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BNB não pode ser moeda de barganha política

Com o título “Por respeito ao BNB e aos seus funcionários”, eis artigo de Dorisval Lima, diretor da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB). Ele defende a tese de que o banco não deve ser moeda de barganha política. Confira:

Mais uma vez, lamentavelmente, a sociedade nordestina parece estar sendo vítima da voracidade de aproveitadores que tentam instrumentalizar os órgãos públicos para seus interesses mesquinhos. Pelo menos é o que se pode deduzir de mensagens que têm sido plantadas nos últimos dias na imprensa em relação ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Notícias dão conta de que está havendo uma disputa entre parlamentares na tentativa de “emplacar um nome para uma diretoria na Instituição”, e que isso se dá em decorrência do processo de “resistência do mandatário maior do País” para permanecer no trono, haja vista a enxurrada de ilicitudes que recaem sobre o mesmo em forma de denúncias.

Esse filme é antigo, e já se sabe quais são as consequências! Não há registro na história de que tenha redundado em bons resultados. Pelo menos para o Banco e os trabalhadores, não! Em contraponto a tamanho desrespeito, mais uma vez se faz necessário e é coerente reafirmar: o BNB não é moeda de troca da barganha política!

O Banco é uma Instituição de Desenvolvimento, que há 65 anos vem prestando relevantes serviços à sociedade em cumprimento das prerrogativas para as quais fora constituído, sendo reconhecido como tal pela sua ação diferenciada; pelo crédito de longo prazo, pelo financiamento aos micro e pequenos produtores e à agricultura familiar, pelo microcrédito (urbano e rural – CrediAmigo/AgroAmigo); pelo estímulo à cultura, pela pesquisa e inovação… Enfim, ao fomento da região.

A esse comportamento atrasado – incompatível com o real papel que deve ser desempenhado por quem pelo voto do povo ocupa espaço nas instâncias de poder – que insiste em continuar desrespeitando a história do Banco, os funcionários e à própria sociedade, meu veemente protesto enquanto trabalhador, dirigente da AFBNB e cidadão nordestino/brasileiro. Tirem as mãos de cima do BNB!

*Dorisval de Lima

dorisval@afbnb.com.br

Diretor de Comunicação e Cultura da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB)

Lava Jato investiga empresas estrangeiras envolvidas em fraudes na Petrobras

A Operação Sem Fronteiras, a 43ª Fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje (18) pela Polícia Federal (PF), investiga a participação de empresas estrangeiras e armadores gregos em contratos fraudulentos com a Petrobras. A investigação teve início a partir de relato do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, em seu acordo de colaboração premiada. A Polícia Federal cumpriu mandados judiciais no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre eles, 11 mandados de condução coercitiva e seis mandados de prisão temporária.

Com base na delação de Paulo Roberto Costa, os procuradores da República, que integram a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, aprofundaram a investigação com a análise de materiais apreendidos na 13ª fase da operação, além de provas obtidas mediante a realização de quebras de sigilo bancário, fiscal, de dados telemáticos e registros telefônicos, além de cooperação jurídica internacional.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as apurações concluíram que o então diretor de Abastecimento da estatal ajustou com o cônsul honorário da Grécia no Brasil, Konstantinos Kotronakis, um esquema de facilitação de contratação de navios gregos, mediante o fornecimento de informações privilegiadas e o pagamento de propinas.

“Esse esquema era efetivado, num primeiro momento (2008 a 2010), pela intermediação do operador Henry Hoyer de Carvalho, que já havia sido alvo da 13ª fase da Lava Jato, e, posteriormente, por intermédio de uma empresa de brokeragem (especializada em intermediar afretamentos de navios) constituída na Inglaterra e pertencente a Georgios Kotronakis, filho de Konstantinos”.

A investigação detectou que os grupos Tsakos e Aegean, dos quais Konstantinos Kotronakis é, respectivamente, diretor e sócio-administrador, além das empresas Dynacom Tankers Management, Galbraiths e Dorian Hellas, com as quais o cônsul grego ostenta vínculos indiretos, formalizaram contratos de afretamento com a Petrobras, entre os anos de 2009 a 2013, em valores que superam US$ 500 milhões. De acordo com o MPF, ao menos 2% desses valores eram “destinados ao pagamento de propina a funcionários públicos corrompidos, operadores financeiros e agentes políticos.

Os procuradores concluíram que “há provas de que o pagamento das vantagens indevidas era operacionalizado mediante depósitos em contas offshores controladas por Konstantinos Kotronakis, Georgio Kotronakis, Henry Hoyer de Carvalho, Humberto Mesquita e Paulo Roberto Costa”. No mesmo contexto, segundo o MPF, foram colhidos “fortes indícios do envolvimento de um ex-gerente da Petrobras ligado à área de afretamento de navios, no esquema de corrupção que visava favorecer armadores gregos”.

Assim, de acordo com as investigações, foi possível verificar o recebimento de vantagens indevidas, em benefício dele, em contas ocultas no exterior, titularizadas por empresas offshores registradas em nome de terceiros. Há, ainda, evidências concretas de que esse ex-gerente também beneficiou as empresas Olympic Agencies e Perosea Shipping Co em contratos com a Petrobras.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa disse que as operações deixam um recado para as empresas estrangeiras envolvidas atos de corrupção de que não escaparão da Lava Jato. “Estas novas operações deixam um recado claro: empresas estrangeiras não serão poupadas na Lava Jato”.

“Muitas multinacionais têm tradição de cooperar com as investigações, mas é uma vergonha que várias delas não tenham atuado proativamente para investigar os fatos e contribuir com a Justiça brasileira. Talvez não tenham percebido que o histórico de impunidade brasileiro não tem se aplicado à Lava Jato”, acrescentou Ribeiro Costa.

A procuradora da República Jerusa Burmann Viecili reforçou a afirmação do colega, ressaltando que “a Lava Jato buscará responsabilizar todas as empresas citadas, ainda que seja necessário ir além-mar pelas pontes da cooperação internacional”.

Agência Brasil entrou em contato coma a Embaixada da Grécia, que informou que Konstantinos Kotronakis é cônsul honorário e, como tal, não integra o quadro da chancelaria grega, e que não se manifestará sobre o assunto. A reportagem não conseguiu contato com nenhuma das empresas citadas.

(Agência Brasil)

Brasil – Quo vadis?

Com o título “Como vai o Brasil?”, eis artigo de João Soares Neto, empresário e membro da Academia Cearense de Letras. Eis um trecho do texto: “Os economistas e administradores sérios não arriscam previsões alvissareiras enquanto perdurar a desconfiança, quase absoluta, dos eleitores na classe política.” Confira:

Estamos, desde 2015, em processo difícil e doloroso da política e da economia brasileira. Houve mudança na presidência da República, cassações, prisões e muitos são os procedimentos em curso, quase todos decorrentes de ações da Polícia Federal. Em setembro tomará posse a nova Procuradora Geral da República, Raquel Dodge.

Virou atração, a cada semana, novo escândalo, em todas as mídias, envolvendo a nata do empresariado de conglomerados na área agropecuária, da indústria pesada e da construção civil, responsáveis pela maioria das obras do governo e em empresas públicas.

Não há como não ser informado, pois são apresentados gravações, tabelas, fluxogramas e infográficos que mostram o que vem sendo praticado desde sempre. A relação era e é imbricada. Há grupos empresariais comprometidos que se tornaram e são sócios do próprio governo em aeroportos, siderúrgicas, hidrelétricas etc.

Investidores estrangeiros hão mostrado estupefação em face ao descalabro a que chegou o Brasil. Hoje, todos os indicadores de “ratings” internacionais, sejam de desenvolvimento, finanças, educação, “compliance” e os de natureza social estão, ano a ano, ficando mais baixos, mostrando involução já  configurada nas gestões anteriores.

Um país continental como o nosso, pacífico por formação, não deveria ser objeto de chacota nos mercados financeiros que, sem piedade, aumentam o grau de risco para novos investimentos estrangeiros. Paralelo a isso, a indústria automobilística possui, em estoque, nos vários pátios das empresas instaladas, milhares de veículos encalhados, sejam populares, médios ou de luxo.

O mesmo cenário ocorre na área habitacional, com número superior a 50% de rescisões em contratos de aquisições financiadas de projetos em construção e, até mesmo, de obras prontas. Os prédios do “Minha Casa, Minha Vida” estão, em muitos casos, com defeitos estruturais e de acabamento. A inadimplência é elevada.

O que fazer, perguntam uns. Os economistas e administradores sérios não arriscam previsões alvissareiras enquanto perdurar a desconfiança, quase absoluta, dos eleitores na classe política.

O que se constata, por outro lado, é a extensão das operações da Polícia Federal, agora nos estados, de forma aleatória. Quando vai acabar, ninguém sabe, pois há desdobramentos em face de delações premiadas. A denuncia B que, por sua vez, denuncia C. Em represália, C denuncia A e tudo recomeça.

Este final de ano pode ser de ajustes necessários como a reforma da Previdência, ainda em fase de negociações com o Congresso Nacional. Por outro lado, aparece uma reforma Política, talvez salvadora para os atuais congressistas. Terá tramitação dupla na Câmara Federal e no Senado. Esperemos.

O Brasil está em corredor de hospital, mas não sucumbirá. O problema é o  tempo em que se encontra em crise e, pessoas e empresas, não vivem no longo prazo. A cada dia o seu mal.

A única certeza, por enquanto, é que no próximo ano, haverá eleições para presidente, governadores, deputados e parte do Senado. Como será o financiamento das campanhas? Você está consciente disso?

*João Soares Neto,

Escritor e empresário.

 

Uma crítica dura às torres de energia eólica espalhadas pelo litoral cearense

Com o título “Ceará – A energia que apagou a cidadania”, eis artigo de Allan Aguiar, ex-secretário estadual do Turismo, com críticas ao modelo de desenvolvimento econômico do Estado. “Cada Torre eólica dessas nas praias é uma sentença de pobreza eterna para as comunidades locais, muitas das quais compostas de artesanais pescadores que sofrem”, diz o articulista. Confira: 

O Ceará deu um enorme tiro no próprio pé da sua economia. A histórica e aguda falta de planejamento das vocações econômicas do nosso Estado, a qual pautou o improviso na definição das políticas públicas indutoras de investimentos privados, só conseguiu produzir, até agora, um dos Estados com a população mais pobre da federação e com indicadores sociais de fazer corar qualquer cearense informado e isento.

O modelo de desenvolvimento econômico do Estado esteve muito mais influenciado pelos modelos mentais vigentes naqueles que definiam as dinâmicas governantes que em estudos mais aprofundados, análises de viabilidade e exame dos efetivos impactos-benefícios sociais. Os “planejadores” negligenciaram o ordenamento dessas vocações e terminaram por sentenciar parcela expressiva da nossa população a uma inocente indigência econômica.

Talvez a maior barbeiragem do Ceará foi deixar rolar o desordenamento econômico e ecológico de seus quase 600 quilômetros de costa, em cujos municípios vive quase a metade da sua população, considerando a RMF. Uma ambientalmente sadia vocação econômica que é a Geração de Energia terminou por melar outra infinitamente mais benéfica e inclusiva, que é o Turismo. Esse paliteiro de aerogeradores situados nas nossas praias são invocados por alguns dinossauros, que ainda assombram o presente, como um feito relevante a explicitar a pujança e vanguardismo do Ceará. Quanta bobagem e falta de visão!

Cada Torre eólica dessas nas praias é uma sentença de pobreza eterna para as comunidades locais, muitas das quais compostas de artesanais pescadores que sofrem para retirar do mar o sustento dos seus. Esses homens, que estão em extinção, possuem as menores taxas de expectativas de vida dentre as demais atividades econômicas.

No Turismo, cada quarto de hotel gera um emprego direto e 1,5 indiretos e movimenta a mais extensa cadeia produtiva que é a do mundo das viagens. Já esses parques eólicos geram dois ou três subempregos de gente que vai arrancar o mato do pé das torres e vigiar o terreno. Nem tributos municipais e Estaduais geram. Quantos Resorts, nestes últimos anos, evitaram o litoral cearense cuja beleza plástica foi golpeada por esses monstrengos que deveriam estar no topo dos Maciços interioranos?

Como cantou Ney Matogrosso, “os ventos do Norte não movem moinhos…e o que nos resta é só o gemido”….

 

 

CCBNB realiza Percursos Urbanos com roteiro gastronômico de Fortaleza

O Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza promoverá o Programa Percursos Urbanos sobre “Aromas do tempo, sabores da memória” neste sábado, 19, às 15 horas. O objetivo é reviver a tradição da comida regional. O programa vai percorrer restaurantes de bairros que concentram seu cardápio em pratos tradicionais da culinária local. Na programação, pontos de referência da cultural alimentar da capital como o Bar do Camocim (Centro), Panelada do Fabiano (Jacarecanga), Churrascaria O Alicate (Monte Castelo) e Restaurante O Alberto (Barra do Ceará).

O passeio será mediado pelo gastrônomo, historiador e professor de Gastronomia do IFCE de Baturité, Roberto Araújo. Segundo o mediador, além de ressaltar a importância da tradição alimentar encontrada em diversos locais, o passeio irá reviver alimentos que foram abundantes e perderam espaço no cardápio da Região.“É importante falar da cultura alimentícia regional porque reflete afetividade. Os alimentos tradicionais geram uma relação de pertencimento, faz com que as pessoas se caracterizem como parte de um povo”, completa.

Além disso, os participantes terão a oportunidade de conhecer o recém criado Observatório Cearense da Cultura Alimentar (Occa). Vinculado ao Programa de pós-graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o observatório trabalha a importância da tradição alimentar na Região.

SERVIÇO

*Os interessados devem realizar a inscrição pelo link tinyurl.com/percursosurbanos ou comparecer na recepção do CCBNB, a partir das 10h, no dia do evento. As vagas são limitadas.

*Saída do Centro Cultural do Banco do Nordeste – Rua Conde d’Eu, 560 – Centro.

*Mais Informações – (85) 3209-3500

*Participação gratuita.

Fórum Empresarial de Gestão em Fortaleza tem participação de Doria nesta sexta-feira

Fortaleza será sede nesta sexta-feira (18), a partir de 11h30min, durante almoço no La Maison Buffet, nas Dunas, do I Fórum Empresarial de Gestão. Na ocasião, serão discutidas práticas inovadoras na gestão de cidades, com a participação do prefeito de São Paulo, João Doria.

O Grupo Servnac é o patrocinador master do evento, que conta com o apoio institucional do Grupo de Líderes Empresariais do Ceará (LIDE), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL).

O LIDE é uma organização de caráter privado, que reúne empresas de diversos países e estimula o debate e o fortalecimento da livre iniciativa do desenvolvimento econômico social, bem como a defesa dos princípios éticos de governança corporativa no setor público e privado. Fundado no Brasil, em 2003, o LIDE é formado por líderes empresariais de corporações nacionais e internacionais, tendo como principal objetivo sensibilizar o empresariado brasileiro para a importância de seu papel na construção de uma sociedade ética, desenvolvida e consciente.

FPM – Segundo repasse deste mês de agosto será creditado nesta sexta-feira

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao 2º decêndio do mês – a ser repassado nesta sexta-feira, 18 de agosto – será de R$ 772.313.112,01. O montante já leva em consideração a dedução do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, o repasse totaliza R$ 965.391.390,01.

Destaca-se que, comparando-se ao mesmo período de 2016, houve um aumento de 49,75%, sem considerar a inflação. Levando-se em consideração o valor real, ou seja, com a inflação, o crescimento foi de 46,43%. A entidade destaca que, de acordo com a série histórica dos 2º decêndio do mês de agosto, esse repasse foi o maior já observado.

Anteriormente, o ano com o maior repasse para o decêndio foi em 2006, quando foram transferidos cerca de R$ 768 milhões, em termos nominais.
A área de Estudos Técnicos da CNM aponta, ainda, que, de janeiro ao 2º decêndio de agosto, o montante de FPM totaliza R$ 55,01 bilhões, um aumento de 11,87% em relação ao transferido no mesmo intervalo do ano anterior. O percentual é nominal.

Considerando os efeitos da inflação, o Fundo acumulado em 2017 tem crescimento de 7,72% em relação ao mesmo período.

Eunício Oliveira – Congresso não aprovará salário mínimo menor do que a inflação

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB), reafirmou, nesta sexta-feira, em Juazeiro do Norte (Região do Cariri), que o Congresso não vai aprovar qualquer matéria de reajuste do salário mínimo que seja menor do que a inflação.

Segundo Eunício, que fez pousou seu jatinho no Aeroporto Regional do Cariri, o legislativo cumprirá o que está previsto pela lei que trata da fórmula do reajuste do mínimo.

De Juazeiro do Norte, onde foi recebido pelo prefeito José Arnon (PTB) e pelo ex-prefeito Raimundo Macedo (PMDB), além de outras lideranças da região, o presidente do Congresso seguiu para sua terra, Lavras da Mangabeira, onde prestigiará a exposiçõ agropecuária desse município.

(Foto – Facebook)

Permissionários do Mercado Central começam a receber termo de concessão

Cerca de 180 comerciantes do Mercado Central começaram a receber o termo de concessão, diante do processo de regularização dos boxes de um dos maiores equipamentos turísticos de Fortaleza. A entrega dos primeiros 24 termos de concessão ocorreu nessa quinta-feira (17), durante a reinauguração da passarela que dá acesso às avenidas Presidente Castelo Branco e Monsenhor Tabosa. A solenidade reuniu o prefeito Roberto Cláudio, o governador Camilo Santana e o presidente do Legislativo Municipal, Salmito Filho, além de demais vereadores e secretários municipais.

Autor do projeto que resultou na Lei nº 10.366/2015, Salmito ressaltou a importância da regularização da situação dos comerciantes, diante da tranquilidade para que possam trabalhar. “O Mercado Central é um equipamento importante para o turismo de Fortaleza, tendo um grande significado para a economia da cidade”, comentou o presidente do Legislativo de Fortaleza.

O governador Camilo Santana também ressaltou a entrega dos títulos. “Gostaria de parabenizar o prefeito Roberto Cláudio pela entrega dos títulos aos permissionários, lembrando que o Mercado Central é um ícone de Fortaleza, representa nossas raízes, tanto da capital quanto do interior, nosso artesanato, comida, o que produzimos no Ceará”, disse camilo.

Já o prefeito Roberto Cláudio destacou que o termo de concessão é um sonho antigo dos permissionários. “Estamos tornando realidade o sonho de vários permissionários. Estamos entregando, por meio da Secretaria de Turismo do Município, mais de 180 títulos a permissionários aqui do Mercado Central”, disse o prefeito, que ressaltou ainda a reinauguração da passarela. “Havia uma expectativa, desde que a passarela ficou sucateada e inviável, de reconstruí-la”.

(Fotos – Divulgação)

Secretários vão instalar Fórum do Meio Ambiente do Nordeste

O Fórum de Secretários de Meio Ambiente do Nordeste será instalado oficialmente dia 22 próximo, às 10 horas, na sala de reuniões do Hotel Aracoara, em Brasília. O secretário do Ceará, Artur Bruno, escolhido presidente da entidade, informa: “A reunião será objetiva, quando discutiremos sobre seca, desertificação e busca de parcerias com os órgãos federais”.

Além dos secretários, está confirmada a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Agência Nacional das Águas (ANA).

(Foto – Divulgação)

Secretário quer propor um novo pacto de cooperação

O secretário do Planejamento e Gestão do Estado, Maia Júnior, vai dar palestra nesta sexta-feira, a partir das 14h30min, no auditório do Ipece (Cambeba).

Ele abordará o tema “Um Novo Modelo de Desenvolvimento?”, com o objetivo de propor discussões sobre uma nova formatação do Estado.

A ideia é propor um novo Pacto de Cooperação entre Governo e sociedade.

Congresso recebe projeto com nova meta fiscal

O Congresso Nacional recebeu hoje (17) a mensagem presidencial com o projeto de lei que altera as metas fiscais para 2017 e 2018. O projeto modifica a Lei Orçamentária de 2017 e a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018.

As novas metas fiscais passaram de R$ 139 bilhões de déficit em 2017 e 129 bilhões de déficit em 2018, para R$ 159 bilhões em cada ano. O anúncio dos números e dos cortes que o governo fará para conseguir cumprir essa previsão foi feito na última terça-feira (15) pela equipe econômica.

O Congresso não tem prazo para aprovar o projeto, mas é esperado que isso ocorra até o fim deste mês, quando está prevista a chegada do projeto da Lei Orçamentária Anual de 2018, já considerando a modificação da meta.

A mensagem presidencial recebida nesta quinta-feira será encaminhada para começar a tramitação pela Comissão Mista de Orçamento e, depois, será votada no plenário do Congresso Nacional em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

(Agência Brasil)

STJ estima gastar R$ 1,5 bilhão em 2018

O Superior Tribunal de Justiça pretende gastar R$ 1,5 bilhão em 2018, segundo proposta orçamentária aprovada pela Corte Especial. O valor está dentro do estabelecido pela emenda constitucional que limita gastos públicos federais por 20 anos. Segundo a presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, o tribunal implementou neste ano medidas de restrição ao pagamento de diárias e passagens para servidores em treinamento, renegociou contratos em curso e realizou ações de racionalização do consumo interno. As medidas, segundo ela, devem gerar economia de gastos superior a R$ 2 milhões.

A proposta já foi encaminhada à Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e ao Conselho Nacional de Justiça, para emissão de parecer, conforme prevê o artigo 99 da Constituição.

No último dia 9, o Supremo Tribunal Federal aprovou, em sessão administrativa, sua proposta orçamentária para 2018. Por maioria, foi rejeitada a proposta de aumento de 16,3% nos salários dos ministros. Venceu a proposta da presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia. Segundo ela, como o salário do ministro do STF é a referência e o teto para todo o funcionalismo público, qualquer aumento acarretaria em “efeito cascata” para as outras carreiras. Com isso, a remuneração dos ministros continuou em R$ 33,7 mil.

(Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ)

No Governo Temer predomina a democracia a serviço da elite?

Com o título “A morte da democracia”, eis artigo do economista Marinaldo Clementino, que pode ser conferido no O POVO desta quinta-feira. Diz ele: No Brasil de Temer o que prepondera é a democracia a serviço da elite, contra os trabalhadores e os deserdados.” Confira:

A democracia construída e enriquecida a partir dos movimentos sociais de base, proclamando um ideal de uma sociedade na qual todos possam caber, a natureza incluída. É o grande desafio dos nossos tempos.

No Brasil de Temer o que prepondera é a democracia a serviço da elite, contra os trabalhadores e os deserdados. Assiste-se a uma luta de classes que aprofunda a crise que destrói os direitos trabalhistas, assim como o ensaio de proteção social, conquistados a duras penas ao longo do século XX, e a primeira década do século XXI. Isso confirma os argumentos desenvolvidos pelo professor Manfredo, de que a democracia na sua essência é incompatível com o capitalismo, principalmente nesta fase em que o mercado é um Deus absoluto.

O capitalismo com sua sede voraz de acumulação, principalmente em nosso país, levou a política ao lugar-comum da corrupção, como forma de se apropriar da soberania e das nossas riquezas. Por isso, a luta nos dias de hoje é para salvar o País e nossas terras de sua entrega ao capital internacional, salvando os nossos irmãos, e buscando a comunhão e a compaixão com os mais necessitados. Em síntese, a democracia no capitalismo e principalmente no Brasil “é uma encenação de hipocrisia refinada, repleta de leis ‘bonitas’, mais feitas sempre em última instância pela elite dominante, para que a ela sirva do começo até o fim (prof. Pedro Demo).

Pelas bandas de cá, a nossa representação, na figura do político se caracteriza por ganhar bem e trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniguados, enriquecer-se às custas dos cofres públicos e entrar nos mercados por cima. É o resultado da colonização predadora de três séculos e meio de escravidão para manter de pé até hoje a casa grande e a senzala.

Se ligássemos democracia com justiça social e igualdade entre os seres humanos, esta vivida por aqui e pelas bandas do norte, seria sua própria negação, já que a exclusão social é sua tônica maior. Esta “democracia impedida” tem que romper com a “democracia mais que delegatícia, que não começa e termina no voto, afirmando uma democracia como modo de relação inclusiva, como valor universal”. (Noberto Bobbio).

*Marinaldo Clementino Braga

marinaldocbraga@gmail.com

Economista.

Desemprego cai para 13,5%, diz pesquisa do IBGE

O desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre do ano com retração em 11 das 27 unidades da federação. Segundo dados divulgados hoje (17), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa, que ficou em 13%, representa 13,5 milhões de pessoas sem ocupação.

Houve quedas em todas as grandes regiões. A exceção foi o Nordeste onde, embora tenha havido retração de 16,3% para 15,8%, técnicos consideram que há estabilidade.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) relativa a abril, maio e junho, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior. A pesquisa apresenta como destaques as regiões Norte, onde a taxa de desocupação caiu de 14,2% para 12,5% e Centro-Oeste, com recuo de 12% para 10,6%.

Os dados indicam que o desemprego no Sudeste passou de 14,2% para 13,6%, e no Sul, de 9,3% para 8,4%.

Em Pernambuco, a taxa passou de 17,1% para 18,8% e em Alagoas subiu de 17,5% para 17,8%. Já as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%). Para o total do país, o desemprego caiu de 13,7% para 13%.

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, “nos estados onde houve aumento da desocupação não foram geradas vagas suficientes para dar conta do crescimento da procura pelo emprego”.

População ocupada

Os dados indicam que a população ocupada no segundo trimestre deste ano, de 90,2 milhões de pessoas, era integrada por 68% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalham por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares.

Nas regiões Norte (31,8%) e Nordeste (29,8%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões.

No segundo trimestre de 2017, 75,8% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As regiões Nordeste (60,8%) e Norte (59%)  apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 30,6% deles tinham carteira de trabalho assinada.

Já a taxa de rendimento médio real de todos os trabalhos fechou o segundo trimestre em R$ 2.104, enquanto a massa de rendimento médio real ficou estável em R$ 185,1 bilhões.

(Agência Brasil)

Secretário do Turismo de Fortaleza cobra recursos em Brasília

O secretário municipal do Turismo, Alexandre Pereira, vai entregar nesta sexta-feira, às 17 horas, um portal com o nome “Fortaleza”, na Praia de Iracema.

Ontem, ele cobrava em Brasília a liberação de verbas – não especificou valores, para projetos como o Nova Beira Mar e outro para o Morro de Santa Terezinha. Os contatos foram realizados no Ministério do Turismo.

Alexandre Pereira ainda confere ali o Congresso Nacional da Abrasel, a entidade que congrega bares, restaurantes e estabelecimentos de entretenimento.

(Foto – Paulo MOska)

 

Atividade econômica cresceu 0,25% no segundo trimestre deste ano

A atividade econômica registrou crescimento no segundo trimestre deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou crescimento de 0,25% no segundo trimestre, comparado com o período de janeiro a março deste ano.

No primeiro trimestre, de acordo com dados atualizados pelo BC, a economia cresceu mais, chegando a 1,22%.

Em relação ao segundo trimestre de 2016, houve queda de 0,22%, segundo os dados sem ajustes, já que a comparação é feita entre períodos iguais.

Em junho, o IBC-Br registrou crescimento de 0,5% na comparação com maio (dado dessazonalizado).

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar  decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PI B) , calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país.

(Agência Brasil)

PSDB foi o partido que mais criou empregos no País, diz consultoria

Ex-presidente FHC.

Entre 1994 e 2014, o PSDB foi o partido que mais criou empregos no Brasil, considerando as gestões estaduais. Pelo menos é o que afirma um levantamento exclusivo da consultoria Cambridge Analitycs Ponte, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

Em 20 anos, os tucanos criaram 9 007 328 novas vagas de empregos formais, somando todos os estados que governaram. Em seguida aparece o PMDB, com 4 192 589 novos empregos.

O PT é o terceiro partido que mais gerou empregos no país, com 1 697 118 novas vagas.

Castanhão acumula apenas 4,69% de sua capacidade e repasse de água para RMF reduz 75%

Com o açude Castanhão acumulando apenas 4,69% da capacidade — o menor volume da história — o repasse de água do reservatório para Fortaleza diminuiu 75%. O reservatório cedia para consumo da Capital e Região Metropolitana 6 metros cúbicos por segundo (m³/s). Com o fim da quadra chuvosa, 1,5 m³/s passou a vir do Castanhão para a Cidade. Outros 7,5 m³/s continuam sendo retirados do açude para abastecer cidades vizinhas do Vale Jaguaribe e do Banabuiú e para manutenção de produção agrícola.

As informações foram repassadas pelo titular da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, em sessão ontem na Assembleia Legislativa.

“Castanhão e Orós (com 9,21% do volume total) contribuíram o que podiam com a Região Metropolitana. A água agora está ficando lá, para manutenção de cidades do Vale do Jaguaribe e um resto de agricultura que ainda resiste”, explicou.

Teixeira detalhou que a água que abastece Fortaleza vem, prioritariamente, desde junho, dos açudes Pacoti (com 39,79% da capacidade), Riachão (com 44,67%) e Gavião (com 83,47%), que compõem a bacia Metropolitana (com 22 açudes com média de 30,26% do volume total).

Outra fonte de abastecimento da Capital tem sido a água de chuva captada nas calhas dos rios Banabuiú e Jaguaribe. “Mesmo que os açudes Orós, Banabuiú (com 0,7% da capacidade) e Castanhão estejam fechados (para o repasse de água para a Capital), a gente traz essa água para Fortaleza por meio das estações que herdamos do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), da estação de Itaiçaba e do Canal do Trabalhador. Este ano conseguimos captar 30 milhões de m³ que iriam para o mar. Estamos trabalhando para melhorar essas estações”, apontou.

Com 11,13% da capacidade total nos 155 reservatórios monitorados do Estado, o secretário disse haver condições de manter o abastecimento de Fortaleza até meados de agosto de 2018. “O que se espera é que tenhamos chuvas mais regulares (na quadra chuvosa de 2018) e que cheguem águas da transposição do rio São Francisco”, projetou. Isso deve acontecer em março do ano que vem, estima o Ministério da Integração Nacional.

Até lá, 15 cidades do Interior vivem situação considera crítica: Alto Santo, Baixio, Catunda, Boa Viagem, Campos Sales, Catarina, Deputado Irapuan Pinheiro, Iracema, Ipaumirim, Milhã, Pereiro, Piquet Carneiro, Potiretama, Pedra Branca e Guaiúba. Com reservatórios exauridos, a perfuração de poços tem sido a solução encontrada pela SRH. As situações que mais preocupam são as de Boa Viagem, Campos Sales e Pedra Branca.

(O POVO – Repórter Domitila Andrade)

Senado aprova em primeiro turno PEC do Simples Municipal

O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira, em primeiro turno, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que simplifica a prestação de contas de municípios de menor porte. O texto aprovado prevê, especialmente, a simplificação nas regras para convênios e transferências de créditos da União e dos estados.

Chamada de PEC do Simples Municipal, a proposta tem o objetivo principal de facilitar as prestações de contas dos municípios menores que não possuem em seus quadros, na maior parte das vezes, servidores qualificados para atender às exigências legais previstas.

Para o autor da PEC, senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), “não é justo que municípios pequenos e sem recursos tenham que atender à mesma burocracia de municípios grandes como São Paulo”. Ele citou como exemplo as dificuldades enfrentadas por pequenos municípios mineiros.

Na análise da proposta, o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), ressaltou que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60% dos municípios brasileiros têm menos de 15 mil habitantes, “menor, portanto, que o número de servidores da Câmara dos Deputados”.  Jucá ressaltou ainda que apenas 36,6% dos servidores municipais brasileiros possuem formação superior.

A PEC ainda precisará passar por três sessões de discussão antes da votação em segundo turno, antes de seguir para a Câmara dos Deputados. Além disso, depois que a Constituição for alterada pela emenda, ela ainda precisará ser regulamentada por um projeto de lei complementar que deverá estabelecer, por exemplo, quais municípios se enquadrarão na categoria “menor porte”.

(Agência Brasil)