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O futuro de Vitor Valim

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O deputado federal Vitor Valim voltou a admitir disputar vaga de deputado estadual pelo PROS, sua nova legenda. Ele diz estar consultando seus apoiadores e que tem conversado sobre o assunto com o presidente regional do partido, o deputado estadual Capitão Wagner, pré-candidato à Câmara Federal.

Para Vitor, o Capitão Wagner, com seu prestígio eleitoral, poderá puxar uns três outros nomes da sigla para Brasília, mas ele confessa: não descarta deixar de lado o vaivém Fortaleza-Brasília.

(Foto – Agência Câmara)

Quer saber como nasce e morre uma estrela?

O astrônomo Dermeval Carneiro, coordenador regional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e coordenador do Planetário Rubens de Azevedo, do Centro Dragão do Mar, dará palestra na sede do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (Adufc-Sindicato), nesta quinta-feira, às 18h30min. Ele falará sobre o tema “Nascimento e Morte de Estrelas”.

Ele vai expor o processo de formação dos astros, desde a concepção até o seu desaparecimento e como esses fenômenos interferem no desenvolvimento do universo.

Demerval falará ainda sobre a experimentação feita, há quase 100 anos, no município de Sobral, pelo físico alemão Albert Eistein, que permitiu a comprovação da Teoria da Relatividade, um marco para a física moderna.

(Foto – Divulgação)

Terminal de Passageiros do Antônio Bezerra ganha estação do Sistema Bicicleta Integrada

Nesta quarta-feira, ‪às 9 horas, mais uma estação do sistema Bicicleta Integrada será inaugurada pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT). Desta vez no Terminal Antônio Bezerra, com patrocínio do Shopping Riomar.

A nova estação integra um conjunto de sete equipamentos com este perfil, com a gestão municipal ampliando ainda mais a integração modal na cidade entre transporte público e bicicletas, com estações de bikes compartilhadas próximas a estações de transporte e com cadastro por meio do Bilhete Único.

(Foto – Arquivo)

 

Confiança do Consumidor sobe 7,2 pontos em um ano

Mesmo com o recuo de 2,6 pontos de março para abril deste ano, o que fez com que o indicador caísse de 92 pontos para 89,4 pontos, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) aumentou 7,2 pontos em um ano (abril de 2017/abril de 2018) e se manteve positivo em médias móveis trimestrais. A informação do divulgada hoje (24), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Segundo os dados, tanto as avaliações sobre a situação atual como as expectativas em relação aos próximos meses pioraram.

O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,3 pontos, indo para 76,3 pontos e o Índice de Expectativas (IE) recuo 2,5 pontos, indo de 101,5 para 99 pontos.

A queda de março para abril, segundo a coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, Seda Bittencourt, decorre do menor otimismo dos consumidores em relação à situação econômica.

“A queda da confiança em abril é uma devolução de mais da metade da alta do mês anterior. Consumidores de todas as classes de renda se sentem menos otimistas em relação à situação econômica nos próximos meses, influenciados, em parte, pela redução das suas expectativas sobre o mercado de trabalho”, disse a economista.

(Agência Brasil)

Segurança Pública – Um problema que é mais com a União?

Com o título ” A falta que faz a União”, eis artigo de Maia Júnior, secretário do Planejamento e Gestão do Ceará. Ele mostra que o governo federal pouco investiu em segurança pública, deixando os Estados com tal atribuição. Mas sem verbas. Confira:

Há mais de três décadas o poder Central do Brasil, a União, vem concentrando receitas tributárias e transferindo responsabilidades para estados e municípios sem os correspondentes recursos para bancá-los. Primeiro na Saúde, depois na Educação. E também vem contribuído pouco para o esforço em relação à Segurança Pública.

De acordo com pesquisador José Roberto Afonso, da Fundação Getúlio Vargas, em 2016 a União investiu menos de 10% do total gasto em Segurança no País – e, deste montante, quase 60% foram direcionados à Polícia Federal. Estados (84,5%) e municípios (5,7%) bancaram todo o resto.

E essa equação tem deixado encargos maiores principalmente para os estados mais pobres. Em proporção da Receita Corrente Líquida (RCL), em 2016 São Paulo gastou 7,6%, enquanto o Ceará desembolsou 11,28%. Disparidade que deve ter aumentado, considerando os expressivos investimentos que o Ceará vem realizando. Entre janeiro de 2015 e dezembro deste ano, por exemplo, o Estado pretende concluir a efetivação de mais de 9 mil pessoas para diversos órgãos do sistema de segurança estadual – somente para as polícias Militar, Civil, Bombeiros e agentes penitenciários estão previstas 4.017 novas contratações até o final de 2018.

O que falta à União, nesse momento, é demonstrar mais vigor no combate ao crime no Brasil – até porque em relação ao contrabando de armas e o tráfico de drogas, que estão repercutindo de forma contundente nos índices de violência nos estados – é do poder federal a competência principal para coibir.

Hora, portanto, de revisitar o pacto federativo brasileiro. E de cobrar mais investimentos em segurança de todos os entes públicos. Sem esquecer, evidentemente, de atentar para políticas que garantam maior acesso a serviços essenciais para a população pobre e de gerar mais oportunidades para a juventude. De ações, enfim, que reduzam efetivamente a enorme desigualdade social que ainda prevalece no Brasil.

Maia Júnior maia.junior@seplag.ce.gov.br Secretário do Planejamento e Gestão do Ceará

Acordos da CGU pode recuperar R$ 10 bilhões para cofres públicos

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) está em negociação com nove empresas envolvidas em casos de corrupção e desvio de recursos públicos para celebração de acordos de leniência. Segundo o ministro da CGU, Wagner Rosário, os acordos devem resultar na devolução de mais de R$ 10 bilhões aos cofres públicos no próximo ano. No âmbito da CGU e da Advocacia-Geral da União (AGU), alguns em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), já foram celebrados três acordos de leniência com o retorno de R$ 630 milhões, disse.

A responsabilização de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública está prevista na Lei nº 12.846/13, conhecida como Lei Anticorrupção. Segundo Rosário, a recuperação de recursos com ações na Justiça chega a cerca de 10% e com os acordos sobe para 60% a 70%, além de gerar uma economia com advogados e equipes de investigação nas ações. “A quebra da empresa não é política de combate à corrupção e o acordo de leniência não é simplesmente ‘passar a mão na cabeça’ das empresas. É sancioná-las, com algumas vantagens, e mantê-las no mercado, que é importante para a economia”, disse Rosário.

A empresa que faz acordo de leniência deve, entre outros compromissos, cooperar com as investigações e fornecer informações e documentos que comprovem a infração, além de se comprometer a implementar ou melhorar os mecanismos internos de integridade, na mudança de comportamento diante de práticas irregulares. “Empresas que não mudam sua cultura, não tem direito a acordo e arcam com as consequências administrativas advindas dos seus atos”, disse Rosário.

“Temos que fazer o nosso trabalho voltado para a realidade. Nossa situação hoje é um baixo nível de recuperação de ativos, temos recursos desviados e um retorno aos cofres públicos muito baixo. O acordo de leniência que visa incrementar esses valores, está mostrando que é uma ferramenta efetiva e nós temos que apostar nesse importante instrumento de combate a corrupção”, ressaltou Rosário.

O ministro participou hoje (24) do Por Dentro do Governo, um programa da TV NBR em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Segundo o ministro, os programas de integridade serão implementados em 350 órgãos do Poder Executivo federal. “Eles visam incorporar uma cultura mais ética dentro desses órgão, evitando casos futuros de corrupção, é um trabalho de prevenção”.

De acordo com Rosário, os programas têm quatro bases de estruturação: o comprometimento e apoio da alta direção; a definição de instâncias e agentes responsáveis, a análise de riscos; e o monitoramento contínuo das ações. “Existem prazos de implementação para todos os processos, temos uma parte estruturante, de canais de denúncia e áreas de conflitos de interesses. E a segunda parte, de análise de risco, porque cada órgão tem um risco específico de corrupção”, disse. “Vamos nos antecipar à ocorrência da corrupção e, com isso, tornar a administração pública um lugar mais ético e com respostas positivas à sociedade”.

(Agência Brasil)

“Japonês da Federal” assume presidência do PEN no Paraná

 

Famoso por escoltar presos ilustres da operação Lava Jato, o agente da Polícia Federal Newton Ishii, popularmente apelidado de “japonês da Federal”, assumirá a presidência do PEN-Patriota no Paraná. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da legenda, Adilson Barroso. “Ele deve assumir o cargo ainda essa semana, depois que trâmites burocráticos forem cumpridos”, diz Barroso. Ishii substituirá na função o ex-deputado federal Wilson Picler, que trocou o PEN-Patriotas pelo PSL de Jair Bolsonaro.

Aposentado da PF desde fevereiro, o agente filiou-se ao PEN-Patriota em Curitiba no dia 4 deste mês. De acordo com Barroso, Ishii deve lançado candidato pelo partido, mas ainda não se sabe a que cargo. “Vamos decidir isso em junho, depois que avançar a defesa jurídica dele”, afirmou Barroso, referindo-se à condenação de Ishii por corrupção e descaminho, ao facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai. O agente chegou a ser preso em 2016.

De acordo com a coluna Radar, Ishii poderia ter pedido a aposentadoria desde julho de 2017, mas permaneceu no cargo a pedido do empresário Marcelo Odebrecht. O empreiteiro não queria ficar um dia na prisão sem o agente, que o tratava muito bem. Ishii deixou o trabalho no mesmo dia em que Odebrecht foi para casa.

(Veja Online)

PF pede remoção de Lula de sua “Sala do Estado Maior”

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A Polícia Federal pediu a remoção de Luiz Inácio Lula da Silva de suas dependências, em Curitiba (PR). O pedido foi encaminhado sexta-feira, 20, sob sigilo, à juíza Carolina Moura Lebbos, da 12.ª Vara Federal de Curitiba. Nessa segunda-feira, 23, a juíza responsável pela execução da pena de Lula determinou que o pedido seja analisado em um processo à parte. “Autue-se em apartado o expediente.”

A informação é do Estadão, que apurou: a PF não indicou para qual unidade prisional Lula deve ser removido.

Em sua terceira semana encarcerado na PF, para início de cumprimento da pena – após encerramento do processo em segunda instância -, a defesa do ex-presidente não pediu até aqui o pedido de remoção para uma unidade prisional próxima do domicílio, um direito previsto na Lei de Execução Penal.

 

Exame de Ordem – Número de aprovados na segunda fase sobe 7%

Subiu o número de aprovados no Exame de Ordem. Na segunda fase do 24º Exame, cujo resultado foi divulgado na última semana, foram aprovados 24% dos 128 mil inscritos, alta de 7% em relação à prova anterior. A informação é do site Consultor Jurídico.

O maior índice de aprovação foi da Universidade Federal de Sergipe, que teve 90% dos candidatos aprovados, seguida da Federal Rural do Semiárido do Rio Grande do Norte, com 84%, e da USP Ribeirão Preto, com 81,4%.

Das 30 faculdade de Direito com mais de 20 inscritos no Exame de Ordem, só três são particulares: o Instituto Brasilense de Direito Público (IDP), a PUC do Rio de Janeiro e a PUC de São Paulo. O IDP de Brasília foi a faculdade particular com melhor índice de aprovação do país, 73% dos inscritos. Em Brasília, teve desempenho mais uma vez superior ao da Universidade de Brasília (UnB), uma instituição pública federal.

O estado com maior destaque foi Minas Gerais, com três universidades entre as dez com mais aprovados no exame. A Federal de Minas teve 80,92% (123 aprovados) e a Universidade Federal de Juiz de Fora, com os campi principal e de Governador Valadares, obteve 79,7% e 75% de aprovação, respectivamente.

Veja o ranking:

Universidades Presentes Aprovados Percentual
Universidade Federal de Sergipe – UFS 30 27 90%
Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA (Mossoró-RN) 25 21 84%
Universidade de São Paulo – USP 27 22 81,48%
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG 152 123 80,92%
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF (MG) 69 55 79,71%
Universidade Federal Fluminense – UFF (Volta Redonda-RJ) 33 26 78,79%
Universidade Federal do Ceará – UFC 91 69 75,82%
Universidade de São Paulo – USP 106 80 75,47%
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF (Governador Valadares-MG) 36 27 75%
Universidade Federal de Pernambuco – UFPE 95 71 74,74%
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES 70 52 74,29%
Universidade Federal de Lavras – UFLA (MG) 50 37 74%
Escola de Direito de Brasília – EDB/IDP 52 38 73,08%
Universidade Estadual do Maranhão – UEMA 35 25 71,43%
Universidade de Brasília – UnB 96 67 69,79%
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ 206 142 68,79%
Universidade Federal de Alagoas – UFAL 57 39 68,42%
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio 154 105 68,18%
Universidade Federal da Bahia – UFBA 196 133 67,86%
Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP 63 42 66,67%
Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP 59 39 66,10%
Universidade Federal do Paraná – UFPR 50 33 66%
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ 138 91 65,94%
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS 128 84 65,63%
Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN 95 62 65,26%
Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC 110 71 64,55%
Universidade Federal Fluminense – UFF 145 93 64,14%
Faculdade Baiana de Direito e Gestão (BA) 75 48 64%
Universidade Estadual de Londrina – UEL (PR) 132 84 63,64%
Universidade Federal da Paraíba – UFPB 64 39 60,94%

 

CCJ analisa propostas de Tasso que impõem mais racionalidade a gastos públicos

Critérios de desempenho podem passar a orientar a remuneração de contratos firmados pela administração pública. É o que determina o PLS 319/2017, a ser analisado na reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (25). O texto é do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE)  prevê que, na contratação das obras e serviços, inclusive de engenharia, poderá ser estabelecida remuneração variável vinculada ao desempenho da empresa contratada, com base em metas, padrões de qualidade, critérios de sustentabilidade ambiental e prazo de entrega definidos no instrumento convocatório e no contrato. Esse rol de exigências para os contratos com remuneração variável deverá constar do edital da licitação. Para isso, é necessário alterar a Lei de Licitações e Contratos (Lei 8.666/1993).

“A Lei de Licitações não considera a possibilidade de a remuneração do contratado ser atrelada ao alcance de metas, traduzidas em parâmetros de desempenho. Do nosso ponto de vista, essa restrição não condiz com as necessidades de determinados serviços de engenharia” — diz Jereissati no texto. Ele também mencionou estudo do Banco Mundial de 2005, segundo o qual países que adotaram contratos baseados em performance reduziram entre 10% e 40% seus custos de manutenção de rodovias, em comparação com os contratos baseados em especificação de métodos de execução.

O relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), defendeu a aprovação da proposta, que poderá trazer melhores resultados nas contratações e redução de custos. O pagamento da remuneração máxima prevista no contrato passará a depender da satisfação dos padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela administração pública.

“Privilegia-se, dessa forma, as contratadas que bem desempenham suas obrigações contratuais, permitindo-se que a remuneração das demais seja estabelecida em um patamar inferior. Cuida-se, assim, de um modelo remuneratório extremamente justo, do qual toda a sociedade se beneficiará”, acredita Anastasia.

Por ser terminativo, se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, o PLS 319/2017 será enviado, caso aprovado, à Câmara dos Deputados.

Carros

Outra proposta em pauta que busca reduzir gastos públicos é o PLC 97/2017, que limita o uso de carros oficiais somente à representação oficial da Presidência e Vice-Presidência da República, da Presidência do Senado e à Presidência da Câmara dos Deputados. Também estende a permissão à Presidência do Supremo Tribunal Federal, aos ministros de Estado, aos comandantes das forças militares e ao chefe de Estado-Maior das Forças Armadas.

Permite ainda o uso ao servidor que tenha necessidade imperiosa de afastar-se, repetidamente, em razão do cargo ou função, da sede do serviço respectivo, para fiscalizar, inspecionar, diligenciar, executar ou dirigir trabalhos que exijam o máximo de aproveitamento de tempo. Os automóveis atualmente utilizados para representação oficial deverão ser destinados ao uso nas áreas de segurança pública, educação e saúde, determina ainda o projeto.

Na prática, o projeto veda o uso de automóveis oficiais por titulares de cargo ou mandato eletivo, magistrados federais, membros do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia da União e da Defensoria Pública da União. Segundo o autor, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), essa restrição é uma forma de moralizar o serviço público e acabar com regalias.

Para o relator, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), não se pode mais permitir a continuidade do abuso dos carros de representação, “ainda mais quando vivemos quadra da vida nacional em que se requer e se impõe o rigor fiscal e a economia dos gastos públicos”.

Essa restrição dividiu opiniões. O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) apresentou voto em separado pela rejeição do PLC 97/2017. Apesar de destacar “o elevado mérito do projeto no que se refere ao princípio da moralidade que norteia a administração pública”, Petecão sustentou que a proposta é inconstitucional por invadir a competência privativa dos Poderes da União de regular o funcionamento interno de seus órgãos. Caso seja aprovado, o texto segue para análise em Plenário.

(Agência Senado)

Lula não deve exercer influência decisiva na escolha do candidato…

Com o título “Lula e os outros”, eis artigo do publicitário e escritor Ricardo Alcântara. Ele faz uma avaliação das pesquisas presidenciais e arrisca dizer que o ex-presidente, em razão de um cenário pulverizado, não influenciaria tanto na escolha do candidato. Confira:

Tão fecunda foi sua passagem pela presidência que, oito anos depois, Lula da Silva é ainda o centro de gravidade em 2018. Não será candidato e ele sabe: a Lei da Ficha Limpa é explícita no veto a condenados em segunda instância. Seu nome permanece no cenário de disputa por objetivo estratégico: preservar seu espólio eleitoral para transferi-lo para outro nome no momento certo. O mais é propaganda.

Candidatos progressistas, Ciro Gomes e Marina Silva comemoram: pesquisas eleitorais recentes os indicam como herdeiros da maior parte dos votos de Lula. Os índices ainda modestos dos candidatos mais alinhados com o ex-presidente (Fernando Haddad, Manuela D´ávila e Guilherme Boulos) reforçam a tese de que o voto lulista migraria na direção do centro.

Menos, gente. Há dois aspectos a considerar: qualquer nome indicado por Lula e apoiado pelos movimentos sociais terá, de saída, uns 15% de votos, e, numa campanha com uma penca de candidatos, é voto suficiente para gerar algum protagonismo, e por outro lado, a provável candidatura de Joaquim

Barbosa tende a dispersar ainda mais o eleitorado reformista.

Pulverizados, ninguém será beneficiado de modo decisivo pelos votos de Lula: são muitos os que, de algum modo, representam um ou outro aspecto mais relevante do seu projeto político. Significa dizer, por outros meios, algo que a esquerda não desejaria ouvir, mas que resulta de um cálculo: Lula da Silva não deverá exercer influência decisiva na escolha do candidato, embora exerça influência sobre o discurso de todos eles.

Claro, no segundo turno sua influencia será maior, mas, ainda assim, terá efeitos igualmente excludentes porque, tanto quanto sua liderança eleitoral, a rejeição a ele é também muito expressiva e alguns daqueles que buscarão representar sua bandeira de combate à pobreza recusarão de todo modo associar-se aos desvios de conduta que marcaram os treze anos em que seu partido dirigiu a nação. A ver.

*Ricardo Alcântara

opiniao@opovo.com.br

Escritor e publicitário.

Alvos da Lava Jato, Ciro Nogueira e Eduardo Fonte não estão em Brasília

Nem Eduardo da Fonte e nem o senador Ciro Nogueira estão em Brasília enquanto a Polícia Federal cumpre os mandados de busca e apreensão em seus gabinetes e apartamentos. A informação é da Veja Online.

O primeiro está em sua casa, no Recife (PE), enquanto o segundo está em Portugal com a família.

A suspeita da PF é que ambos agiram para obstruir a Lava-Jato.

(Foto – Agência Senado)

Aliados de Aécio Neves em Minas não querem que ele dispute a reeleição

Apoiadores da candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas querem que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anuncie rapidamente a desistência de concorrer ao Senado. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta terça-feira.

O motivo? Eles dizem que a medida evitaria desgastes adicionais e destravaria negociações de alianças pró-Anastasia.

(Foto – Pedro Ladeira, da Folhapress)

Funasa faz balanço das ações com prefeituras do Cariri

A Funasa está promovendo, nesta terça-feira, no auditório da Universidade Regional do Cariri (Urca), no Campus Crajubar, o II Encontro Regional com Municípios do Ceará.

Na coordenação dos trabalhos, o superintendente estadual do órgão, Ricardo Silveira.

No Cariri, o órgão possui 20 convênios e investe mais de R$ 84 milhões em abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e drenagem, segundo Silveira. O objetivo é avaliar o que já foi feito e preparar novas ações naquela banda do Estado.

(Foto – Revista Ceará)

 

Dnocs conclui trabalho de manutenção da barragem do Castanhão

O diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Ângelo Guerra, informa ter concluído o projeto de recuperação da barragem do açude Castanhão.

Até as válvulas dispersoras passaram por manutenção, adiantou o dirigente da autarquia.

Agora, é torcer por muita chuva.

(Foto – Paulo MOska)

Hospital César Cals usa plasma em tratamento de feridas em diabéticos

Equipe da Estomaterapia do HG César Cals.

Um novo tratamento, realizado pelo serviço de Estomaterapia. do Hospital Geral Dr. César Cals, está fazendo o uso de plasma sanguíneo, rico em plaquetas, para o tratamento de feridas. Os resultados são positivos e vem proporcionando melhorias aos pacientes com pé diabético. A aplicação do plasma é feita uma vez por semana. nos pacientes e é realizada também a limpeza e troca do curativo biológico. “O tratamento pretende estimular o organismo à regeneração orgânica das lesões tanto na ferida, quanto nas terminações nervosas”, explica Ricardo Oliveira Lima, enfermeiro estomaterapeuta do hospital.

De acordo com a enfermeira Amelina de Brito Belchior, também da equipe, para que a utilização do plasma fosse possível, foi necessário validar todo o tratamento, desde a coleta de sangue até a aplicação. Esse processo durou mais de seis meses no laboratório do HGCC, com a realização da adaptação de protocolos, rotinas e ações de acordo com a literatura clínica especializada. Somente depois de tudo isso é que o tratamento passou a ser utilizado.

“É feita a coleta de sangue do próprio paciente, em torno de 30 ml, que é levada para o laboratório. Lá é realizada a centrifugação e, em seguida, a coleta da porção rica em plaquetas. Essa porção é aplicada diretamente na lesão”, explica Amelina, que está desenvolvendo uma pesquisa para a especialização em relação ao tratamento disponível no HGCC. É essa porção que possui fatores de crescimento, como fibroblastos e citocinas anti-inflamatórias, que ajudam na cicatrização e regeneração dos tecidos orgânicos.

Esse mesmo tratamento, de acordo com a equipe de Estomaterapia, é utilizado mais pelos dentistas, em alguns procedimentos, em cirurgias de estética e ortopédica. No serviço público ainda não é utilizado, especialmente o uso em feridas, iniciado pelo HGCC e o único a fazer uso da técnica. Início desde fevereiro de 2018.

(Com SESA – Foto – HG César Cals)

Ibope – Só 19% dos brasileiros pretendem ter filhos nos próximos dois anos

Nos próximos dois anos, apenas 19% dos brasileiros pretendem ter filhos, 17% por gravidez e 2% por adoção. É o que mostra uma pesquisa sobre natalidade, divulgada pelo Ibope. Do total de entrevistados, 79% não pretendem ter filhos até 2020, e 2% não sabem. A pesquisa do Ibope foi realizada entre os dias 15 e 18 de março com 1.491 pessoas com mais de 16 anos, em 143 municípios de todas as regiões do país.

O Nordeste é a região onde as pessoas estão mais abertas à maternidade/paternidade, 19% pretendem ter filhos biológicos e 3% querem adotar uma criança. Lá, 76% não pretendem ter filhos. Na Região Sul, apenas 11% pretendem ter filhos biológicos, e 87% não pretendem nos próximos dois anos.

No Sudeste, 18% querem filhos biológicos e 2% querem adotar; 77% não pretendem ter filhos. No período de dois anos, nas regiões Norte e Centro-Oeste, 16% dos entrevistados pretendem ter filhos, por meio de uma gravidez e 1% por adoção; 82% não querem filhos.

Parto natural ou cesária

Entre os que pretendem ter filhos, 76% querem o parto normal em uma maternidade ou hospital, e 3% querem o parto em casa. Mesmo no caso de uma gravidez sem complicações, ou seja, quando não há risco nem para a mãe e nem para o bebê, 20% pretendem fazer uma cesariana.

(Agência Brasil)