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Atividade econômica cresce 1,0% em 2017 e supera biênio recessivo, diz Serasa Experian

Agropecuária foi destaque por conta da safra.

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) informa que houve avanço de 0,4% no ritmo dos negócios em dezembro/2017 na comparação com novembro/2017, já efetuados os devidos ajustes sazonais. Com este resultado, a atividade econômica fechou o ano de 2017 com crescimento de 1,0% sobre o volume de negócios realizados em 2016.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, os recuos da inflação e da taxa de juros, as recuperações dos níveis de confiança de consumidores e empresários, aliados a uma melhor configuração da economia internacional, favoreceram a atividade econômica em 2017, superando dois anos consecutivos de recessão (quedas de 3,5% tanto em 2015 quanto em 2016).

Pelo lado da oferta agregada, o principal destaque da economia em 2017 foi o setor agropecuário. Por conta de uma excelente safra agrícola, o setor fechou com uma alta de 11,9% no ano de 2017. Também o setor de serviços reagiu, principalmente no segundo semestre do ano passado, e fechou o ano com uma alta de 0,5%. Apenas o setor industrial, apesar de também ter apresentado bons resultados na segunda metade do ano, fechou o ano com queda de -0,1%.

Pelo lado da demanda agregada, o setor externo exibiu melhor desempenho: as exportações fecharam o ano com um crescimento de 5,0%. Também as importações cresceram em 2017 (4,8% sobre o volume de 2016).

O ano de 2017 também foi marcado pela reação do consumo das famílias que, saindo do território negativo, fechou o ano de 2017 com alta de 0,8%. Por outro lado, os investimentos cravaram o quarto ano consecutivo de queda, retraindo-se 2,6% em 2017 após terem caído 4,2% (2014), 13,9% (2015) e 10,3% (2016). Finalmente, o consumo do governo também encerrou o ano de 2017 com queda de 0,9% sobre o ano de 2016.

Camilo lança o Hora de Plantar confiando num bom inverno

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Na agenda do governador Camilo Santana (PT), o principal compromisso expõe a confiança dele no inverno: vai lançar, às 9 horas desta quinta-feira, os projetos Hora de Plantar e Garantia Safra.

A solenidade, que reunirá prefeitos, secretários municipais e agricultores familiares de todas regiões do Estado, ocorrerá em Morada Nova (Vale Jaguribano).

Em sua 31ª edição, o programa Hora de Plantar vai distribuir 3030 toneladas de sementes e mudas, 6,5 milhões de raquetes de palma forrageira, 400 mil mudas de cajueiro anão precoce, 170 mil mudas de essências florestais nativas e exóticas e 5 mil m3 de maniva de mandioca.

Também serão assinados nessa cerimônia os 180 termos de adesão do Garantia-Safra 2017-2018.

(Foto – Divulgação)

 

Governo lança Programa Hora de Plantar no próximo dia 18

O governador Camilo Santana (PT) anunciou, nesta terça-feira, em clima de aula inaugural de mais um curso de formação de policiais civis, no Ginásio Poliesportivo da Parangaba, que vai lançar o Programa Hora de Plantar 2018. Isso ocorrerá no próximo dia 18, às 9 horas, na praça da igreja matriz de Morada Nova (Vale do Jaguaribe.

Nessa mesma ocasião, ao lado do secretário do Desenvolvimento Rural, Dedé Teixeira, o governador vai assinar termo de adesão ao  Programa Garantia-Safra 2017/2018, que assegura uma bolsa para agricultor que vier a perder sa fra neste ano por causa de seca.

Mas Camilo está confiante de que virá inverno. Já a Funceme confirma para o dia 22, pela manhã, a divulgação do seu primeiro prognóstico sobre chuvas.

(Foto – Ilustrativa)

As abelhas e a morte por néctar envenenado por agrotóxicos

Com o título “Afasta de mim esse cálice”, eis artigo do professor e pesquisador Jeovah Meireles, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Jeovah aborda uma possível causa da morte de abelhas pelo néctar envenenado por agrotóxicos. Confira:

As abelhas, em risco de extinção no nosso planeta, estão encontrando no cálice das flores o néctar e os “defensivos agrícolas”. Bebem. E morrem. É veneno?

Há variados tipos de agrotóxicos para matar organismos que dão vida ao solo e que sustentam a biodiversidade. Além das diversificadas formas de contaminar as pessoas, as pulverizações com venenos especializados em matar o mato (e o solo), também afetam populações camponesas e consumidores. No pacote agrobiotecnológico liderado pelos “venenos” estão verdadeiros atentados à vida como, por exemplo, a tentativa de liberar as sementes geneticamente modificadas denominadas de terminator ou sementes suicidas (são estéreis).

Uma possível causa da morte das abelhas é o néctar envenenado por agrotóxicos.

No contexto dos maiores mercados consumidores de agrotóxicos do mundo, pesquisadores brasileiros encontraram princípios ativos de venenos lançados por avião nas caixas-d’água de residências no campo, nos canais de água doce, na corrente sanguínea dos trabalhadores (com alterações cromossômicas) e no leite materno das mulheres camponesas. E não sabemos com segurança o volume de agrotóxicos comercializado por cultura e por município.

Ainda assim, com as evidências científicas e ao revelar dados para a sustentabilidade no campo e para a saúde pública, do Relatório Nacional de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos elaborado pela Ministério da Saúde, o pesquisador da Fiocruz no Ceará, Fernando Ferreira Carneiro, foi interpelado judicialmente pela Federação da Agricultura do Estado do Ceará (FAEC). A ameaça de criminalização em curso inclui questões como Fernando ter usado a palavra veneno para expressar os problemas dos “defensivos agrícolas” (expressão exigida pela FAEC).

Ora, veneno é rótulo dos agrotóxicos, e deve ser acompanhado do símbolo da caveira nas embalagens por lei.

As pesquisas que tratam de revelar os malefícios dos agrotóxicos e das sementes transgênicas, o direito à alimentação adequada e segura, em tempos de proliferação de inúmeros casos de censura e intimidação – “tanta mentira, tanta força bruta” –, estão sendo submetidas a tentativas perversas de “tragar a dor, engolir a labuta” dos pesquisadores. Exigimos “outra realidade menos morta”, não cálice contaminado.

*Jeovah Meireles

jeovahmeireles@gmail.com

Professor Dr. da Universidade Federal do Ceará (UFC). Pesquisador do CNPq.

Ceará tem apenas 7,33% do volume total dos seus 155 açudes

Açude Castanhão em estado crítico.

O Ceará está com 7,33% do volume total nos 155 açudes. A situação é levemente melhor do que a de 2016, quando os reservatórios chegaram a 6,8% no mesmo período. Do total de açudes, 79,3% estão com volume abaixo de 30%. O aporte este ano foi de 1,4 milhões de metros cúbicos (m³), o dobro do ano anterior. Ainda assim, o Estado acumula 51 açudes em volume morto (quando a vazão de água é dificultada pelo baixo nível) e 21 secos. Os dados são do Portal Hidrológico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Com 2,3% e 0,26%, as bacias do Banabuiú, no Sertão Central, e do Sertão de Crateús, respectivamente, são as que causam a maior preocupação para o ano vindouro, aponta o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), João Lúcio de Farias. “Se não tiver recarga (em 2018), nós vamos enfrentar mais dificuldade”, comentou. Perfuração de poços e adutoras são colocadas como ações governamentais para tentar sanar a situação.

Conforme o gestor, as bacias do Litoral (com 37,51%) e bacias ao Norte do Estado, como a bacia do Coreaú (com 52,14%), têm situação mais tranquila, porque tiveram boa recarga em 2017. “Os reservatórios que estão nessas bacias estão em condições de atender o próximo ano mesmo sem recarga. Um exemplo é o açude Gameleira que está com 69%, tendo condições de atender a cidade de Itapipoca”, informa. Sobral e Tauá estariam, de acordo com o presidente, em situações hídricas estáveis para 2018.

A espera agora é pelo prognóstico da Funceme para quadra chuvosa, que deve ser divulgado no próximo dia 20 de janeiro. Para João Lúcio, a esperança é que, mesmo irregulares, como historicamente são as precipitações no Ceará, as chuvas se concentrem em áreas de grandes reservatórios como o Castanhão (2,7%), Orós (6,2%) e Banabuiú (0,5%). Fortaleza e Região Metropolitana, que até julho tinham grande parte da água sendo fornecida pelo Castanhão e pelo Orós, conforme o presidente, têm alternativas já que a bacia Metropolitana (16,86%) está em área que recebe mais chuvas.

(O POVO – Repórter Domitila Andrade)

Servidores da Adagri conquistam gratificação por risco de vida

Dirigentes da Adagri e Sindagri e Audic Mota, que promete celeridade na votação.

Uma reivindicação antiga dos servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adari) acaba de sair do papel. O governador Camilo Santana anunciou ter enviado para a Assembleia Legislativa uma mensagem instituindo a gratificação pela execução de trabalho em condições especiais, com risco à vida ou à saúde para todos os servidores do órgão.

Segundo o primeiro-secretário da Assembleia, Audic Mota (PMDB), a matéria tramitará com pedido de urgência para ser votada ainda neste ano. O parlamentar informa que articulava o pleito, junto a Camilo Santana, há dois anos. Já o presidente da Adagri e ex-prefeito de Icó, Jaime Júnior, comemora a conquista, destacando ser uma questão de justiça com a categoria. Ele lembrou também a ação do sindicato da categoria, o Sindagri/CE.

“Trata-se de uma verdadeira jornada, uma longa batalha de quase dois anos, atendendo à uma reivindicação da categoria. Um pleito incorporado pelo nosso mandato que o governo atende, com senso de justiça e reconhecimento”, frisou Audic Mota.

(Foto – Divulgação)

Agroecologia ganha força na América Latina e Caribe, aponta estudo da FAO

A agroecologia como modelo de produção ganha força nas políticas públicas da América Latina e do Caribe, segundo estudo divulgado nessa segunda-feira (4) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A informação é da Agência EFE.

A pesquisa, da Rede de Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural na América Latina, revela o crescimento dessa prática na região, reconhecendo o esforço em consolidar o modelo como “disciplina científica” e um movimento social.

O estudo analisa as ações governamentais feitas pela Argentina, o Brasil, Chile, a Costa Rica, Cuba, El Salvador, o México e a Nicarágua. “A agroecologia pode apoiar a segurança alimentar e nutricional, ao mesmo tempo em que fomenta a resiliência e a adaptação à mudança climática”, diz a FAO.

Apesar dos elogios à evolução da prática na região, a organização destaca que o Brasil é um dos países nos quais há “muitos obstáculos” para implementar adequadamente essas políticas na região. No entanto, a sociedade civil e os movimentos sociais equilibram a balança em favor da agroecologia no Brasil, indica a pesquisa.

A Argentina, por outro lado, se destaca por “seus programas com componentes agroecológicos, a produção orgânica certificada para a exportação e os trabalhos de pesquisa e extensão na área”.

No México, segundo a FAO, “praticamente não se identificam políticas dedicadas especificamente à agroecologia”. Porém, é possível observar elementos que defendem a prática no país. A promoção dessas práticas contribui diretamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), indicou a FAO, por meio de uma visão mais “nova e complexa” que é a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

(Agência Brasil)

Cearenses trocam experiências em Agroecologia na Suécia

Entre os dias 17 e 28 de novembro de 2017, a arquiteta Tainara Santos e o agrônomo Narciso Mota participaram da Turnê Mudanças Climáticas, Agroecologia e Soberania Alimentar, em Estocolmo e em Uppsala, ambas na Suécia. Os profissionais, e também produtores agroecológicos, foram convidados pela Fundação CEPEMA, em parceria com a Rede Internacional Terra do Futuro (Framtidsjorden).

Entre as atividades realizadas durante a turnê, houve a apresentação da Rede de Agroecologia do Ceará (EcoCeará) para os alunos do 8º e 9º ano da Escola Kristofferskolan, a empresa de consultoria ambiental U&We e para a Zero Mission, empresa de compensação climática e para parceiros de organizações amigas. Houve também um momento para troca de experiências com uma família de fazendeiros orgânicos na cidade de Uppsala.

Além do intercâmbio de saberes e da explanação do projeto Autogestão, Gênero, Soberania Alimentar e Mudanças Climáticas, no qual a EcoCeará nasceu, eles participaram de feiras, expondo os produtos agroecológicos das famílias que fazem parte da Rede de Agroecologia no evento anual NovemberFest, promovido pela associação de pais da escola Kristofferskolan, e da feira brasileira de produtos agroecológicos, promovida pelo Centro Cultural Kristinehovs Malmgård. A turnê foi financiada pela Rede Internacional Terra do Futuro (Framtidsjorden), que tem entre seus eixos de atuação o desenvolvimento sustentável.

(Fotos- Divulgação)

Cinturão das Águas – Governo federal libera mais R$ 24 milhões para o projeto

O Ministério da Integração Nacional liberou mais R$ 24,28 milhões para as obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), projeto por onde entrará, no estado do Ceará, as águas da transposição do rio São Francisco. A informação é da assessoria de comunicação da pasta, adiantando que neste mês de novembro o governo federal investiu R$ 33 milhões no empreendimento.

O Cinturão das Águas tem por objetivo garantir o abastecimento regular de água para mais de 4,5 milhões de habitantes na Grande Fortaleza. Com mais essa liberação, a obra, neste ano, recebeu uma soma de R$ 144,5 milhões.

Projeto

O Cinturão é um empreendimento executado pelo governo do estado e faz parte do programa “Agora, é Avançar” do governo federal. A expectativa é de que nos primeiros meses de 2018, o trecho 1 do CAC, com 145 quilômetros, seja contemplado pelas águas do Eixo Norte do Projeto São Francisco por meio da barragem Jati, localizada na cidade de mesmo nome.

SDA inicia abastecimento de água de cidades em situação crítica

Dedé Teixeira, titular da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, acompanha ações.

As Estações de Tratamentos Móveis, as chamadas ETAs Móveis, adquiridas pelo Governo do Ceará em Israel, já iniciaram o percurso pelos 31 municípios atendidos pelo Projeto Paulo Freire. O projeto envolve 23 técnicos e 15 veículos e atenderá inicialmente aos municípios a serem atendidos: Pires Ferreira e Hidrolândia, nas regiões de Sobral e Crateús, onde serão abastecidas as primeiras 101 cisternas de placa.

O Projeto Paulo Freire é financiado via empréstimo junto ao Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e deve atender com água e projetos produtivos 600 comunidades rurais extremamente pobres da zona rural.

Municípios

Os municípios selecionados pelo projeto são: Aiuaba, Altaneira, Antonina do Norte, Araripe, Arneiroz, Assaré, Campos Sales, Coreaú, Frecheirinha, Graça, Hidrolândia, Ipu, Ipueiras, Irauçuba, Massapê, Moraújo, Mucambo, Nova Olinda, Pacujá, Parambu, Pires Ferreira, Potengi, Quiterianópolis, Reriutaba, Salitre, Santana do Cariri, Senador Sá, Sobral, Tarrafas, Tauá e Varjota.

A hora de perfurar poços profundos

Com o título ‘Criatividade e Atitude”, eis artigo do deputado estadual Carlos Matos (PSDB), que pode ser conferido no O POVO desta sexta-feira. Ele fala do projeto Poços de Produção”, iniciativa do Poder Legislativo. Confira:

Buscar soluções para os grandes desafios vividos pela sociedade: assim deve ser a atitude dos poderes constituídos. Seria simples para o Legislativo apontar que o Executivo não deu as respostas aos problemas que se apresentaram, mas não é assim que tem trabalhado a Assembleia Legislativa do Ceará.

Ao criar a Comissão Especial de Acompanhamento das Obras do Rio São Francisco, a Assembleia vem acompanhando de perto as questões relacionadas à crise hídrica do Estado. Em seu relatório, propôs 24 medidas para superar essa crise para além da transposição do São Francisco. É nesse contexto que surge o Projeto “Poços de Produção” diante de um único desafio: a superação da crise hídrica vivida há seis anos pelo estado do Ceará.

Diversas articulações já foram feitas; a Ematerce já iniciou o processo de qualificação da demanda, pré-selecionando 2.680 produtores interessados, comprovando que o problema existe e que há demanda. O financiamento ao produtor já está assegurado pelo Banco do Nordeste, que irá disponibilizar R$ 100 milhões. A Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria de Recursos Hídricos deram um verdadeiro tiro na burocracia para diminuir os entraves na implementação do projeto, com a dispensa de licença ambiental para perfuração em época de crise hídrica, além do processo autodeclaratório para a liberação de outorga.

O Ceará, ao longo de sua história, construiu 40 mil poços, dos quais 24 mil encontram-se ativos. Por iniciativa do Governo Estadual, foram perfurados 10.649 mil poços, sendo 4.300 nos últimos cinco anos. O Dnocs também foi participante desse esforço. Apesar dessas iniciativas há uma demanda que não está sendo atendida, gerando desestruturação de um setor produtivo no meio rural e impactando negativamente no tecido social das cidades.

Para aqueles que perguntavam se as Comissões existem e se realizam algo concreto, a Assembleia Legislativa vem dar essa grande resposta por meio da Comissão de Desenvolvimento Regional Recursos Hídricos Minas e Pesca, a qual tenho a honra de presidir. O projeto irá atingir diretamente a vida das pessoas com a construção de seis mil poços, dando um incremento de 25% no número de poços ativos no Ceará e impactando o desenvolvimento das comunidades rurais na luta contra o colapso hídrico.

*Carlos Matos

carlos.matos@al.ce.gov.br
Deputado estadual (PSDB).

SDR alerta sobre prazo de vacinação contra a febre aftosa

A Secretaria do Desenvolvimento Rural do Estado lembra: termina, dia 30 próximo, o prazo para que animais com até 24 meses sejam vacinados contra a febre aftosa. Quem não cumprir, será multado (R$ 17,00 por cabeça).

Bom lembrar que o Ceará ganhou certificação do Ministério da Agricultura como área livre da aftosa com vacinação e a ordem é manter esse quadro, dos mais favoráveis para produtos de origem animal do Estado.

 

Flávio Saboya é reeleito presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará

O engenheiro agrônomo Flávio Saboya foi reeleito, nesta segunda-feira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec). Vai cumprir mandato de 2018 a 2021 após obter maioria dos votos dos 46 presidentes de sindicatos rurais coma a chapa “Unidade Sindical e Participação Democrática” . Ele derrotou seu vice, Paulo Hélder.

Em carta endereçada aos presidentes de sindicatos dos produtores rurais, Flávio Saboya fez um apelo agora à unidade em torno da federação. Ele divulgou suas metas à frente de novo mandato:

1- Estabilidade financeira dos Sindicatos
– Promoção de Seminários Regionais objetivando discutir e encontrar alternativas para a estabilidade financeira e operacional dos Sindicatos.

2- Instalação da Sala do Produtor Rural nos Sindicatos.
Essa providência irá permitir a perfeita e imediata integração sindical via notícias, entrevistas, informações e cursos com o SENAR Administração Central

3- Conforme antecipado em 2017, será estendido a todos os Sindicatos, além da identificação do curso e acompanhamento, seu lançamento no “Senar nas Nuvens”,

4- Intensificação e capacitação das Equipes Técnicas e Administrativas dos Sindicatos, contribuindo para sua sustentabilidade.

5- Uma maior interação com os Sindicatos laborais e prefeituras municipais, mediante “Termos de Parceria”.

6- Instalação de Escritórios de Atendimento de Suporte Sanitário em parceria com o Governo do Estado (ADAGRI) para sanidade animal, nos moldes do já instalado (Coreaú).

7- Recadastramento do público rural dos Sindicatos, com convênios com a CNA para tal fim.

8- Abertura de poços profundos para os produtores vinculados aos Sindicatos via apoio creditício do Banco do Nordeste do Brasil – BNB e Governo do Estado.

9- Acolher a iniciativa do Sindicato Rural de Moraújo com o “Projeto Doutores do Sertão”, que visa a sucessão rural, por meio da fixação dos jovens filhos de produtores rurais, que estão cursando no ensino da área das ciências agrárias.

10- Preparar e submeter a apreciação dos Conselho de Representantes da FAEC e do Conselho Administrativo do SENAR-CE o Código de Ética do Sistema FAEC/SENAR-CE/SINRURAL, que, após aprovado, passará a ser de observância obrigatória por todo o Sistema.

DETALHE – A assessoria da Faec não divulgou ainda o placar da votação.

Ceará marcará presença na feira da fruticultura de Madrid

Luiz Roberto Barcelos, que presidente a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abifruta), toma a rota de Madrid (Espanha) nesta segunda-feira.

Ele vai participar, engajado a uma comitiva empresarial do Ministério da Agricultura, da Fruit Attraction 2017.

É  uma da maiores feiras do setor da fruticultura da Europa. Hora de fechar negócios também para a Agrícola Famosa, onde é diretor.

(Foto – Alex Régis)

UFC promove a I Semana de Agroecologia

A Universidade Federal do Ceará abriu, no começo da tarde desta quarta-feira, a I Semana de Agroecologia, que vai se estender até sábado. O tema é “Agroecologia e o conhecimento popular”. Organizado pelo Grupo Agroecológico da UFC (GAUFC), os debates acontecem no auditório do Centro de Ciências (CC), no Campus do Pici.

A Semana conta ainda com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), da Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab) e da Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia (Enebio) e demais organizações do setor.

Segundo a comissão organizadora, o intuito da Semana é estimular e dar visibilidade à importância do conhecimento popular em sua integração com os conhecimentos técnico e científico, com o objetivo de fazer a academia refletir sobre a importância desse pensamento para a desconstrução da suposta superioridade de um conhecimento sobre o outro.

Fortaleza será sede do I Workshop sobre Aviação Agrícola

Fortaleza recebe, às 8h30min da próxima terça-feira, o I Workshop sobre Aviação Agrícola. A iniciativa é da Federação da Agricultura do Ceará (Faec) e do setor produtivo. A programação será aberta com a presença de Euvaldo Bringel, secretário da Agricultura, Pesca e Aquicultura do Estado, no auditório da Faec.

Representantes das entidades como a Câmara Setorial de Frutas, a Associação dos Bananicultores do Cariri, Federação das Associações do Perímetro Irrigado Jaguaribe Apodi, Abrafrutas, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), União do Agronegócio do Vale do Jaguaribe (Univale), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Coordenação de Agricultura Irrigada da SEAPA marcarão presença.

Palestras

A programação técnica será composta de palestras sobre os “Aspectos Técnicos da Aviação Agrícola no Brasil”, com o diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Gabriel Colle; “Panorama da Aviação Agrícola no Ceará”, com o chefe do Serviço de Inspeção e Sanidade Vegetal da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Ceará (SFA/CE), Francisco Leandro de Paula Neto, e do diretor de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adagri), José Tito Carneiro Silva e finaliza com “A Pulverização Aérea no Brasil e no Ceará”, com o professor de Formação de Pilotos e Assessor Técnico do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Marcelo Drescher.

DETALHE – O evento é aberto ao público.

SERVIÇO

*Sede da Faec – Avenida Eduardo Girão, 317 – Térreo – Jardim América.

(Foto – Ilustrativa)

Açudes cearenses acumulam menos de 10% de sua capacidade

Pela primeira vez em seis meses, o Ceará voltou a ter menos de 10% de água armazenada nos reservatórios monitorados. O último registro superior ao índice tinha sido em março. No entanto, a situação atual (9,8%) dos reservatórios — amenizada depois de uma quadra chuvosa em torno da média histórica — ainda é melhor que a de setembro do ano passado, época em que só havia, conforme o Portal Hidrológico do Ceará, 8,8% de água acumulada.

Mesmo assim, dois dos maiores e mais estratégicos açudes estaduais têm sofrido consecutivas baixas. No dia 27 de janeiro deste ano, o Castanhão armazenava somente 4,97% da capacidade; ontem, registrava 4,07%. Já o Orós, que, por nove meses (entre julho de 2016 e março de 2017), tomou o protagonismo do abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) junto ao Castanhão, saiu de 12,37% em 27 de janeiro deste ano para 8,31% no relatório de ontem.

Cada vez mais seco, o Ceará contribui, assim, para posicionar o Nordeste como a pior região do Brasil em armazenamento de água para o sistema hidrelétrico. De acordo com banco de dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), atualizado na última segunda-feira, 25, o Nordeste tem somente 9,64% de água em razão da capacidade total, enquanto que Centro-Oeste tem 25,48%, Norte tem 35,7% e Sul tem 37,8%.

Bacias hidrográficas

De todas as bacias do Ceará, a que está com menos água atualmente é a dos Sertões de Crateús, que opera com 0,6% da capacidade. Em seguida, em pior situação, estão: Baixo Jaguaribe (1%), Banabuiú (2,9%), Médio Jaguaribe (3,7%) — onde está localizado o Castanhão — e Alto Jaguaribe (8,5%) — onde fica o Orós.

A região Norte do Estado, onde mais choveu neste ano, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), é a que mais concentra água nos reservatórios.

A região hidrográfica mais abastecida é a de Coreaú (66,1%), seguida do Litoral (48%), da Metropolitana (24,9%), da Serra da Ibiapaba (24,3%), de Acaraú (21,7%), do Salgado (11,9%) e do Curu (11,5%).

(O POVO – Repórter Luana Severo/Foto – Fábio Lima)

Fruticultura tem valor de produção recorde em 2016, com R$ 33,3 bilhões

A fruticultura nacional registrou no ano passado recorde no valor de produção, com total de R$ 33,3 bilhões, de acordo com a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM 2016), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “Foi o maior valor de produção da série histórica iniciada em 1974”, destacou a engenheira agrônoma Larissa Leone Isaac Souza, supervisora da pesquisa. Em relação a 2015, o valor da produção do setor aumentou 26%.

As frutíferas são compostas por 22 produtos, incluindo lavouras temporárias (abacaxi, melancia e melão) e permanentes (abacate, banana, caqui, castanha de caju, coco-da-baía, figo, goiaba, laranja, limão, maçã, mamão, manga, maracujá, marmelo, noz, pera, pêssego, tangerina e uva).

As maiores altas do valor na produção em 2016 foram registradas nas culturas de limão (52%), laranja (47,2%), banana (43,4%) e maçã (25,8%). Em valores absolutos, a liderança é da laranja, que concentra 25,1% do valor de produção, com R$ 8,4 bilhões; e da banana (25%), com valor de produção de R$ 8,3 bilhões.

O estado de São Paulo respondeu por 30,9% do valor de produção nacional da fruticultura, o que significou R$ 10,3 bilhões, com destaque para a cultura da laranja (59,2%). Por municípios, a liderança ficou com Petrolina (PE).

Expoece vira bom programa neste feriadão

Você já foi à 63ª Exposição Agropecuária e Industrial do Ceará (Expoece), que se estende até o próximo domingo, no Parque de Exposições Governador César Cals? Pois aproveite e marque na sua agenda neste feriadão. Cerca de quatro mil animais estão expostos, entre bovinos, caprinos, ovinos e equinos.

Para a diversão do público, o evento conta ainda com concursos, julgamento de animais, apresentações, parque de diversão, casa de mel, piscicultura (filetagem de peixes), pesque e pague, espaço gastronômico com comidas regionais, casa de farinha/engenho, fazendinha, galeria dos garanhões, tornando a feira em um ambiente voltado ao público familiar.

O evento conta diariamente com um espaço para a comercialização e exposição de produtos em 140 estandes, distribuídos em uma área total de 140.000 m².

Programação

Dia 5 – terça-feira
Admissão e pesagem de caprinos e ovinos / Admissão de animais pesagens de zebuinos / Julgamento de girolando

Dia 6 – quarta-feira
Julgamento de GIR, SINDI / Julgamento de industrial, SINDI / Julgamento de caprinos leiteiros e cortes, ovinos / Doper, Somalis, Marada Nova e Cariri

Dia 7 – quinta-feira
Julgamento de Jerseu, Pardo Suíço Machos, Fêmeas jovens e vacas secas / Julgamento de Jersey, Pardo Suíço e Lactação / Julgamento de equinos / Julgamento de Anglonubiana e Santa Inês

Dia 8 – sexta-feira
Julgamento de equinos / Continuação do Julgamento de Anglonubiana e Santa Inês

Dia 9 – sábado
Julgamento de equinos / Grandes campeonatos de todas as raças caprinas e ovinas

Dia 10 – domingo
Julgamento de equinos e encerramento com desfile dos animais (às 16h)

SERVIÇO

*Parque de Exposição Governador César Cals – Avenida Sargento Hermínio Sampaio, 2677 – Monte Castelo.

*Entrada: R$ 5,00.

Tudo pronto para a Expoece 2017

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Começa neste sábado, com abertura oficial a partir das 16 horas, no Parque de Exposições Governador César Cals (Bairro São Gerardo), a Expoece 2017. Trata-se da exposição agropecuária e industrial de Fortaleza, que contará com 1.500 caprinos e ovinos para exposição e julgamento, 702 bovinos e diversas raças e 380 equinos das raças Mangalarga Marchador e Campolina que também participarão de vários concursos e julgamentos. Haverá ainda diversos tipos de animais para venda

A diretoria da Associação dos Criadores do Ceará reforçou a segurança dentro do parque, em colaboração com a Polícia Militar, que estará presente com 80 PMs, além de 40 seguranças distribuídos em pontos estratégicos do local para assegurar maior tranquilidade aos visitantes. Duas ambulâncias do SAMU também estarão de prontidão na feira, segundo revela o presidente da ACC, Sérgio Fonteles.

Enquanto os criadores estarão participando do julgamento dos seus animais e fazendo negócios, os visitantes terão à sua disposição para divertimento um forró pé-de-serra, cantadores e emboladores, fazendinha, uma feira da agricultura familiar, engenho de cana-de-açúcar, tapiocaria, pesque/solte, restaurantes, parque de diversão, passeios de charrete para a criançada, venda de produtos artesanais e vários estandes para visitações.