Blog do Eliomar

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Planetário do Dragão do Mar reabre no dia 20 de setembro

O Planetário Rubens de Azevedo, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, vai reabrir ao público, após reforma, na próxima quinta-feira (20); Virá com novidades na programação e modernização tecnológica de sua estrutura, informa a assessoria de imprensa da Secretaria da Cultura do Estado.

O equipamento apresentará ao público um equipamento moderno: o planetário marca Zeiss, modelo Skymaster ZKP4 LED com projetores digitais VELVET DUO de alta resolução. Foi adquirido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece), através de convênio com empresa alemã.

Sessões temáticas

As atividades reabrem ao público no mesmo dia, com sessões temáticas e especiais, às 18 e 19 horas. Também haverá sessões na sexta-feira (21) nos mesmos horários; e ainda sábado (22) e domingo (23), às 17, 18, 19 e 20 horas, permanecendo com essa programação semanal a partir de então.

SERVIÇO

*Informações sobre as sessões estarão disponíveis a partir de segunda-feira (17) no site do Planetário (https://www.planetariorubensdeazevedo.com.br/).

*Os agendamentos de grupos escolares serão retomados em outubro. Na quarta-feira (19), uma sessão fechada para convidados marca o início da retomada das atividades.

*Ingressos – R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

(Foto – Arquivo)

Nasa lançará satélite para medir as mudanças da massa polar na Terra

A Nasa, a agência espacial norte-americana, quer aprofundar os estudos sobre mecanismos que reduzam as incertezas dos prognósticos sobre o futuro aumento do nível do mar e ajudem a compreender as mudanças climáticas. Para isso, será lançado ao espaço, no próximo dia 15, um satélite que vai medir, em detalhes, as mudanças de massa polar na Terra.

O Satélite de Elevação de Terra e Gelo da Nasa-2 (ICESat-2) medirá a mudança média anual de elevação do gelo terrestre que cobre a Groenlândia e a Antártida, capturando 60 mil medições por segundo.

A expectativa dos pesquisadores é de que o ICESat-2 amplie e aperfeiçoe estudos anteriores da Nasa, que monitoraram a mudança nos movimentos dos picos polares em 2003, com a primeira missão ICESat e, depois em 2009, com a Operação IceBridge, que analisou a taxa de variação e aceleração.

Gelo

De acordo com a Nasa, bilhões de toneladas de gelo derretem anualmente, elevando o nível do mar no mundo.

Nos últimos anos, as contribuições do derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica aumentaram o nível do mar global em mais de um milímetro por ano. A taxa está aumentando, segundo os pesquisadores.

O ICESat-2 também fará as medições para verificação da altura do gelo marinho existente acima da superfície do mar, observando a espessura e o volume.

Pesquisas

A cobertura de gelo do Ártico reflete o calor do Sol de volta ao espaço. Quando esse gelo derrete, a água escura que há embaixo absorve o calor, alterando os padrões de circulação do vento e do oceano, afetando potencialmente o clima global da Terra.

Além dos pólos, o ICESat-2 medirá a altura das superfícies oceânicas e terrestres, incluindo as florestas. Um instrumento associado ao ICESat-2 medirá o topo das árvores, na tentativa de colaborar com as pesquisas sobre a quantidade de carbono armazenada nas florestas.

(Agência Brasil com foto de Vanessa Valentine, da Nasa)

Quer conhecer o planeta Saturno?

A Seara da Ciência, equipamento de divulgação científica da Universidade Federal do Ceará, abrirá suas portas ao público, nesta sexta-feira (3), a partir das 10 horas, para a primeira edição do Seara Asteroid Day. Trata-se de uma iniciativa gratuita que visa incentivar estudantes e professores cearenses a pesquisar asteroides, objetos que vêm do espaço e que podem causar danos à humanidade. A programação terá início com uma exposição de meteoritos, informa a assessoria de imprensa da UFC.

Às 14 horas, haverá a palestra “Asteroides, meteoros e meteoritos: o que são e de onde vêm?”, que será proferida pelo professor Ednardo Rodrigues, do Grupo de Astronomia e Astronáutica da Seara da Ciência (GAS Interestelar). Às 15 horas, será a vez do pesquisador Lauriston Trindade, do Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON), proferir a palestra “Do Ceará para o mundo: a descoberta das primeiras chuvas de meteoros no Brasil”. A última palestra do dia, do professor Dennis Weaver, do Laboratório de Astrofísica e Cosmologia do Instituto Federal do Ceará (IFCE), será às 16 horas e é intitulada “Discos circum-estelares e evolução estelar”.

A partir das 18 horas ocorrerá a atividade de observação de Saturno, no Observatório da Seara da Ciência.

SERVIÇO

*Seara da Ciência – Rua Abdenago Rocha Lima, s/n, ao lado da entrada principal do Campus do Pici. A programação se encerrará às 20h30min.

*Mais informações na página da Seara da Ciência no Facebook (www.facebook.com/SearaDaCienciaUfc).

(Foto – Arquivo)

Eclipse total da Lua – Confira dicas para acompanhar

Hoje (27) os olhos do mundo inteiro estarão voltados para o céu. No fim do dia, terá início o maior eclipse lunar já registrado neste século. Este tipo de fenômeno ocorre quando o sol, a Terra e a lua ficam alinhados nesta ordem e o planeta faz sombra sobre a última, diminuindo ou até mesmo impedindo a iluminação do corpo. Brasileiros se organizam para contemplar o evento, que deve durar pouco menos de duas horas.

Um atrativo será a iluminação por um efeito laranja avermelhado na lua, que ganhou o nome de “Lua de Sangue”. A razão das cores é a atmosfera terrestre. “O vermelho depende da quantidade de poluição suspensa na atmosfera, que pode ser partícula de pó lançada por vulcões. Quando atividade vulcânica aumenta, ela fica mais vermelha. Quando isso não acontece, ela continua no tom mais alaranjado”, explica o tecnologista da Agência Espacial Brasileira, Ademir Xavier.

O espetáculo atrai atenções de diversas pessoas, desde aquelas envolvidas com astronomia até cidadãos curiosos com o fenômeno. Um primeiro aspecto que merece atenção para quem quer acompanhar são os horários. Como o eclipse ocorrerá no fim da tarde, ele terá características especiais diferentes daqueles na parte da noite.

Horários

A lua nascerá em horários diferentes nas cidades brasileiras, começando no litoral. Segundo a Sociedade Astronômica Brasileira, entre as capitais a primeira deve ser Recife (17h15), seguida por Vitória (17h18), Natal (17h19), Salvador (17h22), Rio de Janeiro (17h26) e Belo Horizonte (17h34). A visibilidade total se dará em apenas parte do país, nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Segundo o professor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Eduardo de Brito, o efeito laranja avermelhado não será visível em todos os pontos do Brasil, mas apenas para as cidades mais próximas do litoral.

“Quando já estiver bem escuro, a lua vai estar escondida e vai ter um tom mais avermelhado. Assim que a lua nascer, por volta de 18h, vai ser possível conferir a lua escondida. Assim que o sol sumir, as pessoas vão conseguir ver a lua avermelhada”, explica Brito. Em regiões mais no centro do país, como em Brasília, esse aspecto não deve ficar tão perceptível.

Instrumentos

Embora o eclipse tenha uma visibilidade diferenciada dependendo do ponto onde o observador estiver, a lua ficará bem visível a olho nu. Quem quiser conferir com maior nitidez a superfície dela ou o efeito laranja avermelhado pode usar telescópios, lunetas binóculos ou até mesmo câmeras fotográficas equipadas com lentes contendo bons zooms.

Além da lua, no eclipse lunar desta sexta-feira, o planeta Marte também ganhará visibilidade e instrumentos de observação podem contribuir para conferir este e outros planetas, como Vênus, Júpiter e Saturno.

Como fotografar o eclipse lunar

O coordenador de fotografia da Agência Brasil, Marcello Casal Jr., dá algumas dicas de como fotografar o eclipse lunar:

– Usar um tripé e disparador remoto. A recomendação vale para câmeras ou smartphone

– Evitar movimentos bruscos para que a câmera ou o celular não vibrem

– No caso de câmeras profissionais, usar o ISO corretamente. O ISO mede a sensibilidade do sensor à luz. Quanto maior o ISO, mais sensível ele está e, com isso, amplia a claridade e captação de luz. Quanto menor o ISO, menos informações serão captadas

– No caso de smartphones, que têm sensor pequeno e lente de dimensões reduzidas, é importante um bom enquadramento. A captação de nuvens podem ajudar a compor uma boa foto. “Timelapses” podem render boas e lindas misturas de fotografia e vídeo que captam a mudança de luz.

(Com Agencia Brasil)

Eclipse lunar poderá ser conferido na Seara da Ciência

A Seara da Ciência, organismo da Universidade Federal do Ceará, abrirá suas portas, a partir das 17 horas desta sexta-feira, para observação de eclipse lunar. Segundo o Observatório Nacional, trata-se do mais longo eclipse total da Lua do século XXI. A atividade é gratuita e para quem tiver interesse em ver o fenômeno e sobre ele informar-se. A observação começará a partir das 18 horas e seguirá até as 20 horas.

De acordo com o professor Ednardo Rodrigues, organizador do evento, a expectativa é que 120 pessoas participem da atividade. Um telescópio newtoniano de 300 milímetros de abertura ficará disponível para os visitantes. A depender do número de pessoas, a equipe estuda colocar outros três telescópios para observação.

De acordo com o Observatório Nacional, a fase total do eclipse ocorrerá entre 16h30min e 18h13min. A partir dessa hora, a Lua começará a sair da sombra mais escura, dando início ao eclipse parcial, que seguirá até as 19h19min. A fase penumbral do eclipse (quando a Lua passa pela sombra mais clara) vai até as 20h29min.

Assim, quem for ao local terá a oportunidade de ver o fim do eclipse, observar a Lua e compreender por que ela tenderá a ficar avermelhada. “Em Fortaleza o eclipse poderá ser visto no fim da tarde, por volta das 17h40min, mas, aqui, ele será parcial e causará apenas uma vermelhidão na superfície lunar, que acabará por volta das 19 horas”, explica o organizador.

SERVIÇO

*Seara da Ciência – Rua Abdenago Rocha Lima, s/n, na entrada do Campus do Pici.

(Foto – Arquivo Reuters)

Cientistas italianos descobrem lago de água líquida e salgada em Marte

Pesquisadores italianos anunciaram, nesta quarta-feira (25), que, pela primeira vez, têm provas da presença em Marte de água liquida, além de salgada, em um lago subterrâneo localizado sob uma camada de gelo, graças aos resultados do radar instalado na sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

A importante descoberta assinada por uma equipe de pesquisadores italianos conclui que em uma região chamada Plamun Australe, localizada na camada de gelo do polo sul de Marte, o perÚl que o radar desenha é muito similar ao dos grandes lagos de água líquida encontrados sob o gelo na Terra, em regiões como a Antártida e a Groenlândia.

A pesquisa, que foi publicada nesta quarta-feira pela revista especializada Science, foi apresentada hoje na sede da Agência Espacial Italiana (ASI, na sigla em italiano) e considerada por seu presidente, Roberto Battiston, como “a mais importante dos últimos anos”.
Para chegar a essas conclusões, a equipe de cientistas italianos obteve 29 conjuntos de amostras do radar, com as quais mapeou uma área que mostrava uma mudança muita acentuada a 1,5 quilômetros sob a superfície do gelo e que se estendia por cerca de 20 quilômetros.

Roberto Orosei, o principal pesquisador deste estudo e responsável científico do radar MARSIS instalado na sonda Mars Express, explicou que o equipamento “captou ecos procedentes do subterrâneo desta região e estes eram mais fortes que os ecos da superfície. Esta circunstância só acontece quando há água subglacial como na Antártida”. Orosei explicou para a Agência EFE que foram necessários vários anos para se chegar a essas conclusões. Para isso, foram eliminadas uma a uma todas as outras explicações possíveis até que se chegou a evidência de que se tratava de água.

O estudo garante que se trata de água salgada, pois isto é o que permitiria que, junto com a pressão da camada de gelo, o lago subterrâneo
permanecesse em estado líquido apesar de estar a uma temperatura de entre -30 e -70 graus Celsius, como acontece na Terra. Para isso, Orosei citou como exemplo o Lago Vostok, o maior dos quase 400 lagos subglaciais conhecidos da Antártida, e cuja água se mantém liquida devido ao peso exercido pela densa camada de gelo.

Os cientistas não descartam também a possibilidade de encontrar um “deposito biológico” nesse lago marciano, já que está provado que algumas bactérias podem sobreviver a baixas temperaturas e, sobretudo, graças à salinidade. No entanto, segundo Orosei, encontrar alguma evidência será difícil e seriam necessários muitos anos, pois é preciso perfurar o local.

(Agência Brasil com EFE)

Ciência se aproxima da descoberta de vida fora da Terra, diz astrônomo

A ciência está cada vez mais próxima de fazer uma descoberta que desperta a curiosidade humana há décadas: a existência de vida fora do planeta Terra. De acordo com o astrônomo Gustavo Porto de Mello, são grandes as possibilidades de essa notícia ser dada nos próximos dez anos.

Segundo ele, alguns corpos celestes têm surpreendido os cientistas por apresentarem possibilidades de abrigar vida, ainda que microscópica. Se até pouco tempo Marte era o favorito para dar essa boa nova, após a descoberta de água em seu subterrâneo, agora, com as recentes confirmações da presença de água em duas luas do Sistema Solar (Europa, do planeta Júpiter; e Encélado, de Saturno), os indícios de vida extraterrena ficaram ainda maiores.

Quem mais tem instigado os cientistas sobre a possibilidade de abrigar vida é a lua Europa.

“Essa lua desperta interesses desde as primeiras visitas das sondas Voyager, da Nasa [agência espacial norte-americana], que, no final dos anos 70, mostraram o satélite completamente coberto de gelo, com uma superfície lisa e sem crateras, o que indica estar sendo renovada”, disse o astrônomo Gustavo Porto de Mello, professor no Observatório do Valongo, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, os dados obtidos posteriormente pela sonda Galileu confirmaram essa conclusão. “Aparentemente havia algum tipo de atividade interna dentro dessa lua [Europa], que mantinha o gelo renovado de forma constante. A maneira mais fácil de entender esse efeito na superfície é supor que existe um oceano, possivelmente de grandes dimensões, abaixo do gelo”.

A Missão Cassini, em Saturno, observou também esse tipo de atividade na lua Encélado. A atividade interna do satélite foi capaz de manter a água líquida abaixo da superfície e ejetar água na forma de gêiseres. Imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble detectaram possíveis evidências de água jorrando também da superfície de Europa.

Gustavo Mello explica que, embora a sonda Galileu não tenha identificado água diretamente por meio de fotografia, foi observada uma distorção do campo magnético em Europa que, de acordo com os autores do estudo, deveria ter sido causada por emissões de água. “Ao ser enviada ao espaço, essa água é alterada pela luz do sol, gerando uma carga elétrica capaz de distorcer o campo magnético daquela lua. Foi isso o que a sonda mediu.”

A partir desses dados, foram feitas simulações por meio de computadores que reproduziram as características das plumas de água observadas pelo Hubble em Europa. Os resultados apresentaram medidas muito parecidas com as observadas pela Galileu.

“Surgiu então mais uma evidência, dentro de um corpo de evidências muito grande e acumulado há quase 30 anos, de modo que já dá para se afirmar com muita segurança que deve haver um oceano bastante extenso de água líquida debaixo da superfície de Europa”, destacou o astrônomo.

Segundo ele, a expectativa é que, diante de tantos dados, a descoberta de algum tipo de vida extraterrena ocorra em menos de dez anos. “Estou cada vez mais otimista de que encontraremos vida [extraterrena] nos próximos anos. Seja em um lugar como Europa ou Marte, seja em algum planeta [orbitando] em outra estrela, através da detecção do oxigênio na atmosfera. Vamos detectar alguma evidência clara. Possivelmente apenas de vida microbiana, mas já é um grande ponto de partida.”

De acordo com o astrônomo, existe uma grande divisão nas escolas de astrobiologia sobre a chance de se detectar uma biosfera complexa, com animais multicelulares e inteligência, como a terrestre. “É uma questão complicada e sem resposta clara, mas quase todo mundo concorda que vida microbiana, unicelular, simples, vai ser detectada”.

(Agência Brasil)

Cientistas australianos descobrem buraco negro de crescimento rápido no Universo

Um grupo de astrônomos da Austrália descobriu o buraco negro que cresce mais rápido do Universo conhecido até agora, que absorve uma massa equivalente ao Sol a cada dois dias, informaram nesta terça-feira (15) fontes
acadêmicas do país oceânico. O buraco negro chamado QSO SMSS J215728.21-360215.1 foi detectado a 12
bilhões de anos luz de distância por cientistas da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês). Seu tamanho equivale a 20 bilhões de sóis e tem uma taxa de crescimento de cerca de 1% a cada um milhão de anos, indicou a ANU em comunicado.

“Este buraco negro cresce tão rápido que brilha milhares de vezes mais que uma galáxia inteira devido aos gases que ele devora diariamente, causando muito atrito e calor”, disse Christian Wolf, da Escola de Astronomia e Astrofísica
da ANU. Esse buraco negro existia quando o Universo, que tem aproximadamente 13,8 bilhões de anos, tinha apenas 1,2 bilhões de anos. “Não sabemos como cresceu tanto e tão rápido na primeira fase do Universo”, afirmou o cientista.

“Se este monstro estivesse no centro da Via Láctea, provavelmente faria com que a vida na Terra fosse impossível devido à grande quantidade de raios-x que ele emana”, afirmou o astrônomo. “Os buracos negros gigantescos e de crescimento rápido também ajudam a limpar a névoa em torno deles por meio da ionização dos gases, o que torna o
Universo mais transparente”, acrescentou Wolf. O buraco negro foi detectado pelo telescópio SkyMapper do Observatório de Siding Spring da ANU, situado cerca de 480 quilômetros a noroeste de Sydney, com ajuda do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Os autores da descoberta consideram que esses buracos negros brilham e podem se transformar em modelos para observar e estudar a formação de elementos nas primeiras galáxias do Universo.

(Agência Brasil com EFE)

Quer saber como nasce e morre uma estrela?

O astrônomo Dermeval Carneiro, coordenador regional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e coordenador do Planetário Rubens de Azevedo, do Centro Dragão do Mar, dará palestra na sede do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (Adufc-Sindicato), nesta quinta-feira, às 18h30min. Ele falará sobre o tema “Nascimento e Morte de Estrelas”.

Ele vai expor o processo de formação dos astros, desde a concepção até o seu desaparecimento e como esses fenômenos interferem no desenvolvimento do universo.

Demerval falará ainda sobre a experimentação feita, há quase 100 anos, no município de Sobral, pelo físico alemão Albert Eistein, que permitiu a comprovação da Teoria da Relatividade, um marco para a física moderna.

(Foto – Divulgação)

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica tem inscrições abertas

Já estão abertas as inscrições para a 21ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A competição é aplicada em 13 mil escolas para alunos dos ensinos fundamental e médio. Os participantes da olimpíada recebem certificado e concorrem a 40 mil medalhas.

As escolas interessadas em participar da competição podem se inscrever até 18 de março no site oficial da olimpíada. As instituições de ensino que já participaram da edição passada da competição não precisam realizar um novo cadastro.

A competição será marcada para o dia 18 de maio e selecionará os representantes do Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). No mesmo dia do torneio, ocorrerá a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG).

As provas estão divididas em quatro níveis: três para os alunos do ensino fundamental e um para os do ensino médio. A avaliação tem dez perguntas em cada etapa: três de astronáutica e sete de astronomia. A maioria delas, porém, exige apenas raciocínio lógico. As medalhas são distribuídas de acordo com a classificação em cada um dos níveis.

Cerca de 60 alunos serão selecionados para participar da Jornada Espacial. Serão pré-selecionados somente alunos do ensino médio, de qualquer ano/série, com as melhores notas de Astronáutica e que ainda não tenham participado da jornada. Não há taxa de inscrição para escolas ou alunos participarem da OBA.

Também está com inscrições abertas a Mostra Brasileira de Foguetes, uma olimpíada experimental, que consiste em construir e lançar, obliquamente, foguetes, a partir de uma base, o mais distante possível. Para participar da mostra, foguetes e bases de lançamentos devem ser construídos por alunos individualmente ou em equipes de até três componentes. Em 2017, o evento contou com a participação de 94 mil alunos.

Os eventos são coordenados por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

(Agência Brasil)

Aluna cearense ganha prêmio nacional de Astronomia

A estudante do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros (CMCB), Alice Santos, 12, é uma das três vencedoras do Concurso de Astronomia para Estudantes, promovido este ano pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA). A aluna propôs que o Observatório Nacional de Astronomia Óptica (SOAR, sigla em inglês), utilizasse o telescópio de 4,1 metros de abertura, localizado no Chile, para fotografar a Nebulosa de Ampulheta.

A aluna do 7° ano participou do concurso na categoria do fundamental II, pela qual foi campeã; sendo a primeira cearense a ser selecionada no concurso e a única proposta do Norte-Nordeste escolhida. A estudante, que começou a estudar astronomia este ano, elogia o trabalho realizado pelo professor e deseja que mais pessoas conheçam o universo desta ciência. “Ter disciplinas como essa faz com que a gente aprenda mais e descubra coisas novas”, diz Alice sobre a experiência de estudar astronomia.

O primeiro-tenente Romário Fernandes, professor da disciplina de astronomia do CMCB, e orientador do texto escolhido, afirma ser produtivo que os alunos conheçam a astronomia antes do ensino médio. “A ideia é apresentar aos alunos os princípios de física e química de forma mais atrativa antes de ver as matérias propriamente ditas”, justifica ele.

A astronomia é uma ciência nova no CMCB, segundo o Coronel Nildson Oliveira, comandante-diretor da escola. De acordo com ele, a chegada do professor tenente Romário tem disseminado o conteúdo na escola e estimulado a participação dos alunos. “O aluno em si gosta de ver a eficácia das ações. Na astronomia, nós vemos os resultados. Quer seja visualizar um astro, quer seja efetivar algum experimento”, destaca o comandante. (Italo Cosme – italocosme@opovo.com.br, especial para O POVO)

(O POVO – Por Ítalo Cosme/Foto – Fábio Lima)

Planeta com temperatura similar à da Terra é achado próximo ao sistema solar

Uma equipe internacional de cientistas descobriu um planeta com tamanho e temperatura similares ao da Terra, situado a apenas 11 anos-luz do sistema solar, segundo informou nesta quarta-feira (15) o Observatório Europeu do Sul (ESO).

O planeta, que foi chamado de Ross 128 b, é o mais próximo já descoberto que orbita em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que pode aumentar a probabilidade de reunir as condições necessárias para abrigar vida, de acordo com estudo publicado pela revista Astronomy & Astrophysics.

A equipe responsável pela descoberta utilizou o caçador de planetas Harps (motor de busca de alta precisão por velocidade radial) da ESO, instalado no Observatório La Silla, do Chile.

O novo planeta é agora o segundo com temperatura similar à Terra mais próximo – após Proxima b – e será, de acordo com o observatório, um alvo perfeito para o telescópio ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, capaz de buscar biomarcadores na sua atmosfera.

Segundo as observações feitas até agora, o exoplaneta de baixa massa orbita em torno da estrela anã vermelha Ross 128 a cada 9,9 dias, e espera-se que tenha temperatura superficial que pode ser similar à da Terra.

Apesar de estarem entre as mais comuns, as anãs vermelhas são boas para a busca de exoplanetas, por serem um dos tipos de estrela mais frias e frágeis do universo, embora muitas emitam labaredas que, ocasionalmente, banham de radiação ultravioleta letal e raios-X os planetas que as orbitam.

No entanto, parece que a Ross 128 b é uma estrela muito mais tranquila, de maneira que seus planetas possam ser os locais habitáveis mais próximos, ressaltou o ESO.

Embora esteja atualmente a 11 anos-luz da Terra, o astro se move em nossa direção e espera-se que se transforme no “vizinho estelar mais próximo em apenas 79 mil anos, um piscar de olhos em termos cósmicos”, passando a ser o exoplaneta mais próximo, destacam os cientistas.

Com os dados de Harps, a equipe descobriu que o Ross 128 b orbita 20 vezes mais perto de sua estrela que a distância entre a Terra e o Sol.

Apesar dessa proximidade, recebe apenas 1,38 vez mais radiação que a Terra e calcula-se que a sua temperatura de equilíbrio se encontre entre -60 e 20 graus Celsius, graças à natureza fria de sua pequena estrela anã vermelha, que tem pouco mais que a metade da temperatura superficial do Sol.

(Agência Brasil)

UFC participará da World Space Week

Demerval Carneiro difunde estudos sobre astronomia.

A Universidade Federal do Ceará se integra, pela primeira vez, através da Seara da Ciência, à programação da World Space Week (Semana Mundial do Espaço). Trata-se de iniciativa estabelecida em 1999 pela Organização das Nações Unidas (ONU), que só no ano passado registrou mais de 2.700 eventos em 86 países para divulgar os avanços da ciência na área da astronomia, da astrofísica e da tecnologia espacial para o melhoramento da condição humana. Na UFC, o evento ganhou a denominação de Seara World Space, com curso, palestras e observações do céu.

Nesta quarta-feira (18), a programação terá duas palestras no auditório da Seara (Rua Abdênago Rocha Lima, s/n), na entrada do Campus do Pici. Às 14h30min, o professor Demerval Carneiro, diretor do Planetário Rubens Azevedo do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e coordenador de Astronomia da Seara da Ciência, falará sobre o tema “A vida e a morte das estrelas”. Às 16h20min, é a vez da palestra intitulada “O legado da sonda Cassini-Huygens”, a ser feita pelo professor Daniel Brito, astrofísico e docente do Departamento de Física da UFC. As palestras são abertas ao público e gratuitas.

Demerval Carneiro informa que para esta semana também estão programadas observações do céu no Observatório Astronômico da Seara. Como essa atividade depende das condições do tempo (o céu não pode estar nublado), ele recomenda que o público interessado entre em contato antes com a Seara pelo telefone (85) 3366 9245.

Ainda como parte da programação, no último dia 12, a Seara da Ciência fez a entrega de certificados de conclusão do Curso Básico de Astronomia a 45 alunos do ensino médio da rede pública. “Eles tiveram aulas teóricas e práticas no Observatório Astronômico da Seara e no Planetário do Dragão do Mar em setembro e no início deste mês e vão participar das observações durante a Seara Space Week”, diz.

A data oficial da World Space Week decretada pela ONU é de 4 a 10, mas ao longo do mês de outubro ocorrem programações em todo o mundo inspiradas no tema “Explorando novos mundos no espaço”. Na UFC, a Seara World Space é organizada pelo professor Ednardo Rodrigues e tem a coordenação dos professores Demerval Carneiro e Marcus Vale, diretor da Seara da Ciência.

(Foto – Divulgação)