Câmara Municipal debate projeto que torna obrigatória composição dos alimentos em cardápio

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A Câmara Municipal debaterá, às 14h30min desta quarta-feira, o Projeto de Lei Ordinária n. 33/2015, que obriga estabelecimentos como restaurantes, lanchonetes, bares e padarias a informar os ingredientes de cada produto. Segundo a lei, destaque deve ser dado a existência ou não de LACTOSE, GLÚTEN e AÇÚCAR nas receitas. O autor é o vereador João Alfredo (PSOL), que atende a pedido de pessoas com restrições alimentares e de comerciantes interessados em debater a aplicabilidade da medida.

“A Câmara Municipal pode com esse projeto proteger a vida das pessoas com restrição alimentar e trazer segurança e tranquilidade para quem sofre no dia a dia com alergia ou intolerância alimentar”, acentua o vereador João Alfredo.

Em vários comércios do Brasil e do mundo, a informação sobre a composição dos alimentos aparece em cardápios ou suportes visíveis aos clientes. Para os portadores de alergia ou de intolerância alimentar, a medida evita dúvidas acerca da origem e da produção de comidas e bebidas, já que até mesmo traços de substâncias alergênicas podem causar consequências graves.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

3 comentários sobre “Câmara Municipal debate projeto que torna obrigatória composição dos alimentos em cardápio

  1. Mais um projeto estúpido (e fora da realidade) de um socialista querendo se intrometer na vida privadas das pessoas com a “desculpa” de que é para nos “proteger” e em prol do nosso “bem”, retirando aos poucos seu poder de escolha e, consequentemente, a liberdade individual.
    Não precisamos de babás nem de novas leis, precisamos que o Estado pare de atrapalhar nos deixe trabalhar.
    Quem vai pagar a conta? Quem vai fiscalizar? Não há algo mais importante pra se preocupar?
    Não se poderia esperar outra coisa do PSOL…
    Mas o bom senso vai prevalecer e esse projeto não vai virar lei!

  2. Prezado Eliomar de Lima,

    Creio que a insensatez de nossas ações está, na grande maioria das vezes, no desconhecimento de causas nobres. Eu tenho um sobrinho querido que, no auge de seus dois anos de vida, é tolhido de alimentar-se como as demais crianças de sua idade, exatamente por conta de uma doença que lhe causa “intolerância alimentar”. Aliás, a família teve que adequar o “bolso”, sim, o “bolso” à limitação de certos ingredientes, em alguns casos, infelizmente, ocultos no rótulo, mas que já causaram ao mesmo a ida ao hospital em atendimento emergencial!É o mercado que deve adequar-se às necessidades do consumidor – prestando-lhe informações claras e objetivas -, e não ao contrário! Está no Código do Consumidor, meu povo!

    De tudo aquilo que o mercado coloca nas gôndolas (e isso pode ser facilmente detectado com a simples visita), em alguns produtos, vê-se que as letrinhas miúdas e informações simples podem levar o consumidor a confundir-se na hora da compra. Eu mesma testei essa fórmula, pois devo redobrar o cuidado na hora da compra, quando recebo a visita do meu sobrinho, em minha residência.

    Creio que ninguém pede para nascer com uma doença, uma deficiência, uma dificuldade, por menor que seja. Ao consagrar na nossa vigente Constituição Federal que nós – doentes ou sadios -, temos os MESMOS DIREITOS ( ainda que dentro de suas particularidades), nela estamos todos no mesmo patamar:MAIORIAS E MINORIAS.

    Não vejo, sinceramente, que o Projeto relevante do nobre Vereador João Alfredo queira, no apagar das luzes, limitar a escolha individual do consumidor, ou coisa parecida, mas tão somente garantir uma melhor qualidade de vida para todos!

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