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Mega-Sena volta a acumular e prêmio da quarta-feira é de R$ 14 milhões

Nenhum apostador acertou os seis números da Mega-Sena, sorteados nesse sábado (9), no município de Goiás/GO. Segundo a Caixa Econômica Federal, o prêmio da quarta-feira (13) deverá ser de R$ 14 milhões.

Os números sorteados nesse sábado foram: 1019263538 e 39.

O concurso 4.700 da Quina também não houve acertador. O prêmio dessa segunda-feira (11), de acordo ainda com a Caixa, deverá chegar a R$ 2 milhões. Os números sorteados foram: 03 – 11 – 12 – 66 e 74.

Partidos ainda não decidiram como distribuirão fundo eleitoral

Nas primeiras eleições majoritárias e proporcionais após a proibição do financiamento empresarial de campanhas, os partidos políticos ainda não definiram de que forma vão dividir os recursos do fundo eleitoral entre os seus candidatos. Criado no ano passado para regulamentar o repasse de recursos públicos entre as legendas, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha deve ficar em R$ 1,716 bilhão este ano de dinheiro público.

A maior parte é dividida proporcionalmente entre os partidos, levando em conta o número de representantes no Congresso Nacional. Ou seja, as siglas que elegeram o maior número de parlamentares em 2014 – MDB, PT e PSDB – terão direito à maior fatia do bolo. Já o menor percentual, de 0,57%, será destinado aos partidos menores, chamados de nanicos, que ficarão com R$ 980 mil cada.

Responsável por receber a maior fatia, de R$ 234 milhões, o MDB definirá no fim deste mês os critérios de divisão. Segundo o presidente nacional do partido, senador Romero Jucá (RR), a Executiva Nacional terá uma reunião no dia 26 de junho para discutir o assunto.

Em março deste ano, o PT divulgou uma resolução definindo os critérios e prioridades estratégicas para utilização dos recursos. O partido, que vai contar com R$ 212 milhões do fundo eleitoral, disse que o financiamento público de campanhas é uma bandeira histórica da legenda e defendeu a mobilização da sociedade para obter outras formas de arrecadação.

Por meio de um post em seu site, o PSDB informa que o dia 30 de junho é a data final para definir a forma de distribuição dos recursos. O partido deve receber do fundo R$ 185,8 milhões. Segundo a direção nacional do partido, as arrecadações na internet feitas até o momento foram destinadas à sigla e, a partir de agora, os candidatos passarão a ser habilitados para o recebimento de doações.

Para a pré-candidata do PSTU à Presidência, Vera Lúcia Salgado, o problema enfrentado pelas siglas pequenas para sustentarem campanhas simboliza a “falta de democracia” nas eleições. “Entendemos que o financiamento de campanha deveria ser público, com o mesmo valor para todos e o mesmo tempo [de rádio e televisão] também”, afirmou.

(Agência Brasil)

Governo Temer voltou 20 anos em dois anos

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (10):

A semana terminou em clima de alvoroço nos arraiais golpistas diante do fracasso retumbante do governo Temer/FHC e sua “Ponte para o futuro”, cuja fatura chega a galope, com o dólar se aproximando dos R$ 4,00 e as previsões de chegar até R$ 5,30.

Quem disse foi um diretor da SPX Capital (gestora que possui mais de R$ 30 bilhões em ativos sob gestão), ao considerar, numa palestra para o setor, que a situação do Brasil é “caótica” e prever um PIB de apenas 0,8% em 2018, e a subida de juros pelo BC para conter a pressão.

Ou seja, estava certo o marqueteiro de Temer ao dizer que seu governo voltou 20 anos em dois anos.

Infelizmente, para o povo, se trata de tragédia real: fome, desemprego, desalento e desespero, tal como no final do governo tucano.

PT quer priorizar Lula e controlar palanques estaduais. Camilo pode sofrer prejuízos

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Camilo Santana foi ausência no ato pró-Lula, em Contagem (MG).

A Comissão Executiva Nacional do PT reforçou, em encontro em Belo Horizonte (MG), que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva é “prioridade absoluta”. O partido definiu também a estratégia de política de alianças com PSB, PCdoB e outros partidos. Em texto publicado neste sábado, 9, em seu site, o partido cita critérios definidos para a tática eleitoral. “Construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura Lula com PSB, PCdoB e outros partidos que venham a assumir este apoio”, diz o partido.

Segundo o PT, essa construção passa pela indicação do candidato a vice-presidente em entendimento com os partidos aliados. Em relação às eleições estaduais, o partido afirma que deve construir palanques com partidos de centro-esquerda.

Líder da bancada petista na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (RS) explicou aos jornalistas, à saída do hotel da capital mineira onde aconteceu a reunião que deliberou sobre a estratégia eleitoral para 2018. ““O debate que ocorrer nos estados estará subordinado a essa estratégia: a candidatura de Lula”, disse o parlamentar gaúcho, um dos mais próximos do ex-presidente dentro do partido atualmente. Ao lado da presidente da executiva nacional, senadora paranaense Gleisi Hoffman.

A prioridade às conversas com PSB e PCdoB criará algumas dificuldades regionais, surgindo como exemplo do momento o caso de Pernambuco, onde a vereadora Marília Arraes (neta de Miguel Arraes) tenta viabilizar sua candidatura ao governo pelo PT, mas, precisará enfrentar o inconfesso interesse dos líderes locais de uma aliança com o governador Paulo Câmara (PSB), que tentará reeleição.

Portanto, uma candidatura própria no estado não seria prioridade hoje para a cúpula.

O caso cearense apresenta algumas complicações, também, apesar de PSB e PCdoB estarem na ampla aliança de partidos que o governador Camilo Santana tenta formar em torno do seu projeto de reeleição, a grande aliança dele é com o PDT, que tem o Ciro Ferreira Gomes como candidato à presidência. Camilo que foi o único dos quatro governadores petistas atuais ausente do ato realizado pelo PT na noite da última sexta-feira na cidade mineira de Contagem para um evento oficial de lançamento de Lula como postulante à presidência, mesmo ele estando preso em Curitiba, no início do cumprimento de uma pena de mais de 12 anos. Quanto a esta ausência, o partido ainda não se pronunciou oficialmente.

A senadora Gleisi Hoffman mantém a expectativa de que Camilo Santana apoiará Lula na campanha presidencial, apesar da forte proximidade com os Ferreira Gomes, especialmente o antecessor Cid, principal fiador de sua candidatura quatro anos atrás.

No manifesto, o PT considera clara “a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais. Toda e qualquer definição de candidaturas e política de aliança nos estados terá que ser submetida antecipadamente à Comissão Executiva Nacional”. Paulo Pimenta acrescentou que a busca por um nome para compor a chapa com Lula deverá passar pelo arco de alianças definido e as prioridades anunciadas. Admitiu, inclusive, que o nome da deputada gaúcha Manoela D’Ávila, do PCdoB, é visto com simpatia na cúpula petista. (da agências)

(O POVO, Com Agências)

Datafolha – Mesmo preso, Lula ainda lidera corrida presidencial

Saiu pesquisa Datafolha sobre os presidenciáveis. Foi divulgada na madrugada deste domingo, 10. Lula, mesmo preso há mais de dois meses, continua liderando e estável em relação à última pesquisa. Fora d disputa, favorece a Jair Bolsonaro (PSL).

Confira os números e os cenários:

Com Lula

Lula 30%
Sem candidato 21%
Bolsonaro 17%
Marina 10%
Alckmin 6%
Ciro 6%
Álvaro Dias 4%

Com Haddad

Sem candidato 33%
Bolsonaro 19%
Marina 15%
Ciro 10%
Alckmin 7%
Álvaro Dias 4%
Haddad 1%

Com Jaques Wagner

Sem candidato 33%
Bolsonaro 19%
Marina 14%
Ciro 10%
Alckmin 7%
Álvaro Dias 4%
Jaques Wagner 1%

Sem candidato do PT

Sem candidato 34%
Bolsonaro 19%
Marina 15%
Ciro 11%
Alckmin 7%
Álvaro Dias 4%

Obs.: Manuela D’Ávila (PCdoB) e Rodrigo Maia (DEM) oscilam entre 1% e 2%. Aldo Rebelo (SDD), Fernando Collor de Mello (PTC), Flávio Rocha (PRB), Guilherme Afif (PSD), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), Josué Alencar (PR) e Levy Fidelix (PRTB) oscilam entre 0 e 1%. Paulo Rabello de Castro (PSC) não alcança 1% em nenhum cenário.

DETALHE – A pesquisa ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios. O levantamento foi feito pelo Datafolha nos dias 6 e 7 de junho, quando a prisão de Lula completou dois meses. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

DETALHE 2 – Na pesquisa Datafolha realizada entre 11 e 13 de abril, Lula tinha 31% das intenções de voto. Em dois meses na prisão, a oscilação foi de um ponto percentual, dentro da margem de erro.

DETALHE 3 – Bolsonaro cresceu. Ele tinha 15% nos cenários com Lula e 17% sem ele. Agora, fica dois pontos acima. Uma diferença relevante é a ausência nessa pesquisa de Joaquim Barbosa, que anunciou que não irá concorrer.

(Com O POVO Online)

Trump ameaça deixar de comercializar com países que não eliminarem tarifas e cria polêmica no G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu neste sábado (9), na Cúpula do G7, no Canadá, que seu país fará “o necessário” para que tenha relações comerciais “justas” com outras nações.

Trump acrescentou que os dias nos quais os outros países têm se aproveitado comercialmente dos Estados Unidos “acabaram”.

Trump ameaçou deixar de comercializar com os países que mantiverem tarifas às exportações americanas, especialmente no setor agrícola.

O presidente dos Estados Unidos declarou na Cúpula do G7 que “é muito injusto para os agricultores” que outros países como o Canadá ou a Índia imponham elevadas tarifas aos produtos americanos.

(Agência EFE)

Fortaleza perde invencibilidade, mas ainda mantém folga na tabela

O Fortaleza amargou na tarde deste sábado (9), no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, a primeira derrota na Série B do Campeonato Brasileiro, diante do São Bento, por 2 a 1. Os gols somente foram marcados no segundo tempo. Douglas abriu o placar para os paulistas, aos 12 minutos, Wilson empatou para o Leão, aos 21 minutos, e Doriva marcou o gol da vitória, aos 26 minutos, após falha de Marcelo Boeck.

Apesar da derrota, o Fortaleza mantém folga na tabela, com quatro pontos à frente do segundo colocado, o CSA. O Leão volta a campo na sexta-feira (15), diante do Brasil de Pelotas, no Castelão.

(Foto: Reprodução)

Ferrão, enfim, vence em casa e avança na Série D

Com um gol de Edson Cariús, aos 36 minutos do segundo tempo, o Ferroviário venceu o Cordino/MA, na tarde deste sábado (9), no Castelão, e avançou às oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro.

Foi a primeira vitória do Ferroviário em casa, desde o início da da competição. Em três jogos, a equipe coral havia empatado todos. Na próxima fase, o Ferrão enfrenta o classificado entre Altos/PI x Nacional/AM. No primeiro jogo, o time piauiense venceu por 3 a 0. As duas equipes se enfrentam neste domingo (10).

(Foto: Arquivo)

Leitor reclama de buraqueira por trás do North Shopping

Há meses, motoristas que trafegam pela rua Tabelião Fabião, por trás do North Shopping, no bairro Presidente Kennedy, reclamam da buraqueira que acumula dejetos e que deixa lento o tráfego de veículos.

Segundo leitor do Blog, a Regional 3 alegou anteriormente o período chuvoso para não realizar a operação tapa-buracos. Mas, há cerca de cinco semanas, não há mais previsão de inverno em Fortaleza.

(Foto: Leitor do Blog)

Em Minas, PT lança pré-candidatura de Lula à Presidência da República

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O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O ato foi realizado em um hotel de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula chamada de Manifesto ao Povo Brasileiro. Preso há dois meses, após condenação em segunda instância, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que inviabilizaria sua candidatura à presidência. Mesmo assim, ele aparece como o melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto.

“Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.”, afirmou na carta.

De acordo com a legenda, 2 mil pessoas participaram do evento, que teve as presenças da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, do ex-prefeito e coordenador do programa de governo, Fernando Haddad e governadores e parlamentares.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP). Na ordem de prisão, o magistrado disse que o trâmite do processo na segunda instância já havia se encerrado.

DETALHE – O governador Camilo Santana e os deputados federais José Airton e Luizianne Lins não participaram do evento em Belo Horizonte. Camilo Santana já demonstrou simpatia à pré-candidatura Ciro Gomes, do PDT. Já José Airton e Luizianne…

(Agência Brasil)

Datafolha pode enterrar Alckmin

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (9), pelo jornalista Henrique Araújo:

Pesquisa é pesquisa, costumam desconversar os pré-candidatos quando querem fingir naturalidade e engabelar o nervosismo diante do eleitor. É o caso de Geraldo Alckmin (PSDB). A nova rodada do Datafolha que chega aos jornais hoje ainda ou nas primeiras horas deste domingo tem o poder de enterrar ainda mais a candidatura do tucano ou de reanimá-la.

Se permanecer no mesmo patamar de agora ou cair um ponto porcentual que seja, o apoio ao ex-governador de São Paulo vai se erodir mais, a ponto de se tornar insustentável, forçando o partido a uma decisão: substituí-lo enquanto é tempo ou ir até o fim sob risco de não chegar ao segundo turno da disputa eleitoral. Num caso como no outro, uma escolha de Sofia.

Na última semana, porém, o PSDB emitiu sinais de que pode rifar o atual presidente nacional da legenda. Primeiro, com informações de bastidores segundo as quais Alckmin andaria inusualmente destemperado, o que sugere que a pressão indireta de João Doria pode estar pesando em seus ombros. Depois, com o lançamento do manifesto do centrão, cujos efeitos sobre a meia dúzia de candidaturas ligadas a esse miolo ideológico foi perto de zero.

Em sua defesa, Alckmin tem repetido que a campanha começa pra valer no horário eleitoral. É outra dessas meias verdades que candidatos mal colocados nos levantamentos de intenção de voto repetem com sorriso amarelo. E o do ex-inquilino do Palácio dos Bandeirantes tem essa coloração.

Mas a nova sondagem do Datafolha não interessa somente a Alckmin. Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC) estão de olho na pesquisa, que pode apontar tendências de movimentos para as próximas semanas.

Há dois cenários possíveis: um, a derrocada das candidaturas governistas (além de Alckmin, Henrique Meirelles, do MDB, e Rodrigo Maia, do Democratas). Dois: a polarização entre Bolsonaro e Ciro, que pode ter ultrapassado Marina e se aproximado do ex-capitão do Exército.

A pesquisa embute ainda um elemento adicional: é a primeira feita depois da greve dos caminhoneiros e do caos que se seguiu no País, com desabastecimento e uma guerra travada entre governo federal e entidades patronais em torno do pacote de bondades como a redução do diesel e o tabelamento do preço do frete.

Professores publicam artigo na Inglaterra pela liberdade de Lula

Professores e intelectuais que atuam em universidades da Inglaterra publicaram nessa sexta-feira (8) uma carta no jornal inglês The Guardian criticando a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

No texto, os intelectuais afirmam que o petistas foi preso para ser mantido afastado das eleições presidenciais deste ano no Brasil.

“Há provas contundentes de sua inocência e de que ele foi julgado injustamente”, dizem no texto.

Os intelectuais pedem que Lula seja solto para “concorrer a eleições e permitir que os cidadãos brasileiros possam exercer seus direitos democráticos”, finalizam.

(Agência Estado)

Cenário econômico conturbado: Momento é desafiador para empresas tomarem decisões

Em artigo sobre a indefinição na economia do País, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Gestão Empresarial, aponta que o momento não é para comprar por impulsos. Confira:

Diariamente estamos acompanhando as notícias tanto de cunho político, quanto econômico e percebemos com muita facilidade a relação direta que há entre elas. São notícias de incertezas relacionadas a candidaturas de políticos, corrupção exarcebada, paralisações de classes, enfim, um universo de variáveis que se interdependem tendo como resultado final a instabilidade econômica que vivemos. Com bancos discordando a respeito das taxas cambiais futuras, Selic já apontando alta, IPCA já apontando elevação, Banco Central fazendo intervenções para conter a alta do dólar, desemprego em uma crescente, índice de confiança do consumidor cada vez mais em baixa, investidores se afastando dos ativos brasileiros, etc. Esses são apenas alguns fatores internos, mas ainda tem o universo de fatores externos que provocam tal instabilidade de forma isolada ou conjunta com os internos. Bem, é um oceano de complexos reflexos com motivações políticas e com um horizonte muito nebuloso para se ter definições. As empresas e todo o seu bioma estão imersas neste cenário contraproducente, sendo demandadas a se reposicionarem em seus planejamentos quase que diariamente.

Eu poderia aqui nesta matéria replicar todos os dados numéricos dos problemas que apresentei acima, mas seria apenas mais uma matéria que demonstra os mesmos números e acabaria não agregando nada ao leitor, por tanto, preferi me ater a chamar a atenção para a importância que se deve dar ao planejamento das suas ações empresariais.

Uma empresa que não se planeja é como um pedaço de plástico boiando no meio do oceano. Não tem rumo e fica exposta à própria sorte. Nossas empresas possuem famílias que dependem de nossas ações e decisões, por tanto precisamos ter em mãos, com o máximo de precisão possível, um planejamento que nos guie em nossa jornada. Já comentei em outros artigos sobre a importância de se ter um planejamento orçamentário e um controle do seu fluxo de caixa. Tais ferramentas devem fazer parte do todo estratégico da sua empresa. Não negligenciem a importância de se ter controles. Procurem ter um bom acompanhamento de suas compras para não exagerar e deixar dinheiro parado nos estoques. Sempre façam contas antes de tomar qualquer empréstimo e verifiquem se o valor a ser tomado cabe em seu orçamento. Não tomem dinheiro que não seja na medida certa para a realidade do seu negócio. Revejam a necessidade de compra de veículos e maquinários. Procurem entender se realmente esses investimentos são necessários, e em quanto tempo darão retorno para seu bolso. Não é o momento para comprar por impulsos. Comprometimentos em longo prazo devem ser estudados como possibilidades para dar folga a seu caixa.

O ano de 2018 ainda tem muito chão pela frente, porém já se precisa pensar em 2019 e começar a montar seus planejamentos com base nos cenários econômicos que se mostram. Vamos ser cautelosos. Se cerquem de profissionais que saibam guiar suas ações. Se mantenham atentos a todas as mudanças que o mercado venha apresentando.

Fabiano Mapurunga

CEO da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Gestão Empresarial. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria

Ferroviário usa Castelão para vencer a primeira em casa e chegar às oitavas de final da Série D

Sem ainda vencer em casa, o Ferroviário poderá conquistar neste sábado (9), a partir das 16 horas, no Castelão, a classificação às oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro, diante do Cordino/MA.

Para isso, o Ferrão transferiu a partida do estádio Presidente Vargas para o Castelão, como forma de aproveitar melhor a troca de passes entre seus atletas.

Na primeira partida, em Barra do Corda, na Região Central do Maranhão, a 462 quilômetros de São Luís, as duas equipes empataram em 3 a 3. Um novo empate leva a disputa para os pênaltis.

O Cordino possui apenas oito anos de fundação e nunca enfrentou equipes das regiões Sul, Sudeste ou Centro-Oeste. O confronto somente ocorrerá se o time chegar à final da competição.

(Foto: Reprodução)

Prefeitura amplia convênio com Santa Casa de Misericórdia

O prefeito Roberto Claudio, em reunião com o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Luís Marques, e com a secretária de Saúde, Joana Maciel, anunciou a ampliação do convênio com a instituição, em R$ 550 mil por mês, para serviços e cirurgias, o que garante atendimento em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidades.

Roberto Claudio ainda anunciou um aporte de mais R$ 1 milhão para que o hospital faça um incremento na tabela de procedimentos do SUS, que não vem sendo reajustada pelo Ministério da Saúde como deveria para remunerar as instituições conveniadas.

O acordo passa a valer a partir de julho. Hoje, a Prefeitura de Fortaleza remunera a Santa Casa em contrapartida a uma média de 750 procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidades por mês.

(Prefeitura de Fortaleza)

Facebook veiculará programas jornalísticos em serviço de vídeo

O Facebook anunciou nesta semana que vai passar a veicular programas jornalísticos de algumas emissoras no seu serviço de vídeo chamado Watch (assista, em inglês). Os noticiários serão produzidos exclusivamente para o Facebook por emissoras importantes nos Estados Unidos, como ABC, CNN e Univision.

O serviço de vídeos foi lançado em outubro de 2017 como uma estratégia da empresa de entrar no mercado de vídeo online, já que o principal concorrente da plataforma, a Google, é líder neste segmento com o YouTube. O foco é a veiculação de séries e outros programas na forma de capítulos. O serviço ainda não está disponível no Brasil.

Vão ser disponibilizados no canal de vídeos os programas Anderson Cooper Full Circle, da CNN, Fox News Update, da Fox, On Location, da ABC, e uma revista audiovisual voltada ao público hispânico. Os conteúdos serão exclusivos e direcionados para a audiência da plataforma.

Diretores do Facebook disseram em entrevistas a veículos especializados que a iniciativa é uma forma de promover conteúdos de qualidade e de referência para os usuários, uma forma também de responder às críticas sobre o papel da plataforma na divulgação das chamadas notícias falsas (fake news).

O anúncio é um marco importante. Até agora, a despeito das diversas funcionalidades que oferece, o Facebook é uma rede social que serve de espaço para a circulação de textos, imagens e vídeos de terceiros. Com essa iniciativa, mesmo que ainda em parceria, passa a ser promotora de conteúdos próprios, tornando-se também uma empresa de mídia.

Na avaliação do pesquisador do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Ciências da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro João Carlos Caribé, a iniciativa dará mais poder à plataforma, que já tem mais de 2 bilhões de usuários, e pode ter efeitos importantes sobre o debate público.

“O Facebook faz um movimento de trazer para dentro de si cada vez mais tipos de serviços, agora a produção noticiosa. Como a companhia tem acesso a dados dos usuários, isso pode ser usado para a elaboração de notícias e personalizar os conteúdos, o que pode estimular as chamadas bolhas ideológicas”, disse.

(Agência Brasil)

O “gordinho”, o “mariquinha” e o ódio

Em artigo no O POVO deste sábado (9), a jornalista Regina Ribeiro aponta que o ódio divide, destrói, separa. Confira:

Semana passada, assisti ao filme “Mur murs”, da cineasta belga Agnés Varda. Filmado em Los Angeles e lançado em 1981, o filme percorre os murais que escrevem as histórias de descendentes negros, de imigrantes, daqueles que viam no desenho das paredes uma possibilidade de captar as narrativas que pareciam não caber em qualquer outro lugar. A câmera de Varda ultrapassa os muros e vai buscar além deles homens, mulheres, relatos emocionados, desejos.

Enquanto via o filme pensava em alguns daqueles povos e a atual realidade deles, hoje, sob o governo de Donald Trump. Os mexicanos têm um muro sob suas cabeças, os imigrantes têm leis mais duras, o acirramento de embates envolvendo negros nos Estados Unidos está às voltas com novos contornos. Basta lembrar em como o presidente norte-americano reagiu ao episódio de Charlottesville no ano passado.

Esta semana, li uma matéria na qual o candidato a presidente Jair Bolsonaro critica o politicamente correto. Mas, antes de qualquer coisa, quero dizer que não tenho nada contra o senhor Jair Bolsonaro. Nada mesmo. Considero-o apenas um homem um tanto quanto limitado nas discussões em que se mete. Lança mão de clichês, formula questões baseadas no mais velado senso comum, não tem paciência de dissertar sobre coisa alguma nem sensibilidade para lidar com as pessoas que são e pensam diferente dele. E para completar não me parece, até o momento, ter capacidade de agregar, mediar, ser um interlocutor que encontre soluções para um problema. Em tantos anos de vida pública, até agora não sei – e procurei – algo de relevante do ponto de vista social ou econômico, que fosse de sua autoria.

Nesta fala do candidato ao jornal Correio Braziliense, ao criticar o politicamente correto, ele afirma algo sobre o qual é necessário pensar: “que esse negócio de ódio é secundário no Brasil”. Deu um exemplo à la Bolsonaro: “Hoje, o gordinho virou mariquinha”. Explicou que no passado, o gordinho saía no tapa e resolvia a parada. Agora se esbalda no mimimimimi da esquerda que vê ódio em tudo. Depois de ler um negócio desses, é impossível discutir qualquer coisa com um homem na posição dele que se expressa com tal nível de argumentação. E, não apenas porque ele fala isso, mas porque parece desconhecer as dinâmicas em torno da história. Infelizmente, boa parte das pessoas considera Bolsonaro um ícone de sinceridade, um homem honesto que diz o que pensa e que, por isso, é bom para o Brasil.

O ódio, senhor Bolsonaro, não é nada secundário. O ódio divide, destrói, separa. Nações. O ódio estabelece guerras. Ódio não é para incautos. A História está cheia de exemplos que mostram a substância do ódio na sua face mais perversa. Aquela que é capaz de expulsar seus cidadãos, construir muros, estuprar mulheres, matar crianças, incendiar cidades. O ódio não precisa de estímulo, tampouco de quem o considere inofensivo. O “gordinho”, o “mariquinha” são expressões minúsculas do ódio que cresce e caso lhe seja dado poder, é possível considerar que o gordinho, o mariquinha, o imigrante, o negro, o feio, o pobre, o índio, o cigano, os velhos, os desconectados, os analfabetos não devem ter lugar no mundo . Não, o ódio não é secundário.