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Os ministros e a moralidade

Da Coluna Política, no O POVO desta terça-feira (9), pelo jornalista Érico Firmo:

A proibição da posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho é daquelas decisões judiciais que dificilmente se sustentam. Enquanto você lê esse texto, é muito capaz de alguma decisão de tribunal já ter derrubado a liminar e garantido a posse.

A avaliação nada tem a ver com opinião sobre a adequação ou não da parlamentar para a função. Porém, o Judiciário raramente se mete em questões administrativas a esse ponto. Só lembro de isso ter ocorrido e prevalecido, no âmbito federal, em uma ocasião: foi quando Dilma Rousseff (PT) foi proibida de nomear Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. Também sem entrar no mérito se o petista devia ou não ser ministro, o fato é que a proibição de indicá-lo só ocorreu porque a então presidente estava num nível de fragilidade e desgaste que já não impunha qualquer respeito institucional. Dilma já não governava àquela altura e ali recebeu uma das várias pás de cal lançadas sobre ela.

Michel Temer (PMDB) viu sua popularidade ir tão baixo quanto a de Dilma jamais chegou. Mas, não está tão enfraquecido quanto a ex-presidente. De modo que acho difícil que Cristiane Brasil não venha a ser ministra. Creio ser questão de tempo para a decisão cair.

O que, a rigor, considero uma pena. A indicação da filha de Roberto Jefferson alcançou novos patamares do bizarro. As condenações contra ela na Justiça do Trabalho são de extrema gravidade. É inaceitável alguém com tal currículo na função. Falta a ela credibilidade, compostura para o cargo.

Chove em 42 municípios do Ceará nesta terça-feira

Entre a madrugada e a manhã desta terça-feira (9), houve precipitações em 42 municípios do Ceará, segundo dados atualizados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Os maiores índices de chuva foram registrados em Beberibe (60 milímetros), Lavras de Mangabeira (30 milímetros) e Fortim (28 milímetros).

O posto pluviométrico da Capital localizado no bairro água fria, registrou precipitação de 3,2 milímetros. Confira os municípios do Ceará com maiores chuvas nesta terça-feira:

Beberibe (60 mm), Lavras Da Mangabeira (30 mm), Fortim (28 mm), Pereiro (24 mm), Iracema (18 mm), Ererê (18 mm), Itaiçaba (18 mm) e Redenção (16,4 mm).

(O POVO Online)

Lava Jato – Moro está pronto para expedir nova sentença

O juiz federal Sergio Moro está pronto para finalizar mais um processo, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

Desta vez, sentenciará o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, e o ex-vice-presidente da Camargo Corrêa, Julio Gerin de Almeida Camargo.

Delator da Lava-Jato, Camargo relatou ter pago propina de R$ 12 milhões a Renato Duque durante a negociação do contrato da Refinaria de Araucária (PR).

Neste processo, os dois são acusados pelos procuradores de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Duque já foi condenado em seis processos pelo juiz. Juntas, as penas somam mais de 73 anos de prisão.

(Foto – Eduardo Knapp, da Folhapress)

Bloco Glitter anuncia: está fora do Pré-Carnaval

Além da animação de mais de 4 mil pessoas, segundo estimativa da organização, a festa do bloco Glitter, no último sábado, 6, no Mercado dos Pinhões, foi marcada por problemas como obstrução do trânsito, sujeira nas ruas e relatos de tumultos, assaltos e assédios. Depois de reunião com a Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor), a organização do bloco resolveu cancelar seus próximos eventos, que fariam parte da programação oficial do Ciclo Carnavalesco.

“A gente acha que eles são importantes, mas eles tomaram a decisão de encerrar”, explicou a coordenadora da Ação Cultural da Secultfor, Norma Paula.

O motivo, segundo Zé Filho, um dos organizadores do Glitter, vai além das questões estruturais. “O cancelamento não foi só por conta de falta de recursos, foram as pessoas”. Ele explica que, depois do ocorrido no último sábado, a organização temia ser responsabilizada por alguma fatalidade que viesse a acontecer. “Por mais que exista apoio, quando isso acontecesse ia cair contra a gente. Uma mãe veio falar que o filho foi assaltado no Glitter e não tenho como responder a isso”.

“É um bloco que prega a diversidade e o combate à intolerância. E eles viram uma outra face: existe sim a intolerância, existe sim o machismo”, pondera Norma Paula.

Zé Filho afirma que desde 28 de outubro de 2017 a equipe de organização protocolou os ofícios de pedidos de policiamento, orientação de trânsito e limpeza para atender as demandas do Mercado dos Pinhões. “O evento surgiu com um Carnaval de rua para modificar as relações das pessoas com a Cidade, causar encontros, mas criou uma proporção gigantesca e nos faltou apoio público”, reclamou.

Conforme a Secultfor, no entanto, a festa realizada pelo Glitter no último sábado não integra o Ciclo Carnavalesco 2018 promovido pela Prefeitura. Somente a partir da segunda festa, no próximo sábado, 13, as demandas de estrutura, banheiros químicos, segurança e policiamento, seriam atendidas como previsto no calendário oficial.

Impactos

A falta de operação de trânsito resultou em ruas “interditadas” pela multidão, relatam moradores das proximidades. José Garcia, 54, conta que mesmo de bicicleta foi difícil chegar ao prédio em que trabalha, na rua Gonçalves Lêdo. Para quem estava de carro na via durante a festa, “era mais de uma hora para passar um quarteirão”, conta Oséas Cavalcante, 54, que mora em frente ao mercado.

A insuficiência de banheiros químicos também foi problema. “As pessoas estavam fazendo xixi nas calçadas”, relata a aposentada Vilma Costa Lima, 82, que mora há mais de 15 anos ao lado do equipamento. “Não tinha espaço para andar, dançar ou até mesmo respirar”, relata a foliã Bárbara Tomaz, estudante de Engenharia Civil.

Zé Filho comenta que, mesmo se tivessem recebido todo o aparato público, os resultados seriam os mesmos. “Existiu furto? Existiu. Existiu assédio? Existiu. Mas isso acontece em toda Fortaleza. A toda hora uma mulher é morta, existe homofobia e a gente queria ser um Carnaval de resistência e diversidade, mas vimos que não dá mais”.

De acordo com a assessoria da Polícia Militar de Fortaleza, a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) registrou ocorrências de roubos e furtos e realizou prisões por porte ilegal de arma e consumo de entorpecentes.

DETALHE – Érico Firmo analisa: Mais um bloco de Carnaval acaba porque faz sucesso demais. Leia em bit.ly/glitteracaba

(O POVO Online/Foto -Mateus Dantas)

IGP-DI fecha 2017 com queda de preços de 0,42%

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou 2017 com uma deflação (queda de preços) de 0,42%. No ano anterior, o indicador, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), havia acumulado inflação de 7,18%.

Considerando-se apenas o mês de dezembro de 2017, houve inflação de 0,74%, abaixo das taxas registradas em novembro do mesmo ano (0,80%) e em dezembro de 2016 (0,83%).

Os principais responsáveis pela deflação de 0,42% acumulada pelo IGP-DI em 2017 foram os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor, que acumularam queda de 2,52%.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, acumulou inflação de 3,23%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção teve inflação de 4,25% em 2017.

(Agência Brasil)

Adjafre e Gero – Cearenses se destacam na teledramaturgia e no cinema

Da Coluna Vertical, no O POVO desta terça-feira (9), pelo jornalista Demitri Túlio:

Dois cearenses, Daniel Adjafre e Gero Camilo, começam em alta a temporada de 2018 na teledramaturgia e no cinema.

Gero, único selecionado do Ceará no edital do Prodecine, rodará o filme Aldeota. Roteiro baseado na peça de teatro que leva o nome do bairro de Fortaleza e escrita e encenada pelo próprio Gero. Ele que passou pelo curso de princípios básicos de teatro do TJA, na década de 90.

Já Adjafre assina a novela Deus Salve o Rei, folhetim que estreia hoje, no horário das 19 horas, na Globo. O autor é cria do curso de formação em dramaturgia pelo Instituto Dragão do Mar (2000). Será seu primeiro solo em novela na plim-plim, ele foi coautor de Sete Vidas.

Daniel Adjafre escreveu dois livros pela Fundação Demócrito Rocha: As Garrafinhas de Areia Colorida e A Batalha de Jericoacoara. Antes de ser novelista, Adjafre se formou em Ciências da Computação pela Uece.

Coreia do Norte enviará delegação do governo aos Jogos de PyeonChang

A Coreia do Norte informou, nesta terça-feira (9), que enviará uma delegação de representantes do governo aos Jogos Olímpicos de Inverno, que serão realizados no próximo mês no condado sul-coreano de PyeongChang. A informação foi dada à Agência EFE por uma porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano.

O anúncio foi feito na sessão matinal de conversas de alto nível, as primeiras em dois anos, mantidas pelas duas Coreias na fronteira militarizada que as separa.

Por sua vez, a Coreia do Sul propôs a realização, em meados de fevereiro, coincidindo com as festividades do ano novo lunar, de uma reunião de famílias coreanas separadas desde a guerra entre os dois países, entre 1950 e 1953, embora a Coreia do Norte ainda não tenha se pronunciado a respeito.

O Ministério da Unificação também confirmou que a Coreia do Norte anunciou a intenção de enviar aos Jogos Olímpicos uma equipe de animadores e outra de taekwondo. que faria exibições durante o evento, embora em nenhum momento tenha mencionado o envio de atletas para competir.

Os patinadores artísticos Ryom Tae-ok e Kim Ju-ik são os dois únicos atletas norte-coreanos classificados para os Jogos de PyeongChang, embora o Comitê Olímpico Internacional tenha dito que outros poderiam competir por meio de um convite, desde que o regime permita a viagem deles.

A Coreia do Sul propôs, na primeira rodada das conversas, que atletas dos dois países desfilem sob uma bandeira comum nas cerimônias de abertura e encerramento, como foi feito nas edições anteriores dos Jogos de Verão e Inverno, mas, por enquanto, o Norte optou por não aceitar essa proposta.

A participação da Coreia do Norte nos Jogos poderia reduzir a tensão regional, após um ano marcado por seguidos testes de armas norte-coreanas e o tom beligerante com o qual o presidente norte-americano, Donald Trump, respondeu ao regime.

(Agência Brasil)

TST mantém regra trabalhista que permite demissão sem aval de sindicato

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra Martins, decidiu nessa segunda-feira (8) manter a demissão em massa de cerca de 150 professores do Centro Universitário UniRitter/Laureate, que atua no Rio Grande do Sul. Na decisão, o ministro reformou sentença proferida pela primeira instância e manteve válida a norma da reforma trabalhista que dispensa autorização prévia dos sindicatos para efetivação de demissões.

Ao aceitar recurso protocolado pela universidade privada, o ministro entendeu que a decisão proferida pela Justiça do Trabalho de Porto Alegre que impediu as demissões é ilegal. “Impedir instituição de ensino de realizar demissões nas janelas de julho e dezembro, louvando-se exclusivamente no fato do número de demissões realizadas, ao arrepio da lei e do princípio da legalidade, recomenda a intervenção da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho”, decidiu Gandra.

Em nota, o Sindicato dos Professores do estado informou que vai tomar as medidas cabíveis para derrubar a decisão do ministro e defendeu um processo de negociação para solucionar o impasse. A universidade declarou que está “absolutamente segura” quanto a ilegalidade das decisões e disse que suas ações foram realizadas em conformidade com suas diretrizes de gestão.

(Agência Brasil)

Reajuste da passagem de ônibus deverá ser anunciado até o fim de janeiro, diz Roberto Cláudio

O prefeito Roberto Cláudio esteve nesta segunda-feira, 8, na sede do Grupo de Comunicação O POVO, onde deu entrevista para o programa “Mercado Imobiliário”, da Rádio O POVO CBN. Após o debate, RC falou sobre algumas pautas com os jornalistas, entre elas, a tarifa municipal de transporte urbano de Fortaleza.

De acordo com o prefeito, o reajuste será fechado até o fim deste mês. “A gente vai decidir com a Etufor (Empresa e Transporte Urbano de Fortaleza). Temos até o fim de janeiro para decidir. Não temos planilha fechada. Ela deve fechar no próximo dia 15”, afirmou Roberto Cláudio.

No ano passado, a tarifa de ônibus subiu 45 centavos. A inteira passou de R$ 2,75 para R$ 3,20 e a meia de R$ 1,30 para R$ 1,40. O índice de reajuste da passagem de 2017 é o maior desde fevereiro de 2003 e superou o último aumento, em outubro de 2015.

(O POVO Online)

Liminar suspende nomeação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho

O juiz Leonardo da Costa Couceiro, titular em exercício da 4ª Vara Federal de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, concedeu nesta segunda-feira (8) liminar suspendendo a eficácia do decreto que nomeou a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho. A decisão impede, inclusive, a posse de Cristiane, que estava prevista para esta terça-feira (9), “até segunda determinação do juízo”.

O Palácio do Planalto informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) já está preparando o recurso contra a liminar.

A liminar foi concedida em resposta a uma ação popular do Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes. A entidade diz que a nomeação de Cristiane Brasil “ofende a moralidade administrativa”, porque, além de não reunir em seu currículo características apropriadas à função, a deputada tem contra si “fatos desabonadores já replicados nas grandes mídias, como condenação ao pagamento de dívida trabalhista”.

Segundo o movimento dos advogados, a deputada “praticou pessoalmente graves violações das leis trabalhistas, flagradas e comprovadas em pelo menos duas demandas judiciais”. Um ministro de Estado, lembrou a entidade, “traça políticas nacionais de grandes repercussões. Inclusive, em um só dia, num só ato tem a capacidade de afetar milhares de relações jurídicas. O risco, portanto, da prática de atos administrativos por pessoa sem aptidão para exercício do cargo é severo, grave e iminente”.

Com base nos argumentos, o juiz decidiu, preliminarmente, que conceder a liminar sem ouvir os réus se justifica “diante da gravidade dos fatos sob análise”. Ele destacou ter verificado “fragrante desrespeito à Constituição Federal no que se refere à moralidade administrativa”, quando se pretende nomear para o cargo de ministro do Trabalho “pessoa que já teria sido condenada em reclamações trabalhistas”.

De acordo com o juiz, o Poder Judiciário pode impedir a posse. “É bem sabido que não compete ao Poder Judiciário o exame do mérito administrativo em respeito ao Princípio da Separação dos Poderes. Este mandamento, no entanto, não é absoluto em seu conteúdo, e deverá o juiz agir sempre que a conduta praticada for ilegal, mais grave ainda, inconstitucional, em se tratando de lesão a preceito constitucional autoaplicável”, afirmou.

Leonardo da Costa Couceiro ressaltou, no entanto, que a medida “ora almejada é meramente cautelar, precária e reversível”, e, se for revista apenas provocará o adiamento de posse. “Trata-se de sacrifício de bem jurídico proporcional ao resguardo da moralidade administrativa, valor tão caro à coletividade e que não deve ficar sem o pronto amparo da tutela jurisdicional”, acrescentou.

Em caso de descumprimento, o juiz estipulou multa pecuniária no valor de R$ 500 mil para cada agente que não obedecer a decisão. “Intimem-se e citem-se a União, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República e a Excelentíssima Senhora empossanda para imediato cumprimento”, diz o magistrado na decisão. Ele completou que, caso a posse já tivesse ocorrido, suspenderia os efeitos da liminar até o julgamento final da ação do Movimento dos Advogados Trabalhistas.

O advogado Carlos Alberto Patrício de Souza Filho, que representa Leonardo Eugênio, um dos ex-funcionários da deputada que reivindicou o pagamento de obrigações não cumpridas, disse que depois de acordo na Justiça, a parlamentar pagou nove das dez parcelas de R$1.400 ao seu ex-funcionário. A décima será quitada em fevereiro.

(Agência Brasil)

Laudo da PF descarta ação criminosa na morte de Teori

Apesar de ainda estar em fase final, a investigação do acidente aéreo que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, e outras quatro pessoas, há quase um ano, no trajeto entre São Paulo e Angra dos Reis, aponta que não houve sabotagem ou qualquer outra ação criminosa.

A Polícia Federal espera concluir o laudo final nos próximos meses, mas já aponta que não foram encontrados sinais que indiquem uma ação que possa ter levado à queda do avião, como uma explosão interna. Também não há sinais de explosivos ou produtos químicos.

(Com Agências)

Governo não segue recomendação do MPF e mantém vice-presidentes da Caixa

O governo federal não seguirá a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) de exonerar todos os 12 vice-presidentes da Caixa Econômica Federal. A Casa Civil da Presidência da República enviou resposta à recomendação do MPF na última quinta-feira (4), argumentando que trocar executivos do banco, bem como outras medidas indicadas, “não estão inseridas nas atribuições institucionais deste ministério”.

Em nota, a Caixa diz que os atuais vice-presidentes foram aprovados pelo Conselho de Administração do banco, pelo Ministério da Fazenda e pelo presidente da República, e que “inexiste fato concreto” que motive a troca.

A Caixa também informou que as próximas indicações serão disciplinadas pelo novo estatuto da empresa. “Por inexistir regra na Lei das Estatais, a Caixa entende que o novo estatuto do banco disciplinará as futuras indicações e nomeações de vice-presidentes, não cabendo sua aplicação aos atuais ocupantes de modo a impor suas substituições”.

No dia 15 de dezembro, o MPF encaminhou à Casa Civil uma recomendação para trocar todos os 12 vice-presidentes da Caixa. A justificativa está no fato de, entre os vice-presidentes existirem investigados em operações da Polícia Federal. Além disso, o MPF cita a relação de alguns desses executivos com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, ambos presos por denúncias de corrupção.

“A existência de diversas figuras proeminentes na administração da CEF em casos investigados e/ou alvos de investigações, bem como a perene influência política sobre funções que deveriam ser essencialmente técnicas, além do aparente comprometimento em defender atos irregulares passados, comprometem a isenção dos agentes, a acessibilidade de informações necessárias à apuração interna e externa pelos órgãos de controle e a confiabilidade nas operações firmadas e em estágio de contratação”, diz o MPF no documento.

(Agência Brasil)

Conselho Estadual poderá requerer intervenção federal na segurança pública do Ceará

Em nota enviada ao Blog, o Conselho Estadual de Segurança Pública irá avaliar na sexta-feira (12) sobre a conveniência de se requerer intervenção federal no Ceará. Confira:

O Conselho Estadual de Segurança Publica, no uso de suas atribuições estatutárias, dentre as quais a de fiscalização da segurança, em sessão extraordinária aprazada para o dia 12.01.2018 (sexta-feira), às 9h30min, deliberará sobre a conveniência de se requerer intervenção federal no Estado do Ceará.

Um complexo de motivos embalam a inadiável necessidade de se discutir tal providência, tendo se chegado ao apogeu com o inaceitável fato de, recentemente, famílias estarem sendo compelidas pelo crime organizado a deixarem suas moradas, tangidas e escoltadas pela criminalidade.

Eis um cenário apocalíptico…chegamos ao ápice da violência urbana em nosso Estado, enquanto isso o Estado não consegue sequer cumprir a previsão legal de autonomia administrativa e financeira prevista na Constituição do Estado e na Lei Estadual 12.120/93 para o seu próprio Conselho Estadual de Segurança Publica.

Resta, assim, convocada por está presidência a vindoura reunião extraordinária para deliberar sobre a necessidade de intervenção federal no Estado do Ceará em razão de grave comprometimento da ordem pública, hipótese prevista no artigo 34, inciso III da Constituição da República*.

Leandro Vasques
Presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública

Polícia investiga racismo contra estudantes e professor da Unicarioca

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para investigar ofensas racistas, homofóbicas e ameaças contra seis estudantes e um professor do Centro Universitário Unicarioca. As vítimas registraram ocorrência hoje (8) na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, na zona oeste, acompanhados de uma advogada especializada, contratada pela universidade. A instituição também busca o autor ou autores das mensagens.

Sete pessoas foram citadas de maneira ofensiva pelo blog riodenojeira.com, no último fim de semana. Tiveram fotos divulgadas em um texto caracterizando a Unicarioca como “uma senzala gigantesca”. Nele, o autor chama alguns de macacos, faz ataques a mulheres e ameaça de morte um dos estudantes negros, provocando indignação.

Nas imagens reproduzidas na internet, o agressor se diz “incomodado com o tipo de gente” que tem frequentado a instituição. Ele diz que o centro universitário não recebe mais a “elite branca”, mas “negros e mestiços que entraram por cota, Prouni e Fies”, esses dois últimos, programas do governo federal para estudantes sem condições de pagar mensalidades.

O reitor da instituição, Maximiliano Damas, disse que o centro universitário repudia os ataque e toma todas as medidas legais para impedir que os casos se repitam. “Prezamos nossa qualidade, as nossas diferenças, a nossa característica de acolhimento e tolerância. O que ocorreu é diametralmente oposto ao que a Unicarioca acredita e pratica”, frisou. “Esse é um momento triste, mas temos apoiado alunos e professor para que saibam da importância deles para a sociedade e para nós”.

Alunos ofendidos pelas mensagens postaram vídeos em redes sociais cobrando que o autor dos ataques criminosos seja punido. “Eu tenho 25 anos e nunca tinha sofrido racismo de forma direta”, declarou o estudante Luiz Fernando Ferreira. “Mas além de me ameaçar de morte, [o autor] me chamou de homossexual, como se isso fosse ofensa, ainda foi homofóbico”, completou.

O caso está sendo acompanhado também pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos. A pasta encaminhou a denúncia ao Ministério Público.

O blogriodenojeira.com publicou as postagens no sábado (6). No momento, está fora do ar e não respondeu à reportagem.

(Agência Brasil)

Governo desiste de flexibilizar regra de ouro

O governo desistiu de modificar a regra que limita o endividamento público. De acordo com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, somente após a conclusão da votação da reforma da Previdência, o Executivo retomará as discussões em torno do tema, mas está descartada a possibilidade de suspensão ou flexibilização das exigências.

Introduzida pelo Artigo 157 da Constituição de 1988, a regra de ouro estabelece que o governo só pode se endividar para fazer investimentos (como obras públicas e compra de equipamentos) ou para refinanciar a dívida pública. Gastos correntes do governo federal, como salários de servidores, serviços, passagens e diárias, não podem ser financiados pela dívida pública.

“A situação para 2018 está equacionada. Existem sim, discussões e preocupações com os anos futuros. O que achamos é que essa não é discussão adequada para este momento. O assunto surgiu, à medida que existe proposta parlamentar sobre isso. A prioridade agora é resolver a situação fiscal do país, com reforma da Previdência. Esse é nosso foco de atenção e nossa prioridade”, declarou Meirelles em entrevista hoje (8).

Segundo Meirelles e Oliveira, a manutenção da regra de ouro foi decidida em reunião na manhã desta segunda-feira entre os ministros da equipe econômica e o presidente Michel Temer, que pediu mais estudos sobre a questão. Meirelles informou que a devolução de R$ 130 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro garantirá o cumprimento do limite em 2018. O ministro do Planejamento, no entanto, estimou que haverá um buraco de R$ 150 bilhões a R$ 200 bilhões para 2019.

(Agência Brasil)

Uma prega no tempo de 25 anos

Em artigo no O POVO desta segunda-feira (8), a assessora institucional da Rede Cuca, professora e jornalista Ana Márcia Diógenes ressalta a postura do ex-presidente do O POVO, Demócrito Dummar, quando o jornal teve a coragem de “dar sua linha editorial à tapa” e criou a função de ombudsman. Confira:

Em sala de aula de graduação dos cursos de Jornalismo, nas disciplinas iniciais, quando o assunto é ética e análise crítica dos meios de comunicação, um nome ainda estranho para a maioria dos estudantes vem à tona: ombudsman. Infelizmente, esse mesmo desconhecimento vai para além de estudantes e alcança diferentes camadas da sociedade.

Para clarear: ombudsman é uma palavra de origem sueca, que significa a função de escutar, a exemplo dos ouvidores das repartições e empresas. Em jornais, o ombudsman ouve as críticas dos leitores, interage com a redação em busca de respostas, analisa a cobertura diária e tem uma coluna semanal com críticas e elogios. Um profissional com experiência de mercado, pago para “pisar no pé” da própria empresa, como um “advogado do diabo”.

Para os alunos, explico a falta que faz que todos os meios de comunicação tivessem o seu ombudsman. E assumo a vergonha, como jornalista e professora, de que só dois jornais do Brasil, ao que me consta, tenham ombudsman: Folha de S. Paulo (1989) e O POVO (1994). Se outro periódico nacional criou a função de ombudsman, não durou o suficiente para entrar na história.

Os mais curiosos aspirantes a jornalistas perguntam por que outros jornais não instituíram o “ombudsnato”. A explicação é sempre uma viagem de volta ao passado. Um retorno a 25 anos de história, quando o jornal O POVO teve a coragem de “dar sua linha editorial à tapa” e criou a função de ombudsman.

Tive a grata oportunidade de estar na redação à época. Era editora de Política em ano de supereleições: presidente, governos, 2/3 do Senado, deputados federais e estaduais. Ano seguinte, como diretora de redação, passei a interagir direto com a primeira ombudsman do jornal, a ex-professora Adísia Sá, que trazia junto a história do jornalismo no Brasil.

Todos tiveram que se reinventar: redação, ombudsman e diretoria. Não é fácil ser criticado. É preciso ter coragem para manter um funcionário cuja função é a crítica, mesmo construtiva. Demócrito Dummar, um homem à frente de sua geração, dizia uma frase que espelha essa decisão: para avançar, a gente tem que dar uma prega no tempo.

Há 25 anos, O POVO, leia-se Demócrito Dummar, deu essa prega no tempo. Vários ombudsman passaram, e a função continua firme. Como lamento que outros meios de comunicação não consigam tirar o véu que cobre o receio da crítica. Em tempos de redes sociais e convergência, mais do que nunca os leitores precisam de transparência.