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Dólar inicia o ano cotado a R$ 3,84 e Bolsa em alta de 0,37%

A cotação do dólar está em queda no primeiro dia do governo de Jair Bolsonaro e de funcionamento da B3, a bolsa de valores de São Paulo.

A moeda norte-americana está em R$ 3,84, uma variação negativa de 0,69%.

Já o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, iniciou o ano com alta de 0,37%, totalizando 88.210 pontos por volta das 11h50.

Com o pregão em andamento, os papéis com melhor desempenho são da Eletrobras, Kroton Educacional, Estácio Parton e Cielo.

(Agência Brasil)

IPVA 2019 – Boleto já está disponível, avisa a Sefaz

Está disponível, a partir desta quarta-feira, 2, o boleto para pagamento do Imposto sobre a Circulação de Veículos Automotores (IPVA) 2019. A Secretaria da Fazenda (Sefaz) não fará envio de boletos pelos Correios. Proprietários de veículos podem ter o documento de arrecadação estadual (DAE) emitido no site da Sefaz. Para fazer o download do documento, o contribuinte precisa acessar a seção “Serviços”, “IPVA” e, por último, “DAE para pagamentos”.

O boleto é recebido em casas lotéricas e agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste e Bradesco, além das farmácias Pague Menos. A parcela única (usufruindo do desconto de 5%) pode ser paga até o próximo dia 31, enquanto o parcelamento vai de fevereiro a junho deste ano.

Quem decidir pelo parcelamento, deverá pagar as parcelas nos dias 8 de fevereiro, 8 de março, 8 de abril, 8 de maio e 10 de junho de 2019. A Sefaz orienta que o contribuinte guarde o comprovante de pagamento do IPVA por cinco anos.

Estão isentos do pagamento pessoas com deficiência, proprietários de táxi, ônibus urbano e metropolitano e veículos com mais de 15 anos. Veículos da União, Estado, municípios, autarquias, fundações, sindicatos e templos religiosos também estão isentos.

Redução

Os proprietários de veículos no Ceará pagarão menos pelo IPVA. A redução média, com relação a 2018, será de 3,79%. Em 2019, 2,27 milhões de veículos são tributados. A previsão de arrecadação é de R$ 1 bilhão, sendo que 50% desse valor pertence ao Tesouro Estadual e os outros 50% são destinados aos municípios cearenses.

A redução média aplicada no Ceará foi superior a de outros estados. Em São Paulo, a redução média foi de 3,34%, enquanto em Minas Gerais a diminuição foi de 3%.

Para chegar aos valores constantes nas tabelas do IPVA, a Sefaz considerou a tabela divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que expressa os preços médios de mercado dos veículos, efetivamente praticados por Estado, e consulta ao Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Ceará (Sindivel).

SERVIÇO

*Parcela única: 31 de janeiro, com 5% de desconto

*Parcelas: 8 de fevereiro, 8 de março, 8 de abril, 8 de maio e 10 de junho de 2019

*Emissão do IPVA no site da Sefaz aqui.

*Tabela de valores

*Mas Informações: (85) 3209 2200.

(Com O POVO Online e Sefaz)

Maria do Rosário, insultada por Bolsonaro, é autora da lei que criou a profissão de tradutor de Libras

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Ironia do destino. A deputada federal reeleita Maria do Rosário (PT-RS), que ouviu do presidente Jair Bolsonaro em 2003 que não merecia ser estuprada, é a autora do projeto de lei que regulamentou, em 2010, a profissão de tradutor e intérprete de Libras. A informação é da Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

Durante a posse de Bolsonaro, nesta terça-feira (1), a primeira-dama Michelle fez um inédito discurso no parlatório do Palácio do Planalto em que se dirigiu ao público por meio da linguagem, que é a sigla de Língua Brasileira de Sinais.

Michelle aprendeu a linguagem para se comunicar melhor com um tio surdo, e é intérprete de Libras em uma igreja evangélica que frequentava, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

(Foto – Reprodução de TV)

Bolsonaro transfere Coaf para Ministério da Justiça

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi transferido do extinto Ministério da Fazenda para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A alteração está na medida provisória (MP) nº 870, divulgada na noite desta terça-feira (1º), em edição extra do Diário Oficial da União. A medida provisória trouxe a organização dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios.

Além da MP, hoje (2), um decreto com o estatuto do Coaf foi publicado com o conselho integrando o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O Coaf é responsável por ações de inteligência para prevenir a lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e o financiamento do terrorismo. O Coaf recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunica às autoridades competentes.

Na MP, ficou definido que o presidente do Coaf será indicado pelo ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e nomeado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em outros decretos publicados hoje no Diário Oficial da União, Bolsonaro exonerou o atual presidente do Coaf, Antônio Carlos Ferreira de Sousa, e nomeou Roberto Leonel de Oliveira Lima para o cargo. Lima é auditor-fiscal da Receita Federal a atuava na força-tarefa da Operação Lava Jato.

(Agência Brasil)

Um governo mais Camilo

Da Coluna Política, no O POVO desta quarta-feira (2), pelo jornalista Érico Firmo:

A ida de Zezinho Albuquerque para a Secretaria das Cidades abre espaço para Camilo Santana (PT) tentar dar um toque mais pessoal à política do Ceará. Na Assembleia Legislativa, Zezinho não criou dificuldade para o governador e ajudou a resolver alguns problemas. Porém, ele é articulador dos Ferreira Gomes. Chegou a disputar com Camilo pela indicação para concorrer ao governo, em 2014. A depender do rumo que tome a sucessão na Assembleia, talvez o governador emplaque alguém mais ligado a ele.

Será assim caso a escolha recaia sobre Evandro Leitão. Ele é o favorito do núcleo camilista. As outras opções no momento são Tin Gomes e José Sarto. Todos do PDT, mas os dois últimos são, como Zezinho, mais próximos aos Ferreira Gomes que a Camilo. Tin, sobretudo, está na briga. Conseguirá Camilo emplacar alguém mais ao seu feitio ou irá prevalecer a influência Ferreira Gomes?

Vale destacar: Camilo já deu seu toque pessoal em outra área crucial: a Fazenda. A pasta estava há 12 anos sob controle de Mauro Filho (PDT), outro Ferreira Gomes de carteirinha. Mauro ajudou muito Camilo. Mas nenhum governador costuma delegar a alguém que não de seu próprio grupo a chave do cofre. No primeiro governo, Camilo devia a vitória a Cid Gomes (PDT) e não tinha força para se impor. Agora é diferente.

(Foto: Paulo MOska)

Zezinho Albuquerque e a “Máquina de votos”

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Camilo Santana tirou Zezinho da AL. O parlamentar queria o quarto mandato como presidente.

Da Coluna Política, do O POVO desta quarta-feira, do jornalista Érico Firmo, o tópico “Máquina de votos”. Confira:

Zezinho Albuquerque comandará na Secretaria das Cidades a pasta com ações mais pulverizadas nos municípios, com mais recurso para obras. Para um político de mão cheia e repleto de contatos no Interior, o potencial a extrair é grande.

A pasta das Cidades é máquina de votos em potencial.

Vale lembrar, foi de lá que Camilo saiu para virar governador.

(Foto – Arquivo)

Inflação pelo IPC-S fecha 2018 com alta de 4,32%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou a última semana do ano (23 a 31 de dezembro) com alta de 0,29%, resultado 0,19 ponto percentual superior ao da semana de 16 a 22.

Com o resultado, o IPC-S encerrou 2018 com alta acumulada de 4,32%.

Os dados foram divulgados hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV) e refletem alta de preços em cinco das oito classes de despesas.

Segundo a FGV, a maior contribuição partiu do grupo habitação, que saiu de uma deflação (inflação negativa) de 0,13% para uma alta de 0,20%, uma variação positiva de preços de 0,33 ponto percentual.

Eletricidade residencial
Nessa classe de despesa, destaca-se o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -2,37% para -1,27%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos transportes (-0,92% para -0,63%), alimentação (0,60% para 0,74%), saúde e cuidados pessoais (0,29% para 0,44%) e vestuário (0,24% para 0,69%).

Nessas classes de despesa, destaca-se o comportamento dos itens gasolina (-5,14% para -4,30%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,04% para 0,60%), laticínios (-2,38% para -2,11%) e roupas (0,31% para 0,99%).

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (0,98% para 0,83%), despesas diversas (0,19% para 0,13%) e comunicação (0,05% para -0,01%) apresentaram recuo nas taxas de variação.

(Agência Brasil)

Cid e Ciro apoiam Tasso para a presidência do Senado

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O senador eleito Cid Gomes (PDT) e o candidato derrotado à Presidência da República, Ciro Gomes, definiram o apoio à Tasso Jereissati (PSDB) à presidência do Senado Federal. Questionados separadamente antes da solenidade de posse do governador Camilo Santana (PT), ontem na Assembleia Legislativa, os irmãos apontaram que o senador tucano reúne aspectos que não seriam “nem de uma situação automática e nem de uma oposição sistemática” ao governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Cid disse se dedicar à tarefa de formar um bloco de “15 ou 16” senadores de cinco partidos para atuar “além da formação da mesa e da composição das comissões”. Os partidos, não detalhados ontem por Cid, poderiam ser PDT, PRB, PRP, PPS e setores do PSDB.

“Existe o sentimento de colocar o Senado como um poder independente, compreendendo o papel relevante que terá de poder moderador, de manter estabilidade para o País num governo de muita imponderabilidade, que, creio, será o governo Bolsonaro. Imagino que a quantidade de pessoas que tenham esse sentimento em comum possa chegar a 50 senadores”, desenhou Cid. Para ele, Tasso “é um nome que define esse sentimento”. O número representaria 61% dos 81 senadores que compõem a Casa.

Pensando em um cenário de articulação federal com o Ceará, Ciro foi ainda mais enfático quanto às declarações em relação a Tasso. “Evidentemente é o Cid que comanda essas coisas, mas eu vibraria muito com a eleição dele (Tasso)”, afirmou.

Ciro foi apadrinhado de Tasso no início da carreira política. Os Ferreira Gomes e o senador tucano se distanciaram desde o mandato do Cid Gomes à frente do Governo do Estado. Durante esse tempo, Tasso e o PSDB têm se apresentado como oposição aos Ferreira Gomes localmente, tanto na Assembleia, quanto durante as campanhas eleitorais. A declaração de Ciro pode indicar uma reaproximação dos então adversários políticos, e é representativa de como será a postura nacional de oposição do PDT ao governo de Bolsonaro – distante de laços com PT e parte da esquerda, e mais próxima de setores de centro e de direita.

O senador eleito diferenciou a situação local, por serem aliados do PT cearense, da conjuntura nacional, declarando que, nacionalmente, a relação entre PDT e PT é de mais “animosidade”. “O que eu desejo é que o PDT possa marcar nossa identidade, somos diferentes a nível nacional. Mas certamente é razoável que em muitas situações nós estejamos na mesma estratégia e defendendo as mesmas bandeiras”, declarou.

Sobre a não presença do PT na posse do presidente Bolsonaro, Ciro voltou a tecer duras críticas ao partido, antes aliado. “(É uma postura) Desrespeitosa com a maioria do eleitorado (que elegeu o Bolsonaro). Acho uma infantilidade, mais uma aberração dessa burocracia corrompida do PT, que é um desastre”, criticou. Ainda assim, Ciro afirmou que não iria à posse de Bolsonaro. “A propósito, não fui sequer convidado, mas, se fora, não iria”.

(O POVO – Domitila Andrade e Carlos Mazza/Fotos – Agência Câmara  Facebook)

Eunício Oliveira emplaca Aloísio Carvalho e Rogério Pinheiro no secretariado de Camilo Santana

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Novo secretário da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado, Aloísio Carvalho é uma indicação para o Governo do Estado do senador Eunício Oliveira (MDB). “Eu assumo na qualidade de técnico, a exemplo de Rogério Pinheiro, que é um grande técnico e grande quadro”, disse Carvalho, ontem, durante a posse de 20 dos 21 secretários do governador Camilo Santana (PT). Mas ele lembrou ter relações de amizade e de política com Eunício. O mesmo vele para Pinheiro, que é o novo secretário de Esportes e Juventude

Aloísio Carvalho lembrou também que já colaborou no Governo de Cid Gomes por indicação de Eunício Oliveira.

Já o emedebista Eunício Oliveira não se reelegeu para o Senado, mas acabou se tornando politicamente próximo de Camilo Santana (PT), quando ajudou o governador na liberação de recursos junto a ministérios e aprovação de empréstimos importantes para o Estado no âmbito do Senado.

DETALHE – Aloísio só deve assumir oficialmente a pasta dentro de 10 dias. Ele terá que pedir exoneração ao Conselho de Administração do Banco do Nordeste, onde ocupa cargo de diretor.

(Foto – Paulo MOska)

Camilo não vai à posse de Bolsonaro, mas quer apoio

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quarta-feira:

O governador Camilo Santana (PT) afirmou ontem, em clima de posse, para este colunista que, mesmo não sendo do partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL), espera que ele cumpra a promessa feita recentemente em várias entrevistas: ser o presidente de todos os brasileiros.

“Ele tem dito que vai trabalhar para todos. Que seja o presidente para todos”, reforçou Camilo, um dos governadores nordestinos ausentes à sessão solene do Congresso Nacional que empossou nessa quarta-feira Jair Bolsonaro.

O governador espera apoio de Brasília para ações do Ceará, assegurando que o Estado tem projetos e vem mostrando, na prática, evolução na gestão e, fundamentalmente, cumprindo o ajuste fiscal, hoje a pregação número um do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Outra. Camilo destacou que manterá neste ano a parceria do “Juntos por Fortaleza” com o prefeito Roberto Cláudio (PDT) em áreas como saúde, educação e mobilidade urbana.

Nesse quesito, aliás, mais do que nunca, Camilo e RC já estão de olho também no pleito de 2020 na Capital, onde um bolsonarista vem circulando à vontade: o deputado federal eleito e presidente estadual do PROS, Capitão Wagner.

(Fotos – Paulo MOska)

Núcleo duro da equipe de Bolsonaro assume nesta quarta-feira suas tarefas

Um dia depois da cerimônia de posse do governo Jair Bolsonaro, será a vez de os ministros receberem os cargos dos antecessores. Haverá solenidades praticamente durante toda esta quarta-feira (2), a partir das 9 horas até as 18 horas. Bolsonaro participará da cerimônia de transmissão de cargo de cinco dos 22 ministros nomeados – Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência, general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e general Augusto Heleno (Segurança Institucional). As quatro áreas são diretamente vinculadas à Presidência da República.

No final do dia, Bolsonaro também deve comparecer à solenidade de transmissão do cargo do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo.

De manhã, há transmissão de cargo do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para Marcos Pontes, e da Justiça e Segurança Institucional para Sérgio Fernando Moro, além de Minas e Energia, almirante Bento Costa e Lima, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

À tarde, as solenidades são dos ministros de Cidadania e Ação Social, Osmar Terra, da Saúde, Luiz Mandetta, da Economia, Paulo Guedes, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, além do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

No final da tarde, haverá transmissão de cargo da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

(Agência Brasil)

Editorial do O POVO – O compromisso dos empossados

Com o título “O compromisso dos empossados”, eis  Editorial do O POVO desta quarta-feira:

Empossados presidente e governadores, é tarefa urgente dos novos mandatários liderarem um amplo esforço para identificar as prioridades de estados e da União. Há um sem número de desafios a esperar pelos gestores: da retomada do crescimento econômico à segurança, passando por áreas sensíveis nas quais a presença do poder público é crucial, como saúde e educação.

Os novos representantes deixam para trás uma disputa no centro da qual figurou o desejo de renovação expresso pelo eleitorado e começam a colocar em prática a agenda com a qual se saíram vitoriosos. Não podem esquecer, todavia, que governam para todos e todas e não apenas para os seus seguidores. Eleitos pelo povo, terão de aprender a conviver permanentemente com o dissenso. É assim que uma democracia saudável funciona.

Como discurso inicial, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez bem em colocar no horizonte de sua gestão a construção de um país sem discriminação, num aceno à união dos brasileiros. Esse é o aspecto positivo de seus dois pronunciamentos inaugurais, no Congresso e no Palácio do Planalto.

A posse do pesselista aponta para dois excessos preocupantes, no entanto: o da militarização vista na cerimônia em Brasília, que carreou um esquema de segurança inédito para o qual talvez não houvesse necessidade e que embaraçou o trabalho da imprensa, cuja circulação esteve inexplicavelmente restrita – pela primeira vez desde a redemocratização, jornalistas tiveram de escolher onde estariam baseados, se na Esplanada ou no Planalto.

O risco é o de que, a pretexto de assegurar a integridade presidencial, esse cerco passe a constranger frequentemente jornalistas na cobertura do novo governo.

O outro exagero relaciona-se ao teor excessivamente ideológico do discurso do próprio presidente, que trai, de partida, suas promessas recém-feitas de pacificar um País que saiu fraturado das eleições.

Ao pretender livrar o Brasil de uma espectral ameaça socialista e garantir que a bandeira nacional jamais se torne vermelha, revivendo uma retórica de campanha, o presidente perde a oportunidade de se despir do figurino de candidato e passar a se comportar como o chefe de Estado que de fato é.

Militar reformado que se tornou o 38º chefe do Executivo nacional, Bolsonaro tem obstáculos pela frente que lhe exigirão uma habilidade sem a qual o novo mandatário estará em dificuldades: o diálogo. Ao vestir a faixa presidencial, o deputado federal não é mais o parlamentar que se lançou por um partido nanico e derrotou políticos graúdos. É o presidente de milhões de brasileiros de todas as cores, credos, gêneros e ideologias, goste-se ou não delas.

(Editorial do O POVO)

Filhos de Bolsonaro evitaram a imprensa no ato de posse do pai

Enquanto Fabrício Queiroz habita os pesadelos da família do presidente eleito, seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) evitaram os microfones.

A dupla chegou ao Congresso para a cerimônia de posse do pai, nessa terça-feira, e não parou para falar com os jornalistas.

Ambos cruzaram o Salão Verde da Câmara em silêncio.

(Veja Online)

Bolsonaro dedicará boa parte desta manhã de quarta-feira à política externa

O presidente Jair Bolsonaro terá um dia bastante intenso hoje (2), pois há compromissos começando às 9h e seguindo até o final da tarde. Inicialmente, ele vai se dedicar à política externa, com reuniões com presidentes, chanceleres e representantes de governos estrangeiro. Em dois momentos, ele participa de cerimônias de transmissão de cargo de cinco ministros.

Às 10h, Bolsonaro se reúne com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Em seguida, a conversa será com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois, ele se reúne com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, e o vice-presidente do Parlamento da China, Ji Bingxuan.

O presidente participa da cerimônia de transmissão do cargo dos ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e general Augusto Heleno (Segurança Institucional).

No final do dia, Bolsonaro também deve comparecer à solenidade de transmissão do cargo do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo.

(Agência Brasil)

Bolsonaro assina decreto que fixa salário mínimo em R$ 998 em 2019

O presidente Jair Bolsonaro assinou na noite dessa terça-feira (1º) decreto em que estabelece o salário mínimo em R$ 998. Foi o primeiro decreto assinado por Bolsonaro, que tomou posse na tarde de ontem.

O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, assinado por Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O salário mínimo é usado como referência para os benefícios assistenciais e previdenciários. O mínimo é corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

Jair Bolsonaro editou uma medida provisória que estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios. Em outro decreto, o governo altera a organização das entidades da administração pública federal indireta. Foram publicados também os decretos de nomeação dos novos ministros.

(Agência Brasil)

Governo terá subsecretaria para escolas militares, diz ministro

O ministro da Educação, Vélez Rodríguez, disse hoje (1º) que será criada uma secretaria para cuidar de iniciativas das escolas cívico militares. Ele enfatizou que não se trata de “militarização” e que o custo de expansão do modelo “não sairia muito caro”.

“Por que não apoiar isso, se está dando certo? Não é coisa que saia muito cara não. Os modelos em desenvolvimento partem de colégios já estabelecidos que pedem ajuda à gestão cívico-militar. [Haverá uma] subsecretaria que cuidará disso”.

De acordo com Rodríguez, o modelo “traz de benefício à disciplina, as crianças terem uma educação para cidadania”. A ideia de ter colégios militares em todas as capitais do Brasil até 2020 já constava no programa de governo de Jair Bolsonaro.

O chefe da pasta da Educação também defendeu o modelo de universidade pública paga por quem tem condições financeiras para tal e citou o que acontece na Colômbia, seu país de origem.

“Cobrar uma taxa das universidades públicas não seriam uma coisa de outro planeta. Na Colômbia, universidade pública é paga por meio de declaração de renda. Se você não tem dinheiro, o governo te dá bolsa. Se você é classe média paga uma quantia simbólica e se você é rico, paga.”

Ele antecipou, no entanto, que a questão deverá ser discutida pelo Poder Legislativo. “Mas tudo deve ser debatido com calma no Congresso Nacional, com a sociedade e com a comunidade acadêmica. Não é uma coisa que vai cair como num raio do céu.”

(Agência Brasil)

Restrições de Bolsonaro a jornalistas têm toque de chavismo

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Em artigo sobre a relação governo/imprensa, o jornalista Érico Firmo aponta que “não atentam os governantes, ou fingem não saber, que os jornalistas não trabalham para si próprios. Não querem informação por curiosidade, mas para levar ao público”. Confira:

Nunca em uma posse presidencial em tempos democráticos os jornalistas tiveram tantas restrições para trabalhar. Além da circulação restrita, profissionais tiveram de levar comida em sacos plásticos para lanches ao longo da demorada jornada. Afinal, não havia lugar para servir comida.

As medidas são evidente retaliação do novo governo, incomodado com o noticiário da imprensa. Misto de infantilidade, autoritarismo e intolerância à crítica. Isso é coisa que remete à Venezuela, ao chavismo, que Jair Bolsonaro (PSL) tanto renega.

O PT também não gostava da cobertura dos jornalistas. Chamavam a imprensa de golpista.

Olha, a imprensa comete erros e excessos, sem dúvida. Deve ser exercida a crítica e a autocrítica. Porém, isso não é motivo para restringir a liberdade. Não há melhor remédio aos vícios do jornalismo que mais jornalismo, que mais imprensa livre.

Não atentam os governantes, ou fingem não saber, que os jornalistas não trabalham para si próprios. Não querem informação por curiosidade, mas para levar ao público. Quando a ação dos jornalistas é restrita, é a informação que chega ao público que fica limitada.

Resta como opção alguns veículos escolhidos, a comunicação oficial, os perfis dos próprios governantes. O velho e carcomido expediente de escolher quem tem a informação. Modo de tentar controlar a informação, na esperança de restringir a crítica. Outras infantilidade.

Ignora Bolsonaro, ou finge não saber, que assume a gestão de algo que é público. O Estado não é dele. Apenas a ele foi delegada a responsabilidade de administrá-lo. Os governantes que isso ignoraram incorreram nos maiores erros.

Os governantes se incomodam, mas o dever do jornalismo é mesmo de incomodar. De apontar os problemas, de levantar questões. Não é, nunca foi e nunca será papel de jornalista agradar ao poder. Como disse Millor Fernandes: “Quem se curva aos poderosos mostra o traseiro aos oprimidos”.

Érico Firmo

Jornalista do O POVO.