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Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua primeira viagem internacional

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Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca hoje (20) às 22h para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira (22), num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira (23), no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira (24), está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira (25).

Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.

(Agência Brasil)

Eunício e a reinvenção da política

Da Coluna Guálter George, no O POVO deste domingo (20):

Abre-se um vácuo importante no cenário político do Ceará com a chegada de um novo grupo de parlamentares para tomar assento nas cadeiras que cabem ao Estado no Congresso Nacional em 1º de fevereiro próximo, no Senado e na Câmara Federal, sem que esteja entre eles o empresário Eunício Oliveira, que há 20 anos bate ponto entre uma casa legislativa e outra. Ele sai de cena, temporariamente, e deixa dúvidas quanto aos seus objetivos políticos mais imediatos.

No exterior, ao lado da família e longe do fofoquismo reinante em Brasília e mesmo aqui no Ceará, o atual presidente do Senado Federal alimenta as especulações com seu silêncio. Atividade política continuará fazendo, é certeza, mas, pergunta-se: Como? Com qual intensidade? Dentro de quais objetivos? Eunício continua presidente do MDB estadual e permanece no cargo de tesoureiro na executiva nacional, significando que dentro do seu partido não existirá decisão, no nível que seja, que prescinda de sua opinião ou até palavra definitiva.

Conversar com ele, atrás de desenhar um horizonte mais claro acerca de como projeta o próprio futuro fora do parlamento e dos mandatos, expõe ainda mais as dúvidas e amplia as incertezas. “Ajudar o Ceará é um dever”, diz, meio evasivamente. Outra frase comum ao seu discurso pronto, diante de cobranças sobre como será a partir de agora, destaca que “a boa política não se faz apenas com mandato”. Tudo verdade, mas, por outro lado, a memória que se tem de Eunício Oliveira o vincula, necessariamente, a ações de um parlamentar sempre influente, circulando nos ambientes de poder, próximo a quem governa. De alguma maneira o experiente político precisará se reinventar .

Sem desconsiderar, ainda, que a dor de cabeça com os processos não cessarão, até entrando em fase nova, aparentemente menos controlável.

Eunício teve o nome citado em algumas delações da Lava Jato, dentre elas a do cearense Sergio Machado, e agora passa a enfrentar Ministério Público e a Justiça sem as proteções que um mandato, de alguma forma, oferece.

Especialmente quando se ocupa os postos estratégicos por onde ele circulou nos últimos anos, no parlamento e no Executivo.

Quanto à presença no cenário local, ele caminhará ao lado do governador, de quem foi aliado na campanha e a quem deve reconhecimento pelo empenho pessoal para viabilizar sua reeleição como senador, que acabou não vindo. A derrota doeu, certamente deixou marcas e deverá render novos capítulos porque há contas a serem ajustadas quando a oportunidade permitir mais adiante. Volta a dúvida, porém: existirá vida (política) inteligente para Eunício Oliveira fora de um mandato parlamentar? O tempo dirá.

Trump propõe plano para acabar com paralisação do governo

Em pronunciamento na Casa Branca nesse sábado (19), o presidente Donald Trump propôs um plano que será enviado ao Congresso para tentar acabar com a atual paralisação parcial da máquina estatal americana, também chamada de shutdown, que entrou no 29º dia, sendo a mais longa da história dos Estados Unidos.

Em seu plano, Trump propõe US$ 800 milhões para assistência humanitária, US$ 805 milhões para tecnologias de detecção de drogas, mais 2.750 agentes de fronteira e 75 novos juízes de imigração.

O presidente norte-americano também propõe três anos de proteção legislativa para jovens imigrantes ilegais e a extensão em três anos para os que têm status de proteção temporária.

Em troca, Trump quer que os congressistas democratas aprovem a construção do muro na fronteira com o México orçada em US$ 5,7 bilhões.

Os democratas se recusam a aprovar os recursos para a construção do muro que tem o objetivo de frear a imigração ilegal, uma das principais promessas de campanha.

Em resposta, o presidente se recusou a assinar orçamentos de vários departamentos governamentais não relacionados com a disputa. Como resultado, cerca de 800 mil funcionários – de agentes do FBI a controladores do tráfego aéreo e funcionários de museus – não receberam salários.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi (Democratas), disse que essa proposta é um compilado de diversas iniciativas previamente rejeitadas, que são “inaceitáveis”. Segundo ela, é “improvável” que alguma dessas medidas seja aprovada na Casa.

(Agência Brasil)

Mega-Sena volta a acumular e prêmio da quarta-feira é de R$ 38 milhões

A Mega-Sena voltou a acumular e o prêmio da quarta-feira (23) será de R$ 38 milhões, de acordo com a estimativa da Caixa Econômica Federal.

Os números sorteados na noite desse sábado (19), em Piratu/SC, foram: 0428293043 e 52.

O teste da Quina também não apresentou acertador e o prêmio desta segunda-feira (21) será de R$ 2,8 milhões, de acordo ainda com a estimativa da Caixa. Os números sorteados foram: 37 – 39 – 51 – 53 e 76.

Hamilton Mourão critica acordo entre Ceará e Bahia

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), criticou acordo fechado entre os governadores petistas do Ceará, Camilo Santana, e da Bahia, Rui Costa, que mantém desde o dia 5 de janeiro um contingente de cerca de 100 policiais militares baianos no Ceará para ajudar a controlar a crise de segurança que o Estado vem sofrendo nas últimas semanas. A informação é do Uol.

O acordo também irritou militares das Forças Armadas. Segundo o site, eles argumentam que a ação de empréstimo de policiais não deveria ter ocorrido sem o intermédio do governo federal. Também foram feitas críticas a supostos objetivos políticos na medida.

Em entrevista concedida por telefone ao Uol, o vice-presidente Mourão classificou a ação como “mais uma jogada de marketing”. “No meio de uma crise dessa natureza, o governador da Bahia mandar 100 policiais para o Ceará é igual a tapar um buraco com uma pedrinha”, criticou.

Militares ouvidos teriam dito ainda que a medida de empréstimo poderia abrir precedentes para propostas de formação de forças regionais militarizadas, não previstas na Constituição Federal. O Exército, entretanto, não se manifestou oficialmente sobre o caso.

O governo da Bahia negou intenções políticas e disse que a ação segue “o preceito de mútua cooperação entre os entes federados, contemplado na Constituição”. O combate a quadrilhas interestaduais também foi argumento usado pelo Estado.

Em nota, o governo cearense afirmou que o convênio de cooperação entre os estados foi firmado para “debelar o problema de segurança que está ocorrendo no Ceará”. A nota também diz que o empréstimo não viola a Constituição em relação à autonomia dos entes federativos, ponto criticado pela oposição ao governo baiano, e afirma que a Bahia não exerce interferência na ação dos policiais durante sua atuação no Ceará.

O Ceará vive desde o dia 2 de janeiro onda de violência com ataques a prédios públicos e privados, ônibus, pontes e viadutos. Neste sábado, subiu para 399 o número de presos relacionados aos atentados, que, suspeita-se, sejam comandados de presídios onde estão líderes de facções criminosas.

(O POVO Online)

Ônibus é incendiado na noite desse sábado no Conjunto Palmeiras

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Um ônibus foi queimado no bairro Conjunto Palmeiras na noite desse sábado, 19. Segundo moradores do bairro, o veículo, que fazia a linha 629 – Conjunto Palmeiras/Perimetral, foi incendiado na rua Modesta, próximo à Escola Dra Aldaci Barbosa, localizada na avenida Valparaíso.

Esse foi o 18º dia da onda de violência que atinge o Ceará. Nesse sábado, subiu para 399 o número de presos relacionados aos atentados, que, suspeita-se, sejam comandados de presídios onde estão líderes de facções criminosas.

(O POVO Online / Foto: WhatsApp)

OMS lista as 10 principais ameaças para a saúde em 2019

Surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias. Estes são alguns dos itens que integram a lista das 10 principais ameaças à saúde global em 2019, divulgada nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com duração de cinco anos, com o objetivo de garantir que 1 bilhão de pessoas a mais se beneficiem do acesso à saúde e da cobertura universal de saúde; estejam protegidas de emergências de saúde; 1 bilhão desfrutem de melhor saúde e bem-estar.

De acordo com a OMS, são as seguintes as questões que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano:

Poluição do ar e mudanças climáticas
A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não transmissíveis
Dados da entidade mostram que doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos), sendo que mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.

Pandemia de influenza
O mundo enfrentará outra pandemia de influenza – a única coisa que ainda não se sabe é quando chegará e o quão grave será. O alerta é da própria OMS, que diz monitorar constantemente a circulação dos vírus para detectar possíveis cepas pandêmicas.

Cenários de fragilidade e vulnerabilidade
A entidade destacou que mais de 1,6 bilhão de pessoas – 22% da população mundial – vivem em locais com crises prolongadas (uma combinação de fatores como seca, fome, conflitos e deslocamento populacional) e serviços de saúde mais frágeis. Nesses cenários, metade das principais metas de desenvolvimento sustentável, incluindo saúde infantil e materna, permanece não atendida.

Resistência antimicrobiana
A resistência antimicrobiana – capacidade de bactérias, parasitos, vírus e fungos resistirem a medicamentos como antibióticos e antivirais – ameaça, segundo a OMS, mandar a humanidade de volta a uma época em que não conseguia tratar facilmente infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose. “A incapacidade de prevenir infecções pode comprometer seriamente cirurgias e procedimentos como a quimioterapia”, alertou.

Ebola
No ano passado, a República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola, que se espalharam para cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em zona de conflito ativo. Em dezembro, representantes dos setores de saúde pública, saúde animal, transporte e turismo pediram à OMS e seus parceiros que considerem 2019 um “ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde”.

Atenção primária
Sistemas de saúde com atenção primária forte são classificados pela entidade como necessários para se alcançar a cobertura universal de saúde. No entanto, muitos países não têm instalações de atenção primária de saúde adequadas. Em outubro de 2018, todos os países-membro se comprometeram a renovar seu compromisso com a atenção primária de saúde, oficializado na declaração de Alma-Ata em 1978.

Vacinação
Segundo a OMS, a relutância ou a recusa para vacinar, apesar da disponibilidade da dose, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis por imunização. O sarampo, por exemplo, teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. “[A vacina] é uma das formas mais custo-efetivas para evitar doenças – atualmente, previnem-se cerca de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano”, diz a OMS. Além disso, 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação tivesse maior alcance.

Dengue
Um grande número de casos de dengue é comumente registrado durante estações chuvosas de países como Bangladesh e Índia. Dados da OMS mostram que, atualmente, os casos vêm aumentando significativamente e que a doença já se espalha para países menos tropicais e mais temperados, como o Nepal. A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

HIV
De acordo com a entidade, apesar dos progressos, a epidemia de Aids continua a se alastrar pelo mundo, com quase 1 milhão de pessoas morrendo por HIV/aids a cada ano. Desde o início, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram. Atualmente, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

(Agência Brasil)

CDL-Fortaleza busca entendimento das mudanças implementadas pela Receita Federal

O presidente da CDL-Fortaleza, Assis Cavalcante, buscou esta semana uma aproximação e um entendimento das mudanças que estão sendo implementadas pela Receita Federal, além da divulgação dos projetos do setor varejista.

O dirigente esteve acompanhado diretor da CDL-Fortaleza, Antonio José Mello, em visita ao superintendente da Receita Federal, João Batista Barros, e ao adjunto Marcos Araripe.

No início deste mês, Assis Cavalcante conheceu as novas tendências do varejo para 2019, nos Estados Unidos.

(Foto: Divulgação)

Lavras da Mangabeira – Heitor Férrer recebe homenagem em sua cidade natal

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Em meio aos festejos do centenário de morte de Fideralina Augusto Lima, a dona Fideralina, liderança política de Lavras da Mangabeira na Revolução de 1914, conhecida por Sedição de Juazeiro (confronto entre as oligarquias do Cariri e o governo federal), o deputado estadual Heitor Férrer foi homenageado pela Academia Lavrense de Letras.

Filho de Lavras da Mangabeira, Heitor recebeu a medalha “Fideralina Augusto Lima” das mãos do vereador Nen Férrer e presidente da Academia, Cristina Couto.

Brasil é 5º país em ranking de uso diário de celulares no mundo

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Os brasileiros passaram mais de três horas por dia usando o celular em 2018. Essa média colocou o país em 5º lugar no ranking global de tempo dispendido com esse aparelho. O dado é do relatório Estado de Serviços Móveis, elaborado pela consultoria especializada em dados sobre aplicativos para dispositivos móveis App Annie, considerando um dos mais completos do mundo.

Considerando todos os países analisados, os usuários de smartphones ficaram em média três horas por dia usando aplicativos móveis. Os países onde essa mania obteve maior popularidade foram Indonésia, Tailândia, China e Coreia do Sul. No primeiro caso, a média ultrapassou as quatro horas por dia. A lista considerou os dados de clientes de celulares com sistema operacional Android.

Na comparação com 2016, o tempo médio diário usando smartphones cresceu 50%. Na divisão por tipos de aplicações, as redes sociais concentraram 50% das horas gastas nesses aparelhos, seguidas por programas de reprodução de vídeo (15%) e por jogos eletrônicos (10%).

Segundo os autores do estudo, esse índice de consumo é alimentado pelos “micro-momentos cumulativos”, em que as pessoas checam seus celulares, como para conferir e-mails recebidos, mensagens ou atualizações nas linhas do tempo de redes sociais. “A natureza ‘em tempo real’ de dispositivos móveis permitiu um crescimento difundido deste tipo de comportamento dos consumidores”, indica o estudo.

No total, os apps móveis somaram quase 200 bilhões de downloads em 2018. O número representou um crescimento de 35% em relação a 2016. A média brasileira de crescimento foi menor no mesmo período, de 25%. A China teve grande participação, sendo responsável por metade dos aplicativos baixados em lojas para sistemas operacionais Android e iOS. Esse desempenho foi 70% maior do que em 2016, quando foi registrado o dobro do ritmo de crescimento médio global.

No tocante ao número de aplicativos instalados, usuários do Japão, dos Estados Unidos e da Coreia do Sul ultrapassaram mais de 100 programas instalados. A média de apps usados, contudo, ficou entre 30 e 40. No caso brasileiro, as médias ficaram em pouco mais de 70 aplicativos instalados e pouco mais de 30 utilizados pelos navegadores.

O levantamento também mapeou o tamanho do mercado de aplicações móveis. No total, o segmento movimentou US$ 101 bilhões (R$ 378 bilhões). O índice representou um aumento de 75% em relação a 2016. A China representou quase 40% dos gastos mundiais. A ampliação do mercado no país teve ritmo quase dobrado da média mundial, cerca de 140%. Na Coreia do Sul, as vendas aumentaram 80% no mesmo período.

Com grande parte dos apps disponibilizados gratuitamente, o segmento mais dinâmico do mercado é o de jogos eletrônicos. A comercialização desses programas abocanhou 74% do mercado mundial. Contudo, os apps que não são jogos também ganharam espaço, saindo de US$ 3,7 bilhões (R$ 13,89 bilhões) em receitas em 2013 para US$ 19,7 bilhões (R$ 74 bilhões) em 2018.

Os serviços líderes de mercado foram Netflix, Tinder, Tencent Video, iQIYI e Pandora Music. O 3º e 4º são plataformas de vídeo chinesas, enquanto o 5º é uma empresa que disponibiliza músicas dos Estados Unidos.

Na divisão geográfica, as receitas ficaram concentradas em três grandes polos: China, com 32% dos gastos em empresas sediadas no país; Estados Unidos, com 22% e Japão, com 21%. As cinco maiores empresas do mundo foram a Tencent (China), NetEase (China), Activision Blizzard (Estados Unidos), Bandai Namco (Japão) e Net Marble (Coreia do Sul).

(Agência Brasil)

Jovens demais para morrer

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Em artigo no Observatório da Imprensa, o jornalista Luís-Sérgio Santos narra a trajetória do fotógrafo cearense Luciano Carneiro. Confira:

Robert Capa e Luciano Carneiro trilharam caminhos relativamente paralelos, guardadas a diversidade geopolítica. Ambos, romperam suas fronteiras e viraram cidadãos do mundo. O primeiro inspirou o outro e ambos morreram jovens, no ápice da fama. Luciano Carneiro foi o primeiro fotógrafo de guerra do Brasil como enviado especial da revista “O Cruzeiro” para a guerra da Coreia, em 1951. Robert Capa foi o grande inspirador do fotógrafo Luciano Carneiro.

Em muitos momentos Luciano refez os caminhos de Capa. Por exemplo, a cobertura de uma guerra. Capa inventou a cobertura do jornalismo de guerra. Foi o pioneiro e o mais ousado. Pagou com a própria vida em acidente frugal, sem combate. Do mesmo modo Luciano. Piloto, morreu em um acidente aéreo às vésperas do Natal de 1959, como passageiro, em um voo de Brasília ao Rio de Janeiro, no retorno de uma pauta também frugal, lúdica.

A relação subjetiva que Luciano estabeleceu com Capa é um dos capítulos mais instigantes da biografia que estou escrevendo sobre o fotógrafo de ‘O Cruzeiro’. Há um enorme atavismo, uma intertextualidade ou, sem firulas acadêmicas, uma imitação de Luciano como homenagem e como superação — freudianamente falando — deste em relação a Capa. O que permanece é a admiração e o respeito.

Luciano construiu uma carreira de pouco mais de dez anos no momento em que nascia o fotojornalismo no Brasil, sob o guarda chuva dos Diários Associados e dentre dele, da revista ‘O Cruzeiro’ — essa arrojada estratégia de integração nacional levada a efeito pelo visionário e destemido Assis Chateaubriand.

No final dos anos 1940, Luciano Carneiro era repórter e fotógrafo do jornal Correio do Ceará, em Fortaleza, veículo fundado em 1915 mas adquirido por Chateaubriand em 1937 passando a fazer parte da poderosa rede nacional Diários Associados.

Inquieto e fascinado pelo jornalismo, o jovem de pouco mais de 1,70m de altura largou faculdade de Direito do Ceará para se dedicar totalmente ao jornalismo e, perifericamente, aos seus esportes preferidos, a aviação e o xadrez. O amor pela aviação foi potencializado a partir da amizade com Hélio Guedes, empresário e também presidente do Aeroclube do Ceará. O amor pelo xadrez cresceu na medida em que cobria os campeonatos desses esporte nas galerias do Náutico Atlético Cearense. O batismo de fogo de Luciano na aviação foi um voo de Fortaleza a Parnaíba e daí a Teresina, quando, ao ousar em quebrar seu “recorde” de altitude, se perdeu; Ainda bem que estavam à bordo o próprio Guedes e o instrutor de Luciano, seu xará Luciano Magalhães.

Luciano caiu nas graças do “desassombrado” — na expressão de Flávio Damm — Chateaubriand quando ganhou um concurso instituído pela revista ‘O Cruzeiro’ para premiar os melhores pilotos do Brasil. Saiu sozinho de Fortaleza rumo ao Rio de Janeiro pilotando um pequeno avião, no início dos anos 1940 quando, finalmente se mudou para o Rio de Janeiro.

Na edição de 2 de julho de 1937, a revista ‘Life’ publicou a foto que marcaria o início da carreira de Robert Capa como repórter de guerra, ‘Falling Soldier’ [Soldado Caindo]. A foto, aberta no alto da página 19, ilustra o editorial ‘Death In Spain: The Civil War has Taken 500,00 Lives In One Year’ — [“Morte na Espanha: A Guerra Civil levou 500.000 vidas em um ano”].

Seguiam-se, até a página 25, muitas fotos da guerra civil espanhola com legendas escritas por Ernest Hemingway. Sob a foto do “Soldado caindo”, lê-se: “A câmera de Robert Capa pega um soldado espanhol no momento em que ele é derrubado por uma bala na cabeça em frente a Córdoba” A famosa foto foi feita no 5 de setembro de 1936 em Cerro Muriano, bairro espanhol com parte do seu território no município de Córdoba e outra parte no município de Obejo.

Publicada primeiramente na revista semanal francesa ‘Vu’ de 23 de setembro de 1936 somente no ano seguinte saiu na influente ‘Life’ ilustrando o texto de Hemingway sobre a fratricida guerra (1936 a 1939). Anos mais tarde instalou-se uma polêmica ruidosa sobre a veracidade daquela que é a mais celebrada foto de guerra. Uma entre outras polêmicas que se seguiriam.

A segunda guerra mundial ampliava a notoriedade e o arrojo de Capa colocando-o no front juntamente com os soldados do 16º Regimento de Infantaria das Forças Armadas americanas no decisivo desembarque na Easy Red, em Omaha Beach — nomes e códigos criados pelos americanos —, no norte da França, região da Normandia.

A ruidosa ação produziu fotos “ligeiramente fora de foco”. A cobertura de Capa saiu na edição de 19 de junho de 1944 de ‘Life’, cuja capa era um retrato em plano médio do general Dwight D. Eisenhower sentado olhando para a câmera, mãos sobre uma mesa de trabalho, bandeira nacional ao fundo, com uma caneta na mão simulando estar escrevendo — um clássico clichê.

O artigo “Beachheads of Normandy” — algo como a ocupação estratégica da Normandia ou, simplesmente, “a invasão da Normandia” — era ilustrado com o material de Robert Capa da página 25 à página 29 daquela edição. Das 108 fotos feitas por Capa somente 11 sobreviveram ao acidente que destruiu o material. Dessas 11 fotos, ‘Life’ publicou 10.

Quando morreu, na Indochina, Capa já era um dos sócios da Magnum — a pioneira agência cooperativa de fotógrafos que ele ajudou a fundar na ressaca do pós guerra — mas estava a serviço da ‘Life’, de onde formalmente se desligou em 1947 para iniciar a cooperativa. “Ele era um grande amigo e um grande e muito bravo fotógrafo”, disse Ernest Hemingway à revista ‘Life’. A capa da edição exibia uma ilustração colorida de um prosaico alce em primeiro plano, em um campo aberto, tendo ao fundo mais quatro similares, em atos diversos. Era a chamada a série “O mundo em que vivemos”, iniciada há 10 edições.Robert Capa certamente deveria estar no lugar daquela ilustração mas nunca se sabe as motivações de um editor e de um publisher.

As revistas são muito menos perecíveis que os jornais principalmente devido a qualidade do papel e do acabamento mas também pelo conteúdo na maioria das vezes mais conjuntural se contrapondo à factualidade que predomina nos jornais. A vida útil das revistas e a quantidade média de leitores por exemplar é potencialmente muito maior que a dos jornais.

‘Life’ influenciou definitivamente o fotojornalismo no mundo e, em especial, ‘O Cruzeiro’. A hipótese de que ‘Life’ fundou o fotojornalismo é consistente.

Foi o Henry Luce, quando comprou a revista em 1936, quem escreveu a hoje antológica “missão”, dando as diretrizes do método profissional e seus altivos objetivos: “Ver a vida; Para ver o mundo; para testemunhar grandes eventos… para ver coisas estranhas… para ver e se surpreender”.

A missão de ‘Life” se espraiou nos trópicos.

“O Luciano era mais revolucionário, era mais questionador, estabelecia um diálogo crítico com [o chefe de redação da ‘O Cruzeiro’] Leão Gondim”, relembra Flávio Damm. Ele conta que Luciano defendia um formato mais retangular da fotografia no layout da revista na perspectiva dos 45 graus da visão humana.

Contemporâneos de Luciano Carneiro em ‘O Cruzeiro’, como Flávio Damm, todos eles lembram que a revista proporcionava condições de trabalho excepcionais, sem restrições de ordem financeira tanto para aquisição de novas tecnologias gráficas e fotográficas quanto para viagens em grandes coberturas e reportagens especiais. “Nós tínhamos liberdade para fazer qualquer coisa”, lembra Damm. “O laboratório era impecável, os fotógrafos não tinham limitação para fotografar”, lembra Luiz Carlos Barreto que começou como repórter na revista mensal ‘A Cigarra’, também dos Diários Associados, e, em 1950 passou a integrar a equipe de ‘O Cruzeiro’ na cobertura da Copa do Mundo. Cobriu também as copas de 1954, 1958 e 1962.

Quando voltaram da cobertura da Copa de 1958 na Suécia — onde o Brasil ganhou seu primeiro título mundial no futebol —, Luiz Carlos Barreto e Luciano Carneiro, estavam inebriados com o sucesso da agência Magnum, uma cooperativa internacional de fotógrafos fundada um ano antes por quatro fotógrafos: Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, George Rodger e David “Chim” Seymour todos ainda demasiado marcados pela brutalidade da guerra recém finda.

Os fotógrafos da Magnum elevados ao status de ícones principalmente para seus colegas mundo afora.

Exemplares da ‘Life’ passeavam pelas mãos da redação de ‘O Cruzeiro’, idem da sua similar francesa, a revista ‘Paris Match’. Era uma inspiração e também uma projeção constantes. Muitas pautas surgiam a partir dali e, em alguns casos, até mesmo versões locais de temas publicados.

Um outro fotógrafo de guerra, William Eugene Smith, cumpriu papel crucial nessa atividade cobrindo embates sangrentos em meio ao fogo cruzado. Vítima de disparos em confronto de guerra, Smith passou dois anos se submetendo a cirurgias para tentar recompor parte da caixa óssea facial.

“Se eles fizeram nós também poderíamos fazer”, conta Flávio Damm traduzindo o espectro que irradiou um “aventureirismo” sobre a redação de ‘O Cruzeiro’.
— A partir dessas referências criou-se um ‘aventureirismo”. Íamos para os lugares de peito aberto… não tínhamos limitação , não tínhamos medo.

Mostro, em capítulo específico da biografia de Luciano Carneiro, que de todos os “aventureiros” ele foi infinitamente o mais ousado. Como primeiro fotógrafo de guerra do jornalismo brasileiro pulou de paraquedas na Operação Tomahawk junto com as tropas americanas no chão arrasado da guerra da Coreia. É fato que Joel Silveira e Rubem Braga reportaram batalhas da segunda guerra na Itália junto às tropas da Força Expedicionária Brasileira — FEB. Mas o diferencial de Luciano Carneiro na guerra da Coreia é especialmente a fotografia a despeito de ele escrever seus próprios textos. Ele estava lá quando o fato aconteceu.

Vejamos este cronograma bem resumido de algumas coberturas de Luciano Carneiro:

1951: Cobriu a sanguinária guerra da Coreia (1950 e 1953)
1951: Formosa, China
1953: Cobriu a coroação da rainha Elizabeth II
1953: Reportagem em Canudos resgatando a memória Antônio Conselheiro
1954: Em abril, entrevista e fotografa na cidade do Cairo, Muhammad Naguib, presidente do Egito
1954: Cobre a Copa do Mundo de Futebol ao lado de Indalécio Wanderley e Luiz Carlos Barreto em equipe chefiada por David Nasser.
1954: Cobriu Chatô e o MASP itinerante, em Milão.
1954: Cobre o VII Festival Internacional do Filme, em Karlovy Vary, cidade balneária na Checoslováquia.
1955: Em abril, ‘O Cruzeiro’ publica reportagens de Luciano Carneiro na África com Albert Schweitzer que construiu uma vila para atender leprosos na África Equatorial Francesa, hoje Gabão.
1955: Correspondente de ‘O Cruzeiro’ na Europa, cobre o Festival de Cannes com atrizes como Sophia Loren, Grace Kelly, Gina Lollobrigida, Doris Day, Brigitte Bardot, Esther Williams, Zsa Zsa Gabor, Gene Kelly. Uma belíssima foto de Dominique Wilms ocupou página inteira, sangrada, na revista ‘O Cruzeiro’.
1955: Paris, cobre a exposição ‘Archives de France’
1956: Mais uma de suas reportagens com jangadeiros no Ceará com fotos raras, coloridas.
1959: Cobriu a expulsão de Fulgêncio Batista pela revolução cubana com Fidel Castro com fotos exclusivas e entrevista com Fulgêncio e com Fidel Castro no calor do primeiro dia da tomada de Havana. São fotos dramáticas.

Luciano cobriu a guerra da Coreia com a 25ª. Divisão de Infantaria Americana. Os voos saiam de uma base de apoio no Japão. “Luciano Carneiro, o jovem repórter cearense de ‘O Cruzeiro’, único correspondente de guerra sul-americano na Coreia, consegue um feito sensacional saltando de paraquedas atrás das linhas comunistas”, exaltou ‘O Cruzeiro’ anunciando a chegada de Luciano Carneiro à Coreia.

Preparando-se para a nova empreitada, o piloto Luciano tomou aulas de paraquedismo com o campeão sul americano Charles Astor, pioneiro do paraquedismo e da ginástica acrobática no Brasil e, logo, deu seu primeiro salto, sozinho. No segundo salto, a “maquininha Leica de perdigueiro” estava em punho “fixando cenas espetaculares em pleno espaço”.

Em fevereiro, Luciano seguiu para o Japão onde cumpriu as etapas de exigências para, finalmente, obter o credenciamento para ir ao front.

Na cobertura seguinte, na União Soviética, refez, de certo modo, sozinho, o roteiro escrito por John Steinbeck (texto) e Robert Capa (foto) mostrando o dia a dia no bloco durante a guerra fria e publicado no livro ‘A Russian Journal’ (1948).

Minha pesquisa mostra a influência de Capa em Luciano e a influência da revista ‘Life’ em ‘O Cruzeiro’. Num dado momentos, o desenho desta se apropria das dimensões da ‘Life’, em tipografia em enquadramento das imagens.

Robert Capa, o fotógrafo que sobreviveu a muitos tsunamis, morreu “afogado” em copo d’água, ao pisar em uma mina terrestre na Indochina, em 25 de maio de 1954. Suas pernas ficaram dilaceradas, as mãos firmes seguravam a câmera. Estava com 41 anos.

José Luciano Mota Carneiro, um repórter ‘globetrotter’, morreu em um acidente, a colisão de caças da aeronáutica que invadiram o espaço aéreo de um avião de passageiros Viscount da Vasp que o trazia de volta de uma cobertura em Brasília juntamente com outros 42 passageiros no dia 22 de dezembro de 1959. Estava com 33 anos.

Não chegou a ver seu segundo filho que nasceu em março de 1960 para fazer companhia a Tatiana, a primogênita do casal Luciano e Maria da Glória Stroebel Carneiro.

Luis Sérgio Santos é professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará

Relação entre cintura e estatura pode indicar risco cardiovascular

O acúmulo excessivo de gordura na região abdominal já é um conhecido indicador de risco para doenças cardiovasculares. A medida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não deve ultrapassar 94 centímetros (cm) nos homens e 90 cm nas mulheres. Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no entanto, identificou que pessoas fisicamente ativas e sem sobrepeso, mas com valores de relação cintura-estatura (RCE) próximos ao limite do risco também têm maior probabilidade de desenvolver distúrbios no coração.

O RCE é obtido pela divisão da circunferência da cintura pela estatura. “Até então, os valores acima de 0.5 indicavam alto risco de desenvolver alguma doença cardiovascular ou metabólica. Os valores abaixo de 0.5 indicavam que a pessoa tinha aparentemente menor risco”, explicou Vitor Engrácia Valenti, professor da Unesp de Marília e coordenador da pesquisa. Para o estudo foram selecionados 52 homens saudáveis e fisicamente ativos, com idade entre 18 e 30 anos.

Segundo Valenti, estudos recentes sugerem que a RCE fornece informações mais precisas de riscos cardiovasculares do que o Índice de Massa Corporal (IMC), que avalia a distribuição de gordura pelo corpo. “O resultado que encontramos chama a atenção daquelas pessoas que acham que [estão fora dos grupos de risco] por não ter barriga, mas não fazem atividade física ou mantêm hábito alimentar saudável. Mesmo sem barriga, pode ser um risco”, alertou o professor com base no trabalho.

O estudo, que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi feito em colaboração com a Oxford Brookes University, na Inglaterra, e publicada na revista Scientific Reports.

Avaliação

Os participantes do trabalho foram divididos em três grupos: o primeiro, composto por homens com menor percentual de gordura corporal e com RCE entre 0,40 e 0,449; o segundo, formado por homens com RCE entre 0,45 e 0,50, próximo ao limiar de risco; e o terceiro, por homens com RCE acima do limite de risco, entre 0,5 e 0,56. “Nós avaliamos parâmetros fisiológicos do sistema nervoso autônomo, por meio do ritmo do coração, antes e durante uma hora após a recuperação do exercício”, explicou Valenti.

Eles foram avaliados durante dois dias. No primeiro exercício, os participantes tiveram que permanecer 15 minutos sentados e em repouso e, em seguida, fizeram uma corrida com esforço máximo em uma esteira ergométrica. O objetivo era constatar que todos eram fisicamente ativos. Embora não fossem atletas, mantinham atividades regulares. Em seguida, teriam que ficar em repouso por 60 minutos.

No segundo dia, foram submetidos a um exercício físico moderado: uma caminhada de 30 minutos em uma esteira. A intensidade seria de aproximadamente 60% do esforço máximo. A intenção era observar, durante o repouso e a primeira hora após os exercícios, a velocidade de recuperação cardíaca autonômica. “Quanto mais tempo o organismo demora para se recuperar após o exercício, isso é indicativo de que essa pessoa tem probabilidade maior de desenvolver doença cardiovascular, como hipertensão, infarto, AVC”, disse o pesquisador.

Os resultados mostraram que os grupos com RCE próximo e acima do limite de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas apresentaram recuperação cardíaca autonômica mais lenta, tanto no esforço máximo quanto no moderado. “Mesmo aqueles saudáveis e fisicamente ativos, que não tinham sobrepeso e nem obesidade, mas que tinham valores de normalidade mais próximos dos valores de risco, tinham risco maior do que aquele grupo que era composto por indivíduos com menor tamanho de cintura e estatura”, destacou Valenti.

O pesquisador explicou que este é um estudo inicial, mas com “fortes evidências” da necessidade de rever os valores de referência. “Vamos sugerir agora que ele seja feito em outros países, com outra população, em outras condições. Aqui verificamos na população brasileira. Se pensarmos na população da China, do Japão, que tem cultura diferente, costumes diferentes, não podemos generalizar com base nos resultados apenas dos brasileiros”, advertiu.

Obesidade

A obesidade é considerada uma epidemia global pela OMS. Estima-se que 1,9 bilhão de adultos tenham sobrepeso, dos quais 600 milhões estão obesos. No Brasil, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2017, do Ministério da Saúde, mostrou que 18,9% dos brasileiros estão obesos. Além disso, mais da metade da população das capitais brasileiras (54%) têm excesso de peso.

(Agência Brasil)

Fazenda Nacional multa TIM em R$ 300 milhões

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A TIM, de acordo com a Veja, foi multada em R$ 300 milhões pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão ligado à Advocacia-Geral da União.

A multa foi aplicada porque a TIM utilizou a holding Bitel para diminuir a tributação durante as privatizações de 1998 e 1999. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional a Bitel foi criada apenas para essa finalidade.

Em nota a TIM declara que “que cumpriu as regras vigentes à época da privatização” e que “aguardará a publicação do acórdão para, conhecendo os detalhes da decisão, verificar quais medidas se fazem cabíveis”.

A TIM está envolvida também na polêmica em relação ao uso de recursos do BDNES. De acordo com uma lista divulgada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a operadora está no topo da lista, na categoria telecomunicações. Até o final de novembro do ano passado foram aportados R$ 12,142 bilhões para a operadora.

60 vagas – Imparh recebe inscrições para curso de inglês avançado

A Prefeitura de Fortaleza, por meio do Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh), abriu inscrições para o curso especial de Inglês Avançado. No total, estão sendo ofertadas 60 vagas. As inscrições poderão ser feitas até 22 de fevereiro pela internet.

Voltado para estudantes que desejam dar continuidade aos estudos da língua inglesa, após terem concluído o nível básico do idioma, o curso de Inglês Avançado tem carga horária de 60h/a, formatado em quatro semestres, que ao final do 4º semestre certifica-se com 240 h/a.

Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário eletrônico na área de Educação do Catálogo de Serviços da Prefeitura e em seguida gerar o boleto que deve ser pago e apresentado até o dia 22 de fevereiro, junto ao comprovante de inscrição, na Gerência de Extensão do Imparh, de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O valor do curso é de R$ 200. As vagas das turmas serão preenchidas por ordem de confirmação presencial das matrículas na Gerência de Extensão do Imparh.

Para esse semestre, o curso de Inglês Avançado terá oferta de duas turmas, sendo uma às segundas e quartas-feiras, das 17h às 19h, e outra às terças e quintas-feiras, também das 17h às 19h, no período de 20 de fevereiro agosto a 20 de junho.

SERVIÇO

Gerência de Extensão do Imparh
Av. João Pessoa, 5609 – Damas
Tel: 3433.2995
Horário de atendimento: 8h30 às 12h e 13h às 17h

BR 116 – Viaduto é atacado por criminosos no bairro Dias Macedo, na madrugada deste sábado

Uma explosão foi registrada em um viaduto localizado na avenida Alberto Craveiro, na BR-116, na madrugada deste sábado, 19. Com esta ação criminosa, a onda de ataques no Ceará chega ao 18º dia. A Polícia Civil está investigando o caso.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o explosivo deixou uma pequena fissura na base da estrutura, que fica no bairro Dias Macedo.

O Núcleo de Perícia Externa (Nupex) da Coordenadoria de Perícia Criminal (Copec) esteve no local para realizar os primeiros levantamentos na cena do crime. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve na ocorrência.

(O POVO Online / Repórter Matheus Facundo)

MEC lança programa para simular nota no Sisu

O Ministério da Educação (MEC) lançou um simulador que permite os estudantes saberem quanto precisam tirar no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingressar no curso que desejam pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O simulador está disponível na internet.

Ao entrar na página do simulador, o estudante coloca suas notas das disciplinas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagem, matemática e redação de qualquer das edições do Enem que tenha participado. Depois, marca a alternativa “ampla concorrência” ou “lei de cotas” e, se desejar, usa os filtros disponíveis.

Caso deseje uma simulação mais específica, pode ainda selecionar algumas das modalidades de concorrência, a região e a unidade da federação de sua preferência, além do curso e turno desejados.

O simulador faz um comparativo com todas as edições passadas do Enem, desde 2010, quando o Sisu foi implantado pela primeira vez, até 2018, mostrando a menor nota que ingressou em determinada graduação, por universidade e edição do Sisu.

Segundo o MEC, o objetivo é manter o simulador sempre atualizado, com dados da última edição do Sisu, e disponível para acesso durante todo o ano, de forma a incentivar o estudante a melhorar o seu desempenho no Enem para obtenção de vaga no curso de graduação desejado.

O programa foi desenvolvido pela equipe de Business Intelligence da Secretaria Executiva do MEC.

Ontem (18) o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou as notas do Enem 2018. As inscrições para o Sisu do primeiro semestre começam na terça-feira (22).

(Agência Brasil)

Incompetência, terror e caos

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Em artigo no O POVO deste sábado (19), o juiz federal Nagibe de Melo Jorge Neto, autor do livro “Abrindo a Caixa-Preta: Por que a Justiça não funciona no Brasil?”, aponta que “não temos vivido tempos piores porque as ações terroristas ainda são gambiarras mambembes. Ainda”. Confira:

O terrorismo chegou entre nós pelas mãos da incompetência e do descaso. Anos e anos de “deixa prá lá”. Condições péssimas nos presídios, leniência, impunidade, penas brandas. Tudo que não era pra ser, mas tem sido. Os absurdos banalizados resultaram efeitos opostos abomináveis: abuso policial e grupos de extermínio de um lado; facções criminosas terroristas, do outro. A corrupção ligando as duas pontas.

Agora, as facções criminosas queimam ônibus, explodem pontes e viadutos, derrubam torres de energia, deixam cidades inteiras sem telefone. Não temos vivido tempos piores porque as ações terroristas ainda são gambiarras mambembes. Ainda. Em matéria de improviso só se comparam com as ações midiáticas do Estado: montes de policiais nas ruas, tropas de choque, Exército, equipes do Raio, fuzis, Força Nacional de Segurança.

Sim, polícia ostensiva é importante. Sim, efetivo bem armado e treinado, Força Nacional de Segurança, o Exército, tudo isso é importante. É o mínimo para o caos que vivemos, mas está longe de ser suficiente. Muito longe.

Nem sequer temos uma lei antiterror para esses crimes nefandos. O básico do básico. Precisamos de condições dignas nos presídios. Esses presídios anárquicos, infectos e caóticos são o caldo de cultura para as facções criminosas. Precisamos de um regime rigoroso de cumprimento das penas, com respeito à dignidade dos presos.

Acima de tudo, precisamos de muita investigação e inteligência. Esse é o investimento que ninguém vê, o trabalho silencioso e demorado que não dá votos, mas é fundamental. É isso que permite identificar os líderes das organizações criminosas, saber de onde partem os ataques e congelar o dinheiro. Sem dinheiro, o poder do crime diminui drasticamente.

É preciso dinheiro para cooptar comparsas, queimar ônibus, destruir viadutos, torres de energia e implantar o terror. É preciso inteligência, investigação paciente, coleta de provas, banco de dados confiável, cooperação interestadual para bloquear o dinheiro e asfixiar o terror. Só polícia na rua não resolve.

Nagibe de Melo Jorge Neto

Juiz Federal, professor da UniChristus e autor do livro Abrindo a Caixa-Preta: Por que a Justiça não funciona no Brasil?