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Réveillon de Fortaleza – Cortejo de Maracatus integra a programação

Um cortejo de maracatus será realizado a partir das 17 horas deste sábado, na Praia de Iracema, informa a Secretaria de Cultural de Fortaleza.

Vai reunir o Maracatu Solar, Vozes da África, Az de Ouro, Rei Zumbi, Nação Pici, Nação Palmares e Nação Baobab, que desfilarão pelo calçadão no trecho que vai do Estoril até o Centro Cultural Belchior.

Segundo a Secultfor, o objetivo é se despedir de 2017 e dar boas-vindas a 2018. O cortejo terminará com a coroação das rainhas.

(Foto- Matheus Dantas)

STF abre licitação para troca de carpetes por tapetes vermelhos

O Supremo Tribunal Federal abriu edital para trocar os carpetes da Corte. Serão 200 m² dos tapetes em azul para serem instalados nas salas das turmas e mais 397 m² do vermelho, para túneis de acesso, elevador privativo, para a escada do Salão Nobre e outros espaços. A informação é da Veja Online.

A própria Corte sugere que a empresa concorrente vá às instalações do STF para verificar qual é o tipo de tapete necessário. É exigido que todos sejam “idênticos” aos já instalados, para manter os padrões existentes.

Com relação aos tapetes vermelhos, pede-se ainda que todos sejam comprados no mesmo lote e da mesma empresa, porque serão instalados próximos uns aos outros e precisam ser iguais.

Servidores municipais iniciarão ano novo em clima de campanha salarial

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Servidores da Prefeitura de Fortaleza iniciarão o ano novo em clima de campanha salarial. A categoria, que diz acumular perdas da ordem de 19%, avisa que não quer ficar a ver navios, de novo, em matéria de reajuste salarial.

Neste 2017, o prefeito Roberto Cláudio não autorizou reajuste geral para todos os servidores que, mobilizados pelo Sindifort, garantem não dar descanso ao gestor municipal.

Há expectativa de que já no Réveillon do Aterro da Praia de Iracema, alguns dirigentes do sindicato apareçam com faixas para iniciar o ano das cobranças.

Bom lembrar: janeiro, por lei, é a data-base da categoria.

Novo salário mínimo impactará Prefeituras em mais de R$ 1,2 bilhão

O Projeto de Lei Orçamentária, já aprovado pelo Congresso Nacional e definido pelo presidente Michel Temer o valor de R$ 954,00 para o salário mínimo, terá consequências negativas sobre os cofres locais, alerta a Confederação Nacional de Municípios (CNM).

A entidade fez estudos e calcula que o impacto financeiro será de R$ 1,291 bilhões, referente apenas ao ano de 2018. Se for considerado o período desde 2003, quando a política de valorização do mínimo foi instituída, o valor acumulado chega a R$ 39,225 bilhões.

A preocupação do movimento municipalista reside no fato de que os municípios brasileiros abrigam mais de três milhões de funcionários, cuja remuneração está vinculada ao salário mínimo. Quando há reajuste, automaticamente o gestor municipal precisa reavaliar seu orçamento. Além disso, as aposentadorias e benefícios sociais também adotam como base os valores do mínimo.

Inicialmente, o governo federal havia sinalizado elevação do salário para R$ 979 no ano de 2018. Entretanto, recuou para R$ 965 em virtude da política de contingenciamento. Ainda assim, os Municípios de todo o país terão de enfrentar o aumento do gasto de pessoal, que poderá ser penalizado, tendo em vista os preceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

SERVIÇO

*Conheça o estudo do CNM aqui.

Shopping Benfica terá Bazar do Movimento Emaús

O Shopping Benfica iniciará 2018 mantendo apostas na chamada responsabilidade social. Dentro desse conceito, será sede do Bazar do Movimento Emaús, no período de 10 de janeiro a 11 de março, com estande no piso térreo.

O público poderá comprar os artigos, como também fazer doações para o Emaús que reaproveita, conserta e recicla todo tipo de produto, revendendo a preços acessíveis.

SERVIÇO

*Bazar do Emaús – das 10 às 22 horas e aos domingos, das 14 às 20 horas.

360 empresas de médio porte já aderiram ao e-social, diz Receita

Em dezembro, 360 empresas de médio porte anteciparam a adesão ao eSocial, de acordo com a Receita Federal. No dia 8 de janeiro começa oficialmente a implantação do sistema e a adesão passa a ser obrigatória para 14 mil empresas na primeira etapa.

Segundo a Receita, todas as empresas que pediram antecipação, feita entre 4 e 20 de dezembro, integram grupos econômicos maiores, incluídos na primeira etapa do programa, ou seja, obrigados a adotar o eSocial até janeiro.

“O principal objetivo da antecipação é possibilitar um mesmo sistema de controle dos eventos trabalhistas para todas as empresas do conglomerado”, informou a Receita.

No total, as 14 mil empresas com adesão obrigatória ao eSocial em janeiro têm15 milhões de trabalhadores, um terço do total do país.

Prazos

No fim de novembro, a Receita Federal anunciou o cronograma de implantação do eSocial. A partir de janeiro de 2018, o sistema é obrigatório para entidades empresariais com faturamento no ano de 2016 acima de R$ 78 milhões. A segunda etapa terá início em 16 de julho de 2018 e abrangerá os demais empregadores, incluindo micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs). No caso dos entes públicos, o sistema será implantado a partir de 14 de janeiro de 2019.

As empresas que descumprirem o prazo estarão sujeitas a penalidades e multa. De acordo com a assessoria especial para o eSocial, o sistema está pronto para implantação. A adoção da adesão por fases é apenas uma forma de facilitar a adaptação das empresas.

Segundo a Receita, a expectativa é que o prazo seja cumprido. “É importante salientar que as empresas não precisam começar a transmitir seus eventos trabalhistas, dados cadastrais e tabelas no primeiro dia. O prazo para que os cadastros do empregador e as tabelas de rubricas estejam no eSocial só vence no final de fevereiro, ou seja, a empresa pode ir ajustando seus sistemas e transmitindo para a Base Nacional quando estiver com tudo ajustado”, informou o Fisco.

eSocial

O Sistema de Escrituração Digital das Operações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, batizado de eSocial, foi criado para desburocratizar e facilitar a administração de informações relativas aos trabalhadores, de forma a simplificar a prestação das informações referentes às obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas. Com o sistema, o governo pretende reduzir custos e tempo da área contábil das empresas na hora de executar 15 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

Com as informações coletadas por cerca de 8 milhões de empresas, será criado um banco de dados único, administrado pelo governo, abrangendo 18 milhões de empregadores e 44 milhões de trabalhadores.

(Agência Brasil)

Uma reflexão sobre o avanço da violência

Com o título “O medo e suas graves repercussões”, eis artigo do advogado e professor Irapuan Diniz de Aguiar. Ele aborda a violência, em todos os sentidos, que deixou de ser fenômeno localizado e das grande cidades. Confira:

Ao findar mais um ano constata-se um fenômeno que a todos acomete por conta da violência e da criminalidade. A cada dia, os jornais, revistas, rádio e televisão, se ocupam, quase que exclusivamente, com o noticiário sobre a exacerbação das mais variadas formas de violência e do medo delas decorrentes, intranquilizando a vida de uma sociedade indefesa. Logo cedo, somos despertados com as primeiras más notícias, as quais nos acompanham no café matinal. O fato repete-se, por ocasião do almoço e do jantar, completando o cardápio picante de todos os dias. Quando não são os assaltos, sequestros, estupros, latrocínios e outras manifestações criminosas contra a pessoa, são os desfalques, os “rombos”, os estelionatos, as fraudes, os desvios éticos e outras formas de corrupção.

A violência deixou, assim, de ser um fenômeno localizado, com causas sociológicas e psicológicas explicáveis em determinadas áreas. Sua expansão generalizada alcança, hoje, sítios, fazendas, pequenas cidades interioranas, enfim, locais de aglomeração social. Prenunciando-se como a mais grave patologia social do século XXI, as ações marginais estão, paulatinamente, impondo limites ao convívio em sociedade. As invasões e ataques a empresas e prédios públicos, a destruição do patrimônio coletivo e os seqüestros-relâmpagos, são formas mascaradas do estabelecimento do “toque de recolher”, com graves conseqüências econômicas.

O cidadão que busca o sustento de sua família com muito sacrifício, vê-se, agora, mais do que nunca, refém do próprio medo, ante a ineficácia das políticas públicas voltadas para a geração de emprego e renda no país. A população vive, nos dias presentes, sob a síndrome do medo. É a triste constatação de que o Estado brasileiro há se mostrado sem condições de enfrentar o crime organizado, que mutila, tortura e mata, à falta de um combate eficaz que restabeleça a segurança pública.

Nesse emaranhado de delitos de toda espécie, um fato novo merece registro. São os personagens nele envolvidos. Não são mais, apenas, os rudes e os miseráveis os seus autores. Têm-se, nos dias atuais, a presença dos “engravatados”, intelectuais do crime, homens que envergam a bata e a batina, a toga e a farda, o diploma e o mandato.

*Irapuan Diniz Aguiar,

Advogado e professor.

Caucaia tem a segunda maior geração de empregos do Estado em novembro

Caucaia (Matheus Nunes) – O município de Caucaia ( Região metropolitana de Fortaleza ) ficou na segunda posição entre as cidades cearenses que mais geraram empregos
em novembro deste ano. Foram gerados 423 postos formais de
trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho.

O desempenho do município fez com que o Ceará fechasse o mês de novembro
em saldo positivo. Ao todo, o estado criou 2.388 empregos com
carteira assinada.

“Gerar emprego é gerar renda. É garantia de comida na mesa do nosso povo e
de que a nossa economia está bem. Esse não foi nosso primeiro resultado
positivo no ano nem será o último da nossa gestão”, avalia o
prefeito Naumi Amorim (PMB).

Salário mínimo será de R$ 954,00 a partir de 1º de janeiro

O salário mínimo em 2018 será de R$ 954, conforme decreto assinado hoje (29) pelo presidente Michel Temer. O novo salário valerá a partir de 1º de janeiro. O decreto sairá em edição extra do Diário Oficial da União ainda nesta sexta-feira.

O valor divulgado é R$ 11 menor do que o previsto inicialmente no orçamento de 2018, aprovado no Congresso no valor de R$ 965. O salário-mínimo atual é de R$ 937. O reajuste de 1,81% segue a previsão do Índice de Preços ao Consumidor (INPC).

(Agência Brasil)

Carlos Marun afirma que não abre mão de pedir apoio à reforma da Previdência

O ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun, disse hoje (29), em Brasília, que não abrirá mão de pedir apoio à reforma da Previdência para todos os agentes públicos. Marun voltou a negar que tenha condicionado a liberação financiamentos em bancos públicos para os governadores ao comprometimento deles na busca de votos para aprovar a reforma da Previdência.

“A verdade é que não está sendo condicionado, mas também é verdade que não vamos abrir mão de pleitear o apoio dos agentes públicos e, especialmente, daqueles que estão sendo beneficiados por ações do governo”, disse, ao participar de cerimônia de assinatura da liberação de R$ 951,26 milhões em empréstimos da Caixa a campanhias estaduais de saneamento do Espírito Santo, Pernambuco, Goiás e Rio Grande do Sul.

Marun disse que não segue a cartilha do politicamente correto. “Nessa cartilha, não cabe muitas vezes a verdade, a necessidade de se falar em gratidão, mas cabe a hipocrisia e mentira”, disse. Ele comparou a nazistas quem estaria propagando “mentiras” sobre sua fala relacionada ao apoio à reforma da Previdência. “É como o nazismo em que uma mentira que se repete à exaustão e se transforma em verdade”, disse Marun.

Para o ministro foram propagadas duas mentiras. Uma delas seria a negação de que a Caixa tem como razão de existência a sua missão de “conduzir e executar políticas públicas”. “É mentira que a Caixa não existe para isso”, disse, ao lado do presidente da instituição financeira, Gilberto Occhi.

“Outra mentira é que estaria condicionando apoio a reforma da Previdência a qualquer ação governamental”, destacou. O ministro desafiou a encontrar em sua fala qualquer chantagem. “Não vão achar”, disse, durante a assinatura dos contratos.

Após participar da cerimônia, o ministro disse a jornalistas que vai pleitear apoio em conversas, tentando conscientizar sobre a necessidade de todos terem responsabilidade. “Para aprovar a reforma da Previdência temos que parar? Não. Temos que atuar e esperamos de todos os agentes públicos responsabilidade, mas não condicionando e não chantageando como, de forma de mentirosa, foi posto à população”, acrescentou. Marun garantiu que mesmo os governadores que não estão alinhados com a aprovação da reforma estão sendo beneficiados por ações do governo.

Durante a cerimônia, o governador de Goiás, Marconi Perillo, defendeu Marun. “Defendo que todo mundo ajude o Brasil e isso significa reciprocidade. Cabe a nós, que estamos sendo beneficiados com muitas ações do governo, ajudar.”

(Agência Brasil)

Réveillon de Juazeiro do Norte terá show da virada com Vicente Nery

A Prefeitura de Juazeiro do Norte (Região do Cariri) divulgou a programação do Réveillon Municipal. Serão três apresentações musicais e um show pirotécnico de 15 minutos para saudar 2018, informa o prefeito José Arnon (PTB).

O Réveillon acontecerá na Praça Padre Cicero que, por sinal, receberá o governador Camilo Santana (PT) nesta sexta-feira. Ali, com Arnon, assinará a ordem de serviço para a reforma do local.

A festa terá início às 21 horas, com o show de Maurício Jorge, seguido pelo cantor Vicente Nery, que agitará a virada do ano. A última atração da noite será a Orquestra Skala, que animará o evento até às 4 horas do dia 1º de janeiro.

(Foto – Divulgação)

 

Feliz 2018! Temer assina MP liberando R$ 2 bilhões para municípios com dificuldade de caixa

O presidente Michel Temer assinou, nesta sexta-feira (29), medida provisória (MP) que libera R$ 2 bilhões da União para municípios que recebem recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e estão com dificuldades financeiras emergenciais. A MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para ser validada como lei.

De acordo com a MP, o valor repassado a cada município será calculado conforme as regras do FPM, que considera o número de habitantes para a distribuição dos recurso e é entregue após aprovação do orçamento para esta finalidade.

O repasse deverá ser aplicado prioritariamente nas áreas de saúde e educação.

(Agência Brasil)
DETALHE – A Assessoria do Planalto confirma ter recebido ofício do presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB), que, antes de viajar para o Réveillon, solicitou esse apoio extra aos municípios. Eunício se comprometeu a dar celeridade à votação da MP, quando do retorno das atividades, em fevereiro.

Sai nova portaria sobre trabalho escravo

O Ministério do Trabalho publicou nesta sexta-feira (29) portaria que revê pontos polêmicos relativos à fiscalização e divulgação de empresas cuja atividade faz uso de trabalho em condições análogas à escravidão. Em outubro, o governo federal publicou outra portaria que alterava as regras para flagrante e a publicação da lista de empresas que teriam cometido essa prática. Na ocasião, o documento recebeu críticas de entidades nacionais e internacionais, que argumentavam que as novas regras tornavam mais díficil a fiscalização.

Com a publicação da portaria de hoje, o Ministério do Trabalho volta a adotar critérios já estabelecidos internacionalmente para definir o que vem a ser trabalho forçado, jornada exaustiva e condição degradante de trabalho, além de detalhar práticas que podem ser consideradas como retenção no local de trabalho. Comprovadas as situações previstas na portaria, o trabalhador vítima dessa prática terá o  direito ao seguro-desemprego.

A portaria anterior teve seus efeitos suspensos em outubro por meio de uma liminar concedida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a argumentação de que ela abriria margem para a violação de princípios fundamentais da Constituição – entre eles o da dignidade humana, do valor social do trabalho e da livre iniciativa.

Outro ponto revisto com a publicação da nova portaria está relacionado à publicização da chamada “lista suja”, contendo o nome de empresas condenadas por fazer uso de trabalho em condições análogas à escravidão.

Na portaria de outubro, essa publicação dependeria da participação de autoridades policiais na fiscalização e de um boletim de ocorrência feito por elas. Com isso, os auditores fiscais e especialistas afirmaram que teriam sua atribuição reduzida em situações de flagrante. De acordo com a portaria publicada recentemente, o Cadastro de Empregadores – a “lista suja” com a relação dos autuados em ação fiscal que tenha identificado trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravo – será divulgado no site institucional do Ministério do Trabalho. A ressalva que a nova portaria faz é a de que essa publicação só poderá ser feita “após a prolação de decisão administrativa irrecorrível”.

Entre os conceitos apresentados pela nova portaria estão o de trabalho forçado: “aquele exigido sob ameaça de sanção física ou psicológica e para o qual o trabalhador não tenha se oferecido ou no qual não deseje permanecer espontaneamente”; o de jornada exaustiva: “toda forma de trabalho, de natureza física ou mental, que, por sua extensão ou por sua intensidade, acarrete violação de direito fundamental do trabalhador, notadamente os relacionados à segurança, saúde, descanso e convívio familiar e social”; e o de condição degradante de trabalho: “qualquer forma de negação da dignidade humana pela violação de direito fundamental do trabalhador, notadamente os dispostos nas normas de proteção do trabalho e de segurança, higiene e saúde no trabalho”.

A portaria define também que restrição, por qualquer meio, da locomoção do trabalhador em razão de dívida “é limitação ao direito fundamental de ir e vir ou de encerrar a prestação do trabalho, em razão de débito imputado pelo empregador ou preposto ou da indução ao endividamento com terceiros”. Ainda segundo a portaria, cerceamento do uso de qualquer meio de transporte “é toda forma de limitação ao uso de meio de transporte existente, particular ou público, possível de ser utilizado pelo trabalhador para deixar local de trabalho ou de alojamento”.

A vigilância ostensiva no local de trabalho é, de acordo com a portaria, “qualquer forma de controle ou fiscalização, direta ou indireta, por parte do empregador ou preposto, sobre a pessoa do trabalhador, que o impeça de deixar local de trabalho ou alojamento”. Por fim, a portaria define como “apoderamento de documentos ou objetos pessoais qualquer forma de posse ilícita do empregador ou preposto sobre documentos ou objetos pessoais do trabalhador”.

(Agência Brasil)

Taxa de desemprego cai para 12% no trimestre encerrado em novembro, diz IBGE

A taxa de desemprego no país fechou o trimestre encerrado em novembro em 12%, uma retração de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a taxa estava em 12,6%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa foi estimada em 11,9%, o quadro foi de estabilidade.

Os dados fazem parte da Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a publicação, no trimestre encerrado em novembro a população desocupada do país era de 12,6 milhões, registrando queda de 4,1% em relação ao trimestre anterior – menos 543 mil pessoas desocupadas.

Em comparação com igual trimestre do ano passado, quando havia 12,1 milhões de desocupados, houve alta no desemprego de 3,6% (mais 439 mil de pessoas).

A Pnad Contínua mostra que, no trimestre encerrado em novembro, a população ocupada era de 91,9 milhões, tendo crescido 1% em relação ao trimestre anterior – o equivalente a mais 887 mil pessoas empregadas.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a população ocupada era de 90,2 milhões de pessoas, o crescimento foi de 1,9% – o equivalente a mais 1,7 milhão de pessoas.

Informalidade e comércio

O trabalho informal continuou contribuindo para a manutenção da tendência de alta do emprego que vem sendo registrada nos últimos meses e, ao lado do número de postos de trabalho gerados pela sazonalidade do comércio decorrente das festas de final de ano voltou a contribuir para a queda no desemprego no trimestre encerrado em novembro.

Em consequência, o número de trabalhadores com carteira assinada  caiu 2,5% no trimestre encerrado em novembro, comparativamente ao mesmo trimestre do ano passado (menos 857 mil pessoas com carteira assinada), embora tenha ficado estável em comparação ao trimestre imediatamente anterior (julho, agosto e setembro).

O número de empregados no setor privado sem carteira assinada cresceu 6,9% do trimestre encerrado em setembro para novembro – mais 718 mil pessoas. Já os que trabalhavam por conta própria também tiveram alta (5%), enquanto os trabalhadores domésticos cresceram 4,1% em relação ao ano passado.

A variação positiva de 0,1 ponto percentual (p.p.) do desemprego em relação ao mesmo trimestre do ano passado indica que há, por enquanto, apenas uma queda no ritmo de crescimento verificado nos meses anteriores. A desaceleração da taxa pode ser percebida pela evolução entre os trimestres fechados em novembro de 2016 (11,9%) e 2015 (9%), quando a diferença entre os resultados foi de 2,9 ponto percentual.

Desemprego

Os números indicam que, embora com número de desempregados superior ao mesmo período do ano passado, o desemprego deixou de crescer. Para o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a desocupação ainda está maior que a do ano passado, mas esse crescimento desacelerou visivelmente na comparação anual. “Não estamos com um número menor de desocupados [em relação ao ano passado], mas ele desacelerou”.

O IBGE também ressaltou que os números, quando comparados com o mesmo período de 2016, evidenciam o aumento no nível de ocupação, que é o percentual de pessoas maiores de 14 anos que estão ocupadas. No ano passado, esse índice de ocupação foi de 54,1%, enquanto que neste ano a taxa alcançou 54,4%.

“O nível de ocupação cresceu porque o número de pessoas ocupadas subiu mais do que a população em idade para trabalhar”, disse.

Carteira assinada

O país fechou o trimestre encerrado em novembro último com 33,2 milhões de empregados com carteira de trabalho assinada, número que indica estabilidade frente ao trimestre anterior (junho-julho-agosto de 2017), mas no confronto com o mesmo trimestre do ano passado, significa uma queda de -2,5% – menos 857 mil trabalhadores com carteira assinada.

Por outro lado, o número de empregados sem carteira de trabalho assinada cresceu 3,8%, entre o trimestre encerrado em setembro e o encerrado em novembro deste ano – mais 411 mil pessoas na informalidade. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado este crescimento chegou a 6,9% – mais 718 mil pessoas.

Os trabalhadores por conta própria fechou novembro em 23 milhões de pessoas, ficando estável na comparação com o trimestre junho-julho-agosto, mas crescendo 5% em relação ao mesmo período do ano passado – mais 1,1 milhão de pessoas.

Rendimento médio

Os dados  indicam que o rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro ficou praticamente estável, em R$ 2.142. No trimestre anterior era de R$ 2.122.

Em relação ao trimestre de junho a agosto de 2017, o rendimento médio real habitual cresceu apenas na categoria de informação, comunicação e Atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, mais 4% – o equivalente a R$ 121. Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Na comparação com o trimestre de setembro a novembro do ano passado houve aumento apenas na categoria de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, mais 4,8% – o equivalente a R$ 56).

Amassa de rendimento real habitual cresceu 2%, atingindo R$ 191,9 bilhões no trimestre encerrado em novembro – mais R$ 3,7 bilhões em relação ao trimestre de junho a agosto. Frente ao mesmo trimestre de 2016, houve aumento de 4,5% (R$ 8,2 bilhões).

(Agência Brasil)

Um país chamado Centro

Com o título “Um país chamado Centro”, eis artigo do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza, Assis Cavalcante. Ele volta a bater na tecla da revitalização dessa banda da Capital. Confira:

Existem locais que têm afetividade diferenciada; são pontos históricos, ruas, espaços públicos e particulares, memórias de nossa gente, algumas lojas e praças marcantes na vida das pessoas. Da Esquina do Pecado à Praça dos Mártires, da Linha dos Bondes ao Abrigo Central, passando pelo Parque das Crianças e pelo Beco da Poeira, passado e presente se cruzam em um país chamado Centro de Fortaleza.

Um local que necessita de olhares mais apurados, de cuidado, de amor, de boas ideias para bem receber os “turistas” de casa, como os de fora. A história da Capital passa por ali; mártires, empresários, poetas e anônimos deixaram suas histórias por entre as ruas da Capital. E hoje escrevemos uma nova história por entre os prédios e comércios da região.

Por isso, ordenar e valorizar o Centro é, antes de tudo, resgatar quem somos e planejar quem seremos. Os desafios para um novo Centro, melhor para todos, passam pela reorganização do comércio, dos ambulantes, de reforma de estruturas como calçadas e algumas praças, mas também pelo incentivo à presença das pessoas, acolhendo a todos de forma segura e organizada. Segurança pública e mobilidade urbana são exercícios constantes a exigirem esforço em toda grande cidade, imagine em um país como este, o Centro de Fortaleza.

Muito já tem sido feito. As obras do Metrô da linha Sul, as mudanças no trânsito com corredor expresso para ônibus, a regulamentação dos estacionamentos particulares, bem como da Zona Azul, as ações da CDL específicas para o maior bairro da Cidade, na busca de atrair mais pessoas, são apenas parte do grande esforço para oferecer a nossa gente um novo Centro, em que possamos andar com uma única preocupação: bem aproveitar.

O interesse é coletivo, por isso, as ações também precisam sê-lo. Somente a união do Poder Público, em conjunto com os comerciantes e com a participação dos cidadãos, poderá trazer ao Centro uma época mais bela, pujante de atrativos, tornando a região um espaço ocupado por gente, tomado de amor, de movimento, de alegria e de vida.

Vamos tirar nossos passaportes e seguir para lá. Se o bom da viagem é o percurso, garanto-lhes que esse destino é fantástico.

*Assis Cavalcante

assisvisao@secrel.com.br

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza e escritor.

Réveillon deve ter chuvas isoladas, prevê Funceme

Do Site da Funceme:

A Funceme prevê para o dia 31 de dezembro nebulosidade variável com possibilidade de precipitações isoladas na faixa litorânea. Ou seja, quem está se preparando para passar o Réveillon no litoral do Ceará não deve se preocupar com chuvas tão intensas. Normalmente, as chuvas no litoral, incluindo Fortaleza, costumam cair entre a madrugada e o início da manhã. Nas demais áreas, a previsão é de céu entre parcialmente nublado e claro ao longo do dia.

A análise realizada pela Funceme na manhã desta sexta-feira (29) indica que há nuvens sobre o centro-norte do Estado e verifica-se também a presença de um Cavado em Altos Níveis (CAN) – sistema meteorológico que atua na Pré-Estação – junto à costa leste do Nordeste, porém, ele não deve favorecer a formação de precipitações até a virada de ano. Apesar disso, é necessário realizar o acompanhamento diário da sua movimentação e as condições de tempo no Ceará.

Para o sábado (30), há possibilidade de chuvas isoladas na faixa litorânea, no Maciço de Baturité e na região Jaguaribana. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado no decorrer do dia.

Presidente do PT do Ceará quer Cid Gomes disputando o Senado

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O presidente estadual do PT, Francisco De Assis Diniz, não vê bom olhos a possibilidade de o ex-ministro Cid Gomes (PDT) não disputar vaga no Senado. “O Cid é uma das lideranças que têm contribuído muito no sentindo da referência política, tem construído muitas parcerias com o PT ao longo dos últimos 28 anos, então não tê-lo no processo eleitoral é muito ruim”, analisou.

De Assis repercute declaração do próprio Cid de que, se for necessário abrir espaço para alguma aliança na chapa de reeleição do governador Camilo Santana (PT), poderia não concorrer ao cargo.

“Sinceramente, minha vida está tão boa… Eu vou hesitar e vou pensar, várias vezes, antes de pensar em alguma candidatura”, disse o Ferreira Gomes à Coluna Vertical, do O POVO e a este Blog.

“Desapego” de Cid poderia ser considerado uma boa notícia para o PT do Ceará, que aprovou resolução no início do mês afirmando que não abriria mão da vaga no Senado. Para De Assis, no entanto, não é bem assim. “Nós (do PT) não gostaríamos de ter nesse processo, em nome da manutenção da vaga, a retirada do nome do Cid. Porque ele agrega muito na chapa do Camilo, a presença dele fortalece”, explica.

Segundo De Assis, o ideal é que o PT fique com a outra vaga. Se composição eleitoral entre Camilo e o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB) se confirmar, porém, o espaço deve ser ocupado pelo novo aliado. Mas De Assis não quer comentar possível cenário ainda.

“O Camilo até agora não chamou a direção do partido e disse que está em uma aliança com Eunício. Quando ele fizer isso, aí nós vamos sentar e discutir”.

O deputado federal José Guimarães (PT), que já tentou disputar o Senado e teve de abrir mão, vê com naturalidade fala de Cid. “Cada um de nós tem que ter esse mesmo comportamento, o que está em jogo é o projeto do Estado, não projetos pessoais. No momento certo vamos discutir quem vai compor a chapa”, afirma.

Se para Cid a prioridade é a reeleição de Camilo e a eleição do ex-governador Ciro Gomes (PDT) para presidente da República, para Guimarães o projeto prevê a eleição do ex-presidente Lula (PT).

Aliança com Eunício

Declaração de Cid também abre espaço e fortalece aliança de Camilo com Eunício. Já seria um sinal, inclusive, de que a composição já recebeu, ou deve receber em breve, a benção dos Ferreira Gomes, que aparentam estar divididos sobre a questão. Depois de o governador admitir a possibilidade do acordo, Cid afirmou que a composição tem sido “boa” para o Ceará.

Saiba mais

Camilo admitiu com exclusividade ao O POVO que poderá se aliar com Eunício no próximo ano. “A nossa parceria tem sido administrativa. Claro que nós vamos ter a oportunidade de, em 2018, sentarmos”, declarou o petista. “Mas nada sem dialogar com os nossos aliados, com os partidos e, principalmente, sentindo da população essa aproximação”.

Eunício já havia admitido aliança em novembro. “Se essa aliança se estender para um outro tipo de processo desde que não seja para beneficiar eleição de A ou de B e, sim, para que o Ceará possa continuar avançando e se desenvolvendo, ela é possível”.

(O POVO – Repórter Letícia Alves)