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Sargento é morto – Assaltantes usam submetralhadora e pistolas em ação contra empresa de ônibus neste domingo

Um sargento PM da reserva foi morto na manhã deste domingo (28), em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, ao tentar impedir um assalto contra uma empresa de ônibus.

Segundo a Polícia, os assaltantes estavam armados com uma submetralhadora e pistolas ponto 40, quando abordaram um motorista na entrada da garagem. Ao perceber a ação, o sargento reagiu e acabou atingido na troca de tiros. A Polícia acredita que um dos assaltantes foi ferido. Toda a ação foi filmada pelo circuito de segurança da empresa.

“Bandidos que já respondem a vários procedimentos criminais. Pessoas muito conhecidas por práticas criminosas. Todas as pessoas responsáveis pelos poderes constituídos precisam realmente (mudar) a forma do Estado, na prática de punição das pessoas que escolheram viver uma vida de práticas ilícitas. Vivemos em tempos em que o ser humano esfriou seu coração de tal ponto que roubam, matam, enganam e (praticam) todas as imundícies que desagradam a Deus”, desabafou um sargento PM nas redes sociais.

(Foto: Reprodução câmeras de segurança)

Nada justifica a selvageria repressiva contra multidão pacífica e desarmada

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (28):

Causou repúdio, na consciência democrática, o massacre a que foi submetida, na última quarta-feira (24), uma passeata pacífica de mais de 100 mil trabalhadores, em Brasília, que apenas exerciam o direito constitucional de livre manifestação.

Protestavam contra a perda de direitos e pediam a escolha de um novo governo através de eleições diretas. A iniciativa da violência partiu da Polícia. Ainda que fosse verdade que alguns adolescentes teriam avançado além do limite territorial delimitado, bastaria aos policiais terem isolado eventuais afoitos.

O que aconteceu, no entanto, foi um absurdo em termos de segurança: a investida contra uma multidão pacífica e desarmada (mais de uma centena de milhar de pessoas), com balas de borracha, gás pimenta e cavalaria, no melhor estilo nazista. Poderiam ter isolado eventuais black blocs (estranhamente sempre utilizados para “melar” manifestações pacíficas). Provocadores colocados por serviços de inteligência? Não seria novidade, dado o que está em jogo. Nada justifica a selvageria repressiva que se seguiu.

O mais potencialmente perigoso para a saúde das instituições foi a convocação ilegal das Forças Armadas contra eventuais manifestantes. Ora, essa é tarefa para a Polícia.

Houve polêmica sobre o pai da iniciativa. Na confusão com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o governo acabou assumindo pra si e isentou o deputado. Há quem mencione o general linha-dura Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional. Ele teria mexido os pauzinhos para trazer os militares para a linha de frente, de novo (pois ocupada uma cabeça de ponte, sempre é mais difícil para os milicos largá-la depois).

Contudo, o bom senso democrático do general Villas Boa, comandante do Exército, não se deixou seduzir pela sereia golpista. E Temer teve de “desconvocar” os militares.

Homem espanca e mata bebê de 11 meses em Lavras da Mangabeira

O servente de pedreiro Iarley Mendonça de Souza, de 32 anos, natural de Cajazeiras (PB), matou brutalmente a bebê Gabriela Aparecida Duarte da Silva, de 11 meses, por espancamento. O crime aconteceu em Lavras da Mangabeira, nesta sexta-feira, 26, no Centro do município.

Depois de praticar a violência, o acusado entregou Gabriela agonizando nas mãos da tia, Ana Rita Gomes Duarte, de 30 anos, e fugiu, sendo preso em seguida. A criança foi socorrida às pressas e encaminhada ao hospital, porém, não resistiu à gravidade da violência.

O corpo da criança foi encaminhado de Lavras da Mangabeira para ser necropsiado na Perícia Forense de Iguatu (Foto: Leitor via WhatsApp)

Iarley foi conduzido à Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu, onde foi autuado pelo delegado Ariel Alves de Freitas por homicídio qualificado. O suspeito está preso em uma cadeia da Região Centro-Sul. A Polícia não informa o local onde ele está preso por medida de segurança.

Segundo a Polícia Civil do Estado do Ceará, o fato ocorreu no centro da cidade. Moradores acionaram uma viatura da PM e informaram que na Rua Padre Raimundo Augusto um homem havia jogado uma criança contra a parede.

No local, os policiais constataram a veracidade da denúncia e socorreram imediatamente a vítima para uma unidade de saúde da região, onde a criança morreu. Além das lesões provocadas pelo impacto, a bebê também apresentava mordidas pelo corpo.

O homicida foi localizado ainda nas proximidades e não esboçou reação durante a prisão. Ele foi encaminhado para a unidade regional de Polícia Civil, onde foi indiciado em flagrante por homicídio.

A mãe da criança é deficiente visual e será ouvida nos próximos dias pela Polícia.

(O POVO Online)

Defesa diz que Aécio nunca usou bloqueador de celulares encontrado pela PF

A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou neste sábado (27) nota em que afirma que os documentos e materiais apreendidos pela Polícia Federal na casa do tucano não comprometem a atuação parlamentar dele. Em relatório apresentado à Justiça, nessa sexta-feira (26), a PF informou que encontrou um bloqueador de sinal telefônico, uma lista de indicações para cargos federais e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição “cx2”, nas operações de busca e apreensão realizadas na semana passada na casa e no gabinete do senador.

Em comunicado divulgado pelo PSDB e assinado pelo advogado Alberto Toron, a defesa de Aécio afirma desconhecer a inscrição “cx2” e aguarda ter acesso ao papel para fazer a defesa. Em relação ao aparelho de bloqueio de celulares, o advogado diz que ele foi oferecido ao tucano em 2014, durante a campanha presidencial, mas que nunca foi usado pelo mineiro.

“Todas as campanhas das quais participou o senador ocorreram em absoluto respeito à legislação vigente. Por isso, repudiamos com veemência ilações apressadas que vêm sendo feitas sobre os citados documentos e aguardamos acesso a eles para que todos os esclarecimentos sejam feitos e eventuais dúvidas sanadas”, diz trecho da nota.

Sobre um dos quadros apreendidos pela PF, do pintor Portinari, a defesa de Aécio Neves disse que ele foi feito para o presidente Tancredo Neves, em 1961, e que está na família há quase 60 anos.

Em 18 de maio, atendendo a mandados expedidos pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a PF realizou operações de busca e apreensão na em imóveis de Aécio Neves em Brasília, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.

Além do bloqueador de telefone, no apartamento do senador, no Rio de Janeiro, foram apreendidos 15 obras de arte, diversos documentos, entre os quais um papel azul com senhas, além de diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, entre as quais constava a inscrição “cx2”.

No gabinete do senador, foram apreendidas planilhas com supostos nomes de indicados para cargos federais, com referência aos partidos que fizeram as indicações e à remuneração, além de uma agenda com marcação de reuniões com Joesley Batista e uma folha manuscrita com dados da empreiteira Odebrecht. Os celulares do senador também foram levados pelos policiais.

(Agência Brasil)

Acusados de homicídios fogem de delegacia especializada neste sábado

A Polícia realiza um grande cerco no bairro de Fátima e adjacências à procura de 13 presos investigados por homicídios, que fugiram na manhã deste sábado (27), da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após serrarem as grades de uma das celas.

A relação dos fugitivos ainda não foi divulgada pela Polícia Civil, que em nota afirmou que nenhum policial ficou ferido durante a fuga dos presos.

Nesta semana, diante da superlotação, cerca de 100 presos foram transferidos da DHPP.

Brasil diz ser “tendenciosa” a crítica da ONU sobre ações da Polícia

O Ministério das Relações Exteriores reagiu à crítica de órgãos internacionais de direitos humanos sobre a atuação da polícia brasileira em recentes episódios no país. Por meio de nota à imprensa, o Itamaraty classificou de “tendencioso” e “desinformado” o conteúdo do comunicado emitido nessa sexta-feira (26) pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

As entidades condenaram o “uso recorrente da violência” para reprimir as manifestações contra o governo do presidente Michel Temer, na última quarta-feira (24); para a retirada de dependentes químicos da área conhecida como Cracolândia, em São Paulo; e durante uma ação de reintegração de posse que terminou em chacina no interior do Pará. De acordo com o Itamaraty, as críticas afastam-se de princípios como o “respeito à verdade dos fatos”.

“Em momento algum os autores da nota se preocuparam com a ameaça à segurança de funcionários públicos e de manifestantes pacíficos, sujeitos à violência sistemática e claramente premeditada”, disse o governo brasileiro, sobre o protesto ocorrido em Brasília.

O Ministério afirmou que, diante da depredação de prédios públicos e da “ação organizada de criminosos” em meio aos “manifestantes pacíficos”, o governo federal agiu para garantir a “integridade física de milhares de funcionários públicos” e dos próprios manifestantes.

O Itamaraty também classifica de “atitude que beira a má-fé” a menção da nota à operação que culminou com a morte de 10 trabalhadores rurais no município de Pau d’Arco (PA). Segundo o governo, o conflito agrário “já está sendo apurado” pelas autoridades competentes. Nessa sexta-feira, o governo paraense afastou 29 policiais militares e civis que participaram da ação.

Sobre a ação na Cracolândia, o Ministério das Relações Exteriores acusou as entidades de capitalizarem o episódio de forma cínica e “fora de contexto”, com “fins políticos inconfessáveis”. “O combate ao tráfico de drogas, bem como o apoio a dependentes químicos, enseja atuação da máxima seriedade, que é a marca das reconhecidas políticas públicas brasileiras no enfrentamento ao problema mundial das drogas”, escreveu o governo brasileiro.

(Agência Brasil)

Gilmar Mendes admite que pode rever acordo de delação da JBS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse hoje (26) que o plenário da Corte poderá discutir a validade dos termos do acordo de delação premiada da JBS. Para o ministro, outra questão que também deverá ser reanalisada pelo STF será a decretação da prisão de condenados com sentença confirmada pela segunda instância. Ambos os casos terão impacto nas investigações da Operação Lava Jato.

Os questionamentos sobre o acordo da JBS começaram após os termos terem sido divulgados pela imprensa na semana passada. Segundo acordo assinado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa, com a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles não cumprirão pena de prisão e poderão morar nos Estados Unidos, onde está parte dos negócios da família. Nos demais casos envolvendo delatores envolvidos em desvios da Petrobras, a pena de prisão por tempo determinado e o uso de tornozeleira eletrônica foram aplicados.

Segundo Gilmar Mendes, o juiz poderia fazer uma homologação prévia da delação, e os termos poderiam ser referendados por um colegiado. “A mim me parece que, neste caso, como envolve o presidente da República, certamente vamos ter que discutir o tema no próprio plenário”, disse o ministro.

Sobre a questão da prisão após condenação pela segunda instância da Justiça, Mendes esclareceu que a decisão do STF que autorizou a cumprimento da sentença não é obrigatória e poderá ser revista.

“Em uma decisão de segunda instância é possível já autorizar a prisão, isso que nós dissemos. Não dissemos que ela se torna obrigatória. Acho que está havendo uma certa confusão em torno disso”, completou Mendes.

(Agência Brasil)

Rodrigo Janot pede autorização do STF para ouvir Temer, Aécio e Loures

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tomar o depoimento do presidente Michel Temer, do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), também afastado do mandato. As diligências foram solicitadas nos inquéritos a que os acusados respondem na Corte, a partir das delações da empresa JBS.

Na manifestação, enviada ao ministro Edson Fachin, relator do processo, o procurador também defendeu a validade das gravações entregues pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. Batista gravou conversas com Temer, Aécio e Loures.

No caso do presidente, cuja defesa contestou a validade dos áudios, a PGR sustenta que Temer não negou o encontro com o empresário, no Palácio do Jaburu.

Janot citou os pronunciamentos feitos por Temer, na semana passada. “Verifica-se que houve confissão espontânea quanto à existência do encontro não registrado no Palácio do Jaburu e do diálogo entre Michel Temer e Joesley Batista. Por outro lado, também há confissão espontânea nos pronunciamentos do presidente da República, dentre eles podemos citar o diálogo sobre possível corrupção de juízes; o diálogo sobre a relação de Joesley com Eduardo Cunha; o diálogo em que Michel Temer indica Rodrigo Loures para tratar com o colaborador Joesley Batista”, diz a petição.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria da Presidência da República e aguarda resposta. Os advogados de Rocha Loures e de Aécio Neves também foram procurados, mas não atenderam às ligações.

(Agência Brasil)

MPF critica decisão de Moro que liberou Cláudia Cruz

Em entrevista coletiva para detalhar a 41ª fase da Operação Lava Jato, de nome “Poço Seco”, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da operação, criticou a decisão do juiz Sergio Moro de absolver a jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na avaliação do procurador, Moro teve “coração bom” ao absolvê-la, mas se equivocou na tese de que Cláudia não tinha conhecimento da origem ilícita dos recursos que mantinha no exterior.

Na sentença, o juiz Sergio Moro avaliou que era possível comprovar que ela teve acesso aos recursos e de fato concretizou os gastos em faturas de cartão de crédito e aquisição de produtos de luxo, mas que não existiam provas de que ela não soubesse que o dinheiro, repassado por Cunha, era proveniente de corrupção.”Uma pessoa como Cláudia Cruz, jornalista, com um nível de formação cultural, deveria saber quais eram as origens dos recursos”, rebateu o procurador.

Carlos Fernando confirmou que o MPF vai recorrer contra a decisão de Moro ao Tribunal Regional Federal (TRF) e disse estar esperançoso de que a Corte reverterá a decisão do juiz. Ele ressaltou que Cláudia Cruz não é acusada por corrupção, mas sim por lavagem de dinheiro, o que acredita ter ficado provado pela investigação.

(Veja)

Lava Jato – Excessos precisam ser contidos

Com o título “Lava Jato: excessos precisam ser contidos”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira. Aborda a quebra do sigilo da conversa entre o jornalista Reinaldo Azevedo e a irmão de Aécio, Andrea Neves. Confira:

A lei número 9.296/1996 estabelece em seu artigo art. 9°: “A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada”.Desde que começaram as investigações da Lava Jato – ressalvando-se de logo que não se trata de uma crítica à operação, porém aos seus excessos – a legislação, em alguns aspectos, vem sendo seguidamente desrespeitada, sob a vista complacente, por vezes participante, dos órgãos responsáveis por fazer cumprir a lei, como o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal.

Depoimentos que deveriam transcorrer em “segredo de Justiça”, gravações e documentos costumam jorrar publicamente como se procedessem de uma fonte com recursos infinitos. O mais que se ouve das autoridades é que seria “muito difícil” conter tais “vazamentos” devido à quantidade de pessoas envolvidas na investigação e demais fases do processo. Ora, se a Polícia Federal e o Ministério Público conseguem fazer uma operação do tamanho da Lava Jato, ser-lhes-ia difícil identificar de onde procede um simples vazamento?

A vítima mais recente foi o jornalista Reinaldo Azevedo, que mantinha um blog na revista Veja. Dele, foi divulgada uma conversa com Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB). Um diálogo sem qualquer vínculo com as investigações em curso, envolvendo os dois irmãos. A questão se torna mais grave, pois se configura a violação do segredo de fonte, instituto que a Constituição estabelece como prerrogativa do jornalista, sendo um elemento central em qualquer regime democrático.

Pela mesma situação constrangedora e ilegal, ainda que não envolvesse o segredo de fonte, mas, ainda assim, enquadrando-se na lei 9.296/1996, já havia passado o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que viu conversas entre familiares – sem relação alguma com seus processos – sendo divulgadas ilegalmente no curso das investigações que sofre.

É inaceitável que isso continue a acontecer, pois, se juízes e promotores da Lava Jato dizem que ninguém está acima da lei, o exemplo deveria começar em casa.

Lava Jato – Nova fase tem como alvo operações financeiras da Petrobras

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (26) a 41ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Poço Seco, que tem como alvo operações financeiras feitas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo no Benin, no oeste África.

De acordo com as investigações, as operações financeiras tinham como objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas ao ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

A PF informou ainda que está cumprido oito mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e três de condução coercitiva nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

O nome da operação, Poço Seco, é uma referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo no Benin.

(Agência Brasil)

Delator da JBS fala de contratos fictícios do Ibope para beneficiar Renan e Henrique Alves

O diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, entregou, como parte de sua delação premiada, ao Ministério Público Federal, contratos e notas fiscais que teriam sido utilizados para dissimular propinas à cúpula do PMDB.

Entre os documentos que, segundo o delator, são “frios” e “fictícios”, estão números de notas fiscais emitidas pela JBS ao Ibope. “Fazia a pesquisa para eles [senadores] e pagava com essa propina. O Ibope recebia propina. Nunca fez um serviço para nós”.

O instituto reagiu com veemência à denúncia do executivo da JBS sobre emissão de notas fiscais frias. O delator ainda relatou que o Ibope teria sugerido contratos fraudulentos para justificar os repasses da JBS. “Inclusive, eles várias vezes mandavam um contrato com .veemência à denúncia do executivo da JBS sobre emissão de notas fiscais frias.

Segundo o delator, no caso de Renan Calheiros, parte das propinas seriam utilizadas para “preparar” a eleição do peemedebista à presidência do Senado e a outra parte teria como destino a campanha do filho dele ao governo de Alagoas. Os valores repassados ao atual líder do PMDB no Senado chegaram aos R$ 9,9 milhões, de acordo com o delator. Parte deles, foi justificada por meio de pagamentos ao Ibope.

á Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) teria recebido R$ 3 milhões, para campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014. Do total, R$ 1 milhão foi doado oficialmente ao PMDB Nacional, “em nome do Henrique” e outra parte foi por meio de contratos de advocacia e de consultoria, e termos firmados com o Ibope.

*Do Portal Uol, mais aqui.

 

OAB oficializa pedido de impeachment de Temer

Nesta quinta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deu entrada, na Câmara dos Deputados, num pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB). Este é o 13° pedido de destituição do peemedebista do cargo após a divulgação, na semana passada,  dos áudios entre o presidente e o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. O conteúdo das gravações aponta que Temer supostamente dá aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A Ordem pede a abertura de processo contra o presidente da República baseado em dois argumentos. O primeiro é em relação à quebra de “decoro” do peemedebista ao receber o empresário no Palácio do Jaburu, negociar nomeações e disponibilizar interlocutores para tratar de assuntos questionáveis.

“Nessa ocasião (do encontro), com livre vontade e consciente da ilicitude de sua conduta, o Chefe do Poder Executivo procedeu de modo incompatível com a dignidade e o decoro de seu cargo ao receber, discutir nomeações, e disponibilizar homem de sua confiança para contato direto com a pessoa do colaborador Joesley Mendonça Batista”, diz o pedido.

Em outro argumento, a OAB alega que houve ingerência do presidente para beneficiar o grupo empresarial J&F, que gere a empresa JBS, doadora das campanhas eleitorais.

“Na oportunidade, pelo que consta, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil discutiu a nomeação de pessoa favorável aos interesses do grupo econômico para a presidência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), bem como suposto favor negado pelo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, havendo, em tese, a acolhida do pedido em tais questões”, diz a peça.

“Além disso, teria o colaborador alertado que: “Eu dei conta de um lado o juiz, dá uma segurada, do outro lado o juiz substituto” e “[…] eu consegui dentro da força tarefa que também ele tá me dando informação”, continua.

Decisão

A decisão de entrar com pedido de impedimento do presidente da OAB foi tomada em reunião finalizada na madrugada do último domingo, 21. O parecer foi aprovado por 25 votos a favor e um contra. O documento é assinado pelo presidente da entidade, o advogado Cláudio Pacheco Prates Lamachia.

Assim como os outros pedidos de impeachment, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é quem vai decidir se acata ou rejeita os pedidos.

(Com Agências)

Defesa de Loures deposita R$ 35 mil que faltavam em mala devolvida à Polícia Federal

A defesa do deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou hoje (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que depositou R$ 35 mil em juízo. O valor era o montante que faltava na mala que foi entregue pelos advogados à Polícia Federal. Em abril, Loures foi filmado pela PF recebendo a mala, que, segundo as investigações, continha R$ 500 mil, e foi enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. Na terça-feira (23), após a deflagração da operação que afastou Loures do mandato, os advogados deles devolveram a mala com R$ 465 mil, R$ 35 mil a menos.

No documento em que atestaram a apreensão, os policiais contaram 9,3 mil notas de R$ 50. Na ocasião, a defesa não se manifestou sobre a falta do dinheiro. Os advogados não esclareceram se o valor devolvido hoje também estava na mala.

Gravações

Pela denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF, Loures aparece também em uma das conversas gravadas com Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Instituições da J&F – que controla a JBS – , concordando em apresentar uma prévia do relatório da Medida Provisória do Refis, que ainda não era público. Na conversa, os dois falam sobre esconder o que a JBS queria no texto, incluindo os pontos como sugestão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes.

Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo R$ 500 mil enviados por Joesley Batista. Loures é apontado como intermediário do presidente Michel Temer para assuntos do grupo J&F com o governo, de acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), com base em áudio de conversa gravada por Joesley.

Em pronunciamento no último sábado (20), o presidente Temer afirmou que indicou Rocha Loures apenas para ouvir “as lamúrias” de Joesley Batista e negou que, com isso, o empresário fosse obter alguma vantagem ou benefício no governo.

(Agência Brasil)

Política surtou e Brasília virou centro terapêutico

Do Blog do jornalista Josias de Souza:

Depois de virar caso de polícia, a política brasileira entrou em sua fase psiquiátrica. Brasília tornou-se uma espécie de centro terapêutico para o tratamento das neuroses do sistema político.

Sindicatos e simpatizantes do PT marcharam pela queda de Temer e pela rejeição das reformas. Como o presidente está no chão e as reformas viraram pó, os manifestantes enlouquecem e quebram o próprio patrimônio.

A Câmara pediu ao Planalto reforço da Força Nacional. Temer acionou as Forças Armadas. Está previsto na Constituição. Aconteceu 29 vezes nos últimos sete anos. Mas no caso específico, foi como colocar o Anderson Silva para brigar com um recém-nascido.

O plenário da Câmara entrou em parafuso. Maníacos se desentenderam com depressivos. Todos de pé, na frente da mesa, num ambiente de boteco, que só pode acabar em palavrões e cutucões na barriga, nunca em legislação séria.

O sistema político pirou. Há dois caminhos. Uma parte pede internação no sistema prisional. E você pode dar alta para os demais em 2018.

Manifestações sim, desordem não!

Com o título “Manifestações sim, desordem não!”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira. Aborda confrontos registrados nessa quarta-feira, em Brasília, em ato de protesto contra o governo Temer. Confira:

Os protestos em Brasília contra o presidente Michel Temer tomaram as ruas da Esplanada dos Ministérios durante a tarde de ontem. Além dos confrontos entre policiais e manifestantes, o que se viu foi um clima de tensão caracterizado por depredação, vandalismo, fogo e barricadas. Grupos de manifestantes colocaram fogo em parte dos prédios dos ministérios da Agricultura, da Fazenda e da Cultura. Servidores de todos os ministérios receberam ordens para evacuar os prédios no meio da tarde.

É válido lembrar que a Constituição do Brasil assegura a liberdade de manifestação e de pensamento, vedando o anonimato, além de garantir que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

Os fatos ocorridos durante os protestos ontem em Brasília se dão, portanto, em sentido oposto ao que é definido pela Carta Magna. O que era para ser uma manifestação legítima se transformou em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal, que lá estava para resguardar a integridade física dos manifestantes, servidores públicos e da população, além de garantir a segurança dos patrimônios públicos e privados.

Apesar da perda de controle da PM, foi descabida e exagerada a convocação das Forças Armadas pelo presidente Michel Temer, por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União, “para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal, no período de 24 a 31 de maio de 2017”. Trata-se de uma medida que deveria ser evitada, principalmente para o momento sensível que o País vive, a qual remonta a um triste passado nacional marcado por governos autoritários.

O Governo Federal deveria ter agido até o limite de suas forças e tentado todas as possibilidades de conter os atos extremados e ilegais que ocorressem durante as manifestações. Uma opção seria a convocação da Força Nacional, como solicitado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Citado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, como o autor do apelo às Forças Armadas, Rodrigo Maia desmentiu o Governo Federal e pediu que o ministro viesse a público “repor a verdade”.

O grave momento exige mais bom senso e racionalidade de modo que não se deixem mais inseguros os cidadãos que já pagam um preço muito alto pela instabilidade política que o País vive.

Planalto diz que decreto será revogado após “ordem” ser restabelecida no DF

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou uma nota nesta quarta-feira (24) na qual informou que o decreto do presidente Michel Temer que autoriza a presença das Forças Armadas nas ruas do Distrito Federal será revogado após a “ordem” ser restabelecida.

Pouco antes de a secretaria enviar a nota à imprensa, a assessoria da Presidência já havia divulgado uma mensagem de Temer aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), no qual disse que o decreto tem como “única intenção” garantir manifestações “pacíficas”, não “destrutivas”.

 A decisão do governo foi anunciada mais cedo, nesta quarta, pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann. A presença das Forças Armadas nas ruas de Brasília atpe o próximo dia 31 foi autorizada pelo presidente após milhares de pessoas ocuparem a Esplanada dos Ministérios para pedir a saída de Temer do governo.

Durante o protesto, que começou pacífico, algumas pessoas entraram em confronto com policiais. Alguns manifestantes, mascarados, também atearam fogo em alguns locais próximos a ministérios.

(O Globo)

Senador quer a CPI do BNDES

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) protocolou, neste começo de noite, em Brasília, um requerimento pedindo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o BNDES.

A comissão teve 37 assinaturas, informa a Veja Online.

A CPI pretende investigar os empréstimos concedidos pelo banco no programa de internacionalização de companhias brasileiras.

PSOL quer anular decreto de Temer que convoca Forças Armadas para patrulhar Brasília

O PSOL apresentou um projeto de decreto legislativo para anular decreto do Michel Temer que autorizou, nesta quarta-feira, a convocação das Forças Armadas para patrulhar Brasília. O projeto é de autoria dos deputados Jean Wyllys, Glauber Braga, Luiza Erundina, Edmilson Rodrigues, Chico Alencar e Ivan Valente.

O uso das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem foi anunciado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, após a intensificação dos conflitos na Esplanada dos Ministérios. O Exército enviará para a Esplanada um contingente de cerca de 1 200 militares.

“O PDC 676/17 “susta decreto de 24 de Maio de 2017 do Presidente da República que autoriza o emprego das Forças Armadas para garantia da lei e a ordem no Distrito Federal”, disse Wyllys.

(Veja Online)

PM do Ceará comemora 180 anos

O Comando da Polícia Militar do Ceará comemorou, neste fim de tarde de quarta-feira, no QG, os 180 anos da Corporação. No ato, houve a entrega da Medalha José Martiniano de Alencar, a mais alta comenda da PM cearense a várias personalidades.

Entre elas, o presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública, o advogado criminalista Leandro Vasques.

Ele recebeu a medalha das mãos do comandante-geral da PM, coronel Roberto Viana. Com Leandro, sua mulher, Aline, e grupo de amigos.

(Foto – Divulgação)