Blog do Eliomar

Arquivos do autor Eliomar de Lima

Fernando Collor diz estar “obrando” na cabeça de jornalista da Veja

“O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL), disse em discurso em plenário nesta segunda-feira, estar “obrando” na cabeça do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, da revista Veja.

O anúncio de Collor foi uma tréplica na discussão que se iniciou entre ele e o colunista de Veja, na semana passada. Collor acusou Roberto Pompeu de Toledo de, em 1992, propor ao então ministro Ilmar Galvão, do Superior Tribunal Federal, declararar Collor culpado no processo que corria contra ele – Ilmar Galvão era o encarregado pelo processo. Feita a condenação, Toledo faria uma grande entrevista com o ministro e o colocaria na capa de Veja. Ainda na versão de Collor, o ministro Ilmar Galvão teria ficado indignado com a proposta e teria expulsado o jornalista de sua sala.

A resposta de Roberto Pompeu de Toledo não tardou. No último exemplar de Veja, que foi publicado neste último sábado, o jornalista afirmou que não detinha tal poder e nunca fez nenhuma proposta do gênero.

Segundo Toledo, ele sequer tinha o poder de definir qual seria a capa da revista. O colunista de Veja também afirmou que a história de ter sido expulso do gabinete do então ministro do STF, também não ocorreu. No mesmo parágrafo em que se defendeu das acusações do senador Fernando Collor, o jornalista disse sete vezes ser mentira a história relatada pelo parlamentar. E terminou provocando: “Ao contrário de Sarney, não tenho Collor como defensor. Tenho como acusador. É uma honra.”

Collor saiu para sua tréplica nesta segunda-feira. “Eu tenho obrado em sua cabeça (Roberto Pompeu de Toledo) nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça. Para que alguma graxa possa melhorar seus neurônios. Para ele cair em si e trazer a verdade. Ele é mentiroso e salafrário, alguém que não merece título de jornalista”, disse o senador do PTB em discurso no plenário nesta segunda-feira.

Segundo o dicionário Aurélio, além dos sentidos tradicionais de “construir” e “fabricar”, obrar é um termo que em algumas regiões do Brasil pode significar “defecar”. A assessoria de Collor não confirmou que o uso do termo pelo senador com tal sentido, dizendo apenas que Collor quis dizer “obrar”.

Caso o senador Fernando Collor tenha dito “obrar” com o intuito de ofender o jornalista de Veja, esta é a segunda vez em menos de uma semana que a Câmara dos Senadores é palco de xingamentos. Na última quinta-feira, Renan Calheiros (PMDB-AL) chamou Tasso Jereissati, fora do microfone, mas audível para quem estava perto, de “merda”.

 

(Com Agências)

Tasso: Lula presta desserviço ao País ao endossar o que acontece no Senado

tassogrupo

O senador tucano (1º da esquerda) atento às falas de apoio.

Um encontro no escritório político do senador Tasso Jereissati (PSDB), em Fortaleza, reuniu, no fim da tarde desta segunda-feria, lideranças empresariais e um grupo de 22 prefeitos liderados pela presidente da Aprece, e prefeita de  General Sampaio, Eliene Brasileiro(PRB). Diante do grupo, o senador recebeu apoio à sua atuação parlamentar e solidariedade diante dos últimos fatos no Senado. Tasso bateu boca com Renan Calheiros (PMDB-AL) semana passada, no plenário do Senado.

Além de prefeitos do PSDB, participaram do encontro prefeitos do DEM e do PRB. Tasso concedeu entrevista coletiva. Confira:

Pergunta – O senhor disse que teve de tomar uma atitude. Por que?

Tasso Jereissati – Porque nós estávamos vivendo num ambiente de intimidação e, realmente, não é a melhor maneira, nem a que eu gostaria de reagir. Mas, diante das circunstâncias, às vezes você tem que reagir e fazer um papel que eu não gostaria de fazer. Não era possível continua vivendo sob ameaça de intimidação da chamada Tropa de Choque, e nem deveria existir no Senado Federal esse tipo de tropa.

Pergunta – Qual a avaliação que o senhor faz do comportamento do senador Renan Calheiros?

Tasso Jereissati – Eu acho que o Brasil já avaliou por mim. Recentemente ele esteve na presidência do Senador e teve que se afastar. E a avaliação está nos fatos que ocorreram

Pergunta – E como o senhor classifica a atual situação do Senado Federal?

Tasso Jereissati – Triste. Dramática, até, em função disso, da existência dessa tropa de choque, e o nível de discussão ter descambado, não havendo mais grandes discussões dentro do Senado, mas uma tropa de choque predominando em todos os setores, desde o Plenário até o Conselho de Ética.

Pergunta – Existe alguma decisão acerca de uma representação contra Renan Calheiros?

Tasso Jereissati – Isso nós vamos deixar a cargo do partido, que esta semana deve resolver qual o rumo vai tomar.

Pergunta – O senhor acha que a permanência de Sarney na presidência aumenta, ainda mais, essa tensão no Senado?

Tasso Jereissati – Eu acho que essas duas últimas sessões demonstraram que a Casa está sem comando, e a Casa mais do que nunca está precisando de uma liderança.

Pergunta – Ninguém mais quer falar, abertamente, que defende o Sarney. O Presidente Lula decidiu que não era bom negócio, outras pessoas defendem, mas não falam isso abertamente. Tá faltando mostrar a cara e dizer que, realmente, dá sustentação?

Tasso Jereissati – Tá faltando coragem e o Presidente Lula está prestando um grande deserviço ao País, ao praticamente endossar o que está acontecendo no Senado e endossar o papel dessas lideranças.

Pergunta – O senhor falou num clima de “pistoleiros verbais”, há um clima de medo entre os senadores?

Tasso Jereissati – Há, sim. Há um clima de intimidação constante. Essa tropa de choque foi feita, montada para isso especificamente. Para intimidar, e isso foi feito nos últimos 15 dias dentro do Senado.

Pergunta – Que tipo de intimidação?

Tasso Jereissati – Intimidação desde o tipo moral, pelo grito, pela agressão pessoal, verbal. Todo tipo de coisa está acontecendo dentro do Senado.

Pergunta – Aqui no Ceará, como está a movimentação política do PSDB ?

Tasso Jereissati –  Independente do que está acontecendo, o PSDB do Ceará é um partido que tem uma História de trabalho e de ética. E isso é importante para que a gente sirva como referência nesse Estado.

Pergunta – O governador Cid Gomes está asumindo a presidência do PSDB, isso facilita um entendimento com o PSDB?

Tasso Jereissati – Isso é um problema do PSB, quem vai assumir a presidência. Mas eu acho que nós aqui sempre tivemos e continuamos querendo manter um diálogo não só com o PSB, mas com todos os outros partidos. E nós não estamos discutindo aliança. O diálogo com o governador Cid sempre nós tivemos e não será por causa do partido que vai ter.

(Foto – Cláudio Barata)

Serra: Executivo interferiu na crise do Senado

serragov1
“Em visita à Salvador, o governador de São Paulo, José Serra, disse nesta segunda-feira (10) que o Executivo federal interferiu na crise do Senado, mas não citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Fui senador e sei como aquela Casa funciona. Na condição de governador, tenho que manter uma relação institucional com o Senado. No entanto, houve realmente interferência do Executivo.”
Trata-se da primeira visita de Serra à Bahia desde que o DEM e o PSDB estaduais resolveram caminhar juntos após mais de duas décadas de turbulências no estado. No encontro com o governador da Bahia, Serra chamou Jaques Wagner (PT) de “amigo”. “Meu amigo Jaques Wagner, nós não estamos em campos antagônicos, mas sim não-coincidentes”, disse o tucano.
Wagner, que defende a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência, também foi gentil. “Meu amigo José Serra, se tudo continuar nesta tendência, teremos dois candidatos de muita qualidade em 2010. E o Brasil só tem a ganhar com isso.”

Pela manhã, antes de encontrar com Jaques Wagner e com o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), Serra concedeu entrevistas para emissoras de rádio e televisão. O governador teve ainda uma reunião reservada com o senador Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA), o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) e com o presidente estadual do PSDB, Antonio Imbassahy.

Ao ser indagado por um jornalista se pretendia levar sua “experiência” a frente do governo de São Paulo para todo o Brasil, o governador confirmou que pretende mesmo disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano que vem. “Por que não?”, afirmou. De acordo com o governador, a campanha presidencial “começou muito antecipadamente”. “A gente tem que se debruçar no trabalho, a população precisa de tanta coisa, ela não quer campanha agora.”

Serra disse que o PSDB vai decidir “no começo do ano que vem” sua posição em relação à sucessão presidencial. “Vamos decidir de maneira muito tranqüila, de maneira muito unida, o PSDB está unido.”

(Portal Uol)

Senador cearense inspecionará missão brasileira no Haiti

flacioo

O senador Flávio Torres (PDT) vai acompanhar o trabalho da tropa brasileira no Haiti. Ele embarca na próxima quinta-feira engajado a um grupo de senadores da Comissão de Relações Exteriores do Senado. 

O objetivo é observar a atuação da tropa brasileira junto à missão das Nações Unidas para a a estabilização política e de segurança desse País.

Atualmente, o Brasil conta com 1.044 soldados integrando a missão de paz da ONU no Haiti. A viagem se estenderá até 15 próximo.

DETALHE – Flávio Torres segue para Brasília nesta terça-feira, onde retoma atividade legislativa e se engaja à missão.

Anuário do Ceará – Tudo pronto para o lançamento da edição 2009-2010

A edição 2009-2010 do Anuário do Ceará será lançada nesta segunda-feira, às 20 horas, no La Maison Dunas. São 752 páginas e 10 capítulos que mostram um bom contexto do Estado em vários setores como aspectos da história à cultura, da política à educação, da economia ao meio ambiente.

A nova versão, além da atualização de seu já abrangente conteúdo, traz novidades que fazem da publicação um raio-x ainda mais completo do Ceará. “Mantivemos a estrutura-base de seu conteúdo e agregamos, além da atualização das informações, novas abordagens”, explica Jocélio Leal, editor-executivo do Anuário do Ceará.

Dentre as novidades, está o capítulo “Ceará Universitário”. Nele, destaque para a tabela com todos os cursos de graduação existentes no Ceará. Há também dados sobre a rede de proteção social – Previdência, Bolsa Família e Programa, além do Índice da Educação Básica (Ideb) de cada município.

O Anário conta ainda com a pesquisa Anuário-Datafolha, que aponta as marcas mais lembradas pelos cearenses em 33 segmentos. Tratando de política, traz o perfil de cada um dos senadores, deputados federais e estaduais, dos vereadores da Capital, do governador do Estado e de seus secretários e da prefeita de Fortaleza, além dos deputados mais influentes apontados pelos colegas de Casa. Também são apresentados os desembargadores e a estrutura da Justiça.

Em economia, os maiores setores e as empresas exportadoras, a balança comercial do Ceará, os maiores contribuintes em impostos, as 100 maiores empresas cearenses apontadas pelo prêmio Delmiro Gouveia e o passo-a-passo para se criar uma empresa. O patrimônio histórico material e imaterial do Ceará é descrito e a fé do cearense é destrinchada.

Projeto de João Alfredo que Luizianne não sancionou é promulgado

O projeto de lei que institui a Semana de Direitos Humanos Frei Tito de Alencar, de autoria do vereador João Alfredo (PSOL), foi promulgado, nesta segunda-feira, pelo presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Salmito Filho (PT). Aprovado em março, a matéria acabou não sendo sancionada pela prefeita Luizianne Lins e, como o prazo para que fosse rejeitado ou sancionado expirou, coube a Salmito promulgá-lo.

A Semana dos Direitos Humanos Frei Tito de Alencar atende ao que recomenda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu art. 27, I, que estabelece como diretriz dos conteúdos curriculares da educação básica a difusão dos direitos e deveres do cidadão. De acordo com o projeto, a Semana dos Direitos Humanos no Sistema Municipal de Educação se somaria ao esforço que o Estado deve fazer por força da Lei Estadual nº 12.299/1994, que determina a existência de uma Semana de Direitos Humanos nas Escolas Estaduais.

Após o ato, foi  exibido na Câmara Municipal o filme “Batismo de Sangue”, de Helvécio Ratton, que relata a participação dos dominicanos na resistência à ditadura militar e o martírio de Frei Tito.

PF indicia ex-diretor do Senado

“A Polícia Federal em Brasília confirmou que indiciou nesta segunda-feira (10) o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi. Segundo informações preliminares, ele foi acusado pelos crimes de concussão, inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha no caso que investiga os contratos de crédito consignado do Senado. Ele é a primeira pessoa indiciada pela PF no caso.

O Ministério Público Federal pediu em maio à PF a abertura de inquérito para investigar as operações de crédito consignado do Senado. No final de julho, a PF confirmou que entrou com pedido de quebra do sigilo bancário de Zoghbi e também do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia – que não possuem foro privilegiado.

O filho do ex-diretor de Recursos Humanos, Marcelo Zoghbi, seria sócio de empresas que intermediavam as operações de crédito consignado dos funcionários do Senado. João Carlos Zoghbi também é investigado por ter repassado para o filho um apartamento funcional que tinha direito. As investigações sobre o esquema começaram pela Polícia Legislativa, que indiciou Zoghbi em abril deste ano por formação de quadrilha e falsidade ideológica.

No começo de julho, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), oficializou a abertura de processo administrativo contra Zoghbi o ex-diretor-geral Agaciel Maia. Ambos são investigados também pela edição dos atos secretos, que serviram para nomear afilhados e parentes, além de aumentar salários e benefícios, por exemplo.”

(Portal Uol) 

Grupo HapVida expande ações em Pernambuco

candidojunir

Jorge e seu irmão, o vice Cândido Júnior.

O Grupo Hapvida do Ceará acaba de se consolidar como o maior plano de saúde em atuação em Pernambuco. Segundo o presidente Jorge Pinheiro, isso porque o Hapvida adquiriu a cartela de clientes do plano MMS Saúde daquele Estado.

O Hapvida também comprou  um hospital, que atenderá aos seus clientes.

Em Pernambuco, no entanto, o plano de saúde cearense vai operar com o nome Santa Clara Saúde, ainda a partir deste semestre.

(Foto – Paulo Moska)

STJ determina que aprovado em concurso seja nomeado

“O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o candidato aprovado em concurso público dentro do número de vagas previstas em edital a tem direito a ser nomeado e a tomar posse. A garantia acontece mesmo que o prazo de vigência do concurso tenha expirado e não tenha ocorrido contratação precária ou temporária de terceiros durante o período de sua vigência. Para o ministro Napoleão Nunes Maia, presidente da Quinta Turma do STJ, a administração que promove um concurso público está obrigada a nomear os aprovados dentro do número de vagas, quer contrate ou não servidores temporários durante a vigência do certame.

O caso foi parar no STJ após uma ação promovida no Amazonas. Em 2005, a Secretaria de Saúde do Amazonas abriu 112 vagas para o cargo de cirurgião dentista. O exame foi realizado em 2005 e a validade prorrogada até junho de 2009. Neste período, porém, foram nomeados 59 dos 112 aprovados. Com a expiração da validade, dez candidatos que foram aprovados pediram o direito à posse dos cargos junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas, que rejeitou a ação com o argumento de que a aprovação em concurso público gera apenas expectativa de direito à nomeação e não gera danos aos aprovados. O grupo de aprovados, então, recorreu ao STJ.

O ministro Jorge Mussi determinou a imediata nomeação dos impetrantes nos cargos para os quais foram aprovados no Amazonas. Para o Ministério Público Federal, a administração está constitucionalmente obrigada a prover os recursos necessários para fazer frente a tal despesa, no caso, o total de vagas abertas. O subprocurador-geral da República Brasilino Pereira dos Santosafirmou que a administração não pode alegar falta de recursos financeiros para a nomeação e posse dos candidatos aprovados.”

(POrtal G1)

Conselho de Ética: Sarney escapa, mas governista quer pegar líder tucano

“Depois de arquivar todos os pedidos de abertura de processo contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), sinalizou a aliados que vai instaurar esta semana processo contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) –que pode resultar na cassação de seu mandato. Duque argumenta que as denúncias contra Sarney foram baseadas em reportagens de jornal, enquanto Virgílio confessou ter admitido manter um funcionário fantasma em seu gabinete.

O PMDB protocolou representação contra Virgílio por supostamente ter quebrado o decoro parlamentar ao receber empréstimo do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia para pagar despesas em Paris. Agaciel teria depositado na conta de Virgílio US$ 10 mil quando o senador teve problemas com o cartão de crédito numa viagem particular, em 2003. No texto, assinado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o PMDB também afirma que o tucano empregou em seu gabinete um funcionário que morava no exterior. Renan ainda afirma, na representação, que o Senado teria pago R$ 723 mil pelo tratamento de saúde da mãe dele, quando o regimento permite gasto anual de R$ 30 mil.

O líder do PMDB admitiu que a acusação contra Virgílio é uma espécie de “represália” aos pedidos de investigação encaminhados pelo PSDB contra Sarney. O tucano também pediu, individualmente, a abertura de investigações contra o presidente do Senado ao Conselho de Ética. Da tribuna do Senado, Virgílio admitiu ter permitido que Carlos Alberto de Andrade Nina Neto, lotado em seu gabinete, realizasse curso na Espanha, mas prometeu devolver aos cofres da Casa os vencimentos pagos ao servidor no período em que esteve no exterior.

A Folha Online apurou que a “confissão” de Virgílio vai ser usada por Duque como principal justificativa para permitir a abertura de processo contra o tucano. O prazo para o presidente do conselho se manifestar sobre a representação termina na quarta-feira. Mesmo ciente de que sua decisão pode provocar uma nova ofensiva da oposição contra Sarney, Duque disse a aliados que não está disposto a recuar.”

(Folha Online)

Ciro Gomes: “Marina implode candidatura Dilma”

cirogoll1

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) considera hoje o risco de derrota do governo nas eleições presidenciais de 2010 “muito maior” do que a possibilidade de vitória. Como sinal da fragilidade da estratégia do Palácio do Planalto, cita o potencial de estrago de uma possível candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à Presidência da República. Se aceitar o convite do PV e entrar na disputa, Marina, na opinião de Ciro, “implode” a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Ciro ainda não decidiu se vai concorrer a presidente ou a governador de São Paulo. Acha que a decisão só deve ser tomada em abril de 2010, após análise da evolução do processo eleitoral. A prioridade, diz ele, continua sendo a Presidência da República. Não descarta a disputa ao governo de São Paulo, desde que isso faça parte de uma estratégia nacional para dar continuidade ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas, se decidir concorrer ao governo de São Paulo, Ciro avisa que não vai cumprir a “tarefa mesquinha de atacar” José Serra, a quem avalia como “um grande governador”, embora mantenha as críticas à sua participação no governo Fernando Henrique Cardoso.

Em entrevista ao Jornal Valor, Ciro diz que as pesquisas mostram a limitação da transferência de voto de Lula a Dilma. Prevê que, na campanha, ela terá dificuldades de defender os avanços necessários ao país. Sobre a crise do Senado, situa o senador José Sarney (PMDB-AP) apenas como “parte” do problema. “O problema é a hegemonia moral e intelectual frouxa que preside hoje o Congresso brasileiro. Não é só o Senado não”, diz. 

Na quarta-feira da semana passada, depois de conversar com Lula, o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), reuniu-se com Ciro, o secretário-geral do PSB, senador Renato Casagrande (ES), e o primeiro vice-presidente, Roberto Amaral. Avaliaram que o processo sucessório está incerto e a evolução da candidatura Dilma é uma incógnita. Por isso, o partido ainda não deve abrir mão, a mais de um ano da eleição, da possibilidade de Ciro ser lançado candidato a presidente. Parte do PSB acha que Lula não deve colocar todas as fichas num candidato só.

Essa avaliação deverá ser levada para Lula no encontro de quarta-feira, do qual o PT também participará. Segundo Ciro, não há chance de a questão da disputa ao governo de São Paulo ser decidida na reunião. A seguir, a entrevista.

Valor: As articulações em torno da possibilidade de sua candidatura ao governo paulista cresceram. Sua opção hoje é a Presidência da República ou São Paulo?

Ciro Gomes: A Presidência. Claramente. Sem qualquer tipo de dubiedade e vacilação. Agora nós compreendemos que está em jogo o futuro do Brasil. E o futuro do Brasil exige que todas as pretensões pessoais e partidárias, legítimas que sejam, sejam postas em segundo plano. Nossa avaliação unânime no PSB é que, da forma como as coisas estão postas, hoje a tendência é que esse projeto que defendemos está ameaçado de perder as eleições.

Valor: De que coisas o senhor fala?

Ciro: A se dar crédito à notícia média dominante de que o presidente Lula resolveu escolher a Dilma candidata, compor a chapa com o PMDB e convocar os correligionários, parceiros e aliados para um plebiscito contra o candidato do PSDB, que hoje seria o governador José Serra, achamos que o risco de perder a eleição hoje é muito maior do que a possibilidade de ganhar.

Valor: Por que?

Ciro: Há um conjunto de fatores. Primeiro, fadiga de material. Segundo, as contradições, que não são pequenas, desta coalizão PT-PMDB. Essa crise do Senado é só uma caricatura disso. Só quem suporta isso é o Lula, porque tem um capital político único. O risco de perder a eleição é real nessas bases, como de ingovernabilidade para qualquer um de nós, sem o capital político e a interação que o presidente Lula tem com a população. Isso guarda coerência com a história do Brasil. Juscelino não fez o Lott [marechal Henrique Lott, ministro da Guerra no governo Juscelino Kubitschek e candidato a presidente derrotado, em 1960, por Jânio Quadros, candidato da oposição]. Não fez o sucessor, tendo sido o presidente mais popular do país. E as pesquisas são eloquentes na indicação do que estou querendo dizer.

Valor: Mostrando dificuldades da candidatura da ministra?

Ciro: Claramente, porque há um limite para essa coisa da transferência de voto. A eficiência da transferência dos 70% de apoio ao Lula a ela está pela metade. Então, ela pode ir a 35%. Tudo bem, é muita coisa. A Dilma tem grandes virtudes, vai agregar outros atributos além do apoio do Lula. Não tem nenhuma crítica a Dilma. Pelo contrário. Ela é uma pessoa maravilhosa, perfeitamente votável para qualquer tarefa. A questão é que o Brasil mudou. É uma questão delicada, porque somos parceiros. Mas queremos que o presidente nos ouça e pense no que vamos dizer para ele. Eu, especialmente, falarei com a maior clareza e franqueza, porque acho que é um momento crítico para o Brasil. Está marcada uma grave crise política em 2010.

Valor: O senhor pode explicar?

Ciro: É uma maioria amorfa a que temos na base aliada do Congresso e na coalizão partidária, cujo cimento é fisiologia, clientelismo e, infelizmente, muita corrupção. Isto é compensado pela exuberância do Lula, da liderança legítima que ele tem. Qualquer outro vai viver essa crise, se começar em cima de uma estrutura esclerosada como essa, sem renovação, sem nova utopia, sem novos projetos, sem uma nova agenda. O PMDB tem cinco ministros, tem o presidente da Câmara e do Senado e está com Lula. Se o Serra ganhar, no dia seguinte essa gente vai aderir a ele contra seis ministérios, presidência do Senado, da Câmara, do Supremo, da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil]. A governabilidade será garantida, mas mediante a manutenção desta hegemonia moral e intelectual fisiológica e clientelista.

Valor: Como é que a crise do Senado, que atinge o senador José Sarney (PMDB-AP) e divide a base, pode ser interpretada nesse contexto?

Ciro: Revela com grande força caricatural o que estou tentando dizer. Este segundo semestre será tumultuado para nós. Hoje tem essa novela em cima do Senado e do Sarney. Acabando essa novela, tendo acumulado um desgaste, vem a novela da Petrobras, que será muito quente. Depois virão outros. Vai estourar em 2010. O Lula já precificou isso e aguenta. Está provado. Ele defende o Sarney e aguenta. Defende o Renan e aguenta. Confraterniza com Collor e aguenta. Quero saber se eu aguento, se o Serra aguenta, se a Dilma aguenta. Ninguém mais aguenta.

Valor: O PSB liberou seus senadores para tomar a posição que considerar conveniente na crise do Senado. O senhor acha que o senador Sarney deve ser defendido?

Ciro: Não me sinto obrigado a isso. Apenas lembro que Sarney não é o problema. Pode ser parte dele. O problema é a hegemonia moral e intelectual frouxa que preside hoje o Congresso brasileiro. Não é só o Senado não.

Valor: Essa avaliação sobre os problemas da coalizão será feita ao presidente na reunião desta semana, da qual o PT vai participar?

Ciro: Algumas coisas direi a ele só pessoalmente. Essa questão é a pragmática. Mas tem uma outra, não menos grave, ou mais grave ainda, que deriva de uma constatação que eu tenho de que a presença do Lula no governo brasileiro melhorou o Brasil em todos os aspectos, sem exceção de nenhum. Porém, essa é uma constatação que se faz olhando para o retrovisor. Ou seja, comparado com o que era, tudo melhorou. Porém, o que vai estar em discussão em 2010 não é o Lula, não é a avaliação do Lula, é o futuro do país. E aí você tem graves problemas. Primeiro, o presidente conciliou, na minha opinião de forma muito frouxa, o segundo mandato, para esconjurar essa escalada golpista que o ameaçou no primeiro mandato, e não conseguiu institucionalizar nenhum dos grandes avanços que promoveu.

Valor: Quais foram?

Ciro: Só para citar os mais importantes para a vida do povo: a política de salário mínimo, a estratégia da Petrobras, as políticas compensatórias, a política de crédito (saiu de 13% para 43% a proporção de crédito no PIB brasileiro). Mas era o Lula contra o governo. Nada disso é institucional. A segunda questão é o avanço. É natural um governante, tanto mais do principal partido da esquerda brasileira que está no governo há oito anos, perder um pouco a energia de propor reformas e mudanças. É quase uma contradição em termos. Como é que a Dilma vai falar em mudança, se ela é a continuação? E a questão é: o Brasil pode parar? A educação pública está boa? A saúde pública está boa? A segurança do povo está boa? A mobilidade urbana nas cidades está boa? As essencialidades da vida do povo estão boas? A proporção de manufaturados na plataforma de exportação, a velocidade com que o Brasil supera seu hiato tecnológico-científico está correta? São essencialidades. E aí você pode correr o risco – provavelmente estamos já correndo o risco – de a turma que quer voltar ao passado, a turma do Fernando Henrique, assumir esse discurso. Mais do que o pós-Lula: a reforma, a ética, a eficiência do serviço público, as mudanças que o país precisa… Não é uma mudança para negar nada do Lula. É uma mudança que só se viabilizará porque o Lula avançou extraordinariamente.

Valor: O senhor acha que a ministra Dilma não teria condições de conduzir esses avanços?

Ciro: A Dilma pode. Qualquer um de nós pode. A questão é que tipo de coalizão política, que tipo de debate será feito. Nossa preocupação no PSB é que ela terá grandes dificuldades. Veja como seria, de forma caricata, esse debate: a Dilma, que tem todos os dotes para isso, pode dizer que o Brasil precisa manter o que está bom e avançar em tais e tais mudanças. O Serra, de lá, diz: ´vocês tiveram oito anos, por que não fizeram?´ Aí ela responde de cá: ´e porque vocês em oito anos não fizeram?´.

Valor: O senhor acha, então, que o presidente está errando na estratégia da sucessão?

Ciro: Vou refletir sobre a notícia média. Acho que ele está fazendo de forma genial certo. Por que? Ponto número 1: na contramão da tradição de todo governante, que quer postergar sua sucessão, o Lula antecipou ineditamente. Porque ele, mais do que ninguém, conhece o PT. Se ele não põe a mão numa pessoa que pode dispor politicamente como aliada, para ficar ou para sair, para compor ou descompor, para brigar ou para conciliar, uma hora dessa os diversos grupos em que se reparte o PT estariam tentando, com dossiês e caneladas por baixo da mesa, impor ao Lula nomes. Segundo: naquela data, quando ele fez isso, havia uma cogitação de terceiro mandato. Ele nunca quis, nunca pediu, mas imaginou a possibilidade. Ele era obrigado a imaginar isso. Tinha que ter uma candidatura que poderia, amanhã, dizer que houve uma mudança constitucional e que tenho dever com o país de continuar.

Valor: Com o senhor sendo vice da ministra, mudando o perfil da chapa, seria mais fácil assumir o discurso da mudança?

Ciro: Eu acho temerário. Não há razão, do meu ponto de vista, para que se ponha o país no risco de um mano a mano para deslindar essas coisas no primeiro turno.

Valor: Qual seria o efeito da entrada da senadora Marina Silva (PT-AC) na disputa?

Ciro: Esta variável nova mostra as dificuldades (da candidatura governista) com precocidade. Está na mão da Marina. Se ela aceitar a convocação do PV, ela implode a candidatura da Dilma. Implode. Então, tem muitas variáveis por acontecer. O Serra recua ou não recua? A Marina é candidata ou não?

Valor: É por isso que o senhor diz que a decisão do PSB sobre a candidatura presidencial ou o governo do Estado não deve ser tomada agora?

Ciro: Essa é a posição do PSB. Nós nos reunimos ontem à noite (quarta-feira), fizemos uma avaliação e há uma convergência de percepção do momento. Todos nós achamos que o tempo é essencial para que a gente deslinde essa vontade que nós temos de convergir com o Lula nesta ou naquela direção. Há um ano eu disse que a tendência era a gente perder a eleição. E essa tendência está se consolidando. Há um passo que está na mão do PSDB, que é o Serra resolver ser candidato à reeleição em São Paulo e apoiar o Aécio. Nesse caso, a eleição está perdida, na minha opinião. É simples entender. Não é profecia. O Serra apoiar o Aécio significa que recuou voluntariamente. Dá vitória para Aécio em São Paulo. O Aécio sai com 80% em Minas – que o Serra não tira nem com apoio do Aécio – e entra mais fácil no Rio de Janeiro, no Norte e no Nordeste. E no Sul os níveis de aprovação do governo Lula estão bem mais baixo.

Valor: Em que condições o senhor disputaria o governo de São Paulo?

Ciro: Eu estou com a vida ganha. Não preciso ser candidato a nada. Posso ser candidato a presidente ou cumprir uma tarefa como candidato a governador do Rio ou São Paulo – mas desde que seja dentro de uma estratégia que consulte o melhor interesse do povo brasileiro. Senão eu não topo. A prioridade do partido é a Presidência. Eu não sou candidato a governador de São Paulo. Nunca pretendi. Considero extremamente honroso a lembrança do meu nome, um desafio que não sei sequer se estou à altura, e cumpro tarefas.

Valor: Como, por exemplo, disputar em São Paulo para minar a candidatura de Serra a presidente?

Ciro: Quero dizer isso formalmente: se engana redondamente quem imagina que eu, eventualmente aceitando o desafio de ser candidato a governador de São Paulo, vou cumprir uma tarefa mesquinha de atacar o Serra. Ao contrário: acho ele um grande governador. Já estou adiantando aqui: acho ele um grande governador. E acho que deveria continuar governador. Acho que seria um péssimo presidente da República, não porque tenho animosidade pessoal, mas porque foi ministro do Planejamento por quatro anos do governo FHC, data na qual o país quebrou, a divida pública quase dobrou, a carga tributária explodiu. Depois foi ministro da Saúde e não fez rigorosamente nenhuma transformação institucional, como, a rigor, nós também não fizemos.

Valor: O senhor tem até o fim de setembro para trocar o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, se quiser disputar a eleição lá. Pode disputar governo, Presidência ou qualquer outro mandato. O senhor admite como opção candidatar-se novamente a deputado federal para puxar uma grande bancada?

Ciro: Não serei. E ponto final.

Valor: Qual a chance de sua candidatura a governador do São Paulo ser definida na reunião desta semana?

 Ciro: Nenhuma chance. Pode botar isso com exclamação. E a remota chance de eu ser candidato a governador de São Paulo exige que eu entenda de que grande projeto nós estamos falando.

DETALHE – Ciro já havia adiantado para este Blog e para O POVO na sdmana passada que disputar o Governo de São Paulo não faz parte dos seus planos. Quer disputar a presidência da República em 2010.

Cid Gomes entrega tratores colocados em exposição em canteiro de avenida

tratores

Não havia lugar melhor para acomodar os tratores?

O governador Cid Gomes (PSB) fez festa, nesta manhã de segunda-feira, na sede da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, no bairro São Gerardo, em Fortaleza. Ali, houve a entrega de 100 tratores para comunidaes atendidas pelo Programa Nacional da gricultura Familiar (Pronaf) no Estado. 

A iniciativa é das mais importantes, porque garante melhores condições e apoio técnico para que essas comunidades garantam maior produtividade e tenham poder de concorrência com grandes empreendimentos.

DETALHE – Precisava a organização mandar colocar tratores sobre o canteiro central da Avenida Bezerra de Menezes, em frente à sede da SDA, que já está sofrendo as consequências do Transfor?

(Foto – Paulo Moska)

O primeiro Cuca da prefeita

cuca2

Vista aérea do Cuca da Barra do Ceará.

Eis o primeiro Centro Urbano de Cultura e Arte (Cuca), que a prefeita Luizianne Lins (PT) vai entregar no próximo dia 21, em clima festivo. O equipamento oferecerá cursos, praticas esportivas e culturais e promete ser opção para amenizar o quadro de ócio em que se encontra a juventude da periferia de Fortaleza. 

Esse Cuca é a primeira grande obra física da atual gestão. Promessa da primeira administração.

(Foto – Divulgação)

Tasso ganha ato de solidariedade em Fortaleza

O senador Tasso Jereissati (PSDB) ganhará, nesta segunda-feira, solidariedade de um grupo de prefeitos e empresários que o visitarão, às 16 horas, em seu escritório político, em Fortaleza.

Segundo a assessoria de imprensa do PSDB, Tasso receberá apoio por sua atuação parlamentar e por se posicionar contra a onda de escândalos que atinge o Senado no momento.

Na semana passada,  Tasso bateu boca com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ocasião em que houve troca de acusações.

NOTA

A Juventuder do PSDB também divulgou, nesta segunda-feira, nota de apoio ao tucano Tasso Jereissati. Confira:

Em razão dos acontecimentos recentes, manifestamos total e pleno apoio ao Senador Tasso Jereissati.

Estamos todos perplexos com os eventos havidos no Senado Federal. Tantos escândalos e tamanha desfaçatez fazem a juventude deixar de acreditar em grande parte dos políticos e em toda a politica.

Mas é a garra e a coragem de homens públicos como Tasso Jeiressati que faz manter a chama política no peito de muitos jovens idealistas de um país melhor.

Podemos afirmar sem vacilação que o Senador Tasso Jeiressati é um homem público de retidão e princípios. Símbolo e orgulho para todos os jovens tucanos.

Bruno Covas,

Deputado estadual e Presidente Nacional da Juventude do PSDB.

Kamyla Castro

Ex-presidente nacional da juventude do PSDB e atual membro do Diretório Nacional e Executiva Ceará.

Marcelo Uchoa garante: candidatura à OAB-CE não é movida por ambições

Do advogado Marcelo Uhôa, um dos pré-candidatos ao cargo de presidente da OAB Ceará, recebemos o seguinte comentário a respeito de nota sobre o “Movimento Terceira Via”. Confira:

Caros colegas,

Fico feliz por ter a oportunidade de me manifestar neste Blog e, em especial, neste post. A informação de que meu nome está em discussão no processo sucessório da OAB possui razão de ser, mas contém alguns equívocos que merecem e devem ser reparados.

Primeiro, que fique claro que a discussão em torno de meu nome não tem identificação com o movimento denominado “Terceira Via”, aqui representado pelos colegas Lindival de Freitas Júnior, Alfredo Marques e Flávio Jacinto. Não que nossos pensamentos relacionados à OAB não possuam pontos de convergência, muito pelo contrário, mas não seria justo dizer que represento um grupo que, de fato, não represento.

Considero o movimento importante, oportuno e necessário, até mesmo porque um projeto OAB precisa ter alternativas, mas a construção do diálogo entre nós, nesta perspectiva, ainda não ocorreu, o que não significa que não possa e venha a acontecer.

Segundo, também não tenho procuração para falar em nome das esquerdas, muito menos posso dizer que sou apoiado por alguém, especialmente pelo ex presidente Cândido.
Que fique registrada que a discussão girada, nos últimos dias, em torno de meu nome é uma discussão que não é ligada a forças políticas convencionais da advocacia cearense, ao contrário extrapola todos os limites de proselitismo, congregando advogados e advogadas que se posicionam de forma crítica perante todos os modelos de gestão propostos até agora.

Terceiro, apesar de me envaidecer ser lembrado por tais colegas para uma eventual disputa na OAB-CE, preciso também deixar claro que isso não é uma fixação minha, tampouco tenho essa ambição. Meu nome jamais figurará em qualquer disputa de modo imposto, sem passar por um processo amplo de construção.

Por isso, no que pese a grande probabilidade de uma eventual candidatura minha, a mesma poderá ser demovida (por que não?) se outra apresentar-se mais hábil em agregar mais e melhores atributos do que meu nome, tendo em vista a viabilização não apenas de uma campanha vitoriosa, mas, fundamentalmente, de uma gestão qualificada, eficiente e associada aos interesses gerais da categoria, à defesa da sociedade e ao Estado democrático.

Por outro lado, não havendo um nome a altura de tal desafio, o meu estará, sim, não por rebeldia pessoal, mas por reflexo de uma inquietude coletiva, à disposição dos colegas, já que seria intolerável uma omissão num momento tão delicado como este, em que o exercício da advocacia vê-se cada dia mais vinculado a interesses políticos, comerciais e econômicos, paulatinamente mais distantes dos ideais de Justiça, do interesse social e dos anseios da própria categoria.

Agradeço mais uma vez a oportunidade desta manifestação, no que aproveito para antecipar a todos os colegas um Feliz Dia dos Advogados(as).

Marcelo Uchôa.

Movimento “Terceira Via” garante ao Blog ainda não ter candidato à OAB Ceará

Das lideranças do movimento “Terceira Via”, que  articula uma candidatura alternativa à presidência da OAB do Ceará, recebemos a seguinte nota:

Caro jornalista Eliomar de Lima,

Causou estranheza nota divulgada em seu Blog e intitulada “TERCEIRA VIA DA OAB DEVE TER MARCELO UCHÔA COMO CANDIDATO”. Não obstante a qualidade profissional do distinto colega, trata-se de chegar com um nome pronto, sem discussão, configurando as condenáveis decisões de cúpula, que bem caracterizam uma impostura, que não masi podem prosperar no seio da entidade.

Ademais, o grupo que foi denominado de “TERCEIRA VIA” é apartidário, sem cor ou matiz ideológico, repulsando qualquer iniciativa de rotúlá-lo como sendo de esquerda. Ademais, o proprio grupo refutou o lançamento de nomes por cosiderar o procedimento prematuro e antidemocrático, pois os nomes saíriam do debate, de propostas e  compromissos.

Protestando contra feudos e latifúndios ideológicos, vimos reiterar que somente apoiaremos candidatos que possuam compromisso com o coletivo da “TERCEIRA VIA”, e após ampla e transparente discussão.

A Ordem dos Advogados não deve nem pode ter alas, posto ue o interesse dos advogados que querem discutir a ordem é justamente a de que o nome – se tiver de surgir – surja naturalmente, sem imposição ou manobra marota tentando aproveitar um vácuo, que não é de pessoas e sim de propostas e ação.

O que queremos é o aportar de idéias, como fazem os verdadeiros democratas e não aqueles que se travestem como tais, que fazem do carreirismo escola de vida, manobrando aqui e ali para manter benefícios do alinhamento político com esse ou aquele partido.

Aqueles que compareceram ao almoço pago por cada um dos seus participantes no restaurante Colher de Pau, não possuem procuração para representar o coletivo, principalmente os colegas Feliciano de Carvalho Júnior, Afro Lourenço e Deodato Ramalho que foram os únicos a discursar na ocasião. Naquela oportunidade, assumindo compromissos com todos os presentes e coma bandeira da transformaão da Ordem.

Condenamos o carreirismo político que estão querendo configurar, pois os nomes que inicialmente suriram, não foram discutidos, nem mesmo refutados. A verdadeira “Terceira Via” não faz reuniões secretas nem chega com modeo pronto. É aberta às idéias dos advogados, que são profissionais liberais que não desejam a partidarização da OAB como querem impor alguns com discursos inflamados.

Nós, que abaixo subscrevemos e os demais advogados que reprovaram a nota INTITULADA DE TERCEIRA VIA, desconhecemos absolutamente e rejeitamos esa tal ala que se diz existir na OAB, pois a s a OAB é maior que qualquer nome ou partido político que, numa clama por mudança e, nos bastidores, articula uma acomodação de interesses, por participação e poder pessoal e partidário.

Lidival de Freitas Júnior
Alfredo Marques
Flávio Jacinto.

Eleições no PT – Com ou sem Luizianne, Zé Airton diz que vai para a disputa

O deputado federal José Airton avisa: continua na disputa pela presidência regional do PT, mesmo com a possibilidade de a prefeita Luizianne Lins entrar no páreo. A prefeita teve nome lançado na semana passada por seu líder na Câmara Municipal, o vereador Acrísio Sena.

“É uma questão de estratégia, pois temos Geraldo Magela disputando o comando nacional”, explica o parlamentar.

José Airton considerou natural que o nome de Luizianne entre no páreo, assim como dise também ter condições de dirigir o PT. Lembrou ter a experiência de quem já passou por esse cargo.

Casa da mãe da prefeita é assaltada em Aquiraz

Dois homens invadiram a casa de praia da mãe da prefeita de Fortaleza Luizianne Lins, dona Luiza Lins, na noie do último sábado. A casa fica localizada na Praia do Batoque, no município de Aquiraz (Região Metropolitana de Fortaleza).

O vigilante da residência, que estava sozinho na ocasião, foi rendido e a dupla roubou boa parte de material de construção que está sendo usado para reforma do local. A Polícia foi acionada e um acusado foi preso. Policiais descobriram que a dupla ainda teria cavado um buraco, nas dunas da praia, para esconder o material roubado.

O acusado Ednaldo dos Santos Fernandes (28) foi levado à Delegacia Metropolitana de Maracanaú e negou ter participado da ação. Ele foi autuado pelo crime de receptação e poderá pegar de um até quatro anos de prisão caso seja condenado.

(Este Blog com Jangadeiro Online)

Aposentados que ganham acima do mínimo terão 7% de reajuste a partir de janeiro

“Os cerca de oito milhões de aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefícios acima do salário mínimo deverão ter um reajuste de 7% a partir de janeiro de 2010, ano de eleições presidenciais.

Considerando a estimativa de inflação para este ano, significa que esses aposentados terão um aumento real de mais de 3%, se o governo fechar um acordo com as centrais sindicais.

De acordo com reportagem de Geralda Doca na edição desta segunda-feira do jornal O Globo, quem ganha o piso nacional, que é o salário mínimo, hoje em R$ 465, terá um aumento de 8,9% e passará a receber em janeiro R$ 507.

O governo vinha discutindo há alguns meses um aumento real para os aposentados e pensionistas que ganham acima do mínima, como antecipou O GLOBO em 8 de julho.”

(O Globo)