Arquivos da categoria: Pesquisa

Lula ressurge mais forte

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (20):

A última pesquisa CNT/MDA, divulgada na quarta-feira, 15, coloca Lula como o nome mais forte para as eleições presidenciais de 2018. Sua liderança nos seis cenários desenhados pela pesquisa, no primeiro e segundo turnos não deixa dúvidas.

Quando os candidatos são nominados, o ex-presidente fica em primeiro lugar com 30,5%. No voto espontâneo, lidera com 16,6%. O resultado deixou o establishment apavorado. O candidato mais próximo, Jair Bolsonaro, está muito distante dele, com 11,3% (tecnicamente empatado com Marina, 11,8%), e, na espontânea, com 6,5%. Ademais, Bolsonaro é um nome da extrema direita troglodita, sem nenhuma experiência administrativa e que, provavelmente, iria afundar ainda mais o Brasil, seja economicamente, pois seu modelo de economia, pelo que se prenuncia, não se diferenciaria do mesmo neoliberalismo que desgraça o Brasil atualmente; e o seu modelo político teria tudo para atirar o País na convulsão social e na ditadura (da qual ele é defensor).

As pessoas que apoiaram o impeachment fajuto estão descobrindo que caíram num logro. Anseiam pela volta dos tempos felizes de crescimento de renda e emprego. Convencem-se, cada vez mais, de que o único nome capaz de tirar o País do buraco e fazê-lo progredir novamente é Lula.

O proponente presidencial mais próximo do programa do ex-presidente é Ciro Gomes – que já lançou pré-candidatura pelo PDT, semana passada. Ele também é contrário ao modelo recessivo e antinacional implantado pelo golpe. O que se espera, daqui para frente, é o encarniçamento da campanha de perseguição a Lula, procurando condená-lo, mesmo sem provas convincentes. É a forma de impedir uma candidatura imbatível.

Inca: média de mortes por câncer em jovens ficou estável entre 2009 e 2013

A taxa média de mortalidade por câncer na faixa etária entre 15 e 29 anos, os chamados adultos jovens, permaneceu estável no Brasil no período entre 2009 e 2013, de acordo com estudo divulgado nessa sexta-feira (10) pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Segundo os dados, nos cinco anos do estudo ocorreram 17.527 mortes por câncer nesta faixa etária, com uma taxa média de 67 mortes por um milhão de habitantes, mas é um número que permanece estável.

As informações estão no “Incidência, Mortalidade e Morbidade Hospitalar por Câncer em Crianças, Adolescentes e Adultos Jovens no Brasil: Informações dos Registros de Câncer e do Sistema de Mortalidade”, uma versão atualizada e ampliada do estudo publicado em 2008 e, que pela primeira vez, faz um panorama do câncer em adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos) no Brasil.

A técnica da Divisão de Vigilância e Análise de Situação do Inca, Marceli Santos, da equipe que elaborou o estudo, disse que os dados mostram também que há uma tendência de estabilização nos casos de leucemia “Essas tendências mostram que a leucemia já estabilizou no que diz respeito à incidência e a gente tem aumento na incidência dos tumores no sistema central. Isso também é um fenômeno que a gente tem visto em outros países, onde a leucemia também está decrescendo na faixa etária de até 19 anos”, disse.

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, disse na cerimônia que o ministério conseguiu uma economia nos gastos equivalentes a R$ 1,9 bilhão. Com isso, credenciou vários serviços de média e alta complexidade no Brasil, entre eles, 79 serviços de oncologia, que já estavam funcionando, mas não eram incluídos na lista da pasta. “Conseguimos ampliar o que a população precisa”, indicou.

O secretário disse que outro desafio do Sistema Único de Saúde (SUS) é poder fazer diagnósticos precoces. Figueiredo disse que o problema é que o SUS é muito descentralizado, com responsabilidades divididas entre a União, estados e municípios, por isso, o ministério está em entendimentos com os governos estaduais e municipais.

(Agência Brasil)

USP terá o primeiro centro de pesquisas em canabidiol do Brasil

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) na cidade de Ribeirão Preto terá o primeiro centro do Brasil de pesquisas em canabidiol, uma substância derivada da maconha. O centro vai funcionar numa ampliação do prédio de saúde mental da universidade e deve estar pronto no segundo semestre deste ano.

Há décadas, os cientistas vêm obtendo bons resultados no uso do canabidiol para tratar pacientes com esquizofrenia, doença de Parkinson e epilepsia. Em estudos clínicos, o canabidiol se mostrou eficaz na redução de sintomas psicóticos em pacientes com doenças mentais.

Antonio Waldo Zuardi, professor USP e coordenador do novo centro, conta que começou a estudar a substância em 1976, durante o doutorado que fez na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em 1982, Zuardi passou a realizar as pesquisas na USP.

O estudo na USP vai analisar a resposta do canabidiol em mais de 120 crianças e adolescentes que sofrem com epilepsia refratária, ou seja, quando medicamentos tradicionais não fazem efeitos. Nessa pesquisa, o novo centro terá uma ala destinada à pesquisa básica de laboratórios e outra voltada à pesquisa clínica com os pacientes e voluntários.

Antes proibido, o canabidiol recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março do ano passado. Foi permitida a prescrição médica e a importação, por pessoa física, de medicamentos e produtos com canabidiol e tetrahidrocannabinol (THC) em sua formulação para uso próprio e tratamento de saúde.

O canabidiol, no entanto, ainda não está registrado no país, pois não teve a sua segurança e eficácia comprovadas pela vigilância sanitária brasileira. Para isso, os pesquisadores da USP vão usar o centro para testar a substância e, futuramente, disponibilizá-la para a população.

(Agência Brasil)

Fantástico destaca pesquisa no Ceará sobre uso de pele de tilápia em queimaduras

foto-tilapia-pele-queimadura

O uso da pele da tilápia para tratamento de queimaduras é um dos destaques do programa Fantástico, da Rede Globo, que será apresentado na noite deste domingo (22). Toda a pesquisa foi realizada no Ceará, por meio do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Centro de Queimados do Instituto Doutor José Frota (IJF).

O resultado satisfatório da pesquisa tem despertado a atenção do mundo científico, com matérias produzidas em 15 países, além de mais de 35 milhões de visitas ao site do projeto, com 30 mil comentários. A idéia da pele da tilápia para tratamento de queimaduras é do cirurgião Marcelo Borges, enquanto a coordenação é do Instituto de Apoio ao Queimado.

A tilápia é um peixe africano que foi trazido ao Brasil por volta do ano de 1950, mas somente começou a receber incentivo para a produção 20 anos depois. No ano de 1996, o Brasil já se destacava na produção da tilápia, em centros como São Paulo e Minas Gerais.

O Ceará chegou a ser o terceiro maior produtor de tilápia no Brasil, mas atualmente o Estado conta com a produção de outros centros, diante de cinco anos de seca.

Só 7,3% dos alunos atingem aprendizado adequado em matemática no ensino médio

O percentual de estudantes com aprendizado adequado no Brasil aumentou do ensino fundamental ao ensino médio, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (18) pelo movimento Todos pela Educação. Persiste, no entanto, um gargalo em matemática, no terceiro ano do ensino médio. Ao deixar a escola, apenas 7,3% dos estudantes atingem níveis satisfatórios de aprendizado. O índice é menor que o da última divulgação, em 2013, quando essa parcela era 9,3%.

O índice é ainda menor quando consideradas apenas as escolas públicas. Apenas 3,6% têm aprendizado adequado, o que significa que 96,4% não aprendem o esperado na escola. “É algo muito frustrante. A gente não está conseguindo avançar na gestão da política pública educacional”, diz a presidente executiva do movimento, Priscila Cruz. “Matemática é uma disciplina cujo aprendizado é muito mais dependente da escola. Se não aprendeu na escola, não aprende na vida. Diferentemente de leitura e interpretação de texto, que é algo que os estudantes acabam praticando fora da escola”, acrescenta.

De acordo com a definição do Todos pela Educação, o aprendizado adequado de matemática no ensino médio significa que os estudantes tiraram pelo menos 350 no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Isso os coloca no nível 5 de 10. São estudantes que conseguem pelo menos resolver equações, determinar a semelhança entre imagens e calcular, por exemplo, a divisão do lucro em relação a dois investimentos iniciais diferentes. “É o mínimo adequado”, diz Priscila.

(Agência Brasil)

Inflação medida pelo IPC-S cresce em seis das sete capitais pesquisadas, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,12 ponto percentual nos primeiros 15 dias do ano, fechando as duas primeiras semanas de janeiro em 0,62%, contra os 0,5% da última quinzena do ano passado.

Os dados relativos ao IPC-S do período foi divulgado nesta terça-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) e refletem alta de preços entre a última quinzena do ano passado e a primeira quinzena deste ano em seis das sete capitais do país.

A única exceção foi o Rio de Janeiro, onde o IPC-S caiu 0,01 ponto percentual ao regredir de 0,79% para 0,78% entre a última quinzena de 2016 e a primeira de 2017.

Em Belo Horizonte, a segundo maior alta entre as capitais, a taxa fechou a primeira quinzena de 2017 em 0,68%, neste caso um resultado 0,21 ponto percentual acima da taxa da quinzena imediatamente anterior (0,47%). Em Salvador, a taxa passou de 0,39% para 0,60% – os mesmos 0,21 ponto percentual de alta entre os períodos.

A  maior variação percentual foi registrada na cidade de Porto Alegre: 0,27 ponto percentual (de 0,33% para 0,6%). Em São Paulo a taxa passou de 0,41% para 0,53% e em Recife de 0,62% para 0,63%.

(Agência Brasil)

Recessão ainda afeta demanda interna por bens industriais, avalia Ipea

O desempenho do comércio exterior e a diminuição da demanda interna continuam afetando os indicadores da indústria nacional. Essa é a conclusão da análise Carta de Conjuntura divulgada hoje (16) pelo Grupo de Estudos de Conjuntura do Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada (Ipea). O indicador “consumo aparente da indústria geral”, por exemplo, caiu 1,5% no último mês de novembro em relação a outubro, na série com ajusto sazonal, elevando a queda acumulada nos onze primeiros meses de 2016 para 10%.

O consumo aparente (CA) equivale à produção industrial doméstica, acrescida das importações, menos as exportações. A queda no acumulado de 2016 é muito superior à queda estimada para a produção industrial, de 6,7% conforme o último boletim Focus.

“Além da forte queda da produção até novembro de 2016, a oferta final de bens industriais na economia brasileira (outra definição possível para os indicadores de CA) tem sido negativamente afetada pelo desempenho do comércio exterior”, informa a publicação. A trajetória das importações seguiu negativa em 2016 e a recuperação do setor exportador observada em 2016, em termos das quantidades vendidas ao longo do ano, também contribui para a redução do consumo aparente.

“Se, por um lado, o fraco desempenho do CA de bens industriais evidencia os efeitos negativos da recessão sobre a demanda interna, por outro, o ajuste do setor externo normalmente associado a cenários envolvendo a deterioração da atividade econômica e movimentos defasados de desvalorização cambial tem ocorrido como esperado”, avalia o especialista em atividade econômica do Ipea Leonardo Mello de Carvalho, um dos autores do documento.

(Agência Brasil)

Inflação entre idosos fecha 2016 em 6,07%, abaixo da média global do país

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, registrou no quarto trimestre de 2016 uma variação de 0,93%.

Com o resultado, a inflação para as pessoas da terceira idade fechou 2016 com alta acumulada de 6,07%, resultado menor do que a inflação acumulada para a totalidade do país (IPC-BR), que foi de 6,18%.

Os dados relativos ao Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade foram divulgados nesta sexta-feira (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Indicam que, na passagem do terceiro trimestre de 2016 para o quarto trimestre, a taxa do IPC-3i acusou alta de 0,26 ponto percentual, passando de 0,67% para 0,93%.

Segundo a FGV, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram alta em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes, cuja taxa foi de 0,22% para 2,37%. O item que mais influenciou o comportamento dessa classe de despesa foi gasolina, que variou 3,28%, no quarto trimestre, depois de ter fechado com deflação (inflação negativa) de -1,79% no período anterior.

Contribuíram também para a alta da inflação entre um período e outro os grupos Alimentação (de -0,22% para 0,31%), Educação, Leitura e Recreação (1,34% para 2,66%), Despesas Diversas (0,39% para 1,54%), Comunicação (0,52% para 1,03%) e Vestuário (0,31% para 0,75%).

(Agência Brasil)

Emprego na construção tem queda de 14,5% no acumulado de 12 meses

O nível de emprego na construção civil registrou queda de 14,5% no acumulado de 12 meses até novembro, gerando um saldo negativo de 437 mil postos de trabalho. Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entre janeiro e novembro de 2016, houve corte de 461.849 vagas em todo o país. Desconsiderando efeitos sazonais, foram fechadas 26.917 vagas em novembro. O nível de emprego caiu 2,20% em novembro na comparação com outubro, a 26ª queda consecutiva.

A deterioração do mercado de trabalho afetou quase todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram anotados no Norte (-3,71%) e no Centro-Oeste (-2,67%).

Por segmento, preparação de terreno e infraestrutura observaram as maiores quedas em novembro, de 3,73% e 3,31%, respectivamente. No acumulado do ano, contra o mesmo período do ano anterior, o segmento imobiliário teve a maior queda (-17,66%), seguido por preparação de terreno (-14,77%).

O agravamento do desemprego na construção, com o fechamento de mais de 58 mil postos de trabalho, já era esperado pelo setor, considerando a queda contínua no volume de obras. Segundo o sindicato, o volume de novas obras deve continuar reduzido nos próximos meses, o que poderia ser amenizado por medidas emergenciais e mais reformas microeconômicas.

(Agência Brasil)

Investimentos voltam a cair em novembro, diz Ipea

O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), caiu 1,1% em novembro de 2016 na comparação com outubro. Em relação a novembro de 2015 a queda foi maior: 11,4%. Os números contêm ajuste sazonal, ou seja, já levam em conta as especificidades e a conjuntura do período de medição.

O indicador considera os investimentos em construção civil e em máquinas e equipamentos. O Ipea destacou que, apesar do recuo em novembro, é a menor queda mensal desde julho.

Os dois componentes do índice comportaram-se de forma diferente em novembro. O consumo aparente de máquinas e equipamentos recuou 4,3%, enquanto o indicador da construção civil cresceu 1,8% sobre outubro, interrompendo sequência de três quedas.

(Agência Brasil)

Atlas Histórico-Brasil 500 anos tem nova versão, 18 anos após primeira edição

O estudo da história do Brasil ganhou um atrativo com informações em vários formatos. Agora, os interessados podem utilizar a nova versão do Atlas Histórico. Brasil 500 anos, lançada 18 anos depois da primeira edição, publicada pela revista IstoÉ, e ainda,com uma facilidade: todo o conteúdo elaborado por uma equipe de pesquisadores da Escola de Ciências Sociais (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas (FGV), pelo jornalista e tradutor Bernardo Joffily e pela professora de história da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Mariana Joffily. A nova versão está disponível na internet. Entre as pesquisas e a elaboração, o projeto levou três anos.

As informações se referem a períodos antes do descobrimento do Brasil, às navegações portuguesas, à Nova República e seguem até o segundo governo Lula, que foi a fase final das pesquisas. Para a historiadora, como agora a versão é digital, o Atlas poderá receber ampliações sem restrições. “É um material aberto a atualizações e também a enriquecimentos. Se algum leitor encontrar algum verbete que não está em determinado capítulo, a ideia é que seja interativo. A pessoa manda a sugestão e a equipe do CPDOC acrescenta o verbete. Essa é uma questão importante – dialogar com o usuário”, disse Mariana Joffily.

A pesquisadora chamou a atenção para o período anterior ao descobrimento do Brasil. De acordo com a historiadora, é preciso conhecer como foi a ocupação do território. “A primeira imagem que se tem é sobre a ocupação das Américas. É muito importante porque temos muitos trabalhos em que o marco zero da história do Brasil seria a vinda dos portugueses, mas se pensarmos em ocupação do território existiam habitantes e outras coisas antes”, disse.

(Agência Brasil)

Brasil é um dos países que menos poupa dinheiro para a velhice

Pesquisa do Banco Mundial aponta que o brasileiro é um dos que menos poupa dinheiro para a velhice. De cada cem brasileiros, somente quatro guardam dinheiro para os anos mais difíceis da vida. O levantamento do Banco Mundial foi realizado em 143 países.

Com um PIB per capita de US$ 15,4 mil em 2015, o Brasil possui um índice semelhante ao da Tailândia. Mas, no país asiático, 60% da população poupam para a velhice. Nações com PIB per capita até 15 vezes menor que o Brasil apresentaram uma população mais voltada para poupar dinheiro para a velhice que o Brasil.

O desinteresse do Brasil pela poupança pode estar ligado à inflação desenfreada que ocorria há 25 anos, entre a população mais velha, além da publicidade consumista, contra a população mais nova.

(com agências)

Pesquisa alerta para riscos de câncer de pele

As altas temperaturas, típicas do verão brasileiro, exigem medidas e cuidados para combater e prevenir o câncer da pele, o de maior incidência no Brasil e nos demais países. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aponta que 4,5 milhões de brasileiros já tiveram câncer da pele.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, no ano 2030, serão registrados 27 milhões de casos novos de câncer, 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com câncer. O maior efeito desse aumento incidirá em países em desenvolvimento. No Brasil, o câncer já é a segunda causa de morte por doenças, atrás apenas das doenças do aparelho circulatório.

A pesquisa aponta, ainda, que mais de 100 milhões de brasileiros se expõem ao sol de forma intencional nas atividades de lazer, 3% dos brasileiros não usam protetor solar no seu dia a dia e 6 milhões de brasileiros adultos não se protegem de forma alguma quando estão na praia, piscina, cachoeira, banho de rio ou lago.

O estudo indica, também, que – dos entrevistados que têm filhos até 15 anos – 20% dessas crianças e adolescentes não se protegem de forma alguma nas atividades de lazer. Se a análise incluir as classes D/E, o percentual sobe para 35%.

Erros comuns, que as pessoas cometem no cuidado com a pele, aumentam a incidência de câncer. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, não usar filtro solar diariamente, não reaplicar o filtro solar, achar que em dias nublados ou chuvosos não precisa do filtro e usar maquiagens, que contenham filtro e achar que só isso já é o suficiente para se proteger são os erros mais frequentes.

Outros erros apontados são usar filtro solar só no rosto e esquecer do corpo, se expor ao sol e querer se bronzear, fazer bronzeamento artificial e não ir ao dermatologista regularmente.

A recomendação é se proteger do sol, usar o filtro solar diariamente, fazer o autoexame da pele e ir ao dermatologista. Segundo a SBD, “o sol não é um vilão, mas a exposição solar indiscriminada, desprotegida e intermitente pode torná-lo um vilão por ele ser o principal fator de risco para o câncer da pele”.

(Agência Brasil)

Pesquisa CNI mostra queda nos índices de atividade industrial em novembro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou pesquisa Sondagem Industrial correspondente ao mês de novembro. Ela mostra continuidade na queda dos índices da atividade industrial, embora em ritmo menos intenso. O indicador de emprego mostra a tendência do mês com menos empregos no setor, mas com uma queda menor se comparado com o ano anterior.

De acordo com o sistema utilizado pela pesquisa, todos os índices abaixo de 50 pontos indicam queda (quanto menor o número, maior a queda do índice) e, acima dessa marca, um aumento. O indicador de número de empregados permaneceu estável em 45,8 pontos, ou seja, continua caindo, embora menos do que caía em 2015. Naquele ano, foram registrados 42 pontos.

A produção foi melhor do que no mês passado, mas também abaixo dos 50 pontos. Nessa leve melhora, passou de 45,8 pontos para 47 pontos. Todos os quatro índices de expectativa (demanda, número de empregados, compra de matérias-primas e quantidade exportada) estão abaixo da linha dos 50 pontos. Com exceção do número de empregados, todos os índices chegaram a atingir números positivos em algum momento, o que durou até os meses de setembro e outubro, mas caíram em novembro.

O índice de intenção de investimento, medido pela pesquisa, segue a tendência. A boa perspectiva está na reação dessa intenção, que vem em tendência de melhora desde abril, embora ainda não atinja um patamar positivo. Naquele mês, a intenção de investimento ficou abaixo de 40 pontos e agora chega aos 44,6 pontos.

(Agência Brasil)

Temer é reprovado por mais da metade da população, diz Datafolha

foto-michel-temer-presidente

Em um período de cinco meses, o governo Michel Temer despencou na popularidade, quando a reprovação subiu de 31% para 51%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (11) pelo jornal Folha de S.Paulo. O instituto ouviu 2.828 pessoas, na quarta-feira (7) e na quinta-feira (8), em 174 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com a pesquisa, a economia não deverá melhorar com o novo governo, quando 66% dos entrevistados apontam que a inflação deverá crescer nos próximos meses. Para 40% dos entrevistados, Temer é pior que Dilma Rousseff, enquanto 34% não veem diferença e 21% apontam melhora.

Segundo ainda a pesquisa, 63% dos entrevistados desejam a renúncia de Temer. 27% preferem a continuidade do governo, enquanto 10% se mostraram indiferentes ou não responderam.

(com informações da Folha de S.Paulo)

Vagas na indústria criativa crescem no país, mas salários caem; Na exceção, remuneração no Ceará sobe 40%

Os empregos na indústria criativa cresceram 0,1% em 2015 na comparação com 2013, totalizando 851,2 mil trabalhadores, conforme Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, divulgado na última semana pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

“No período em que o Brasil perdeu, nesses dois anos de análise, 900 mil postos de trabalho, qualquer saldo positivo é comemorado. E a indústria criativa foi positiva”, disse o gerente do Programa da Indústria Criativa do Sistema Firjan, Gabriel Pinto.

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentram a metade dos empregos criativos no país, com 328 mil e 99 mil trabalhadores, respectivamente. Em São Paulo, a maior parte dos profissionais (69 mil) estão na área de publicidade; e no Rio, em tecnologia.

Em termos de remuneração, o mapeamento mostra que os profissionais, em todos os estados, ganham acima da média nacional de R$ 2.451, porém os salários caíram em 23 unidades federativas entre 2013 e 2015.

No Rio de Janeiro, os salários chegam a R$ 9.826, com aumento de 300%. No Ceará, a remuneração subiu 40%.

(Agência Brasil)

Pesquisa de brasileiro pode reduzir incidência de Alzheimer e Parkinson

A pesquisa de um professor brasileiro pode ser um passo importante na descoberta de medicamentos para prevenção de Alzheimer e Mal de Parkinson. O estudo do professor Leandro Bergantin, da Universidade Federal de São Paulo, pretendia elucidar o mecanismo pelo qual os bloqueadores de cálcio, usados para reduzir a pressão arterial, por vezes tinham o efeito contrário, porém, no decorrer do trabalho, ele percebeu que o medicamento poderia ser voltado para doenças neurodegenerativas e psiquiátricas.

“Um importante estudo clínico publicado em 2016 descreveu que pacientes hipertensos, os quais faziam uso de bloqueadores de canais de cálcio, possuíam uma significante redução da incidência de Mal de Alzheimer. A partir dessa nossa descoberta, a qual elucida o enigma do “paradoxo de cálcio”, pudemos inferir no mecanismo celular pelo qual os bloqueadores de canais de cálcio também poderiam reduzir a incidência de Mal de Alzheimer”, explicou Leandro Bergantin, doutor em ciência e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O livro publicado a partir da pesquisa, intitulado From discovering “calcium paradox” to Ca2+/cAMP interaction: Impact in human health and disease, esteve entre os mais vendidos da Amazon. Ainda sem versão para o português.

Não há uma previsão para a conclusão dos estudos, que estão sendo feito em parceria com pesquisadores estrangeiros, no entanto, o resultado pode ser um grande avanço para o tratamento de doenças cada vez mais presentes com o envelhecimento populacional.

(Agência Brasil)

IBGE fará pesquisas em saúde pública em parceria com o Governo Federal

O Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) firmaram um acordo para a realização de pesquisas na área de saúde pública. O protocolo foi assinado durante a 3ª Conferência Nacional de Produtores e Usuários de Informações Estatísticas, Geográficas e Ambientais (Infoplan), que terminou nesta sexta-feira (9) no Rio de Janeiro.

Serão integrados os dados de nascimento e morte do ministério com as informações de cartórios de todo o país, coletadas pelo IBGE; as pesquisas Nacional de Saúde (PNS) e de Demografia e Saúde (PNDS) serão unificadas; será retomada a pesquisa de Assistência Médica Sanitária/Hospitais, suspensa desde 2010, conhecida como Censo dos Estabelecimentos de Saúde e o levantamento Consumo Alimentar Pessoal, da Pesquisa de Orçamentos Familiares, será ampliado.

De acordo com o ministro Ricardo Barros, o IBGE também poderá auxiliar em outras questões, como, por exemplo, apontar a melhor distribuição de novos equipamentos de radioterapia para locais que ainda não têm acesso a esse tratamento.

“Estamos encomendando várias pesquisas, que são tradicionalmente feitas pelo ministério, algumas novas, como a alimentar, em função de obesidade, que hoje é um problema sério, diabete, hipertensão. Nós temos feito um trabalho com novos dados, novas pesquisas. Algumas nós reunimos numa mesma pesquisa, para otimizar os recursos do IBGE e obter os resultados de forma mais rápida. Nós esperamos continuar com essa parceria no IBGE para novos desafios que eu acabei de solicitar a eles, que procurem nos ofertar soluções para os problemas que temos que enfrentar agora”, disse Barros.

Os municípios têm até este sábado (10) para concluir a integração ao sistema ou justificar a falta. O município que não se integrar ao sistema nem justificar o motivo da falta terá suspenso repasses federais destinados à atenção básica, via Piso de Atenção Básica (PAB) Variável.

(Agência Brasil)

Comissão discute na terça-feira a revisão de medidas socioeducativas aplicadas a menor infrator

A comissão especial que discute a revisão das medidas socioeducativas aplicadas a menores infratores ouve na terça-feira (6) integrantes do Poder Judiciário e da área de serviço social sobre o Projeto de Lei 7197/02.

O substitutivo apresentado ao texto, apresentado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) eleva de três para oito anos o tempo máximo de internação desses jovens. O texto modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA- Lei 8069/90).

Pesquisa divulgada pelo Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), há cerca de um ano, aponta que menores respondem por menos de 10% do total de delitos no país. Nos crimes contra a vida, os menores representam 8% de todas as representações. Os dados têm como base as denúncias apresentadas em 2013 pelo Ministério Público em todo o país.

(Agência Câmara Notícias com Agência Brasil)

Cresce contribuição de trabalhadores informais à Previdência

Os trabalhadores brasileiros estão contribuindo mais para a Previdência Social, segundo a Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada nessa sexta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na última década, passaram a contribuir para a Previdência mais pessoas que trabalham por conta própria, empregados domésticos e os trabalhadores formais, com carteira assinada – categoria que cresceu de 46,2% para 58,2%.

Entre 2005 e 2015, aproximadamente três em cada dez trabalhadores por conta própria passaram a pagar a previdência. A contribuição subiu de 15% para 28,9%. Já no caso dos trabalhadores informais, que não têm carteira assinada – o aumento foi de 13,6% para 24,3%, chegando a quase um em cada quatro. Os trabalhadores domésticos sem carteira, em proporção menor, também estão depositando mais. No período, a contribuição deles aumentou de 3,7% para 13,4%

Segundo o IBGE, no caso dos trabalhadores domésticos sem carteira, categoria formada principalmente por diaristas, permanece o desafio de aumentar a contribuição, na mesma proporção que as empregadas mensalistas, cuja participação subiu de 39% para 59,1%.

De acordo com a pesquisadora do IBGE Cristina Soares, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Domésticas, de 2012, que obrigou patrões a pagarem a previdência social, acelerou o aumento dos pagamentos das mensalistas. Somente entre 2012 e 2015, o percentual subiu quase dez pontos, de 50,3% para 59,1%. O caso das diaristas, o índice subiu menos, de 12,4% para 22%, com uma pequena queda em relação a 2014 (23,2%). Como a assinatura da carteira delas, por trabalharem menos de duas vezes na semana, não é obrigatória, a contribuição é voluntária.

(Agência Brasil)