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“Existe solução para o crime organizado”, diz General

O candidato a governador pelo PSDB, General Theophilo, afirmou em Morada Nova que existe solução para o crime organizado no Ceará. Ele visitou, ao lado do senador Tasso Jereissati (PSDB) e da candidata ao Senado, Dra. Mayra, os municípios de Morada Nova, Limoeiro do Norte e Russas.

Após participar de carreata em Morada Nova, o General destacou suas propostas do plano “Ceará Compartilhado”, quando prentende priorizar, dentre outros temas, a segurança, a saúde e a geração de empregos.

“Não sou desconhecido do nosso Ceará. Eu sei dos problemas que enfrentamos e a criminalidade é um dos que precisamos resolver. Existe solução, mas para isso, é preciso competência e investir no tripé: fiscalização, inteligência e tecnologia, coisas que a atual gestão não tem”, ressaltou.

Já o senador Tasso voltou a criticar o atual governo e disse que “o modelo da política velha está falida, faz tempo. E, por isso, o Ceará está precisando de representantes com autoridade, liderança e coragem”.

A candidata Dra.Mayra defendeu que, caso eleita, não tratará somente saúde no Senado. “Além de recursos para o Programa Saúde da Família (PSF), lutarei pela educação de nosso Estado com investimentos para mais creches e também pela geração de empregos. Nosso problema está na má gestão”, declarou.

(Foto: Divulgação)

Incêndio atinge comércios vizinhos e pessoas são socorridas devido à fumaça

O incêndio que atingiu o prédio Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), no Pici, espalhou-se para comércios vizinhos. O fogo começou na tarde deste domingo, 16, e foi controlado há pouco. O incêndio foi percebido por moradores de bairros próximos.

Uma academia foi parcialmente atingida e o teto de uma loja de roupas caiu. Algumas pessoas precisaram ser socorridas devido a inalação da fumaça, que também entrou nas residências. Tubos da Cagece foram atingidos. O Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) foi acionado para atender uma pessoa idosa que estava passando mal.

Vários caminhões do Corpo de Bombeiros estão no local e a todo momento os veículos estão sendo abastecidos. Proprietário de uma casa atrás, diz que existe material inflamável no prédio e que há muito tempo os moradores alertam para os riscos. Muitas pessoas estão chorando e preocupadas em ver seus imóveis próximos das chamas.

(O POVO Online, com informações de Aurélio Alves)

PRTB desiste de pedir que vice substitua Bolsonaro em debates

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O PRTB desistiu de formalizar recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o candidato a vice-presidência general Hamilton Mourão substitua o companheiro de chapa Jair Bolsonaro (PSL) em debates eleitorais em emissoras de rádio e televisão.

A informação é do próprio PRTB. Segundo a assessoria de imprensa do partido, não houve encaminhamento de recurso formal à Justiça Eleitoral. O partido fez uma consulta informal à Corte e foi orientado no sentido de que “as tratativas [sobre a possibilidade de Mourão substituir Bolsonaro] sejam feitas diretamente com as emissoras”.

Hamilton Mourão afirmou que não irá “substituir Bolsonaro em nada” e que nesta segunda-feira (17) cumprirá agenda própria em São Paulo, “com a Febraban [Federação Brasileira de Bancos], com o pessoal da construção civil [Secovi – Sindicato da Habitação] e com o [José Levy] Fidelix”.

O general mostrou-se satisfeito com a recuperação de Jair Bolsonaro. “Uma maravilha o trabalho que os médicos fizeram tanto [na Santa Casa de Misericórdia] em Juiz de Fora (MG) quanto no [Albert] Einstein”, disse ao assinalar a “força de vontade e a compleição física de Bolsonaro”.

(Agência Brasil)

Ministro de Temer defende apoio a Jair Bolsonaro contra o PT em segundo turno

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Para Carlos Marun (MDB), atual ministro da Secretaria de Governo, o segundo turno da eleição presidencial será disputado por Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Neste cenário, ele defende que o presidente Michel Temer (MDB) e o MDB definam apoio oficial ao deputado federal.

A informação é da Coluna Radar, da Veja, que já aponta a opinião de Marun como minoria entre os emedebistas. Grandes nomes do partido, a exemplo do senador Renan Calheiros e do presidente do Senado, Eunício Oliveira, já apoiam a candidatura de Haddad, inclusive.

(Foto – Ueslei Marcelino/Reuters)

Com queda de rendimento do Fortaleza, torcida do Goiás já fala em título

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A vitória de virada no clássico diante do Atlético Goianiense, por 2 a 1, na noite desse sábado (15), no estádio Olímpico Pedro Ludovico, fez a torcida do Goiás já falar em título da Série B do Campeonato Brasileiro. A euforia não é nem tanto pela meteórica subida de produção da equipe que esteve na zona de rebaixamento, mas, principalmente, pela queda de rendimento do líder Fortaleza, que nas últimas cinco rodadas possui apenas o 18º melhor desempenho.

“Parabéns ao Ney Franco e a todos jogadores do Goiás, que era um time desacreditado e agora vamos disputar o título! Parabéns Verdão”, disse a torcedora Angélica Bessa, nas redes sociais do clube. “Goiás campeão e 17bolsonaro presidente”, idealizou o torcedor Vander Alves Lima.

O gostinho da liderança poderá ocorrer para o Goiás na próxima sexta-feira (21), em casa, diante da Ponte Preta. O time goiano, com 45 pontos – dois a menos que o Fortaleza -, entra em campo duas horas antes de Fortaleza x Vila Nova, no Castelão.

Entre o Fortaleza e o Goiás está o vice-líder CSA, que na noite do sábado (22) enfrenta o Guarani, em Campinas.

Vozão

Fora da zona de rebaixamento da Série A, o Ceará terá que torcer por tropeços de Sport e Chapecoense para encerrar a 25ª rodada na 16ª colocação. O Sport enfrenta esta noite o Corinthians, em São Paulo, enquanto a Chapecoense recebe o Internacional, na noite desta segunda-feira (17), em Chapecó/SC.

O Botafogo, que estava atrás do Vozão, venceu o América Mineiro, na manhã deste domingo (16), por 1 a 0.

(Foto: Reprodução)

Família de ciganos será levada júri popular acusada de duplo homicídio

Os réus Francisco Augusto da Costa, vulgo “Alfredo Cigano”, Francisco Gleyson Costa (“Gleyssinho”) e Maria Ziulan da Costa serão levados a júri popular pela morte de duas pessoas no Município de Itapajé, distante 122 km de Fortaleza. A determinação, segundo informa a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Ceará, é da juíza Juliana Porto Sales, titular da 1ª Vara da Comarca local. “Diante da prova da materialidade do crime e indícios de autoria, deve a denúncia ser admitida e, por conseguinte, os réus pronunciados”, disse a magistrada na decisão.

Eles são acusados de participação nos assassinatos de Carlos César Barroso Magalhães, à época com 22 anos, e de José Wilson Barroso Forte Júnior, de 27. A outra vítima, Maxwell Magalhães Caetano (23 anos), sobreviveu, mas ficou tetraplégico. O crime causou grande comoção na cidade e ganhou repercussão no país.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), o fato ocorreu no dia 29 de julho de 2000, por causa de uma briga envolvendo uma mulher. Após a ação, todos fugiram e passaram 17 anos foragidos. Eles foram presos pela polícia em novembro de 2017.

Em Juízo, negaram a autoria dos crimes. A defesa alegou que as testemunhas ouvidas durante a instrução processual não foram conclusivas, de modo que há contradição nos depoimentos. Em razão disso, pediu a absolvição deles.
Ao analisar a prova dos autos, a juíza pronunciou os réus e determinou que sejam levados a júri popular. “Estou convencida da existência de indícios suficientes de autoria e/ou participação dos denunciados a permitir o prosseguimento da acusação contra os réus, considerando o conjunto probatório dos autos”, explicou a juíza na decisão.

Bolsonaro deixa UTI e vai para unidade semi-intensiva, informa boletim

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi transferido na manhã de hoje (16) para uma unidade de cuidados semi-intensivos, segundo boletim divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Ele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde estava desde a última quarta-feira (12), quando foi submetido a uma cirurgia de emergência para tratar uma aderência que obstruía o intestino delgado.

De acordo com o comunicado, a evolução de Bolsonaro é boa e ele continua sem febre. A alimentação ainda está sendo feita por via endovenosa. O candidato está sendo submetido a medidas de prevenção de trombose e fisioterapia respiratória e motora.

Bolsonaro sofreu uma facada durante um ato de campanha no último dia 6, em Juiz de Fora (MG) . Após ter sido atendido na Santa Casa da cidade, onde chegou a passar por uma primeira cirurgia, ele foi transferido, a pedido da família, para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na manhã do dia 7.

(Agência Brasil)

“Mulheres unidas contra Bolsonaro”

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Em artigo no O POVO deste domingo (16), o jornalista Demitri Tulio ressalta a luta de mulheres contra o autoritarismo. Confira:

Pode ser que esteja nascendo, e vá crescer mais ainda, um movimento semelhante encabeçado pelas mulheres de quando se juntaram para querer saber dos filhos, companheiros e amigos desaparecidos pela ditadura militar (1964-1985).

Do mesmo naipe das que encabeçaram a briga pela Anistia dos exilados e das Diretas Já. As mulheres, protagonizaram, principalmente quando foi hora de reivindicar a volta do exílio e a busca pelos sumidos políticos.

Falo da maré que está subindo e que corre o corpo nas redes sociais por onde perambulo virtualmente. É a oposição ao voto e às ideias do candidato a presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

O Instagram e o WhatsApp estão se inundando com palavras de ordem do tipo “Mulheres unidas contra Bolsonaro”. E Mafalda, tão anos 70, sustenta um cartaz. “Não voto em homem que não respeita mulher”… E outras.

Aqui em Fortaleza, porque somos ruins de memória, algumas mulheres tiveram a coragem de desafiar o que estava posto e foram para cima do que era autoritário e poderia causar mais agonia.

A ditadura ainda reinava quando o espírito de gente como tia Rita, Rosa da Fonseca, Maria Luiza, Célia Zanetti, Luiza Gurjão, Tânia Gurjão e muitas outras deixaram suas vidas de lado e foram mudar interrogações. Há mais de uma centena, perdão pela falta de citação.

Melhor dizendo, não deixaram suas vidas não. Deram outro sentido e terminaram seres mais coletivos, para além da casa de rua de cada uma. Tia Rita não tinha parentes nem filhos sumidos na vala comum do regime dos generais.

Arrumou o matulão, avisou aos filhos vivos e livres que iria com outras mulheres para o Araguaia e por onde fosse e tivesse de ir.

Parece que nasceu pr’aquilo. Ir atrás de ser feliz num país que merecia delicadeza e verdade.

Andei perto, já repórter maduro, de dona Luíza Gurjão. E mais ainda de Tânia – sua filha e irmã de Bergson Gurjão. O guerrilheiro que foi morto, enterrado e sumido sem direito a um velório em família. Entre 1972 e até 2006…

Numa guerra, até os inimigos, devem respeitar o corpo do abatido.

Ainda mais numa guerrilha desigual. Não fosse assim, o guerreiro Aquiles não teria concedido a Príamo – pai de Heitor – que levasse o corpo do filho para honrá-lo.

Tânia, para mim, foi todos os poderes femininos juntos. E lá atrás! Num tempo bem mais difícil e na beira da morte, da tortura e do desaparecimento. Sem redes sociais do jeito que são hoje e uma Kombi naquele tempo. Para cima e para baixo.

É quase, também, como Nildes Alencar. A irmã amada de frei Tito. Ou bem mais longe, a alma de dona Bárbara de Alencar… Ou dona Maria Lourdes, mãe dos irmãos Albuquerque. Há vários exemplos…

Dona Luíza Gurjão, aos 96 anos, esperou o filho Bergson até ele voltar. Não voltou cantando Noel, perguntado com que roupa iria quando foi… Mas veio para fechar um ciclo com a mãe. Pouco meses depois, ela também se foi. E, depois, inesperadamente, Tânia.

Quando as mulheres se juntam são mais do que uma ditadura ou maiores que uma ameaça de infelicidade.

A democracia não precisa de tutela

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (16):

A semana que passou foi estremecida pelo rangido dos coturnos militares na cena política, pela entrevista do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas ao Estadão e pelas declarações dos generais Antônio Mourão e Augusto Heleno, ambos da extrema-direita, dando pitacos indevidos e inconstitucionais na vida política do País, com uma ousadia só vista pelas gerações mais velhas, em tempos sinistros. Agora, deixaram claro o veto da caserna à candidatura do ex-presidente Lula, como os brasileiros já suspeitavam (daí pode-se entender o “apagão” de racionalidade jurídica que, de repente, se apoderou do sistema de Justiça).

Com uma desenvoltura ímpar o general Villas Bôas repeliu compromissos assumidos pelo Brasil com a institucionalidade civilizatória internacional, dando o dito por não-dito, no campo dos direitos humanos e arguindo uma “soberania nacional” pré-Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, como se vivêssemos ainda no tempo da velha Liga das Nações.

Nenhum país civilizado – a não ser os imperialismos mais extremados – deixou de incorporar a doutrina da supranacionalidade dos direitos humanos, incorporando-a em suas legislações internas, por meio de suas Casas Legislativas. Só as ditaduras continuaram a alegar a precedência da soberania nacional sobre tratados e convenções dessa natureza.

O chefe do Exército brasileiro não fez mais do que repetir cacoetes anti-ONU de Médici e Geisel que, aliás, continuam cultuados, como sempre, pelas novas gerações de coturnos, formados na Academia das Agulhas Negras, onde a mentalidade continua a mesma da época da “Redentora”. Mais apropriado seria defender a soberania nacional do saque das riquezas nacionais (pré-sal, Embraer, Base de Alcântara, Petrobrás, submarino atômico) pelos grupos econômicos estrangeiros. Não deixá-los ser entregues, inclusive, por um condottiere que faz marcha-batida eleitoral justamente para isso, em nome da caserna.O retorno dos militares à cena brasileira, de forma inconstitucional, segundo apontam cultores do Direito, apenas acentua o retrocesso ocorrido no País, desde 2016, e que se espalha pelas mais diversas dimensões da vida nacional, como legado de mais um cambalacho das elites para revogar a autonomia da soberania popular. As eleições, segundo o desejo destas, só são aceitáveis se seus candidatos forem sufragados nas urnas. Quando isso deixa de acontecer, as ameaças – veladas ou não – tornam o ar da democracia irrespirável. Essa tem sido a história do Brasil.Em quase 130 anos de República só tivemos quatro presidentes eleitos por sufrágio secreto que conseguiram terminar seus mandatos. Isso é um absurdo. E a cada vez sempre há algum pretexto para isso. Nem sequer inovam nas alegações. E o mais frustrante é que funcionários públicos, dotados pelos cidadãos do direito de usar armas para defender a vontade da soberania popular (sendo pagos de seu bolso para isso), tenham contribuído para “melar” o jogo democrático todas as vezes que as escolhas deste não correspondem aos interesses dos que mandam no Brasil há 500 anos.

As interferências arbitrárias, rompendo os pactos sociais arduamente construídos, estão na própria raiz do nascimento da Nação, em 1822, quando o imperador Pedro I utilizou os militares para fechar a Assembleia Nacional Constituinte que elaborava a 1ª Constituição do País, impondo outra de seu gosto. Continuou com o golpe da Maioridade, quando D.Pedro II foi entronizado à força, aos 15 anos, antes da idade legal, para assumir o poder. Retomou, com toda força, com o golpe militar de 1889, que impôs uma República sem povo e apagou uma cultura de mais de 60 anos de submissão dos militares ao poder civil.

A partir do golpe de 1889, os militares se investiram, por conta própria, do direito de dar a última palavra nos rumos políticos da Nação, quando, na realidade, são uma instituição subordinada ao poder civil, e não constituem um Poder da República. Só têm legitimidade por decorrência indireta do poder político legitimado pela soberania popular.

Infelizmente, as intervenções militares, ao longo da história, sempre truncaram o desenvolvimento político e institucional do País, artificializando-o. E essa é uma das causas de nosso atraso, segundo a ciência política. E o pior é que essas intervenções são para consagrar forças rejeitadas pelas urnas. Ora, os brasileiros quererem ser protagonistas, autônomos, de suas vidas, fora do relho tradicional de uma elite mesquinha, parca de visão de futuro. A democracia não precisa de tutela militar.

R$ 13,5 milhões – Aposta de São Paulo ganha sozinha o prêmio da Quina

Uma aposta da cidade de São Paulo acertou sozinha os cinco números da Quina, sorteados na noite desse sábado (15), em Serra Negra/SP. O prêmio é de R$ 13,5 milhões, acumula do há vários concursos. A quadra pagará R$ 5,2 mil para cada um dos 160 apostadores. O terno ficou em R$ 101.

Os números sorteados da Quina foram: 02 – 03 – 33 – 49 e 76.

Já a Mega-sena acumulou em R$ 5 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal, em sorteio a ser realizado na terça-feira (18). Os números sorteados ontem foram: 02 – 11 – 15 – 30 – 36 e 39.

Campanha para o Senado se afunila e a briga pela segunda vaga esquenta

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Da Coluna Política de Guálter George, o tópico “Bastidores quentes de uma campanha morna”.

Têm sido dias intensos no comitê do senador Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição. Parte verdade, parte fofoca, mas o certo é que sinais de resistência à campanha entre candidatos à Assembleia e Câmara Federal no arco de aliança governista criaram tensões internas, cobranças à equipe uma ordem geral de intensificar mais ainda as ações. A coisa andou tensa, muito tensa. O que está parecendo, mesmo que ainda não existam números claros indicando nada nesse sentido, é que não acontecerá o passeio que era esperado quando fechou-se o acordão com a turma do governador Camilo Santana, do PT, e com o grupo de Cid Ferreira Gomes, do PDT e que assumiu a outra posição para a disputa. Parecia que a briga pelas duas vagas acabava ali, mas a história pode não ser bem essa.A campanha de Eunício admite problemas, diz que a maioria deles esteve concentrada nos primeiros dias, em áreas localizadas do PT e do PDT. Hoje, porém, dá-se tudo por resolvido, até causando estranheza as informações que pipocam sobre candidatos que aqui e acolá omitem o emedebista quando falam da eleição para o Senado.

Há relatos até mais incisivos, indicando gente que, após manifestar apoio entusiasmado a Cid Gomes, ao falar na segunda opção aponta o pedido em direção a Luis Eduardo Girão, do Pros e candidato da oposição, de outro palanque e outro envolvimento eleitoral. Local e nacional.Nos últimos dias, falou-se nos casos de Bruno Pedrosa, que tenta reeleição à Assembleia, e Eduardo Bismarck, que disputa o primeiro mandato à Câmara, como exemplos de gente da base que anda trocando de nome na hora em que fala aos seus eleitores sobre a disputa no Senado e a possibilidade de dois votos. Como resposta do emedebista, muitos vídeos, choros e argumentos para negar que as insubordinações estejam acontecendo. Ou, pelo menos, contestar que “continuem acontecendo”.Certo mesmo para quem toca a estratégia eunicista é que a emoção estará garantida até o final da campanha. Até pela necessidade de administrar outros problemas à vista, sendo um deles a necessidade de compatibilizar a agenda de candidato com a do presidente do Senado. O problema maior está, nesse tocante, naquela história de linha de sucessão, obrigando-lhe a uma escapada rápida ao exterior sempre que Michel Temer deixa o País, sob pena de perder a elegibilidade para 2018.Eis a má notícia para Eunício: entre os dias 24 e 26 próximos, no quente da campanha, vai Temer e sua trupe para Nova York, naquele tradicional compromisso anual que tem todo chefe de Governo brasileiro de abrir a Assembleia da ONU. Ou seja, o senador cearense precisará largar suas atividades de candidato e o próprio território nacional por três dias, em plena reta final, para se esconder da lei eleitoral. Uma chance e tanto para os adversários e, muito certamente, eles não deixarão de aproveitá-la.

Prefeito Marcelo Crivela vira réu por improbidade administrativa após reunião com pastores

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, tornou-se réu por improbidade administrativa após denúncia do Ministério Público. Na decisão, o juiz Eduardo Klausner, da 7ª Vara de Fazenda Pública do Rio, acolheu as acusações feitas contra o político por supostamente beneficiar pessoas ligadas à igreja evangélica da qual é bispo licenciado.

Em julho, Crivella teria se encontrado secretamente com pastores e líderes evangélicos no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, fazendo promessas para beneficiar as pessoas ligadas àquela igreja. Logo depois de ser descoberta a reunião ilícita, o MPRJ fez a ação pública para denunciar a conduta do político.

Segundo a ação, o gestor municipal feriu o princípio do estado laico, expresso no artigo 19 da Constituição da República, que determina a separação entre Estado e religião , garantindo liberdade religiosa.

Para o MPRJ, o prefeito ainda “extrapolou todos os limites do razoável” em diversos atos durante a gestão e, portanto, a promotoria deseja dar fim à concessão de privilégios a um único grupo religioso.

(Com Ultimo Segundo/Foto – Agência Brasil))

Camilo evita divulgar presidenciável depois da polarização entre Ciro e Haddad

Um dia após as pesquisas apontarem Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) empatados com 13% na disputa pelo Planalto, o governador Camilo Santana (PT) manteve neutralidade em caminhada “sem presidenciável” em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ele foi acompanhado pelos candidatos a senador Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB).

Em todo o evento, a única liderança política a divulgar material de um candidato à Presidência foi Cid, que usava um adesivo da campanha de Ciro. Durante a caminhada, diversos populares destacaram para Camilo a candidatura do primogênito Ferreira Gomes. O governador, no entanto, evitava comentar o assunto.

No campo simbólico, a caminhada acabou reafirmando ainda mais a aproximação entre Cid Gomes e Eunício Oliveira, adversários nas últimas duas eleições. Inicialmente aderindo à campanha do emedebista de maneira discreta, o ex-governador deixou a inibição de lado e pediu votos abertamente ao lado do emedebista.

A caminhada faz parte de um “investimento” a cada dia maior na tese de união e reaproximação entre os ex-rivais. Na noite de sexta-feira, os três participaram de uma carreata em Maranguape, também na Região Metropolitana de Fortaleza. Antes, pela manhã de sexta-feira, já haviam realizado caminhada conjunta em Aquiraz.

Em todos os eventos, Camilo não tem poupado elogios ao emedebista e destacado apoio do senador em Brasília para garantir recursos federais ao Estado. O alinhamento não fica apenas nos discursos, tendo Eunício doado, na última quinta-feira, R$ 600 mil para a campanha do petista à reeleição.

O local escolhido para o evento deste sábado também teve peso político destacado. Atualmente, Maracanaú é base de um dos principais líderes da oposição de Camilo no Ceará, o vice-prefeito do município, Roberto Pessoa (PSDB), hoje candidato a deputado federal.

Lideranças importantes de outros partidos da base aliada do governador, como o vice-prefeito de Fortaleza Moroni Torgan (DEM), a deputada federal Gorete Pereira (PR) e o deputado estadual Júlio César Filho (PPS), também acompanharam Camilo, Cid e Eunício.

Depois da caminhada com Cid e Eunício na Região Metropolitana de Fortaleza, Camilo Santana viajou para o Cariri. Entre as agendas do candidato, marcar presença na procissão de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, e uma carreata por diversos bairros de Barbalha, berço político do governador.

(O POVO – Foto – Divulgação)

Secretário da OEA não descarta intervenção militar contra Maduro

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou que não se pode descartar uma intervenção militar contra o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para dar fim ao sofrimento do povo venezuelano.

“Quanto à intervenção militar para derrubar o regime de Nicolás Maduro, acho que não devemos descartar nenhuma opção”, afirmou Almagro.

O chefe da OEA afirmou que não pode descartar a opção da intervenção militar “diante do que o regime de Nicolás Maduro está fazendo em termos de crimes contra a humanidade, violações dos direitos humanos, sofrimento das pessoas e o êxodo induzido que está impulsionando”.

O secretário-geral da entidade comentou que nunca se viu no mundo um “um governo tão imoral” que “se nega a aceitar a ajuda humanitária quando está no meio de uma crise humanitária”.

“Isso é absolutamente inadmissível, e não podemos permitir, a ajuda humanitária tem que chegar à Venezuela. O povo venezuelano pagou um preço mais que alto para recuperar sua liberdade, para recuperar sua democracia, e ainda não a recuperou” afirmou o diplomata, ao dizer que considera fundamental a ajuda da comunidade internacional, começando pela financeira, para enfrentar o êxodo que se estende por toda a América do sul.

“A comunidade internacional, definitivamente, tem que dar uma resposta para isto. A comunidade internacional é responsável e não pode permitir uma ditadura na Venezuela, uma ditadura que afeta a estabilidade de toda a região a partir do narcotráfico, do crime organizado, da profunda crise humanitária que criou”, disse.

(Agência Brasil)

Haddad usou reflexão honesta para fazer proselitismo político, diz Tasso

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O senador Tasso Jereissati, ex-presidente nacional do PSDB e presidente do Instituto Teotônio Vilela, rebateu neste sábado, 15, o uso de suas declarações críticas ao seu próprio partido pelo candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) durante o Jornal Nacional da última sexta-feira. “Haddad usou uma reflexão honesta para fazer proselitismo político”, disse Tasso.

Em entrevista concedida ao Estado, publicada na última quinta-feira, Tasso avaliou a trajetória do PSDB nos últimos anos. “O partido cometeu um conjunto de erros memoráveis. O primeiro foi questionar o resultado eleitoral (…) O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT. Mas o grande erro, e boa parte do PSDB se opôs a isso, foi entrar no governo Temer”, disse.

Durante o Jornal Nacional da última sexta-feira, Haddad citou a entrevista de Tasso para defender o governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) e dizer que ela foi impedida pelo PMDB e pelo PSDB de fazer os ajustes necessários no início de seu segundo mandato. “As pautas-bomba e a sabotagem que ela sofreu, reconhecidas pelo presidente do PSDB, tiveram mais influência na crise do que os eventuais erros cometidos antes de 2014”, justificou Haddad.

Tasso acusou Haddad de “usar uma reflexão honesta para fazer proselitismo político”. “É lamentável que um candidato à Presidência da República não tenha capacidade de olhar os erros da política no Brasil para projetar o futuro”, disse. Tasso também afirmou que o uso político de suas críticas pelo petista “apequena a corrida presidencial”.

Neste sábado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também fez referência, em sua conta do Twitter, à entrevista de Tasso ao Estado. “O senador Tasso está certo: o ciclo partidário-eleitoral se exauriu. Não há outro ainda. Alckmin poderá levar o país a um novo consenso. Fiéis à democracia e aos nossos compromissos votemos nele para a reconstrução social e econômica do Brasil.”

(O Estado)

TSE divulga arrecadação dos candidatos à Presidência da República; Meirelles banca R$ 45 milhões do bolso

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou hoje (15) nova parcial da prestação de contas dos candidatos à Presidência da República.

Entre os candidatos, o com maior arrecadação, até o momento, foi Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano levantou R$ 46,4 milhões. Do montante, R$ 46,26 milhões (97,8%) foram oriundos do Fundo Eleitoral. O financiamento coletivo do candidato representou 0,08% das verbas arrecadadas.

A segunda maior arrecadação foi a do candidato Henrique Meirelles (MDB), que declarou R$ 45 milhões em receitas até o momento. Todo o recurso veio de fontes próprias, ou seja, do próprio candidato.

A terceira maior declaração foi a do PT, cuja candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva foi substituída por Fernando Haddad. Foram movimentados R$ 20,6 milhões em receitas. A quase totalidade, R$ 20 milhões (97,1%), veio do Fundo Eleitoral. Por meio de financiamento coletivo foram arrecadados R$ 598 mil.

Ciro Gomes (PDT) vem na quarta posição, com R$ 16,1 milhões recebidos, todo do Fundo Eleitoral.

Marina Silva arrecadou R$ 7,2 milhões. Da soma de verbas, R$ 6,1 milhões vieram de doações do Fundo Eleitoral; R$ 260 mil foram de financiamento coletivo e o restante de 21 doadores.

Álvaro Dias (Podemos) declarou ter recebido R$ 5,2 milhões. Deste total, R$ 3,2 milhões (62,5%) foram oriundos do Fundo Eleitoral e 37,9% de doações diversas. A iniciativa de financiamento coletivo do candidato representou apenas 0,63% do total.

Guilherme Boulos (PSOL) recebeu até agora R$ 5,99 milhões, sendo R$ 5,97 milhões provenientes do Fundo Eleitoral. O restante foi arrecadado por meio de financiamento coletivo.

João Amoêdo (Novo) recebeu até o momento R$, 2,6 milhões. Deste total, R$ 1,2 milhão foi recebido do Fundo Eleitoral; R$ 308 mil de financiamento coletivo e o restante de doadores.

José Maria Eymael (PSDC) levantou R$ 849 mil do Fundo Eleitoral.

Jair Bolsonaro (PSL) arrecadou R$ 688,7 mil. Desse total, quase a metade foi proveniente do Fundo Eleitoral (R$ 334,75 mil). Outra parcela de R$ 332,8 mil foi obtida por meio de financiamento coletivo.

Vera Lúcia (PSTU) declarou receitas no valor de R$ 401 mil, praticamente toda oriunda do Fundo Eleitoral. A candidatura levantou apenas R$ 1,8 mil por meio de financiamento coletivo. João Goulart Filho (PPL) levantou R$ 231,8 mil, sendo R$ 230 mil do Fundo Eleitoral e o restante R$ 1,8 mil de financiamento coletivo.

As informações podem ser obtidas por meio do sistema do Tribunal “Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais”.

(Agência Brasil)

Ceará deixa zona de rebaixamento, após 21 rodadas

O Ceará, enfim, deixou a zona de rebaixamento do Brasileirão, na tarde deste sábado (15), após vencer o Vitória da Bahia, no Castelão, por 2 a 0, gols de Calyson, aos 28 minutos do primeiro tempo, e Samuel Xavier, aos 4 minutos da segunda etapa. O Vozão estava no Z4 desde o a terceira rodada da competição, concluída no fim de abril.

Com o resultado, o Ceará chegou aos 27 pontos e, momentaneamente, ocupa a 15ª colocação, à frente do Botafogo (26), Chapecoense (25), Vasco (24), Sport (24) e Paraná (16). À exceção do Paraná, que neste sábado foi derrotado pelo Grêmio, por 2 a 0, todos os demais ainda jogarão pela 24ª rodada.

O Ceará volta a campo no domingo (23), diante do Grêmio, em Porto Alegre.

(Fotos: Reprodução)