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Último da etnia – Funai divulga imagens de índio isolado na Amazônia

A Fundação Nacional do Índio (Funai) divulgou imagens inéditas de um índio que vive isolado na Amazônia. A Funai observa o índio há 22 anos, planejando ações de vigilância do território onde vive e garantindo sua proteção contra ameaças externas.

Conhecido como o “índio do buraco”, ele é o último sobrevivente de sua etnia. De acordo com a Funai, na década de 80, a colonização desordenada, a instalação de fazendas e a exploração ilegal de madeira em Rondônia provocaram sucessivos ataques aos povos indígenas isolados, num constante processo de expulsão de suas terras e de morte.

Segundo a Funai, após o último ataque de fazendeiros ocorrido no final de 1995, o grupo do índio isolado que provavelmente já era pequeno (a partir de relatos, a equipe local acreditava serem seis pessoas) tornou-se uma pessoa só. Os culpados jamais foram punidos. Em junho de 1996, o órgão teve o conhecimento da existência e da traumática história deste povo, a partir da localização de acampamento e outros vestígios de sua presença.

Quando há a presença confirmada ou possível de povos indígenas isolados fora de limites de terras indígenas, a fundação se utiliza do dispositivo legal de Restrição de Uso (interdição de área), visando a integridade física desses povos em situação de isolamento, enquanto se realizam outras ações de proteção e tramitam processos de demarcação de terra indígena.

A atual delimitação da Terra Indígena (TI) Tanaru, onde vive o índio isolado, foi estabelecida em 2015, por meio de portaria que prorrogou a interdição de área por mais 10 anos. A área demarcada tem 8.070 hectares. As primeiras interdições de área ocorreram na década de 1990, logo após a confirmação da existência do indígena no local.

A partir da confirmação da presença do índio isolado, em 1996, a Funai realizou algumas tentativas de contato, mas logo recuou ao perceber que não era da vontade dele. A última tentativa ocorreu em 2005. Deste então, os servidores que o acompanham deixam apenas algumas ferramentas e sementes para plantio em locais que ele passa frequentemente. Por volta de 2012, o órgão registrou algumas roças de milho, batata, cará, banana e mamão plantadas pelo indígena, que vive basicamente desses alimentos e da caça.

Nos últimos 10 anos, a Funai realizou 57 incursões de monitoramento do indígena e cerca de 40 viagens para ações de vigilância e proteção da TI Tanaru.

(Agência Brasil)

Lanterna dos Afogados – Paralamas do Sucesso

Segundo Herbert Vianna, a música Lanterna dos Afogados surgiu em 10 minutos, enquanto andava de moto com sua namorada. A letra fala sobre as mulheres dos pescadores que saem para pescar e nem sempre voltam para casa. O risco é frequente e as mulheres ficam aflitas, rezando e torcendo para que possa ver seu marido de novo. Para essas mulheres a noite é longa.

Empresários aguardam Refis do Supersimples para não fechar portas

Deve ser sancionado até o dia 6 de agosto, pelo presidente da República, Michel Temer, o projeto de lei complementar que vai permitir o retorno ao Simples Nacional dos microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte que foram excluídos do regime especial em 1º de janeiro por dívidas tributárias.

O chamado Refis do Supersimples será possível a 386.108 empresas. O número corresponde a 73% das excluídas que aderiram ao Refis (Programa de Regularização de Dívidas Tributárias) até o dia 9 de julho de 2018. Além da possibilidade de retornar ao regime, as empresas poderão ser beneficiadas com até 90% de desconto e renegociação das inadimplências. Cada categoria terá um tipo de parcelamento. O MEI, por exemplo, poderá contar com a parcela mínima de R$ 50. Já as micro e pequenas empresas poderão realizar o parcelamento com um valor mínimo de R$ 300.

“A expectativa é que a lei dê fôlego para que essas empresas não fechem. Hoje a gente está no momento pós-crise na economia e essa situação impactou diversas empresas. O último levantamento feito pelo Sebrae, com dados do [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] Caged, do Ministério do Trabalho, indicou que os pequenos negócios responderam por mais de 70% dos novos postos de trabalho surgidos em maio. Isso reforça esse papel de grande gerador de emprego que a micro e pequena empresa tem e, ainda no cenário de crise, ela é muito mais resiliente na criação de emprego e na manutenção de vagas que as médias e grandes”, avaliou o analista de políticas públicas do Sebrae, Gabriel Rizza.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, de janeiro a maio de 2018 as MPEs foram responsáveis pela geração de 328 mil novos empregos, enquanto as médias e grandes empresas criaram apenas 39 mil novas vagas.

Para Zenaide Alves, 50 anos, dona de uma microempresa que fornece alimentação a uma empresa em Recife (PE), o Refis foi fundamental para que ela continuasse no ramo em que trabalha há 25 anos. Ela disse à Agência Brasil que a crise econômica, aliada a problemas de saúde do marido, que precisou amputar uma das pernas, fez com que ela se endividasse. Hoje, com apenas um cliente, ela tenta se recuperar. A dívida foi parcelada em 46 meses e agora ela pode voltar a emitir nota fiscal. “Seria impossível fornecer almoço e jantar para esse cliente sem nota fiscal. Esse parcelamento foi muito importante para mim”, ressaltou.

Esta é a primeira vez que esse tipo de empresa participa de um Refis, mas o caminho foi longo. Antes da aprovação da proposta, no final de 2017, o Congresso Nacional já havia aprovado o refinanciamento dos débitos, mas o projeto foi vetado pela Presidência da República. Em abril passado, no entanto, o Senado e a Câmara dos Deputados derrubaram o veto, por unanimidade, depois de negociações entre o Sebrae, Legislativo e Executivo.

O principal argumento do governo Temer à época, para vetar a proposta, foi a perda de arrecadação e o impacto negativo nas contas públicas. Mas, segundo o relator da proposta, senador José Pimentel (PT-CE), o projeto de lei não tem nenhum impacto orçamentário. “No Orçamento de 2018, quando o aprovamos em 2017, já havia a previsão do Simples para essas empresas”, afirmou.

(Agência Brasil)

Encantamento autoritário: Discurso ingênuo e raivoso de Bolsonaro seduz elite econômica

Em artigo na Folha de S.Paulo, neste sábado (21), o Doutor em Filosofia e professor da USP Pablo Ortellado aponta o antipetismo como principal cabo eleitoral de Bolsonaro. Confira:

Um dos mais intrigantes enigmas desta eleição é o apoio que Jair Bolsonaro (PSL) está conseguindo amealhar entre as elites. Seu sucesso entre a população em geral se compreende por sua imagem de outsider, sua postura antissistêmica e seu discurso anticorrupção.

Mas não parece razoável que um candidato tão sem qualificações, que desconhece os princípios mais elementares de funcionamento da economia e do Estado e com posturas tão grosseiramente contrárias aos direitos humanos consiga atrair apoio entre as lideranças do setor econômico.

Em evento com os presidenciáveis na CNI (Confederação Nacional da Indústria), Bolsonaro foi o mais aplaudido.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, disse que ele demonstra “firmeza e autoridade” e que o setor não tem receio de um eventual governo seu. Henrique Bredda, gestor do fundo Alaska, reuniu-se com o pré-candidato e disse que teve “excelentes impressões”.

Comparações com candidatos de extrema direita de outros países esclarecem pouco sobre essa adesão das elites. Neles, o eleitorado é composto por trabalhadores que se sentem ameaçados pela abertura comercial e pela imigração, o que não parece ser o caso do Brasil.

O eleitorado de Bolsonaro é escolarizado e rico. Segundo pesquisa Datafolha, enquanto sua intenção de votos entre os que ganham até 2 salários mínimos é de 13%, ela sobe para 34% entre os que ganham mais de 10 salários mínimos; enquanto sua intenção de votos é de 11% entre os eleitores com educação fundamental, ela sobe para 25% entre os que cursaram o ensino superior.

Além disso, nossa economia é muito fechada e, a despeito de uma crise localizada na fronteira com a Venezuela, não temos um problema de imigração relevante.

A melhor pista para entender essa adesão a Bolsonaro é o antipetismo, uma moléstia que contaminou nossa elite e que a deixou tão indignada com o PT que ela não consegue mais exercer o discernimento.

O antipetismo acredita que o maior e mais fundamental problema do país é a corrupção, que o ápice desta prática ocorreu nos governos petistas e que para enfrentar o problema precisamos de autoridade e de um Estado pequeno.

O que é surpreendente é que esse discurso ingênuo e raivoso tenha conseguido seduzir nossa elite econômica que deveria saber, por dever de ofício, que nossos problemas são maiores e mais complicados.

O encantamento foi tamanho que ela cogita entregar o país para um brucutu anticorrupção, que não entende nada de coisa nenhuma, que tem menos capacidade política do que Dilma Rousseff e que só se distingue por vociferar bordões autoritários para pessoas sem juízo.

Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP e Doutor em Filosofia

Em carta – Eunício declara preferência por Lula e recebe apoio do ex-presidente

Três dias após o MDB lançar a pré-candidatura de Henrique Meirelles ao Palácio do Planalto, o presidente do Congresso Nacional, o também emedebista Eunício Oliveira, senador pelo Ceará, reafirmou apoio à pré-candidatura do ex-presidente Lula, do PT.

A manifestação do parlamentar cearense se deu por foma de carta a Lula, que respondeu com o mesmo desejo de apoio à pré-candidatura para a reeleição de Eunício Oliveira. No Ceará, o presidente do Congresso Nacional recebeu aceno de apoio do governador Camilo Santana, do PT, mas encontra dificuldades com o grupo político o qual Camilo integra.

Na carta a Lula, Eunício manifestou gratidão ao ex-presidente pela promoção da justiça social, por meio de políticas de desenvolvimento regional e de combate à fome. O presidente do Congresso Nacional também destacou o olhar de Lula pelos mais humildes, bem como a coragem do petista de fazer os enfrentamentos necessários a uma mudança efetiva na realidade do Nordeste e, consequentemente, do Ceará.

Eunício foi ministro das Comunicações de Lula e uma das principais lideranças que trabalhou pelos projetos do governo petista no Congresso Nacional.

Como reconhecimento, Lula teve a ideia de batizar de Eunício Oliveira a lei que determina a renegociação das dívidas dos trabalhadores rurais atingidos pela seca.

(Foto: Arquivo)

Incentivo à cultura – Raimundo Gomes recebe título de cidadão juazeirense

O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) recebeu nessa sexta-feira (20) o título de cidadão juazeirense, por desempenho no Congresso Nacional em favor do município do Cariri, no incentivo à cultura, turismo religioso, educação, saúde e geração de emprego e renda.

Durante a solenidade, o prefeito de Juazeiro do Norte, o ex-deputado federal Arnon Bezerra, disse ter ficado “muito honrado” em ter trabalhar, junto com Raimundo Matos no Congresso Nacional, na defesa da região do Cariri.

“Juazeiro tem a marca de seu trabalho. Na nossa administração, ele já destinou recursos significativos para que a gente pudesse fortalecer a saúde da nossa gente”, comentou Arnon Bezerra.

Raimundo Gomes declarou que pretende trabalhar ainda mais por Juazeiro do Norte, como forma de agradecer a honraria.

(Foto: Divulgação)

PMN decide não ter candidato à Presidência nem fazer alianças

O Partido da Mobilização Nacional (PMN) decidiu em convenção hoje (21), em Brasília, não lançar candidatura própria à presidência da República nem apoiar candidato ao cargo no primeiro turno.

O encontro ocorreu em meio a uma disputa judicial entre a legenda e a jornalista mineira Valéria Monteiro, pré-candidata à Presidência da República. Segundo o presidente da sigla, Antonio Massarolo, os problemas entre Valéria e o PMN se agravaram quando o nome dela não atingiu 3% de intenções de voto nas pesquisas eleitorais. Segundo ele, esse era o pré-requisito para que ela fosse confirmada como candidata à chefe do Executivo, mas como a meta não foi alcançada o apoio foi retirado.

Em março, já sem apoio da Executiva Nacional do PMN, a ex-apresentadora do Fantástico e do Jornal Nacional, insistiu na pré-candidatura e fez uma carta ao partido na qual abriu mão das verbas dos fundos partidário e eleitoral.

Ameaçada de ser retirada do auditório à força pelo presidente do PMN, a jornalista chegou a ser empurrada e segurada por uma mulher que fazia parte da equipe de segurança privada do evento. Em seguida, deixou o local espontaneamente, garantindo que tentará anular a convenção do PMN na Justiça.

(Agência Brasil)

Mega-Sena e Quina têm prêmios milionários neste sábado

O concurso 2.061 da Mega-Sena está acumulado em R$ 62 milhões, em sorteio a ser realizado na noite deste sábado (21), em Ipameri/GO. As apostas podem ser feitas até as 19 horas, ao preço mínimo de R$ 3,50.

O concurso 4.730 da Quina também está acumulado. O prêmio deste sábado, segundo a Caixa Econômica Federal, deverá ser de R$ 5,5 milhões. A aposta mínima custa R$ 1,50. Os números sorteados nessa sexta-feira (20) foram: 05 – 16 – 35 – 42 e 62.

Segurança é o tema mais debatido pelos brasileiros no Facebook

Assuntos relacionados a segurança e economia são os mais debatidos pelos brasileiros no Facebook. No total, 64 milhões de pessoas geraram quase 1 bilhão de interações no mês de abril. Este tipo de mapeamento nunca foi disponibilizado publicamente pela companhia.

Os dados foram apresentados pela empresa em um evento sobre internet e eleições, realizado nessa sexta-feira (20), em Brasília. A plataforma mapeia os assuntos discutidos e organiza estes em grandes temas. No monitoramento compartilhado no evento, foram identificados os números de pessoas abordando as questões, o número de interações (curtidas, comentários, compartilhamentos) e o percentual por gênero. Os dados são relativos ao mês de abril.

Diferentemente de pesquisas de opinião, que baseiam suas análises em uma amostra de alguns milhares de entrevistados, o quadro montado pelo Facebook toma como referência a sua base de usuários, que chegou a 127 milhões de pessoas, mais da metade da população brasileira

De acordo com o levantamento, segurança e economia foram os temas mais populares. O primeiro teve 262,2 milhões de interações promovidas por 32,3 milhões de pessoas. Já questões vinculadas ao universo econômico geraram 165,8 milhões de interações envolvendo 30,4 milhões de pessoas.

No ranking de áreas objeto de maior preocupação, os dois temas são seguidos por educação (119,9 milhões de usuários e 26,7 milhões de pessoas), tecnologia (102 milhões e 19,4 milhões), saúde (96 milhões e 25,9 milhões) e habitação (81,3 milhões e 19,7 mihões).

Na divisão por gênero, o tema de maior preocupação das mulheres foi Saúde (65% to total de pessoas interagindo), seguido de Educação (64%) e Habitação, Economia, Meio Ambiente e Gênero (62%). Já a participação de homens foi maior nas conversas virtuais sobre Indústria (47%), Segurança (43%), Agricultura (41%) e Turismo e Transporte (40%).

(Agência Brasil)

DETALHE 1 – A pesquisa mostra o grau de interesse da mulher brasileira pelos temas mais importantes do País, todos com percentuais maiores que os dos homens.

DETALHE 2 – Apesar de todos os temas estarem na esfera política, o brasileiro não se interessa muito em debater os políticos.

PPS quer espaço na chapa majoritária de Camilo

De volta de Portugal, o presidente estadual do PPS, Alexandre Pereira.

O partido, que vai apoiar a reeleição do governador Camilo Santana (PT), quer mesmo ocupar uma suplência de senador. Pelo menos.

As conversações nesse sentido se ampliar a partir do retorno de Pereira, hoje um dos aliados mais fieis ao grupo do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), e do governador.

A convenção do PPS está prevista para o dia 1º de agosto, no Pirata, na Praia de Iracema.

Lei que exige Bíblia em espaços públicos de leitura é inconstitucional

Afasta a isonomia prevista na Constituição Federal e fere o princípio da laicidade exigir a Bíblia em espaços públicos. Com esse entendimento, o Tribunal de Justiça do Amazonas declarou inconstitucional a Lei municipal 1.679/2012 de Manaus, que, sob pena de multa, estabelecia a obrigatoriedade de ao menos um exemplar do livro sagrado em espaços públicos municipais de leitura.

O pedido, formulado pelo Ministério Público do Estado, alegava que a lei demonstra a valorização e vinculação a uma única religião, “a ponto de desconsiderar a importância dos demais livros utilizados por religiões minoritárias”.

Ao analisar o caso, o relator da ação, desembargador Sabino da Silva Marques, considerou que a lei contraria dispositivos constitucionais que pregam o princípio do Estado laico.

Em seu voto, afirmou que “o princípio da laicidade impede o Estado de fazer, por atos administrativos, legislativos ou judiciais, tratamentos privilegiados de uma religiosidade em detrimento de outras”.

De acordo com o magistrado, os tribunais têm enfrentado questões relacionadas ao princípio da laicidade estatal e reconhecendo a inconstitucionalidade de leis que exigem práticas que possam mitigar a isonomia entre as crenças religiosas.

“Quando o legislador age dessa forma, impondo, a presença de exemplares de livros inerentes a algumas religiões, ainda que predominante em todo o território nacional, acaba por afastar a isonomia pregada pela Constituição da República, pois acaba facilitando o acesso a determinados tipos de práticas que não se harmonizam com o Estado Laico que afirmamos ser”, explicou.

Apontando o entendimento do Supremo Tribunal Federal em caso semelhante, o desembargador julgou procedente o pedido do MPE e declarou inconstitucional a lei de Manaus. O entendimento foi unânime na corte.

A decisão de ocupar a cidade

Em artigo sobre cidadania, a jornalista Lucinthya Gomes ressalta o valor de voltar a ocupar Fortaleza. Confira:

Cresci na periferia, indo e vindo de ônibus, fazendo longos percursos a pé, porque nem sempre a parada ficava próxima de casa ou da escola, ou da universidade. Tenho muitas lembranças de quando saía com meus pais carregando as compras do supermercado por vários quarteirões. Até nasce um sorriso, quando me recordo do peso das sacolas, que me fazia apressar o passo e, de vez em quando, querer descansar as mãos deixando as compras por uns minutinhos na calçada.

Há muito de memória afetiva nas andanças pelo bairro. Como comprar bombom na bodega da Dona Almerinda, sempre querida, e nas histórias da Ana Cristina, que vivia apaixonada. Fiz também várias amizades dentro de ônibus. Conhecia o motorista do meu horário de ir à escola e morria de vergonha nas vezes em que, por distração, pedia a bênção para ele, em vez de apenas agradecer a viagem.

Mas a periferia em que cresci foi se esvaziando. A minha relação com a rua, com cada vez menos cadeiras na calçada, se modificou. Adulta, me vi fazendo escolhas na tentativa de me esquivar da violência. Depois que comecei a trabalhar, tive a chance de comprar meu próprio carro. Quando saí da casa dos meus pais, priorizei lugares com mais segurança e serviços.

A rotina passou a se resolver de carro. Contudo, me parece que a ilusão de maior proteção, muitas vezes, compromete a convivência com o outro e com a própria cidade. Por isso, nunca deixei de caminhar pela vizinhança, “pegar sereno” de noitinha, me encantar pelas poucas residências de muro baixo, pelos jardins aparentes. Há um sentimento de liberdade em estar na rua. Com certa frequência, volto do supermercado a pé, carregando uma caixa com minhas compras. Fico feliz ao ver a pracinha conservada e habitada (e penso que também deveria ser assim no bairro onde eu morava).

No último mês, resolvi voltar a fazer alguns percursos de ônibus. Com todas as dificuldades que persistem no transporte público, tenho percebido comodidades em deixar o carro na garagem. De vez em quando, um relato ou outro de assalto me faz ter o impulso de recuar. Contudo, sinto não ser justo comigo mesma me paralisar pelo medo. Ocupar a rua tem sido uma decisão. Como recompensa, vou multiplicando os acenos e cumprimentos com a cidade e seus moradores.

Lucinthya Gomes, jornalista

Há tucanos querendo Tasso na vice de Geraldo Alckmin

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) regressou nessa sexta-feira da Europa, após conferir, como convidado, a final da Copa da Rússia e estender alguns dias de temporada.

Na próxima semana, ele reunirá os partidos pró-General Theophilo para o Governo. Acertos sobre a a convenção conjunta PSDB-PROS, marcada para o dia 29, a partir das 9 horas, no ginásio da Faculdade Ari de Sá (Centro).

Falando em Tasso, um grupo de parlamentares tucanos estará em São Paulo, neste fim de semana, com Geraldo Alckmin.

De acordo com o deputado federal Raimundo Gomes de Matos, hora de sugerir ao presidenciável que chame Tasso para ser seu vice, no que atrairia apoios no Nordeste. Isso, depois de ter atraído o Centrão para seu lado e frustrado expectativas do também presidenciável Ciro Gomes (PDT).

(Foto – Agência Senado)

Confira o plantão do TJ do Ceará para este fim de semana

Magistrados de Fortaleza e do Interior do Estado atenderão, em regime de plantão, neste fim de semana. No Tribunal de Justiça do Ceará, o atendimento será feito pelos desembargadores Durval Aires Filho e Francisco Bezerra Cavalcante. Eles estarão disponíveis, respectivamente, neste sábado (21) e no domingo (22), das 12 às 18 horas, na sede do Tribunal, bairro Cambeba. A informação é da assessoria de imprensa do TJCE.

No Fórum Clóvis Beviláqua, na Capital, o serviço ficará a cargo da 10ª e 11ª Varas de Família e do 14º e 20º Juizados Especiais Criminais. Os pedidos de natureza cível de competência da Infância e da Juventude serão analisados pelos juízes plantonistas.

Interior

As Comarcas de Juazeiro do Norte (2ª Vara Criminal), Crato (Vara de Família e Sucessões), Várzea Alegre (1ª Vara), Porteiras (Vara Única), Solonópole (Vara Única), Pedra Branca (Vara Única), Capistrano (Vara Única), Limoeiro do Norte (1ª Vara), Fortim (Vara Única), Maracanaú (Juizado Especial), Aquiraz (2ª Vara), Caucaia (4ª Vara Criminal), Itapipoca (2ª Vara), Sobral (2ª Vara Criminal), Itarema (Vara Única), Ubajara (Vara Única), São Benedito (Vara Única), Nova Russas (2ª Vara), Tauá (1ª Vara) e Itatira (Vara Única) estão de plantão neste fim de semana.

Nessas unidades, o horário já começou desde as 8 horas e vai 14 horas.

O tamanho da perda de Ciro Gomes

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (21), pelo jornalista Érico Firmo:

Ciro Gomes (PDT) realizou a convenção que oficializou sua candidatura justo no momento mais crítico de sua pré-campanha. Frustrações e euforias têm relação direta com expectativas criadas. Dois meses atrás, a hipótese de aliança entre ele e o Centrão praticamente não era cogitada. Porém, as conversas avançaram e o acerto chegou a parecer bem próximo. O Palácio do Planalto interveio. O bloco DEM, PP, PRB e SD quis fazer uma graça: apoiar candidato de oposição, mas manter os cargos do governo. O recado veio claro e direto. Nem precisam apoiar Henrique Meirelles (MDB). Mas, Ciro não. Isso foi decisivo. A aliança, que parecia encaminhada, inviabilizou-se. Ao perder o que era improvável e se tornou factível, a candidatura do PDT passa sinal de enfraquecimento.

Outra alternativa é a preferida de Ciro: o PSB. É possível ainda, mas os obstáculos cresceram. Já pareceu mais próxima. Caso não saia, será um baque e tanto para o pedetista.

O impacto é, sobretudo, simbólico. Sem nenhuma aliança, Ciro tem muito mais estrutura, apoios e tempo de rádio e televisão que os competidores à sua frente — Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). Do ponto de vista da estrutura para competir com ambos, ele não está em desvantagem. Está atrás, sim, em intenções de votos. Aí reside um de seus dois problemas.

Olhando para cima, tem distância a tirar de Bolsonaro e Marina. Está em desvantagem em relação a ambos. Se atrai o centrão, ele estaria muito, muito à frente dos dois no quesito estrutura e apoios. Teria mais condições de subir. Sem o centrão, o potencial de crescimento ainda é grande, mas fica menor. Se o PSB não vier, míngua ainda mais.

Olhando para baixo, vê Geraldo Alckmin (PSDB). Aí talvez esteja o maior inconveniente para Ciro. O apoio do centrão é o primeiro fato a animar a combalida candidatura tucana. Ele vem estagnado e agora recebeu apoio de partidos enroladíssimos em denúncias, em toma lá, dá cá de cargos. Não é propriamente uma injeção de ânimo, capaz de arrebatar multidões. Entretanto, confere ao tucano tempo de propaganda eleitoral incomparavelmente superior ao de qualquer outro.

Nos quesitos apoios, estrutura, financiadores, o tucano tem léguas de dianteira. É improvável que tudo isso não se reverta em um bocadinho que seja de votos a mais. Nas últimas pesquisas, Alckmin alcança 6%, 7%. Patético para quem disputou 2º turno de eleição presidencial e governou o maior estado do País por 12 anos e quatro meses — recorde em todos os tempos.

Mesmo assim, Ciro dizia há pouco mais de um mês: “Alckmin tá lá embaixo, passando o pão que o diabo amassou, não decola, mas fatalmente crescerá”.

A aposta do pedetista, na época, era de que ele iria ao segundo turno contra Alckmin. Acreditava que o tucano cresceria e ele, Ciro, também. No mercado político das últimas 48 horas, a subida de Alckmin está mais bem cotada que a de Ciro.

Secretaria da Justiça e Cidadania entrega duas novas unidades regionais até setembro

Até setembro, a Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará vai entregar dois presídios regionais: um em Horizonte (Regão Metropolitana de Fortaleza) e outro em Tianguá (Região da Ibiapaba).

A secretária Socorro França diz qual o objetivo: “Reduziremos gradativamente as cadeiras no Interior”. A ordem é dar fim a cadeias que operam em prédios alugados ou sem condições de oferecer melhores condições aos presos, aos agentes da segurança e, enfim, que sejam seguros em todos os aspectos.

Chico Lopes acha improvável Manuela D’Ávila na vice de Ciro

A depender da declaração do deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), a jornalista e ex-deputada gaúcha Manuela D’Ávila não abrirá mão da disputa ao Palácio do Planalto. Portanto, sem chances de compor a chapa encabeçada por Ciro Gomes (PDT).

Chico Lopes gravou ontem para o PCdoB nacional, quando reforça a pré-candidatura de Manuela D’Ávila.

(Foto: Arquivo)