Arquivos da categoria: Política

Quando a intolerância supera fronteiras

Com o título “Mundo despedaçado”, eis artigo do professor universitário e arquiteto Romeu Duarte. Ele aborda a intolerância presente, de vários ângulos, entre nós. Confira:

E a semana que passou foi marcada por uma característica que mais e mais define as sociedades em todo o mundo: a intolerância. Detentora de vários sinônimos que vão da ausência completa de complacência à repressão face ao que é diferente, a danada se estende, como um odiento lençol, da política à religião, cobrindo as relações de gênero e demais aspectos de uma cultura cada vez mais global e cosmopolita. Demarcar rigidamente seu próprio espaço e reprimir quem se atrever a penetrá-lo é a norma que rege a fragmentação do planeta, ampliando para muito além a visão sartreana de que o inferno são os outros. Territórios cercados, portas fechadas, semblantes carrancudos, faróis desligados e capacetes retirados. Estamos interligados e distantes, fina ironia…

Depois da briga ridícula com seu congênere asiático, o koala coreano do norte, por causa de uns botões, na base de que “o meu é maior e mais potente do que o seu”, o presidente babaca da nação mais poderosa da Terra, ao assistir as duas Coréias conversando e se entendendo numa boa, resolveu criar mais um factóide. “Por que só vem para cá gente desses países de merda?”, rugiu o panacão, desancando os imigrantes do Haiti, El Salvador e de alguns países árabes. A arenga foi repudiada até pela Noruega, nação considerada “civilized” pelo abestado. É bom lembrá-lo que Osama Bin-Laden nasceu em um desses locais considerados “shit” por ele. Quem também se enquadra nesta categoria são os negros norte-americanos, trazidos à força aos EUA para servir e divertir.

Como se isso não fora bastante, estourou qual uma bomba, no meio feminista, a pendenga Oprah Winfrey x Catherine Deneuve. A primeira, vestida em negro num tom j’accuse, desancou os praticantes de abusos sexuais em Hollywood, aproveitando para também lançar, sutilmente, sua candidatura a presidente na cerimônia do Globo de Ouro. No outro lado do Atlântico, a eterna Belle de Jour, num manifesto assinado por várias intelectuais, manteve o tom duro contra as agressões masculinas, mas defendeu o chamego entre homem e mulher. Por aqui, a coisa ferveu e ainda ferve. Até a Danuza Leão meteu a sua enrugada colher no assunto. Eu, por mim, fico com a Leila Diniz: “Cafuné na cabeça eu quero até de macaco, malandro”. Afinal, galanteio não é atentado, ao contrário.

Aliás, a musa da liberação feminina no Brasil, pitando seu cigarrinho celestial e de biquíni na Praia de Alfa Centauro, deve estar dando sonoras gargalhadas dessa besteirada toda. E teve mais, muito mais. Teve o Marcelo Freixo pedindo respeito ao comportamento de certa esquerda Cabo Anselmo em 2013. Teve o surgimento de blocos de Pré-Carnaval no seio de blocos de Pré-Carnaval, em rachas mominos cult-bacaninhas. Teve a proposta da Prefeitura de transformar a Loura numa cidade competitiva e, para tanto, facilitadora de negócios, o que poderá gerar um forte processo de gentrificação urbana. Isso sem que se fale da habitual canalhice da política nacional, de olho no dia 24. Enquanto isso, o cadáver insepulto de Stephani continua na garupa da moto do seu assassino…

*Romeu Duarte,

Professor universitário e arquiteto.

Governo fará material didático sobre reforma da Previdência para distribuir em cadeia de varejo

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, propôs ao colega Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) que o governo elabore um material didático sobre a reforma da Previdência para ser distribuído em toda a cadeia de varejo do país.

A informação é da Coluna Painel, da Folha de São Paulo desta segunda-feira, adiantando que Moreira topou.

A ideia é que o material fique disponível em grandes redes de farmácias e supermercados, por exemplo, e explique à população de forma clara a necessidade das mudanças nas regras de aposentadoria. Baldy procurará entidades do setor para pedir apoio na divulgação.

Chico Lopes alerta consumidor para lei que combate itens abusivos do material escolar

Membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, Chico Lopes (PCdoB) alerta o consumidor que está às voltas com a compra de material escolar, neste começo de ano. Ele lembra que há uma lei específica, de sua autoria, proibindo as escolas de exigirem itens abusivos. Trata-se da lei federal 12.886/13.

Nessa proibição de inclusão na lista de material escolar do aluno entram itens de uso coletivo como papel higiênico, detergente, álcool, copos e talheres descartáveis, grandes quantidades de papel, tinta para impressoras, grampeador, grampos e pastas classificadoras.

“No geral, itens que sejam de uso coletivo, e não de uso individual do aluno, são considerados abusivos e não devem ser comprados pelos pais”, destaca Chico Lopes (PCdoB). Ele parabeniza o Procon Fortaleza pelo trabalho de fiscalização que realiza no que diz respeito às listas de material emitidas por diversas escolas.

DETALHE – Pesquisa feita pelo Procon Fortaleza revelou uma diferença de mais de 600% em alguns itens de material escolar.

Fernando Haddad é indiciado por recebimento de Caixa 2

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi indiciado pela Polícia Federal em São Paulo pelo crime de falsidade ideológica eleitoral – mais conhecido como caixa 2. A informação é do Portal G1. Além de Haddad, outras seis pessoas foram indiciadas: o ex-tesoureiro de campanha do PT João Vaccari Neto, o coordenador da campanha de Haddad à Prefeitura de São Paulo, Chico Macena, o ex-deputado petista Francisco Carlos de Souza e três pessoas ligadas a uma gráfica que prestou serviços para a campanha eleitoral da Haddad, em 2012.

O inquérito, segundo a PF, é um desdobramento da Operação Lava Jato. A investigação começou depois que o Supremo Tribunal Federal homologou a delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, sócio da empreiteira UTC, um dos envolvidos no escândalo de corrupção da Petrobras.

Ricardo Pessoa disse que, após as eleições de 2012, foi procurado por João Vaccari Neto, então tesoureiro do PT. Vaccari teria pedido que o empresário pagasse uma despesa com a gráfica de um homem chamado Chicão, no valor de R$ 3 milhões.

O ex-diretor Financeiro da UTC, Walmir Pinheiro, contou em depoimento que tentou negociar com Chicão um parcelamento do valor, mas que ele não aceitou. A solução foi um desconto para o pagamento à vista — no total, R$ 2,6 milhões. Nenhum dos delatores sabiam dizer ao certo quem era essa pessoa com o apelido de Chicão.

Dois detalhes foram fundamentais para que os policiais chegassem à identidade dele: um número de telefone, fornecido pelo doleiro Alberto Youssef, e um reconhecimento por foto.

Só então a Polícia Federal teve certeza de que Chicão era o ex-deputado estadual pelo PT Francisco Carlos de Souza. Os delatores da UTC entregaram imagens de dele chegando na construtora para pegar o dinheiro. A investigação aponta que a ex-mulher de Francisco, Zuleica Lopes Maranhão de Souza, e um irmão dele, Gilberto Queiroz de Souza, eram donos ou tinham ligação com as gráficas.

DETALHE – Procurada, a assessoria de imprensa do ex-prefeito Fernando Haddad ainda não se manifestou. O G1 aguarda um posicionamento dos demais citados na reportagem.

(Foto – Agência Brasil)

Capitão Wagner ainda é o Plano A da oposição para disputar o Governo

A oposição no Ceará ainda acredita em um acordo que possa tornar realidade a candidatura do deputado estadual Capitão Wagner (PR) ao Governo do Ceará em outubro próximo.

Depois do parlamentar recuar, com as condições impostas pelo senador Tasso Jereissati (PSDB), lideranças que fazem oposição ao governador Camilo Santana (PT) não creem ainda no discurso de desistência. Na última sexta-feira, 12, Wagner chegou a declarar ao O POVO inclinação para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O senador tucano vetou a presença do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) no palanque de oposição. Capitão Wagner, no entanto, defende palanque aberto. Além disso, afirma que não quer se comprometer com o governador de São Paulo para não prejudicar a relação com o seu eleitorado, que simpatiza com a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

O conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Domingos Filho disse que não houve um recuo, mas sim a exposição do cenário da oposição. “Eu acho que o Capitão Wagner não descartou completamente essa questão. Ele é a prioridade das oposições. O que ele está querendo, e com justa razão, é definir um conjunto de metas e estruturas em que os partidos possam contribuir para a campanha”, disse Domingos Filho, ao defender o nome do aliado para o Palácio da Abolição.

O vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), é outra liderança que não vê como um recuo a posição do pré-candidato, e sim como “alerta”. “Ele foi transparente e colocou um assunto que poderia estourar na campanha. Foi colocada a questão do palanque aberto. E o Wagner não é Bolsonaro, mas a militância que apoia ele, que vai a todo lugar, é uma militância que tem simpatia pelo Bolsonaro. Aí o Tasso disse que fica difícil”, relembrou.

Pessoa diz que na próxima reunião com Tasso, que deve ocorrer entre a última semana de janeiro e o início de fevereiro, tudo vai ser “conversado” novamente, da estaca zero.

É nessa reunião que o nome do próprio Tasso pode despontar como candidato (embora as chances sejam poucas), assegura o ex-presidente do PSDB estadual, Luiz Pontes. “Tasso ou qualquer outro tucano” pode ser lançado como candidato, diz o ex-senador.

Pontes, no entanto, não descarta completamente o nome de Wagner para apoiar. Só argumenta que “ninguém aceita” dividir votos com Bolsonaro no Ceará. “Isso ficou bem claro, mas vamos ter outra reunião”.

Fragilidade

Deputado de oposição, Roberto Mesquita (PSD) disse que o grupo adversário ao governador está encontrando dificuldades para lançar um nome porque não foi feito um programa com a participação de todas as lideranças. O grupo, segundo ele, foi prejudicado com as desistências de Eunício Oliveira (MDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

“Os líderes da oposição deveriam ter construído um projeto para a campanha há tempos. O governador fazendo campanha e a oposição parada. Isso cria uma fragilidade muito grande”, pontua.

(O POVO – Repórter Wagner Mendes)

João Doria volta a subir nas pesquisas

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), tem em mãos duas pesquisas que o deixaram animado, informa a Coluna Radar, da Veja. A primeira é um tracking de sua administração.

Depois das últimas quedas, sua aprovação voltou a subir. A segunda diz que o paulistano não ficará chateado se ele deixar a prefeitura para tentar o governo do estado.

Na visão do eleitor da capital, “é tudo São Paulo” mesmo.

Governo estadual vai destinar 1,01% da receita tributária líquida para a Funcap

O governo do Ceará vai destinar 1,01% da receita tributária líquida do Estado do Ceará para a Funcap, neste ano de 2018. A informação é do secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Inácio Arruda, adiantando que o governador Camilo Santana assumiu ainda o compromisso de chegar a 2% dessa receita, gradativamente, em um período de 10 anos.

De acordo com Inácio, o repasse desses recursos representará, no final de 2027, mais de 3 bilhões de reais para a ciência e tecnologia.

“Depois da criação da Funcap e da Secitece no inicio da década de 90, esta é a mais importante notícia para comunidade científica e terá forte repercussão no projeto Ceará 2050″, destacou Inácio Arruda.

O presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, comemora e anuncia que com isso será criado  o programa Cientista/Chefe e virá ainda a instalação de um laboratório de análise de dados, visando a avaliação dos impactos às políticas públicas.

Cinturão das Águas – Pagamento à vista para empreiteiras

A preço de hoje, as águas do Rio São Francisco só chegarão ao Ceará daqui a oito meses. Um desalento para quem enfrenta o colapso da seca há seis anos. O dinheiro, que estava atrasado e reduziu o trabalho nos canteiros de obra do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), caiu na conta do Estado. R$ 65 milhões depositados em 28 de dezembro pelo Ministério da Integração Nacional. Intervenção e mimo de Eunício Oliveira (PMDB) no namoro político com Camilo Santana (PT).

Desse bolo, segundo uma fonte, R$ 42,5 milhões serão pagos, hoje, às empreiteiras que têm de correr por causa da ameaça de mais um ano de estiagem. Sobram R$ 22,5 milhões, montante que dará para pagar as contas deste mês e do próximo. Uma nova remessa de grana, das bandas do governo Temer, foi prometida para março. Mas sem previsão de valor.

O dinheiro, por enquanto, não é o problema, mas o ritmo das obras do CAC ainda não acelerou. As chuvas da pré-estação no Cariri estariam freando. Se a quadra chuvosa (março) for intensa, mais atraso à vista.

Segundo outra fonte, 88% do Trecho Emergencial do CAC estão concluídos. Ele mede 53 km e mandará as águas de Francisco para os rios Salgados e Jaguaribe. Os 12 quilômetros do Lote II, no Emergencial, são o que mais precisa avançar.

(Foto – Divulgação)

Sou a pessoa menos racista que você já entrevistou, diz Trump; Lembra aquela “viva alma mais honesta”?

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, negou nesse domingo (14) que seja racista. Ele foi questionado por jornalistas, na Flórida, sobre a polêmica causada por suas declarações, nas quais chamou de “países de merda” nações como o Haiti e os da África.

“Eu não sou racista. Sou a pessoa menos racista que você já entrevistou. Que posso dizer?”, respondeu Trump brevemente, ao ser abordado quando chegava para jantar em um clube de golfe da Flórida.

O presidente americano já havia desmentido, na sexta-feira (12), a informação do The Washington Post, segundo a qual ele teria dito, durante reunião sobre imigração, que o Haiti, El Salvador e países africanos são “países de merda”.

Um legislador democrata, que participou da reunião, confirmou ao jornal Los Angeles Times as declarações de Trump.

No entanto, o presidente norte-americano escreveu depois, em sua conta do Twitter, que a linguagem que usou na reunião do Daca (programa para os imigrantes que chegaram, na infância, aos EUA) foi dura, mas que não usou palavras para ofender.

Apesar do desmentido, Trump recebeu duras críticas dos países citados e de outros.

(Agência Brasil)

Suplentes de congressistas recebem até R$ 67 mil para despesas

Um benefício concedido pelo Congresso a novos parlamentares permitiu que suplentes recebessem até cerca de 70.000 reais por menos de uma semana de trabalho. A verba, descrita como “ajuda de custo”, é concedida no início e no fim do mandato. Na atual legislatura, que começou em 2015, a Câmara e o Senado gastaram em torno de 3 milhões de reais com esse tipo de despesa. A informação é da Veja Online.

Segundo as normas legislativas, a ajuda, equivalente a um salário integral do congressista (atualmente no valor de 33.700 reais), deve ser “destinada a compensar as despesas com mudança e transporte” dos parlamentares, independentemente do tempo de duração do mandato. Pela regra, um suplente só deve ser convocado se a previsão de afastamento do titular for superior a quatro meses.

Nos últimos três anos, foram setenta mudanças na Câmara, que gastou pelo menos 2,2 milhões de reais com as trocas, e outras dezenove no Senado, ao custo de mais de 944.400 reais. Além disso, ao assumir o cargo os suplentes passam a ter direito a outros benefícios, como ressarcimento de despesas médicas e odontológicas, auxílio-moradia e verba indenizatória.

Brevidade

Em ao menos dois casos, os suplentes receberam a ajuda de custo, mas não ficaram uma semana no cargo. Em maio de 2016, por exemplo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) se afastou do mandato para assumir o comando do Ministério do Planejamento. Em seu lugar, tomou posse Wirlande da Luz (PMDB-RR). Uma semana depois, a divulgação de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, colocou Jucá no centro de um escândalo, e ele renunciou ao cargo de ministro. Apesar da troca ter durado seis dias, o suplente recebeu 67.526 reais.

Outro caso é o do suplente Gilberto Piselo (PDT-RO), que também sentou na cadeira de senador por apenas seis dias. Ele entrou na vaga de Acir Gurgacz (PDT-RO), em 2016, e em seguida também pediu licença para resolver assuntos particulares. Na breve passagem pelo Senado, fez dois discursos, mas não teve tempo para tirar a foto oficial como parlamentar. Mesmo assim recebeu 33.763 reais pelo período em que ficou no cargo e mais 10.128 reais como salário proporcional.

Além disso, Piselo recebe, por meio da cota parlamentar, de cinco a seis mil reais por mês de Gurgacz, há sete anos, pela locação de uma sala comercial em Rondônia, onde funciona o escritório de apoio do atual senador. No total, Gurgacz já repassou mais de 500.000 para seu suplente com dinheiro do Senado desde 2010.

Procurada, a assessoria de imprensa de Gurgacz afirmou que o contrato do aluguel do imóvel que funciona como escritório de apoio do parlamentar em Ji-Paraná (RO) foi firmado em 2010, no primeiro mandato do senador, quando Piselo não era o suplente. “Portanto, não há nenhuma irregularidade nem ilegalidade no contrato”, diz a nota.

Após o pedido de licença de Piselo, em 2016, assumiu a vaga o segundo suplente da chapa de Gurgacz, pastor Sebastião Valadares (PDT-RO), ligado à igreja Assembleia de Deus. No mesmo mês, o pastor também recebeu mais de 33.000 reais apenas para iniciar o mandato, além do salário proporcional de senador pelos dias em que trabalhou (22.508 reais). Depois de permanecer os quatro meses na vaga, tempo mínimo para as licenças particulares, ele deixou o cargo para que Gurgacz reassumisse e recebeu outro salário extra como ajuda de custo.

Recesso

Quando parlamentares pedem licença às vésperas do recesso, entre dezembro e fevereiro, os suplentes assumem o mandato em época em que a atividade no Congresso é praticamente inexistente, mas ganham o direito à ajuda de custo no início e no fim do mandato.

No final do ano passado, três senadores pediram licença para tratar de interesses pessoais ou cuidar da saúde: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), em novembro, e Edison Lobão (PMDB-MA), em dezembro. Os pedidos precisam ser aprovados pelo plenário da Casa.

Há 89 anos nascia o pastor protestante e ativista político norte-americano Martin Luther King Jr.

Coreias iniciam reunião de trabalho sobre Jogos de PyeongChang

As duas Coreias iniciaram nesta segunda-feira (15) um encontro de trabalho sobre o envio de artistas norte-coreanos aos Jogos de Inverno de PyeongChang, após os acordos fechados na semana passada em uma reunião histórica, confirmou o Ministério de Unificação do Sul.

O encontro começou por volta das 10h11 (horário local sul-coreano, 23h11 de domingo em Brasília) em Tongilgak (Pavilhão da Unificação), na faixa norte da fronteira militarizada entre os dois países, que tecnicamente se mantêm em guerra há 65 anos.

A reunião ocorre após o histórico encontro da semana passada, na qual foi acertada a participação norte-coreana nos jogos, que começam em fevereiro no condado sul-coreano de PyeongChang. As duas partes optaram por convocar reuniões militares para aliviar a tensão na península.

(Agência Brasil)

Erick Vasconcelos assume Setfor; Alexandre Pereira viaja para mestrado

O secretário-adjunto do Turismo de Fortaleza, Erick Vasconcelos, estará à frente da Setfor, nas próximas semanas, diante da viagem do secretário Alexandre Pereira para Lisboa, em Portugal, que aproveita as férias para dar prosseguimento ao curso de mestrado.

Erick segue tocando os projetos, com prioridade nas ações de requalificação da Praia de Iracema, junto às atribuições do Conselho da Praia de Iracema, quando preside e com o Instituto Iracema.

Erick, com uma experiência de 30 anos atuando no turismo, não terá dificuldades de cumprir mais essa missão do turismo em Fortaleza, confiada pelo prefeito Roberto Cláudio.

(Foto: Arquivo)

Camilo visita obras do VLT em sua primeira agenda de 2018

Em sua primeira agenda de 2018, o governador Camilo Santana visitou neste domingo (14) as obras do VLT, nas proximidades do viaduto da avenida Borges de Melo. O governador esteve nos trilhos do Lagamar e também no Pio XII.

Camilo chegou este fim de semana ao Ceará, após um início de ano em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde visitou o irmão Tiago.

(Fotos: Divulgação)

Camilo retorna dos EUA e volta ao Palácio da Abolição nesta segunda-feira

O governador Camilo Santana retornou neste fim de semana ao Brasil, após visita ao irmão Tiago, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

No aeroporto em São Paulo, Camilo encontrou o ex-prefeito de Sobral, advogado e professor Veveu Arruda, que seguiu para Nova Iorque.

(Foto: Facebook)

Decisões da Anvisa, STF e Congresso podem mudar regulamentação do fumo no país

A forma de exposição e comercialização de cigarros e outros produtos derivados do tabaco poderá ser regulamentada este ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A questão já passou por consulta pública e será analisada na primeira reunião da diretoria colegiada da agência, marcada para a terça-feira (16), em Brasília.

Entidades que defendem as políticas de controle do tabagismo argumentam que a exposição nos locais de venda é usada pela indústria como propaganda, proibida atualmente no Brasil pela Lei Antifumo. A tendência é que haja restrição na forma como os comerciantes deixam os maços ou carteiras de cigarro e outros produtos fumígenos expostos em vitrines ou locais que atraiam os consumidores.

A discussão sobre outras medidas de controle do uso do tabaco também deve se destacar na agenda do Judiciário e do Legislativo em 2018. Logo após o recesso, em fevereiro, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar a proibição dos aditivos de cigarro. O assunto foi colocado em pauta no ano passado pelo menos nove vezes, mas o julgamento foi adiado para o dia 1° de fevereiro.

“O Brasil foi um dos primeiros países que promulgaram uma legislação proibindo os aditivos no cigarro. A gente sabe que esses aditivos, como baunilha, chocolate, menta, são colocados nos produtos pra atrair crianças e adolescentes para iniciação [do fumo]. É um assunto bem importante pra saúde pública”, destacou a consultora no Brasil da União Internacional contra a Tuberculose e Doenças Pulmonares (The Union), Cristiane Vianna.

Dois em cada dez estudantes do ensino fundamental já experimentaram cigarro, segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), de 2015. Um quarto dos estudantes compra o cigarro em loja ou botequim e quase 40% dos jovens compram escondido ou pedem para alguém comprar. Mais da metade dos estudantes que participaram da pesquisa já presenciou pessoas que faziam uso do cigarro e quase 30% deles tem pais ou responsáveis fumantes.

A OMS considera o tabagismo uma doença crônica e um fator de risco para diversas enfermidades. Segundo a organização, a dependência à nicotina é responsável por cerca de 5 milhões de mortes em todo o mundo.

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 156 mil pessoas morrem por ano por causas relacionadas ao tabaco, o que equivale a 428 mortes por dia. A maioria das mortes ocorre por problemas cardíacos, pulmonares, cânceres, tabagismo passivo, pneumonia e acidente vascular cerebral (AVC).

(Agência Brasil)

O Brasil precisa discutir seus reais problemas

Em artigo na revista Carta Capital, o ex-governador do Ceará e ex-ministro Cid Gomes sugere um projeto nacional de desenvolvimento que una quem produz com quem trabalha para devolver ao povo a esperança de um Brasil melhor. Confira:

O Brasil passa por um dos momentos mais graves de sua curta história democrática. Os ataques aos direitos dos trabalhadores e aposentados, a venda de nossas riquezas a preço de banana para empresas estrangeiras e o criminoso despejo de recursos no poço sem fundo da dívida criam um cenário que, se não bem estudado e tratado com vigor, pode comprometer de forma violenta o futuro do nosso País.

Em 2018, além da luta pela retomada da democracia, com a garantia de eleições livres, precisamos celebrar um pacto por um projeto nacional de desenvolvimento que una quem produz com quem trabalha para devolver ao povo a esperança de um Brasil melhor.

Em março de 2015, subi na tribuna da Câmara Federal para denunciar que a corrupção e o achaque mandavam no poder central em Brasília e que um golpe era tramado contra a democracia e o povo brasileiro. Ali, eu apontava não para a cara de um deputado, mas para o símbolo do que corroía as instituições e a esperança de todas e todos por um futuro melhor.

Infelizmente, naquele momento, o governo brasileiro, eleito pela maioria do povo, sucumbiu à chantagem e viu meses depois sua derrocada por meio de um golpe que levou 14 milhões de brasileiros ao desemprego e à aprovação de medidas absolutamente hostis aos mais frágeis da nossa sociedade.

Para agravar ainda mais a sensação de que bandidos subiram a rampa do Planalto, o elo entre o vice-presidente conspirador e a parte do Congresso corrompida, o ex-deputado Eduardo Cunha, o mesmo que enfrentei em 2015, foi preso pela Polícia Federal.

Nesse cenário, é preciso alertar, mais do que nunca, ao nosso povo, que este ajuntamento de corruptos se prepara para as eleições de 2018. Eles não vão querer largar o osso e usarão das piores táticas para fraudar ou impedir um pleito justo. Cabe, portanto, a todos ficar atentos e lutar para que o direto ao voto seja preservado.

Para isso é preciso informar e discutir com a população seus reais problemas. Ciro Gomes, que, mais do que meu irmão mais velho, é minha inspiração para a vida pública, tem rodado o Brasil com palestras e debates em centenas de universidades desvelando o que está por trás deste grave momento.

O rentismo, exposto na sua forma mais cruel, traga recursos preciosos de áreas prioritárias como saúde, educação, segurança e desenvolvimento para jogar no poço sem fundo da dívida, que beneficia a pouquíssimas famílias.

Essa distorção agrava um problema que nos parecia estar vencido: o da desigualdade. Hoje apenas seis indivíduos concentram fortuna igual àquela de 100 milhões de brasileiros, ou quase metade da nossa população. Não existe cenário semelhante em nenhum outro país do planeta.

Para além disso, forçam goela abaixo do nosso povo uma reforma trabalhista que retira direitos e explora ainda mais nossos trabalhadores e trabalhadoras. Uma reforma da Previdência que protege as regalias dos mais poderosos e amplia o tempo de contribuição de forma criminosa aos mais vulneráveis. E a venda não acordada com o povo brasileiro das nossas reservas de petróleo do pré-sal, que também configura um crime que afetará diretamente nossos filhos e netos.

Mais do que denunciar todos os crimes cometidos pelo governo central brasileiro, é hora de debater o futuro do Brasil. Ciro tem apresentado um projeto nacional de desenvolvimento que pretende mostrar ao povo brasileiro que existe saída para a crise econômica que nos afeta há tanto tempo. Cada palavra de “projeto nacional de desenvolvimento” tem um significado muito forte.

“Projeto” é um conjunto de metas para as quais devemos estabelecer prazos, métodos, avaliação e controle. Pressupõe recuperar a capacidade de planejamento do País. O Estado deve coordenar tal projeto e, para tanto, precisa de capacidade de planejamento e da capacidade de unir trabalhadores, empresários da produção e academia.

Por “nacional” entende-se que não há um modelo universal a ser seguido, pois as condições de empreender são dramaticamente nacionais e não globais. O projeto de desenvolvimento deve ser adaptado à nossa realidade, destacando crédito, incentivos e parceria entre um Estado empoderado e uma iniciativa privada forte.

No que diz respeito ao “desenvolvimento”, devemos trabalhar pelo aumento da riqueza produzida, das capacidades e habilidades do povo, além de suas condições de vida e felicidade. Para isso é preciso romper com os mecanismos de dependência, exercitar justiça social, garantir boa distribuição de renda e prover serviços públicos de qualidade.

Para a crise imediata, Ciro Gomes destaca três linhas de ação: 1. Consolidar o passivo privado, resolvendo rapidamente o problema do endividamento das empresas brasileiras, sob pena, entre outras coisas, de aumentar o desemprego. 2. Sanear as finanças públicas e voltar a investir nas áreas mais importantes, como, por exemplo, infraestrutura e moradia. 3. Diminuir o desequilíbrio externo, buscando fortalecer a indústria brasileira em uma clara política de substituição de importados que contam com patente vencida e pelos quais o Estado brasileiro já gasta anualmente o suficiente para fomentar empresas nacionais com compra governamental.
Como exemplo, quatro grandes complexos industriais: petróleo e gás e bioenergia, complexo industrial da saúde, complexo industrial do agronegócio e complexo da defesa.

Para além da área econômica e de desenvolvimento, Ciro tem se aprofundado em questões sensíveis, como segurança, saúde e educação. No primeiro tópico, não serão frases de efeito que resolverão o problema. É preciso reunir a inteligência brasileira, comparar com experiências internacionais e rever nossas práticas para devolver ao povo brasileiro a sensação de segurança e para que possamos voltar a ocupar as ruas sem medo.

Na saúde, é preciso incrementar o investimento em todos os níveis e estimular cada vez mais a interface na rede pública. Na educação, o Ceará tem servido de exemplo para todo o Brasil. Hoje, 77 das 100 melhores escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) são cearenses. A cidade com o melhor índice do Brasil é Sobral, no sertão cearense. Toda essa conquista começou ainda no início da década de 1990, quando Ciro Gomes foi governador do estado.

Tudo isso só será possível com um governo legitimamente eleito e empoderado pelo povo. Todas as propostas devem ser apresentadas de forma comedida e transparente nas eleições para não iludir nem enganar os eleitores.

A tarefa de garantir uma eleição na qual os problemas verdadeiramente urgentes da nação brasileira sejam discutidos também deve ser ponto de atenção comovida de todos nós. Os setores conservadores tentarão anular o debate necessário e jogarão com questões moralistas. Portanto, é fundamental projeto, debate, atenção e luta.

Desembargadores do TRF-4 receberam ameaças por causa do julgamento de Lula

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, recebe nesta segunda-feira (14), a partir das 10 horas (horário de Brasília), o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Thompson Flores.

Ele deverá relatar que a Corte tem recebido ameças, por causa do julgamento dos recursos de Lula, que ocorrerá na quarta-feira (24), em Porto Alegre, após o ex-presidente ser condenado pelo juiz Sergio Moro a uma pena de 9 anos e seis meses de prisão, no processo do tríplex do Guarujá.

(Com Agências)

Papa pede integração de imigrantes, apesar de temor “legítimo”

O papa Francisco classificou neste domingo (14) como pecado que imigrantes e moradores dos países que os recebem se recusem a conhecer-se e integrar-se por um medo que, ainda que “legítimo”, não deve alimentar o ódio e a rejeição.

“Não é fácil entrar na cultura que nos é alheia, pôr-nos no lugar de pessoas tão diferentes de nós, compreender seus pensamentos e suas experiências”, declarou o pontífice em uma missa com refugiados realizada durante a Jornada Mundial dos Imigrantes.

Francisco disse que, perante esta dificuldade, “frequentemente renunciamos ao encontro com o outro e levantamos barreiras para defender-nos”. “As comunidades locais, às vezes, temem que os recém-chegados perturbem a ordem estabelecida, ‘roubem’ algo que se construiu com tanto esforço. Mesmo os recém-chegados têm medos: temem a confrontação, o julgamento, a discriminação, o fracasso”, destacou.

O papa reconheceu que estes medos são “legítimos” por estarem baseados em “dúvidas que são totalmente compreensíveis do ponto de vista humano”. No entanto, sustentou que duvidar “não é um pecado”, mas sim permitir que “estes medos determinem nossas respostas, condicionem nossas escolhas, comprometam o respeito e a generosidade, alimentem o ódio e a rejeição”. “O pecado é renunciar ao encontro com o outro, com aquele que é diferente, com o próximo”, completou.

Na opinião do papa, o “verdadeiro encontro com o outro não se limita à acolhida”, mas envolve as três ações que já destacou em agosto na sua mensagem prévia à jornada de hoje: “proteger, promover e integrar”.

(Agência Brasil)