Blog do Eliomar

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População de rua deve ficar fora do Censo 2020

Pauta antiga de entidades da área de direitos humanos, a informação sobre o número de pessoas em situação de rua no país deve continuar desconhecida após o Censo 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, o assunto é estudado pela equipe técnica, porém ainda sem previsão de inclusão no levantamento.

“Nossas pesquisas consideram apenas domicílios permanentes, e identificar pessoas em situação de rua exige um grande esforço de mobilização, em particular em países com grandes territórios, como o Brasil”, informa o IBGE.

De fevereiro a abril deste ano, o instituto abriu pela primeira vez uma consulta pública para que pessoas e instituições apresentassem sugestões de temas e perguntas para o questionário do Censo Demográfico 2020 por meio do Portal do IBGE.

A necessidade da contagem do número de pessoas que se encontram atualmente nessa condição é uma reivindicação principalmente de instituições e movimentos ligados ao tema, mobilizados em nível nacional. “A população em situação de rua tem pressa, tem uma urgência histórica de ser visibilizada nessa pesquisa”, ressalta Manuel Torquato, representante da Campanha Nacional Criança Não é da Rua, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

Em maio, o IBGE começou o primeiro teste de coleta de dados para o Censo 2020 pela internet em 52 municípios das cinco grandes regiões, incluindo domicílios de todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes.

Entre 20 de agosto e 6 de setembro foi realizada a primeira prova piloto do questionário temático do Censo 2020, com perguntas específicas para indígenas, quilombolas e outros povos e comunidades tradicionais. O censo pretende refinar a identificação de povos indígenas e incluir as comunidades quilombolas por meio de uma questão de pertencimento específica, em conformidade com o Decreto nº 8.750 de 2016, que institui o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais.

A inclusão da população em situação de rua no Censo 2020 já havia sido solicitada pelo Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua), instituído em conjunto com a Política Nacional em Situação de Rua pelo Decreto nº 7.053 de 2009.

(Agência Brasil)

Ceará reduz óbitos de pedestres e ciclistas no trânsito

O número de pedestres que morreram no trânsito no estado do Ceará reduziu 6% em 10 anos, de acordo com os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

Entre os anos de 2007 e 2016, o número de pedestres vítimas de acidentes nas vias do Estado caiu de 63 para 59 vítimas de acidentes nas vias das cidades. No mesmo período o número de ciclistas reduziu 53%.

No Brasil, o percentual mostra redução de 36,2% de óbitos de pedestres e 23,4% de mortes de ciclistas em vias de trânsito.

Os dados são divulgados em alusão ao Dia Mundial sem Carro, que é lembrado neste sábado (22), e que está dentro da Semana Nacional do Trânsito.

(Agência Saúde)

Governo do Estado disponibiliza R$ 26,2 milhões para acordos de precatórios em causas trabalhistas

A Divisão de Precatórios do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará lançou edital de abertura de processo de habilitação para credores solicitarem audiências de conciliação em processos de precatórios do Estado do Ceará (administração direta e indireta). O ente público dispõe de R$ 26.267.519,42 para celebrar os acordos. A informação é da assessoria de imprensa do TRT do Estado.

O período de habilitação para os interessados em celebrar acordos vai até o dia 1º de outubro. Também serão incluídos os pedidos formulados a partir de 19 de maio de 2018.

Como solicitar

Para solicitar a audiência, a parte deve fazer uma petição no processo do respectivo precatório, com protocolo direto no TRT/CE, situado na Avenida Desembargador Leite Albuquerque, 1.077, Aldeota, Fortaleza. O envio da petição também pode ser feito através do e-mail precatorio@trt7.jus.br.

Após protocolizado o pedido do credor informando o interesse em conciliar, o valor do crédito será atualizado e as partes intimadas para ciência.

*Confira o edital aqui.

A incorporação de serviços financeiros às plataformas de lojas de varejo

Em artigo sobre Plataformas de Marketplace, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, aponta estratégias de lojas de varejo para que clientes fiquem mais tempo navegando no ambiente, aumentando, assim, suas possibilidades de adquirirem mais produtos e, agora, também mais serviços. Confira:

Atualmente presenciamos um avanço na diversificação de serviços que ficam à disposição dos clientes em plataformas de lojas de varejo, o que contribui para que os mesmos fiquem mais tempo navegando no ambiente, aumentando assim, suas possibilidades de adquirirem mais produtos e agora, também mais serviços.

Plataformas de Marketplace (espécie de shopping center virtual), ganham cada vez mais espaço no comércio e, pela base de dados que acumulam, acabam se tornando uma fonte contínua de informações que cada vez mais atrai a atenção de outros agentes, com o objetivo de incorporarem mais serviços além da venda de produtos.

As empresas de varejo cada vez mais tendem a incorporar atividades como meios de pagamentos, e outros serviços que facilitam a vida de seus clientes, e isso acaba sendo mais uma alternativa de receita bem interessante. O Magazine Luíza anunciou que em outubro estará lançando o Magalu Pagamentos. Dentro do escopo inicial do projeto, ele funcionará para a antecipação de recebíveis oriundos dos lojistas que põem seus produtos em sua plataforma de marketplace.

A mecânica do marketplace do Magalu, permitirá com que os recebíveis antecipados, que surgiram pelas vendas a crédito, sejam creditados ao lojista por intermédio de uma conta digital, já existente – tal front place tem a

tendência de ser cada vez mais explorado pelos varejistas, desde que empresas como Via Varejo e Mercado Livre deram o ponta pé inicial. Já se comenta que brevemente, essa conta digital poderá tomar corpo oferecendo, vários outros serviços, como por exemplo, linhas diversas de financiamentos aos lojistas.

O que presenciamos é um avanço muito positivo do aumento de competitividade entre prestadores de serviços financeiros direcionados aos sellers, que está em alinhamento com a onda global de full commerce, somado ao processo de digitalização de serviços financeiros.

Vejamos que, com esse movimento, os grandes varejistas acabarão invadindo um espaço criado pelas fintechs, que popularizaram as alternativas de meios de pagamentos, extra bancos comerciais. Considerando que existem aproximadamente, mais de 50 milhões de brasileiros desbancarizados, o mercado fica mais apetitoso ainda para empresas como o Magalu e seus concorrentes investirem pesado em serviços financeiros.

Essa corrida global por abocanhar a maior fatia de produtos financeiros dentro do mundo varejista, nos coloca a frente de muitas oportunidades, mas vale lembrar que tudo acontece muito rapidamente, e que os atuantes no meio, precisam planejar e executar com muita velocidade para não entrarem atrasados no mercado. O Magazine Luiza perdeu o start de entrar de forma pioneira nos meios de pagamento, enquanto a Via Varejo já incorporou uma parceira com opção de compra com a AirFox, que é uma startup com sede em Boston, e que tem como core business os serviços financeiros e de pagamentos digitais.

Os serviços que serão originados desta parceria da Via Varejo com a AirFox preveem: autenticação de faturas, pagamentos de boletos e cobranças digitais. Com a digitalização do crediário poderá surgir: pagamento de contas como as de telefone celular, energia, água, recargas de celulares pré-pagos. Também contemplará transferências peer-to-peer por QR code; autenticação via biometria facial, além de um cartão pré-pago conectado a um app para compras nas Casas Bahia e em outros estabelecimentos credenciados.

Essa tendência de incorporação de serviços de financeiros por plataformas de marketplace, contribui em muito, para o aumento de competitividade entre as instituições financeiras, e só quem tem a ganhar com tudo isso são os clientes, que poderão contar com ofertas mais atrativas de crédito e de serviços. Cada vez mais se reduzirá a dependência dos grandes bancos que ainda monopolizam esse mercado.

Fabiano Mapurunga

Diretor Executivo da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário.

A partir deste sábado, candidatos só podem ser presos em flagrante

A partir deste sábado (22), candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro não poderão ser presos, a menos que seja em flagrante. A Lei Eleitoral veda prisões nos 15 dias anteriores à eleição. Após o primeiro turno, no dia 7 de outubro, a restrição valerá apenas para os candidatos que forem disputar o segundo turno.

A Lei Eleitoral também proíbe a prisão de eleitores, mas somente cinco dias antes do pleito, ou seja, a partir de 2 de outubro, os eleitores só podem ser presos em flagrante ou para cumprir sentença condenatória por crime inafiançável. A regra vale até 48 horas após a votação.

O Artigo 236 do Código Eleitoral diz que: “Nenhuma autoridade poderá, desde cinco dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto”.

O juiz eleitoral ou até o presidente da mesa receptora de votos pode expedir a salvaguarda em favor do eleitor que sofrer qualquer tipo de violência na sua liberdade de votar, ou pelo fato de já haver votado. Quem desrespeitar essa garantia pode ser preso por até cinco dias.

Neste sábado deve ser divulgado o quadro geral de percursos e horários programados para o transporte de eleitores para o primeiro e eventual segundo turnos de votação.

Hoje é o último dia para os partidos políticos, as coligações, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e as pessoas autorizadas em resolução específica impugnarem os programas a serem utilizados nas eleições de 2018, por meio de petição fundamentada.

(Agência Brasil)

Camilo participa de passeio ciclístico pelas avenidas de Fortaleza

Uma das cidades com melhor sistema de ciclovias e ciclofaixas do Brasil, Fortaleza recebeu neste sábado (22) o passeio ciclístico pelas candidaturas Ciro Presidente, Camilo Governador e Cid Senador.

O passeio teve a coordenação do prefeito Roberto Cláudio e reuniu ainda um grande número de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Ceará. Salmito Filho (PDT), candidato a deputado estadual, destacou a conquista do fortalezense na mobilidade urbana.

O passeio teve início na avenida Beira Mar e terminou no Comitê Central, na avenida Sebastião de Abreu.

(Fotos: Divulgação)

Facebook anuncia medidas para combater contas falsas e desinformação

O Facebook divulgou nesta semana nota com novas medidas para evitar abusos na plataforma relacionados ao debate eleitoral. Ao longo do ano, a empresa já havia anunciado diversas iniciativas para o pleito de outubro relacionadas à propaganda eleitoral paga, a contas “não autênticas” e à disseminação de desinformação, como as chamadas notícias falsas.

Segundo comunicado divulgado pela companhia, foram removidas páginas inicialmente criadas para reunir pessoas com interesses diversos (como esportes e música) e que tiveram seus nomes e propósitos alterados para apoiar um candidato ou tomar partido na disputa eleitoral.

“Removemos essas páginas porque nossas políticas não permitem mudanças de nome de páginas que resultem em conexões falsas ou não intencionais, e que alterem substancialmente o assunto das páginas”, justificou o informe. A empresa, contudo, não divulgou o nome das páginas.

A plataforma também derrubou o que chamou de contas impostoras. Perfis que se faziam passar por candidatos disputando as eleições. Essa violação foi enquadrada no que a companhia chama de “comportamento não autêntico”, conduta que foi usada para remover 186 páginas e 97 perfis ligados ao Movimento Brasil Livre em julho.

No comunicado, o Facebook relatou ter retirado aplicativos que convidavam pessoas a votar pela internet. Esses programas “poderiam levar eleitores a acreditar que tinham efetivamente votado, ferindo nossas políticas que impedem apoio a fraude”, pontuou a nota. Pessoas que usaram esses aplicativos estão sendo notificadas.

A companhia está removendo também fotos nas quais o número não corresponde ao candidato, bem como molduras com números trocados. “Nossas políticas não permitem declarações de intenção ou apoio a fraude, por isso a remoção dessas imagens”, reiterou a empresa no comunicado divulgado.

(Agência Brasil)

Eleições 2018 – Seis governadores podem ganhar logo no primeiro turno. Na lista, Camilo

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A exatos 15 dias do primeiro turno das eleições deste ano, dez candidatos a governador têm chances de serem eleitos já nesta primeira fase da disputa, sendo que seis deles já ocupam o governo e buscam a reeleição. O levantamento foi
realizado pelo UOL com base nas pesquisas mais recentes divulgadas pelos institutos Ibope (para cada estado) e Datafolha (fez apenas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Pernambuco). Além da intenção de votos total, foram analisados os percentuais de votos válidos.

Os seis governadores que lideram com folga as pesquisas e podem ser reeleitos
são: Renan Filho (MDB), em Alagoas; Rui Costa (PT), na Bahia; Camilo Santana (PT) no Ceará; Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão; Wellington Dias (PT), no Piauí; e Mauro Carlesse (PHS), no Tocantins.

Os outros candidatos que sairiam vitoriosos já em 7 de outubro, segundo as pesquisas, são Renato Casagrande, no Pará; Ratinho Júnior (PSD), no Paraná; e Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás.

Nesse cenário, o Nordeste é a região que mais concentra candidatos que podem ser eleitos já no primeiro turno – são eles Renan Filho, Rui Costa, Camilo, Dino e Dias.

Em todo o Brasil, 20 dos atuais 27 governadores buscam um segundo mandato, mas só metade deles aparece na frente nas pesquisas e despontam com boas chances de continuar no poder –alguns enfrentam dificuldades até em alcançar votos suficientes para chegar ao segundo turno.

*Confira a íntegra da reportagem aqui.

Uma eleição protagonizada por dois ausentes

Em artigo no O POVO deste sábado (22), a jornalista Letícia Alves ressalta que Lula e Bolsonaro, embora afastados presencialmente da campanha, seguem protagonizando a disputa eleitoral. Confira:

“Me aguardem. Primeiro turno, hein, pessoal?”, disse Jair Bolsonaro enquanto dava novos passos à recuperação da facada sofrida no início do mês. O vídeo com a declaração do presidenciável foi gravado quinta-feira, 20, no Hospital Albert Einstein, onde ele segue internado. Líder das pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSL pode ser o primeiro presidente brasileiro – ao menos desde a redemocratização – a ser eleito sem participar da maior parte da sua campanha de rua.

O outro nome com potencial para este feito inédito era o de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso em Curitiba, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Antes de ter a candidatura indeferida, ele ocupava o primeiro lugar nas pesquisas – isso sem participar pessoalmente de nenhum debate, entrevista, comício ou outro ato político.

Embora afastados presencialmente da campanha, os dois seguem protagonizando a disputa, e a substituição do ex-presidente por Fernando Haddad (PT) não muda isso: o ex-prefeito de São Paulo fala por Lula e só fala do Lula, na esperança de absorver todos os votos do líder petista. Quem vota em Haddad é, também, quem sonha, de certa forma, em ter o governo Lula de volta.

Gostemos disto ou não, esta será uma eleição de Bolsonaro versus Lula, simbólica e objetivamente. Isso não significa que somente um dos dois possa vencer, é claro. É a polarização entre eles que tem dado o tom da campanha, mas ela também tem gerado uma busca, por parte da população, de um candidato que fuja dos tais “extremos”.

Esse cenário tem gerado uma disputa paralela entre os candidatos que querem ser vistos como uma “terceira via” possível. Quem larga na frente com essa estratégia é Ciro Gomes (PDT), que no início da campanha preocupou-se mais em ser o candidato da esquerda para herdar os votos de Lula. Já Geraldo Alckmin (PSDB) tem atacado igualmente o PT e o Bolsonaro, encarnando o bom e velho papel que as redes sociais batizaram de “isentão”.

Não digo que eles podem ser classificados tranquilamente como a opção “moderada” nem mesmo afirmo que aqueles dois primeiros, os líderes nas pesquisas, são extremistas. Acredito que nesta eleição dos inéditos, protagonizada por dois ausentes, a população não está interessada em quem quer manter seu lugar em cima do muro. Finalmente temos uma eleição movida a ideologias, seja isto bom ou não.

Letícia Alves, jornalista do O POVO

Mega-Sena e Quina estão acumuladas neste sábado

A Mega-Sena sorteia neste sábado (22) uma premiação de R$ 22 milhões, entre os acertadores dos seis números. As apostas podem ser feitas até as 19 horas, em qualquer agência lotérica, ao preço mínimo de R$ 3,50.

Já a Quina também segue acumulada e prevê uma premiação de R$ 2,1 milhões. A aposta mínima custa R$ 1,50. Os números sorteados na noite dessa sexta-feira (21) foram: 03 – 40 – 55 – 75 e 80.

Twitter tem 48 horas para fornecer dados de perfis ofensivos a Jair Bolsonaro

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral, quer que o Twitter repasse dados de 16 usuários da plataforma digital comemoraram o ataque contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, no dia 6 de setembro, em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O TSE já havia determinado a retirada do conteúdo postado na rede social. A informação é do site Consultor Jurídico.

Na decisão, o ministro negou recurso do Twitter e deu prazo de 48 horas para que a empresa forneça as informações, sob pena de aplicação de multa diária de 50 mil reais e a possibilidade de responder pelo crime de desobediência a uma determinação da Justiça Eleitoral.

“A identificação do número de IP da conexão usada para realização do cadastro inicial dos perfis em que veiculadas as postagens e dados apresentados e os dados cadastrais dos responsáveis pelos perfis em que aparecem tais postagens são imprescindíveis à instrução do feito e necessários ante a eventual responsabilização dos usuários em eventual decisão de mérito pela procedência do pedido, não havendo contradição a ser sanada”, disse.

As postagens ofensivas propagam e incentivam ataques à integridade do candidato que variam em “Bolsonaro foi esfaqueado e não morreu, drogaaaa!”, “a facada do bolsonaro é uma estratégia para gerar comoção” e “vamos amigas orem pra ele morrer enquanto é tempo #OrePorBolsonaro”.

Em nota, a advogada do candidato, Karina Kufa, afirmou que “essa decisão foi importante para que o Twitter venha a colaborar com a justiça eleitoral na prevenção e punição de atos ilegais, os quais não devem ser relevados, ainda mais considerando a gravidade desse caso”.

Pedido de Identificação

A coligação de Bolsonaro foi ao TSE para questionar a veiculação dessas mensagens e identificar quem foram os autores das publicações. Em parecer favorável ao pedido da chapa do candidato do PSL, o Ministério Público Eleitoral destacou que o pedido também poderá levar a se propor ações de crime contra a honra ou eleitorais contra os responsáveis pelas mensagens.

(Foto – Reprodução de TV)

PT defende ciclos de Lula e Dilma para proteger projeto de poder

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (22), pelo jornalista Érico Firmo:

Entender o que deu certo e o que deu errado no passado é o caminho mais rápido para replicar acertos e evitar equívocos no futuro. Eleição costuma ser período em que a briga pelo poder suplanta, fácil, a reflexão. Não é propriamente cultivada a honestidade intelectual – grossíssimo modo, a disposição para se reconhecer errado quando os argumentos assim demonstrarem. Mesmo assim, há alguns espasmos nos quais as eleições podem ajudar a trazer luz para questões obscuras.

Para proteger o próprio projeto de poder, o PT tratou até então de defender os ciclos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma Rousseff (PT) como algo mais ou menos uniforme, quando houve crescimento econômico e geração de emprego com distribuição de renda. Já a oposição trata como ciclo único no qual tudo foi errado. Os anos de crescimento da era Lula foram resultado de gastança desenfreada e desaguaram na crise de hoje. As duas visões são simplificações grosseiras. A realidade é mais complexa e policromática.

Henrique Meirelles (MDB) foi o primeiro a fazer a distinção nesta campanha. Por motivos óbvios. Defende o ciclo Lula, quando ele estava no Banco Central. E critica o de Dilma. Marina Silva (Rede) vai na mesma linha. E o próprio Fernando Haddad (PT) tem feito distinções. Na sabatina nesta semana na rádio CBN, disse que não usaria o preço dos combustíveis para tentar fazer controle inflacionário, como ocorreu nos últimos anos de Dilma.

Ocorre que, mesmo dentro dos períodos de Lula e Dilma, há nuances. O governo Lula começa com Antonio Palocci como guardião da ortodoxia. Até 2006, a lógica foi uma. Em março daquele ano, Guido Mantega substituiu Palocci e mudou as diretrizes. Sobretudo a partir de 2007. A lógica foi de estímulo ao consumo e ao crédito. Houve geração de emprego e crescimento econômico. Mas, não houve a gastança alardeada. Em 2006, o superávit primário ultrapassou a meta. Em 2007 e 2008, bateu recorde. Em 2009 e 2010, a meta estipulada não foi alcançada, mas houve superávit. Os problemas começavam ali. Em 2011, já no governo Dilma, a meta de economia voltou a ser atingida. A partir de 2012, começaram os problemas mais graves.

Ainda com Mantega, Dilma começa a tentar deixar sua marca na economia. Há medidas para reduzir tarifas por meio de subsídios, corte de impostos na expectativa de reduzir preços, estimular consumo e gerar emprego. Não deu certo. O emprego não aumentou e os preços subsidiados se tornaram, pouco depois, em explosão inflacionária.

Meta de superávit primário foi alcançada em 2012, mas já começavam as manobras fiscais. As “pedaladas” para disfarçar que a economia ia de mal a pior. Em 2013, o superávit foi o pior em 12 anos. Em 2014, houve déficit primário. O primeiro neste século, abrindo sequência que segue. Joaquim Levy entrou e tentou um ajuste, sem sucesso.

A visão de um ciclo único de 13 anos esconde equívocos, acertos e guinadas no percurso. Existe a visão ideológica petista de defesa de seu legado, de que tudo ia bem e só piorou porque houve boicote e um golpe. E outra visão, não menos ideológica, dos liberais utópicos, segundo os quais houve 13 anos de intervencionismo estatal que levaram à crise. Lula e Dilma tiveram diferentes conduções dentro dos próprios governos, com resultados diversos. Não houve linearidade. Lula teve acertos, mas também erros. Nas iniciativas de estímulo ao consumo, na crise mundial de 2008, alguns foram semelhantes aos que Dilma amplificaria mais tarde. Com a ex-presidente é difícil achar acertos na economia.

A percepção mais clara e menos genérica das mudanças ao longo do processo, dos resultados diversos, das ações e dos resultados, ajuda a construir a percepção do caminho a seguir.

Álcool matou mais de 3 milhões de pessoas no mundo em 2016, aponta OMS

O consumo de álcool foi o responsável pela morte de mais de 3 milhões de pessoas no mundo em 2016, representando uma em cada 20 mortes. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS). O relatório global sobre o consumo global de álcool e suas consequências adversas para a saúde aponta que os homens representam mais de três quartos das mortes. No geral, o uso nocivo do álcool causa mais de 5% das doenças no mundo.

Segundo a OMS, 28% das mortes relacionadas ao álcool são resultado de lesões, como as causadas por acidentes de trânsito, autolesão e violência interpessoal; 21% se devem a distúrbios digestivos; 19% a doenças cardiovasculares e o restante por doenças infecciosas, câncer, transtornos mentais e outras condições de saúde.

Mundialmente, o álcool foi responsável por 7,2% das mortes prematuras (de pessoas com menos de 69 anos) em 2016. Além disso, 13,5% mortes entre pessoas entre 20 e 29 anos de idade são atribuídas ao álcool.

A estimativa da organização é que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram com transtornos relacionados ao consumo de álcool, com maior prevalência entre homens e mulheres na região Europeia (14,8% e 3,5%, respectivamente) e na região das Américas (11,5% e 5,1%, respectivamente). O relatório indica que os transtornos por uso de álcool são mais comuns em países de alta renda.

“O álcool frequentemente fortalece as desigualdades entre e dentro dos países, dificultando a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que exige que as desigualdades sejam reduzidas. Danos provocados por uma determinada quantidade de bebida é maior para os consumidores mais pobres e suas famílias do que para consumidores mais ricos. Este padrão de maior “dano por litro” é encontrado para muitos prejuízos causados pelo álcool”, aponta o relatório.

Consumo

A estimativa da OMS é que 2,3 bilhões de pessoas consumam álcool atualmente. O consumo representa mais da metade da população das Américas, Europa e Pacífico Ocidental.

O consumo médio diário de pessoas que bebem álcool é de 33 gramas de álcool por dia, o equivalente a dois copos (cada um de 150 ml) de vinho, uma garrafa grande de cerveja (750 ml) ou duas doses (cada uma de 40 ml) de bebidas destiladas. A Europa registra o maior consumo per capita do mundo, embora esse tenha diminuído em mais de 10% desde 2010.

O estudo aponta que, nas regiões da África, Américas, Mediterrâneo Oriental e Europa, a porcentagem de consumidores diminuiu desde 2000. No entanto, aumentou na região do Pacífico Ocidental de 51,5% em 2000 para 53,8% hoje e permaneceu estável no sudeste da Ásia.

Perfil

Em todo o mundo, 27% dos jovens com idade entre 15 e 19 anos consomem álcool atualmente. As taxas de consumo são mais altas entre os jovens de 15 a 19 anos na Europa (44%), seguidas das Américas (38%) e do Pacífico Ocidental (38%). Globalmente, 45% do total de álcool é consumido na forma de bebidas alcoólicas. A cerveja é a segunda bebida em termos de consumo puro de álcool (34%), seguida do vinho (12%).

Por outro lado, o estudo indica que mais da metade (57% ou 3,1 bilhões de pessoas) da população global com 15 anos ou mais se absteve de consumir álcool nos últimos 12 meses.

A perspectiva da OMS é que até 2025, o consumo total de álcool per capita em pessoas com 15 anos ou mais de idade aumente nas Américas, no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental.

“É improvável que isso seja compensado por quedas substanciais no consumo nas outras regiões. Como resultado, o consumo total de álcool per capita no mundo pode chegar a 6,6 litros em 2020 e 7,0 litros em 2025, a menos que as tendências crescentes de consumo de álcool na Região das Américas e no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental sejam interrompidas e revertidas”, afirma o relatório.

O consumo de álcool entre as mulheres diminuiu na maioria das regiões do mundo, exceto nas regiões do sudeste asiático e do Pacífico Ocidental, mas o número absoluto de mulheres que bebem atualmente aumentou no mundo.

Ao todo, 95% dos países têm impostos sobre o consumo de álcool, mas menos da metade deles usa outras estratégias, como a proibição de vendas abaixo do custo ou descontos por volume. A maioria deles tem algum tipo de restrição à publicidade de cerveja, com proibições totais mais comuns para televisão e rádio, mas menos comuns para a internet e mídias sociais.

(Agência Brasil)

Camilo Santana: “O Estado não faz acordo com criminosos!”

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O governador Camilo Santana (PT) comentou pela primeira vez as declarações do presidenciável Ciro Gomes (PDT) dando conta de que o Governo do Ceará havia negado proposta de acordo de paz com facções criminosas. Foi ontem quando de caminhada pelo bairro Pirambu. “A minha determinação é criminoso na cadeia”, enfatizou Camilo. “O Estado não faz acordo com criminoso, eu não fiz nenhum acordo”, garantiu.

Entretanto, o governador, que tenta reeleição, se esquivou de responder se chegou mesmo a receber proposta de facções. Ele restringiu-se a afirmar que esclarecimentos seriam atribuição da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). “Isso é com a inteligência da Secretaria”, disse. Questionada, a assessoria do órgão respondeu que “a SSPDS não faz qualquer tipo de acordo com bandidos e que tem intensificado o combate ao crime organizado no Ceará”.

Na última quarta-feira, 19, Ciro Gomes participou de sabatina realizada pela rádio CBN. Partindo da própria afirmação de que o Governo de São Paulo fez acordos com o crime organizado e que isso explicaria o baixo índice de homicídios naquele Estado, segundo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o pedetista argumentou: “Por que no Ceará o crime tá explodindo? Porque lá não se faz acordo. Você pensa que já não foi oferecida a possibilidade de fazer acordo?”.

Perguntado, durante a sabatina, sobre os autores das propostas, Ciro afirmou que foram “comandantes” das facções detidos em penitenciárias do Estado. O POVO solicitou mais informações à assessoria de comunicação dele, que respondeu: “O que ele tinha para dizer foi dito”.

Caminhada de Camilo Santana com apoiadores saiu da Areninha do Pirambu às 8h30min da manhã e percorreu ruas do entorno por aproximadamente duas horas.

Durante o ato de campanha, Camilo entrou nas casas para abraçar moradores, pedalou por alguns instantes e tomou café em padaria do bairro. O ato contou com a presença do prefeito Roberto Cláudio (PDT), que permaneceu apenas no início do percurso.

Outros apoiadores, como os vereadores Salmito Filho (PDT) e Acrísio Sena, que é presidente municipal do PT e candidato a deputado estadual, acompanharam o trajeto bairro adentro. Um carro de som anunciava feitos do governador na atual gestão e militantes empunhavam bandeiras e distribuíam santinhos.

(Foto – Arquivo)

Vem aí novo leilão da Folha de Pagamento do Ceará

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (22):

Saiu novo edital do leilão que tem como foco a escolha do banco que vai gerir a folha de pagamento dos servidores do estado do Ceará. A primeira licitação deu deserto, ou seja, não apareceu banco interessado, o que é interpretado por alguns técnicos do meio como tática para que haja redução, por parte do governo, de sua pedida. O novo leilão ocorrerá no dia 3 de outubro, informa a Secretaria da Fazenda.

O preço para a gestão da folha, que conta atualmente com um contingente da ordem de 168 mil – servidores ativos, inativos, terceirizados e cooperados, é de R$ 543 milhões.

A Sefaz e a Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado promoveram algumas correções nesse novo edital, mas nada vazou quanto a alguma mudança nesse preço. A folha, hoje, é gerida Bradesco.

Caged: sete setores apresentam alta no número de empregos

Apenas a Agricultura apresentou mais demissões do que contratações em agosto no resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nessa sexta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho. Os demais setores da atividade econômica, como indústria, serviços, construção civil e comércio, registraram saldo positivo no número de admissões, em comparação com o de desligamentos.

A expansão do nível de emprego no setor foi de 66 mil postos de trabalho, mais da metade das 110.431 novas vagas criadas no mês passado. Os sete setores com resultado positivo foram: extrativa mineral, indústria de transformação, serviços industriais de utilidade pública, construção civil, comércio, serviços e administração pública.

Os principais subsetores que tiveram saldo positivo foram o de ensino, serviços médicos e odontológicos, alojamento e alimentação, administração de imóveis, transportes e comunicações. Proporcionalmente, a maior alta foi na construção. Com 11 mil novos empregos formais, o setor cresceu 0,57% em comparação com julho, apresentando bons resultados em obras de edifícios e instalações industriais especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Já o setor de comércio foi impulsionado tanto pelas vendas no mercado varejista quanto no atacadista. A indústria de transformação registrou alta de emprego nos ramos alimentício, de bebida, químico, mecânico, madeireiro, dentre outros. Por outro lado, foram apresentadas quedas no número de admissões da indústria de borracha e fumo, na de vestuário e têxtil.

Segundo o Ministério do Trabalho, 22 unidades da Federação tiveram saldo positivo de vagas em agosto. Os cinco estados com desempenho negativo foram Acre, Sergipe, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Maranhão. A primeira colocada foi a Paraíba, com a abertura de mais de 7 mil empregos, crescimento de 1,85% em relação ao mês anterior. Em seguida vêm, proporcionalmente, os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará e Amapá. Com os dados, a região do Nordeste apresentou um crescimento percentual superior às demais regiões.

Com as alterações na Consolidação das Leis de Trabalho, que foram aprovadas pelo Congresso Nacional e entraram em vigor no mês de novembro do ano passado, o Brasil registrou a demissão de 15 mil trabalhadores por meio de acordo consensual entre empregador e empregado. Com as mudanças, as empresas são obrigadas a pagar metade do aviso prévio e metade da multa de 40% do saldo do FGTS, sem que o funcionário tenha direito ao seguro-desemprego.

Os principais desligamentos mediante acordo ocorreram nos setores de serviços, comércio e indústria. Já na modalidade de trabalho intermitente e o trabalho em regime parcial, que também foram oficializadas com a reforma, o saldo foi positivo. De acordo com o Caged, o mês de agosto fechou com cerca de 4 mil e 3 mil novos empregos nas duas áreas, respectivamente.

(Agência Brasil)

Desemprego derruba arrecadação da Previdência em R$ 15 bilhões

A arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que envolve os trabalhadores da iniciativa privada, caiu R$ 1,95 bilhão no bimestre encerrado em agosto. A informação foi confirmada durante a apresentação do Relatório de Receitas e Despesas do governo federal, nessa sexta-feira (21). No acumulado do ano, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, a frustração de receitas para o setor está em cerca de R$ 15 bilhões.

“Houve mais uma queda da receita do RGPS. Isso aconteceu em todos os bimestres do ano”, afirmou. A previsão inicial de arrecadação da Previdência era de R$ 405 bilhões, mas as atuais projeções do governo indicam receitas na faixa de R$ 390 bilhões.

De acordo com o secretário, o resultado abaixo do esperado está relacionado à lenta recuperação do emprego formal no país. “Isso se reflete na [queda] da massa salarial e consequentemente na arrecadação da Previdência”, explicou. A taxa de desemprego, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abrange 12,3% da população economicamente ativa, volume 0,6% menor do que o apurado em março. O número representa um contingente de 12,9 milhões de pessoas sem trabalho no país.

Apesar da queda na arrecadação de recursos da Previdência, houve aumento de R$ 3,9 bilhões nas receitas totais das União no quarto bimestre do ano (julho/agosto) em relação ao bimestre anterior (maio/junho). O aumento da arrecadação combinada com a redução no pagamento de despesas obrigatórias vai permitir que o governo libere mais R$ 4,12 bilhões para ministérios e outros órgãos públicos sem ultrapassar o limite de teto de gastos.

Do lado das despesas, houve redução de R$ 1,1 bilhão em pagamentos de benefícios previdenciários nos dois últimos meses. Segundo estimativas apresentadas pelo secretário de Orçamento Federal, George Soares, em cerca de dois anos, o governo já conseguiu economizar R$ 10 bilhões em pagamentos de benefícios irregulares da Previdência Social.

“Houve um esforço de fazer a reavaliação desses benefícios, como revisão de cadastros, mutirão de médicos peritos para revisão de auxílio-doenças. Em termos acumulados, já rendeu algo em torno de R$ 10 bilhões”, afirmou. Apesar da economia, ressaltou Soares, o corte de benefícios irregulares ocorre na margem dos gastos previdenciários e não resolve o problema do setor, que, no ano passado, de acordo com o próprio governo, registrou déficit nominal de R$ 182,4 bilhões, crescimento de 21,8% em relação a 2016.

(Agência Brasil)