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Egito anuncia descoberta de dezenas de estátuas e múmias de animais

Uma missão arqueológica egípcia descobriu sete tumbas de diferentes épocas faraônicas no Complexo de Saqqara, com dezenas estátuas de madeira e múmias de gatos, anunciou o Ministério de Antiguidades.

As tumbas são da época do Império Novo (entre os séculos 16 e 11 a.C.) e em três delas foram encontradas múmias de gatos, que representam a deusa Bastet, do antigo Egito, afirmou o ministro Khaled al-Anani, em comunicado.

Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mustafa Waziri, “pela primeira vez” foram achados escaravelhos mumificados nessa região, assim como múmias de gatos e 100 estátuas de madeira de felinos e algumas que representam cobras e crocodilos. O lugar era um cemitério de animais.

Os arqueólogos egípcios também encontraram em um dos mausoléus uma tumba do supervisor dos edifícios reais do fim da quinta dinastia de faraós (2.400 a.C), identificado como Kofo en Hat.

O ministro ressaltou que a descoberta é uma de uma das três que serão anunciadas até o fim do ano.

O Egito vem trabalhando na descoberta e no anúncio de novos túmulos na tentativa de atrair mais turistas, já que após os protestos de 2011 e a queda do presidente Mohamed Morsi em 2013 o número de visitantes caiu significativamente.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Arqueólogos descobrem 40 sepulturas da dinastia do faraó Tutankamon

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“Uma missão de arqueólogos suecos descobriu um conjunto de 40 sepulturas com ossadas que datam da 18ª dinastia faraônica (1295-1186 a.C.), na cidade monumental de Asuán, no Sul do Egito. À dinastia 18ª pertencem alguns dos faraós mais relevantes e conhecidos, como Tutmosis I, Hatshepsut, Akenatón e Tutankamon.

O diretor do Departamento de Egiptologia do Ministério das Antiguidades, Mohamed Afifi, destacou hoje (30), em declarações à agência espanhola EFE, a importância da descoberta dos ossos de homens, mulheres e crianças de diversas idades, nas montanhas Al Silsila.

“Sem ter em conta a quem pertencem, esta descoberta revela a presença de atividade humana nesta zona”, destacou Afifi, que indicou que rapidamente será determinada a identidade dos enterrados. As sepulturas, situadas na margem oriental do Rio Nilo, estão esculpidas em rocha, têm passadiços escavados no solo e uma ou duas salas quadradas sem inscrições nos muros.

Alguns desses passadiços começam com escadas que conduzem a uma câmara e a uma entrada principal, revelou Afifi, que acrescentou que é provável que as tumbas tenham sido reutilizadas durante a 19ª dinastia.

Por outro lado, o diretor-geral de Antiguidades de Asuán, Nasr Salama, valorizou em comunicado a importância de terem sido encontradas as escadas, pois nunca foram descobertas estruturas deste tipo na zona.

Os peritos da Universidade de Lund também encontraram uma pequena estrutura esculpida na rocha, constituída por duas salas em bom estado e de uma entrada decorada com um disco solar com asas.

A missão sueca, que começou os seus trabalhos na área em 2012, já realizou os primeiros trabalhos de limpeza das sepulturas e já retirou a areia. De acordo com Salama, as escavações mostraram que o lugar está deteriorado devido à erosão e ao alto nível de água subterrânea.”

(Agência Lusa)