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Secretário da Segurança vai divulgar nota sobre série de ataques criminosos em Fortaleza e Caucaia

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O Secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, André Costa, vai divulgar uma nota sobre a série de ataques criminosos., pois tudo ainda está em apuração.

Foram registrados ataques em série a ônibus, vans em Fortaleza, e até tentativa de derrubada de viaduto na BR-202, em Caucaia. Houve explosão de uma das pilastras, mas a estrutura do viaduto não sofreu abalos. O local está interditado para avaliações periciais.

A SSPDS confirma que houve prisões já registradas de envolvidos nos ataques.

A série de ataques, iniciada na madrugada desta quinta-feira, teve início quando, coincidência ou não, o secretário da Administração Penitenciária Luis Mauro, declarou que desconhecia facções no Ceará.

(Foto – EvilázioBezerra)

Fortaleza e Caucaia são alvos de ataques. Até viaduto é alvo de explosivos

Uma das pilastras do viaduto da BR-020, em Caucaia, foi alvo do ataque com explosivos.

Ataques a ônibus e vans em Fortaleza e a explosão de uma das pilastras do viaduto da BR-20, em Caucaia (Região Metropolitana, além de destruição de câmeras de segurança em pontos da Capital, foram registrados, desde o começo da madrugada desta quinta-feira.

Na BR-020, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou a explosão numa das pilastras e encontrou explosivos, O local está interditado para avaliação da perícia. Nos ataques, não houve registro de feridos, mas em Fortaleza dois homens foram presos e um adolescentes (14) aprendido quando tentavam destruir câmeras de segurança.

De acordo com a Polícia, uma topic foi incendiada na Rua 114, no Conjunto Planalto Caucaia. Em Fortaleza, houve dois ataques a ônibus, na comunidade do Dendê, no bairro Edson Queiroz, e na Avenida Cônego de Castro, no Parque Santa Rosa. o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas os ônibus pelo fogo.

No bairro Bom Sucesso, dois homens numa motocicleta tentaram incendiar um ônibus, mas o motorista conseguiu arrancar com o veículo e evitar o pior.

A onda de ataques ocorre após fala do novo secretário da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, de que não reconhece facção criminosa no Ceará. Ele também disse que a divisão de presos por unidades não deve obedecer à lógica que o Governo do Estado tem adotado até aqui, que é a de distribuir os internos segundo seus vínculos com organizações criminosas.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado deve dar maiores detalhes sobre a série de ataques ao longo desta quinta-feira.

(Foto – Reprodução de TV)

Bolsonaro faz nesta quinta 1ª reunião ministerial após assumir governo

O presidente Jair Bolsonaro fará a primeira reunião ministerial com sua equipe, nesta quinta-feira (3). Ele marcou para esta manhã a conversa com os 22 ministros. O chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Onyx Lorenzoni, confirmou que serão discutidas as primeiras ações de governo.

A reunião ocorre após a publicação da Medida Provisória (MP) 870, que define a reestruturação do governo e os detalhes sobre as atribuições de cada pasta e prioridades das áreas específicas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a sua gestão será centrada em quatro pilares: abertura da economia, simplificação de impostos, privatizações e reforma da Previdência, acompanhada da descentralização de recursos para estados e municípios. Ele destacou que o novo governo pretende dar importância ao capital humano – como os economistas chamam o investimento em capacitação do cidadão.

Para o ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, as prioridades se concentram em medidas de combate à corrupção e à violência.

(Agência Brasil)

General-ministro diz que governo estará aberto para movimentos sociais

O ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, indicou hoje (2) que pretende dialogar com os movimentos sociais, durante discurso na cerimônia de transmissão de cargo, ocorrida no Palácio do Planalto. Segundo ele, todos serão tratados com respeito, sem distinção.

“Estaremos sempre de portas abertas aos prefeitos, governadores, a todos movimentos sociais e organismos, independentemente de qualquer outra consideração”, disse.

Santos Cruz afirmou que a secretaria continuará sendo a porta de entrada de relacionamento institucional da Presidência da República. Após a cerimônia, ele disse que “todo segmento da sociedade tem a porta aberta dentro da Secretaria de Governo”.

A cerimônia de hoje no Planalto marcou a transmissão de cargos de quatro ministérios, todos lotados no palácio. Além de Santos Cruz, Augusto Heleno, no Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Onyx Lorenzoni, na Casa Civil; e Gustavo Bebbiano, na Secretaria-Geral da Presidência.

(Agência Brasil)

Moro diz que seu lema é “fazer a coisa certa”

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Com um discurso firme e categórico, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, reiterou hoje (2) que suas prioridades são o combate à corrupção e violência. Um plano anti-corrupção está sendo finalizado para ser enviado ao Congresso Nacional e, paralelamente, deverá ser definida uma parceria de cooperação com os Estados para ampliar o sistema de segurança pública em todo país.

Moro afirmou que a população precisa ter confiança no governo e alertou que os desvios de recursos públicos atingem fortemente as camadas mais vulneráveis que dependem essencialmente dos serviços públicos. “Fazer a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo será nosso lema.”

Segundo o ministro, é preciso avançar de forma coletiva para dar mais segurança a todos. “Não podemos nos achar impotentes. Avançamos muito até aqui, mas podemos avançar mais para que o brasileiro, seja qual for sua renda, tenha o direito de viver sem o medo da violência ou de ser vítima de um crime nos níveis epidêmicos atualmente existentes”, disse.

Para Moro, no âmbito internacional, as parcerias com outros países vão dar mais agilidade à recuperação de ativos e identificação de ilícitos e seus autores. “Não deve ter porto seguro para criminosos no exterior e o Brasil jamais será porto seguro para criminosos”, afirmou o ministro, reiterando que o país manterá a atual política de concessão de asilo político, segundo os termos da Constituição.

Ao defender o combate à corrupção como meta, Moro disse que trabalha com propostas simples, “mas eficazes” e citou a proibição de progressão de regime para membros de organizações criminosas e mecanismos para agilizar o processo da Justiça quando há confissões.

De acordo com o ministro, o texto que será enviado ao Congresso ainda pretende afastar definitivamente riscos de mudanças na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância.

“Este foi o mais importante avanço institucional dos últimos anos. Pretendemos honrá-lo e igualmente beneficiar toda a população com uma justiça célere consolidando o avanço de maneira clara e cristalina na Constituição”, afirmou.

Na ampliação do sistema de segurança pública e combate à violência, Moro disse que quer colocar em prática ações de cooperativismo e elogiou a implantação da intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, de fevereiro a dezembro de 2018. Segundo ele, a Secretaria Nacional de Segurança Pública poderá usar recursos para, além de investir no auxílio às polícias, padronizar procedimentos e estrutura.

“É um papel equivalente à intervenção federal do Rio de Janeiro. Substituindo ‘intervenção’ por ‘cooperativismo’”, disse. Para isto, o ministro acrescentou que quer estabelecer uma parceria com estados para incrementar o trabalho de inteligência e troca de informações.

Moro defendeu a implementação de ações federais para retomar o controle do Estado sobre as penitenciárias e investir em um maior controle de comunicações de lideranças criminosas. Também destacou que está em estudo o incremento do banco de dados genéticos de condenados por crimes dolosos no Brasil, criado para facilitar a identificação de pessoas.

O combate à criminalidade vai tratar também de facilitar o uso de recursos advindos do crime em benefícios da sociedade. Segundo Moro, o dinheiro do tráfico poderá ser usado em medidas de segurança ou investimentos para recuperação de dependentes químicos.

(Agência Brasil)

Cearenses estreiam na Copinha nesta quinta-feira

Ceará, Fortaleza e Horizonte estreiam nesta quinta-feira (3) na Copa São Paulo de Futebol Junior, que conta com 128 equipes.

Às 16, o Vovozinho pega a equipe do Ceilândia, teoricamente a mais fraca do grupo. No mesmo horário, o Leãozinho enfrenta os meninos paraibanos do Queimadense, que pela primeira vez disputa a Copinha. Às 18 horas, o Horizonte encara o favoritismo do Botafogo do Rio.

Varejo pode deixar de faturar R$ 7,6 bi por causa de feriados

Por conta dos feriados nacionais, o varejo brasileiro pode deixar de faturar R$ 7,6 bilhões em 2019. A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP).

O montante, no entanto, representa apenas 0,4% de tudo o que o varejo fatura em um ano ou representa um dia e meio do comércio completamente fechado.

Segundo a entidade, esse valor é 32% inferior ao estimado em 2018 – R$ 11,2 bilhões – porque este ano haverá menos feriados e fins de semana prolongados.

No ano passado foram 15 dias entre feriados e fins de semana prolongados. Este ano serão dez dias. Nessa conta foram desconsiderados os feriados municipais e estaduais.

O setor que deve ser mais prejudicado com os feriados este ano é o de outras atividades (combustíveis, joias e relógios e artigos de papelaria, entre outros), que pode perder R$ 3,6 bilhões em 2019, segundo a Fecomércio.

Já a atividade de supermercados pode perder R$ 1,93 bilhão; a de farmácias e perfumarias R$ 1,1 bilhão; a de vestuário, tecidos e calçados R$ 801 milhões e a de móveis e decoração, R$ 620 milhões.

(Agência Brasil)

Onyx propõe pacto com a oposição

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Na cerimônia de transmissão de cargo no Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, apelou hoje (2) por um “pacto político” entre governo e oposição “por amor ao Brasil” e respeitando as diferenças de ideológicas. Segundo ele, o espaço para as disputas será preservado, mas é fundamental “garantir o futuro de cada brasileiro”. Ele citou a necessidade de levar adiante medidas estruturantes, como as reformas que serão negociadas com o Congresso.

A afirmação de Onyx foi feita na presença do presidente Jair Bolsonaro e de três ministros que participavam a cerimônia de transmissão de cargo: Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e o general Augusto Heleno (Segurança Institucional).

“Não é possível que a oposição não possa compreender, assim como o governo, que nós temos em alguns movimentos que serão enfrentados dentro de alguns meses a capacidade de, primeiro, olhar para o Brasil, segundo, olhar para as famílias brasileiras, terceiro, olhar para o presente das pessoas”, disse Onyx. “O diálogo será a marca deste governo.”

Para Oynx, são legítimas as disputas políticas e o espaço delas será preservado. Segundo ele, há disposição por parte dos integrantes do governo em dialogar com a oposição. “Precisamos ter bons ouvidos para aqueles que se opõem ao nosso governo.”

O ministro destacou a orientação do presidente da República para todos da equipe. “Nós sabemos que temos a responsabilidade de conduzir o Brasil. E o presidente Bolsonaro é o primeiro a sempre dizer que nós temos uma missão, que nós temos que acertar cotidianamente, que nós não podemos errar. E uma das formas de não errar, quem conduz o Brasil, é poder ter bons ouvidos para aqueles se opõe ao nosso governo.”

O ministro da Casa Civil lembrou que o Congresso Nacional, que assume em fevereiro, reunirá 249 novos deputados e 46 novos senadores. Ele destacou que aumentou o número de mulheres no Parlamento. “O desafio que nos espera é ter capacidade de dialogar, respeitar nossas divergências, mas como sempre colocar o Brasil em primeiro lugar. O pacto que queremos é o pacto pelo Brasil”, disse.

(Agência Brasil)

José Guimarães diz que reforma da Previdência não passa

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De José Guimarães (PT), que deve permanecer como líder da minoria na Câmara dos Deputados:

“Tudo faremos para que a Reforma da Previdência não seja aprovada. Ela é danosa para o Pais”.

Bem, faltou o parlamentar apresentar alternativas para o quadro da Previdência que é grave e um problemão enfrentado hoje por vários países.

(Foto – Agência PT)

Confiança do empresário atinge maior nível desde março de 2014, diz FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,0 ponto em dezembro, indo a 95,9 pontos, o maior nível desde os 97,8 de março de 2014. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,9 ponto.

Os dados fazem parte da Sondagens de Índices de Confiança Empresarial, e foram divulgados hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: indústria, serviços, comércio e construção.

Os dados indicam que o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,1 ponto, para 91,2, o maior valor desde os 92,8 pontos de junho de 2014.

Já o Índice de Expectativas (IE-E) avançou 0,2 ponto, indo para 101,0. É segundo mês consecutivo em que o IE-E ultrapassa 100 pontos.

Na avaliação do superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr., o índice de confiança do empresariado vem se aproximando da normalidade.

“Após a terceira alta consecutiva, a confiança empresarial se aproxima de níveis que retratam uma situação de normalidade” disse.

Para ele, a segunda boa notícia de dezembro foi que o índice que mede a percepção sobre o momento atual (ISA) avançou mais que o índice de expectativas (IE), “o que acontece pela primeira vez desde julho de 2018”.

O economista afirmou, porém, que, apesar dessas constatações, “a distância ainda superior a 15 pontos entre ISA e IE no comércio e na construção sugere que os ganhos recentes da confiança devem ser explicados por uma efetiva melhora gradual do ambiente econômico, mas também pelo efeito favorável do fim do período eleitoral sobre as expectativas”.

Confiança por setores

O estudo da FGV indica, ainda, que, pelo segundo mês consecutivo, houve aumento da confiança na margem em todos os setores que integram o ICE.

Já na métrica de média móveis trimestrais, a variação foi negativa apenas na indústria, com queda de 0,4 ponto. Com expressiva alta no mês, a confiança do comércio passa dos 100 pontos pela primeira vez desde março de 2014.

A indústria e os serviços avançaram menos e apresentam agora níveis de confiança muito próximos entre si. Já a confiança da construção subiu pelo quarto mês consecutivo, mas continua sendo a mais baixa entre os quatro setores.

Difusão da Confiança

Em dezembro, houve alta da confiança em 65% dos 49 segmentos que integram o Índice de Confiança Empresarial.

No mês passado, no entanto, a alta havia alcançado 84% dos segmentos.

Para a edição de novembro de 2018, foram coletadas informações de 4.701 empresas entre os dias 3 e 21 de dezembro. A próxima divulgação do ICE será no dia 31 de janeiro.

(Agência Brasil)

A tarefa em defesa do Brasil

Com o título “Nossa tarefa em defesa do Brasil”, eis artigo do escritor Ruy Câmara. Ele faz pregação contra possíveis boicotes ao governo de Jair Bolsonaro. Confira:

A partir de hoje, 02/01/2019, o Brasil retoma a sua caminhada de recuperação do tempo perdido rumo ao futuro glorioso que tanto desejamos, para nós e para as futuras gerações.

A tarefa maior que compete a cada cidadão e cidadã brasileiro responsável e consciente é combater e enfrentar com altivez os bandos de abutres e sabotadores das esquerdas lacaias e revanchistas que farão tudo para que os projetos não sejam aprovados, para que a Nação não se desenvolva e para que nada dê certo no Brasil.

Outra importante tarefa nossa é ajudar a expurgar e a banir de todas as instituições do nosso QUERIDO e AMADO BRASIL tudo de ruim que deriva da mentalidade petista, comunista, socialista e comuno-socialista.

A faxina que faremos desses tipos nocivos de mentalidades atrofiadas e danosas deve ser iniciada agora e já, principalmente nas escolas e universidades, mesmo que isso nos custe algumas velhas ou novas amizades.

De minha parte, estejam certos: enfrentar e combater de frente essas mentalidades que tantos males causaram ao nosso país e ao povo brasileiro é mera continuidade do que eu venho fazendo desde os anos 90.

*Ruy Câmara,

Escritor.

Jair Bolsonaro e uma cutucada em Eunício Oliveira

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Entrevistado, cm exclusividade, pela Rede Record, o presidente Jair Bolsonaro bateu duro na forma de composição das agências reguladoras federais.

Até fez alusão à recém-criada Agência Nacional de Mineração que, coincidência ou não, conta com dois conselheiros indicados por Eunício Oliveira.

São eles: o ex-deputado estadual Tomás Figueiredo Filho, ex-PSDB e hje MDB, e o advogado Vicente Aquino. Eles foram nomeados em novembro e dezembro, respectivamente, por Michel Temer. Cumprirão mandato de dois anos.

(Foto – Agência Câmara)

Caio Mario de Andrade é indicado à presidência do Serpro

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, indicou hoje (2) o nome de Caio Mario Paes de Andrade para a presidência do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública de tecnologia da informação.

Caio Mario tem formação em Comunicação Social pela Universidade Paulista em São Paulo, pós-graduação em Gestão pela Harvard University e Mestrado em Administração de Empresas pela Duke University.

Segundo a assessoria de imprensa do ministério, Caio Mario é um empreendedor, foi um dos pioneiros da internet brasileira e fundador da WebForce Networks. Na área social, fundou Instituto Fazer Acontecer, que promove cidadania através do esporte no semiárido baiano.

(Agência Brasil)

Brasileiro quer juntar dinheiro para pagar dívidas, diz pesquisa

Pesquisa divulgada hoje (2) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que as principais metas financeiras do brasileiro para 2019 são juntar dinheiro para pagar dívidas.
Segundo a pesquisa, 51% do total dos entrevistados pretende juntar dinheiro em 2019 e 37% e “sair do vermelho”. Sete em cada dez entrevistados (72%) dizem estar otimistas com a economia neste ano e que a vida financeira será melhor, enquanto 8% do total revela pessimismo, dizendo que a economia vai piorar.

“À medida em que o novo governo anuncia seus projetos para o país, aumenta o clima de otimismo com a retomada da economia, que deve começar a ser percebido a partir do segundo semestre”, disse José César da Costa, presidente da CNDL.

Entre os otimistas, as perspectivas para este ano são manter os pagamentos das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%).

Foram entrevistadas 702 pessoas, entre os dias 27 de novembro e 10 de dezembro de 2018, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras.

Crise

Seis em cada dez entrevistados (58%) acreditam que os efeitos da crise terão impacto ainda neste ano. Para evitar o impacto dela no cotidiano, os entrevistados dizem que pretendem organizar ou controlar mais as contas da casa (51%), pesquisar mais os preços (50%), aumentar a renda com trabalho extra e bicos (44%) e evitar o uso do cartão de crédito (44%).

Temores

Entre os principais temores para este novo ano foram citados: não conseguir pagar as contas (61%), não guardar dinheiro (45%), abrir mão de determinados confortos no dia a dia (34%), não obter um emprego (28%) e perder o emprego (20%).

“Apesar de os brasileiros continuarem sentindo os efeitos da crise, a possibilidade de crescimento da economia impõe novos desafios para o sucesso de projetos pessoais, que passará pela capacidade do consumidor de controlar o orçamento, planejar e poupar”, disse Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

(Agência Brasil)

Ciro diz torcer “genuinamente” por Bolsonaro, mas destaca que a equipe dele é inexperiente

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Com o título “O que esperar de 2019”, eis artigo de Ciro Gomes, que saiu publicado na Folha de S.Paulo. “Torço genuinamente que as coisas possam melhorar e até acho que melhorarão ainda que modestamente”, diz o ex-ministro, que disputou a presidência da República. Confira:

Para quem, como eu, tem o coração ligado na vida do povo, é inevitável a percepção de que as esperanças da maioria dos brasileiros se renovaram; em larga escala pelo encontro sazonado, início de um novo ano com a posse de um novo governo. Estas energias, ainda que algo supersticiosas ou meramente psicológicas, não são estéreis. Podem ajudar muito a construir coisas práticas na direção da sofrida agenda nacional.

Não seria eu a botar areia neste sentimento. Torço genuinamente que as coisas possam melhorar e até acho que melhorarão ainda que modestamente.

É que, pouco importam as ficções de contagem do tempo tão necessárias à nossa psicologia humana,o problema de partida em nosso País é objetivamente muito difícil e grave. A política pode produzir rupturas, reorientações, e rumos novos. Mas não por si ou por qualquer fatalismo como o que deriva da mera troca de governo.

É preciso diagnostico correto, terapêutica bem administrada, equipe, disciplina, bons ventos exteriores, bom equilíbrio entre autoridade e habilidade políticas, senso de urgência e …compromisso! Uma pitada de sorte é sempre bem-vinda.

Nesta conjunção reside minha descrença objetiva em grandes mudanças. Alguns números: 13 milhões de pessoas desempregadas, 17 milhões de pessoas vivendo de bico na informalidade, 63 milhões de pessoas com nome sujo no SPC, endividamento empresarial recorde, déficit público de R$ 130 bilhões de reais, dívida pública superior R$5,2 trilhões de reais, um quarto disto vencendo em poucos dias; 63.800 homicídios nos últimos 12 meses, 60.000 estupros no mesmo período, dengue, chikungunya, malária e sarampo epidêmicos e um grave problema de atenção básica de saúde agravado pela saída dos médicos estrangeiros.

Em resumo, estes são alguns dos números que desenham provavelmente a mais aguda crise sócio econômica da história moderna do Brasil. Para qualquer um, a reversão deste quadro não seria fácil. Para quem permitiu a percepção simplificada ao extremo dos problemas e se deixou ver como capaz de resolver tudo a golpes de frases feitas ou de uma radicalizada retórica que mistura moralismo com ideologia estreita…Eis as razões de meus temores.

Realisticamente, para alguém com minha experiência, talvez a palavra correta em relação ao cenário de 2019, seja uma grande interrogação. Ninguém sabe, a meros momentos do inicio do novo governo o que vai ser. Nenhuma proposta concreta, nenhum dialogo sistemático com a intrincada federação politica do País, e os primeiros escândalos já tem o velho tratamento de antanho : “fiz mas eles (PT) fizeram também “. Familiares apontando potencial escandaloso também é história velha. Assim como a relativização de valores com que se olham a si e aos adversários.

A equipe é, para dizer o mínimo, inexperiente. O mais importante assessor não tem um dia sequer de vivência no setor público. Outros… bem, há os que fraudam mapas para privilegiar interesses econômicos, e aqueles que já se apresentam com práticas questionáveis. O diagnóstico, travado por um liberalismo tosco, é, para dizer pouco, equivocado.

Depois de afundarmos na terapêutica Dilma Temer, alguma reversão é de se esperar. Que venha, nosso povo precisa e merece. Mas o potencial de confusão, por esta mistura de graves problemas, grave incompetência e despreparo, equipe fraca e desconhecimento do País me permitem apostar mais na sorte…Que ela ajude nosso Brasil!

Uma palavra sobre a oposição, neste quadro. É preciso evitar o oportunismo rasteiro e demagógico; atrair o governo para o jogo democrático, força-lo a atuar dentro da institucionalidade, oferecer alternativas praticas ao equívocos sem negar a complexidade dos problemas muito menos explorar as muitas contradições derivadas da retorica tosca . A cada bobagem, uma proposta! E fiscalizar sem tréguas.

*Ciro Gomes,

Ex-ministro e ex-governador do Ceará.