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Fortaleza e mais seis cidades da RMF têm estado de emergência decretado por causa da seca

FORTALEZA, CE, BRASIL, 26-07-2016 : Camilo Santana, governador do estado do Ceará, divulga ações para enfrentar a seca no estado. (Foto: Fabio Lima/O POVO)

O governador Camilo Santana (PT) deixou assinado, antes de sua viagem no fim de semana, para o eixo China/Irá, um decreto no qual declara situação de emergência em Fortaleza e em mais seis municípios da Região Metropolitana. É a primeira vez na atual seca que é decretada emergência na Capital por conta do fenômeno que atinge todo o Estado por cinco anos consecutivos.

Além de Fortaleza, foi decretada emergência em Aquiraz, Eusébio, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú e Maranguape. O decreto é condição para liberação de recursos federais e dá velocidade a ações emergenciais. Foi assinado pelo governador Camilo Santana (PT) e pelo novo secretário da Segurança Pública, André Costa.

Com os sete novos, chega a 137 o número de municípios em emergência. Outros sete municípios da Região Metropolitana já vinham em emergência: Cascavel, Caucaia, Chorozinho, Pacajus, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante e São Luís do Curu.

Onde há água

Dos 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), só 17 estão com o volume de água acima de 30% da capacidade. O Estado tem reserva hídrica de 6,48%. São 48 açudes em volume morto, além de 37 classificados como secos. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), chuvas precisam ocorrer nos lugares certos por, pelo menos, dois meses para que cenário se regularize.

Como O POVO mostrou neste sábado, nenhum dos três maiores açudes cearenses recebeu água com as chuvas de janeiro até aqui. Os meses de pré-estação, que antecedem fevereiro, tradicionalmente, têm chuvas irregulares.

A maioria dos locais que ainda tem ao menos 30% do volume de água está em um corredor de até 100 quilômetros do litoral. São açudes pequenos e rapidamente reabastecidos com precipitações pouco volumosas. O açude Itaúna, por exemplo, em Chaval, a 425 km de Fortaleza, é o maior deles e está com 44,77% da capacidade total, de 7,75 mil metros cúbicos — o Castanhão pode armazenar até 6,7 bilhões de metros cúbicos.

Também está nesta região o açude Gavião, por onde passa parte das águas do Orós e Castanhão para abastecer Fortaleza. O reservatório é caso excepcional. É mantido com aproximadamente 80% da capacidade, para facilitar o tratamento da água.

Irregularidade

“Uma característica nossa é a irregularidade nas chuvas. Chove tanto num período curto de tempo quanto nos mesmos locais”, explicou o meteorologista Raul Fritz, da Funceme. Ele lembrou janeiro do ano passado, quando as precipitações chegaram a quase o dobro do esperado, mas o aporte para o Estado ficou próximo a 1%.

Segundo Fritz, para a quadra chuvosa é necessário que isso se inverta. As precipitações precisam ocorrer onde as bacias hidrográficas têm rios que chegam até os principais açudes. “Dois meses seguidos de chuvas intensas e acima da média, com boa distribuição. Isso permitiria aporte hídrico que garantiria uma segurança até a próxima estação”, afirmou.

(Com O POVO – Repórter Igor Cavalcante/Foto – Fábio Lima)

Michel Temer diz em artigo que Nordeste é prioridade em sua gestão

Eis artigo assinado pelo presidente Michel Temer que, nesta terça-feira, visitará o Nordeste pela segunda vez em sua gestão, com a promessa da liberação de mais recursos para ações contra a seca. Confira:

A dramática situação econômica e social em que se encontram os estados do Nordeste impactados pela maior seca dos últimos 100 anos no País e que, agora, se aproxima de seu sexto ano consecutivo, tem sido motivo de grande preocupação, minha e de meu governo. Nesse sentido, e apesar de todas as dificuldades que temos enfrentado para recuperar a economia nacional, encerrar 2016 sem o anúncio de uma boa notícia, que levasse alento e otimismo aos nossos irmãos nordestinos, certamente seria um sinal de grande insensibilidade.

Quem sofre com o castigo da estiagem não é apenas a camada mais humilde da população dos nove estados da Região; na verdade, os efeitos da seca também são perversos e se propagam além das regiões castigadas, atingindo a economia do País. Por isso, com um grande alívio, reservei os últimos dias deste difícil 2016 para renovar as esperanças de uma importante parcela da nossa população, por quem nutro especial carinho e admiração. Ao autorizar o Ministério da Integração Nacional a antecipar o repasse de R$ 230 milhões para obras de combate à seca, a mensagem que pretendo transmitir é a de que o Nordeste continua sendo prioridade para o meu governo.

Esse repasse destina-se a importantes obras que estão sendo realizadas pelos governos do Ceará, Alagoas, Pernambuco e Paraíba e que viabilizarão a água do Projeto de Integração do São Francisco. No caso do Ceará, o Cinturão das Águas receberá antecipadamente o montante de R$ 100 milhões da União para interligar o Trecho 1 do empreendimento ao Projeto São Francisco por meio das barragens Jati e Porcos, localizadas entre Brejo Santo (CE) e Jati (CE), no Eixo Norte. Para chegar a Fortaleza, a água será conduzida pelo Rio Salgado, que já abastece o principal açude do estado, o Castanhão. Quando concluída esta etapa, mais de um milhão de pessoas serão beneficiadas.

Para demonstrar que o Nordeste nunca foi nem será esquecido, determinei que os valores sejam creditados o mais rápido possível na conta dos governos desses estados, incluindo, obviamente, o do Ceará. A chuva pode ser imprevisível e demorar a chegar às regiões carentes, mas a ação do meu governo tem de ser — e será — permanente. Encerramos o ano com esta importante iniciativa e, ao longo de 2017, mobilizaremos esforços e recursos financeiros sempre que for necessário e, para isso, estamos atentos.

Para o Programa Cisternas, outra prioridade do governo federal na Região, determinei a liberação imediata de 250 milhões de reais, com previsão de R$ 455 milhões adicionais. Queremos que as cisternas cheguem a quem tem sede e não pode esperar, a quem necessita desse recurso imprescindível para a continuidade da vida. Vamos atender 759 municípios em 14 estados do Semiárido e também da Amazônia. Crianças e jovens vão ganhar atenção especial: não deixaremos nenhuma escola do Semiárido sem cisterna. Nosso esforço beneficiará um total de 595 mil alunos.

Além da vida, a água também gera produção e renda. Vamos instalar 46 mil cisternas para ajudar os produtores, o que facilitará a eles o acesso a iniciativas como assistência técnica e microcrédito. Famílias e comunidades que têm água geram renda e ajudam o Brasil a superar a recessão, a retomar o crescimento e a gerar empregos.

Assumi o governo com a missão de olhar para a frente. Estamos recolocando – com diálogo, determinação e o mínimo de burocracia – o Brasil de novo na rota desenvolvimento. E é com ações como essas que vamos derrotar a crise, inclusive a que mais castiga o Nordeste, a crise da seca, que já foi narrada em prosa e verso pelos grandes escritores que a Região revelou ao País e ao mundo. O Nordeste é grande em dimensão, em riqueza, em beleza e cultura. Problemas que podem ser combatidos, como a seca, não devem obstruir as vocações dos nordestinos. Aliás, o exemplo de dignidade e superação do povo do sertão é o mesmo que inspira e move o meu governo. Não podemos desistir nunca!

*Michel Temer,

Presidente do Brasil.

Ao lado de Renan Calheiros, Temer anunciará R$ 755 milhões para estados atingidos pela seca

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Eunício, Renan e Temer em clima de Brasília.
Em sua segunda passagem pelo Nordeste como presidente da República, Michel Temer anunciará nesta terça-feira, 27, em Maceió (AL) o repasse de R$ 755 milhões para 15 Estados atingidos pela estiagem.Segundo auxiliares, o presidente passou parte da tarde desta segunda-feira, 26, no Palácio do Planalto em contato com os ministros que também deverão participar do evento, para ajustar os últimos detalhes. A previsão é de que a cerimônia conte com a participação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dos governadores do Estados beneficiados, e dos ministros Osmar Terra (Desenvolvimento Social) e Hélder Barbalho (Integração).

“Este é maior esforço feito por um governo, em um ano, para levar recursos e ajudar diminuir os problemas da seca. Os recursos serão aplicados principalmente na região do semiárido, que está há cinco anos em seca, numa situação de calamidade”, afirmou Osmar Terra ao jornal O Estado de S. Paulo.

Entre os beneficiados estão os Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Do total de investimento, R$ 250 milhões têm como origem parte da arrecadação do governo federal com o programa de repatriação de recursos do exterior. Outros R$ 255 milhões são de contratos e convênios que serão prorrogados e o restante (R$ 250 milhões), está previsto na Lei Orçamentária Anual de 2017.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, a previsão é de que sejam construídas 130 mil cisternas, microaçudes e programas de acesso à água. Em relação às cisternas, a ideia é de também estendê-las para cerca de 7 mil escolas, que ainda não contam com o reservatório de água. “Vamos ficar com 100% das escolas do semiárido do Nordeste com garantia de água potável para as crianças”, ressaltou Osmar Terra.

O anúncio da liberação dos recursos será feito no Estado governado por Renan Filho (PMDB-AL), filho do presidente do Senado, Renan Calheiros. A expectativa é de que lideranças do PMDB da região também enviem representantes e prefeitos para participarem do evento.

Essa será a segunda vez que Michel Temer irá a região como presidente. No último dia 9 de dezembro, o presidente desembarcou em Pernambuco e Fortaleza onde participou de eventos ligados à transposição do Rio São Francisco e à renegociação de dividas de crédito rural.

(Agência Estado)

Camilo inaugura sistema de reservas hídricas para a Região Metropolitana de Fortaleza

Camilo acionou abertura de comportas.

O governador Camilo Santana (PT) inaugurou, nesta amanhã de segunda-feira, em Pacatuba (Região Metropolitana de Fortaleza), mais uma obra de infraestrutura hídrica para a Região Metropolitana: o Sistema de Captação Pressurizada no Açude Gavião, com investimento de R$ 6,8 milhões do Governo do Estado.

A obra deverá garantir ao sistema atendido pela ETA Gavião a possibilidade de explorar o volume reservado no açude e, assim, aumentar a segurança quanto à manutenção do abastecimento da RMF até a próxima quadra chuvosa.

Ministério da Integração Nacional vive clima de queda de braço político

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O ministro Helder Barbalho teve duas grandes perdas no Ministério da Integração. Na segunda-feira (19), Djalma de Mello Bezerra, secretário de Fundos Regionais e Incentivos, foi exonerado. O próximo que deve sair é Rodrigo Mendes, secretário de Infraestrutura Hídrica.

Ambos foram indicações de Barbalho, que tenta emplacar seus sucessores. Hoje a composição do ministério é por indicados da bancada do PMDB no Senado.

2017 começa com mudanças internas e queda de braço no quintal da casa peemedebista.

(Coluna Radar, da Veja Online)

VAMOS NÓS – Este Ministério é o responsável pelas obras de convivência com a seca no Nordeste. Bom rezarmos para que tal quadro não interfira nas ações em andamento nessa pasta. Principalmente aquelas relacionadas ao Ceará, que amarga cinco anos consecutivos de estiagem.

Presidente da Associação Comercial do Ceará cobra ações de nucleação artificial no Estado

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta segunda-feira:

O presidente da Associação Comercial do Ceará (ACC), João Porto Guimarães, está apregoando a volta das ações de nucleação artificial no Ceará. Ele lembra que essa atividade era realizada pela Funceme em épocas como a atual, de estiagem braba, resultando em precipitações pluviométricas que amenizaram o quadro de várias regiões.

João Porto não comunga com a ideia de que a nucleação seria algo ultrapassado, destacando que nos EUA pelo menos 12 Estados que sofrem com problemas de seca utilizam tal prática. “A nucleação ainda é usada em 45 países”, reforçou.

Ele lamenta que a Funceme não esteja mais nesse tipo de projeto e que o avião-laboratório destinado para o órgão tenha sido entregue para a Uece. Hoje está num hangar do aeroporto, desativado por falta de peças.

Já a Funceme explica que nuclear nuvens é algo complexo, caro e sem comprovação efetiva de resolutividade.

 

Seca tira o sono do empresariado cearense

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O que mais preocupa no momento o empresariado cearense?

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart, não é a oscilação da economia, mas, principalmente, a crise hídrica.

 

Projetos de piscicultura no entorno do Castanhão são desativados

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O açude Castanhão, situado no Vale Jaguaribano e responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, está hoje com cerca de 5% de sua capacidade.

Segundo o prefeito de Jaguaribara, Francini Guedes (PSDB), com esse nível, chegaram ao fim os projetos de piscicultura que haviam na região.

Francini Guedes esteve em Brasília, nesta semana, reforçando grupo do Ceará que pressionou o Ministério da Integração Nacional por celeridade nas obras do Eixo Norte da Transposição do São Francisco, por onde deveria vir a água desse rio para o Estado.

Meteorologista da Funceme avisa: Ceará tem áreas de seca extrema e seca excepcional

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Os cenários de seca extrema e seca excepcional cresceram no Nordeste, abrangendo partes de todos os 9 Estados. É o que mostra o mapa de setembro do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil. O Ceará é um dos que apresentam maior avanço da estiagem. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 75% do território do Estado apresenta seca extrema ou seca excepcional.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o quadro se agravou de forma significativa na região. Em setembro de 2015, o Maranhão, por exemplo, possuía áreas de seca grave, moderada e fraca. O mapa de setembro deste ano mostra grande parte do território do estado com seca extrema.

“O avanço da intensidade de seca mais severa tem atingido até regiões litorâneas que, geralmente, são mais beneficiadas com chuvas. Por exemplo, o litoral do leste do Nordeste, desde o Rio Grande do Norte até parte da Bahia”, cita o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.

No Ceará, o mapa do Monitor mostra a expansão da seca extrema em direção ao norte e o aumento da área com seca excepcional no Centro Sul. Os contornos de seca extrema em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza também ficam evidentes em setembro. Até agosto, a área apresentava seca grave.

“Essa situação já era esperada porque, de agosto para setembro, a ocorrência de chuvas é insignificante e o segundo semestre é considerado seco. Geralmente, tem um chuvisco ao longo do litoral. Sem chuva, a condição de seca tende a se agravar. As condições já vinham secas e pioraram ainda mais”, diz Fritz.

Ele acrescenta que a tendência é de o quadro se agravar até dezembro tanto devido à ausência de chuva como pela elevada radiação solar, que provoca a evaporação da água dos reservatórios do Estado. Os 153 açudes monitorados pelo Governo do Ceará possuem, juntos, apenas 8% de sua capacidade.

Em Quixadá, no Sertão Central (a 215 quilômetros de Fortaleza), não se vê chuva desde o fim da quadra invernosa deste ano (período entre fevereiro e maio que concentra a maior parte da chuva no Estado). O relato é do presidente da Associação dos Agricultores do Distrito de Riacho Verde, Francisco Rodrigues. O centenário açude Cedro, símbolo das primeiras intervenções para enfrentar os efeitos da seca, já não contribui mais nem com água nem com forragem para alimentar os animais.

“A maioria dos produtores teve que se desfazer do rebanho para não ver os animais morrerem e alguns que ainda têm gado sobrevivem a duras penas. Na agricultura, não teve produção porque o inverno foi muito fraco. A situação está difícil.”

O Ceará enfrenta cinco secas seguidas desde 2011 e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) ainda não se pronunciou sobre a estação chuvosa de 2017. De acordo com o meteorologista da fundação, ainda não há definições sobre as condições dos oceanos Atlântico e Pacífico, que influenciam as chuvas no Estado.

Pelo quadro atual, conforme Rodrigues, existe uma baixa probabilidade de que ocorra um El Niño (aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, que atrapalha o regime de chuva). Por outro lado, é possível que haja La Niña (resfriamento da mesma área do oceano, que têm efeito inverso do El Niño), mas o fenômeno pode não ser intenso nem se prolongar por toda a quadra invernosa no Ceará.

“As pessoas, vendo esse resfriamento do Oceano Pacífico, ficaram animadas, mas a gente tem que ter cautela. Vamos ver se vai se configurar como fenômeno típico, se vai ter uma intensidade que permita ter uma repercussão positiva.”

(Portal Uol)

Presidente da Funceme defende racionamento de água a partir de fevereiro de 2017

O presidente da Funceme, Eduardo Sávio, disse, nesta segunda-feira, ser a favor de racionamento d’água em Fortaleza e Região Metropolitana como forma de evitar o colapso no abastecimento. Ele observou, no entanto, que esse racionamento seria pelo controle da vazão e não seguindo o modelo de suspensão do fornecimento por dias.

Eduardo Savio disse que atualmente as reservas de água n o Estado chegam a um percentual de 7%. Ele adiantou existir uma “grande incerteza” sobre a próxima quadra chuvosa no Estado e que todo o cenário está em avaliação.

O dirigente da Funceme fez essas colocações antes de seguir para Brasília, onde tem reunião em preparação a um seminário que o órgão promoverá no fim deste mês, em Fortaleza. O contato é com a Agência Nacional de Águas.

Caravana de parlamentares e empresários pressionará em Brasília por transposição do São Francisco

A Frente Parlamentar de Acompanhamento das Obras do São Francisco, da Assembleia Legislativa do Ceará, vai fazer pressão em Brasília pela celeridade das obras da transposição. O trecho Norte, que atenderia o Ceará, parou porque a Construtora Mendes Júnior abandonou o projeto após ser envolvida na Operação Lava Jato.

O trecho já está com mais de 90% de obra executada e se torna prioridade para o Ceará, sob ameaça de mais um ano de seca.

O deputado estadual Carlos Matos, que preside a Frente pró-São Francisco, conversou com o Blog sobre essa mobilização.

Ministério da Integração Nacional aumenta lista de municípios em situação de emergência

O Diário Oficial da União incluiu hoje (11) mais dois municípios à lista de municípios em situação de emergência no país, que chega a 274, por diversos motivos.

Nesta sexta-feira, a situação de emergência foi reconhecida em Pedras Grandes, em Santa Catarina, atingida por vendavais no mês de outubro; e Barão de Melgaço, em Mato Grosso, devido à contaminação de água que abastece a cidade, localizada na região do Pantanal.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, mais 272 cidades se encontram em situação de emergência no país em decorrência da seca e da estiagem que atinge os estados de Pernambuco, Paraíba, Piauí, Bahia, Sergipe, Minas Gerais e Mato Grosso.

A partir desse reconhecimento, os gestores municipais podem ter acesso a serviços do governo federal de forma desburocratizada, como o fornecimento de água tratada, por meio da Operação Carro-Pipa, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Também é possível renegociar, junto ao Banco do Brasil, as dívidas no setor de agricultura.

O reconhecimento da situação de emergência também permite a aquisição de cestas básicas e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a recomposição de atividades econômicas praticadas nas regiões afetadas.

(Agência Brasil)

“Já que o governo estadual não cuida, nós vamos cuidar”, avisa Eunício sobre a seca no Ceará

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O senador tem trânsito livre com o presidente Michel Temer.

“Já que o governo estadual não cuida, nós vamos cuidar”, disse, nesta manhã de sexta-feira, o senador Eunício Oliveira (PMDB), ao anunciar um encontro que está puxando com os prefeitos cearenses de cidades em situação de calamidade por conta da seca prolongada.

O encontro ocorrerá quinta-feira em Brasília e o objetivo de Eunício é colocar os prefeitos para uma conversa franca com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. A ordem é cobrar recursos para sistemas de abastecimento d’água.

Eunício deu essa informação durante entrevista que concedeu ao jornalista Luiz Viana, âncora do programa O POVO no Rádio, da Rádio POVO/CBN.

Entidades alertam sobre a necessidade da Transposição do São Francisco

Esta nota oficial é da Academia Cearenses de Engenharia e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, no Ceará, e pode ser conferida nos jornais desta sexta-feira.

Essas entidades alertam sobre a necessidade de uma mobilização dos cearenses em favor da conclusão da transposição das águas do rio São Francisco. Confira:

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Crise hídrica do Ceará – Solução nas mãos de Temer

Por falar na crise hídrica que coloca o Ceará hoje com metade dos seus açudes com poucas reservas ou no volume morto, como informamos em postagem deste Blog, eis artigo do deputado federal Leônidas Cristino (PDT) sobre esse cenário. Confira:

O Ceará enfrenta hoje, após cinco anos de seca, a pior crise hídrica da sua história. O Governo do Estado empreende ações emergenciais de abastecimento com a instalação de adutoras de engate rápido, perfuração de poços na zona rural e cidades e com carro-pipa para não deixar faltar água.

Fortaleza, a quinta maior cidade do País, com 2,6 milhões de habitantes, está ameaçada de colapso total no abastecimento de água. As reservas hídricas do estado se reduzem a menos de 9% da capacidade.

O açude Castanhão, que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza, tem apenas uns 6% do estoque de água. A reserva hídrica é suficiente para suprir as necessidades da população local até março de 2017.

É preciso concluir com urgência o trecho que falta do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), para a água chegar no Ceará, de modo a evitar o colapso em Fortaleza. Esta parte da obra, que estava prevista para ser concluída em dezembro deste ano, foi abandonada pela empresa e encontra-se paralisada.

A solução para evitar a tragédia está nas mãos do presidente Michel Temer, a quem o governador Camilo Santana mantém a par da situação. Consultado pelo Ministério da Integração Nacional, o Tribunal de Contas da União (TCU), deu parecer favorável para substituir a empresa desistente. Mas não há perspectiva de retomada da obra.

A única esperança é a chegada da água do São Francisco, com urgência. A bancada do Ceará na Câmara Federal, que se reuniu com o governador Camilo Santana, buscará, em audiência com o presidente Michel Temer, com o ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, e com o TCU, sensibilizar a todos na busca de uma solução emergencial para a crise hídrica.

A execução do trecho restante pode ser entregue ao Exército ou a outra empresa concorrente. Devemos atender às exigências do órgão de controle e dar celeridade na retomada e conclusão da obra antes de março de 2017.

A abertura de licitação para contratação de nova empresa, como cogita o Ministério da Integração Nacional, adiaria para o final de 2017 a chegada da água do São Francisco ao Ceará. É muito tarde e não evitaria a catástrofe.

O caminho mais direto é utilizar os recursos alocados na licitação já realizada e empreender este esforço nacional, que tem orçamento de aproximadamente R$ 600 milhões para finalizar o trecho do canal e atender o Ceará. Existe solução e esperamos que não haja negligência.

*Leônidas Cristino

dep.leonidascristino@camara.leg.br

Deputado federal (PDT)

Mais da metade dos açudes do Ceará está seca ou no volume morto

O açude São José III, em Ipaporanga, entrou no volume morto segundo registrou ontem a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). Assim, tornou-se o 77º reservatório do Ceará cujos volumes impedem ou dificultam a retirada de água. O número ultrapassa a metade dos 153 açudes monitorados. Trinta e oito estão secos — quando a água está em quantidade mínima e não tem possibilidade de uso. Outros 39 estão em volume morto — o que acontece quando só com bombas flutuantes é possível captar os metros cúbicos do que resta de água.

Conforme a última divulgação do Portal Hidrológico, os açudes de todo o Estado estão com 8,38% da capacidade. Há 130 com volume inferior a 30%, o que corresponde a 85% de todos os açudes.

Nenhum dos reservatórios está sangrando e apenas o Caldeirões, com 99,05%, na bacia hidrográfica do Alto Jaguaribe, está com capacidade superior a 90%. O aporte de chuvas que abasteceram os reservatórios em 2016 é o pior dos últimos 30 anos. A situação é mais crítica desde que as bacias passaram a ser monitoradas pela Cogerh, há 23 anos.

Em junho, no primeiro mês depois do fim da quadra chuvosa, O POVO publicou que eram 47 os açudes secos ou em volume morto, o que correspondia a um terço dos reservatórios. Quatro meses depois, o número aumentou 63,8%. E a projeção é de que, até a quadra chuvosa, em fevereiro de 2017, o cenário piore muito.

“Nós temos situações diferentes entre as bacias hidrográficas. A do Litoral (com 32,78% da capacidade) e a de Coreaú (com 32,02%) estão em melhor situação, enquanto a do Curu (com 1,94%) e a do Sertões de Crateús (com 2,16%) estão muito críticas. A projeção é que até o fim deste ano cheguemos a 6% na média dos nossos reservatórios”, projeta João Lúcio Farias de Oliveira, presidente da Cogerh.

A redução de 2,38 pontos percentuais prevista até o fim do ano representa 442 milhões de metros cúbicos usados para abastecimento ou perdidos em evaporação.

Orós

Segundo maior açude do Ceará e o que recebeu maior aporte este ano, o Orós, na bacia do Alto Jaguaribe, atingiu na semana passada nível inferior a 20% do volume. Com 19,6%, o açude, de acordo com João Lúcio, ainda deve cair pela metade, chegando a 9,9%, até 31 de janeiro. O Castanhão, hoje com 5,9%, estará na mesma data com 5,4% da capacidade.

“Até fevereiro teremos a pré-estação e estamos contando também que haja alguma recarga e essa projeção pode variar”, aponta.

Sobre o Orós ele afirma que “está dentro da previsão”. “Nós vínhamos preservando (o açude) para que pudesse usar neste momento. Ele vinha sendo acompanhado com olhar especial, para ajudar na perenização do Vale Jaguaribe e reforçar o sistema metropolitano”.

(O POVO – Repórter Domitila Andrade)

Secretário da Agricultura e Domingos Neto tratam sobre a reabertura de postos da Conab

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O secretário estadual da Agricultura e Pesca, Odilon Aguiar, e o deputado federal Domingos Neto (PSD) se reuniram, nesta segunda-feira (17), com a Conab. O objetivo foi discutir a reabertura de 11 postos avançados do órgao no Interior do Estado que fecharam no ano passado. Cinco representantes da Conab, entre eles o superintendente de abastecimento, Newton Araújo Júnior, e Afonso Cavalcante, gerente de operações, participaram da reunião em Fortaleza. Já nesta terça-feira (18), a equipe estará em Tauá (Sertão dos Inhamuns) para avaliar a viabilidade da reabertura do posto daquele município.

“Estamos no quinto ano seguido de seca e a reabertura dos postos assegura mais facilidade e menos custo para a compra de milho, que é essencial para o rebanho. Desde o ano passado estamos nessa luta ao lado do governador Camilo Santana e, em termos federais, com Domingos Neto”, explicou par ao Blog o secretário Odilon Aguiar.

“Os criadores estão enfrentando muitas dificuldades para alimentar os rebanhos e o fechamento dos postos agravou ainda mais a situação”, acrescentou Domingos Neto.

As unidades da Conab fechadas são as de Tauá, Canindé, Itapipoca, Marco, Santa Quitéria, Quixadá, Quixeramobim, Morada Nova, Lavras da Mangabeira, Jaguaribe e Brejo Santo.

(Foto – Divulgação)

ONS descarta falta de energia no Nordeste, apesar do clima de estiagem

“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou hoje (1º), em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que não há risco de faltar energia no Nordeste, mesmo com os baixos níveis de armazenamento na Bacia do Rio São Francisco, problema causado pela falta de chuvas na região. Segundo o ONS, as demais alternativas oferecidas pelo Sistema Interligado Nacional garantem o suprimento de energia na região.

Mesmo assim, o comitê informou que a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) já pediu a redução do volume de água que sai da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, em direção ao rio.

O pedido para reduzir a vazão dos atuais 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 m³/s foi feito à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), que estão avaliando a questão. O Ministério de Minas e Energia também encaminhou o tema análise na Casa Civil “dado seu caráter interministerial”. A redução é necessária para que o volume de água na barragem não chegue a 0, o que prejudicaria a geração de energia na região. No entanto, a redução pode prejudicar a captação de água para a população, além de outras questões como a irrigação e a navegabilidade do rio.

“Apesar de não haver riscos para o abastecimento energético, o setor elétrico vem utilizando seu arcabouço técnico sobre a hidrologia para sugerir aos órgãos competentes ações de gestão dos recursos hídricos armazenados nas usinas hidrelétricas, devido ao impacto que a situação pode causar no abastecimento de água”, explicou o CMSE, em nota, após reunião realizada em Brasília. Atualmente, o reservatório de Sobradinho está em 14,6% de sua capacidade máxima de armazenamento, mas a expectativa do ONS é que o nível chegue a 4,5% no fim de novembro.

Durante a reunião, o Ministério de Minas e Energia apresentou os resultados da operação do sistema elétrico durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. “As medidas operativas e de segurança no fornecimento de energia foram exitosas, não havendo ocorrência no sistema elétrico que afetasse as competições e o fornecimento de energia às instalações olímpicas”, diz a nota do comitê. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentou a expectativa de crescimento do consumo total de eletricidade para o período entre 2016 e 2020, que está estimada em 4% ao ano.”

(Agência Brasil)

Secovi promove seminário sobre crise hídrica

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Itabaraci Nazareno Cavalcante (UFC) é o conferencista do evento.

O Secovi promoverá seminário para discutir a crise hídrica em Fortaleza e na Região Metropolitana. O evento ocorrerá no próximo dia 20, das 18 às 21 horas, no Gran Marquise Hotel. A ordem é discutir o contingenciamento de água na Capital e RMF, com olhar principalmente para alternativas e soluções destinadas a condomínios.

Durante o seminário, Itabaraci Cavalcante, professor-doutor em Hidrogeologia do Departamento de Geologia da UFC, vai falar sobre os riscos da exploração desordenada das águas subterrâneas. Ele alerta que, com o propósito de resolver a crise hídrica, é aconselhável tecnicamente se observar aspectos quanti-qualitativos.

De acordo com o professor, algumas áreas de Fortaleza possuem águas que podem estar poluídas e isto pode provocar graves problemas de saúde à população, como a hemoglobinemia – síndrome do bebê azul (pesquisas identificaram uma ligação entre nitratos na água com a doença), potencialmente fatal para crianças recém nascidas, além de gastrite e câncer gástrico.

Outro problema é quantidade de poços tubulares já construídos na Capital – mais de 10 mil. “Isso eleva o risco de exploração desordenada”, alerta Itabaraci Cavalcante. Ele defende o controle técnico para a locação de poço e a construção da obra, ressaltando que “um poço tubular não é um buraco”.

 

Seca – 156 açudes cearenses estão com apenas 9,6% de sua capacidade

JAGUARIBARA, CE, BRASIL, 07-07-2016  : Açude Castanhão. caderno especial. A seca que matou os peixes.   (Foto: Fabio Lima/O POVO)

“Em 23 anos, esta é a primeira vez que o volume médio dos 153 reservatórios de água monitorados do Ceará tem percentual menor do que 10%, chegando a 9,66%. Ontem, de acordo com o Portal Hidrológico do Estado, o Castanhão, que abastece Fortaleza e Região Metropolitana (RMF), estava com 6,99% da capacidade total.

Das 11 ações de contingência para a seca definidas pelo Governo, cinco já estão em andamento, uma terá início em setembro, uma tem prazo de seis meses e as outras devem ser concretizadas em outubro.

De acordo com o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), João Lúcio, o aporte médio nos 23 anos de monitoramento dos reservatórios é de 4 bilhões de metros cúbicos de água. Este ano, foram 733 milhões. “Nunca havíamos chegado a esse nível. Estamos focando no abastecimento humano para que possamos atravessar mais este ano”, indicou.

Entre as ações preventivas, que tiveram como base previsões da Funceme, destaca-se a preservação dos açudes Maranguapinho e Orós. O primeiro está com 80% da capacidade, citou João Lúcio. “Ele chegou a sangrar duas vezes e nós reservamos a água para ser usada no momento mais difícil”, explicou. O reservatório passará a abastecer Maranguape, na RMF, que atualmente recebe água do Gavião.

Para 2017, conforme o presidente da Cogerh, a expectativa é de que o Castanhão e o Orós, que somam hoje cerca de 900 milhões de metros cúbicos de água, consigam dar conta do abastecimento. “Nosso plano é passar este momento com reservas que cheguem até a quadra chuvosa do ano que vem”, destacou. Cálculos considerando os consumos residencial, industrial e das atividades agropecuárias teriam garantido essa projeção.

Entre as ações de contingência, João Lúcio citou o reuso das águas de lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água (ETA) Gavião. A transposição do rio São Francisco também faz parte das ações que poderão dar fôlego ao abastecimento frente à estiagem cearense. “O prazo de dezembro ou janeiro (para que a água chegue ao Ceará) está mantido”, citou. Conforme O POVO publicou no último sábado, 27, o Ministério da Integração diz que a transposição será finalizada em dezembro próximo.

Conforme dados do portal, 62 açudes estão com volume inferior a 30%. Entre as 12 bacias hidrográficas, os piores percentuais de volume são: Baixo Jaguaribe (0%), Sertões de Crateús (2,05%), Curu (2,29%), Banabuiú (2,45%) e Acaraú (4,04%).”

(O POVO/Foto – Fábio Lima)