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MP deve ampliar crédito para financiamento do agronegócio

Saiu publicada hoje (2), no Diário Oficial da União (DOU), a medida provisória que deve ampliar em R$ 5 bilhões os créditos de financiamento para o agronegócio no Brasil. Segundo o Ministério da Agricultura, além de dar condições para a redução de juros, por meio da ampliação e da melhoria das garantias para operações de crédito rural, a MP 897/19 vai expandir financiamentos e aumentar a competição no crédito rural.

Com a MP, o governo quer que outros agentes financeiros, além dos bancos, também possam financiar a produção. Ao instituir o Fundo de Aval Fraterno (FAF), a MP pretende dar aos produtores “garantias solidárias” para a renegociação de dívidas e para a construção de estruturas para a armazenagem de cereais.

“Para operacionalização do FAF, os produtores devem formar associações. O aval coletivo será dado pelos produtores associados, por integrantes da cadeia produtiva, como fornecedores de insumos e beneficiadores de produtos agropecuários, e pelas instituições financeiras”, informou o ministério.

“Isso é um banho de financiamento”, disse o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, ontem (1º), durante a cerimônia que apresentou a MP, no Palácio do Planalto.

O fundo poderá ser criado com a participação de dois a dez produtores. Cada produtor pode entrar com até 4% do financiamento total solicitado. Também podem participar credores e até instituições financeiras. A ideia é que o fundo sirva de garantia subsidiária para o pagamento de dívida, ou seja, depois que as garantias reais ou pessoais do devedor sejam acionadas.

“Se participamos do mesmo FAF e você deixa de pagar, o fundo comum fica comprometido. A ideia é que é mais difícil você ficar inadimplente com o seu vizinho do que com o banco”, explicou o subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, Rogério Boueri, na cerimônia no Planalto. “Temos a convicção de que os bancos vão olhar esses produtores com outros olhos”, acrescentou.

A MP trata também do patrimônio de afetação de propriedades rurais; da Cédula Imobiliária Rural (CIR); de títulos de crédito do agronegócio; e de subvenção econômica para empresas cerealistas em operações de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, equaliza taxas de juros para instituições financeiras privadas.

Garantia

A MP permitirá ao produtor rural desmembrar sua propriedade como forma de dar, como garantia para as operações de crédito, apenas um pedaço de sua propriedade. De acordo com o Ministério da Economia, até então o produtor precisaria oferecer o imóvel todo como garantia, o que, em muitos casos, tem valor maior do que o financiado.

A partir do desdobramento do patrimônio de afetação, a MP institui a chamada Cédula Imobiliária Rural, que será emitida por proprietários de imóveis rurais e que poderá ser negociada no mercado de títulos e valores mobiliários. A CIR será registrada em entidade autorizada pelo Banco Central.

Segundo o subsecretário Rogério Boueri, tais medidas criarão condições para reduzir a taxa de juros “por meio da ampliação das garantias oferecidas em operações de crédito rural”.

Crédito

A MP também permite a utilização de diversos títulos agrícolas para expandir o financiamento do agronegócio. A ideia é buscar o dinheiro no mercado de capitais, usando, entre outros títulos, a Cédula de Produto Rural (CPR).

Outro ponto é a subvenção econômica (uma forma de ajuda) para que empresas que produzem cereais possam financiar obras, adquirir máquinas e equipamentos necessários à construção de armazéns e a expandir a capacidade de armazenagem de grãos.

(Agência Brasil)

Maranguape é sede do III Seminário da Cadeia Produtiva da Acerola

O IFCE de Maranguape está sendo sede, nesta sexta-feira, do III Seminário da Cadeia Produtiva de Acerola. A realização é da Cooperativa dos Agricultores Familiares do Ceará (Cooperfam), com sede em Columijuba, em Maranguape (Região Metropolitana de Fortaleza).

O encontro conta com a participação de pesquisadores, técnicos e do deputado estadual Acrísio Sena (PT).

Em Maranguape, a acerola já é plantada em cerca de mil hectares, resultando numa produção anual de 45 toneladas da fruta que atende também ao mercado externo.

(Foto – Arquivo)

Ex-aliado de FHC dá palestra para produtores rurais cearenses

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ATUALIZAÇÃO – 11h25min

Francisco Graziano, agrônomo, jornalista, ex-parlamentar, ex-presidente do Incra e ex-chefe de gabinete do Governo FHC, está em Fortaleza.

Ele atende a um convite de um grupo produtores rurais cearenses para falar, a partir da 12 horas desta sexta-feira, no Viriato Buffet (Parque Manibura), sobre o cenário do agronegócio do País.

O encontro é restrito e para 250 convidados simpáticos ou não ao governo Jair Bolsonaro.

(Foto  – Twitter)

Roberto Pessoa emplaca novo superintendente do Ministério da Agricultura do Ceará

Saiu a nomeação de Francisco Milton Holanda Neto para o cargo de superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Ceará. Formado em Ciências Agrárias pela UFPB, é uma das liderança políticas na região da Ibiapaba.

O ato de nomeação foi divulgado no Diário Oficial da União dessa segunda-feira.

Essa nomeação teve o aval do deputado federal tucano Roberto Pessoa.

Francisco Milton Holanda entra no lugar de Maria Luíza Rufino, que estava à frente da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado ainda por indicação do ex-senador Mauro Benevides.

Ministério da Agricultura promove audiências públicas sobre questões fundiárias

A Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realiza hoje (9), em Altamira, no Pará, uma audiência pública para tratar das questões agrárias, fundiárias e ambientais da região. O evento será no Centro de Convenções e Curso de Altamira.

O objetivo do órgão é solucionar os conflitos, dar segurança jurídica, e melhorar as políticas públicas para que sejam atendidas as necessidades de todas as comunidades, como indígenas, quilombolas, agricultores familiares e do agronegócio.

Durante a audiência, os especialistas do Mapa ouvirão a sociedade, representantes de entidades e instituições, bem como órgãos federais acerca dos problemas e das possíveis soluções. Foram convidados representantes da Fundação Nacional do Índio, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ao todo, serão percorridos os 26 estados e o Distrito Federal, com prioridade para aqueles que compõem a área de abrangência da Amazônia Legal. A primeira audiência aconteceu em Miracatu, no Vale do Ribeira, em São Paulo, no dia 27 de agosto. Ainda em setembro, no dia 13, será a vez de Cuiabá (MT); dia 16, Porto Velho (RO); dia 23, Macapá (AP); e no dia 27, de Boa Vista (RR). Os outros estados da Amazônia, Amazonas, Acre e Maranhão, serão os próximos a receber o evento.

De acordo com o Mapa, a decisão pela realização dessas audiências atende a um pedido do presidente Jair Bolsonaro, que determinou aos ministérios a conduta de uma gestão participativa, com o lema “Mais Brasil, menos Brasília”.

(Agência Brasil)

Projeto quer obrigar produtor a divulgar quantidade de agrotóxicos nas embalagens dos alimentos

O deputado federal Célio Studart (PV) deu entrada num projeto de lei na Câmara que quer obrigar os produtores a divulgarem na embalagem de alimentos a especificação e quantidade de agrotóxicos utilizados durante o processo de produção. Ele quer também que essas informações sejam expostas separadamente da tabela nutricional.

No caso dos produtos comercializados a granel, pelo projeto, as especificações devem estar ao lado da tabela de preços. A embalagem deverá ter, ainda, número de telefone ou e-mail para possibilitar o contato do consumidor final com a empresa.

Célio Studart afirma que seu projeto chega em consequência do alto número de liberações, em um curto período de tempo, de ahgrotóxicos no País, o que afetou a imagem, o comércio e a credibilidade do Brasil no Exterior.

No caso de descumprimento, o projeto de lei prevê multa diária contra a marca ou indústria responsável no valor de R$ 5 mil até o recolhimento e regularização dos produtos. O projeto aguarda despacho para as Comissões da Câmara dos Deputados.

(Foto – O POVO)

Conab promove em Fortaleza evento sobre apoio à agricultura familiar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promoveu nessa sexta-feira (23), no auditório do Banco Central, em Fortaleza, o II Encontro Estadual dos Propulsores do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O evento teve como objetivo reunir os agentes envolvidos na operacionalização do programa (fornecedores, entidades sociais e beneficiários), para disseminar informações que fortaleçam a ação no Estado.

O PAA tem como finalidade ajudar os agricultores familiares a enfrentar o maior desafio neste setor que é vender a produção a preços remuneradores e compatíveis com o mercado, de forma descomplicada e sem intermediários.

Os produtos adquiridos pela Conab são destinados a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, à constituição de estoques públicos de alimentos e ao atendimento de outras demandas definidas pelo grupo gestor do programa.

(Foto – Arquivo)

Transposição do São Francisco ganha novo prazo

O início das operações da primeira fase do projeto da transposição das águas do Rio São Francisco ganhou nova data: 31 de dezembro de 2019.

A informação foi dada nesta terça-feira, no Hotel Recanto Wirapuru, em Fortaleza, pelo superintendente-adjunto da Superintendência de Regulação da Agência Nacional de Águas (ANA), Patrick Thomas, durante o segundo dia de programação do III Seminário Água Innovation.

Esta é a quinta prorrogação consecutiva do início da operação.

Segundo Patrick, o custo com a energia elétrica é a principal dor de cabeça do projeto, observando que quem vai pagar a conta da operação e manutenção da transposição do São Francisco são os Estados beneficiados.

O III Seminário Água Innovation contou com as participações de Carlos Matos, da organização, e do deputado estadual Guilherme Landim (PDT), além de técnicos, pesquisadores e interesses na política de recursos hídricos do Ceará e Nordeste.

(Foto – Divulgação)

Esvaziamento financeiro do Dnocs será debatido na Assembleia Legislativa

A Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa vai promover, a partir das 14h30min desta segunda-feira, uma audiência pública para discutir a revitalização e reestruturação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O encontro atende a um requerimento da deputada Fernanda Pessoa (PSDB).

A parlamentar avalia que o Dnocs tem sofrido um processo de descontinuidade de suas atividades ao longo dos anos, em virtude da diminuição do aporte de recursos orçamentários.

“A audiência será de suma importância, pois o Dnocs necessita de apoio dos políticos, bem como continuar sua trajetória de executar ações de convivência com a seca e o desenvolvimento da nossa região”, explica Fernanda Pessoa.

Entre os convidados para a audiência pública estão os deputados federais Roberto Pessoa (PSDB)  e Heitor Freire (PSL-CE), o diretor geral do Dnocs, Angelo Guerra, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, além de representantes da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Agência do Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Associação dos Servidores do Dnocs (Assecas) e Associação dos Servidores do Dnocs no Estado do Ceará (Asdec).

Declaração do Imposto Rural começa nesta segunda-feira

Os proprietários de imóveis rurais podem entregar a partir desta segunda-feira (12), a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. A Receita Federal vai disponibilizar o programa da declaração no site, a partir das oito horas da manhã. O prazo para entregar o documento vai até o dia 30 de setembro.

Todos os proprietários de imóveis têm a obrigação de enviar a declaração, até aqueles que perderam a posse da propriedade este ano. O valor do imposto devido poderá ser pago em até quatro parcelas iguais, se a parcela não for inferior a R$ 50. Se o total do imposto sobre propriedade territorial rural for menor que R$ 100, o dono do imóvel terá que pagar o valor à vista.

Aqueles que perderem o prazo de entrega da declaração que vai de 12 de agosto até 30 de setembro, terão que pagar multa de 1% calculado em cima de cada mês ou fração do atraso.

Este ano, a Receita espera receber mais de 5,7 milhões de declaração. Em 2018 foram entregues mais de 5,6 milhões declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.

(Agência Brasil)

Ministra diz que liberação de agrotóxicos não traz riscos

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse hoje (5) que a liberação de agrotóxicos não coloca em risco a saúde dos consumidores nem o meio ambiente. Segundo ela, a liberação de registro para que novos produtos sejam usados no país foi acelerada, mas as exigências continuam as mesmas.

“Não mudou nada, o que mudou, somente, foi a celeridade. Foi colocado mais gente no Ministério da Agricultura, pesquisadores da Embrapa que vieram ajudar essa fila [de pedidos de registro]. Foi colocado mais gente no Ministério de Meio Ambiente, também a fila anda. E a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] resolveu pegar esse assunto em que o Brasil está muito atrasado em relação a outros países”, disse após participar da abertura do Congresso Brasileiro do Agronegócio.

Os pesticidas e herbicidas usados no Brasil também são, de acordo com Tereza Cristina, usados em outras partes do mundo. “Quase todos os países do mundo já usam esses produtos. E quando não usam é porque não precisam”, disse sobre a segurança dos produtos.

Para a ministra, há uma má compreensão sobre o assunto. “É inadmissível que o agronegócio brasileiro tenha tido nessa última semana um bombardeio pela mídia nacional, querendo colocar desinformação aos brasileiros, falando sobre o alimento inseguro, o que não é verdade”, acrescentou.

Na quarta-feira passada (31), foi publicado no Diário Oficial da União o marco regulatório para agrotóxicos. Detalhado por meio de três resoluções e uma instrução normativa, o marco atualiza e dá maior clareza aos critérios adotados para avaliação e classificação toxicológica desse tipo de produto. Estão previstas alterações nos rótulos e nas bulas dos agrotóxicos, definindo regras para a disposição de informações, palavras e imagens de alerta.

Como forma de combater as críticas, a ministra defendeu um reforço nas ações de comunicação direta e mediação com jornalistas sobre os temas relativos ao agronegócio brasileiro. “Nós precisamos ganhar a guerra da comunicação”, enfatizou.

Desmatamento

Tereza Cristina acredita que o tema do desmatamento também precise de ações focadas na comunicação. “Nós apanhamos da mídia internacional direto”, reclamou sobre as reportagens publicadas sobre o desmatamento no país. “Ninguém é mais sustentável do que o Brasil”, rebateu ao afirmar que, via de regra, os produtores rurais mantêm grande parte dos imóveis preservando a vegetação nativa.

Nesse sentido, a ministra defendeu mais cuidado na divulgação do monitoramento do desmatamento na Amazônia feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A partir da análise das informações do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) foi apontado um aumento de 88% na derrubada da floresta em junho deste ano em comparação com o mesmo mês de 2018, com a perda de 920,4 quilômetros quadrados de mata.

“O Inpe é um instituto importante. Agora, ele colocou, primeiramente, os dados que são de alerta, em que você não tem a área desmatada. Esse dado precisaria ser melhor trabalhado para ser colocado à disposição de todos”, disse Teresa Cristina. “Nós precisamos trabalhar melhor essas informações para colocar para a população e para o mundo, para que não gere toda essa celeuma. E às vezes é uma coisa muito pequena”, acrescentou.

Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rebateu a informação sobre desmatamento afirmando que pelo menos 31% do total do desmatamento apurado em junho ocorreram em anos anteriores, principalmente em 2017 e 2018, mas só foram computados depois. Para chegar a essa conclusão, segundo ele, foram analisadas imagens de 56% das áreas desflorestadas em junho indicadas pelo Deter.

Também na semana passada, o diretor do Inpe, Ricardo Galvão, foi exonerado depois de entrar em polêmica com o presidente Jair Bolsonaro sobre os dados do desmatamento.

(Agência Brasil)

Plano Safra 2019/2020 – BNB vai esmiuçar detalhes durante reunião do Agropacto

O superintendente regional do Banco do Nordeste, Rodrigo Bourbon Nava de Oliveira, será o palestrante da próxima reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense (Agropacto), uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faec).

Bourbon falará no próximo dia 6 de agosto, na sede do Sistema FAEC/SENAR, a partir das 7hs30min, sobre o Plano Safra 2019/2020, restringindo sua abordagem na atuação do BNB no Ceará e na região nordestina.

Ele atende a um convite do presidente da Faec, Flávio Saboya.

(Foto – Divulgação)

Agrotóxicos – Marco Regulatório é publicado no Diário Oficial da União

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (31) o marco regulatório para Agrotóxicos. Detalhado por meio de três resoluções e uma instrução normativa, o marco atualiza e dá maior clareza aos critérios adotados para avaliação e classificação toxicológica desse tipo de produto.

O novo marco prevê alterações nos rótulos e nas bulas dos agrotóxicos, definindo regras para a disposição de informações, palavras e imagens de alerta, de forma a facilitar a identificação de riscos para a saúde humana.

As empresas terão um ano para se adaptarem às novas regras, prazo contado a partir de hoje, com sua publicação no DOU. Em relação aos produtos que já estão em circulação, a reclassificação será feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que publicou edital requerendo informações sobre os produtos.

De acordo a Anvisa, já foram enviados dados para reclassificação de aproximadamente 1.950 agrotóxicos registrados no Brasil, quase 85% do volume total (2.300) em circulação.

O marco regulatório dos agrotóxicos foi criado em harmonia com regras internacionais seguidas pelos países da União Europeia e da Ásia, o que, segundo a agência, fortalece as condições de comercialização de produtos nacionais no exterior, além de garantir mais clareza de informações.

A classificação da toxidade dos produtos prevista no marco poderá ser determinada a partir dos componentes presentes nos produtos, impurezas ou na comparação com produtos similares. Para cada categoria, haverá a indicação de danos possível em caso de contato com a boca (oral), pele (dérmico) e nariz (inalatória).

Produtos “Extremamente Tóxicos” e “Altamente Tóxicos” – categorias 1 e 2, respectivamente – terão uma faixa de advertência vermelha. Produtos “Moderadamente Tóxicos” (categoria 3) terão uma faixa de advertência amarela. Já os produtos “Pouco Tóxico” e “Improvável de Causar Dano Agudo” – categorias 4 e 5 – terão uma faixa azul.

Nos processos de registro e monitoramento de agrotóxicos, cabe à Anvisa avaliar questões relacionadas à saúde humana. Ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis cabe responsabilidades relacionadas às questões ambientais. Já as questões agronômicas e o registro de uso agrícola ficam a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

(Agência Brasil)

Agricultura familiar obtém R$ 90 milhões no BNB

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (13):

Agricultores familiares cearenses conseguiram, neste ano, cerca de R$ 100 milhões, através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) do Banco do Nordeste. Isso, porque obtiveram título de propriedade rural do Programa de Regularização, do Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace), em parceria com a União. Foram 7.272 agricultores de várias regiões que fizeram empréstimos no valor de R$ 90,9 milhões.

Segundo o BNB, o valor financiado depende da análise da capacidade de pagamento, histórico de crédito e garantias de cada agricultor. Mas há procura e os financiamentos do Pronaf podem alcançar até R$ 330 mil.

O melhor: prazo de pagamento pode chegar até 20 anos, com até oito anos de carência. O crédito é para diversas atividades, com predominância da bovinocultura de corte e leiteira.

Safra do Ceará registra o de sempre: milho e feijão

O milho e o feijão são os destaques da safra deste ano no Ceará, que registrou inverno irregular em algumas de suas regiões, como Cariri, por exemplo.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura do Estado, Flávio Saboya, a produção, no caso, foi a de sempre.

“Aqui reina semiárido, onde a atividade principal é a pecuária”, diz.

(Foto – Divulgação)

BNDES disponibiliza R$ 23 bilhões para Plano safra 2019/2020

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza, a partir de hoje (10), R$ 23 bilhões para o Plano Safra 2019/2020, sendo R$ 19,6 bilhões para agricultura empresarial e R$ 3,3 bilhões para agricultura familiar.

O total supera em R$ 700 milhões o valor destinado ao setor pelo banco no ano passado, e objetiva o financiamento de investimentos e custeio da produção agropecuária brasileira.

Todas as principais linhas de fomento à agropecuária empresarial tiveram o orçamento ampliado.

Os juros variam entre 0,5% e 4,6% ao ano para a agricultura familiar, e entre 5,25% a 10,5% para a agricultura empresarial.

O BNDES vai operar em parceria com mais de 30 instituições financeiras. Segundo o banco, essa rede facilita o desenvolvimento de uma política pública de apoio ao setor agropecuário, na medida em que descentraliza o acesso aos recursos dos Programas Agropecuários do Governo Federal – Pagf.

Para a linha Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), voltada para aquisição de máquinasAgronegoci e equipamentos agrícolas, foram destinados R$ 7,5 bilhões; para o Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Agropecuária), que envolve cooperativas agropecuárias, os recursos somam em torno de R$ 1 bilhão; o Programa ABC, destinado às práticas agrícolas para redução das emissões de gases contará com R$ 746 milhões; e o Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), que abrange iniciativas inovadoras em agropecuária, terá R$ 750 milhões.

Plano Safra 2018/2019

Mais de R$ 13 bilhões foram aprovados pelo BNDES no Plano Safra 2018/2019, encerrado no último dia 30 de junho, atingindo 35 mil operações.

Para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o banco aprovou em torno de R$ 3,2 bilhões em mais de 70 mil operações.

A assessoria de imprensa do BNDES observou que graças ao processo de modernização digital iniciado em 2017, 70% das operações de financiamento a produtores rurais já são aprovados em tempo real.

O banco estima que, até o fim do atual ano agrícola, a grande maioria das operações já será digitalizada, o que garantirá maior segurança e agilidade para a concessão dos empréstimos.

(Agência Brasil)

“O Brasil virou depósito de agrotóxicos proibidos no Exterior”, alerta Acrísio Sena

“O Brasil virou depósito de agrotóxicos proibidos no exterior”, alertou, nesta terça-feira, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, o deputado Acrísio Sena (PT). Ele se referiu à liberação de agrotóxicos definida pelo governo Bolsonaro.

“O ritmo atual é o maior já documentado pelo Ministério da Agricultura. Segundo o Greenpeace, até junho deste ano, já foram liberados 239 novos produtos, 43% altamente tóxica. 31% são proibidos na União Europeia. O Brasil virou depósito de agrotóxicos que são proibidos lá fora”, reforçou o parlamentar.

Acrísio informou que vai puxar uma audiência pública sobre o tema, com o objetivo de alertar para substâncias perigosas, como o glifosato, alvo de processos nos EUA. Também, o inseticida clorpirifós, banido nos EUA, que pode causar malformação no cérebro dos bebês.

“Louve-se o governador Camilo Santana, que sancionou, em janeiro, a lei Zé Maria do Tomé, do deputado Renato Roseno, que proíbe a pulverização aérea no Ceará”, destacou Acrísio Sena.

(Foto – ALCE)

IBGE eleva estimativa da safra de grãos 2019

A estimativa para a safra de grãos de 2019 foi elevada em maio, divulgou hoje (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção é que serão colhidas 234,7 milhões de toneladas, 3,2 milhões a mais do que havia sido estimado em abril.

Em termos percentuais, o montante de cereais, leguminosas e oleaginosas previsto agora é 1,4% maior do que o foi projetado em abril e deve superar a safra de 2018 em 3,6%.

O IBGE também divulgou que espera um crescimento de 2,7% na área colhida em 2019, que deve somar 62,6 milhões de hectares. A área prevista divulgada hoje supera a previsão de abril em 0,5%.

O arroz, o milho e a soja correspondem a 92,4% de toda a safra nacional e ocupam 87,4% da área colhida. Enquanto as áreas do milho (+6,3%) e da (+2,1%) soja devem crescer em relação a 2018, a do arroz deve ter uma queda de 10,3%. Em relação à produção, o milho deve ter uma alta de 15,7%, contrastando com a queda de 4,5% para a soja e de 11,2% para o arroz.

Mais de um quarto da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil está concentrada no Mato Grosso (27,5%), seguido do Paraná (15,7%) e do Rio Grande do Sul (14,7%). Consequentemente, as regiões Centro-Oeste (45,2%) e Sul (33,2%) detêm quase 80% da produção nacional.

Em relação ao ano passado, apenas o Sudeste deve ter queda na produção, de 3,3%. Norte (+4,3%), Centro-Oeste (+5,1%), Sul (+4,5%) e Nordeste (+0,3%) devem ter uma safra maior em 2019.

Outros grãos

Entre todos os grãos monitorados pelo IBGE, a aveia teve o maior crescimento na estimativa de safra em maio, com 18% a mais do que havia sido projetado em abril. Cevada (11,5%), trigo (10,1%) e sorgo (4%) também se destacam.

O feijão teve a estimativa da terceira safra elevada em 2,1%, enquanto as estimativas da primeira (-2%) e da segunda (-0,4%) foram reduzidas em relação a abril. Também foram revisadas para baixo as safras do café canephora (-1,9%) e do café arábica (-2,6%)

Em relação a 2018, o café deve ter uma produção 12,1% menor, e o feijão, uma queda de 0,7%.

(Agência Brasil)

Universidade cria técnica que identifica uso de agrotóxicos em frutas

Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG) possibilitará, a produtores e autoridades sanitárias, identificar e mensurar o uso de agroquímicos – em especial pesticidas e fungicidas – nas frutas e legumes consumidos no país.

Segundo pesquisadores, a técnica poderá ser usada também para checar se os produtos enviados ao exterior estão em conformidade com a legislação estrangeira no que se refere a agrotóxicos.

O orientador da tese, professor do Instituto de Química da UFG, Boniek Gontijo, explica que a técnica permite, também, evitar “as discrepâncias entre a quantidade sugerida nos rótulos de agrotóxicos e a quantidade suficiente para que o agroquímico exerça sua função. Em geral, eles sugerem uma quantidade maior do que a necessária, com o objetivo de aumentar seus lucros”, justificou o professor.

Desenvolvida em parceria com a Louisiana State University (EUA), a técnica foi usada, inicialmente, para identificar o nível de penetração do fungicida imazalil em maçãs.

“Constatamos que a substância penetra além da casca da fruta, atingindo em pouco tempo suas estruturas internas, o que pode prejudicar a saúde do consumidor, mesmo que a casca seja lavada”, disse o orientador do estudo.

Molécula não é degradada pela luz

“Ao contrário do que é dito nas especificações do fungicida, sua molécula não é degradada pela luz e, com isso, acaba penetrando na fruta”, acrescentou, referindo-se especificamente ao imazalil, utilizado para inibir o desenvolvimento de fungos, postergando o apodrecimento do produto.

Contatada pela Agência Brasil, a Associação Brasileira dos Produtores de Maça (ABPM) informou que este fungicida não é usado nos produtos nacionais.

“O ingrediente ativo Imazalil, apesar de estar registrado para uso em pós-colheita, não é utilizado na cultura da maçã no Brasil. Ademais, segundo relatório da Anvisa, publicado em 2016, de 764 amostras enviadas para análise de resíduos, apenas 0,65% ou 5 amostras detectaram a presença de resíduos de Imazali”, explica o diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque.

Ele acrescenta que, para fazer o levantamento, a Anvisa coleta amostras na gôndolas de supermercados, o que inclui maçãs nacionais e importadas. “Portanto, relacionamos a detecção da substância em 5 amostras à fruta importada”, afirmou. Segundo Moisés Albuquerque, de cada 10 maçãs consumidas no Brasil, 9 foram produzidas em solo brasileiro.

“Usamos, no estudo em parceria com a universidade norte-americana, maças comercializadas naquele país para avaliar como se dá a penetração de pesticidas em frutas. Trata-se de um estudo piloto no sentido de identificarmos maneiras mais fáceis de avaliar a penetração de fungicidas em frutas e legumes”, disse Boniek Gontijo.

“Apesar de o Brasil não fazer uso deste fungicida, a técnica desenvolvida permite desenvolvermos métodos sobre a aplicação de outros pesticidas, fungicidas ou agroquímicos em outros hortifrutis. Inclusive, já estamos trabalhando com tomate em uma abordagem similar”, acrescentou.

(Agência Brasil)

SDA prevê queda na safra do milho deste ano

A Secretaria do Desenvolvimento Agrário já dá como certa a quebra da safra de milho deste ano.

Segundo o titular da pasta, De Assis Diniz, porque durante o mês de março a chuva escasseou. “Justamente no período em que o milho estava bonecando”, lamenta.

De Assis esteve, nas últimas horas, em Brasília, onde manteve contatos com a Agência Nacional de Extensão Rural (Anater)e, também, na Confederação Nacional da Agricultura. Projetos e parcerias em discussão.