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Voto: exercício da cidadania

Em artigo sobre o período eleitoral, o advogado Irapuan Diniz de Aguiar destaca a importância do voto. Confira:

Neste período que antecede as eleições cumpre alertar para a importância e significação do voto porquanto, como o instrumento mais democrático posto à disposição do cidadão, necessita ser bem utilizado. Votar não é um ato qualquer. Não é só comparecer a uma secção eleitoral e se sentir desobrigado deste dever da cidadania. É grave a responsabilidade de escolher alguém com ideias e programas viáveis, com competência e coragem de implementá-los e dos quais, como decorrência, reduzam a miséria do nosso povo e as desigualdades sociais. É, por conseguinte, o tipo de escolha que vai afetar toda uma coletividade, que vai definir seu destino num mundo cada vez mais globalizado, mais exigente e mais competitivo por isso que uma escolha errada guiada pelo equívoco ou pela insensatez, em vez de soluções, trará mais problemas e dificuldades.

Nesse sentido, cabe ao eleitor bem avaliar os valores reais dos candidatos, suas verdades e/ou suas mentiras, suas propostas, a partir dos debates públicos travados, do contato pessoal, do conhecimento de suas histórias de vida e das razões que os animam à disputa eleitoral. Estas são apenas algumas referências para à formação de sua convicção e a definição propriamente dita do seu voto. Não se deixe seduzir pelas aparências. O cidadão responsável sabe que não há soluções fáceis para problemas complexos e nem mágica para mudanças. A despeito da vigente legislação eleitoral já ter melhor disciplinado a utilização da propaganda com a proibição da poluição visual na paisagem de nossas ruas e avenidas, ainda persiste o abuso de algumas práticas na mesma direção. O eleitor deve observar e identificar, pelo volume e ostentação, quais os candidatos que abusam do poder econômico nas campanhas eleitorais. Muitos deles colocam seus objetivos eleitoreiros acima da responsabilidade social. É, justamente aí, que os candidatos vão se desnudando e se mostrando ao eleitor como verdadeiramente são.

Quanto as suas propostas e planos de governo, procure o eleitor examinar se os temas abordados, especialmente em relação à segurança pública, a educação e a saúde, não são tratados superficialmente nos seus aspectos mais gerais e óbvios. Tem-se observado, nas campanhas passadas, que a discussão entre os candidatos não envolve itens relevantes e contemporâneos, como currículo escolar, a sedução das drogas e como lidar com elas, – e não, apenas, o redundante combate ao narcotráfico -, a situação do negro na sociedade, o avassalador apelo ao sexo nos programas de TV e tantos outros que interessam de perto à família.

Com o surgimento, nos últimos tempos, das ONGs, passa-se a falsa noção de que estes assuntos não mais integram a órbita de atuação do governo, inserindo-se na jurisdição destas entidades. Ou, ainda: que tais questões se circunscrevem ao foro íntimo de cada um ou, no máximo, ao âmbito familiar. O que se precisa, e com urgência, é a discussão sobre a infância (meninos na rua), mal criados, sem escola, sem teto e, o que é pior, sem perspectiva de futuro.

Irapuan Diniz de Aguiar, advogado

Governo elabora primeiro protocolo para tratamento de obesidade

O Ministério da Saúde abriu uma enquete pública para elaborar o primeiro Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratamento de casos de obesidade e sobrepeso. O documento poderá receber contribuições de representantes da sociedade civil e profissionais de saúde até o próximo dia 11 de setembro.

Segundo o Ministério, o objetivo é aprimorar e qualificar o atendimento e a conduta terapêutica de pacientes na atenção básica e especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta alerta que a adoção do protocolo pode contribuir para prevenir e controlar a obesidade e o sobrepeso no país, além de garantir mais segurança e efetividade clínica e científica aos profissionais de saúde.

A obesidade é uma das doenças que mais tem crescido nos últimos anos em nível global. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que os índices de obesidade e sobrepeso quase triplicaram desde 1975. Em todo o mundo, existem pelo menos 650 milhões de obesos. No Brasil, um em cada cinco pessoas estão obesas e mais da metade da população das capitais estão com excesso de peso, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O impacto sobre o Sus também tem crescido. Em 2012, a rede pública realizou pouco mais de mil cirurgias bariátricas e reparadoras de pacientes obesos. O número de intervenções subiu para 8,1 mil, em 2016, segundo o Ministério da Saúde.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia convocou a participação de endocrinologistas na elaboração do protocolo. A Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) também se manifestou favorável à contribuição dos nutrólogos para elaborar o protocolo, devido à preocupação com a gravidade e o aumento da doença na população.

“A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, que vai desde meio ambiente até condição de alimentação, meios de saúde e até genética. Por ser considerada uma doença crônica, infelizmente, se você para de tratar, ela volta. Ela é responsável por mais de 30 patologias, desde a hipertensão, diabetes, colesterol elevado, infarto, acidente vascular cerebral e até câncer”, alertou Dimitri Homar, representante da regional da Abran, em Brasília.

Uma das demandas que o especialista coloca é a volta de medicamentos de baixo custo que auxiliavam no tratamento da obesidade e foram retirados do mercado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Ministério da Saúde explicou que a enquete garante a participação popular desde a primeira etapa do processo de elaboração do protocolo, que ainda deve passar por consulta pública para deliberação final.

(Agência Brasil)

Prisão não tem relação com Pague Menos, diz nota da rede

A rede de farmácias Pague Menos divulgou nota oficial sobre a prisão do seu fundador, Deusmar Queirós. A nota deixa claro não haver nenhuma relação entre a prisão e a empresa. Leia a íntegra abaixo:

“A Rede de Farmácias Pague Menos esclarece que o processo judicial ao qual o fundador da companhia, Deusmar Queirós, responde não possui qualquer relação com a rede. Todas as informações sobre o processo foram prestadas de maneira transparente pela Pague Menos em seus formulários de referência. A companhia reitera ainda que a decisão judicial em nada afeta as operações da empresa e informa a nomeação de Mário Henrique Alves de Queirós, atual diretor presidente, para o cargo de presidente do Conselho de Administração no lugar de Deusmar Queirós”.

Deusmar se apresentou à Polícia Federal no sábado (8) e ficou preso por conta de condenação por conta de crime contra o sistema financeiro. A condenação de 2010.

A Pague Menos é uma das principais redes de farmácias do Pais e nasceu em Fortaleza.

Em larga medida, o sucesso da companhia, em preparação para abrir o capital já há algum tempo, se deve a Deusmar.

Polícia Federal investiga se há mais envolvidos em agressão a Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) está investigando se Adélio recebeu ajuda para praticar o ato. Mais duas pessoas, sendo que uma está internada após se envolver em uma briga durante a agressão, são suspeitas de participação no ataque ao candidato.

A investigação vai levantar se Adélio agiu sozinho e como se mantinha na cidade, onde estava hospedado em uma pensão. Ele pagou adiantado R$ 400 pelo maior quarto da hospedagem. A PF poderá rastrear a movimentação de Adélio a partir da quebra de seu sigilo telefônico, autorizada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora.

A magistrada converteu a prisão em flagrante de Adélio em prisão preventiva, sem prazo determinado. O agressor foi transferido para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), onde está em uma cela individual, para resguardar sua integridade física.

A defesa de Adélio descarta a participação de outras pessoas no ataque a Bolsonaro, inclusive de um mentor intelectual. Os advogados disseram que ele agiu sozinho e de rompante. A ideia de atacar o candidato, segundo a defesa, surgiu três dias antes, e Adélio foi estimulado pelo discurso de Bolsonaro sobre quilombolas.

Mas a familia de Jair Bolsonaro tem falado, sem apontar indícios, em “crime premeditado”.

(Agência Brasil)

Presídio para onde Deusmar Queirós foi transferido não tem celas individuais

Após se apresentar na sede da Polícia Federal, no bairro Aeroporto, entre o fim da noite de ontem e a madrugada deste domingo, 9, o empresário cearense Francisco Deusmar de Queirós, fundador do Grupo Pague Menos, foi transferido para a Unidade Prisional Irmã Imelda, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O POVO apurou que a transferência ocorreu por volta das 3 horas da manhã.

A unidade é a mesma onde está preso, desde fevereiro deste ano, o empresário José Newton Lopes de Freitas, proprietário das empresas do Grupo Oboé. Newton foi condenado, em primeira instância, a 32 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado, também por crimes contra o sistema financeiro do Brasil.

Não há xadrezes individuais no presídio. Todas as celas são coletivas e mantém o mesmo padrão, com piso e camas de cimento batido, com colchões de espuma, e banheiro com latrina rente ao chão. O prédio é considerado, contudo, um dos menos insalubres do Estado.

Inaugurado em julho de 2016, com capacidade para 200 internos. O perfil dos presos mantidos no local inclui gays, travestis, bissexuais, idosos, cadeirantes, estrangeiros e aqueles que respondem à Lei Maria da Penha.

Aos detentos, é oferecido atendimento multidisciplinar diário, com psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras e serviço de clínica médica e nutrição, além de atividades, como oficinas e palestras de conscientização, tendo como foco a ressocialização.

Deusmar Queirós foi condenado a 9 anos e dois meses de prisão. Ele e mais três pessoas – Ielton Barreto de Oliveira, Geraldo de Lima Gadelha Filho e Jerônimo Alves Bezerra, que também estão na prisão – foram condenados pela Justiça Federal por crime contra o sistema financeiro. Eles teriam lucrado pelo menos R$ 2,8 milhões com compras de ações sem autorização do Banco Central.

O POVO entrou em contato com a assessoria de imprensa do Grupo Pague Menos, que se manifestará, por meio de nota, no decorrer do dia.

(O POVO Online)

Terceiro debate com presidenciáveis será neste domingo

O terceiro debate entre os presidenciáveis será promovido neste domingo (9) pela TV Gazeta, O Estado de S. Paulo, Rádio Jovem Pan e Twitter, a partir das 18 horas.

Bolsonaro não vai participar do debate. O ataque sofrido pelo candidato pode fazer com que o tom hostil que vinha norteando a campanha seja deixado de lado. Os rivais devem evitar ataques diretos ao presidenciável do PSL e serem cautelosos ao abordar o episódio do atentado.

Sem Bolsonaro, vão participar do debate Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (Psol).

Fernando Haddad (PT) não vai participar do evento porque, oficialmente, ele ainda é candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva.

(Agência Estado)

Segue o mistério sobre contratação dos quatro advogados do agressor de Bolsonaro

Com a quebra do sigilo telefônico e de dados, a Polícia Federal vai aprofundar as investigações sobre Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter esfaqueado, na última quinta-feira (6), o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG). Ainda não foi revelado quem está pagando os honorários dos quatro advogados que o defendem –.Fernando Magalhães, Zanone Oliveira Júnior, Marcelo da Costa e Pedro Possa.

Os advogados disseram que foram contratados por um fiel da igreja Testemunhas de Jeová de Montes Claros, frequentada pela família de Adélio. Em comunicado à imprensa, a igreja Testemunhas de Jeová no Brasil disse que não contratou os advogados e que nem Adélio nem sua família são seguidores da igreja. “Portanto, a declaração do advogado de que foi contratado por Testemunha de Jeová, conforme veiculada pela mídia, não é verídica”, diz a nota.

(Agência Brasil)

Provações da democracia

Editorial do O POVO deste domingo (9) avalia a crise política norte-americana. Confira:

Se a situação política no Brasil é grave, não é muito diferente nos Estados Unidos, a mais poderosa nação da terra. Desde que Donald Trump tomou posse, os americanos – e o mundo – vivem uma espécie de suspense, sem saber o que pode acontecer, devido à instabilidade do presidente.A partir da suspeita de que a Rússia interferiu nas eleições, favorecendo-o, passando por denúncias de altos funcionários e livros expondo as entranhas da gestão Trump, chega-se agora à publicação, pelo New York Times, de um artigo anônimo de um integrante do círculo íntimo do poder, no qual faz graves revelações.

O jornal esclarece que deu um passo “incomum” ao divulgar um texto anônimo, identidade preservada para evitar retaliação, mas cujo autor é conhecido pelo jornal. O periódico americano explica que publicar o artigo foi o único modo encontrado para dar a conhecer aos leitores o que se passa nos bastidores da Casa Branca.

O alto funcionário escreve que “a raiz do problema é a amoralidade do presidente”, e que Trump “não está ancorado em nenhum princípio discernível que guie sua tomada de decisões”. Diz ainda não existir “nenhum tema” sobre o qual o presidente “não possa mudar de opinião de uma hora para outra”.

Mas o funcionário diz que “há adultos na sala” para conter o presidente, uma espécie de “grupo de resistência”, do qual ele faria parte.Em livro recentemente publicado, Bob Woodward (o repórter do caso Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon) mostra o que acontece na cozinha da Casa Branca. Ele diz, por exemplo, que, em várias ocasiões, o ex-conselheiro econômico Gary Cohn e o ex-secretário da Casa Branca Rob Porter retiraram documentos da mesa do presidente para impedir que ele os assinasse, sem que Trump se desse conta. Faziam isso para evitar as decisões mais perigosas do presidente, segundo eles.Em vários países do mundo, como no Brasil, a política passa por um duro teste.

O que se espera é que esses problemas sejam superados com o fortalecimento da democracia.

Juíza determina quebra de sigilo telefônico de agressor de Bolsonaro

A Polícia Federal poderá rastrear ligações, mensagens e contatos feitos por Adélio Bispo de Oliveira antes de esfaquear o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, durante campanha em Juiz de Fora na última quinta-feira (6)

A autorização da quebra do sigilo telefônico do agressor foi dada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora. A juíza já havia convertido a prisão em flagrante de Adélio em prisão preventiva, sem prazo determinado.

Adélio está preso em um presídio federal na cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Para a Patrícia de Carvalho, solto, ele representa risco à sociedade e à ordem pública.

(Agência Brasil)

Empresário Deusmar Queirós está preso na sede da Polícia Federal

O empresário Deusmar Queirós, fundador da rede de farmácias Pague Menos, está preso na sede da Polícia Federal no Ceará, no bairro Aeroporto. Ele se entregou na manhã deste domingo, 9, após o desembargador federal Alexandre Costa de Luna Freire, que estava no plantão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negar um pedido de Habeas Corpus (HC) impetrado pela defesa do empresário.

Deusmar é condenado desde 2010 por crimes contra o sistema financeiro, cuja pena pode chegar a 9 anos e 2 meses. Ao recusar o HC, o desembargador determinou que ele se apresentasse em até 48 horas.

Além do STJ, a defesa de Deusmar havia recorrido também ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife. Nesse período, houve trânsito da condenação dos recursos nas duas cortes, com idas e voltas, se encerrando agora com a execução da detenção.

O POVO entrou em contato com a assessoria de comunicação do empresário Deusmar Queirós, que informou que enviará uma nota oficial em breve.

(O POVO Online)

Trinta e três apostas acertam a Lotofácil; Nenhuma do Ceará

O prêmio milionário de R$ 91,7 milhões da Lotofácil de Independência foi dividido entre 33 apostas, em sorteio realizado na noite desse sábado (8), com a quantia de R$ 2,7 milhões para cada ganhador.

Já a Mega-Sena voltou a acumular, com prêmio de R$ 28 milhões na quarta-feira (12). Os números sorteados foram: 0506121522 e 43.

A Quina também acumulou, com prêmio de R$ 6,6 milhões para esta segunda-feira (10). Os números sorteados foram: 01 – 53 – 62 – 67 e 77.

Clima de instabilidade institucional é tudo o que o Brasil democrático não quer

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (9):

A semana que passou foi uma das mais desoladoras para a vida do País, do ponto de vista político, jurídico, institucional e cultural (incêndio do Museu Nacional) e terminou, de forma ainda mais preocupante, com a facada contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro e a tentativa de se criar um clima de instabilidade institucional, que é tudo o que o Brasil democrático não quer.

Ainda bem que o non-sense ficou confirmado com a identificação do suposto agressor, detido na hora: Adélio Bispo de Oliveira, aparentemente portador de distúrbio mental. Resta investigar com rigor os fatos e repudiar qualquer tipo de violência. Esse pedido, aliás, vem sendo feito desde o começo do ano, quando ocorreram atentados às caravanas de Lula e ao acampamento Maria Letícia, em Curitiba, e o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

A semana já começara mal, sob a égide de mais um julgamento polêmico da Justiça brasileira (Tribunal Superior Eleitoral – TSE e Supremo Tribunal Federal – STF) ao negar cautelares ao ex-presidente Lula para concorrer às eleições, sub judice, conforme concedera o Comitê de Direitos Humanos da ONU. O resultado colateral foi a cassação prática de 60 milhões de brasileiros, no que tange ao seu direito de escolher o candidato de sua preferência para dirigir a Nação, violando o art. 25 do Pacto de Direitos Humanos e Civis da ONU.O mesmo juiz Édson Fachin, que demonstrara em sentença primorosa que o Brasil não poderia deixar de cumprir um tratado internacional (citou a Convenção de Viena) e deveria conceder a liminar requerida pelo Comitê da ONU para que Lula pudesse concorrer às eleições (até que seu processo tenha sentença definitiva), desdisse, na mesma semana, tudo que o afirmara.

Decisão acompanhada pelo decano Celso de Mello, do STF, quando chegou sua vez de atender recurso semelhante, na Corte suprema. E isso apesar de existirem vídeos de ambos defendendo a superioridade hierárquica dos tratados internacionais sobre as leis ordinárias, como a da Ficha Limpa. Assim, os dois assumem, perante seus pósteros, a biografia que estes conhecerão quando estudarem este período obscuro em que a imagem da Justiça brasileira se junta às exibidas em 1937 (Estado Novo) e 1964 (ditadura civil-militar), quando validou os estados de exceção de então.A história brasileira demonstra que a violência e a ruptura institucionais sempre partiram dos segmentos sociais detentores do poder real, não das forças populares-democráticas.

Que o diga a geração que viveu o regime constitucional democrático de 1946 até seu naufrágio em 1964. Ela não conhecera a ditadura do Estado Novo e imaginara que a democracia recobrada em 1946 seria respeitada, após a decisão da vontade soberana do povo, traduzida em uma Assembleia Nacional Constituinte originária.

Ledo engano.

Tiroteio deixa dois baleados em restaurante no Bairro de Fátima

Dois homens foram baleados em um restaurante, no Bairro de Fátima, na noite desse sábado, 8, em Fortaleza. As vítimas foram socorridas e levadas para o Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro. Segundo informações da Coordenadoria de Segurança da unidade hospitalar, ambos estão recebendo atendimento no centro cirúrgico. Os nomes das vítimas não foram informados. O estado de uma delas é grave.

Conforme o tenente Idelmar Vieira, ambos deram entrada no hospital por volta das 19h15min. Segundo o PM, eles estavam no interior do restaurante Picanha do Railson, localizado na rua Felino Barroso, quando foram surpreendidos por criminosos armados, que efetuaram vários disparos.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a primeira vítima, de 29 anos, foi socorrida e levada ao IJF em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em estado grave. O outro homem, de 33 anos, foi levado para o hospital pelos policiais que atenderam a ocorrência. Viaturas da Polícia Militar do Ceará estão em diligências à procura de suspeitos

O POVO entrou em contato com o restaurante. Funcionários que atenderam as chamadas, contudo, negaram a ocorrência no local.

(O POVO Online / Repórter Thiago Paiva)

Crise argentina deixa Brasil sob alerta, diz ABDI

À espera de uma antecipação de parte do empréstimo no valor de US$ 50 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Argentina vive o pior momento da gestão do presidente Maurício Macri, deixando aceso o sinal de alerta no Brasil, já que o país vizinho é o terceiro maior parceiro comercial atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), de janeiro a agosto, os argentinos consumiram 7,28% das exportações brasileiras, uma alta de 1,11%, comum saldo favorável ao Brasil de US$ 4,28 bilhões. A avaliação é do economista Jackson De Toni, gerente de Planejamento e Inteligência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)

Apesar de toda essa situação, “não há motivo para pânico”, diz ainda De Toni, Ele observou que, mesmo diante de um cenário de austeridade que, certamente, levará a uma queda do consumo interno, o país vizinho tende a fechar 2018 com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 1% e 2%. E se o aporte de recursos do FMI for concretizado como o esperado, De Toni acredita que isso dará maior credibilidade sobre a capacidade de pagamentos por parte da Argentina ainda que isso custe caro à população e ainda careça de estratégias para retomar o crescimento.

Quanto ao impacto sobre o Brasil que exporta para a Argentina, principalmente, automóveis, – o correspondente à quase metade da pauta de exportações e com uma participação de 75% sobre as vendas das montadoras para todo mundo-, De Toni prevê que ele será mais concentrado neste segmento, embora reconheça a importância dessas trocas comerciais que incluem ainda as importações na área agrícola

Para o economista, o Brasil tem fatores de proteção como, por exemplo, reservas cambiais de quase US$ 400 bilhões. A Argentina tem US$ 50 bilhões. Citou ainda a forte desvalorização do peso argentino em meio a um ataque especulativo resultando em uma inflação de 40% ao ano ante uma variação entre 4 a 5%, no Brasil, e a consequente elevação dos juros de 45% para 60% ao ano, muito acima da taxa brasileira oscilando em torno de 6,5%.

Outra diferença entre as duas economias, apontadas por De Toni, é que a Argentina depende De recursos do FMI, enquanto o Brasil tem uma previsão de investimentos diretos este ano de U$ 65 bilhões, um volume imenso para países latino-americanos.

(Agência Brasil)

PGR se manifesta contra recurso em favor da candidatura de Lula

A Procuradoria-Geral da República se manifestou neste sábado (8) contrariamente ao recurso da defesa em favor da candidatura de Lula, protocolado na terça-feira (4) no Tribunal Superior Eleitoral. O documento com cerca de 180 páginas insiste na tese sobre decisão de um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que permitiria o petista disputar as eleições.

Os advogados consideram que é o Supremo Tribunal Federal (STF) que deve decidir se a decisão da ONU é ou não vinculante. O recurso só vai à análise do Supremo se o plenário virtual da Corte Eleitoral, que analisa o recurso, entender que há questão constitucional a ser esclarecida.

Para o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, “não há qualquer improbidade na decisão do Tribunal Superior Eleitoral” que barrou o registro da candidatura de Lula.

“Indubitavelmente, aquele que, com causa de inelegibilidade já reconhecida pela Justiça Eleitoral, aventura-se em tentar postergar o indeferimento do seu registro de candidatura, turbando o processo eleitoral, atua desprovido de boa-fé. Sua conduta é capaz de imprimir indesejável instabilidade às relações políticas, excedendo, portanto, os limites sociais ao exercício do direito. Por fim, ao assim proceder, dá causa ao dispêndio de recursos públicos a serem empregados a uma candidatura manifestamente infrutífera”, diz Medeiros

Em sua manifestação, o vice-procurador-geral diz ainda que “reconhecer a procedência do pedido almejado no recurso extraordinário significaria violar a Constituição brasileira”.

Na semana passada, ao decidir sobre o impedimento da candidatura de Lula, a Justiça eleitoral deu prazo para que até a próxima terça-feira (11) a coligação O Povo Feliz de Novo (PT, PCdoB e Pros) defina um novo nome para candidato à Presidência da República.

(Agência Brasil)

Democracia ferida a faca

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Em artigo no O POVO deste sábado (8), a jornalista Letícia Alves avalia a repercussão da agressão contra Bolsonaro. Confira:

Assisti à facada em Jair Bolsonaro por vários ângulos, em velocidades alta e baixa, com zoom na arma e zoom no rosto que recebeu a dor com surpresa e com medo. Foi a primeira vez que vi alguém ser esfaqueado de verdade. Nos filmes, jorra sangue pelo corte e pela boca. Perdoem a figura de linguagem pobre, mas na vida real, no Brasil onde um candidato à Presidência foi esfaqueado, foi verdadeiramente a democracia que sangrou.

Quase tão difícil como assistir àquela cena de violência cruenta, porém, foi acompanhar as mensagens nos meus grupos de WhatsApp e nas redes sociais. Vi pessoas acusando o capitão da reserva de ter forjado o ataque ou de ser vítima do seu próprio discurso “de ódio” — a culpa, em qualquer um dos casos, era dele mesmo. Alguns admitiam que ele era a vítima, mas faziam questão de dizer que nem sempre o fora. Havia ainda os que compartilhavam, sem hesitar, qualquer fake news absurda que chegava aos seus celulares. Resumidamente, um show de horror após o show de horror.

Não é preciso dizer que o uso político dessa situação é lastimável e que a minimização do ataque é desumana e maliciosa. O golpe que quase matou o presidenciável foi filmado, compartilhado, publicado e transmitido em televisões, computadores e celulares de milhões de pessoas. Bolsonaro agonizou sob os olhares do mundo inteiro. Negar essa realidade por afeição ideológica apenas corrobora com a análise óbvia de que, perdoem mais uma vez, quem agoniza junto com ele são as nossas esperanças de ter uma eleição pacífica e um país não mais dividido pelo ódio.

Não se sabe o que acontecerá daqui para frente. Os médicos estimaram o mínimo de “uma semana ou dez dias” antes do presidenciável receber alta. Ele dificilmente voltará a fazer campanha de rua. O quanto isso influenciará no resultado das eleições é impossível de mensurar. Inicialmente, fala-se em repercussão positiva para Bolsonaro. Passar o último mês de campanha impossibilitado de viajar pelos estados e de participar de atos públicos, no entanto, pode desequilibrar a balança para o lado contrário. Como saber? Afinal, quem podia imaginar que a chave das eleições 2018 seria uma faca?

Letícia Alves, jornalista do O POVO

Sem estrutura emocional, Fortaleza perde em Criciúma e poderá deixar liderança na terça-feira

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Com 21 rodadas na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, com mais de quatro meses como melhor desempenho na temporada, a expectativa do inédito título de campeão brasileiro parece pesar para o Fortaleza a cada rodada para o término da competição.

Mesmo com maior posse de bola em campo e com apenas dois chutes a gol do adversário, o Fortaleza foi derrotado pelo Criciúma, na tarde deste sábado (8), no estádio Heriberto Hülse, no interior catarinense, por 2 a 0, e poderá deixar a liderança da Série B na terça-feira (11), em caso de vitória do CSA sobre o Vila Nova, no estádio Rei Pelé, em Maceió. A equipe cearense ainda teve os atletas Igor e Pablo expulsos.

A 12 rodadas para o final da competição, o Fortaleza segue líder com 47 pontos, mas agora a apenas um ponto do vice-líder CSA, que neste sábado desbancou de virada o Figueirense, em pleno estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, por 2 a 1. A diferença entre o líder Fortaleza e o vice-líder CSA já chegou a oito pontos.

Nas últimas cinco rodadas, o Fortaleza tem o segundo pior desempenho entre as 20 equipes da Série B, melhor apenas que o Juventude, que chegou à zona de rebaixamento.

Mesmo que perca a liderança na terça-feira, o Fortaleza terá a chance de voltar à ponta na tabela de classificação, na sexta-feira (14), contra o Sampaio Corrêa, em São Luís.

(Foto: Reprodução)