Arquivos da categoria: Economia

Confiança na indústria avança 0,5 ponto em janeiro, diz FGV

A prévia de janeiro deste ano do Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 0,5 ponto na comparação com o resultado consolidado de dezembro. Na prévia, o indicador chegou a 99,9 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos.

Caso o resultado da prévia se confirme no consolidado do mês, esta será a sétima alta consecutiva do indicador, que atingirá o maior patamar desde setembro de 2013 (101,7 pontos).

Foi verificado aumento na confiança em relação ao momento presente, medida pelo Índice da Situação Atual, que avançou 2,3 pontos e chegou a 100,8 pontos. Em relação ao futuro, os empresários da indústria estão menos confiantes. O Índice de Expectativas caiu 1,3 ponto e chegou a 99 pontos.

O resultado preliminar de janeiro indica alta de 0,1 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci), para 74,8%, o maior desde dezembro de 2015 (75%).

Para a prévia de janeiro de 2018 foram consultadas 791 empresas entre os dias 2 e 18 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima segunda-feira (29).

(Agência Brasil)

Centros de Inclusão Social e Tecnologia formam 1.495 jovens da periferia de Fortaleza

 
Os sete Centros de Inclusão Tecnológica e Social (CITS) criados em 2010 na periferia de Fortaleza por proposta do deputado federal Ariosto Holanda (PDT), com recursos de emendas do parlamentar e do governo estadual, vão formar 1.495 jovens nesta segunda-feira. A solenidade será realizada às 16 horas com a presença do governador Camilo Santana no CITS José Walter.
Os CITS, inaugurados na gestão do governador Cid Gomes, estão localizados no Conjunto Ceará, Conjunto José Walter, Parque São José, Messejana, Jangurussu, Lagamar e Vicente Pinzon/Mucuripe. As unidades oferecem ensino profissional na modalidade básica – educação inicial e continuada – com cursos de curta duração, de 50 a 200 horas de aula.
 
A Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) investiu R$ 3,8 milhões nos CITS. Dos recursos, R$ 1,8 milhão para equipamentos são de emenda do deputado Ariosto Holanda, que propôs o programa, e R$ 2 milhões para a reforma e ampliação das estruturas dos antigos projetos Aprender, Brincar e Crescer (ABC) criados em 1994.
 
Segundo Ariosto Holanda, os CITS atuam com programas de educação profissional para os jovens que não têm mais tempo de esperar concluir um curso na escola formal mas precisam ter uma formação mais curta. Há uma população que precisa ainda mais de oportunidade, que serão atendidas nos CITS pela STDS com os cursos de capacitação do Ministério do Trabalho como Primeiro Passo e Pró Jovem, informou.
SERVIÇO
*CITS José Walter – Avenida K, 330, 1ª Etapa – Conjunto José Walter.

Poeta Bráulio Bessa falará em Fortaleza sobre Empreendedorismo

O poeta cearense Bráulio Bessa é atração, nesta terça-feira, a partir das 19 horas, no Hotel Praia Centro, do I Monsenhor Tabosa Bazar Fashion Week (MTBFW).

Ele falará sobre o tema “Empreendedorismo e Superação’’ e passará sua experiência na área.

O MTBFW é um evento que promete novidades nos setores de moda, beleza, gastronomia, empreendedorismo, cultura e arte.

(Foto – Divulgação)

Vem aí o FestOrquídeas 2018

Vem aí o XI FestiOrquídeas.

O evento, uma realização da Associação Cearense dos Orquidófilos, vai acontecer de 2 a 4 de fevereiro próximo, na Casa José de Alencar.

Além da exposição de espécies, haverá também palestras e oficinas para quem se interessar em cultivar orquídeas.

Esse mercado expande-se cada vez mais pelo Estado.

(Foto – Ilustrativa)

Projeto quer proibir cobrança de multas em fatura que vencer em feriado ou fim de semana

Um projeto que proíbe a cobrança de multa em faturas com data de vencimento em fins de semana e feriados, quando o pagamento for feito no primeiro dia útil subsequente, será analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a partir de fevereiro.

A Lei 7.089/1983 já veda a cobrança, pelos bancos e instituições financeiras, de juros de mora nessas situações.

O projeto de lei da Câmara (PLC) 171/2015, do deputado Augusto Carvalho (SD-DF), quer alterar essa lei para incluir também a proibição da cobrança de multa. O texto, que está pronto para entrar na pauta da CAE após o recesso, tem parecer favorável da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Fortaleza depende de nós

Com o título “Fortaleza depende de nós”, eis artigo de Fausto Nilo, arquiteto e urbanista e coordenador do Plano Mestre Urbanístico de Fortaleza. Ele aposta numa cidade de futuro e sem tantas desigualdades. Confira:

Um dia Fortaleza poderá assegurar a habitabilidade de todos seus cidadãos, de qualquer padrão de renda, faixa etária ou estilo de vida.

Aqui, cerca de três milhões e meio de pessoas residirão de forma digna, em vizinhanças seguras, conectadas ao resto da cidade e baseadas em habitações de custos acessíveis. Desaparecerão os “bunkers” do crime e em seu lugar surgirá uma intensa matriz de intercâmbio e inovação. A natureza e a herança cultural edificada serão preservadas e se completará o tecido urbano com lugares convenientemente acessíveis e conectados. As orlas serão limpas, as orlas de lagoas urbanizadas e as demais centralidades serão reconhecidas como lugares de todos. Nesse futuro os idosos serão em maior número e a cidade se antecipará para dar-lhes o conforto merecido.

Há 22 anos daqui, Fortaleza já terá conhecido as formas preferíveis de produzir lugares de habitação, comércio, indústria, serviços, educação, instituições, hospitais, lugares de inovação, de entretenimento e de esportes. Com a utilização de critérios claros e transparentes teremos realizado um processo simples, gradativo, justo e igualitário de rearranjar o solo para abrigar as gerações que estão por vir. Tudo isto se refletirá em distribuição sistemática de benefícios econômicos, sociais e ambientais, sem promover nenhum fator de desestímulo aos bons negócios e à indispensável colaboração dos empreendedores imobiliários.

Em nossa futura Cidade viajaremos muito menos para trabalhar ou ir à escola. A Cidade já terá reduzido sua motorização e os projetos de tráfego serão viáveis e sincronizados com a produção de novos estoques habitacionais. Um plano abrangente terá sido implementado para incrementar o acesso físico de todos a tudo, de maneira gradativa e monitorado pela própria população. As áreas de estação do transporte público serão identificáveis como clusters de empregos e focos de vizinhanças, com todas as facilidades típicas e acessíveis por uma caminhada máxima de cinco minutos. A essas melhorias deverão ser acrescidos os projetos de adaptação de assentamentos precários existentes, suas conectividades adequadas e a eliminação gradativa das situações de riscos e das irregularidades fundiárias. Para obter tudo isto Fortaleza entenderá que as viabilidades econômicas e as parcerias construtivas entre setores públicos e privados serão eficientes mas deverão ter seus propósitos e resultados compartilhados, de forma transparente, rigorosamente eficiente, justa, legal e legível a todos.

Se consideramos a redução dos vazios urbanos disponíveis e os prognósticos de crescimento populacional podemos concluir que a construção da Cidade Compacta e Sustentável se dará por reurbanizações sobre o tecido existente. A essa altura a cidade já terá assimilado essa prática vencedora utilizada em cerca de 160 cidades do mundo e terá conquistado o clima de confiança entre os setores público e privado, indispensável ao êxito da mudança.

O sonho é viável, teve o custo de seus componentes devidamente estimado e foi compartilhado em audiências públicas envolvendo 8.000 cidadãos. Sua elaboração foi concretizada sob a liderança do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor). O conhecimento organizado dos dados disponíveis, com especial destaque para as teses acadêmicas e relatórios urbanísticos já elaborados sobre a Cidade associados com análises urbanas de todas as consequências dos planos que Fortaleza já elaborou, foram decisivos na qualidade do resultado. O sonho é viável e só depende de nós.

Fausto Nilo

faustonilo@faustonilo.com.br

Arquiteto urbanista, coordenador do do Plano Mestre Urbanístico – Fortaleza 2040.

Mercado financeiro mantém em 3,95% projeção da inflação para este ano

O mercado financeiro manteve a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – em 3,95% para este ano, a mesma estimada na semana passada. A projeção consta do boletim Focus, publicação divulgada nesta segunda-feira (22) no site do Banco Central (BC) com projeções para os principais indicadores econômicos. Há quatro semanas, a expectativa estava levemente superior, em 3,96% para 2018.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, também foi mantida para 2018 em 2,7%. Há quatro semanas, o índice era inferior, 2,68%.

Para 2019, no entanto, houve um aumento na projeção do PIB, que passou de 2,8%, na semana passada, para 2,99% no boletim divulgado hoje. A estimativa para a inflação foi mantida em 4,25%.

boletim Focus é divulgado todo início de semana e traz a média das expectativas de bancos, instituições financeiras, consultorias e empresas sobre os principais indicadores relacionados à economia brasileira, como os diversos índices de inflação, o PIB, a taxa de câmbio e a taxa básica de juros da economia, a Selic.

(Agência Brasil)

Um dia de avanços, outro de retrocesso

Com o título “Um dia de avanços, outro dia de retrocesso” eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira. O texto aponta para contradições entre gestão e nomeações políticas no âmbito federal. Confira:

Na origem de muitas das crises de governabilidade que o Brasil enfrenta de tempos em tempos destaca-se, aparecendo com alguma dimensão em quase todas elas, o sério problema da forma como os cargos de confiança são ocupados na estrutura pública. A indicação política segue como um fator de influência negativa e funciona como a causa de muitas das situações nas quais se observa desvios de finalidades que resultam em prejuízo para o Estado.

O Brasil vive, nesse sentido, um momento de contradições. De um lado, na última sexta-feira, houve uma histórica decisão do Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal (CEF), retirando da presidência da República o poder quase absoluto que tinha de fazer indicações para as 12 vice-presidências. Número, aliás, já em si extravagante. Agora, o colegiado também está apto a fazer a escolha dos ocupantes dos cargos, além de se prever uma obrigatória aprovação dos nomes pelo Banco Central e de o processo passar a exigir o uso de consultorias para seleção dos executivos.

São mudanças importantes, claro, mas que não garantem uma situação futura de ocupação dos cargos por critérios absolutamente meritórios.

A “inteligência” política haverá de encontrar brechas, através das quais buscará meios de burlar a boa intenção da medida, o que representa a necessidade de se manter uma vigilância firme para que tal distorção encontre resistência. Caso, claro, venha a se efetivar.

Por outro lado, o mesmo País que encontra razões para ânimo com o que acontece na CEF assiste, na manhã desta segunda-feira, a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) no estratégico posto de ministra do Trabalho, em meio a longa batalha jurídica. Indicação puramente política, sem qualquer compromisso de levar ao cargo, no momento delicado de implantação de uma reforma trabalhista controversa, um nome tecnicamente habilitado para ajudar na consolidação das mudanças profundas que a legislação do setor acaba de absorver. São dois exemplos que, acontecendo simultaneamente, nos ajudam a entender que o desafio de fazer o Brasil andar para frente exige uma mobilização e uma consciência social que, infelizmente, ainda estamos a buscar. Há avanços isolados que convivem com a reiteração de práticas que precisam ser enterradas como necessidade de construção de uma sociedade mais justa.

Governo Temer gastou R$ 50 milhões com cartão corporativo em 2017

Apesar de o governo apresentar um rombo fiscal de R$ 159 bilhões para este ano, algumas despesas não saem despercebidas nas contas públicas. Os gastos do governo federal com cartão corporativo, por exemplo, somaram quase R$ 50 milhões em 2017. Os dispêndios, liderados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, não são transparentes para a sociedade. A informação é do site Contas Abertas.

Os desembolsos do Ministério da Justiça e suas unidades gestoras atingiram R$ 12,1 milhões, isto é, cerca de 24% do total. Vale ressaltar que quase a totalidade dos recursos (98,6%) foi desembolsada de maneira secreta, de forma que não se sabe o que efetivamente foi comprado.

Além das informações protegidas por sigilo, nos termos da legislação, “para garantia da segurança da sociedade e do Estado”, outra parte significativa dos valores desembolsados também fica desconhecida. Isso porque o Ministério da Justiça, assim como outras Pastas, realiza saques por meio dos cartões. Nessa forma de gasto também não é possível identificar o destinos dos recursos.

A maior parcela dos gastos foi desembolsada pela Coordenação de Administração da Diretoria de Administração e Logística Policial do Departamento de Polícia Federal: R$ 2,9 milhões. A Superintendência Regional no Estado de São Paulo utilizou outros R$ 1 milhão. Mesmo não estando ocupado, a Superintendência Regional no Estado do Amazonas  foi responsável por mais R$ 871 mil em cartões corporativos.

Órgãos

A Presidência da República fechou o ano passado em segundo lugar no ranking dos órgãos que mais gastam pelo cartão. Em 2017, o desembolso da Pasta atingiu a marca de quase  R$ 12 milhões. Vinculado ao órgão, a Agência Brasileira de Inteligência foi a que mais usufruiu do cartão, com R$ 5,3 milhões creditados.

Assim como acontece com o Ministério da Justiça, é praticamente impossível saber ao que foram destinados os gastos do Presidência, já que quase a totalidade da verba foi declarada como secreta. Cerca de R$ 10,7 milhões, ou seja, quase 90% dos desembolsos foram protegidos por sigilo, nos termos da legislação, para garantia da segurança da sociedade e do Estado.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão é o terceiro maior usuário do cartão corporativo (R$ 8,3 milhões). E, em quarto lugar, está o Ministério da Educação, com gastos que chegam a R$ 5,8 milhões, seguido pela Pasta da Defesa, que desembolsou R$ 3,2 milhão por meio do recurso.

Os dados levantados pela Contas Abertas contabilizam os montantes pagos entre janeiro e dezembro, disponíveis no Portal da Transparência do Governo Federal.

Diminuição

Apesar da soma expressiva, os valores desembolsados em 2017, quando comparados com os de 2016, sofreram pequena redução. Nos nove primeiros meses do exercício passado, R$ 52 milhões foram pagos por meio do “dinheiro de plástico”. O montante é 4% maior do que o aplicado neste ano.

Terceiro em volume – Ceará assume liderança entre estados de faturamento na exportação de crustáceos e peixes

Com um total de US$ 54,2 milhões comercializados em 2017, o Ceará assumiu a liderança em faturamento na exportação entre os estados que produzem crustáceos e peixes congelados e refrigerados. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em volume exportado, o Ceará ficou na terceira posição, com 4,8 mil toneladas. Do total, 3 mil toneladas são de peixes congelados e 1,7 mil são de crustáceos, sobretudo lagosta. O estado também lidera o volume de exportação desse produto. O segundo maior exportador, o Pará, comercializou 226 toneladas.

Para o presidente da Câmara Temática de Comércio e Investimentos Estrangeiros, Rômulo Alexandre Soares, o destaque do Ceará se deve ao desenvolvimento recente de outras culturas, como a pesca do atum e a criação de camarão e tilápia em cativeiro.

“O Ceará atraiu uma importante indústria alimentícia, que fez com que a pesca do atum passasse a ser industrial. Esse peixe é abundante em parte do litoral cearense e tem valor agregado. Parece-me acertado o investimento na pesca marinha do atum, dotando os pescadores dos recursos necessários para a pesca e divulgando esse produto no mercado.”

Mesmo sendo responsável por 80% do valor comercializado, a lagosta vem se recuperando de uma redução de preços que ocorre há pelo menos dez anos. Segundo Soares, em 2007 o quilo do crustáceo era vendido a US$ 46. No ano passado, o valor pago pela mesma quantidade foi de apenas US$ 26.

Ele disse que um dos fatores da recuperação é a ampliação do mercado comprador do produto, que tem os Estados Unidos como principal consumidor, seguido pelo Japão, a China,o Vietnã e a Austrália, por exemplo. Considerando todo o crustáceo brasileiro exportado, os Estados Unidos adquiriram cerca de um terço da produção de 2017.

No ano passado, o governo do Ceará regularizou a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a comercialização da lagosta, equiparando o tributo à média nacional, que é de 12%. Antes, o tributo pago era de apenas 1,7% o que, segundo o setor, deixava o Ceará sem competitividade frente a outros estados exportadores.

Para este ano, além da continuidade dos investimentos na pesca marítima, a questão climática do Ceará será um dos focos de atenção. Isso porque a seca, que já dura seis anos, reduziu a produção de camarão e de tilápia, que tem nos açudes um dos principais espaços de criação. A câmara temática estima que o volume de pescados exportados teve redução de 15% em 2017, comparado com 2016, o equivalente a US$ 1 milhão a menos comercializado.

(Agência Brasil)

Comissão de Ética da Presidência julgará executivos afastados da Caixa Econômica

A Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República vai julgar a conduta de dois dos quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal afastados nesta semana pelo presidente Michel Temer A comissão já recebeu a defesa de Antônio Carlos Ferreira e Deusdina dos Reis Pereira. O processo contra Ferreira estava aberto desde julho e o de Deusdina, desde novembro.

De acordo com o presidente da comissão, Mauro Menezes, os votos dos relatores serão apresentados na próxima sessão, marcada para o dia 29 deste mês. Ainda não há processo aberto para analisar a conduta dos outros dois vice-presidentes afastados, José Henrique Marques da Cruz e Roberto Derziê de Sant’Anna.

As suspeitas de corrupção na Caixa motivaram investigações do Ministério Público Federal (MPF), do Banco Central (BC) e da Polícia Federal (PF). Os quatro executivos estão entre os investigados. A Operação Greenfield investiga a existência de um esquema de cooptação de testemunhas para que não contribuíssem com a apuração de supostas irregularidades envolvendo fundos de pensão.

A Comissão de Ética Pública é o órgão responsável, entre outras atribuições, pela apuração, mediante denúncia ou de ofício, de condutas de ocupantes de cargos da alta administração do Poder Executivo. Caso entenda que houve prática de infração ética por um agente, a comissão pode aplicar desde uma advertência até recomendar a exoneração. A recomendação é feita ao presidente da República, a quem cabe decidir se acolhe a sugestão.

(Agência Brasil)

Privatização da Eletrobras – Temer assina projeto definindo regras para a entrega

O governo vai enviar ao Congresso Nacional o projeto de lei (PL) que propõe a privatização da Eletrobras. O texto foi assinado hoje (19) pelo presidente Michel Temer.

A operação se dará por meio de aumento do capital social da empresa, que o governo considera “democratização do capital da Eletrobras”. Pela proposta, nenhum acionista poderá ter mais de 10% de poder do voto. O objetivo, segundo o Planalto, é evitar que outra companhia tome o controle da estatal.

O projeto também prevê que a União terá ações especiais na Eletrobras após a privatização, chamadas de “golden share”, que dão a seu detentor direitos como garantia de indicação de um membro do Conselho de Administração.

Itaipu e Eletronuclear

O projeto exclui do processo de desestatização da Eletrobras a Eletronuclear, subsidiária da estatal, e a Usina Hidrelétrica de Itaipu, controlada pelo Brasil em conjunto com o Paraguai. No caso da empresa responsável pelas usinas nucleares brasileiras, o motivo é uma questão de monopólio constitucional. No caso de Itaipu, a manutenção do controle da União atende a um Tratado Internacional firmado com o Paraguai.

Tarifas

Segundo o governo, a privatização da Eletrobras levará à redução das tarifas pagas pelo consumidor. O Planalto também argumenta que a abertura de capital da empresa fortalecerá o setor, com a expansão de investimentos e o aprimoramento da oferta de energia. No entanto, cálculos de simulação de impactos tarifários realizados em novembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam um aumento de 2,42% a 3,34% nos preços no pior cenário. Isso ocorreria, segundo a agência, porque os preços passariam a ser suscetíveis às variações do mercado, tal como ocorre hoje com os combustíveis, por exemplo.

Justiça

A privatização da Eletrobras, no entanto, também está na esfera judicial. A Medida Provisória (MP) 814, editada por Temer em 29 dezembro de 2017, retirava de uma das leis do setor elétrico a proibição de privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias. Mas, no início de janeiro, o juiz Carlos Kitner, da Justiça Federal em Pernambuco, concedeu uma liminar para suspender o artigo envolvendo a Eletrobras.

A União recorreu da decisão, mas teve seu recurso negado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) em Pernambuco.

A Eletrobras é a maior holding do setor elétrico da América Latina e a 16ª maior empresa de energia do mundo, detendo 30,7% da capacidade de geração de energia do Brasil. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o valor patrimonial da Eletrobras é de R$ 46,2 bilhões, e o total de ativos da empresa soma R$ 170,5 bilhões.

(Agência Brasil/Folhapress)

Novo estatuto da Caixa prevê afastamento de executivos pelo conselho diretor

Os vice-presidentes da Caixa Econômica Federal não mais poderão ser nomeados pelo presidente da República. A mudança na competência para escolha dos dirigentes da Caixa consta do novo estatuto do banco, aprovado nesta sexta-feira (19) pela Assembleia Geral da banco, órgão criado com o novo documento para substituir as atribuições do Ministério da Fazenda.

O novo estatuto segue os princípios da Lei das Estatais e prevê que tanto a escolha quanto a destituição de vice-presidentes da Caixa serão feitas pelo Conselho Administrativo, composto por um quarto de membros independentes, depois de manifestação do Comitê de Indicação e Remuneração do banco. Os indicados para estes cargos também deverão ser aprovados pelo Banco Central e passar por avaliação de consultores especializados em recrutamento de executivos.

Os membros do Conselho Administrativo também serão escolhidos pela Assembleia Geral da Caixa, que ainda tem a atribuição de definir a remuneração dos administradores, aprovar demonstrações contáveis e tratar de questões como fusões e aquisições do conglomerado. O estatuto cria ainda quatro comitês estatutários, reformula o de Comitê de Riscos e mantém seis grupos que têm funções específicas e variadas, como auditoria, compras e prevenção de crimes.

O novo regulamento torna mais rígidos os critérios de escolha dos indicados para os cargos da vice-presidência, além de manter as antigas exigências de reputação ilibada, notório conhecimento técnico compatível com o cargo, curso superior e experiência profissional. O banco deverá ainda seguir novas práticas de gestão de riscos e divulgar uma carta anual de governança.

O novo estatuto foi aprovado depois do afastamento pelo presidente Michel Temer de quatro dos 12 vice-presidentes do banco. Os dirigentes afastados são suspeitos de envolvimento em práticas de corrupção investigadas pela  Polícia Federal na Operação Greenfield. Os que não foram afastados passarão por avaliação técnica, informou  o Ministério da Fazenda.

Em nota, a Caixa afirma que o novo estatuto começou a ser elaborado em 2016, após a aprovação da Lei das Estatais, e que o processo de mudança contou com a participação dos ministérios da Fazenda e do Planejamento. O estatuto deverá ainda ser aprovado pelo Banco Central e só entrará em vigor depois de publicação.

(Agência Brasil)

O pato a Fiesp foi recolhido ao depósito das coisas inservíveis

Com o título “Antes, falha da Dilma; agora a culpa é coletiva”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolotti, que pode ser conferido no O POVO desta sexta-feira. ” A elite esqueceu-se da indignação e o pato da Fiesp foi recolhido ao depósito das coisas inservíveis”, diz trecho do texto. Confira:

Seria piada, caso fosse possível achar graça do governo Michel Temer. O economista-chefe do Banco Itaú, Mario Mequita, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo (14/1/2017) afirmou ser “coletiva” a responsabilidade pelo rebaixamento da nota do Brasil pela agência avaliação de risco Standard & Poor’s . Ora, mas a culpa pelas desgraças na economia não estavam personalizadas em Dilma Rousseff? Por que, de repente, a culpa se generaliza e Temer é poupado?

Esses sujeitos deveriam poupar o distinto público de tanta desfaçatez. Faz pouco tempo cacarejam o “fora Dilma”, apresentando a mágica “solução Temer” para resolver problemas de unha encravada a tumor no cérebro. O resultado da pajelança é um governo que esfrega na cara dos brasileiros o uso descarado do poder como escudo de proteção aos seus associados.

A corrupção – junto com a urdida trama das “pedaladas, motivos reivindicados para afastar a presidente Dilma – tornou-se epidêmica entre os auxiliares de Temer, enlaçando o próprio presidente. A elite esqueceu-se da indignação e o pato da Fiesp foi recolhido ao depósito das coisas inservíveis.

Querem agora transferir a responsabilidade da desordem para um sujeito indeterminado. Mas os responsáveis têm nome e sobrenome. E podem ser encontrados entre aqueles que, mesmo pondo em risco a institucionalidade, instigaram o impeachment de Dilma.

Mesquita agora finge que o negócio não é com ele, nem com presidente, muito menos como o “mercado”, uma espécie de deus, que ninguém vê, porém, onipresente, onisciente e onipotente. O banqueiro diz ter faltado a Temer “apoio no Congresso”. O mesmo Congresso que aprovou o teto de gastos e a reforma trabalhista, mas cuja “precificação” parece ter sido mal calculada, pois está exigindo mais para entregar a mercadoria.

Na hora de prestar contas, os responsáveis pelo desacerto começam a tirar o corpo fora e – preservando o “mordomo de filme de terror” -, querem, sem mais nem porquê, tornar a culpa “coletiva”.

Plínio Bortolotti plinio@opovo.com.br Jornalista do O POVO

Mais na Web

Confiança do empresário industrial na economia melhora

A percepção dos empresários da indústria sobre os próximos seis meses da economia nacional aumentou em janeiro, alcançando os 59 pontos, em uma escala que varia de 0 a 100. Em relação a dezembro do ano passado, o sentimento de confiança dos empresários registrou aumento de quase um ponto,

A avaliação sobre a confiança do empresário da indústria foi divulgada nesta sexta-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrado no primeiro mês de 2018 está acima da média histórica de 54,1 pontos e é o maior desde abril de 2011.

A expectativa positiva dos empresários, avaliado pelo Índice de Expectativas, também apontou crescimento significativo, atingindo 62 pontos em janeiro, maior resultado dos últimos cinco anos. E a percepção dos empresários sobre as condições atuais para os negócios foi de 53 pontos. A pesquisa aponta que esse índice está acima de 50 pontos por cinco meses seguidos.

Segundo a CNI, os índices refletem o aumento do otimismo em relação ao desempenho da economia brasileira e das empresas para o próximo semestre. A entidade ressalta que a melhora da expectativa aponta uma tendência das empresas em investir mais, o que pode contribuir para a criação de empregos e a recuperação do crescimento econômico.

A pesquisa foi realizada entre 3 e 16 de janeiro com 2.772 empresas de pequeno, médio e grande porte.

(Agência Brasil)

Grupo de servidores municipais lança campanha salarial reivindicando 9,42% de reajuste

Um grupo de servidores da Prefeitura de Fortaleza lançou, nesta manhã de sexta-feira, em frente ao Paço Municipal, a campanha salarial 2018 da categoria. A mobilização foi puxada pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), contando com adesão de outras entidades sindicais de servidores do Município.

Mesmo com a forte chuva desta manhã, que atrapalhou e impediu o deslocamento de muitos servidores, o Sindifort resolveu manter a assembleia. A data-base dos servidores é 1º de janeiro. Eles querem resposta da gestão sobre reajuste.

“Temos perdas acumuladas da ordem de 20%, se considerarmos os últimos dez anos”, afirma Nascelia Silva, presidente do Sindifort, complementando: “Somente nos dois últimos anos, se somarmos o IPCA de 2016 (6,28%) e 2017(2,94%), são 9,42% de inflação acumulada”. A pedida é por esse valor de 9,42%.

Outras reivindicações

Na pauta de reivindicações deste ano constam ainda o problema com o Instituto de Previdência do Município (IPM). Quando o IPM/Saúde não dá conta da demanda dos funcionários, resulta na reclamação pela ineficácia do sistema de cotas.

Da mesma forma, o IPM/Previdência deixa a questão da aposentadoria dos servidores em suspense: dados apontam para um déficit atuarial da ordem de R$ 10 bilhões. Para atenuar a situação, reivindica-se um aporte financeiro no sistema IPM/Saúde e Previdência, por parte da Prefeitura.

A campanha reivindica também melhores condições de trabalho e a realização de concursos públicos; a revisão dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a implantação de anuênios, como também da Gratificação da Produtividade de Campo dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, entre outros temas.

Ano passado, a Prefeitura não concedeu reajuste geral para os servidores, mas ganhos pontuais para algumas categorias como os professores.

(Foto – Suzana Mesquita)

Ceará registra queda de 7,2% nas exportações

Embora o Ceará tenha atingido recorde de exportações em 2017, o número de empresas vendendo para o mercado externo sofreu queda. Se em 2016 o Estado teve 293 companhias exportando, ano passado foram 272, um decréscimo de 7,2%.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) publicado ontem, as reduções mais significativas foram nas faixas de valor exportado superiores a US$ 50 milhões. Em 2016, eram sete empresas nessa categoria, caindo para cinco no ano passado.

No entanto, na faixa de valor exportado entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões, houve o maior aumento, saindo de 18 para 22 empresas. O maior volume de entidades exportadoras segue na faixa de até US$ 1 milhão, com 197, representando 72,4% do total. Porém, o número nessa categoria também teve uma queda de quatro pontos percentuais.

Para Ana Cristina Lima Maia, responsável pelo estudo, houve migração de faixa de valor exportado das empresas que mais vendem para uma categoria menor. “Existe maior dificuldade de exportar nessas empresas. Escala de produção menor, crise no mercado interno ou mesmo contratos que não foram renovados com compradores de fora são algumas das razões”, enumera.

O menor número de exportadoras não afetou o volume de vendas porque o Ceará teve US$ 2,1 bilhões em exportações ano passado, o maior valor da história.

(O POVO – Repórter João Marcelo Sena)

VSM Comunicação e os planos 2018

Após 21 anos atendendo a conta do Sindicato da Construção do Ceará (Sinduscon), a VSM Comunicação encerra a parceira, ao mesmo tempo em que parte para novos horizontes. O encerramento da parceria foi de forma amigável e o controlador da VSM, Marcos André Borges, diz que se fechou “um ciclo virtuoso, mas que pode ser apenas um até breve” para um momento futuro.”

Borges afirma ter construido sólidas relações no setor, onde atende, entre outras empresas, a MRV, maior construtora residencial da América Latina e líder nacional no mercado de imóveis econômicos. Até o final do ano de 2018, a MRV investirá cerca de R$ 360 milhões para o lançamento de 3.588 unidades habitacionais no Ceará.

O empresário faz projeções otimistas de crescimento para este primeiro semestre de 2018, tanto no setor privado quanto no público, onde a empresa vem ampliando sua atuação.

A VSM recentemente passou atender a Associação Cearense de Magistrados (ACM), renovou contratos com a Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará (Abrasel-CE), e Centro Universitário Estácio do Ceará, que se somam à carteira de clientes de diferentes áreas de atuação. Na carta de clientes do setor público, a agência atende Prefeitura de Fortaleza e Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, além de estar participando de outras licitações públicas, por um reposicionamento estratégico.

A agência também ampliou neste ano o trabalho junto ao Shopping Parangaba (pertencente ao Grupo Aliansce Shopping Centers), atuando agora com a Comunicação Interna, além da assessoria de comunicação.

(Foto – Arquivo)

José Pimentel – Refis do Simples em troca da reforma da Previdência é um desserviço às microempresas

O senador José Pimentel (PT) denunciou, nesta quinta-feira, em Brasília, que há um movimento no governo federal buscando condicionar a derrubada do veto ao Refis do Simples Nacional à aprovação da reforma da Previdência.  “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se algum parlamentar aceitar essa condição, será um erro político e um desserviço às micro e pequenas empresas”, alertou o parlamentar.

Como vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, Pimentel se reuniu com o Sebrae, parlamentares, representantes das microempresas, entidades de contabilistas e de prefeitos. A reunião, convocada pelo Sebrae Nacional, discutiu a mobilização social e no Congresso para garantir a derrubada do veto presidencial ao PLC 164/2017.

Pimentel foi relator da matéria no Senado Federal. Ao conversar com os jornalistas, voltou a criticar o veto: “Esse é um governo que só trabalha para os ricos. O veto é uma malvadeza com os empreendedores que mais geram emprego no país”, disse.

O senador petista relembrou que a matéria já havia sido vetada por Temer numa medida provisória, sob o argumento de que precisava de uma lei complementar para vincular todos os entes da federação (União, estados e municípios). Deputados e senadores aprovaram a proposta de lei complementar, com texto similar ao que fora aprovado para as médias e grandes empresas. Um foi sancionando, enquanto o Refis do Simples foi vetado.

O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), relator da matéria na Câmara, disse que o veto é inexplicável porque foi tudo negociado com o governo, inclusive a redação da proposta foi copiada do Refis viabilizado aos grandes.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, afirmou que a reunião foi convocada para dar conforto aos parlamentares para a derrubada do veto. O Sebrae prepara uma campanha nas redes sociais e em portais de notícias sobre a importância do Refis para garantir a manutenção de 600 mil empresas no Simples Nacional e mais de 2 milhões de empregos formais. Estão sendo programadas visitas aos parlamentares e aos presidentes do Congresso, Eunício Oliveira, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para solicitar apoio e que o veto seja pautado na primeira Sessão do Congresso de 2018.

 

Abih/CE participa da Feira Internacional de Turismo de Madrid

Eliseu Barros e Iva Dias, gerente comercial do Beach Park.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), regional do Ceará, Eliseu Barros, participa da Feira Internacional de Turismo (FITUR), em Madrid, na Espanha. A feira, que se consolida como o ponto de encontro global para profissionais do turismo, sendo a líder em mercados receptivos e emissores na América Latina, vai se estender até domingo próximo.

Nesta edição 2018 os organizadores esperam um aumento de 18,8% dos visitantes profissionais internacionais em comparação ao ano passado. Além disso, o volume de compromissos de negócios que foram programados em seus diferentes boxes, aumentou e chega a 6.800 consultas. A presença de 7.542 jornalistas também evidencia a expectativa gerada pela FITUR no circuito internacional de feiras do setor.

Ano passado, a FITUR conquistou o recorde de participação com 9.893 empresas expositoras de 165 países/regiões, 135.838 participantes profissionais e 109.134 visitantes do público em geral.

(Foto – Divulgação)