Blog do Eliomar

Categorias para Bebidas

Dr. Eron destaca ação da PGR contra venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol

Autor da proposta na Câmara Municipal de Fortaleza que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol localizados na capital cearense, o vereador Dr. Eron (PP) destacou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), ajuizada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar contra a lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Ceará e sancionada pelo governador Camilo Santana, que autoriza o comércio e o consumo de bebida alcoólica em estádios de futebol do Estado.

Para o parlamentar, torcedor do Ceará Sporting, frequentador dos estádios e adepto de uma “cervejinha”, nada é mais importante que a vida. “Sou médico e testemunha, na condição de plantonista em hospitais, do potencial das bebidas alcoólicas nos estádios, antes mesmo da proibição. Nada é mais importante que a vida”, comentou.

O pedido da procuradora-geral deverá entrar em pauta no STF em agosto, quando da volta das atividades dos ministros. O relator é o ministro Ricardo Lewandowski, que também deverá abordar as leis estaduais em Minas Gerais, Paraná, Bahia, Mato Grosso e Espírito Santo.

(Foto: Arquivo)

Fortaleza X Athletico PR – Torcedor vai poder melar o bico

O jogo entre Fortaleza e Athletico-PR, válido pela Copa Brasil, na Arena Castelão, marcará, nesta quinta-feira, a estreia da venda de bebidas alcoólicas após 16 anos de proibição.

Como será a primeira experiência, haverá observação quanto a entrada dos torcedores no estádio, a demanda de consumo gerada e a maneira como cada um vai se portar. O torcedor que ali estiver poderá consumir até 30 minutos do segundo tempo.

Três marcas vão estar disponíveis: Skol, Itaipava e Heineken. As duas primeiras com a tabela de R$ 5 cada (a latinha de 350ml), enquanto a terceira será vendida a R$ 7.

(Também com O POVO/Foto – Ilustrativa)

Dr. Eron propõe emenda no Código da Cidade contra bebida alcoólica nos estádios em Fortaleza

208 1

Uma semana após a Assembleia Legislativa aprovar o consumo de bebida alcoólica nos estádios de futebol no Ceará, o vereador de Fortaleza pelo PP, Dr. Eron, propõe uma emenda ao Código da Cidade, que proíbe a comercialização das bebidas nos estádios na capital cearense.

Segundo Dr. Eron, proposta já conta com 15 assinaturas, já suficientes para o início da tramitação.

O parlamentar afirma que não se trata de uma demarcação política, diante da votação na Assembleia Legislativa. Mas, sim, o cumprimento de seu juramento, como médico, em defesa da vida.

(Foto: Arquivo)

Vem aí o Anuário da Cachaça

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria com o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), vai lançar, às 17 horas do próximo dia 28, em Brasília, o Anuário da Cachaça. Trata-se de um dos principais levantamentos de dados oficiais do setor da Cachaça dos últimos anos.

O Anuário será apresentado pelo MAPA no auditório da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).

O objetivo da publicação é fomentar discussões sobre o setor. Na ocasião, estão previstas apresentações do IBRAC, do Conselho Regulador da Tequila e do Euromonitor.

Que me perdoem os papudinhos, mas respeito à vida é fundamental

234 3

Em artigo sobre a aprovação do projeto de lei da venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol do Ceará, o vereador de Fortaleza e médico Eron Moreira lamenta a decisão dos deputados. Confira:

Vi com muita preocupação e tristeza a aprovação da proposta em favor da liberação de bebida alcoólica nos estádios de futebol no Ceará, na noite desta quinta-feira (9), pela Assembleia Legislativa. Os argumentos, ao longo dos debates, foram desde a completa ignorância das consequências aos mais irresponsáveis. Apontaram para a sociedade o apelo da geração de emprego e renda e até, no absurdo, que a bebida nada teria a ver com a violência nas arquibancadas e no entorno das praças esportivas.

A última alegação é que a bebida alcoólica a ser vendida será “somente” a cerveja – 5% a 9% de teor alcoólico -, como se muitos torcedores se contentassem com apenas uma latinha, no caso da proposta, um copo de 400 ml. Outro absurdo é que o valor da bebida ficará por cerca de R$ 20, como “atenuante” que o consumo não estaria acessível a “qualquer” torcedor.

Diante da falta de respeito da própria proposta, não me surpreende a também falta de respeito – leia-se discriminação – para com o torcedor de menor poder aquisitivo, como se fosse culpa da “mundiça alvinegra” ou da “carniça tricolor” o histórico da violência no futebol quando da época em que o álcool imperava nos estádios, há cerca de uma década e meia.

Como médico plantonista nessa época, sou testemunha dos atendimentos do coma alcoólico de jovens, da violência por arma branca, da violência doméstica e, principalmente, da violência no trânsito. Infelizmente, nesse último caso, atropelamentos e abalroamentos em motos e carros de passeio, com vítimas de um motorista alcoolizado e com camisa de time de futebol, igualmente no atendimento de emergência.

Com o álcool de volta aos estádios cearenses, nos resta a torcida para que o futebol realmente seja uma “caixinha de surpresa”, com o time da Assembleia Legislativa vencendo a equipe de estudos científicos, de dados estatísticos e das graves ocorrências nos plantões hospitalares em decorrência do consumo de bebidas alcoólicas…

Dr. Eron Moreira

Médico e Vereador de Fortaleza

Emenda de Audic Mota garante recursos para a juventude e alerta sobre drogas

A Assembleia Legislativa aprovou hoje (9) a emenda aditiva de plenário, de autoria do deputado Audic Mota (PSB), que garante a destinação, pelo Estado, de 5% da renda com a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios para os Fundos de Desenvolvimento do Esporte, Juventude e Políticas sobre Álcool e Outras Drogas.

A emenda acrescenta dispositivo ao projeto de lei 85/19, de autoria do deputado Evandro Leitão (PDT), prevalecendo enquanto não forem firmadas Parcerias Público-Privadas (PPPs) para administração e gestão dos estádios de futebol no Estado.

(Foto: Divulgação)

Deputados aprovam venda de bebida alcoólica nos estádios do Ceará

Por 23 votos favoráveis e 14 contra, com nenhuma abstenção, a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou na noite desta quinta-feira (9) a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol do Estado, com teor alcoólico de até 10%.

A votação durou cerca de 10 horas e promoveu debates tensos entre os parlamentares.

Segundo as emendas votadas hoje, a venda de bebidas nos estádios não será permitida em jogos entre Ceará e Fortaleza.

(Foto: Reprodução)

Arrecadação – Valim quer regulamentação clara na venda de bebidas alcoólicas nos estádios

Em meio aos debates das emendas do projeto de lei da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol no Ceará, que ocorrem na tarde desta quinta-feira (9), na Assembleia Legislativa, o deputado Vitor Valim (Pros) cobra a regulamentação dos percentuais de lucro da comercialização das bebidas, como forma de contemplar o Estado. “O lucro irá aumentar, mas não recairá sobre os 13% da bilheteria aos quais o Estado tem direito”, alegou Valim, que recebeu apoio dos deputados Renato Roseno (Psol), Audic Mota (PSB) e Salmito Filho (PDT).

O deputado Evandro Leitão (PDT), autor do projeto de lei, alegou que o percentual do Estado antes era de 7%, agora 13%. Vitor Valim rebateu e apontou que o percentual dos 13% estava em vigor, antes de uma liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios.

“É preciso uma regulamentação clara, não podemos ficar na questão rasteira de quem é a favor ou não da bebida alcoólica”, ressaltou Valim.

(Foto: Divulgação)

O álcool no impedimento

331 14

Em artigo sobre a proposta da liberação de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol no Ceará, o médico e vereador Dr. Eron aponta a a estreita relação álcool/violência. Confira:

Em meio à multidão, empurra-empurra, brados, dedos em riste, crianças amedrontadas, tensão, irmãos contra irmãos… o álcool nas arquibancadas.

A triste ocorrência foi no clássico Ceará x Fortaleza, na decisão do campeonato estadual, no Castelão, quando um grupo de torcedores ocupou cadeiras no setor superior central, após uma manhã e início de tarde reunido em uma churrascaria nas proximidades do estádio.

Na condição de médico, não posso deixar de apontar a perigosa mistura do álcool com a paixão, com consequências inúmeras vezes narradas nas imagens de telejornais. Na condição de vereador de Fortaleza, quando recebi a confiança de mais de oito mil eleitores, não posso deixar de me posicionar contra a proposta da liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol.

Assombrado, ouvi o argumento de alguns parlamentares sobre a não influência “direta” do álcool na violência entre torcedores. Certo está o parlamentar ao apontar uma “não influência direta” do álcool no confronto entre torcidas, pois – creio – não há quem ingira bebida alcoólica com o único propósito da violência. Errado está o parlamentar ao não reconhecer – ou não querer reconhecer – o potencial do álcool no grau de violência, a estreita relação álcool/violência.

Também ouvi de parlamentares, dessa feita com indignação, que a venda de bebidas alcoólicas nos estádios irá promover a geração de emprego e renda. A indignação fica por conta das lembranças dos plantões nos hospitais públicos de Fortaleza, quando da entrada de torcedores vítimas de acidentes de trânsito, do confronto de torcidas com uso de armas brancas, da violência doméstica na volta dos estádios, do coma alcoólico de jovens vestidos com camisas do Ceará ou do Fortaleza. Eis aqueles que durante anos pagaram a conta quando a bebida alcoólica era liberada nos estádios, além do próprio município, diante de um drástico atendimento atualmente aliviado.

Eu não poderia encerrar sem apresentar o desfecho da confusão nas arquibancadas do Castelão. Antes da chegada de policiais, outros torcedores conseguiram controlar os ânimos. Torcedores, esses, de semblantes tranquilos, palavras equilibradas e de estado sóbrio.

Dr. Eron Moreira

Médico e vereador de Fortaleza

Bebida nos estádios e a raiz do problema

259 2

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (13), pelo jornalista Érico Firmo:

O grande debate do momento na Assembleia Legislativa tem sido sobre a liberação de bebida nos estádios. Há forte mobilização contra. A volta da venda de bebida dentro dos estádios não é como se fosse uma questão imprescindível ao interesse público. A proibição não é algo que tenha afetado a vida das pessoas de modo incontornável. Porém, o que me parece é que alguns equívocos fundamentaram e seguem a justificar a proibição. Essencialmente, passa pelo desconhecimento da natureza da violência das torcidas.

Elementos para debate:

1)Proibição existe desde 2003, quando entrou em vigor o Estatuto do Torcedor. Antes, a violência já não era problema dentro de estádios. A situação foi controlada desde os anos 90. O problema era fora. Ainda é. Regiões da cidade, terminais de ônibus viram praças de guerra. Confusões, muitas vezes, bem longe dos locais de jogo. Com gente que nem ao estádio vai. Hoje, com popularização do pay-per-view, tem gente vendo jogo em toda bodega. O problema está potencialmente em toda parte. A proibição dentro dos estádios tapa o sol com peneira.

2) Bebida pode ser impulsionadora da violência, isso não discuto. Mas, a maior parte das brigas de torcida não é de gente embriagada que passa a fazer confusão. Há segmentos de torcidas que têm relação com grupos criminosos. Praticam crimes diversos, um dos quais a violência física. Entender qual é a natureza dessa violência é fundamental para combatê-la de forma eficaz. Proibir venda de bebida não ataca a raiz. Fica na periferia da questão.

3) Por isso mesmo, proibir bebida em estádios não acabou com a violência ligada a futebol. Como disse, do lado de dentro, não é problema desde os anos 90. Fora, desde 2003, foram 24 pessoas assassinadas em brigas entre torcedores no Ceará. O número de feridos, inclusive a balas, é exponencialmente maior. Houve picos. Só em 2012, nove pessoas morreram em confrontos entre torcidas na Capital. Nove assassinatos. Um descalabro. Tudo isso sem venda de bebida em estádio Por que houve tal surto em um ano específico? A questão é conjuntural das relações e tensões entre grupos criminosos vinculados a torcidas. Não foi por mais ou menos bebidas. Aliás, a maior parte são crimes com arma de fogo. Não são cometidos por alguém pacífico que bebeu e se excedeu. Em regra, trata-se de criminosos contumazes.

4) As pessoas vão aos jogos tendo bebido. Algumas completamente embriagadas. Bebem antes. Alguns passam o dia bebendo até a partida. Bebem no entorno dos estádios. Bebem ao sair. E, quem frequenta sabe, também se consome álcool dentro dos estádios. Apesar da vigilância, entra bebida, sim. Comercializa-se bebida – a preços inflacionados por ser ilegal. No lugar da cerveja, complicada de ser mantida gelada numa venda clandestina, mais comum é a comercialização de cachaça – com teor alcoólico muito maior. A propósito, não só álcool, como outras drogas são consumidas nos estádios. A peneira de tapar o sol tem rombos.

5) Em 2013 e 2014, durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, houve liberação da venda de bebidas. Alguém pode apontar que era outro contexto, outro perfil de torcedor. Discurso que flerta com a demofobia – aversão a povo. Insinua que o problema não é beber em estádio, mas pobre beber em estádio.

6) Em outros estados e países, há experiências que vale conhecer. No Maracanã, por exemplo, é vendida bebida. Porém, o valor é tão elevado que dificilmente alguém se embriagaria dentro do estádio. As pessoas bebem muito mais do lado de fora. No Mineirão, há venda até o intervalo do jogo – a ideia é que as pessoas não bebam demais, nem estejam sob efeito ao irem embora. O modelo é inspirado na Inglaterra. Na Itália, a restrição é feita por teor alcoólico – máximo de 5%. Estados Unidos e Alemanha têm postura mais liberal e não apenas permitem a comercialização como os clubes fecham gigantescos contratos. Na Espanha, há venda apenas em camarotes, não para o povão – a velha demofobia.

Como disse antes, vender ou não vender é questão secundária. As pessoas podem passar duas horas sem beber e não vão morrer por isso. Porém, a proibição ou liberação não é uma grande ação contra a violência relacionada ao esporte. O problema é as pessoas acreditarem que o álcool é o principal fator de violência e que a proibição enfrenta a questão. Coisa nenhuma.

Um festival para apreciadores de cerveja

Essa é para os apreciadores de cerveja.

De 12 a 14 deste mês de abril, vai acontecer o I Festival Deguste – cerveja, gastronomia e outras artes, no Shopping Eusébio, com apresentação de uma diversidade de cervejas, pratos especiais da gastronomia cearense e shows artísticos.

O festival realizará ainda capacitações com os melhores sommeliers e chefs de Fortaleza.

SERVIÇO

*Mais informações: (85) 9 8220.1897 ou (85) 9 9992.3117.

(Foto – Divulgação

O gol contra do futebol cearense

219 2

Com o título “O gol contra do futebol cearense”, eis artigo de Marcos Sobreira, deputado estadual pelo PDT. Ele bate duro no projeto que quer liberar a venda de bebida alcoólica nos estádios. Confira:

A Assembleia Legislativa do Ceará está prestes a aprovar o projeto de lei que prevê a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol do Estado. Eu, como parlamentar e, principalmente, como cidadão cearense apaixonado pelo futebol, não posso deixar de me manifestar contra o assunto.

Com a aprovação do projeto, o Estado pode se colocar num duplo entrave: o aumento da violência nas arenas e a clara inconstitucionalidade da matéria.

O PL, que está pronto para ser votado em plenário, especifica que a venda de bebida alcoólica será liberada duas horas antes de começar a partida e se encerra 15 minutos antes do término. São quase 4 horas de consumo dentro do estádio. Não acredito que após cerca de 240 minutos de ingestão de álcool, é possível dizer que alguém tem a plena consciência do que está fazendo ou de que possa controlar como vai agir.

O Brasil já liderou o ranking de violência nos estádios. De 2003 a 2015 foram 53 mortes nas arenas esportivas. Em Pernambuco, no ano de 2005, quando a venda era permitida dentro dos estádios, 1.643 ocorrências foram registradas. Já em 2010, com a proibição, o número caiu para 112 casos violentos. O cenário mais atual mostra que o antigo número elevado de ocorrências pode ser reflexo do consumo exagerado de álcool.

Além de possibilitar o aumento da violência, o projeto de lei cearense vai de encontro ao que foi legislado pela União, o que torna a matéria inconstitucional. O Estatuto do Torcedor diz, no seu artigo 13º, que são condições de acesso e permanência no estádio que o cidadão não esteja portando bebidas ou substâncias proibidas que possam gerar ou possibilitar a violência.

Os estados que já permitiram a venda de bebidas alcoólicas estão passíveis de ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e estão sendo questionados pelo Ministério Público por infringirem uma lei federal.

Bebida alcoólica e estádio de futebol não jogam juntos. E a alegria de poder assistir a uma partida de futebol com paz e tranquilidade não combina com o que a Assembleia Legislativa cearense quer aprovar.

*Marcos Sobreira,

Deputado estadual pelo PDT.

(Foto – Arquivo)

Editorial do O POVO – “Venda de bebidas nos estádios: insensatez”

Com o título “Venda de bebidas nos estádios: insensatez”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira. “A iniciativa da liberação do álcool nos estádios satisfaria muito mais ao pequeno segmento que lucraria com a venda das bebidas, do que ao interesse coletivo”, diz o testo. Confira:

Ganha corpo na Assembleia Legislativa, para espanto da opinião pública, um projeto de lei que libera a venda de bebidas alcoólicas nos estádios do Ceará. Trata-se do PL 85/2019, do deputado Evandro Leitão (PDT). Apesar de especialistas apontarem a sua inconstitucionalidade, desde que foi criado o Estatuto do Torcedor e existir uma legislação municipal reforçando essa providência, imaginava-se que o processo de consolidação da lei não sofresse possibilidade de retrocesso. Ledo engano: a ideia de retroagir (e não apenas nesse campo) parece envenenar os brasileiros. E o Ceará dá mostras de querer render-se a essa desdita, pelo menos nesse item.

Desde que o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei federal nº 10.671/2013), em seu Artigo 13-A, II, proibiu que o torcedor ingressasse nos estádios portando bebidas ou substâncias suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência, e a lei municipal de nº 9.477, aprovada em 2009, interditou, em dias de jogos, igualmente, o consumo e a comercialização de bebidas alcoólicas, em um raio de 100 metros dos estádios, os órgãos controladores vinham constatando um decréscimo (não a extirpação) de brigas entre indivíduos e torcidas nos estádios e cercanias. Foi difícil fazer essa contenção e livrar um pouco os torcedores desse condicionamento. Ou seja, já ia se consolidando uma cultura de aceitação dessa privação pontual, não por motivos morais, mas para neutralizar qualquer potencial de excesso de paixões, num ambiente já propenso a altercações.

Evidentemente, desde a promulgação do Estatuto do Torcedor, o clima de acirramento, na sociedade, generalizou-se, mas, por outros motivos e com resultados muito mais preocupantes. As crispações estão tão aguçadas que a mínima faísca numa dada relação coletiva pode provocar explosões de ódio. Por que abrir mais oportunidades para isso? Até a circunspecta Inglaterra teve, anos atrás, de conter a violência selvática dos hooligans, os torcedores fanáticos que levavam terror aos estádios. Os frutos da violência traziam um custo social incontornável. O que dirá num país como o nosso, de parcos recursos públicos para os serviços básicos normais, sobretudo na rede de saúde, onde sempre deságuam os frutos da violência?

A iniciativa da liberação do álcool nos estádios satisfaria muito mais ao pequeno segmento que lucraria com a venda das bebidas, do que ao interesse coletivo. Os estádios precisam cada vez mais gerar segurança e tranquilidade aos seus frequentadores, inclusive às famílias. É hora de ponderar junto àqueles representantes do povo que revelam uma sofreguidão inusual para aprovar a matéria. Por acaso discutiram essa questão com a sociedade? Não há justificativa para tanta pressa. Medo do debate?

(Editorial do O POVO/Foto – Arquivo)

Relação entre cintura e estatura pode indicar risco cardiovascular

O acúmulo excessivo de gordura na região abdominal já é um conhecido indicador de risco para doenças cardiovasculares. A medida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não deve ultrapassar 94 centímetros (cm) nos homens e 90 cm nas mulheres. Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no entanto, identificou que pessoas fisicamente ativas e sem sobrepeso, mas com valores de relação cintura-estatura (RCE) próximos ao limite do risco também têm maior probabilidade de desenvolver distúrbios no coração.

O RCE é obtido pela divisão da circunferência da cintura pela estatura. “Até então, os valores acima de 0.5 indicavam alto risco de desenvolver alguma doença cardiovascular ou metabólica. Os valores abaixo de 0.5 indicavam que a pessoa tinha aparentemente menor risco”, explicou Vitor Engrácia Valenti, professor da Unesp de Marília e coordenador da pesquisa. Para o estudo foram selecionados 52 homens saudáveis e fisicamente ativos, com idade entre 18 e 30 anos.

Segundo Valenti, estudos recentes sugerem que a RCE fornece informações mais precisas de riscos cardiovasculares do que o Índice de Massa Corporal (IMC), que avalia a distribuição de gordura pelo corpo. “O resultado que encontramos chama a atenção daquelas pessoas que acham que [estão fora dos grupos de risco] por não ter barriga, mas não fazem atividade física ou mantêm hábito alimentar saudável. Mesmo sem barriga, pode ser um risco”, alertou o professor com base no trabalho.

O estudo, que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi feito em colaboração com a Oxford Brookes University, na Inglaterra, e publicada na revista Scientific Reports.

Avaliação

Os participantes do trabalho foram divididos em três grupos: o primeiro, composto por homens com menor percentual de gordura corporal e com RCE entre 0,40 e 0,449; o segundo, formado por homens com RCE entre 0,45 e 0,50, próximo ao limiar de risco; e o terceiro, por homens com RCE acima do limite de risco, entre 0,5 e 0,56. “Nós avaliamos parâmetros fisiológicos do sistema nervoso autônomo, por meio do ritmo do coração, antes e durante uma hora após a recuperação do exercício”, explicou Valenti.

Eles foram avaliados durante dois dias. No primeiro exercício, os participantes tiveram que permanecer 15 minutos sentados e em repouso e, em seguida, fizeram uma corrida com esforço máximo em uma esteira ergométrica. O objetivo era constatar que todos eram fisicamente ativos. Embora não fossem atletas, mantinham atividades regulares. Em seguida, teriam que ficar em repouso por 60 minutos.

No segundo dia, foram submetidos a um exercício físico moderado: uma caminhada de 30 minutos em uma esteira. A intensidade seria de aproximadamente 60% do esforço máximo. A intenção era observar, durante o repouso e a primeira hora após os exercícios, a velocidade de recuperação cardíaca autonômica. “Quanto mais tempo o organismo demora para se recuperar após o exercício, isso é indicativo de que essa pessoa tem probabilidade maior de desenvolver doença cardiovascular, como hipertensão, infarto, AVC”, disse o pesquisador.

Os resultados mostraram que os grupos com RCE próximo e acima do limite de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas apresentaram recuperação cardíaca autonômica mais lenta, tanto no esforço máximo quanto no moderado. “Mesmo aqueles saudáveis e fisicamente ativos, que não tinham sobrepeso e nem obesidade, mas que tinham valores de normalidade mais próximos dos valores de risco, tinham risco maior do que aquele grupo que era composto por indivíduos com menor tamanho de cintura e estatura”, destacou Valenti.

O pesquisador explicou que este é um estudo inicial, mas com “fortes evidências” da necessidade de rever os valores de referência. “Vamos sugerir agora que ele seja feito em outros países, com outra população, em outras condições. Aqui verificamos na população brasileira. Se pensarmos na população da China, do Japão, que tem cultura diferente, costumes diferentes, não podemos generalizar com base nos resultados apenas dos brasileiros”, advertiu.

Obesidade

A obesidade é considerada uma epidemia global pela OMS. Estima-se que 1,9 bilhão de adultos tenham sobrepeso, dos quais 600 milhões estão obesos. No Brasil, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2017, do Ministério da Saúde, mostrou que 18,9% dos brasileiros estão obesos. Além disso, mais da metade da população das capitais brasileiras (54%) têm excesso de peso.

(Agência Brasil)

Com chegada do Réveillon, alerta é festejar sem abusar do álcool

Na festa da virada do ano, o lema deve ser comemorar, mas sem abusar do consumo de álcool, principalmente para quem for dirigir.

Dirigir alcoolizado é a segunda maior causa de acidentes no trânsito. No feriado do Natal deste ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 1.907 autos de infração de motoristas, nas estradas do país, que estavam dirigindo após ingerir bebida alcoólica, o que corresponde a um flagrante a cada 21 testes. Para inibir essa prática, o Código de Trânsito Brasileiro ampliou a pena de detenção para quem provocar mortes conduzindo alcoolizado – de 2 a 4 anos para 5 a 8 anos de reclusão.

De acordo com o coordenador da Operação Lei Seca no estado do Rio de Janeiro, Marco Andrade, o final do ano e o carnaval são os períodos com mais acidentes com morte no trânsito.

“A bebida traz grande contribuição para o aumento do número de mortes no trânsito neste período”, disse Andrade.

Até a próxima terça-feira (1º), serão 56 ações de fiscalização no estado e preventivas. “É importante comemorar as festas de fim de ano, se divertir, mas se organizar na forma de voltar para casa de uma maneira mais segura”, ressaltou.

Bebida em excesso
O psiquiatra Jorge Jaber, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e especializado em dependência química, acredita que o abuso do álcool nas festas de fim de ano têm ligação com problemas de relacionamento social. Segundo o especialista, há quem esteja passando por momento complicado e utilize a bebida alcóolica para esquecer o incômodo.

“O álcool leva à possibilidade de descontrole e isso se manifesta nas festas, atingindo o objetivo contrário ao que o evento se propõe”, disse.

Para se divertir no Réveillon, os cuidados apontados pelo psiquiatra são: não dirigir embriagado, manter-se bem hidratado, procurar se alimentar com comidas leves, evitando as gordurosas; e diminuir o tempo de exposição ao sol.

(Agência Brasil)

Proposta institui adicional de 1% para Cofins sobre bebida alcoólica

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 10691/18, do deputado Dr. Jorge Silva (SD-SE), que institui alíquota adicional de 1% para Cofins incidentes sobre bebidas alcoólicas e destina a arrecadação para cobertura de custos na saúde relacionados ao consumo de bebidas. O texto também cria nova alíquota para a Cofins-Importação, incidente nos produtos vindos do exterior.

O aumento na alíquota vale para qualquer regime de tributação a que a empresa está submetida.

Importadores de bebida destinada a revenda ficam com adicional suspenso por até 180 dias. Se, após esse prazo, não houver revenda, a empresa deverá pagar o adicional, além de juros.

Fundo especial
A arrecadação com o aumento da alíquota irá para um fundo destinado a custear custos de saúde pública com tratamento de dependentes alcoólicos e suporte a vítimas de acidentes de trânsito e de violência no lar e no trabalho relacionados ao consumo de álcool.

Desde a década de 1990, tramitam no Congresso Nacional inúmeros projetos de lei que buscam ampliar a tributação incidente sobre bebidas alcóolicas, para inibir o consumo e destinar mais recursos para programas de prevenção e tratamento. A maioria buscou criar uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) exclusiva para a área, mas muitos projetos acabaram rejeitados na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Segundo Silva, a proposta tem uma aderência razoável ao princípio da proporcionalidade e respeita os demais limites constitucionais.

“A proposta atende a dupla finalidade de inibir o consumo de bebidas e custear os serviços de seguridade que decorrem do consumo exagerado de álcool”, disse.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Vodka Smirnoff começa a ser produzida no Ceará

A vodka Smirnoff voltou a ser produzida ontem em unidade fabril da Diageo em Fortaleza, na avenida Washington Soares, onde também é engarrafada a cachaça Ypióca. A empresa de bebidas do Reino Unido é detentora de marcas como a de uísques Black Label e Johnnie Walker.

O primeiro lote da vodka foi produzido na instalação fabril da companhia, localizada no bairro de Messejana. Os volumes que serão produzidos no Ceará abastecerão o mercado do Nordeste.

Desde que adquiriu a cachaça cearense, a multinacional segue investindo na categoria, especialmente em Ypióca, uma das marcas mais tradicionais do segmento. Conforme a diretora de Relações Corporativas da Diageo, Daniela de Fiori, o Ceará é um estado estratégico para a atuação da Diageo no Brasil.

Neste ano, a líder mundial em bebidas alcoólicas premium, com uma coleção de marcas nas categorias de bebidas destiladas, vinhos e cervejas, já havia comunicado que novos investimentos poderiam vir no Brasil, ainda em janeiro, quando anunciou crescimento internacional de vendas de 4,2% no último semestre de 2017. As vendas resultaram 6,5 bilhões de libras, sendo o lucro de 2,2 bilhões de libras.

No mundo, o Brasil, juntamente com Paraguai e Uruguai, foi destaque, com um aumento de 14%. Sozinho, o Brasil cresceu 7%. O levantamento foi realizado no segundo semestre de 2017. os números deram ao País a condição de maior mercado da América Latina e do Caribe.

Dentre as bebidas, as vendas do uísque de marca escocesa cresceram 11%. O principal responsável pelo percentual foi o Black&White, que tem bom rendimento na região Nordeste. Outra marca que teve destaque foi a Ypióca, com um crescimento de 7%, sendo líder no ranking das cachaças. Já a vodka Smirnoff, que volta a ser produzida em Fortaleza, havia crescido 8% e o gin Tanqueray triplicou em valor no período.

A Diageo é uma empresa multinacional que opera em 180 países. As ações da companhia são negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque (DEO) e na Bolsa de Valores de Londres (DGE).

(O POVO – Repórter Beatriz Cavalcante/Foto – Divulgação)

Artesãs do Conjunto Palmeiras fundam associação com apoio de dona da Ypióca

A Diageo, líder mundial na produção de bebidas destiladas, garantiu a capacitação das artesãs do Conjunto Palmeiras, conhecidas pelo trabalho de trançado da palha das garrafas da marca Ypioca. Com isso, acaba de ser fundada a Associação Palhas à Mão. Através do Programa Ypióca de Artesanato, o grupo agora produz também bolsas, chapéus e diversos outros artigos em palha.

O Programa Ypióca de Artesanato – Gerando Valor, Somando Saberes teve início logo após a aquisição da Ypióca pela Diageo, em 2012. Foi realizado um trabalho de mapeamento e diagnóstico, tendo como resultado a capacitação de artesãs e fundação de associações nas comunidades de Ipaguaçú Mirim, no município de Massapê; de Muquém de São Pedro, em Cariré; e de Curralinho, em Morrinhos. Agora é foi  a vez dessas artesãs do Conjunto Palmeiras, em Fortaleza.

“Foram 68 pessoas inscritas e começamos com um grupo de 23 mulheres. As outras vão ficar aguardando os próximos cursos. Estamos precisando fazer estoque, pois o que produzimos já está sendo vendido e temos a pretensão de participar de feiras como a da Ceart”, explica Aurea Rosa, presidente da Associação Palhas à Mão.

Aurea Rosa destaca ainda a importância da Diageo na conscientização de que era preciso profissionalizar o trabalho artesanal. “Ninguém tinha dinheiro para isso, nem passava na nossa cabeça. Mas está sendo muito importante essa organização através da associação. O apoio da Diageo foi fundamental”, afirma. Toda produção das artesãs está sendo divulgada nas redes sociais da Associação Palhas à Mão (@apalhasamao) e das próprias artesãs.

A diretora de Relações Corporativas da Diageo, Daniela de Fiori, destaca a contribuição do Programa Ypióca de Artesanato para a comunidade do Conjunto Palmeiras. “Impactar comunidades nos lugares onde desenvolvemos nossos negócios está no DNA da Diageo. É motivo de orgulho para nós apoiar a valorização do artesanato cearense e estimular o empreendedorismo dessas artesãs, criando relações sustentáveis”, acentua.

(Foto  Divulgação)

Confira os estados que vão adotar a Lei Seca neste domingo

Assim como no primeiro turno, diversos estados terão restrições à venda de bebida alcoólica neste domingo (28), segundo turno das eleições. A questão é definida pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelas secretarias de Segurança Pública de cada estado. A medida tem o objetivo de evitar que o abuso de álcool potencialize conflitos em um dia em que a disputa política costuma acirrar os ânimos.

Confira a situação em alguns estados

Acre
No Acre, cada zona eleitoral ficou responsável pela definição de horários próprios, que variam entre as cidades. Na capital, Rio Branco, em Porto Acre, Bujari, Sena Madureira e Santa Rosa, a proibição vai vigorar das 18h deste sábado (27) às 16h de domingo (28). Em outras cidades, o início e o fim da restrição são diferentes, como no caso de Xapuri, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo Porto Walter e Rodrigues Alves (desde a 0h de domingo), ou Basileia, Epitaciolândia e Assis Brasil (das 22h de sábado às 22h de domingo). O horário por cidade está disponível no site do TRE.

Alagoas
A proibição foi definida para todo o estado pela Secretaria de Segurança Pública e vai vigorar das 8h às 17h de domingo. Em quatro cidades (Anadia, Boca da Mata, Marimbondo e Tanque D´Arca), a comercialização só será liberada às 22h.

Amapá
O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

Amazonas
O consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, mercearias e supermercados fica proibido da 0h às 18h do domingo.

Bahia
O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

Ceará
O TRE informou que, pelo menos na capital, Fortaleza, a venda será proibida da 0h às 19h de domingo. Nas demais cidades, deve ser feita a consulta junto à Zona Eleitoral.

Distrito Federal
Assim como no primeiro turno, no Distrito Federal, não haverá Lei Seca.

Espírito Santo
O TRE não disponibilizou informações.

Goiás
O TRE soltou lista com 138 cidades onde foi instituída a proibição tanto para o primeiro quanto para o segundo turno. O período fica a cargo do juiz de cada seção. A capital, Goiânia, não está na lista.

Maranhão
O TRE não disponibilizou informações.

Mato Grosso
O TRE não disponibilizou informações.

Mato Grosso do Sul
Não será permitida a venda de bebidas alcoólicas entre as 3h e as 17h, mas a limitação não vale para restaurantes que funcionem exclusivamente entre as 11h30 e as 14h30.

Minas Gerais
Será proibida a venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas entre as 6h e as 18h de domingo.

Pará
O TRE não disponibilizou informações.

Paraná
Não haverá Lei Seca no estado.

Paraíba
Não haverá Lei Seca no estado.

Pernambuco
Não haverá Lei Seca no estado.

Piauí
O TRE determinou a proibição da comercialização e distribuição de bebida alcoólica no primeiro turno, mas não informou se a decisão vale também para este domingo.

Rio Grande do Norte
A comercialização de bebidas alcoólicas será proibida em todo o estado. A regra vale das 6h às 18h de domingo.

Rio Grande do Sul
Nem o TRE, nem a Secretaria de Segurança Pública do estado estabeleceram regulamentação.

Rio de Janeiro
Não haverá Lei Seca neste ano.

Rondônia
A venda de bebidas alcoólicas será proibida nas cidades de Ariquemes, Alto Paraíso e Monte Negro.

Roraima
No primeiro turno, a comercialização e distribuição de bebida alcoólica foram proibidas da meia-noite de sábado às 18 horas do domingo. Contudo, o site do TRE não explicitou se a decisão será mantida para o segundo turno.

Santa Catarina
Não haverá Lei Seca no estado.

São Paulo
Não haverá Lei Seca no estado.

Sergipe
O TRE de Sergipe não informou se adotará a restrição.

Tocantins
O TRE não disponibilizou informações sobre a limitação.

(Agência Brasil)

Setor da cachaça lança manifesto contra carga tributária

Produtores de cachaça lançaram um manifesto em que reivindicam a ampliação dos esforços de promoção e de proteção do produto. A carta aberta pede ainda a reavaliação da carga tributária sobre a bebida, que segundo o setor, é o produto mais taxado do país. O texto também pede o combate à clandestinidade e à informalidade, superior a 85%, de acordo ainda com o setor.

“Em 2015, o governo reviu a sistemática de cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o que representou um aumento significativo do preço do produto. Em alguns casos, a alta chegou a 330%. Isso impactou muito porque o setor é extremamente sensível a alterações tributárias”, destacou o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Carlos Lima.

O setor reconhece, porém, que a inclusão de parte dos produtores no Simples Nacional, medida que entrou em vigor no início do ano, tem dado novo fôlego aos negócios. No país, cerca de 580 produtores, dos cerca de 1,5 mil registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estão enquadrados na modalidade. Em alguns casos, a mudança gerou redução de tributos de 90%.

No entanto, de acordo com os dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017, existem cerca de 11.023 produtores espalhados pelo Brasil. Comparando o número de produtores registrados no Mapa com o censo, verifica-se que a informalidade do setor, em número de produtores, está em torno de 86%.

“Se a categoria tiver melhores condições de mercado, o segmento da cachaça poderá continuar a contribuir de forma sustentável para a arrecadação e impulsionar ainda mais empregos no país”, acrescenta Lima.

Em 2017, em termos de valor, o faturamento do setor da cachaça no Brasil foi superior a R$ 10 bilhões. Em termos de exportação, o produto foi vendido para mais de 60 países, por mais de 50 empresas exportadoras, gerando receita de US$ 15,80 milhões, para um volume de 8,74 milhões de litros. Os números representam um crescimento de 13,43% em valor e de 4,32% em volume, em comparação ao ano de 2016, resultando no segundo ano consecutivo de aumento das exportações.

A maior produção de cachaça está concentrada no estado de São Paulo, seguido de Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba. Os principais estados consumidores são São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Minas Gerais.

(Agência Brasil)