Carta aberta ao povo de Baturité

Em texto enviado ao Blog, o historiador, professor e militante social Joatan Freitas comenta da situação política de Baturité, que nesta sexta-feira (31) recebe o Fórum em Defesa de Baturité, a partir das 19 horas, na Sede do Sindicato dosa Trabalhadores Rurais. Confira:

Como cidadão e conterrâneo, venho acompanhando pela internet e conversando com algumas pessoas sobre a situação crítica da nossa cidade após o caos político e administrativo instalado em Baturité.

Considerando o crescimento do país, do estado e da região, percebe-se lamentavelmente um atraso de nossa cidade que vem perdendo espaço no Maciço de Baturité: a insatisfação dos funcionários públicos e atrasos de pagamento, além de remoção com o provável intuito de perseguição política; falta de diálogo diante das reivindicações justas da comunidade quilombola da Serra de Evaristo e outras comunidades; devolução de recursos financeiros destinados à escola da comunidade quilombola, beirando à discriminação e ao racismo (*); incompetência administrativa; Saúde abandonada e Educação em crise; setores da Câmara de Vereadores submissos e omissos.

E, diante dos desafios e necessidades do município quanto ao seu potencial turístico e cultural, com juventude criativa, mas ociosa; a agricultura familiar enfrentando a seca de forma artesanal e sem política pública municipal definida; o comércio sem estímulo adequado, e a política perdida em disputas menores, observa-se um verdadeiro despreparo político-administrativo em relação a um projeto de desenvolvimento sustentável para Baturité.

A política de Baturité tem se caracterizado pela falta de visão de alguns gestores para dialogar com o diferente, com os movimentos organizados, as mulheres, os idosos, os grupos religiosos, os trabalhadores, os grupos culturais e as juventudes criativas, e assim, construir um planejamento estratégico capaz de elaborar as premissas de um projeto político de desenvolvimento econômico, político e cultural para os próximos vinte anos do município.

Entretanto, o povo precisa ser mais acionado e participativo, pois, não basta a democracia representativa que transfere a responsabilidade pelo futuro de Baturité para as mãos do gestor municipal, vereadores e/ou lideranças políticas.

Neste sentido, o Fórum em Defesa de Baturité pode avançar para além dos limites de uma prefeitura e se tornar uma ferramenta de democracia popular, com participação de todos os setores da sociedade, e assim, ser capaz de levar a cidade a pensar num processo de desenvolvimento local, autogerido e sustentável.

Joatan Freitas, historiador, professor e militante social

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

3 comentários sobre “Carta aberta ao povo de Baturité

  1. Parabéns pelas ações desenvolvida pelo alerta ,no sentido de esclarecimento referentes aos trabalhos sociais, lembrando ainda que em nosso Brasil em todas as cidades foram criados por lei estadual municipal e federal as criações dos Conselhos de :CT, CMDS, CMAS. CMS, etc, seria importantes que os representantes das instituições representações dos conselhos em cada município fosse pondos na forma das leis se assinassem documentos que aprovam gasto publico assim os conselheiros ficariam comedo e fiscalizaria muito mais.
    Nada mais para o momento ,agradeço e ao mesmo tempo parabenizo pela ações de alerta , no Desenvolvimento social sustentável nos municípios.

  2. Parabéns ao Professor Joatan Freitas pelas palavras sábias, prudentes e acertadas em defesa de Baturité. A mudança se inicia com consciência do que está e com organização e luta para mudar. Saúdo a atitude proativa e comprometida

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