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Sergio Novais reage a nota de Danilo Forte

Em algum lugar do passado.

O ex-presidente do PSB do Ceará, Sérgio Novais, que passou um tempo no PMDB, manda nota para o Blog. Confira:

Caro jornalista Eliomar de Lima,

A respeito de nota enviada pelo deputado federal Danilo Forte ao seu Blog, no dia 23/05, sobre sua situação no PSB, considero importante pontuar:

1 – Diferente do que a nota afirma, nem eu nem a ex-deputada Eliane Novais fomos procurados pelo deputado para “reconstruir o fortalecimento do PSB no Estado” na época em que o mesmo assumiu a presidência da legenda no Ceará. Quero lembrar que a decisão de filiar o deputado ao PSB e de entregar a ele a presidência estadual da sigla se deu de forma absolutamente unilateral pela direção nacional do partido. Fui comunicado da decisão em uma reunião em Brasília, pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. Fomos pegos de surpresa, já que entendíamos que o deputado Danilo, por seu histórico político, tem um perfil distante da trajetória da legenda. Mesmo constrangido com a situação – e por fazer parte de um grupo histórico do PSB, na época, com mais de 30 anos de filiação à legenda – pleiteei fazer parte da composição da direção estadual do partido. Porém, o deputado logo demonstrou sua intenção de nos asfixiar, oferecendo espaços de pouca representatividade na estrutura organizacional do partido, inviabilizando nossa participação nas decisões sobre rumos da sigla no Estado. Foi a partir desse momento que o grupo histórico do PSB tomou a decisão de se desfiliar do partido.

2 – Os fatos posteriores comprovam que o deputado ingressou no PSB com o único objetivo de fortalecer seu espectro de poder, se comprometendo fortemente com o Governo Temer (a quem buscou estar sempre bem próximo, negociando, inclusive, cargos federais no Estado) e seus projetos e reformas que massacram a população brasileira.

3 – Lamento que desde a trágica morte de Eduardo Campos, o PSB tem vivenciando um difícil processo de reestruturação, e ainda não se encontrou, se portando de forma atônita dentro do cenário político nacional. Aqui no Ceará, em poucos anos, são três presidentes estaduais. A forma de conduzir da atual direção nacional contribuiu para saída de expressivas lideranças históricas nacionais do partido.

Finalizo desejando que, nesse cenário de crise, o Brasil supere as dificuldades e se fortaleça. Entendo que, nesse momento, as eleições diretas são o melhor caminho para a democracia brasileira.

Atenciosamente,

Sergio Novais.

No meio de incerteza, Tasso comanda a remontagem do PSDB

Com o governo de Michel Temer desestabilizado e com Aécio Neves fora de combate, atingidos pela delação dos executivos da JBS, coube ao experiente senador Tasso Jereissati (CE) assumir o papel central na recomposição do PSDB. Desde a semana passada, Tasso dedica quase todo o seu tempo a essa remontagem do partido e às costuras políticas para impedir que o projeto do PSDB seja inviabilizado pelo escândalo. Mais: acabou se tornando uma opção de candidatura governista, caso Temer deixe a Presidência, o que obrigaria a convocação de eleições indiretas.

Mas, na sua terceira passagem pela presidência do partido, Tasso quer mesmo é juntar os dois mundos tucanos: o antigo, liderado pelas presidências de Fernando Henrique Cardoso, com o novo, protagonizado pelos “cabeças pretas”, o grupo de tucanos mais jovens que tenta atualizar o discurso do partido e recuperar o poder político do passado.

Credenciado por ser um peso pesado do meio empresarial, ter sido governador três vezes e não ser investigado na Operação Lava Jato, Tasso deu prioridade, nos últimos dias, à montagem de um discurso único do PSDB em relação ao que fazer sobre o futuro do governo Temer.

A ideia é mostrar que o partido não abandonou o barco, cuidando apenas de suas conveniências eleitorais sem se preocupar com o futuro do País. Além disso, a discussão das reformas trabalhista e previdenciária são bandeiras defendidas pelo partido, independentemente de quem comanda o governo. “As denúncias contra o governo são gravíssimas. Mas seria uma enorme irresponsabilidade se tomássemos alguma decisão precipitada”, diz Tasso.

Mas, ao mesmo tempo, os tucanos sabem que o governo Temer está próximo de se tornar “tóxico”, e sob risco de provocar desgaste coletivo em quem se alinhar ao seu lado. Por isso, Tasso tenta administrar as pressões internas no PSDB, para evitar que um desembarque precoce liquide as chances de aprovação das reformas, mostre o partido como oportunista e abra passagem para o retorno da oposição ao Planalto em 2018.

Lembrado como eventual candidato, Tasso tem evitado o assunto. Costuma repetir que nunca foi obcecado pelo Planalto, embora tenha tentado viabilizar sua candidatura para 2002, sendo batido internamente por José Serra (SP).

Tasso sempre preferiu atuar nos bastidores do PSDB, como em 1994, quando ajudou a montar a candidatura vitoriosa de Fernando Henrique Cardoso ou quando indicou o então aliado Ciro Gomes para substituir Rubens Ricupero no Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco.

Assim, Tasso trabalha para unir as pontas do partido. Com Aécio no comando, parte da ala paulista tucana se afastou das demais. O senador esteve nesta quinta-feira, 25, em São Paulo exatamente para se encontrar com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, principal líder do PSDB paulista e pré-candidato ao Planalto.

Mas, na visão da remontagem tucana, a relação com o grupo tradicional, representando por Alckmin, não exclui as novas forças. Assim, também se reunirá com o prefeito João Doria, o neo tucano que se tornou fenômeno eleitoral ao vencer em São Paulo.

(Estadão)

Lava Jato – Excessos precisam ser contidos

Com o título “Lava Jato: excessos precisam ser contidos”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira. Aborda a quebra do sigilo da conversa entre o jornalista Reinaldo Azevedo e a irmão de Aécio, Andrea Neves. Confira:

A lei número 9.296/1996 estabelece em seu artigo art. 9°: “A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada”.Desde que começaram as investigações da Lava Jato – ressalvando-se de logo que não se trata de uma crítica à operação, porém aos seus excessos – a legislação, em alguns aspectos, vem sendo seguidamente desrespeitada, sob a vista complacente, por vezes participante, dos órgãos responsáveis por fazer cumprir a lei, como o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal.

Depoimentos que deveriam transcorrer em “segredo de Justiça”, gravações e documentos costumam jorrar publicamente como se procedessem de uma fonte com recursos infinitos. O mais que se ouve das autoridades é que seria “muito difícil” conter tais “vazamentos” devido à quantidade de pessoas envolvidas na investigação e demais fases do processo. Ora, se a Polícia Federal e o Ministério Público conseguem fazer uma operação do tamanho da Lava Jato, ser-lhes-ia difícil identificar de onde procede um simples vazamento?

A vítima mais recente foi o jornalista Reinaldo Azevedo, que mantinha um blog na revista Veja. Dele, foi divulgada uma conversa com Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB). Um diálogo sem qualquer vínculo com as investigações em curso, envolvendo os dois irmãos. A questão se torna mais grave, pois se configura a violação do segredo de fonte, instituto que a Constituição estabelece como prerrogativa do jornalista, sendo um elemento central em qualquer regime democrático.

Pela mesma situação constrangedora e ilegal, ainda que não envolvesse o segredo de fonte, mas, ainda assim, enquadrando-se na lei 9.296/1996, já havia passado o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que viu conversas entre familiares – sem relação alguma com seus processos – sendo divulgadas ilegalmente no curso das investigações que sofre.

É inaceitável que isso continue a acontecer, pois, se juízes e promotores da Lava Jato dizem que ninguém está acima da lei, o exemplo deveria começar em casa.

Ceará embarca para jogo contra o Náutico. Antes, enfrenta cinco horas de voo

O time do Ceará embarcou, no começo da manhã desta sexta-feira, para Brasília, onde fará conexão com destino ao Recife. Vai passar cinco horas voando, porque a empresa Gol não teria dado outra opção para o horário. Na agenda do clube, jogo, neste sábado, contra o Náutico. Será a terceira partida do alvinegro, que só conseguiu um ponto (CRB 1X) Ceará e Ceará 0 X 0 Boa Esporte) até agora.

No elenco, seguiram o atacante Elton, que pode estrear, caso o técnico Givanildo decida. Ele, no entanto, tem Alex Amado como opção. Já Pedro Ken atuará contra o Náutico no lugar de Richardison no meio de campo.

O Ceará precisa ganhar para não se distanciar do grupo que lidera o certame. Entre atletas, o clima era de motivação.

Lava Jato – Nova fase tem como alvo operações financeiras da Petrobras

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (26) a 41ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Poço Seco, que tem como alvo operações financeiras feitas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo no Benin, no oeste África.

De acordo com as investigações, as operações financeiras tinham como objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas ao ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

A PF informou ainda que está cumprido oito mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e três de condução coercitiva nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

O nome da operação, Poço Seco, é uma referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo no Benin.

(Agência Brasil)

Meirelles dá palestra na entidade brasileira mais enrolada do País

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi o convidado principal do Seminário Financiamento e Garantias para a Infraestrutura, realizado na última quinta (25) em São Paulo.

O evento, segundo a Veja Online, é realizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Pode-se dizer que é a entidade mais enrolada do país. Formada por 47 empresas, 12 são investigadas por corrupção.

Entre elas estão Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Concremat.

No encontro, Meirelles dedicou seu tempo em reafirmar a confiança na retomada da economia.

Rabelo entra com pedido de recuperação judicial

O Grupo Rabelo protocolou pedido de Recuperação Judicial na 2ª Vara de Recuperação de Empresas e Falências de Fortaleza, na última quarta-feira, 24.

Em nota, a Direção da Rabelo afirma que, embora a recuperação judicial não estivesse inicialmente nos planos do grupo, a queda nas vendas ao longo dos últimos anos, impulsionada pela crise econômica no País, “tornou necessária a adoção de uma medida legal e eficiente” para a manutenção das atividades da empresa, preservação dos empregos de e seguimento da marca.

Conforme o advogado Roberto Lincoln, sócio do escritório Braga Lincoln Advogados, que representa o Grupo Rabelo, a recuperação judicial possibilitará à Rabelo renegociar “de forma isonômica suas dívidas junto aos credores, e implementar medidas de aprimoramento gerencial aptas a permitir a retomada do crescimento que acompanhou o Grupo ao longo das últimas décadas”.

(O POVO Online)

Delator da JBS fala de contratos fictícios do Ibope para beneficiar Renan e Henrique Alves

O diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, entregou, como parte de sua delação premiada, ao Ministério Público Federal, contratos e notas fiscais que teriam sido utilizados para dissimular propinas à cúpula do PMDB.

Entre os documentos que, segundo o delator, são “frios” e “fictícios”, estão números de notas fiscais emitidas pela JBS ao Ibope. “Fazia a pesquisa para eles [senadores] e pagava com essa propina. O Ibope recebia propina. Nunca fez um serviço para nós”.

O instituto reagiu com veemência à denúncia do executivo da JBS sobre emissão de notas fiscais frias. O delator ainda relatou que o Ibope teria sugerido contratos fraudulentos para justificar os repasses da JBS. “Inclusive, eles várias vezes mandavam um contrato com .veemência à denúncia do executivo da JBS sobre emissão de notas fiscais frias.

Segundo o delator, no caso de Renan Calheiros, parte das propinas seriam utilizadas para “preparar” a eleição do peemedebista à presidência do Senado e a outra parte teria como destino a campanha do filho dele ao governo de Alagoas. Os valores repassados ao atual líder do PMDB no Senado chegaram aos R$ 9,9 milhões, de acordo com o delator. Parte deles, foi justificada por meio de pagamentos ao Ibope.

á Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) teria recebido R$ 3 milhões, para campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014. Do total, R$ 1 milhão foi doado oficialmente ao PMDB Nacional, “em nome do Henrique” e outra parte foi por meio de contratos de advocacia e de consultoria, e termos firmados com o Ibope.

*Do Portal Uol, mais aqui.

 

Defensoria Pública do Ceará terá escritório de representação em Brasília

A partir de segunda-feira, 29, entra em ação o escritório da Defensoria Pública do Ceará em Brasília. A titular escolhida é Mônica Barroso, que acompanhará causas do órgão nos tribunais superiores.

Graduada em Direito pela Universidade Federal do Ceará, especializou-se em Direito Público e Direito Processual Civil. Mônica integrou o Conselho Superior da Defensoria Publica e o Tribunal de Ética da OAB-CE, além de presidir a Comissão da Mulher Advogada da OAB-CE. Estava professora universitária da Faculdade de Direito Christus.

Atuou como Coordenadora Especial de Políticas Públicas para as Mulheres no governo do Ceará. Também recebeu o Diploma Bertha Lutz em 2004.

Mônica Barroso já foi filiada ao Partido Socialista Brasileiro.

Governadores topariam antecipar as eleições de 2018?

Rui Costa, governador da Bahia, quer convocar uma reunião de governadores para discutir a crise política, segundo informa o colunista Lauro Jardim, no O Globo desta quinta-feira.

Costa defende a antecipação das eleições de 2018 e diz que seria o primeiro a abreviar o mandato em troca do que chama de “solução para o Brasil”.

Confiança do Comércio recuou 0,5% em maio

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) recuou 0,5 ponto em maio, ao passar de 89,1 para 88,6 pontos. O resultado ocorre após cinco altas consecutivas, período em que o indicador acumulou crescimento de 11,1 pontos.

Os dados relativos à Sondagem do Comércio foram divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo os economistas da FGV, a queda de maio reflete resultados negativos em seis dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada pela piora no Índice de Expectativas (IE-COM), que caiu 1 ponto no mês, para 94,8 pontos.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) ficou estável em 82,9 pontos. A maior contribuição para a queda do Índice de Expectativa no mês foi dada pelo quesito que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses à frente, que recuou 1,1 ponto em relação ao mês anterior, para 94,3 pontos.

Para o superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo, mesmo com os avanços consecutivos expressivos do Índice de Confiança do Comércio antes da queda de maio, a acomodação da taxa ocorre “em um patamar ainda baixo em termos históricos”.

Ao comentar o resultado na publicação da FGV, Campelo destaca que é possível notar recentemente “uma melhora de humor nos segmentos relacionados às vendas a prazo, um possível reflexo da tendência de queda dos juros e liberação de recursos do FGTS”.

Ele lembra, porém, que a coleta de dados para a pesquisa de maio “já estava quase terminando quando começou uma crise política, no dia 17, com potencial para aumentar o grau de incerteza econômica e afetar o ritmo (já lento) de recuperação do setor”.

(Agência Brasil)

Numa eleição indireta, PMDB lembra nome de Eunício para o cargo de vice-presidente

Da Coluna do Estadão

Com a possibilidade de eleição indireta, setores do PMDB passaram a defender o nome do presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), para ser vice numa chapa encabeçada por algum tucano.

(Foto – Nilton Fukuda, do Estadão)

OAB oficializa pedido de impeachment de Temer

Nesta quinta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deu entrada, na Câmara dos Deputados, num pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB). Este é o 13° pedido de destituição do peemedebista do cargo após a divulgação, na semana passada,  dos áudios entre o presidente e o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. O conteúdo das gravações aponta que Temer supostamente dá aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A Ordem pede a abertura de processo contra o presidente da República baseado em dois argumentos. O primeiro é em relação à quebra de “decoro” do peemedebista ao receber o empresário no Palácio do Jaburu, negociar nomeações e disponibilizar interlocutores para tratar de assuntos questionáveis.

“Nessa ocasião (do encontro), com livre vontade e consciente da ilicitude de sua conduta, o Chefe do Poder Executivo procedeu de modo incompatível com a dignidade e o decoro de seu cargo ao receber, discutir nomeações, e disponibilizar homem de sua confiança para contato direto com a pessoa do colaborador Joesley Mendonça Batista”, diz o pedido.

Em outro argumento, a OAB alega que houve ingerência do presidente para beneficiar o grupo empresarial J&F, que gere a empresa JBS, doadora das campanhas eleitorais.

“Na oportunidade, pelo que consta, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil discutiu a nomeação de pessoa favorável aos interesses do grupo econômico para a presidência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), bem como suposto favor negado pelo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, havendo, em tese, a acolhida do pedido em tais questões”, diz a peça.

“Além disso, teria o colaborador alertado que: “Eu dei conta de um lado o juiz, dá uma segurada, do outro lado o juiz substituto” e “[…] eu consegui dentro da força tarefa que também ele tá me dando informação”, continua.

Decisão

A decisão de entrar com pedido de impedimento do presidente da OAB foi tomada em reunião finalizada na madrugada do último domingo, 21. O parecer foi aprovado por 25 votos a favor e um contra. O documento é assinado pelo presidente da entidade, o advogado Cláudio Pacheco Prates Lamachia.

Assim como os outros pedidos de impeachment, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é quem vai decidir se acata ou rejeita os pedidos.

(Com Agências)

UFC – Diante da crise, uma Universidade vigilante

O reitor da Universidade Federal do Ceará, professor Henry Campos, divulgou, nesta tarde de quinta-feira, nota acerca do grave momento político do País. Ele aproveita para denunciar os cortes orçamentários nessas instituições federais. Confira:

NOTA DA REITORIA: Diante da crise, uma Universidade vigilante

No momento em que profunda crise abala o País, comprometendo as estruturas do Estado Democrático de Direito, a Reitoria da Universidade Federal do Ceará conclama a comunidade universitária a se manter vigilante em defesa dos valores republicanos, da ética, dos direitos conquistados e dos avanços sociais contabilizados nos últimos anos e que ameaçam sucumbir.

Os sucessivos escândalos de corrupção, nos diferentes escalões do Poder, deitaram por terra a credibilidade de homens públicos e comprometeram, por completo, a legitimidade de seus atos no exercício do mandato popular. Lamentavelmente, a confraternização entre corruptos e corruptores, que a Nação – perplexa e indignada – tem testemunhado, acontece no momento mesmo em que se trama contra os mais legítimos interesses da classe trabalhadora.

Nas ruas e no interior do Congresso, recentes episódios de violência vieram somar novas preocupações, assinalando uma radicalização que não condiz com os valores democráticos, e que somente nos afasta daquela trilha capaz de nos levar a uma retomada segura do crescimento e a um resgate da dignidade nacional.

Enquanto isto, no ambiente universitário, observa-se uma escalada das restrições orçamentárias, que, a esta altura, já comprometem a prestação de serviços à sociedade e põem em risco o próprio cumprimento de nossa missão institucional nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão.

O que desejamos, diante desse quadro tenebroso, é o reconhecimento da importância da Universidade Pública no contexto de um país que necessita, vitalmente, da ciência, da tecnologia e da inovação para superar sua eterna subserviência econômica; é a entronização dos postulados éticos na seara pública; é a preservação incondicional da democracia brasileira; é a apuração de todas as denúncias, em todos os escalões da República, e a severa punição dos agentes envolvidos nas negociatas que, diariamente, vêm a lume. A Universidade continuará, por sua vez, sendo aquilo que sempre foi: um território onde se preservam ardorosamente as liberdades democráticas, os direitos individuais e coletivos, e onde prevalece um inabalável compromisso com a verdade.

*Henry de Holanda Campos

Reitor da UFC.​

Defesa de Loures deposita R$ 35 mil que faltavam em mala devolvida à Polícia Federal

A defesa do deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou hoje (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que depositou R$ 35 mil em juízo. O valor era o montante que faltava na mala que foi entregue pelos advogados à Polícia Federal. Em abril, Loures foi filmado pela PF recebendo a mala, que, segundo as investigações, continha R$ 500 mil, e foi enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. Na terça-feira (23), após a deflagração da operação que afastou Loures do mandato, os advogados deles devolveram a mala com R$ 465 mil, R$ 35 mil a menos.

No documento em que atestaram a apreensão, os policiais contaram 9,3 mil notas de R$ 50. Na ocasião, a defesa não se manifestou sobre a falta do dinheiro. Os advogados não esclareceram se o valor devolvido hoje também estava na mala.

Gravações

Pela denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF, Loures aparece também em uma das conversas gravadas com Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Instituições da J&F – que controla a JBS – , concordando em apresentar uma prévia do relatório da Medida Provisória do Refis, que ainda não era público. Na conversa, os dois falam sobre esconder o que a JBS queria no texto, incluindo os pontos como sugestão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes.

Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo R$ 500 mil enviados por Joesley Batista. Loures é apontado como intermediário do presidente Michel Temer para assuntos do grupo J&F com o governo, de acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), com base em áudio de conversa gravada por Joesley.

Em pronunciamento no último sábado (20), o presidente Temer afirmou que indicou Rocha Loures apenas para ouvir “as lamúrias” de Joesley Batista e negou que, com isso, o empresário fosse obter alguma vantagem ou benefício no governo.

(Agência Brasil)

Galeria da Uni7 abre exposição “Conexões”

O Centro Universitário 7 de Setembro (Uni7) vai abrir, a partir das 20 horas desta quinta-feira, em sua Galeria Vicente Leite, a exposição “Conexões”.

A mostra reunirá trabalhos de 10 artistas, em vários estilos, e vai se estender até o dia 30 de junho. Integra a programação dos 14 anos da Uni7.

Entre os artistas, Carlus Campos, cartunista do O POVO.

IBGE prorroga inscrições para processo seletivo do Centro Agropecuário

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prorrogou até as 12 horas de amanhã (26) as inscrições para o processo seletivo do Censo Agropecuário 2017. São oferecidas 24.984 vagas temporárias para três funções, sendo duas de nível médio e uma de nível fundamental.

As inscrições podem ser feitas apenas pela internet, no site de projetos da Fundação Getúlio Vargas. Ao se inscrever, o candidato deve optar por uma função e indicar o município onde deseja concorrer. A seleção será feita por meio de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório.

A jornada de trabalho dos agentes censitários municipais e dos agentes censitários supervisores é de 40 horas semanais. Além das remunerações mensais específicas, ambas as funções terão direito a auxílio-alimentação, férias e 13º salário proporcionais.

Já os recenseadores têm jornadas flexíveis e serão remunerados por produção, segundo a região em que estiverem atuando e o número de estabelecimentos agropecuários recenseados. Dependendo da região de atuação e da produtividade, a remuneração média pode chegar a R$ 2.600.

O Censo

As operações do 10º Censo Agropecuário começam no dia 1º de outubro. Ao longo de cinco meses, os recenseadores vão visitar mais de 5 milhões de estabelecimentos em todo o país, levantando informações sobre área, produção, pessoal ocupado, uso de agrotóxicos e agricultura familiar.

(Agência Brasil)

VI Festival de Jericoacoara Cinema Digital será lançado no CCBNB

“A Fuga”, animação de Douglas Alves.

O VI Festival de Jericoacoara Cinema Digital será lançado nesta quinta-feira, às 17 horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste. Na ocasião, o diretor do festival, cineasta Francis Vale, apresentará a equipe do evento e as novidades sobre a programação, além dos materiais de divulgação. Durante o evento, será exibido o curta “Assim nascem canções”, documentário sobre o mestre da música brasileira João Donato, com participação de seus parceiros Lysias Ênio e Paulo André Barata. Entrada franca.

O festival, que ocorrerá de 7 a 13 de junho, contará com a exibição de 30 filmes, de realizadores de 13 estados, selecionados entre nada menos que 237 inscritos. Participam do festival filmes de até 20 minutos, sobre quaisquer temas, nos gêneros documentário, ficção, animação e experimental.

Confira os filmes selecionados

A Chegada de Aninha, de Rosa Berardo (Animação, GO)
A Dança de Julia, de Igor Lopes (Experimental, PE)
A Fuga, de Douglas Alves Ferreira (Animação, SP)
Abissal, de Arthur Leite (Documentário, CE)
Atenciosamente, Saudade, de Edson Pereira (Experimental, CE)
Botes Bastardos, de Pedro Cela (Documentário, CE)
Candeias, de Felipe Wenceslau e Augusto Pessoa (Documentário, BA)
Canta um Ponto, de Luciano Dayrell e João Paulo Silveira (Documentário, RJ)
Dilema de Carpideira, de Philipe Ribeiro (Ficção, CE)
Ilha das Crianças, de Zeca Ferreira (Ficção, RJ)
Leblon Marista, de Fabrício Cordeiro e Luciano Evangelista (Documentário, GO)
Louça de Deus, de Eudaldo Monção (Documentário, BA)
Luiza, de Caio Baú (Documentário, PR)
Matiz, de Jackson Abacatu (Animação, SP)
Memórias do Cine Argus, de Edivaldo Moura (Documentário, PA)
Meu Rio Vermelho, de Rafael Irineu (Documentário, MT)
Negro Lá, Negro Cá, de Eduardo Cunha (Documentário, CE)
No que me toca, de Cecília Engels (Ficção, SP)
O Menino do Dente de Ouro, de Rodrigo Sena (Ficção, RN)
Os Olhos de Arthur, de Allan Deberton (Ficção, CE)
Psiu!, de Antônio Carrilho (Documentário, PE)
Retratos da Alma, de Leo Belo (Documentário, DF)
Rosinha, de Gui Campos (Ficção, DF)
Salu e o Cavalo Marinho, de Cecilia da Fonte (Animação, PE)
Segundos, de Camila Cruz (Ficção, SP)
Sêo Inácio (Ou o Imaginário do Cinema), de Helio Ronyvon (Documentário, RN)
Sertãozinho, de Rosana Nunes (Documentário, CE)
Shala, de João Inácio (Ficção, PA)
Símile, de Julio César Mahr (Experimental, GO)
Tatuagem Deni, de Armedi Mustafa (Documentário, AM)

SERVIÇO

*Toda a programação tem entrada franca.

*Mais informações: www.jeridigital.com.br.

PMDB e PSDB estão na iminência de uma guerra interna

Não há um parlamentar do PMDB e do PSDB que não esteja conversando sobre o melhor nome para substituir Michel Temer. Em comum nos dois partidos, há também uma tensão entre as bancadas da Câmara e do Senado. Os deputados de ambas as siglas vêm deixando claro que não vão tolerar ficar alijados da discussão. Em outras palavras, não admitirão que seus correligionários do Senado apresentem um nome, sem que haja prévia aprovação na Casa vizinha.

Faz sentido. Numa eventual eleição indireta, a escolha do novo presidente vem do Congresso, onde há 513 deputados e 81 senadores. A diferença entre PSDB e PMDB é que os senadores tucanos já esboçaram uma pré-candidatura, a de Tasso Jereissati. Os peemedebistas, tanto na Câmara quanto no Senado, olham para todos os lados em busca de um quadro.

Sem uma alternativa pronta, os deputados do partido de Temer não descartam abraçar Rodrigo Maia, do DEM, para não ter que engolir uma eventual imposição dos colegas do Senado tampouco patrocinar uma chapa tucana.

(Veja Online)

Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe termina nesta sexta-feira

Quem faz parte dos chamados grupos prioritários e ainda não se vacinou contra a gripe tem até amanhã (26) para procurar um posto de saúde e garantir a imunização. Balanço do Ministério da Saúde indica que, até a última segunda-feira (22), apenas 58,2% do público-alvo havia sido vacinado. A meta do governo é vacinar 90% de um total de 54,2 milhões de pessoas.

Ainda de acordo com a pasta, até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Os idosos registram a maior cobertura vacinal (67,1%). Em, seguida estão as puérperas (65,4%) e os trabalhadores de saúde (59,4%). Os grupos que menos se vacinaram são indígenas (37,1%), crianças (44,9%), gestantes (49,2%) e professores (52,4%).

Além dos grupos prioritários, também foram aplicadas 6,2 milhões de doses em pessoas com algum tipo de comorbidade, na população privada de liberdade e em trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (79,4%), Paraná (74,1%), Santa Catarina (72,3%), Rio Grande do Sul (70,8%), e Goiás (66%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (41,5%), Pará (44,3%), Rondônia (44,6%), Rio de Janeiro (45,8%), Mato Grosso (48,5%), Acre (48,6%) e Piauí (50,4%).

A vacina contra a gripe está disponível desde o dia 17 de abril para crianças de 6 meses a menores de 5 anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além de professores.

(Agência Brasil)