocupar a presidência da Associação Cearense de Imprensa (ACI), ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), professora. Ivonete Maia nos deixou hoje, mas seu legado permanece nas várias gerações que ajudou a formar com seus ensinamentos pautados pela ética e pelo respeito à dignidade humana. Eu mesma fui uma de suas alunas e vou sempre levar a lembrança da firmeza delicada dessa filha de Jaguaruana que vai deixar muita saudade. Neste momento de despedida, deixo também minha mensagem de conforto e solidariedade para a família dessa grande mulher que foi Ivonete Maia.

Adísia Sá: Ivonete tinha a marca de uma lutadora

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Da jornalista Adísia Sá, sobre a jornalista Ivonete Maia, sua amiga de mais de 40 anos, que morreu nesta tarde de terça-feira de câncer no esôfago:

“Pra mim, Ivonete foi um modelo. Uma mulher de força de vontade, que assumiu todos os cargos na Reitoria da UFC. Foi diretora da Rádio Universitária FM, diretora da Imprensa da UFC, Ouvidora, professora…enfim, vivia uma vida intensa. Ela era forte e tinha a marca de uma lutadora.”

* O velório deve ocorrer neste fim de tarde na Ethernus, na rua Padre Valdevino. A família ainda  decide se haverá cremação ou enterro.

Mantega: Sem ajuda do Congresso, País não alcançará meta de crescimento

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“O Congresso é fundamental para o país manter o ritmo de crescimento sem desequilíbrios de ordem econômica, ressaltou hoje (14) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois da reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto, da qual participaram líderes do governo na Câmara e no Senado, além de lideranças dos partidos alinhados com o governo da presidenta Dilma Rousseff.

Mantega voltou a defender que o Brasil tem “amplas condições” para crescer 4,5% este ano e manter o ritmo de geração de empregos em torno de 2 milhões de vagas ao ano, uma vez que os investimentos oficiais devem ultrapassar R$ 40 bilhões. A expectativa dele é de que o volume de investimentos deste ano seja 10% maior que o do ano passado. Para isso, ele enfatizou, na reuniçao do conselho, que a contribuição dos congressistas tem sido muito importante até aqui, impedindo o aumento de gastos de custeio que poderiam desequilibrar a política de consolidação fiscal em andamento.

“Sentimos que o pacto dos líderes é fundamental para manter o controle econômico, que vai proporcionar superávit fiscal [economia para pagar os juros da dívida] de R$ 140 bilhões neste ano”. Uma folga que, segundo ele, vai reduzir ainda mais a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB), que fechou 2011 em 36%. Isso significa dizer que a dívida do país equivale a 36% de tudo que o que foi produzido no ano passado.

O ministro da Fazenda acenou ainda com mobilização do governo para oferecer condições financeiras e tributárias ao empresariado para não interromper o ciclo de ampliação do número de empregos formais no país. Como exemplo de medida de estímulo, Mantega citou o barateamento do crédito, tanto para a produção quanto para o capital de giro. Ele disse ainda que, apesar de a crise financeira internacional não estar resolvida, o Brasil tem, ao contrário de muitos países, um forte mercado de consumo e condições favoráveis para crescer a taxas anuais de 4,5%.

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, acrescentou que a determinação da presidenta Dilma Rousseff à equipe de governo é para melhorar a qualidade dos serviços prestados à população, em todos os setores. Isso exige, segundo a ministra, o aperfeiçoamento da gestão pública, com monitoramento em tempo real dos serviços e das obras em andamento.”

(Agência Brasil)

Secopa divulga nota sobre caso da paralisação das obras do Castelão

A Secretaria Especial da Copa 2014 mandou nota para o Blog tratando da paralisação que se registrou nas obras do Estádio Castelão nessa segunda-feira. A nota diz que a Secopa cobrou solução para o impasse do consórcio responsável pelo projeto. Confira:

NOTA OFICIAL

Sobre a paralisação parcial das obras do estádio Plácido Aderaldo Castelo, Castelão, a Secretaria Especial da Copa 2014 (Secopa) informa que tem acompanhado de perto todo o processo desde o início, na última segunda-feira, dia 13. Logo após reunião realizada na tarde de ontem, entre o Consórcio Construtor – formado pelas empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça – e o Sintepav/CE, o secretário Ferruccio Feitosa solicitou ao Consórcio a imediata resolução do problema com o cumprimento das regras firmadas no Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012, celebrado entre o Consórcio e o Sintepav/CE, pelas empresas terceirizadas e/ou subcontratadas.

O consórcio garantiu que não haverá diferenças trabalhistas entre os colaboradores contratados diretamente pelo Consórcio e os trabalhadores terceirizados, ratificando o compromisso firmado no Acordo Coletivo através de um Termo de Compromisso oficializado junto ao Sintepav/CE.

Secretaria Especial da Copa 2014.

Morre aos 73 anos a jornalista Ivonete Maia

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“A jornalista cearense Ivonete Maia morreu por volta das 13h30min desta terça-feira, 14, aos 73 anos. Ivonete estava internada no Hospital das Clínicas, onde se tratava de um câncer no esôfago, diagnosticado no segundo semestre do ano passado.

Maria Ivonete Moreira Maia nasceu em Jaguaruana (180 km de Fortaleza). Irmã de mais 14 mulheres e homens, filha de seu Carlos e dona Maria Maia, neta de Ana de Carvalho Moreira, “mulher valente”. A avó materna lhe deu (a valentia e) o rumo: a Capital e os estudos.

Ivonete formou-se em Letras (Faculdade Católica de Filosofia) e em Jornalismo (na 1ª turma do curso da Universidade Federal do Ceará, de 1969). Trabalhou nos jornais O Nordeste, Gazeta de Notícias e O POVO e nas rádios Assunção e Verdes Mares.

Foi professora do Curso de Comunicação Social da UFC e ocupou cargos de gestão também na Rádio Universitária e nas Edições UFC. Mas costumam abreviá-la como “a primeira mulher a presidir um Sindicato de Jornalistas no Brasil (1981-86) e a assumir a presidência da Associação Cearense de Imprensa (1989-92 e 2008-dias atuais)”.”

* Confira a última entrevista de Ivonete Maia. Foi para as “Páginas Azuis”, do O POVO, nessa segunda-feira. Aqui.

Manutenção da aliança PT/PSB e um fétido odor de oportunismo político

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Com objetivo de contribuir com o debate sobre a manutenção ou não da coligação que reelegeu a prefeita Luizianne Lins (PT), o professor João Arruda, da UFC, manda artigo para o Blog. O título é “A Cidade de Fortaleza e a Coligação PT, PSB, PCdoB, PMDB…” Confira:

A imprensa do nosso estado e as redes sociais têm dedicado um espaço cada vez maior discutindo a continuidade ou não da exótica coligação PT-PSB-PCdoB… e a sua conveniência, tendo em vista o interesse do município. Há ardorosos defensores da sua continuidade – os que advogam a permanência do status quo administrativos da cidade – e há os que defendem uma ruptura nessa coligação, avaliando que a cidade é mal administrada e  acreditando no surgimento de um projeto de cidade que esteja sintonizado com os anseios da maioria dos nossos munícipes. Como fortalezense, somos dos que se posicionam pelo seu imediato rompimento, pois entendemos que nada justifica a sua continuidade. Ela nunca existiu como tal e a sua continuidade será motivada por um pragmatismo eleitoreiro que tem um fétido odor de oportunismo político.

Ora, do ponto de vista doutrinário, uma coligação partidária é uma união de forças políticas que visam os mesmos objetivos: a vitória eleitoral e a hegemonia do poder em disputa. Essa aliança pressupõe que os partidos envolvidos possuem afinidades programáticas, têm um projeto
político-administrativo comum e que devem funcionar como uma agremiação partidária durante o tempo em que durar a coligação.

Estes pressupostos nunca balizaram a formação da nossa esdrúxula coligação. Pelo que temos observado no atual condomínio político de Fortaleza, a realidade é diametralmente oposta: os principais parceiros não dialogam, os partidos que formam a coligação possuem orientações
doutrinárias extremamente divergentes e as verdadeiras motivações da grande maioria dos membros da coligação foram a de poder compartilhar das benesses do poder. A própria escolha e montagem do staff administrativo não respeitou os pressupostos que deveriam legitimar a coligação: a prefeita simplesmente loteou a máquina administrativa entre os partidos coligados e, em contrapartida, passou a exigir apoio político incondicional dos confederados.

O exemplo emblemático da não-coligação é a relação conflituosa que marca o cotidiano do não-diálogo entre prefeitura e o governo estadual. Não é por acaso que a cidade de Fortaleza nada ganhou com essa coligação. Só a título de exemplificação, em reunião recente do PSB municipal, o chefe de Gabinete do Governo, secretário Ivo Gomes, reclamava de que, mesmo o Governo Estadual tendo investido mais de cinco bilhões de reais na cidade, mais do que o governo municipal investiu em quase oito anos, a administração Cid Gomes tem sofrido um irracional e sistemático boicote por parte da administração municipal. Por esses e outros motivos, concluímos que a continuidade dessa inominável coligação só ocorrerá por irresponsabilidade política e por um aético e fétido oportunismo político.

* João Arruda, Sociólogo e Professor da UFC.

joaoarruda@ufc.br

Tucano defende que PSDB abra mão da cabeça de chapa em nome de ampla aliança

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O empresário Beto Studart, filiado ao PSDB, diz estar torcendo para que seu partido busque uma ampla aliança em Fortaleza para disputar a Prefeitura. Isso independente do partido ter candidato próprio. Beto avalia que o PSDB deveria reforçar a ideia de uma frente ampla, mas, principalmete, fechar uma proposta inovadora para a cidade.

Ele não falou em partidos nem sugeriu nomes para candidato, mas deixou claro que o fortalezense espera ações que façam Fortaleza crescer e melhorar onde avançou. Beto já foi candidato a vice-governador na chapa de Lúcio Alcântara que, quando era governador, tentou reeleição e perdeu para Cid Gomes (PSB).

Já o presidente estadual Marcos Cals vem repetindo sempre que o partido trabalha para ter candidato próprio, o que foi endossado nesta manhã de terça-feiera pelo vice-presidente estadual, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos.

Policial acusado de integrar grupo de extermínio vai a julgamento nesta 4ª feira

“A 2ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza levará a julgamento, nesta quarta-feira, às 13h30min, Sílvio Pereira do Vale Silva. Ele será julgado pelo crime de homicídio duplamente qualificado cometido contra Lenimberg Rocha Clarindo, no dia 18 de julho de 2006, em Fortaleza.

Conforme denúncia do Ministério Público do Ceará (MP/CE), oito pessoas, sete delas encapuzadas, invadiram a casa de Lenimberg Rocha e efetuaram 15 disparos contra a vítima, que morreu no local. A acusação, representada pela promotora de Justiça Alice Iracema Melo Aragão, afirma que a morte foi por engano.

O alvo seria A.A.S., acusado de ser um dos autores do latrocínio praticado contra o policial Claudionor Pereira da Silva, ocorrido no mesmo dia. Ainda de acordo com o MP, os envolvidos, integrantes de grupo de extermínio, desejavam se vingar da morte do PM e confundiram a vítima devido à semelhança física.

Por meio de investigação, que durou mais de dois anos, chegou-se a Sílvio Pereira do Vale Silva e ao cabo da Polícia Militar Pedro Cláudio Duarte Pena, conhecido como “Cabo Pena”.

Sílvio Pereira foi identificado por testemunha como a pessoa que estava sem capuz no dia do assassinato. O réu, que se encontra na Casa de Privação Provisória de Liberdade Desembargador Francisco Adalberto de Oliveira Barros Leal, em Caucaia, negou participação no crime. A defesa será patrocinada pelo defensor público Gelson Azevedo Rosa.
O “Cabo Pena” foi julgado no dia 21 de agosto de 2009 e condenado a 14 anos de reclusão.”

(Site do TJ-CE)

Os números de homicídios registrados durante a greve da PM cearense…

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Eis a Coluna Política, assinada por Érico Firmo, desta terça-feira. Aborda o número de homicídios registrados durante o período da greve da polícia e bombeiros militares no início de janeiro último. A situação da violência foi pior do que a verificada na Bahia.

No O POVO de ontem, o repórter Tiago Braga mostra que, infelizmente, houve muito mais que a boataria – da qual o governador Cid Gomes reclamou – no descalabro que tomou o Ceará durante a greve dos policiais militares. Os números impressionam. A média de janeiro foi de assustadores 10 assassinatos por dia. Durante os três primeiros dias do mês, quando a Polícia Militar estava em greve, saltou para 24 homicídios/dia. O dado supera a média da trágica greve baiana, quando a média, em 12 dias, foi de 15 homicídios. A situação cearense é ainda pior se for levada em consideração a proporção em relação à população – a baiana é quase o dobro.

Para o Governo do Ceará, a diferença crucial entre a greve da PM no Estado e a paralisação na Bahia foi a postura do Exército. O Palácio da Abolição se queixa que as ruas não foram ocupadas, ao contrário do que se deu no caso baiano. Há inclusive reclamação de diferença de tratamento político – o governador da Bahia, Jaques Wagner, é do PT, partido da presidente Dilma Rousseff. O governo Cid chegou a disponibilizar 152 veículos zero quilômetro para as tropas. Os carros haviam sido adquiridos para a Secretaria da Saúde. Diante da situação emergencial, foram adesivados com o nome “Polícia” e entregues para uso do Exército na patrulha das ruas.

Entretanto, 20 viaturas foram o máximo que chegou a circular simultaneamente em Fortaleza. Ainda assim, em comboios de cinco. Efetivamente, era como se houvesse apenas quatro veículos patrulhando a Capital, nos momentos de presença mais ostensiva. Praticamente nada. Daí ter se dado a situação de colapso. Caso tivesse havido presença e ocupação ostensiva do Exército, na leitura do governo, a dramática situação teria sido drasticamente minimizada. “O que aconteceu na Bahia era para ter acontecido no Ceará”, disse Eduardo Diogo, secretário estadual do Planejamento, que esteve na linha de frente das negociações que encerraram a greve. Ele destaca que, enquanto lá os manifestantes tomaram a Assembleia Legislativa, aqui eles se concentraram no quartel da 6ª companhia do 5º batalhão. Portanto, deveria ser muito mais simples cercar o local e isolar os grevistas.

“Não houve boa vontade (do Exército). Deixaram o governador na mão”, disse Diogo. Ainda assim, o secretário defende que a postura adotada pelo governo cearense, mesmo sem suporte, mostrou-se a mais eficaz na resolução do problema. “Mesmo deixado na mão, o governador solucionou o problema de modo célere, eficaz, resguardando toda a sociedade”.

Sucessão em Fortaleza – Nome de consenso no PT deve sair em abril

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O PT promoveu nessa noite de segunda-feira, em sua sede, encontro com os direetórios estadual e municipal de Fortaleza para discutir eleições. Os pré-candidatos petistas à Prefeitura compareeram e segundo Artur Bruno, a busca é por consenso até o mesmo de abril próximo.

A onda de greves da Polícia e uma selva de medo

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Eis artigo do professor e pesquisador João Pereira Coutinho, que está publicado na Folha de São Paulo desta terça-feira. Ele aborda a greve dos policiais militares da Bahia. O título é curioso: “Hobbes na Bahia”. Confira:

A ausência do Estado, esse velho sonho de anarquistas, pode jogar-nos de volta para uma selva de medo?

 

Sazonalmente, o Brasil arruína-me. Acontece quando a desordem se instala nas ruas do país e eu passo horas ao telefone a falar com amigos ou colegas sitiados em suas casas. Anos atrás, quando o Primeiro Comando da Capital tomou literalmente conta de São Paulo, minha conta de telefone furou a estratosfera.

O mesmo sucedeu agora com a greve policial na Bahia, que permitiu o velho cortejo de crimes e pilhagens que fazem parte do circo. Telefonei, confirmei. Todos os meus amigos estão bem, obrigado. Eu é que não estou: primeiro, já pensei seriamente em enviar a conta do telefone para os grevistas do Estado. Eles que paguem a despesa dos meus cuidados.

E, depois, porque sou obrigado a concordar com Thomas Hobbes (1588-1679), um filósofo político inglês com quem mantinha uma relação de amor e ódio. Não mais. O ódio era compreensível: sempre que lia “Leviatã” (1651), a minha costela libertária tremia um pouco. Não que tenha uma visão otimista sobre a natureza humana.

Deus me livre e guarde. Essa, curiosamente, é a minha principal discórdia com os libertários puros e duros: eles têm uma insensibilidade ao “problema do mal” que os remete para companhias ideológicas pouco recomendáveis. Mas, apesar de tudo, a ideia hobbesiana de um poder soberano indivisível e indiscutível, que exige uma submissão quase total dos seus súditos, sempre me pareceu a receita perfeita para a tirania.

Como é evidente, leituras apressadas geram conclusões apressadas. É possível ler Hobbes com umas lentes ligeiramente mais “liberais”. Para começar, entender a vida de Hobbes é entender parte da sua filosofia política: nascido em Londres, ele testemunhou a Guerra Civil Inglesa que levou à execução do rei Charles 1º. Não admira que a paz, a segurança e a ordem tenham sido suas preocupações permanentes.

Aliás, não apenas dele: partindo da sua experiência pessoal -ou, melhor dizendo, das suas “sensações” pessoais-, Hobbes chegou rapidamente à conclusão de que a primeira paixão dos homens é a mais lúgubre de todas: temos medo da morte. O que significa que a preservação da vida deve ser a base de qualquer “contrato social”.

No “estado de natureza”, a vida é “solitária, pobre, sórdida, brutal e curta”. Não porque exista uma malignidade metafísica na alma da raça; mas porque, muitas vezes, a minha paz exige um estado permanente de guerra. Eu mato para não ser morto. Eu roubo para não ser roubado. Etc. O Estado é esse agente supremo que os indivíduos resolvem dar a si próprios para protegerem a sua vida e, nos casos em que a lei é omissa, a sua própria liberdade.

É o Estado -a força do Estado- que modera as vaidades, as ambições e os orgulhos dos homens; é ele quem garante esse mínimo de ordem sem o qual a liberdade natural dos indivíduos tem pouco ou nenhum valor substancial.

Hobbes está certo: quando olhamos para zonas de conflito no mundo, podemos debater as causas econômicas e sociais que explicam os morticínios; ou podemos, no caso brasileiro, discutir a duvidosa legalidade das greves policiais ou os falhanços da política nacional de segurança pública. Mas existe uma discussão prévia que nos remete para Thomas

Hobbes: poderá existir vida em sociedade sem que o Estado detenha o “monopólio da violência” (expressão do sociólogo Max Weber) de forma a impedir a metastização da violência pela sociedade? Ou, pelo contrário, a ausência do Estado, esse velho sonho de anarquistas e libertários, pode jogar-nos de volta para uma selva de medo e abuso?

A resposta de Hobbes é clara: sem Estado, a selva é o nosso destino. E, se é verdade que o Estado foi, muitas vezes, um agente de violência ilegítima e desumana sobre os cidadãos, não era esse o Estado que Thomas Hobbes pretendia.

Lendo os seus textos, encontramos os instrumentos básicos para pensar um Estado democrático, legítimo, defensor da vida humana -e, pormenor fundamental, respeitador da intimidade dos indivíduos. Desprezar Hobbes só é possível por deficit de conhecimento e excesso de segurança. Mea-culpa.

jpcoutinho@folha.com.br

Cai liminar que suspendeu concuso de agente penitenciário

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Da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Jusdtiça e Cidadania do Estado, recebemos nota informando sobre a retomada do concurso público de agente penitencário, que havia sido suspenso por liminar. Confira:

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará e a Comissão Executiva do Vestibular da Fundação Universidade Estadual do Ceará informam aos interessados a decisão do desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Ceará,  José Arísio Lopes da Costa, que acatou o pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e cassou a liminar da Juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Maria Vilauba Fausto Lopes.

A liminar proferida pela MM Juíza, no dia 1º de fevereiro,  anulava as questões 48 e 50 do caderno 04 da prova de Conhecimentos Específicos para o provimento de 800 cargos para Agentes Penitenciários do Ceará.

Com a nova decisão, a Comissão Organizadora do Concurso informa que o tramite do Concurso de Agente Penitenciário do Ceará seguirá normalmente, por meio da lista de aprovados divulgada e publicada no Diário Oficial, e que o cronograma dos exames de capacidade física serão divulgados, até o dia 24 de fevereiro de 2012, no site www.uece.br/cev.

SSPDS divulga Operação Carnaval

O Comando das Polícia Militar e Civil do Estado já fecharam a “Operação Carnaval”, que será deflagrada a partir desta sexta-feira, com apoio das Polícias Rodoviária Federal e Estadual.

O coordenador operacional da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social , delegado Andrade Júnior, apresentará, às 14h30min desta terça-feira, detalhes do plano de segurança.

Ele dará  uma coletiva no Palácio da Segurança, situado na avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Gerardo.

Empresário Carlos Jereissati é entrevistado pelo The Wall Street Journal

O presidente da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, Carlos Jereissati Filho, acaba de ser entrevistado pelo The Wall Street Journal. Ele falou sobre o bom momento da economia brasileira. A matéria cita a chegada de diversas marcas internacionais ao País e destaca o Shopping Iguatemi São Paulo neste segmento, que tem atraído várias dessas boutiques de luxo, como Burberry, Gucci e Tiffany&Co.

 A reportagem aborda também o patrocínio do Iguatemi São Paulo a eventos culturais e de moda. Com isso, o Shopping incentiva a economia criativa do Brasil, que continua crescendo e obtendo maior relevância internacionalmente.

Publicado nos Estados Unidos, o The Wall Street Journal é conhecido como um dos jornais internacionais mais importantes e pode ser encontrado nas principais capitais do Mundo.

 * Link com a matéria do The Wall Street Journal: http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204136404577207280823481236.html?KEYWORDS=carlos+jereissati+filho

Le Monde Diplomatique destaca economia nordestina

“O crescimento econômico e social do Nordeste do Brasil foi destaque da edição deste mês do periódico internacional Le Monde Diplomatique. A publicação apresenta caderno especial (anexo) sobre a Região, na qual consta artigo de pesquisadores do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), que elenca fatores para o “processo virtuoso de crescimento” nordestino.

Entre os fatores que colaboraram para essa evolução, o artigo publicado na revista aponta a política expansionista de crédito, a valorização do salário mínimo, a evolução do emprego formal e da qualidade do trabalho, além de projetos estruturantes em andamento, a exemplo da ferrovia Transnordestina e da construção de estaleiros, siderúrgicas e refinarias.

O caderno traz ainda entrevista com o diretor de Gestão de Desenvolvimento do Banco do Nordeste, José Sydrião Alencar, que aborda o tema crescimento e distribuição de renda. Outro destaque é o apoio do Banco aos microempreendimentos, por meio do Crediamigo e Agroamigo, destacado por meio de cases de clientes, artigo e entrevistas com gestores dos programas de microfinanças urbana e rural.

Sobre agricultura familiar, por exemplo, a reportagem ressalta  que “o BNB atua fortemente no financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na região, estimulando a produção de alimentos para os brasileiros e a manutenção do homem no campo”.

A revista Le Monde Diplomatique é publicada em 25 idiomas e tem uma tiragem de 2,4 milhões de exemplares. Veiculada desde 1954,  surgiu em versão impressa no Brasil em 2007 por iniciativa do Instituto Polis.

SERVIÇO

* Versão digital da revista pode ser acessada por meio do site www.diplomatique.org.br.