Arquivos da categoria: Eleições 2018

Bolsonaro 2018, Ciro 2002

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (13), pelo jornalista Érico Firmo:

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) fez daqueles atos capazes de destruir uma candidatura. Pelo menos foi assim no passado. O Brasil se acostumou a ouvir absurdos. Até há pouco tempo, candidatos tinham discurso e imagem medidos, calculado por publicitários. Como esquecer da construção do “Lulinha paz e amor” por Duda Mendonça, da Carta ao Povo Brasileiro? Bolsonaro, por outro lado, cresceu com disparates. Acostumou seu eleitor a absurdos e assim ganhou projeção. Conteúdo bizarro costuma ter plateia em alguns ambientes online.

A questão é se Bolsonaro poderá seguir falando o que bem entender ou se há um limite de tolerância. Questionado sobre os gastos com auxílio-moradia, apesar de possuir residência própria em Brasília, o deputado que quer ser presidente respondeu à repórter de forma grosseira, agressiva. De maneira que pretendeu ofender. “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava pra comer gente, tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?”. Ele respondeu assim a uma mulher. Não sei se falaria desse modo caso o entrevistador fosse um homem.

Por menos que isso, candidato com chances reais de vitória já despencou miseravelmente. Estou a pensar em Ciro Gomes em 2002. Ele chegou a ganhar ares de quase favorito em determinado momento. Foi destruído por uma fala grosseira, machista, agressiva. Ao lado de sua então esposa, Patrícia Pillar, ele foi questionado por jornalista sobre qual o papel dela na campanha. Pergunta fácil, feita para o candidato deitar e rolar. Podia falar do grande trabalho dela, do papel cultural, da inteligência. Saiu-se com esta: “A minha companheira tem um dos papéis mais importantes, que é dormir comigo. Dormir comigo é um papel fundamental”.

Ciro não é burro e logo percebeu o clima de constrangimento, diante de algumas dezenas de jornalistas. Tentou remendar: “Evidentemente eu estou brincando. Essa minha companheira tem uma longa tradição de manejar assuntos sociais, tem muita inteligência, muita sensibilidade”. O desastre estava feito. Isso somado a uma briga ao vivo com ouvinte de rádio minou sua candidatura. Criou imagem de desequilíbrio, tudo que não se quer de um presidente.

Bolsonaro foi pior ainda. Se não consegue responder com tranquilidade a questionamento simples sobre suas verbas parlamentares, como não reagirá às cobranças muito mais contundentes e rotineiras a que se submete um presidente?

Em outros tempos, Bolsonaro já seria praticamente um ex-candidato. Esse tipo de postura deu o apoio que tem, mas freia seu crescimento. A evolução patrimonial põe em questão a imagem de integridade que tenta alardear. Além do que, candidatos com ideias extremas costumam não ter sucesso eleitoral.

Nos últimos 16 anos, porém, o Brasil mudou demais. Talvez tenha perdido um pouco da noção do que é absurdo, do que é bizarro.

A Charge do Carlus

Temer diz que eleitor votará em outubro na “segurança e na serenidade” do candidato e aponta Alckmin

O presidente Michel Temer diz acreditar que o eleitor brasileiro vai votar na “segurança e na serenidade” em outubro, o que não apenas ajuda a desenhar o perfil dos candidatos à Presidência com chances de vitória como leva a uma conclusão: “As pessoas estão cansadas de tudo isso (a confluência de crises) e vão querer a continuidade, a manutenção do nosso programa de governo, que está recuperando a economia e a tranquilidade. Ninguém quer aventura”.

Em conversa no Palácio do Jaburu, residência oficial, Temer elogiou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu preferir que o ministro Henrique Meirelles (PSD) continue na Fazenda a disputar a eleição e opinou que o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) tende a disputar a reeleição à Presidência da Câmara, mas “só tem a ganhar” ao se movimentar pela sucessão presidencial.

Segundo Temer, Alckmin preenche os requisitos de “segurança e serenidade”. Quanto à falta de apoio do governador nos piores momentos do presidente, nas duas denúncias do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, Temer relevou: “Não sei exatamente por que, mas nunca fui rancoroso. Ele (Alckmin) deve ter tido os motivos dele, e isso passou”. Ambas as denúncias – uma sob acusação de corrupção passiva e outra por obstrução da Justiça e organização criminosa – foram barradas pela Câmara no ano passado.

Para Temer, é o oposto: é conveniente estar fora do País no dia 24, data em que está marcado o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele, porém, decidiu ir a Davos, entre os dias 22 e 25, porque deve integrar o seleto grupo de chefes de Estado e de governo com direito a discurso no Congress Hall, o auditório principal do fórum, com cerca de 1,5 mil lugares. Além do brasileiro, que vai falar da evolução e dos indicadores positivos da economia desde a crise de 2015 e 2016, devem discursar ali também o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os líderes da Índia e, possivelmente, da Argentina.

(Estadão)

De Bolsomito a Bolsominto

Em artigo no O POVO desta quinta-feira (11), o jornalista Plínio Bortolotti comenta sobre o patrimônio financeiro do deputado Jair Bolsonaro, adquirido com a política. Confira:

Deve ter sido assombroso para os aduladores de Jair Bolsonaro descobrir que o cândido deputado guarda alguns esqueletos no armário. Ou talvez nem liguem muito. Para seus seguidores isso será considerado apenas detalhe, pois o importante é mantê-lo como a figura representativa do “conservador nos costumes e liberal na economia”.

Pois não é que a Folha de S. Paulo – a imprensa sempre a importunar quem está quieto – fez levantamento em cartórios do Rio e Brasília e descobriu que o deputado e três de seus filhos (também políticos) são proprietários de 13 imóveis no valor de R$ 15 milhões? A rigor, não haveria problema nenhum, pois quem tem dinheiro pode usá-lo do jeito que achar melhor: guardar em malas ou investir em imóveis.

Mas Bolsonaro, quando iniciou-se na política, em 1988, era um modesto capitão do Exército, cujos bens declarados resumiam-se a uma moto e um carro velhos e dois lotes de pequeno valor. Pode-se dar a ele o benefício da dúvida: em 30 anos, a família, sendo econômica, poderia ter ajuntado os recursos, ainda que isso não seja muito comum. Porém, o boom dos negócios da família Bolsonaro começou há dez anos, aí já fica mais difícil explicar o crescimento acelerado do patrimônio.

Nos últimos 13 anos – afirma a Folha – somente o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC-RJ) negociou 19 imóveis e fez “transações relâmpago” na atividade. Quando entrou na política (2002), tinha um Gol 1.0; hoje tem dois apartamentos e uma sala que, segundo a prefeitura, valem R$ 4 milhões. Mas, talvez, ele seja um “Ronaldinho” dos imóveis, a exemplo de Lulinha nos negócios.

Frente aos fatos, a reação de Bolsonaro e filhos foi a mesma de qualquer político: classificaram a reportagem da Folha de “calúnia” e “mentira”, mas não responderam a nenhuma das perguntas enviadas pelo jornal, pedindo explicações sobre o crescimento do patrimônio familiar.

Os bolsonaristas, enlouquecidos para ver Lula condenado pela suposta propriedade de um triplex, que lhe teria sido dado como suborno, deveriam ter o mesmo comportamento com seu ídolo, exigindo provas de sua lisura.

Tasso veta apoio a Bolsonaro no palanque da oposição

O impasse que ainda indefine o nome da oposição que concorrerá ao Governo do Estado passa pela disputa presidencial. Isso porque o senador Tasso Jereissati (PSDB) indicou o nome do deputado estadual Capitão Wagner (PR) para o cargo, mas com uma condição: não pode haver, no seu palanque, apoio a Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL ao Executivo Nacional. A informação é de Fracini Guedes, presidente do PSDB Ceará.

De acordo com Francini, não houve a exigência, por parte da sigla tucana, de que Wagner apoie o candidato do PSDB à presidência — até o momento, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin —, como informou o deputado. O que houve, na verdade, foi um veto ao nome do Bolsonaro.

“Não houve essa condição de palanque fechado, mas o Tasso não concorda com o Bolsonaro. A oposição apoiar outros nomes não seria um problema, o problema seria ter pessoas (no palanque) que apoiam o Bolsonaro”, afirmou. Questionado pelo porquê, Franceni foi sucinto: “Nós achamos que ele não é bom para o País”.

Para Wagner, no entanto, a proibição do nome de Bolsonaro é que é um problema. “Grande parte da minha militância voluntária, que são aquelas pessoas que vão para a rua, vestem a camisa, seguram a bandeira de graça, até porque não posso pagar, é de eleitores do Bolsonaro”, avalia.

Além do eleitorado, ele acredita que também perderia o apoio de partidos que poderiam apoiá-lo, “como o PHS do (deputado federal) Cabo Sabino, que não abre mão de apoiar o Bolsonaro”. Francini rebate: “Naturalmente, uma grande parte da militância do Wagner apoia o Bolsonaro, mas, por outro lado, quando ele receber o apoio de outros partidos, a militância dele vai aumentar”.

Embora repita que não há uma condição de apoio a Alckmin, Francini argumenta que apoio de Wagner ao governador de São Paulo seria natural. “A bandeira dele não será segurança? E qual é o Estado mais seguro do País? São Paulo”.

Do outro lado, o deputado estadual evita relacionar o problema apenas ao nome de Bolsonaro e volta a defender o palanque aberto. “Somos um bloco com mais de um candidato a presidente. Nós temos o Henrique Meirelles (PSD), o Geraldo Alckmin (PSDB) e o Bolsonaro (atual PSC). Se nós não acordarmos entre os partidos um palanque aberto, onde cada um pode pedir voto para o seu candidato, nós teremos vários constrangimentos durante a campanha”, argumenta.

Ele lembra que o lado adversário também deve passar por dilema parecido. “No palanque do (governador) Camilo Santana (PT), vai ter gente defendendo o Lula e gente defendendo o Ciro Gomes (PDT), mas eles vão ter que acertar isso antes para evitar constrangimento. É o que também temos que fazer”, defende.

A assessoria de imprensa de Tasso foi procurada, mas não quis comentar o caso.

DETALHE – No Ceará, quem apoia Bolsonaro é o deputado federal Cabo Sabino.

(O POVO / Repórter Letícia Alves)

O custo político da insegurança

Da Coluna Vertical, no O POVO desta quinta-feira (11), pelo jornalista Demitri Túlio:

Qual será, mesmo, o peso dos índices da violência urbana nas eleições para o governo do Ceará, em 2018? A ladainha de que houve grandes investimentos em pessoal e estrutura não suporta as estatísticas negativas.

No ano passado, por exemplo, mais de 5 mil assassinatos foram registrados no território cearense. Além disso, o fator facções criminosas pesará no discurso de que o governo Camilo Santana sofre com crime organizado, principalmente na periferia.

A sorte do petista, ou talvez menos azar, é que os candidatos de oposição não conseguem formular projetos coletivos, críveis, de segurança social. E são personagens fracos ou desgastados.

Por falar em insegurança pública, até agora, a SSPDS não atualizou os números de seu site público. O mês de dezembro e o fechamento de 2017 permanecem uma incógnita e sujeito a especulações. Transparência pública, bom lembrar, é um direito.

Alckmin já inicia montagem da equipe de campanha ao Palácio do Planalto

O economista e ex-presidente do Banco Central (BC) Persio Arida será o coordenador da equipe econômica do governador Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência da República. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 10, pelo Estado com interlocutores próximos ao tucano.

Em Brasília, ontem, Alckmin disse que o nome já estava definido, faltava apenas “conversar com a noiva”. Portanto, o anúncio oficial ficou marcado para a semana que vem.

Outras possibilidades de “noiva” eram os economistas Roberto Giannetti e Yoshiaki Nakano, da FGV-SP. Os dois vão atuar como consultores e colaboradores de Alckmin durante a campanha.

No mesmo evento, o governador voltou a falar sobre seu principal mote na campanha: emprego e renda. Ele também antecipou o juro baixo e o câmbio flutuante como medidas econômicas prioritárias de uma possível gestão.

Segundo fontes, o nome de Persio foi definido em dezembro do ano passado. Em outubro, o Estado havia noticiado aproximação entre os dois.

(Agência Estado)

Tasso indica Capitão Wagner para concorrer ao Governo

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) foi indicado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB), em reunião no escritório do tucano na segunda-feira, 8, para ser o candidato da oposição ao Governo do Estado. A informação é do próprio Wagner. “Foi o Tasso mesmo que colocou meu nome, e foi apoiado por todos os presentes”, disse.

Também participaram do encontro o deputado federal Genecias Noronha (SD); o vice-prefeito em Maracanaú, Roberto Pessoa (PR); o conselheiro em disponibilidade Domingos Filho; e o atual e o ex-presidente estadual do PSDB, Francini Guedes e Luiz Pontes, respectivamente.

Os três últimos conversaram com O POVO e, mais cuidadosos, não confirmaram um convite do senador a Wagner, mas admitiram que seu nome foi destaque na conversa. Já a assessoria de imprensa de Tasso não quis comentar o assunto.

De acordo com Francini, Tasso pediu que fosse feita uma pesquisa “com uma nova metodologia” para avaliar as chances de Wagner e, após o dia 24 — quando o ex-presidente Lula (PT) será julgado —, será realizada outra reunião.

A possibilidade do senador disputar o Governo não foi, porém, totalmente descartada. Ao menos é o que garante Pontes, que diz que “ainda é possível”. Domingos Filho explica que Tasso “quer estimular novos nomes, mas não descartou definitivamente sua candidatura”.

Palanque nacional

Ainda há outros impasses, no entanto, que adiam a definição. O principal deles é o palanque nacional: enquanto o PSDB teria imposto a condição de apoio ao seu candidato à presidência da República, Wagner acredita que isso dificultaria sua campanha. “No bloco de oposição, nós temos partidos com diversos candidatos à presidência da República: o Henrique Meirelles, o (Geraldo) Alckmin, o (Jair) Bolsonaro. Está difícil encontrar um mecanismo para unir isso”, explica.

Ele diz que, sob essa condição, não aceitará o “convite”, e que o ideal seria um “palanque aberto” para permitir o apoio de mais siglas à sua candidatura. “Não sou um candidato kamikaze, quero disputar com chance de vitória. Já tenho um adversário do tamanho do Golias para enfrentar, com dificuldades financeiras e estruturais. Com essa condição (a candidatura) se torna inviável”, afirma.

Outra preocupação, compartilhada com a cúpula do PR, é a de ficar sem cargo eletivo caso não vença a disputa contra o governador Camilo Santana (PT). Após ter se fortalecido com a campanha à Prefeitura de Fortaleza em 2016, ele avalia que “ficar sem mandato pode diminuir essa força de hoje”.

(O POVO / Repórter Letícia Alces / Colaborou Daniel Duarte)

Ciro ganha versão do filme “Eu Sou a Lenda” nas redes sociais

O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto, ganhou esta semana uma versão do filme “Eu Sou a Lenda”, que arrebatou bilheterias nos cinemas há 10 anos, estrelado pelo ator norte-americano Will Smith.

Na versão original, o virologista Robert Neville (Will Smith) luta contra um vírus que transforma pessoas em mutantes.

Na versão Ciro Gomes, o “herói cearense” luta contra o vírus da corrupção que há 34 anos se alastra pelo Brasil. Luta que se inicia quando Ciro é eleito deputado estadual.

Enquanto a nova versão do “Eu Sou a Lenda” não estreia, Ciro Gomes trabalha o elenco. Enquanto Will Smith contracena com a brasileira Alice Braga, Ciro espera também contracenar com uma “heroína”, no caso a deputada estadual gaúcha Manuela d’Ávila, do PCdoB. A deputada, no entanto, contradiz a informação na imprensa, ao afirmar que não será vice de nenhuma candidatura, ao se referir a uma possível chapa com Lula.

Para o elenco coadjuvante, Ciro aguarda aceno do PSB. Ainda este mês, o pré-candidato do PDT estaria com agenda em Pernambuco, entre os dias 15 a 22. No Estado, os dois partidos mantêm aliança. O PDT apoia ao Senado o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz.

Enquanto isso, outros filmes também prometem estrear este ano para todos os gostos. Entre os principais estão “Será Que Ele É (candidato)?”, estrelado por Lula; “O Senhor das Armas”, por Bolsonaro; “Déjà Vu”, por Alckmin; “Inimigo Meu”, por Henrique Meirelles; e há até quem não descarte a reprise “Ghost”, por Dilma.

A opção Luciano Huck

Em artigo no O POVO desta terça-feira (9), o jornalista Gualter George avalia a possível candidatura de Huck. Confira:

Há muita gente apostando que Luciano Huck, o dono das tardes de sábado na Rede Globo, pode ser o nome credenciado para garantir a presença de uma candidatura ideologicamente centrista forte na disputa presidencial no Brasil. De centro é possível, mas inexiste razão objetiva para se acreditar que ele, neófito na política, realmente se faça apto a enfrentar com chances reais de vitória as adversidades de uma campanha eleitoral com as duras características esperadas para o decisivo ano de 2018 em que nos encontramos.

Claro que o fato dele representar algo fora do cardápio de nomes tradicionais neste momento ajuda seus planos. Nem de longe, porém, se basta como estratégia contra estruturas políticas que, a despeito do peso eventual representado hoje pelo tempo de vigência na vida pública e a carga negativa que tal característica representa para o momento, entendem a alma do eleitor muito mais do que Huck. Inclusive para explorar aquelas situações recorrentes nas quais o apelo ao novo parece maior. O que acontece agora. É enganoso imaginar que os velhos caciques estão parados e apenas esperando chegar o tempo para uma passiva transferência de poder.

Os motivos do entusiasmo que alguns demonstram com a opção Luciano Huck permanecem ocultos, porque ainda não encontram-se expressos em pesquisas de intenção de voto. Nenhuma das divulgadas até hoje permite qualquer entusiasmo em relação à aventura de apostar no apresentador global para inserir novidade no debate.

Um outro aspecto a considerar, desde agora, é que será menos fácil do que o previsto carimbar no carismático apresentador global a marca de um autêntico outsider, puro mesmo. Não por experiências anteriores na vida pública, que ele não tem, de fato, mas porque sua inquietude com as coisas erradas da política o fez assumir posturas pessoais pelas quais terá que responder. Na mais notória e mais recente, abraçou com entusiasmo a candidatura de Aécio Neves à presidência da República em 2014 e agora toma conhecimento de suas travessuras. Sua manifestação pública de “decepção” com o antigo aliado encerra o assunto na perspectiva do cidadão, mas anda longe de bastar como esclarecimento do candidato. Caso venha a ser.

Cantor Marcos Lessa se filia ao PV em ano eleitoral; Vai dar namoro?

O cantor cearense Marcos Lessa, que surgiu para o Brasil, no final de 2013, por meio do programa “The Voice Brasil”, da Rede Globo, se filiou ao Partido Verde (PV), ano eleitoral.

Apesar de Marcos Lessa ser intérprete de Belchior, não custa lembrar a música de Bruno e Marrone: vai dar namoro?

(Foto: Divulgação)

Eunício autoriza PT do Ceará a anunciar seu apoio ao movimento “Tô com Lula”

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), autorizou o PT do Ceará, neste domingo (7), a divulgar o seu apoio ao movimento “Tô com Lula”, que defende o ex-presidente no julgamento que ocorrerá dia 24 próximo, no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre. O movimento também requer que Lula possa concorrer à eleição ao Palácio do Planalto, em outubro.

“Defender o Lula é defender a democracia. O povo precisa ir às ruas lutar por justiça”, afirmou o presidente do PT no Ceará, De Assis, que promete “avermelhar” o Ceará este mês.

(Foto: Arquivo)

O retorno da aliança Tasso/Lúcio e a ausência de Eunício

Em artigo sobre as eleições deste ano, o sociólogo e consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa avalia a movimentação oposicionista no Ceará. Confira:

O ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e o senador Tasso Jereissati (PSDB) mantêm um relacionamento político-eleitoral bem cordial, porém não há quase nenhum contato no campo pessoal. As duas principais lideranças oposicionistas têm mais de uma década de distanciamento físico, em fusão de decisões erradas nas eleições 2006, para o Governo do Estado do Ceará. Quando haverá o encontro político-eleitoral dessas lideranças? Em breve!

O presidente estadual do PSDB, o ex-deputado estadual Francini Guedes, terá a importante missão de promover o diálogo entre o ex-governador e o senador, para a construção da chapa majoritária das oposições: candidato a governador, candidato a vice-governador e os candidatos (dois) ao Senado. O bloco partidário PR-PSDB e os seus aliados marcam o início do novo núcleo oposicionista, sem a participação do senador Eunício Oliveira (MDB-CE).

O presidente estadual do PSD, o deputado federal Domingos Neto, e o presidente do Solidariedade, o deputado federal Genecias Noronha, formam um outro grupo das forças oposicionistas ao condomínio político-eleitoral do governador Camilo Santana (PT). A frente partidária (PR-PSDB-PSD-SD) das oposições precisa realinhar as principais lideranças, sendo necessário o diálogo direto, sem intermediários, dos ex-governadores Lúcio Alcântara e Tasso Jereissati.

O palanque estadual contra a aliança PT e MDB não pode manter esse distanciamento entre as suas lideranças mais experientes nas administrações públicas. Lúcio Alcântara e Tasso Jereissati devem juntar forças, quando deverão atuar como os principais articuladores políticos perante a sociedade civil cearense contra a hegemonia política-administrativa do governador Camilo Santana, em parceria com o senador Eunício Oliveira, que articula um palanque pró-Lula no Ceará.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Ciro não assina manifesto pró-Lula

Apesar de contar com 140 mil assinaturas, o projeto Brasil Nação, que há 17 dias lançou o manifesto em defesa da candidatura Lula ao Palácio do Planalto, ainda aguarda a assinatura do ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência da República pelo PDT.

Integrante do projeto e convidado a assinar o manifesto “Eleição sem Lula é fraude”, Ciro ainda não declarou se assina ou não a declaração em favor do ex-presidente.

O manifesto tem á frente o diplomata Celso Amorim, o compositor e cantor Chico Buarque, o economista Bresser Pereira e os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum.

(Foto: Arquivo)

Corrente do PSL deixa partido, após anúncio de filiação de Bolsonaro

O grupo Livres, corrente interna do Partido Social Liberal (PSL), anunciou a saída da agremiação após o anúncio da chegada à legenda do deputado federal Jair Bolsonaro (RJ).

“A chegada do deputado Jair Bolsonaro, negociada à revelia dos nossos acordos, é inteiramente incompatível com o projeto do Livres de construir no Brasil uma força partidária moderna, transparente e limpa”, diz a nota do Livres, divulgada no Facebook.

De acordo com a nota do Livres, o grupo recusa “a reciclagem do passado”. “Não vamos arrendar nosso projeto à velha política de aluguel. Nosso compromisso não é com a popularidade das pesquisas da semana passada, mas com a população de um País que exige a transformação da política partidária.”

Mais cedo, o presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), havia informado que fechou um acordo com Bolsonaro, confirmando a disposição dele de ceder a legenda ao presidenciável. “Existem mais semelhanças do que diferenças entre Bolsonaro e o nosso pensamento liberal. É um orgulho tê-lo ao nosso lado”, disse.

Com forte presença nas redes sociais, o grupo Livres tem mais de 152 mil curtidas no Facebook. Em postagens quase diárias, os militantes defendem o livre mercado, a diminuição de impostos e os direitos de LGBTs.

(Agência Estado)

PF, TSE e Ministério Público vão criar grupo para combater fake news nas eleições deste ano

Um grupo de trabalho será criado para desenvolver formas de combate às camadas notícias falsas (fake news, no termo em inglês). A instância deve ser composta por integrantes da Polícia Federal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério Público Federal. O foco do trabalho será a discussão de medidas que possam ser adotadas nas eleições deste ano.

O tema das fake news ganhou visibilidade recentemente pela grande disseminação, especialmente entre usuários e redes sociais. Essa prática causou polêmica como possível influência em processos eleitorais, como nos Estados Unidos e na França.

A criação do grupo foi uma demanda do próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O tema entrou nas discussões sobre as regras para o pleito de outubro. Contudo, não foi incluído na resolução aprovada no dia 18 de dezembro pelo TSE e ainda deve ser objeto de regras antes do início do processo eleitoral.

Além da instância, já está em funcionamento um conselho consultivo criado pelo atual presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes no fim de 2017. O grupo desenvolve pesquisas e produz informações sobre a influência da Internet nas eleições, em especial os prejuízos das chamadas notícias falsas e de robôs nas disputa e propor o aperfeiçoamento de normas sobre esses assuntos.

(Agência Brasil)

Em ano eleitoral, pauta no Congresso deve fugir de polêmicas

As articulações para as eleições e a Copa do Mundo na Rússia devem afetar este ano o andamento das votações no Congresso Nacional, principalmente das propostas consideradas mais polêmicas que, para não atrapalhar o resultado das urnas, devem ser deixadas de lado.

Até agora, além de provocar uma reestruturação de quase todos os partidos políticos, o pleito de outubro tem motivado mudanças em várias bancadas e aproximado parlamentares que buscam reeleição de suas bases eleitorais.

Considerada fundamental pelo governo para o equilíbrio das contas públicas, na retomada dos trabalhos legislativos, a reforma da Previdência deve dominar a pauta primeiramente na Câmara e, se aprovada lá, no Senado.

De acordo com o cronograma estabelecido pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, o início dos debates sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) – que altera as regras de acesso à aposentadoria – está previsto para 5 de fevereiro e a votação foi marcada para começar na semana seguinte ao feriado de carnaval, que este ano terminará no dia 13 de fevereiro, terça-feira.

Aprovada em maio de 2017 pela Comissão Especial, a PEC 287/2016 ainda enfrenta muita resistência para ser analisada em plenário, onde precisa ser aprovada com o apoio mínimo de 308 dos 513 deputados. Desde o início de sua tramitação, o texto é contestado por diferentes grupos, como agentes penitenciários, trabalhadores rurais e servidores públicos que se posicionaram de forma contrária à PEC.

(Agência Brasil)

Doria volta à disputa como pré-candidato ao Palácio do Planalto, após declaração de FHC

Bastou a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre a possibilidade de Geraldo Alckmin não disputar a eleição para presidente da República, diante do desejo do PSDB por uma candidatura mais agregadora, para que o prefeito de São Paulo, João Doria, marcasse um jantar com parlamentares no próximo dia 16, em sua residência.

Sem decolar em todas as simulações de disputa, em pesquisas que trazem ou não a candidatura Lula, Alckmin compromete a oportunidade do PSDB em se apresentar a uma tendência mundial de vitória de candidaturas voltadas para o discurso da direita.

(Foto: Arquivo)

A inclinação à esquerda da eleição sem Lula

Da Coluna Política, no O POVO desta quarta-feira (3), pelo jornalista Érico Firmo:

Os bastidores do Judiciário fervilham com especulações sobre o desfecho do julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – e quase ninguém aposta na hipótese de o ex-presidente ser inocentado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Se o petista ficar fora da disputa, o cenário eleitoral muda completamente. Obviamente, pela saída do líder nas pesquisas. Mas não apenas isso. O próprio discurso dos adversários muda numa eleição sem Lula.

Uma hipótese sobre o que poderá acontecer se Lula não for candidato. Por paradoxal que pareça, é possível que haja uma esquerdização da campanha, pelo menos nos discursos. Isso na tentativa de atrair o eleitor órfão do petista. O eleitorado do ex-presidente passará a ser o espólio mais valioso, provavelmente decisivo.

O caminho para atrair esse voto é incerto. Aproximar-se do discurso de Lula é o caminho mais óbvio. Isso significará uma inclinação esquerdista, sim. Mas não apenas. O petista tem trajetória de esquerda, obviamente, mas o fascínio que exerce entre simpatizantes vai além de ideologias. Envolve apelo radicalmente popular, muito além de plataforma política. Passa pelo linguajar, pelas referências, pelo universo cognitivo. Inclui, obviamente, enorme carisma. Não é algo fácil de copiar ou transpor.

A candidatura de Ciro Gomes (PDT) aposta obviamente em se tornar a alternativa dos eleitores de Lula que ficarem sem candidato. Nas simulações até agora, a perspectiva é alentadora para o pedetista. Na última pesquisa Datafolha, Ciro chega a no máximo 7% nos cenários em que o petista concorre. Já nas simulações sem Lula, ele atinge 13% e teria chance de ir ao segundo turno.

Geraldo Alckmin (PSDB) é outro que tem feito movimentos em direção ao eleitor de centro-esquerda. Dentro do PSDB surgiu o movimento “Esquerda pra Valer”, com objetivo de realinhar a legenda a uma plataforma social-democrata, em contraponto à linha de inclinações liberais que tem sido moda. Do ponto de vista eleitoral, todavia, imaginar que o eleitor de Lula pode votar maciçamente em Alckmin é mais difícil.

Camilo cumpre agenda particular nos EUA

O governador Camilo Santana chegou a Nova Iorque, nesta quarta-feira (3), onde cumpre compromissos particulares. Camilo viajou nessa terça-feira (2) para visitar o irmão Tiago, que está morando um período nos Estados Unidos, enquanto a esposa conclui mestrado.

Camilo Santana inicia 2018 com descanso, em ano de eleições, quando deverá concorrer à reeleição.

A vice-governadora Izolda Cela assumiu o Governo do Ceará desde ontem.

(Foto: Arquivo)