Blog do Eliomar

Arquivos do autor Eliomar de Lima

Fogo atinge salão paroquial de Igreja

Apenas danos materiais resultaram de um incêndio registrado, na manhã desta segunda-feira, no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora da Saúde, no Mucuripe, em Fortaleza. Segundo o subtenente Erisvaldo Santos, do Corpo de Bombeiros, que atendeu à ocorrência, o fogo ainda tem razão desconhecida e somente a perícia poderá apontar as causas.

As chamas, segundo o subtente, ficaram restritas ao salão paroquial e não atingiram as dependências da igreja. Alguns arquivos e móveis ficaram destruídos. Quando o fogo começou, o salão estava fechado e não havia ninguém no local.

PR do Ceará pode ficar neutro na disputa de segundo turno para presidente

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Lúcio, em campanha, não recebeu acenos de Dilma.

O presidente regional do PR, Lúcio Alcântara, cogita não reunir o partido para discutir qual direção os filiados da legenda tomarão no que diz respeito ao segundo turno da disputa presidencial. Lúcio encontra-se, neste feriadão, em seu sítio no município de Guaramiranga (Maciço de Baturité).

Demonstrando certa indiferença, disse que vem conversando com uma e outra liderança do PR para saber qual seria a melhor alternativa: Serra (PSDB) ou Dilma (PT). Particularmente, Lúcio não se manifestou, embora no primeiro turno tenha vestido a camisa da campanha pró-Dilma.

Nessa fase da campanha ele, no entanto, não contou com apoio da coordenação nacional de Dilma em sua campanha para o Governo. Esse fato deixou lideranças do PR revoltadas, pois como são da base lulista, queriam algum tipo de manifestação. Dilma, como candidata, manteve-se equidistante da disputa, mas Lula, o principal cabo eleitoral da petista, ocupou e pediu votos para Cid Gomes (PSB).

Concurso – UFC inscreve para professor assistente do Centro de Tecnologia

“Estão reabertas até 18 deste mês as inscrições para professor assistente do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza. É oferecida uma vaga no Departamento de Engenharia de Teleinformática – setor de estudo Sistemas Embarcados, com regime de 40 horas semanais de trabalho.

 Os candidatos devem ter diploma de graduação e título de mestre, no mínimo. O edital n° 257/2010, onde constam as informações do concurso, encontra-se no endereço: www.srh.ufc.br/editais.htm.”

(Site da UFC)

TCU condena ex-prefeito de Crateús ao pagamento de R$ 275 mil

“O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de Cratéus (CE) Paulo Nazareno Soares Rosa ao pagamento de R$ 275.824,93, valor atualizado, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os recursos eram destinados ao Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (Peja). 

Paulo Nazareno não comprovou a regular aplicação do dinheiro repassado à prefeitura para atender despesas com as ações do programa. A omissão no dever de prestar contas impossibilitou a averiguação do destino dado ao recurso público. 

O ex-prefeito também foi multado em R$ 15 mil e tem 15 dias para pagar a multa e o valor da condenação. Cópia do acórdão foi enviada aos responsáveis, à Coordenação-Geral de Acompanhamento de Prestação de Contas do FNDE e à Procuradoria da República no Ceará. O ministro-substituto Weder de Oliveira foi o relator do processo. Cabe recurso da decisão.”

(Site do TCU)

Detentos fazem motim em CPPL de Itaitinga

“Presos da ala A da Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) de Itaitinga (Região Metropolitana de Fortaleza) fizeram um motim neste domingo, 10. Os presos fizeram quebraram celas e impediram a entrada em um dos portões que dá acesso ao pavilhão A.

Segundo informações repassadas ao O POVO Online por um agente penitenciário da CPPL, que não quis se identificar, a confusão começou após o café da manhã. A confusão foi comandada por Jussivan Alves dos Santos, o “Alemão”, que comandou o furto ao Banco Central, em 2005. Quatro celas e um portão foram quebrados. Ainda de acordo com o agente penitenciário, em algumas celas, os presos fizeram buracos para a área externa do presídio.

Os detentos queriam mudar de cela e também se revoltaram pela falta d’água no presídio. De acordo com o agente, a direção e a Unidade de Apoio Penitenciário (UAP) foram chamadas contornar a situação. Cerca de 190 presos foram retirados em duplas, com as mãos na cabeça, a fim de uma identificação dos danos. Segundo o agente, “Alemão” e outro preso, conhecido como “Boyzinho”, foram isolados. Ninguém ficou ferido. O advogado de “Alemão” nega o envolvimento dele no motim.”

(O POVO Online)

Frei Beto na defesa de Dilma

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Eis artrigo do Frei Beto, onde ele defende a candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, de ataques por causa da polêmica em torno do aborto. O título é “Dilma e a fé cristã”. Confira:

Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.
Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência. Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de “marxista ateia”.

Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.
Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.
Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.

Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo. Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica. Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho. É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.

Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto… Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.

Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.

Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.

A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz. Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.

Frei Beto.

DETALHE – Frei Beto é ligado ao Partido dos Trabalhadores.

Prefeito de Iguatu vira rei dos baixinhos

Nesta terça-feira, o município de Iguatu (Centro-Sul) promoverá um dos maiores evento infantis do interior do Ceará: a “Cidade da Criança”. A realização é da Prefeitura Municipal e ocorrerá em sua terceira edição. Para este ano, segundo o prefeito Agenor Neto (PMDB), estão confirmadas as participações de atraçõesnacionais como a cantora Kelly Key, Carla Perez e os palhaços Patati e Patatá.

Tudo ocorrerá no Pátio do Iguatu Festeiro e terá duração de três dias. Haverá parque de diversões, exibição de filmes no Cine Telha, peças teatrais e também shows em um circo que já está montado no local. A criançada ainda terá oficinas e poderá mostrar seu talento em festivais de dança numa tenda eletrônica cordenada por DJs de Iguatu e da Região do Cariri. A programação, segundo Agenor Neto, é gratuita.

(Com site Iguatu.Net)

Batina eleitoral – Dom Aldo Pagotto diz que aborto faz parte do programa do PT

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=H0vRZu4f7Vk[/youtube]

Eis um vídeo que circula na internet e tem como principal personagem Dom Aldo Pagotto, que foi bispo em Sobral, a terra natal do governador Cid Gomes: ele diz que a questão da descriminalização do aborto faz parte do programa do PT e alerta cristãos para o fato. Essa postura de dom Aldo não surpreende. Quando atuando no Ceará, ele sempre se posicionou simpático ao PSDB.

Escola de Saúde Pública abre seleção para Residência Médica 2011

“A Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) inscreve até o dia 22 deste mês para seleção 2011 na área de Residência Médica e Residência em Medicina de Emergência. A seleção é coordenada pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), por meio da Coordenadoria de Residências em Saúde. Para a Residência Médica, estão sendo ofertadas 211 vagas para 46 especialidades. Os residentes serão lotados nos hospitais da rede pública estadual: Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ), Hospital de Saúde Mental de Messejana (HSMM), Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) e Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia(Dona Libânia) .

Para a Residência em Medicina de Emergência do Complexo Emergencial Fortaleza e Santa Casa de Misericórdia de Sobral, serão oferecidas 10 vagas para o programa inicial de 03 anos e 06 vagas para R4 Opcional, a serem distribuídas nos hospitais participantes do complexo emergencial.

ETAPAS

Para os dois processos seletivos, as inscrições constam de duas etapas. A pré-inscrição, que deverá ser efetuada no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br), acontece de 08 a 21 de outubro, enquanto a confirmação de inscrição, no período de 08 a 22 de outubro, deverá ser feita após o envio da documentação exigida no edital, com o respectivo comprovante de pagamento. A taxa de inscrição é R$ 200,00 (duzentos reais).

A seleção constará de prova escrita e entrevista, com análise curricular, sendo a primeira de caráter eliminatório. A prova escrita está marcada para o dia 7 de novembro, às 8 horas, na Faculdade Christus – Sede Dom Luis, na Avenida Dom Luis, 911, bairro Meireles. O gabarito da prova objetiva será divulgado após sua realização e afixado nas dependências da Faculdade Christus. O resultado final será divulgado no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br) no dia 01 de dezembro.

SERVIÇO 

Mais informações na Coordenadoria de Residências em Saúde da ESP-CE (fones – (85) 3101.1424/3101.1415) e nos editais publicados no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br).”

(Com Site da ESP-CE)

Ipea prevê: Sucessor de Lula terá que redefinir papel do Bolsa Família

“Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) poderão ter de mexer na principal ação social do governo Lula: o Programa Bolsa Família. A avaliação é de Serguei Soares, doutor em economia e especialista da área social do Instituto Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo ele, saber qual a vocação do programa: fazer a proteção social dos mais pobres ou gerar oportunidades para superação da pobreza, deverá entrar na agenda do próximo governo.

“As duas coisas são incompatíveis”, acredita Serguei e “exigem abordagens diferentes para públicos diferentes”. Conforme o analista, a proteção social deve ser uma ação ativa do Estado sem a exigência de contrapartidas, isso porque “os pobres não são pobres à toa. As famílias mais pobres são as mais vulneráveis e desestruturadas, têm mil e um problemas, alguns conhecemos e outros nem imaginamos”.

Na avaliação de Serguei Soares, além dessa demanda há setores na sociedade que esperam que “o Bolsa Família, como se diz na sabedoria popular, não dê o peixe, mas ensine a pescar”. Isso significa orientar o programa “não para o mais pobre entre os pobres, mas para aquele cidadão que com alguma ajuda decola e sai da linha de pobreza”, disse se referindo à oferta de mais microcrédito e de treinamento profissional, por exemplo. “Se é um programa de proteção social, ninguém deve cobrar porta de saída. É para todos, é universal”, diferencia. O economista aposta que a escolha, “que não é urgente”, será dispor dos dois instrumentos.

Para ele, o programa é “bem gerido” e tem “sucesso inquestionável”. O Bolsa Família “é tão bem pensado que a gente pergunta porque se demorou tanto a descobrir uma coisa óbvia: se alguém é pobre a solução é dar dinheiro para esse alguém!”, afirmou ao comentar que é o êxito do programa que leva ao impasse sobre o qual o próximo governo decidirá.

Atualmente, o Bolsa Família atende a 12,7 milhões de famílias e faz a transferência direta de renda com condicionalidades básicas: a frequência escolar, cartão de vacinação em dia; e realização do acompanhamento pré-natal pelas gestantes. O programa deverá transferir este ano R$ 13,1 bilhões. Durante o primeiro turno, o Bolsa Família foi mencionado de forma elogiosa pela maioria dos candidatos, que inclusive prometiam a ampliação do programa.”

 (Agência Brasil)

Vandalismo – Espigão da Beira Mar amanhece pichado

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Do coordenador dos Amigos da Beira Mar, Tadashi Enomoto, este Blog recebeu essa denúncia:

Prezado Jornalista  ELIOMAR
 
Os coopistas e turistas estão INDIGNADOS com os “pichadores” que estão destruindo, antes da
sua inauguração, o “Espigão”, localizado na esquina da avenida Rui Barbosa com a Beira Mar. O local é muito agradável, bonito e de muita frequência, mas exige agora que a polícai aja imediatamente.
 
Obrigado.
 
Tadashi Enomoto
Coordenador dos Amigos da Beira Mar.

Pós-Eleição – Câmara dos Deputados vai gastar R$ 11,2 mil em desratização

“Passado o primeiro turno das eleições para deputados, senadores, governador e presidente, a Câmara Federal, em Brasília, renovou seu compromisso de exterminar ratos e insetos. Assim como faz todo ano, o órgão empenhou (reservou em orçamento), desta vez, R$ 11,2 mil para pagar serviços de desinsetização e desratização a ser realizado em áreas comuns e privativas dos blocos de apartamentos funcionais dos deputados, na capital federal. Os serviços foram solicitados pela Coordenação de Habitação da Casa. Resta torcer para que os bichos não morram de forma sofrida.

Além disso, a Câmara comprometeu mais R$ 3 mil para serviços de confecção de arranjos florais. A nota de empenho, documento que antecede a despesa pública, não informa, porém, para onde serão levados esses arranjos, nem quando.”

(Site Contas Abertas)

PT fará reunião em feriado santo para tratar da campanha pró-Dilma no Ceará

O Partido dos Trabalhadores realizará nesta terça-feira, feriado santo, reunião no Hotel Praia Centro. A convocação, feita pela presidente regional da legenda, a prefeita Luizianne Lins, envolve os prefeitos, vice-prefeitos e dirigentes do PT do Interior. O encontro foi marcado para as 10 horas.

O objetivo, segundo o coordenador-executivo da campanha dilmista no Estado, vereador Acrísio Sena, é acertar uma programação de campanha pró-Dilma no Estado no que diz respeito ao partido.

A prefeita Luizianne Lins, garante Acrísio Sena, estará presente.

Basílica de Aparecida espera 330 mil romeiros

“Pelo menos 330 mil pessoas devem visitar a Basílica de Aparecida, no Vale do Paraíba, durante os quatro dias do feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. O santuário nacional dedicado à padroeira do Brasil, localizado no município de Aparecida, a 168 quilômetros da capital paulista, recebe turistas e fiéis de todo país.

De acordo com a administração do santuário, o maior movimento de visitantes é esperado para amanhã (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida. Cerca de 165 mil pessoas devem passar pela cidade. Para hoje, não foi divulgada a previsão.

Uma programação especial de eventos foi organizada para a celebração do feriado na cidade. A missa solene de amanhã, às 10h, e a procissão solene, às 16h, são os dois mais aguardados.

Para proteção dos turistas, mais de 210 seguranças privados vão trabalhar no feriadão. Além deles, 400 policiais militares serão responsáveis pela segurança dos visitantes.

Na principal estrada de acesso à Aparecida, a Via Dutra, um esquema de atendimento a motoristas também foi montado para o feriado. A CCR Nova Dutra, concessionária que administra a rodovia, informou que 11 colaboradores e oito veículos de apoio estarão posicionados perto da basílica.

Segundo a concessionária, o maior movimento de ônibus de romeiros deve ocorrer na terça-feira, entre 2h e 9h, e também após as 15h.

O santuário recomenda que romeiros cheguem cedo para que possam garantir local no estacionamento. Pede também que os visitantes que vêm em excursões que levem o nome e telefone de contato de seus guias para que possam encontrá-los caso se percam.”

(Agência Brasil)

Taxista é assassinado após evitar passageiros suspeitos

“Um taxista foi assassinado com um tiro na cabeça após se recusar a parar o veículo para quatro homens que o abordaram, na madrugada desta segunda-feira, 11, no bairro João XXIII, em Fortaleza. José Jucelino da Silva, de 46 anos, teria desconfiado dos indivíduos e acabou sendo baleado, após tentar fugir da ação.

Segundo informações da delegada Monique Teixeira, da Divisão de Homicídios, a ação aconteceu no cruzamento entre a rua Diogo Correia e travessa Rio de Janeiro, quando o taxista retornava de uma corrida, por volta de meia-noite. Ao ser abordado pelos acusados, que se posicionaram obstruindo toda a via, a vítima engatou marcha à ré, na tentativa de fugir do local.

Um dos acusados disparou cerca de quatro tiros contra o veículo e acabou atingindo a cabeça de José Jucelino, que morreu no local do crime. Após a ação, o bando fugiu e ninguém foi capturado.

Ainda de acordo com a delegada Monique, a Polícia já tem pistas da identidade dos acusados. A vítima, José Jucelino, era casado e pai de um filho. ”

(O POVO Online)

Serra vem ao Ceará em campanha

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O candidato derrotado do PSDB/DEM ao Governo do Estado, Marcos Cals, ao lado do empresário Pedro Fiúza, que foi seu postulante a vice, encontra-se, nesta segunda-feira, em São Paulo. Ali, os dois terão encontro com a senadora Marisa Serrano (PDB/MTS), da coordenação-geral da campanha do tucano José Serra neste segundo turno. Segundo Marcos Cals, o objetivo é receber orientações para a campanha pró-Serra no Ceará.

“A nossa meta é aumentar o número de votos do Serra. Queremos, pelo menos, 30% dos votos”, disse Marcso Cals. No primeiro turno das eleições, o tucano obteve apenas 16%.

Marcos Cals disse que a ordem é a tucanada reforçar a campanha em todo o Interior e na Capital, mobilizando seus filiados. Ele reconheceu que o trabalho eleitoral é difícil, mas disse que Serra tem amplas perspectivas de vitória.

O candidato José Serra deve vir ao Ceará na segunda quinzena deste mês em campanha. A data está sendo acertada: pode ser 16 ou 17 próximos, conforme Marcos Caks. Isso, dentro de uma stratégia de reforçar o candidato no Nordeste, região onde a grande maioria dos votos do primeiro turno foi para Dilma Rousseff.

Cid Gomes: "O Tasso se precipitou""

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O rosto ainda denuncia o cansaço de uma campanha eleitoral que segue em 2010, apesar de ele já ter sido reeleito, no último dia 3, com 61,2% dos votos do eleitorado cearense. Cid Gomes, governador do Ceará, anuncia que só descansará depois de “eleger” Dilma Rousseff, do PT, presidente da República, esforço que ainda não lhe permitiu parar para pensar no próximo governo, que começa em 1º de janeiro do próximo ano. Um “novo governo”, segundo adianta na entrevista, concedida aos editores do O POVO na noite da última quinta-feira, dia 7, na residência oficial. Nela, o governador, confirmado no cargo para mais quatro anos, fala da campanha, reclama dos adversários pelo “denuncismo”, relata alguns detalhes da articulação de bastidores que levou ao rompimento com o senador Tasso Jereissati e anuncia a intenção de criar uma secretaria específica para o problema das drogas. Confira os trechos principais da entrevista.

O POVO – Que características essa campanha teve que para o senhor foram marcantes, principalmente quando a gente compara com a de 2006?

Cid Gomes -Em 2006, eu era novidade. Com apoio expressivo. Apresentado pelo Lula, pelo Ciro (Gomes). E tinha aí uma referência da administração em Sobral. Nessa eleição, mantive os mesmos apoios. Agora, a administração de governo já deu um choque de realidade em muita gente. Pro bem e pro mal. Muita gente ficou satisfeita com as ações de governo. Uma parte, nem tanto. Houve alguma frustração, algum problema. Estou dizendo isso tentando ser o mais frio possível, mas saio feliz da campanha. Tive mais votos do que na eleição passada. É verdade que o eleitorado aumentou.

OP – Sai desgastado, também? Foi uma eleição na qual o senhor sofreu muitas críticas e algumas acusações.

Cid – Olha, isso aí não é queixa do processo eleitoral. Do processo eleitoral, no que toca à participação das pessoas, eu não tenho nenhuma queixa. Só absoluta gratidão pelo reconhecimento. O poder desgasta, né? Mas a grande maioria renovou esse crédito, o que me deixa eternamente grato. Agora, eu não posso deixar de manifestar uma preocupação. Eu, pessoalmente, fiquei absolutamente magoado com o nível que a campanha, não por parte do eleitorado, tomou na eleição.

OP – Isso foi uma coisa nova para o senhor, depois de tantas eleições?

Cid – É uma coisa nova na política do Ceará e absolutamente preocupante. Na minha cabeça, o que se montou foi uma quadrilha para, ardilosamente, planejar uma armadilha ali para a eleição. Eu fiquei absolutamente chocado com o nível a que chegou.

OP – O senhor atribui a quem?

Cid – Eu atribuo muito claramente ao Roberto Pessoa (PR, prefeito de Maracanaú), ao advogado dele, que se chama Paulo Goyaz, e, obviamente, o Lúcio Alcântara (PR) foi o instrumento disso. Eu estou falando isso, mas, sinceramente… Porque essa coisa é preocupante para mim. É preocupante para o futuro do Estado. Não se pode estar vendo isso e simplesmente fazer de conta que não existiu. Mas eu tomei todas as providências que tinha de ter tomado. Estão processados por mim os partidos, a coligação, a revista (Veja), e as pessoas físicas estão processadas por mim. Eu entrego à Justiça. Não vou ficar remoendo. Meu coração, sinceramente, não tem espaço. Estou registrando aqui pela preocupação com a política do Estado. A política do Estado não pode ficar vulnerável a esse tipo de maquinação.

OP – O senhor falou da parte do ex-governador Lúcio Alcântara, mas teve também o deputado Marcos Cals (PSDB)…

Cid – Eu processei os dois. Pra mim, quem montou foi a campanha do Lúcio. Pra mim é claro isso. Deve ter alguma investigação. Imagino que a Justiça vá cuidar disso. O advogado, esse Goyaz, junto com o Adler (Girão, do PR, ex-prefeito de Morada Nova), levaram o cara (empreiteiro Raimundo Morais Filho, o Moraizinho, que teria denunciado suposto vínculo do governador e de seu irmão, deputado federal Ciro Gomes com esquema de desvio de recursos estaduais e federais destinados a Prefeituras) lá para Brasília, fizeram uma gravação. Mesmo nessa gravação não tendo nenhuma referência ao meu nome. Os caras ficaram maquinando. Isso foi urdido.

OP – O comportamento do deputado Marcos Cals…

Cid – Foi de aproveitador.

OP – O fato de ele, seu ex-secretário, ter feito isso machucou ou magoou mais o senhor?

Cid – Não, não. De jeito nenhum. Eu nunca tive, assim, amizade com o Marcos Cals. O convidei para ocupar uma secretaria (Justiça, no primeiro governo). Ele aceitou. Pronto. Convivemos três anos e meio como secretário e governador. Nunca tive intimidade com ele, sabe, ter uma decepção. Absolutamente natural. Eu o processei, também, porque ele, como aproveitador, quis pegar isso e repercutir também. Na medida em quem ele repercute o negócio, está botando na boca dele. Então, vai ter que provar agora.

OP – O senhor falou que não tinha relação mais próxima com o Marcos Cals. Com o Tasso (Jereissati) é diferente. Como foi tê-lo do outro lado?

Cid – Olha, a gente tem uma relação histórica com o Tasso. Eu nunca escondi nada de ninguém. Eu tentei até a última hora fazer aqui uma composição em que se preservasse a candidatura do Tasso.

OP – Ele se precipitou?

Cid – Ele absolutamente se precipitou. Ele se precipitou. Eu tava trabalhando quando sou surpreendido por uma declaração. Fiquei no pior dos mundos.

OP – Qual era o desenho que o senhor tinha feito para a coligação?

Cid – O desenho era claro. E, se você for ver o histórico, eu, primeiro, pelas atribuições de governador, tentei adiar ao máximo os limites da campanha. Porque eu era governador, tinha de dar conta do trabalho de governo, muita coisa que tinha de fazer, então tentei ao máximo adiar. Vinham me perguntar sobre sucessão, eu dizia: “Não trato de sucessão antes de resolver a questão nacional”. Depois que se resolveu a questão nacional, eu disse: “Não posso tratar da questão sem conversar com meu partido”. E as reuniões do meu partido, eu fiz três, foram públicas. A imprensa teve acesso. É só ver o que o meu partido dizia. Não era nem eu. Queria nem que ficasse comigo. Mas como nessas coisas se dá uma identidade de pensamento, meu partido dizia: “Olha, vamos manter a aliança com o PT, o PT fica na vice, eu tenho um compromisso público com o Eunício (Oliveira, senador eleito, do PMDB). E a outra vaga, vamos votar no Tasso”. O meu partido disse isso em todas as reuniões. Fiz uma reunião no Cariri, fiz uma reunião em Sobral e fiz uma reunião em Baturité. Ouvi todas as seções nessas três reuniões. E o sentimento, é claro que isso não era uma opinião consensual, mas, majoritariamente, o sentimento do partido era esse. Eu fui ao Lula. Estou dizendo isso agora, que já passou. Eu fui ao Lula e propus ao Lula isso. Achando eu, entendendo eu que era melhor para mim, claro, mas era pela eleição da Dilma (Rousseff, candidata do PT è Presidência) também, porque, de certa forma, a gente estaria neutralizando.

OP – O Lula respondeu o quê?

Cid – Ele ficou de ver com o PT. E depois a resposta veio pelo PT. O PT nacional: não, que já tinha tido muitos sacrifícios. O PT, em nome de composições, em vários lugares já tinha se sacrificado. Que o Senado era importante e essa vaga para o Senado era prioridade para o PT. Isso já aconteceu depois de ele já… Não tinha concluído ainda. O primeiro senador (Tasso) anunciou que ia ter uma candidatura (própria ao Governo). Fica para o registro histórico isso aí, como aconteceram as coisas.

OP – Como o senhor vê o futuro dessa relação?

Cid – Ah! (Silêncio)

OP – O senhor acha que ele tem reagido mal?

Cid – Olha, deixa eu dizer uma coisa. Eu, em 1988, é uma parte da minha biografia que não se conhece muito, fui candidato a vice-prefeito lá de Sobral, do padre Zé (Linhares, deputado federal). Naquele tempo, era negócio de voto de papel, de cédula. Você ficava dois, três dias lá no local da apuração. Nós perdemos no último dia. E eu fiquei a apuração o tempo inteiro. Foi a minha primeira experiência, eu tinha 25 anos de idade. Quando fui saindo do local da apuração, lembro demais, na AABB de Sobral, numa Belina branca do meu pai, que ele tinha me emprestado, os vencedores rodearam a Belina. Eu estava sozinho. E, olha, sabe esses pesadelos que você tem. Você acorda. Pronto. Eu vivi um pesadelo ali. Dentro do carro, sozinho, e a turma invadindo, batendo no carro e eu sem poder sair. Aquilo ali foi um pesadelo, mas me serviu de grande lição. Eu acho que o vitorioso não pode tripudiar em cima do derrotado. O ganhador ele tem de ser respeitoso com o perdedor. Eu acho que o vitorioso tem de ser generoso. Eu fiz esse histórico e eu não vou mais dar declaração sobre o Tasso. Não vou mesmo. Ele tentou isso a campanha inteira. Eu não fiz na campanha. deixa aí. O tempo… o tempo e a história vão se encarregar de dizer o que aconteceu.

OP – Passando para os aliados. O senhor teve um papel fundamental na reeleição da prefeita Luizianne Lins em 2008. Agora, ela disse que não participava do horário eleitoral porque não era convidada. Ela realmente não participou por uma opção da campanha?

Cid – A Luizianne foi fundamental para a definição do apoio do PT (a ele) em 2006. E eu, digo isso clara e publicamente, fiquei absolutamente grato, reconhecido a esse apoio. E já dizia, logo dois anos antes da eleição municipal: se ela fosse candidata a prefeita, em sinal do meu reconhecimento e da minha gratidão, a apoiaria. Pronto. Pronto. Eu tenho muito esse sentimento de débito e crédito. Eu me sentia devedor dela e honrei uma dívida apoiando-a. Tocando inclusive na minha família, porque a Patrícia (Saboya, ex-cunhada e deputada estadual eleita pelo PDT) era candidata. A minha irmã, quer dizer… Enfim, teve muitos problemas. Mas eu, em cima do que considero coerência, gratidão, apoiei. Pronto. Eu quero manter a relação com a Luizianne, quero preservar a relação com o PT, mas… Pronto.

OP – Para 2012, o senhor está liberado.

Cid – (Risos dos jornalistas e assessores, discreto riso do governador) (pausa) Isso foi uma conclusão sua. (Risos dos jornalistas e assessores) Eu quero preservar a minha relação com o PT.

OP – Está valendo a pena essa relação, administrativamente?

Cid – Eu, no que puder, apoio. Ajudo. Com muito prazer. Pela cidade. E por ela (Luizianne). Tenho carinho por ela.

OP – O que representa a mudança em relação ao vice? Não apenas a mudança do partido, o PT pelo PMDB.

Cid – Não há da minha parte uma única queixa ao (Francisco) Pinheiro (atual vice-governador e deputado estadual eleito pelo PT). Feliz de alguém que possa ter o Pinheiro como companheiro e eu me julgo feliz de ter tido e estar tendo, até 31 de dezembro, o Pinheiro como companheiro de chapa e como companheiro da política. Graças a Deus. Torci muito para que ele se elegesse deputado estadual. É uma grande figura.

OP – Com relação ao deputado Domingos Filho (vice eleito), é um perfil diferente.

Cid – O Domingos é mais próximo de mim, não é do que o Pinheiro. Do que o PT. É mais próximo de mim. (Pausa) Estou só nas meias palavras. Partindo do pressuposto de que, para bom entendedor, meia palavra basta.

OP – A interlocução dele com a Assembleia vai ser útil no cenário de uma Assembleia potencialmente mais hostil?

Cid – Ele está saindo. Na hora em que ele assume o Governo, ele sai da Assembleia. Mas a capacidade de articulação política dele é um fator importante para o futuro.

OP – Mas o senhor está preparado para uma Assembleia mais hostil?

Cid – (Pausa) Bom. Sei não se vai ser mais hostil, não. Sinceramente. Adahil (Barreto, do PR) fez oposição radical e não se elegeu. Vasques (Landim, do PR) fez oposição radical e não se elegeu. Heitor (Férrer, do PDT) fez oposição e se elegeu. E aí chega a filha do Roberto Pessoa (Fernanda Pessoa, do PR), não sei qual vai ser a postura dela,

OP – Em relação à oposição atual, acabou aí. Mas tem na oposição agora o PSDB.

Cid – No PSDB, tenho muitos amigos lá. Vamos ver qual vai ser a postura. Alguns do PSDB até votaram em mim nessa eleição. Alguns dos eleitos. Alguns dos eleitos votaram em mim.

OP – Essa ideia de uma nova oligarquia incomoda ao senhor?

Cid – Não incomoda porque isso… A oligarquia, veja bem, qual é o conceito básico de oligarquia? É o poder concentrado num pequeníssimo grupo e, como base, o poder econômico. Então vamos lá: nunca existiu no Ceará governo com tantos aliados. E aliados mesmo, não é cooptando não. Tenho aliança com o PT. E em muitos casos a gente tem posturas diferentes. Tenho aliança com o PMDB. Tenho aliança com o PDT, com o PP, só para citar assim alguns mais… Então isso é uma oligarquia? Um conjunto de partidos? E poder econômico, cadê? Aonde? Quem é que tem? O Ciro? Eu? O Ivo (Gomes, deputado estadual reeleito). Agora, por quê? Por que nós gostamos de fazer política?  

OP – O senhor vai trabalhar para o contrário, mas já preparou sua cabeça para, eventualmente, governar com o José Serra na Presidência?
Cid – Eu me recuso a acreditar nisso. Esse talvez seja um pesadelo maior que o da Belina lá na saída do local de apuração. Nem pensar.  
OP – O senhor falava no início das diferenças entre governo e oposição, das dificuldades de ser governo…Cid – É porque governo ajuda e desagrada, também.

OP – Até que ponto, diante disso, o senhor se sente, pessoalmente, insatisfeito com o primeiro governo, com o que foi realizado até agora?

Cid – Eu me sentiria particularmente frustrado (caso tivesse de passar o governo para outro em janeiro de 2011), pela derrota e por não ter conseguido concluir algumas coisas, compromissos que assumi que faria. Como deixar pronto e funcionando um Hospital Regional do Cariri, que até está encaminhado e pode ser até que consiga concluir ainda em 200l, mas o Hospital da região Norte, o metrô, o próprio metrô de Fortaleza, a Policlínica, as escolas de educação profissional todas funcionando, a siderúrgica, a refinaria iniciada, tudo isso é coisa que ainda está por acontecer. Então, sairia frustrado.

OP – O senhor tem uma sucessão encaminhada na Segurança Pública, onde o secretário Roberto Monteiro já antecipou a decisão de sair. O tema foi muito forte no discurso da primeira campanha do senhor e agora, em 2010 fez parte da estratégia dos adversários. O governo foi bem no setor?

Cid – O meu compromisso com a segurança tenho a consciência tranqüila de que cumpri. Pode ir ver lá: era de priorizar a área da segurança pública, alocando nela mais recursos. Era muito claramente isso, porque às vezes as pessoas falam em priorizar, mas quando se vai checar a alocação de recursos a prioridade anunciada não se efetiva, não acontece. Meu compromisso era de priorizar, ampliando o volume de recursos destinados ao setor, em custeio, pessoal e investimentos. Se você for, hoje, o orçamento da Segurança é praticamente o dobro do que era há quatro anos. Assumi o compromisso de implantar o Ronda do Quarteirão, um modelo de policiamento comunitário que foi muito bem explicado, detalhadamente, que haveria uma equipe revezando permanentemente, 24 horas por dia, que haveria um telefone próprio, que estaria sempre naquela região, os policiais seriam sempre os mesmos etc etc. Isso está absolutamente cumprido. Agora, quanto aos indicadores, há alguns que melhoraram… Por exemplo, os seqüestros! Compare os números de 2006 com os desse ano. Em 2006 foram 26 sequestros e agora, em 2010, se não me engano foram dois, até agora, um dos quais ainda está sob investigação para ver se não foi uma simulação.

OP – A crítica que a oposição faz é pelo fato, segundo alega-se, de o senhor gastar muito com segurança pública, mas gastar mal.

Cid – Eu, sinceramente, não acho. Gastei mal em quê? Na viatura? Pra mim isso é uma absoluta demagogia. A escolha da Hillux, por exemplo, é pelo fato de ser um veículo resistente, todo mundo sabe. O que me incomoda é que daí já vêm as insinuações de todo tipo. Olha, vim conhecer o dono da revenda da Hilux em Fortaleza no terceiro ano do governo, durante uma solenidade da Câmara de Dirigentes Lojistas, na qual fui apresentado a ele. Lembro que começaram a bater fotos e eu querendo sair de perto dele porque sei como é a maledicência.

OP – A agenda da Copa do Mundo terá grande importância para o segundo governo. Há algo que preocupe o senhor nesse momento em relação ao cumprimento dos prazos que são exigidos?

Cid – Estaremos na próxima semana assinando salve engano, na Caixa Econômica, assinando os dois investimentos que estarão a cargo do Estado em mobilidade urbana. O VLT Parangaba-Mucuripe e mais duas estações da linha Sul. Quanto ao Castelão ainda existem as pendências judiciais, o que incomoda, evidentemente. É aquela história do Lula: é um pra fazer e dez querendo atrapalhar.

OP – E a Fifa pressionando..

Cid – Não, não, a Fifa não tem nada a ver.

OP – Pressionando por prazos, governador.

Cid – Ah, sim, claro, mas não há interferência dela. Então, você toma pancada por um lado devido a uma alegada falta de concorrência e, pelo outro, pancadas e ações judiciais por demandas das empresas. A concorrência, então, cria mil empecilhos. Se não houvesse concorrência verdadeira será que haveria tanta demanda judicial? Claro que não! 

OP – O senhor já pensou se será governador na época ou se estará em campanha na ocasião?
Cid – (Risos) Estou lhe dizendo que no mês de novembro, agora, eu vou ter ainda que..imagine daqui a quatro anos. Não posso dizer que uma hora qualquer, à noite, sem sono a gente não pense em quatro anos pra frente etc, mas é que são tantos fatores, são tantas as variáves que não adianta.OP – O desenho político do governo, quanto à distribuição interna das forças políticas, se mantém ou pode haver uma mudança significativa?

Cid – Pode haver mudança sim, é um novo governo.

OP – Quanto à estrutura, por exemplo, haverá mudanças. O senhor está pensando em criar novas secretarias, não é verdade? 

Cid – Acho que sim, acho que sim. Devo criar uma secretaria da Pesca, pelo grande potencial que temos no setor e talvez crie uma Secretaria Especial para essa coisa da droga. É complicado porque você tem um sistema matricial, onde, por exemplo, alguém reclama por termos extinguido a secretaria da Juventude. Será que é realmente necessário ter uma secretaria da Juventude? Sinceramente, não é assim que enxergo, acho fundamental ter uma coordenação das políticas para juventude. Juventude está no esporte, está na cultura, na educação, na saúde, enfim, se você cria uma Secretaria na mesma linha estará gerando um problema. Ela, a nova secretaria, vai tirar toda a educação da pasta específica, por exemplo, já que educação é uma coisa focada, basicamente, no jovem.(O POVO)

Erenice tirou mais votos de Dilma do que igrejas

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“Os fatos que levaram à queda da ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil e a quebra de sigilo de tucanos tiveram peso quase três vezes maior na perda de votos de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno do que questões relacionadas à religião. Segundo pesquisa Datafolha realizada na última sexta, cerca de 6% dos eleitores mudaram seu voto, considerando tanto Dilma quanto José Serra (PSDB), por conta dos casos que marcaram a reta final do primeiro turno.

Desse total, Dilma perdeu cerca de quatro pontos percentuais entre o total de eleitores. Aproximadamente 75% das perdas ocorreram por conta dos escândalos recentes no governo.
O restante, por questões relacionadas à religião- não exclusivamente envolvendo a posição da candidata sobre o aborto. Já Serra perdeu dois pontos percentuais. Tanto pelo caso de quebra de sigilo de tucanos quanto pelo caso Erenice. Os dois casos podem ter levantado suspeitas sobre irregularidades fiscais dos citados ou envolvimento de tucanos nas denúncias, por exemplo.

A perda de eleitores de Dilma, que conquistou 47% dos votos válidos no primeiro turno, foi de aproximadamente 4 milhões de eleitores. A de Serra, que teve 33% dos votos válidos, de 2 milhões. Como a margem de erro do levantamento (feito com base em 3.265 entrevistas em todo o país) é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o total de votos perdidos pode ter sido maior ou menor na mesma proporção da margem de erro.

O percentual de eleitores no país que tomou conhecimento dos casos Erenice Guerra e da quebra de sigilo de tucanos é expressivamente maior do que o do total que recebeu alguma orientação de sua igreja para que deixasse de votar em determinado candidato. Os resultados da pesquisa, portanto, não confirmam a tese de que foi o voto relacionado a questões religiosas que levou a eleição presidencial ao segundo turno. Tomaram conhecimento do caso Erenice 48% dos eleitores. No caso da quebra de sigilos, foram 56%.

Já o total que recebeu alguma orientação na igreja que frequenta para que deixasse de voltar em algum candidato a presidente atingiu 3%. Os dois casos que mais pesaram na mudança de votos dos eleitores na reta final do primeiro turno tiveram influência direta de reportagens publicadas pela Folha.

O primeiro (quebra de sigilo) foi revelado pelo jornal em junho, muito antes do primeiro turno.
Em relação à queda de Erenice, o caso foi levantado inicialmente pela revista “Veja”. Mas foi uma reportagem da Folha que levou à queda da ex-ministra no dia 16 de setembro, a duas semanas do primeiro turno.

As denúncias de tráfico de influência na Casa Civil foram determinantes para mudanças de voto principalmente entre os eleitores mais escolarizados e de maior renda, mostra o Datafolha.
Entre os que votaram em Marina (que teve 19% dos votos válidos), 7% dizem ter deixado de votar em Dilma por conta do caso Erenice. Chega a 1% do total do eleitorado o percentual dos que dizem ter deixado de votar em Dilma Rousseff para votar em Marina por causa da queda de Erenice Guerra. A taxa dos que fizeram o mesmo por recomendação da igreja não alcança 1% do eleitorado.

(Folha)