Blog do Eliomar

Categorias para Agronegócio

Transposição do São Francisco ganha novo prazo

O início das operações da primeira fase do projeto da transposição das águas do Rio São Francisco ganhou nova data: 31 de dezembro de 2019.

A informação foi dada nesta terça-feira, no Hotel Recanto Wirapuru, em Fortaleza, pelo superintendente-adjunto da Superintendência de Regulação da Agência Nacional de Águas (ANA), Patrick Thomas, durante o segundo dia de programação do III Seminário Água Innovation.

Esta é a quinta prorrogação consecutiva do início da operação.

Segundo Patrick, o custo com a energia elétrica é a principal dor de cabeça do projeto, observando que quem vai pagar a conta da operação e manutenção da transposição do São Francisco são os Estados beneficiados.

O III Seminário Água Innovation contou com as participações de Carlos Matos, da organização, e do deputado estadual Guilherme Landim (PDT), além de técnicos, pesquisadores e interesses na política de recursos hídricos do Ceará e Nordeste.

(Foto – Divulgação)

Governo lança plano de ação para a agropecuária nordestina

A agropecuária nordestina tem a partir de hoje (19) um instrumento importante para o seu desenvolvimento. A Portaria 164, de 16 de agosto, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, estabelece no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o Plano de Ação para o Nordeste (AgroNordeste).

O AgroNordeste vai apoiar a organização das cadeias agropecuárias da região para ampliar e diversificar os canais de comercialização, “atuando com pertinência social, ambiental e econômica e buscando aumentar a eficiência produtiva e o benefício social”.

De acordo com a portaria, o plano trabalhará também na identificação de obstáculos que travam a competitividade de setores da agropecuária nordestina com potencial de crescimento e apoiar a melhoria dos sistemas produtivos, do beneficiamento e do processamento de produtos.

O AgroNordeste trabalhará também no acesso dos produtores a crédito, assistência técnica e tecnologias, objetivando o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado e de estratégias de convivência com a seca.

(Agência Brasil)

Dnocs quer concurso público para 500 servidores

O diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as secas (Dnocs), Ângelo Guerra, está cobrando do governo federal a realização de concurso público na autarquia. Ele afirma que foram muitas as aposentadorias nos últimos anos e que há necessidade hoje de pelo menos 500 novos servidores.

O Dnocs opera nos nove estados do Nordeste e também atua em Minas e no Espírito Santo.

No momento, o órgão sofre contingenciamento de recursos da ordem de 50,53%, mas, de acordo com Ângelo Guerra, não chegando a paralisar obras que o Dnocs está tocando como, por exemplo, o Lago de Fronteiras, em Crateús.

(Foto – Paulo MOska)

Esvaziamento financeiro do Dnocs será debatido na Assembleia Legislativa

A Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa vai promover, a partir das 14h30min desta segunda-feira, uma audiência pública para discutir a revitalização e reestruturação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O encontro atende a um requerimento da deputada Fernanda Pessoa (PSDB).

A parlamentar avalia que o Dnocs tem sofrido um processo de descontinuidade de suas atividades ao longo dos anos, em virtude da diminuição do aporte de recursos orçamentários.

“A audiência será de suma importância, pois o Dnocs necessita de apoio dos políticos, bem como continuar sua trajetória de executar ações de convivência com a seca e o desenvolvimento da nossa região”, explica Fernanda Pessoa.

Entre os convidados para a audiência pública estão os deputados federais Roberto Pessoa (PSDB)  e Heitor Freire (PSL-CE), o diretor geral do Dnocs, Angelo Guerra, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, além de representantes da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Agência do Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Associação dos Servidores do Dnocs (Assecas) e Associação dos Servidores do Dnocs no Estado do Ceará (Asdec).

Ministra diz que liberação de agrotóxicos não traz riscos

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse hoje (5) que a liberação de agrotóxicos não coloca em risco a saúde dos consumidores nem o meio ambiente. Segundo ela, a liberação de registro para que novos produtos sejam usados no país foi acelerada, mas as exigências continuam as mesmas.

“Não mudou nada, o que mudou, somente, foi a celeridade. Foi colocado mais gente no Ministério da Agricultura, pesquisadores da Embrapa que vieram ajudar essa fila [de pedidos de registro]. Foi colocado mais gente no Ministério de Meio Ambiente, também a fila anda. E a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] resolveu pegar esse assunto em que o Brasil está muito atrasado em relação a outros países”, disse após participar da abertura do Congresso Brasileiro do Agronegócio.

Os pesticidas e herbicidas usados no Brasil também são, de acordo com Tereza Cristina, usados em outras partes do mundo. “Quase todos os países do mundo já usam esses produtos. E quando não usam é porque não precisam”, disse sobre a segurança dos produtos.

Para a ministra, há uma má compreensão sobre o assunto. “É inadmissível que o agronegócio brasileiro tenha tido nessa última semana um bombardeio pela mídia nacional, querendo colocar desinformação aos brasileiros, falando sobre o alimento inseguro, o que não é verdade”, acrescentou.

Na quarta-feira passada (31), foi publicado no Diário Oficial da União o marco regulatório para agrotóxicos. Detalhado por meio de três resoluções e uma instrução normativa, o marco atualiza e dá maior clareza aos critérios adotados para avaliação e classificação toxicológica desse tipo de produto. Estão previstas alterações nos rótulos e nas bulas dos agrotóxicos, definindo regras para a disposição de informações, palavras e imagens de alerta.

Como forma de combater as críticas, a ministra defendeu um reforço nas ações de comunicação direta e mediação com jornalistas sobre os temas relativos ao agronegócio brasileiro. “Nós precisamos ganhar a guerra da comunicação”, enfatizou.

Desmatamento

Tereza Cristina acredita que o tema do desmatamento também precise de ações focadas na comunicação. “Nós apanhamos da mídia internacional direto”, reclamou sobre as reportagens publicadas sobre o desmatamento no país. “Ninguém é mais sustentável do que o Brasil”, rebateu ao afirmar que, via de regra, os produtores rurais mantêm grande parte dos imóveis preservando a vegetação nativa.

Nesse sentido, a ministra defendeu mais cuidado na divulgação do monitoramento do desmatamento na Amazônia feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A partir da análise das informações do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) foi apontado um aumento de 88% na derrubada da floresta em junho deste ano em comparação com o mesmo mês de 2018, com a perda de 920,4 quilômetros quadrados de mata.

“O Inpe é um instituto importante. Agora, ele colocou, primeiramente, os dados que são de alerta, em que você não tem a área desmatada. Esse dado precisaria ser melhor trabalhado para ser colocado à disposição de todos”, disse Teresa Cristina. “Nós precisamos trabalhar melhor essas informações para colocar para a população e para o mundo, para que não gere toda essa celeuma. E às vezes é uma coisa muito pequena”, acrescentou.

Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rebateu a informação sobre desmatamento afirmando que pelo menos 31% do total do desmatamento apurado em junho ocorreram em anos anteriores, principalmente em 2017 e 2018, mas só foram computados depois. Para chegar a essa conclusão, segundo ele, foram analisadas imagens de 56% das áreas desflorestadas em junho indicadas pelo Deter.

Também na semana passada, o diretor do Inpe, Ricardo Galvão, foi exonerado depois de entrar em polêmica com o presidente Jair Bolsonaro sobre os dados do desmatamento.

(Agência Brasil)

Plano Safra 2019/2020 – BNB vai esmiuçar detalhes durante reunião do Agropacto

O superintendente regional do Banco do Nordeste, Rodrigo Bourbon Nava de Oliveira, será o palestrante da próxima reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense (Agropacto), uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faec).

Bourbon falará no próximo dia 6 de agosto, na sede do Sistema FAEC/SENAR, a partir das 7hs30min, sobre o Plano Safra 2019/2020, restringindo sua abordagem na atuação do BNB no Ceará e na região nordestina.

Ele atende a um convite do presidente da Faec, Flávio Saboya.

(Foto – Divulgação)

Agrotóxicos – Marco Regulatório é publicado no Diário Oficial da União

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (31) o marco regulatório para Agrotóxicos. Detalhado por meio de três resoluções e uma instrução normativa, o marco atualiza e dá maior clareza aos critérios adotados para avaliação e classificação toxicológica desse tipo de produto.

O novo marco prevê alterações nos rótulos e nas bulas dos agrotóxicos, definindo regras para a disposição de informações, palavras e imagens de alerta, de forma a facilitar a identificação de riscos para a saúde humana.

As empresas terão um ano para se adaptarem às novas regras, prazo contado a partir de hoje, com sua publicação no DOU. Em relação aos produtos que já estão em circulação, a reclassificação será feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que publicou edital requerendo informações sobre os produtos.

De acordo a Anvisa, já foram enviados dados para reclassificação de aproximadamente 1.950 agrotóxicos registrados no Brasil, quase 85% do volume total (2.300) em circulação.

O marco regulatório dos agrotóxicos foi criado em harmonia com regras internacionais seguidas pelos países da União Europeia e da Ásia, o que, segundo a agência, fortalece as condições de comercialização de produtos nacionais no exterior, além de garantir mais clareza de informações.

A classificação da toxidade dos produtos prevista no marco poderá ser determinada a partir dos componentes presentes nos produtos, impurezas ou na comparação com produtos similares. Para cada categoria, haverá a indicação de danos possível em caso de contato com a boca (oral), pele (dérmico) e nariz (inalatória).

Produtos “Extremamente Tóxicos” e “Altamente Tóxicos” – categorias 1 e 2, respectivamente – terão uma faixa de advertência vermelha. Produtos “Moderadamente Tóxicos” (categoria 3) terão uma faixa de advertência amarela. Já os produtos “Pouco Tóxico” e “Improvável de Causar Dano Agudo” – categorias 4 e 5 – terão uma faixa azul.

Nos processos de registro e monitoramento de agrotóxicos, cabe à Anvisa avaliar questões relacionadas à saúde humana. Ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis cabe responsabilidades relacionadas às questões ambientais. Já as questões agronômicas e o registro de uso agrícola ficam a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

(Agência Brasil)

BNB renegocia dívida dos produtores rurais até dezembro deste ano

O superintendente do Agronegócio do Banco do Nordeste, Luís Sérgio Farias, alerta: produtor rural que tem dívidas até dezembro de 2011 pode renegociar, tendo, inclusive, direito a um rebate de até 95%. do valor.

Não é bondade, não. Há uma lei garantindo esse benefício para os produtores rurais que precisam comparecer a qualquer agência do BNB para acertar sua situação financeira.

Luís Sergio não adiantou quanto podem ser beneficiados com a medida, nem falou sobre valores envolvidos, mas disse que o volume é razoável.

O prazo para a renegociação vai até dezembro deste ano.

(Foto – Paulo MOska)

Governo fortalece o agronegócio dos queijos criando o Selo Arte

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Cerca de 170 mil produtores de queijos artesanais de todo o país vão poder vendê-los a outros estados. O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que regulamenta o Selo Arte, que numa primeira etapa será aplicado em produtos lácteos, como queijos.

“Selo Arte parece coisa pequena, mas tem repercussão fantástica. Nossos produtores estavam presos a uma legislação do passado, da década de 1950, nossos pequenos produtores estavam na prática proibidos de comercializar produtos artesanais de origem animal fora de seus estados”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante a solenidade que marcou os 200 dias do governo atual.

O Selo Arte autoriza que produtos alimentícios artesanais sejam comercializados em todo o território nacional, desde que cumpram as exigências sanitárias, de fabricação e de boas práticas agropecuárias. Embora o selo seja federal, a fiscalização da qualidade dos alimentos caberá aos órgãos estaduais.

Com indicação de origem geográfica, o selo será primeiramente aplicado em laticínios. Em seguida, será estendido a derivados de carne (embutidos, linguiças, defumados), de pescados (defumados, linguiças) e de colmeias de abelhas (mel, própolis e cera).

Segundo a ministra, os queijos brasileiros com identificação geográfica poderão ser exportados com mais facilidade, até para a União Europeia, quando o acordo assinado com o Mercosul no mês passado entrar em vigor. “Queijos mineiros já estão tão ou mais famosos do que os franceses. Em junho deste ano, conquistamos 59 medalhas no Mundial de Queijo de Tours, na França e esses queijos iam nas malas, porque não podiam ir legalmente. Agora todos irão formalizados”, declarou Tereza Cristina.

O decreto promulga a Lei 13.680, sancionada no ano passado, lei que instituiu legislação específica para a caracterização de alimentos de origem animal, estabelecendo regras para a produção e a comercialização. De autoria do deputado Evair de Melo (PP-ES), a lei busca conceituar o que é queijo artesanal e identificar o produtor.

(Agência Brasil)

José Sarto, governador em exercício, abre a Expocrato 2019

Sarto entre o deputado estadual Fernando Santana e prefeito Ze Ailton (Crato).

O governador em exercício, deputado estadual José Sarto (PDT), conferiu, nessa noite de domingo, a abertura oficial da Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato 2019).

O evento segue até o próximo dia 21, no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, no município do Crato (Região do Cariri).

Sarto discursou para a população, concedeu entrevistas e visitou os estandes da feira, que reúne 120 expositores e mais de 10 mil animais. Também mais de 50 atrações de peso nacional.

Ele ficou impressionado com a grandiosidade da feira e da organização e profissionalismo. A expectativa é que a Expocrato gere em torno de R$ 50 milhões em negócios.

Com Sarto, prestigiaram a feira os deputados Fernando Santana (PT), Walter Cavalcante (MDB), Nizo Costa (PSB), Nelinho (PSB) e Nezinho Farias (PDT). O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Antônio Henrique (PDT), também compareceu ao evento, além do deputado federal Jospé Guimarães (PT), do secretário do Desenvolvimento Agrário, De Assis Diniz, e dos prefeitos de Várzea Alegre e Potengi.

(Foto – Divulgação)

Câmara dos Deputados comemora 150 anos dos auditores fiscais federais agropecuários

Roberto Pessoa, entre lideranças do segmento.

A categoria dos auditores fiscais federais agropecuários ganhou homenagem, nesta segunda-feira, da Câmara dos Deputados, em Brasília. Foi por meio de sessão solene requerida pelo deputado Roberto Pessoa (PSDB), servindo para marca os 150 anos da atividade no País.

Os auditores fiscais federais agropecuários são servidores de carreira do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com formação em engenheira agronômica, farmacêuticos, química, medicina veterinária e zootecnia. Estão com carreira de estado desde 2000 e trabalham para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar às famílias brasileiras.

Eles também atuam internacionalmente, ocupando as funções de adido agrícola. São representantes do agronegócio brasileiro, identificando mercados, divulgando os produtos nacionais e intermediando políticas agrícolas com os países onde estão instalados.

(Foto – Divulgação)

Carmen Lúcia vai decidir sobre lei cearense que proíbe pulverização aérea de agrotóxicos.

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Está com a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, a ação interposta pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) que quer derrubar a lei cearense que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos.

Essa lei é de autoria do deputado Renato Roseno (PSOL), que integra a Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa e preside a Comissão de Direitos Humanos da Casa, e foi sancionada pelo governador Camilo Santana.

Nessa quarta-feira, o parlamentar esteve em Brasília com a ministra, quando expôs os porquês da necessidade dessa lei.

Entre justificativas da lei, estão dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) atestando que quase 20% do agrotóxico manejado através do método de pulverização aérea é dispersado para áreas fora da região de aplicação. Outros 50% são retidos pelo solo e apenas 32% alcançam efetivamente as plantas da área de aplicação. A CNA contesta.

(Foto – Agência Brasil)

Operações em mercado futuro para o agronegócio

Em artigo sobre economia, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aponta que as margens de garantias e os ajustes diários são fundamentais para o futuro das empresas do agronegócio. Confira:

De uma forma mais simplificada, entenda mercado futuro como, um mecanismo que possibilita a fixação de preços dos produtos, por intermédio de contratos que serão liquidados em uma data futura. Para o agronegócio, teríamos então a fixação de preços de produtos agropecuários, marcados a futuro e definidos em contratos com liquidação futura, com data pré-definida.

Dois aspectos do mercado futuro, podem ser grandes diferenciais para as empresas do agronegócio. Sendo os mesmos: As margens de garantias e os ajustes diários.

Ao se abrir um posicionamento de compra ou de venda no mercado futuro, são depositadas garantias constituídas por ativos de alta liquidez, as quais serão liberadas após a liquidação financeira da posição tomada, em caso o cliente deixe de pegar os ajustes diários, ou em caso de descumprimento de qualquer outra obrigação que tenham assumido no ato do contrato.

Vale destacar que, os produtos como milho, soja, arroz, frutas e hortaliças, assim como todas as variáveis agronômicas, poderão estar incluídos no mercado futuro. Tais ações originam alguns custos operacionais, que obedecem a três agrupamentos:

– Taxa Operacional Básica (TOB): consiste em 0,03% nas operações convencionais e de 0,07% no Day trade (estratégia de compra e venda de ações dentro do mesmo dia).

– Taxa de Liquidação por Entrega (TLE): corresponde a 0,45% sobre o valor de liquidação.

– Taxas da Bolsa (emolumentos e fundos): representam 6,32% da TOB e da TLE.

No momento da venda desses contratos, através dos pregões da Bolsa de Valores, as partes envolvidas, se comprometem a comprar e a pagar, ou a vender e entregar, o produto em questão, na data do vencimento do contrato.

O agronegócio se enquadra perfeitamente a este tipo de transação, por ser uma modalidade onde se é preciso ter tempo para o plantio, a colheita e o transporte dos produtos, ao mesmo tempo em que se necessita ter dinheiro disponível em caixa para resguardar a produção durante todo o processo de cultivo.

Operacionalmente falando, para se engajar seu agronegócio no mercado futuro, se faz necessário operar por intermédio de uma corretora de mercadorias que esteja associada a uma bolsa, a qual irá padronizar os contratos futuros e encontrar as melhores operações viáveis. A maior vantagem de se optar por contratos futuros, é que se pode comandar o encerramento destes por ambas as partes, antes da data de vencimento, através de uma operação inversa à inicial. Logo, é possível se negociar para o futuro, com segurança, o preço do produto (preço do milho, da soja, ou qualquer outro produto que se estabeleça no contrato).

Além de tudo, as negociações em mercado futuro, podem possibilitar a transferência das obrigações assumidas no contrato, a terceiros, em qualquer momento, desde que esse movimento seja interessante para ambas as partes. Importante salientar, que todos esses movimentos devem ser operações de mercado, onde as negociações estarão sempre resguardadas contra calotes e prejuízos.

Muito importante salientar que, todas estas operações devam ser realizadas por profissionais qualificados, com boa visão de mercado e que respeitem a todas as sazonalidades de curto, médio e longo prazos do agronegócio.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Projeto São José IV – Governo do Ceará fecha empréstimo com o Banco Mundial

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O secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado, Francisco de Assis Diniz, desembarca, nesta sexta-feira, em Fortaleza com uma boa notícia para os agricultores cearenses.

Ele concluiu, em Brasília, os termos do acordo do empréstimo do Estado com o Banco Mundial, com aval da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, do Tesouro Nacional e da da Secretaria de Assuntos Econômicos do Governo Federal.

O Ceará contará com U$S 150 milhões para investir em abastecimento d´água e projetos produtivos, segundo De Assis Diniz. O contrato segue agora para a sede do Banco Mundial, nos Estados Unidos. No dia 18 de julho, será submetido à validação e, com mais uma etapa vencida, passará para o crivo do Senado.

(Foto – Divulgação)

Domingos Neto pede reabertura de postos da Conab no Ceará

Domingos Filho, Newton Júnior e o deputado Domingos Neto.

O deputado federal Domingos Neto (PSD) e o ex-vice-governador do Ceará, Domingos Filho, foram recebidos em audiência, nesta segunda-feira, em Brasília, pelo presidente da Conab, Newton Júnior.

Na ocasião, os dois solicitaram a reabertura dos postos da Conab que estão fechados no Estado, entre eles o de Brejo Santo (Região do Cariri), bem como a necessidade de continuar abastecendo os postos da Companhia.

Para Domingos Neto, o O trabalho da Conab “é importantíssimo para os nossos agricultores, que podem ter acesso aos produtos com um preço melhor que o de mercado”, justificou. A direção do órgão prometeu dar resposta breve.

(Foto – Divulgação)

Produtor rural que quer isenção de ICMS na conta de energia deve se cadastrar até 31 de maio

A Secretaria da Fazenda prorrogou, até o dia 31 de maio, o prazo para que o produtor rural compareça a uma unidade de atendimento da concessionária Enel Distribuição Ceará e comprove que exerce atividade de agricultura, pecuária ou aquicultura. A medida é necessária para que o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não incida sobre a fatura de energia elétrica.

O adiamento atende a um pleito da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec). A prorrogação do prazo considerou a baixa adesão de produtores rurais.

A Enel informou que, dos 550 mil clientes da classe rural que a empresa possui, apenas 27% haviam se cadastrado até a última terça-feira, data em que terminou o prazo, de acordo com o Decreto n◦ 32.847, publicado em 31 de outubro de 2018.

A norma determinou um prazo de 60 dias, a contar da data da publicação, para que a Enel encaminhasse aos consumidores da classe rural um formulário para a confirmação de dados cadastrais. Logo após, começou a contar um prazo de 120 dias para que o cliente comprovasse sua condição de produtor rural e efetuasse o cadastramento.

Outra medida: consumidores da classe rural, pertencentes à subclasse residencial rural, com média de consumo abaixo de 140 KW nos últimos 12 meses, não precisarão mais realizar o cadastro. As novas medidas alinhadas durante o encontro constarão em um novo decreto, a ser publicado em breve. Quem não realizar o cadastramento será tributado pelo ICMS, podendo arcar com contas pelo menos 37% mais caras”.

SERVIÇO

*Documentação necessária:
· Formulário, devidamente preenchido e assinado;
· Registro ou cadastro do titular da unidade consumidora junto a secretarias, institutos, federações e sindicatos listados no formulário;
· Pessoa física: apresentar também um documento oficial com foto e o CPF;
· Pessoa jurídica: apresentar também o cartão de CNPJ atualizado e o contrato, Estatuto Social e demais aditivos.

*Onde entregar os documentos:
. Lojas de atendimento da Enel.

(Foto – Divulgação)

Castanhão tem o maior acúmulo de água nas últimas 24 horas

O açude Castanhão, responsável por abastecer a Capital e a Região Metropolitana, foi o reservatório que registrou o maior aporte neste domingo, 7. Conforme dados do Portal Hidrológico, o açude passou de um volume de 289,61 hm³ no sábado para 297,24 hm³ no domingo. Apesar do ganho, o volume total acumulado ainda é baixo e foi de 4,32% para 4,44% da capacidade em 24 horas. O Castanhão comporta até 6.700 hm³.

Em maio do ano passado, foi registrado o maior armazenamento dos últimos anos no açude, chegando a 8,7% do volume total.

Conforme o Portal Hidrológico, o volume acumulado nos 155 reservatórios monitorados no Ceará se aproxima do total registrado no fim da quadra chuvosa de 2018. Neste domingo, os açudes registraram 16,98% do volume. Em 1º de junho de 2018, o acumulado era de 17,03%.

32 açudes estão sangrando, 20 estão em volume morto e sete são considerados secos.

(Foto -Fabio Lima/Arquivo)

SDA e Urca fecham parceria

A Secretaria do Desenvolvimento Agrário e a Universidade Regional do Cariri fecham, na próxima semana ,quatro termos de cooperação técnica e um de cessão de espaço do Parque de Exposição Pedro Felício para aulas do curso de Educação Física. Os acordos serão assinados na manhã de quinta-feira, 11, na própria Urca, informa a assessoria de imprensa da SDA.

Os termos celebrados entre o secretário De Assis Diniz e o reitor Patrício Melo, versam sobre vários aspectos, São eles: desenvolvimento de pesquisas a respeito da migração das populações rurais, cadeias produtivas e projetos produtivos do Paulo Freire e São José e estudos em quatro nas áreas da Engenharia, Direito, Economia e Pedagogia.

“É com alegria e otimismo que saímos daqui, sabendo que a gente avança um pouco mais na gestão qualificada da Universidade para o Cariri e o Centro-Sul”, disse o reitor, após encontro preliminar com o titular da SDA, De Assis Diniz.

“Sempre é muito exitoso unir o conhecimento acadêmico e o científico para o entendimento da realidade rural. Estamos bastante ansiosos para que possamos ampliar e desenvolver, nestas parcerias, as ações que incrementam, desenvolvem e dão sustentabilidade a política agrícola e agrária no Estado do Ceará”, observou o secretário.

(Foto – Divulgação)

Uma reflexão sobre o potencial a ser explorado no Agronegócio no Estado do Ceará

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Em artigo sobre economia, o consultor financeiro e professor universitário Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aponta a necessidade de se fazer um trabalho forte de análise de potencial produtivo e de apoio técnico e de gestão, para as comunidades dos 116 municípios mais pobres do Estado, a fim de incluí-los no ciclo de exportações e aumentar, a sua participação no PIB. Confira:

Dentro de uma concepção de oportunidades de crescimento e de desenvolvimento econômico do Estado do Ceará, resolvi hoje tocar no assunto do Agronegócio, para levantar mais discussões sobre como aproveitar, mais ainda, as nossas aptidões geográficas, sejam climáticas ou geológicas, bem como logísticas e populacionais, a fim de potencializar mais ainda nossos resultados.

Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento demonstrou em seu relatório de fechamento do ano 2017, em virtude das secas, as exportações do agronegócio cearense, caíram 11,64% em relação a 2016. Em valores absolutos, estamos falando de um volume de R$ 593,99 milhões em 2017 contra R$ 672,21 milhões em 2016, representando um envio de 208,545 mil toneladas exportadas em 2017 e de 280,437 mil toneladas no ano anterior. A seca foi o ponto de explicação para esse decréscimo, mas levanto o ponto sobre, porque ainda não se foram implantadas tecnologias que amenizariam os efeitos da seca sobre nossa produção, e assim se reduziriam as assimetrias econômicas entre os municípios cearenses? A dependência econômica que nosso estado tem, em cima de apenas 5 dos 184 municípios que o compõem é gritante. Segundo dados do IBGE divulgados em dezembro de 2018, 60% do PIB (Produto Interno Bruto) cearense está concentrado entre Fortaleza com R$ 60,1 bilhões, Maracanaú com R$ 8 bilhões, Caucaia com R$ 5,4 bilhões, Juazeiro do Norte com R$ 4,1 bilhões e Sobral com R$ 4,1 bilhões. Em termos relativos, Fortaleza representa 44% do PIB cearense. Em contrapartida, 116 municípios mais pobres não chegam a somar 10% do total do PIB. Todos esses números nos levam a fazer algumas reflexões:

– O Ceará tem uma área total de 148.825 km2 e de 573 Km de litoral. Fonte: IBGE, IPECE, COELCE. Somos maiores do que muitos países do Oriente Médio como: Israel (20.770 km2 ), Emirados Arabes (83.600 km2 ), Chipre (9.251 km2 ), Jordânia (89.342 km2 ), dentre outros. Estes possuem uma eficiência de produção agrícola bem mais relevante do que a nossa, e enfrentam condições geoclimáticas bem mais adversas.

– Acredito que seja necessário se fazer um trabalho forte de análise de potencial produtivo e de apoio técnico e de gestão, para as comunidades desses 116 municípios mais pobres a fim de incluí-los no ciclo de exportações e aumentar, a sua participação no PIB;

– Vejo que o acesso ao crédito para subsidiar a produção é um elemento a ser ponderado com cautela, tanto analisando os fluxos exigidos pelos agentes financeiros, quanto se estudando a maneira como os agricultores estão gerindo esses recursos. Muitos não sabem alocar os recursos de uma maneira profissional, e acabam entrando em dívidas impagáveis.

Temos apontamentos de fortes tendências de crescimento como demonstram dados levantados pela ADECE, onde entre 2017 e 2018, quatro itens tiveram avanços importantes nas exportações: peixes (84,3%), mel de abelha (50,7%), frutas (17,6%) e castanha de caju (2,8%). Tal crescimento ainda é tolhido pela nossa crise hídrica. Muitos produtores têm optado por culturas que exigem menos consumo de água, para conseguirem manter sua renda.

Os esforços do Governo do Estado com as articulações para viabilizar os hubs portuário (porto do Pecém) e aéreo (grupo Air France/ KLM e Gol) têm sido fundamentais para a abertura de novas rotas comerciais para a Europa e para a Ásia.

Como disse no início, este artigo veio provocar discussões sobre quais alternativas podemos ter para avançar no agronegócio. Em nosso Estado temos órgãos muito competentes como a ADECE (Agência do Desenvolvimento do Estado do Ceará), que se predispõem a estudar todo esse contexto porém, nós pesquisadores e curiosos, podemos e devemos apoiar com nossos conhecimentos e experiências, assim nosso Estado estará cada vez mais acima da curva do crescimento econômico nacional. Mas o grande benefício se refletirá em nosso desenvolvimento econômico.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Senar comemora 25 anos de atividades

Com o título “Senar: ensinar a fazer fazendo”, eis artigo de Flávio Saboya, presidente da Federação da Agricultura do Ceará e do Conselho de Administração do Serviço Nacional de Apoio à Agricultura Rural (Senar), que completa 25 anos. Confira:

Ao longo de sua história de 25 de atuação no Ceará, o Senar já ofereceu gratuitamente mais de 25 mil cursos, atendendo a mais de 420 mil trabalhadores. Sua missão é exatamente promover a capacitação dos trabalhadores rurais, com a oferta de cursos de Formação Profissional Rural – FPR, Promoção Social-PS e de Programas Especiais-PE, com uma grade de cursos em todas as cadeias produtivas da agropecuária. Somente em 2018, ofertou 1.100 cursos e capacitou em diversas áreas mais de 19 mil produtores, muitas vezes feitas dentro da propriedade, baseada na filosofia do ensinar a fazer fazendo.

O nosso “S” é totalmente diferente dos demais pois é o único que não cobra pelo serviço executado, ou seja, é gratuito e ainda disponibilizamos alimentos no decorrer dos cursos para esses produtores. Além disso, a arrecadação não é de nenhuma verba que saia do governo para fazer esse trabalho. O recurso vem de um percentual de 0,2% sobre a venda da produção e, por lei, 80% desses recursos devem ser aplicados para atender ao trabalhador rural.

Outro aspecto importante que nos diferencia: somos uma só instituição , que faz ao mesmo tempo a formação profissional e a promoção social. Desde 2015, oferecemos também educação formal gratuita, formando técnicos em agronegócio em quatro polos: Fortaleza, Cascavel, Quixeramobim e Quixadá.

Na área de promoção social, destacamos o programa Agrinho, levado aos alunos das escolas de ensino fundamental da zona rural, através de uma proposta pedagógica baseada em temas transversais como meio ambiente, saúde e cidadania, na transdisciplinaridade e na pedagogia da pesquisa, atendendo a mais de 130 municípios, beneficiando mais de 2 milhões e 600 mil alunos, em 16 anos de execução.

Também levamos saúde ao campo, através do programa Saúde do Homem e da Mulher, somente este ano, atendemos a 1.141 homens com o exame de PSA e consulta com o médico urologista e 1.061 mulheres, com os exames de papanicolau.

Assim posto, acreditamos que fica demonstrada a importância do trabalho executado pelo Senar que chega aos mais longínquos e difíceis pontos do País, levando informação, novas tecnologias, saúde e educação, transformando a vida de milhares de famílias de agricultores, que no caso do Ceará, 98% estão localizados na região semiárida.

Flávio Saboya

presi@faec.org.br

Presidente da Faec e do Conselho de Administração do Senar-CE.