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Relação entre cintura e estatura pode indicar risco cardiovascular

O acúmulo excessivo de gordura na região abdominal já é um conhecido indicador de risco para doenças cardiovasculares. A medida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não deve ultrapassar 94 centímetros (cm) nos homens e 90 cm nas mulheres. Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no entanto, identificou que pessoas fisicamente ativas e sem sobrepeso, mas com valores de relação cintura-estatura (RCE) próximos ao limite do risco também têm maior probabilidade de desenvolver distúrbios no coração.

O RCE é obtido pela divisão da circunferência da cintura pela estatura. “Até então, os valores acima de 0.5 indicavam alto risco de desenvolver alguma doença cardiovascular ou metabólica. Os valores abaixo de 0.5 indicavam que a pessoa tinha aparentemente menor risco”, explicou Vitor Engrácia Valenti, professor da Unesp de Marília e coordenador da pesquisa. Para o estudo foram selecionados 52 homens saudáveis e fisicamente ativos, com idade entre 18 e 30 anos.

Segundo Valenti, estudos recentes sugerem que a RCE fornece informações mais precisas de riscos cardiovasculares do que o Índice de Massa Corporal (IMC), que avalia a distribuição de gordura pelo corpo. “O resultado que encontramos chama a atenção daquelas pessoas que acham que [estão fora dos grupos de risco] por não ter barriga, mas não fazem atividade física ou mantêm hábito alimentar saudável. Mesmo sem barriga, pode ser um risco”, alertou o professor com base no trabalho.

O estudo, que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi feito em colaboração com a Oxford Brookes University, na Inglaterra, e publicada na revista Scientific Reports.

Avaliação

Os participantes do trabalho foram divididos em três grupos: o primeiro, composto por homens com menor percentual de gordura corporal e com RCE entre 0,40 e 0,449; o segundo, formado por homens com RCE entre 0,45 e 0,50, próximo ao limiar de risco; e o terceiro, por homens com RCE acima do limite de risco, entre 0,5 e 0,56. “Nós avaliamos parâmetros fisiológicos do sistema nervoso autônomo, por meio do ritmo do coração, antes e durante uma hora após a recuperação do exercício”, explicou Valenti.

Eles foram avaliados durante dois dias. No primeiro exercício, os participantes tiveram que permanecer 15 minutos sentados e em repouso e, em seguida, fizeram uma corrida com esforço máximo em uma esteira ergométrica. O objetivo era constatar que todos eram fisicamente ativos. Embora não fossem atletas, mantinham atividades regulares. Em seguida, teriam que ficar em repouso por 60 minutos.

No segundo dia, foram submetidos a um exercício físico moderado: uma caminhada de 30 minutos em uma esteira. A intensidade seria de aproximadamente 60% do esforço máximo. A intenção era observar, durante o repouso e a primeira hora após os exercícios, a velocidade de recuperação cardíaca autonômica. “Quanto mais tempo o organismo demora para se recuperar após o exercício, isso é indicativo de que essa pessoa tem probabilidade maior de desenvolver doença cardiovascular, como hipertensão, infarto, AVC”, disse o pesquisador.

Os resultados mostraram que os grupos com RCE próximo e acima do limite de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas apresentaram recuperação cardíaca autonômica mais lenta, tanto no esforço máximo quanto no moderado. “Mesmo aqueles saudáveis e fisicamente ativos, que não tinham sobrepeso e nem obesidade, mas que tinham valores de normalidade mais próximos dos valores de risco, tinham risco maior do que aquele grupo que era composto por indivíduos com menor tamanho de cintura e estatura”, destacou Valenti.

O pesquisador explicou que este é um estudo inicial, mas com “fortes evidências” da necessidade de rever os valores de referência. “Vamos sugerir agora que ele seja feito em outros países, com outra população, em outras condições. Aqui verificamos na população brasileira. Se pensarmos na população da China, do Japão, que tem cultura diferente, costumes diferentes, não podemos generalizar com base nos resultados apenas dos brasileiros”, advertiu.

Obesidade

A obesidade é considerada uma epidemia global pela OMS. Estima-se que 1,9 bilhão de adultos tenham sobrepeso, dos quais 600 milhões estão obesos. No Brasil, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2017, do Ministério da Saúde, mostrou que 18,9% dos brasileiros estão obesos. Além disso, mais da metade da população das capitais brasileiras (54%) têm excesso de peso.

(Agência Brasil)

Com chegada do Réveillon, alerta é festejar sem abusar do álcool

Na festa da virada do ano, o lema deve ser comemorar, mas sem abusar do consumo de álcool, principalmente para quem for dirigir.

Dirigir alcoolizado é a segunda maior causa de acidentes no trânsito. No feriado do Natal deste ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 1.907 autos de infração de motoristas, nas estradas do país, que estavam dirigindo após ingerir bebida alcoólica, o que corresponde a um flagrante a cada 21 testes. Para inibir essa prática, o Código de Trânsito Brasileiro ampliou a pena de detenção para quem provocar mortes conduzindo alcoolizado – de 2 a 4 anos para 5 a 8 anos de reclusão.

De acordo com o coordenador da Operação Lei Seca no estado do Rio de Janeiro, Marco Andrade, o final do ano e o carnaval são os períodos com mais acidentes com morte no trânsito.

“A bebida traz grande contribuição para o aumento do número de mortes no trânsito neste período”, disse Andrade.

Até a próxima terça-feira (1º), serão 56 ações de fiscalização no estado e preventivas. “É importante comemorar as festas de fim de ano, se divertir, mas se organizar na forma de voltar para casa de uma maneira mais segura”, ressaltou.

Bebida em excesso
O psiquiatra Jorge Jaber, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e especializado em dependência química, acredita que o abuso do álcool nas festas de fim de ano têm ligação com problemas de relacionamento social. Segundo o especialista, há quem esteja passando por momento complicado e utilize a bebida alcóolica para esquecer o incômodo.

“O álcool leva à possibilidade de descontrole e isso se manifesta nas festas, atingindo o objetivo contrário ao que o evento se propõe”, disse.

Para se divertir no Réveillon, os cuidados apontados pelo psiquiatra são: não dirigir embriagado, manter-se bem hidratado, procurar se alimentar com comidas leves, evitando as gordurosas; e diminuir o tempo de exposição ao sol.

(Agência Brasil)

Proposta institui adicional de 1% para Cofins sobre bebida alcoólica

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 10691/18, do deputado Dr. Jorge Silva (SD-SE), que institui alíquota adicional de 1% para Cofins incidentes sobre bebidas alcoólicas e destina a arrecadação para cobertura de custos na saúde relacionados ao consumo de bebidas. O texto também cria nova alíquota para a Cofins-Importação, incidente nos produtos vindos do exterior.

O aumento na alíquota vale para qualquer regime de tributação a que a empresa está submetida.

Importadores de bebida destinada a revenda ficam com adicional suspenso por até 180 dias. Se, após esse prazo, não houver revenda, a empresa deverá pagar o adicional, além de juros.

Fundo especial
A arrecadação com o aumento da alíquota irá para um fundo destinado a custear custos de saúde pública com tratamento de dependentes alcoólicos e suporte a vítimas de acidentes de trânsito e de violência no lar e no trabalho relacionados ao consumo de álcool.

Desde a década de 1990, tramitam no Congresso Nacional inúmeros projetos de lei que buscam ampliar a tributação incidente sobre bebidas alcóolicas, para inibir o consumo e destinar mais recursos para programas de prevenção e tratamento. A maioria buscou criar uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) exclusiva para a área, mas muitos projetos acabaram rejeitados na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Segundo Silva, a proposta tem uma aderência razoável ao princípio da proporcionalidade e respeita os demais limites constitucionais.

“A proposta atende a dupla finalidade de inibir o consumo de bebidas e custear os serviços de seguridade que decorrem do consumo exagerado de álcool”, disse.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Vodka Smirnoff começa a ser produzida no Ceará

A vodka Smirnoff voltou a ser produzida ontem em unidade fabril da Diageo em Fortaleza, na avenida Washington Soares, onde também é engarrafada a cachaça Ypióca. A empresa de bebidas do Reino Unido é detentora de marcas como a de uísques Black Label e Johnnie Walker.

O primeiro lote da vodka foi produzido na instalação fabril da companhia, localizada no bairro de Messejana. Os volumes que serão produzidos no Ceará abastecerão o mercado do Nordeste.

Desde que adquiriu a cachaça cearense, a multinacional segue investindo na categoria, especialmente em Ypióca, uma das marcas mais tradicionais do segmento. Conforme a diretora de Relações Corporativas da Diageo, Daniela de Fiori, o Ceará é um estado estratégico para a atuação da Diageo no Brasil.

Neste ano, a líder mundial em bebidas alcoólicas premium, com uma coleção de marcas nas categorias de bebidas destiladas, vinhos e cervejas, já havia comunicado que novos investimentos poderiam vir no Brasil, ainda em janeiro, quando anunciou crescimento internacional de vendas de 4,2% no último semestre de 2017. As vendas resultaram 6,5 bilhões de libras, sendo o lucro de 2,2 bilhões de libras.

No mundo, o Brasil, juntamente com Paraguai e Uruguai, foi destaque, com um aumento de 14%. Sozinho, o Brasil cresceu 7%. O levantamento foi realizado no segundo semestre de 2017. os números deram ao País a condição de maior mercado da América Latina e do Caribe.

Dentre as bebidas, as vendas do uísque de marca escocesa cresceram 11%. O principal responsável pelo percentual foi o Black&White, que tem bom rendimento na região Nordeste. Outra marca que teve destaque foi a Ypióca, com um crescimento de 7%, sendo líder no ranking das cachaças. Já a vodka Smirnoff, que volta a ser produzida em Fortaleza, havia crescido 8% e o gin Tanqueray triplicou em valor no período.

A Diageo é uma empresa multinacional que opera em 180 países. As ações da companhia são negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque (DEO) e na Bolsa de Valores de Londres (DGE).

(O POVO – Repórter Beatriz Cavalcante/Foto – Divulgação)

Artesãs do Conjunto Palmeiras fundam associação com apoio de dona da Ypióca

A Diageo, líder mundial na produção de bebidas destiladas, garantiu a capacitação das artesãs do Conjunto Palmeiras, conhecidas pelo trabalho de trançado da palha das garrafas da marca Ypioca. Com isso, acaba de ser fundada a Associação Palhas à Mão. Através do Programa Ypióca de Artesanato, o grupo agora produz também bolsas, chapéus e diversos outros artigos em palha.

O Programa Ypióca de Artesanato – Gerando Valor, Somando Saberes teve início logo após a aquisição da Ypióca pela Diageo, em 2012. Foi realizado um trabalho de mapeamento e diagnóstico, tendo como resultado a capacitação de artesãs e fundação de associações nas comunidades de Ipaguaçú Mirim, no município de Massapê; de Muquém de São Pedro, em Cariré; e de Curralinho, em Morrinhos. Agora é foi  a vez dessas artesãs do Conjunto Palmeiras, em Fortaleza.

“Foram 68 pessoas inscritas e começamos com um grupo de 23 mulheres. As outras vão ficar aguardando os próximos cursos. Estamos precisando fazer estoque, pois o que produzimos já está sendo vendido e temos a pretensão de participar de feiras como a da Ceart”, explica Aurea Rosa, presidente da Associação Palhas à Mão.

Aurea Rosa destaca ainda a importância da Diageo na conscientização de que era preciso profissionalizar o trabalho artesanal. “Ninguém tinha dinheiro para isso, nem passava na nossa cabeça. Mas está sendo muito importante essa organização através da associação. O apoio da Diageo foi fundamental”, afirma. Toda produção das artesãs está sendo divulgada nas redes sociais da Associação Palhas à Mão (@apalhasamao) e das próprias artesãs.

A diretora de Relações Corporativas da Diageo, Daniela de Fiori, destaca a contribuição do Programa Ypióca de Artesanato para a comunidade do Conjunto Palmeiras. “Impactar comunidades nos lugares onde desenvolvemos nossos negócios está no DNA da Diageo. É motivo de orgulho para nós apoiar a valorização do artesanato cearense e estimular o empreendedorismo dessas artesãs, criando relações sustentáveis”, acentua.

(Foto  Divulgação)

Confira os estados que vão adotar a Lei Seca neste domingo

Assim como no primeiro turno, diversos estados terão restrições à venda de bebida alcoólica neste domingo (28), segundo turno das eleições. A questão é definida pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelas secretarias de Segurança Pública de cada estado. A medida tem o objetivo de evitar que o abuso de álcool potencialize conflitos em um dia em que a disputa política costuma acirrar os ânimos.

Confira a situação em alguns estados

Acre
No Acre, cada zona eleitoral ficou responsável pela definição de horários próprios, que variam entre as cidades. Na capital, Rio Branco, em Porto Acre, Bujari, Sena Madureira e Santa Rosa, a proibição vai vigorar das 18h deste sábado (27) às 16h de domingo (28). Em outras cidades, o início e o fim da restrição são diferentes, como no caso de Xapuri, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo Porto Walter e Rodrigues Alves (desde a 0h de domingo), ou Basileia, Epitaciolândia e Assis Brasil (das 22h de sábado às 22h de domingo). O horário por cidade está disponível no site do TRE.

Alagoas
A proibição foi definida para todo o estado pela Secretaria de Segurança Pública e vai vigorar das 8h às 17h de domingo. Em quatro cidades (Anadia, Boca da Mata, Marimbondo e Tanque D´Arca), a comercialização só será liberada às 22h.

Amapá
O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

Amazonas
O consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, mercearias e supermercados fica proibido da 0h às 18h do domingo.

Bahia
O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

Ceará
O TRE informou que, pelo menos na capital, Fortaleza, a venda será proibida da 0h às 19h de domingo. Nas demais cidades, deve ser feita a consulta junto à Zona Eleitoral.

Distrito Federal
Assim como no primeiro turno, no Distrito Federal, não haverá Lei Seca.

Espírito Santo
O TRE não disponibilizou informações.

Goiás
O TRE soltou lista com 138 cidades onde foi instituída a proibição tanto para o primeiro quanto para o segundo turno. O período fica a cargo do juiz de cada seção. A capital, Goiânia, não está na lista.

Maranhão
O TRE não disponibilizou informações.

Mato Grosso
O TRE não disponibilizou informações.

Mato Grosso do Sul
Não será permitida a venda de bebidas alcoólicas entre as 3h e as 17h, mas a limitação não vale para restaurantes que funcionem exclusivamente entre as 11h30 e as 14h30.

Minas Gerais
Será proibida a venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas entre as 6h e as 18h de domingo.

Pará
O TRE não disponibilizou informações.

Paraná
Não haverá Lei Seca no estado.

Paraíba
Não haverá Lei Seca no estado.

Pernambuco
Não haverá Lei Seca no estado.

Piauí
O TRE determinou a proibição da comercialização e distribuição de bebida alcoólica no primeiro turno, mas não informou se a decisão vale também para este domingo.

Rio Grande do Norte
A comercialização de bebidas alcoólicas será proibida em todo o estado. A regra vale das 6h às 18h de domingo.

Rio Grande do Sul
Nem o TRE, nem a Secretaria de Segurança Pública do estado estabeleceram regulamentação.

Rio de Janeiro
Não haverá Lei Seca neste ano.

Rondônia
A venda de bebidas alcoólicas será proibida nas cidades de Ariquemes, Alto Paraíso e Monte Negro.

Roraima
No primeiro turno, a comercialização e distribuição de bebida alcoólica foram proibidas da meia-noite de sábado às 18 horas do domingo. Contudo, o site do TRE não explicitou se a decisão será mantida para o segundo turno.

Santa Catarina
Não haverá Lei Seca no estado.

São Paulo
Não haverá Lei Seca no estado.

Sergipe
O TRE de Sergipe não informou se adotará a restrição.

Tocantins
O TRE não disponibilizou informações sobre a limitação.

(Agência Brasil)

Setor da cachaça lança manifesto contra carga tributária

Produtores de cachaça lançaram um manifesto em que reivindicam a ampliação dos esforços de promoção e de proteção do produto. A carta aberta pede ainda a reavaliação da carga tributária sobre a bebida, que segundo o setor, é o produto mais taxado do país. O texto também pede o combate à clandestinidade e à informalidade, superior a 85%, de acordo ainda com o setor.

“Em 2015, o governo reviu a sistemática de cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o que representou um aumento significativo do preço do produto. Em alguns casos, a alta chegou a 330%. Isso impactou muito porque o setor é extremamente sensível a alterações tributárias”, destacou o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Carlos Lima.

O setor reconhece, porém, que a inclusão de parte dos produtores no Simples Nacional, medida que entrou em vigor no início do ano, tem dado novo fôlego aos negócios. No país, cerca de 580 produtores, dos cerca de 1,5 mil registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estão enquadrados na modalidade. Em alguns casos, a mudança gerou redução de tributos de 90%.

No entanto, de acordo com os dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017, existem cerca de 11.023 produtores espalhados pelo Brasil. Comparando o número de produtores registrados no Mapa com o censo, verifica-se que a informalidade do setor, em número de produtores, está em torno de 86%.

“Se a categoria tiver melhores condições de mercado, o segmento da cachaça poderá continuar a contribuir de forma sustentável para a arrecadação e impulsionar ainda mais empregos no país”, acrescenta Lima.

Em 2017, em termos de valor, o faturamento do setor da cachaça no Brasil foi superior a R$ 10 bilhões. Em termos de exportação, o produto foi vendido para mais de 60 países, por mais de 50 empresas exportadoras, gerando receita de US$ 15,80 milhões, para um volume de 8,74 milhões de litros. Os números representam um crescimento de 13,43% em valor e de 4,32% em volume, em comparação ao ano de 2016, resultando no segundo ano consecutivo de aumento das exportações.

A maior produção de cachaça está concentrada no estado de São Paulo, seguido de Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba. Os principais estados consumidores são São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Minas Gerais.

(Agência Brasil)

Álcool matou mais de 3 milhões de pessoas no mundo em 2016, aponta OMS

O consumo de álcool foi o responsável pela morte de mais de 3 milhões de pessoas no mundo em 2016, representando uma em cada 20 mortes. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS). O relatório global sobre o consumo global de álcool e suas consequências adversas para a saúde aponta que os homens representam mais de três quartos das mortes. No geral, o uso nocivo do álcool causa mais de 5% das doenças no mundo.

Segundo a OMS, 28% das mortes relacionadas ao álcool são resultado de lesões, como as causadas por acidentes de trânsito, autolesão e violência interpessoal; 21% se devem a distúrbios digestivos; 19% a doenças cardiovasculares e o restante por doenças infecciosas, câncer, transtornos mentais e outras condições de saúde.

Mundialmente, o álcool foi responsável por 7,2% das mortes prematuras (de pessoas com menos de 69 anos) em 2016. Além disso, 13,5% mortes entre pessoas entre 20 e 29 anos de idade são atribuídas ao álcool.

A estimativa da organização é que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram com transtornos relacionados ao consumo de álcool, com maior prevalência entre homens e mulheres na região Europeia (14,8% e 3,5%, respectivamente) e na região das Américas (11,5% e 5,1%, respectivamente). O relatório indica que os transtornos por uso de álcool são mais comuns em países de alta renda.

“O álcool frequentemente fortalece as desigualdades entre e dentro dos países, dificultando a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que exige que as desigualdades sejam reduzidas. Danos provocados por uma determinada quantidade de bebida é maior para os consumidores mais pobres e suas famílias do que para consumidores mais ricos. Este padrão de maior “dano por litro” é encontrado para muitos prejuízos causados pelo álcool”, aponta o relatório.

Consumo

A estimativa da OMS é que 2,3 bilhões de pessoas consumam álcool atualmente. O consumo representa mais da metade da população das Américas, Europa e Pacífico Ocidental.

O consumo médio diário de pessoas que bebem álcool é de 33 gramas de álcool por dia, o equivalente a dois copos (cada um de 150 ml) de vinho, uma garrafa grande de cerveja (750 ml) ou duas doses (cada uma de 40 ml) de bebidas destiladas. A Europa registra o maior consumo per capita do mundo, embora esse tenha diminuído em mais de 10% desde 2010.

O estudo aponta que, nas regiões da África, Américas, Mediterrâneo Oriental e Europa, a porcentagem de consumidores diminuiu desde 2000. No entanto, aumentou na região do Pacífico Ocidental de 51,5% em 2000 para 53,8% hoje e permaneceu estável no sudeste da Ásia.

Perfil

Em todo o mundo, 27% dos jovens com idade entre 15 e 19 anos consomem álcool atualmente. As taxas de consumo são mais altas entre os jovens de 15 a 19 anos na Europa (44%), seguidas das Américas (38%) e do Pacífico Ocidental (38%). Globalmente, 45% do total de álcool é consumido na forma de bebidas alcoólicas. A cerveja é a segunda bebida em termos de consumo puro de álcool (34%), seguida do vinho (12%).

Por outro lado, o estudo indica que mais da metade (57% ou 3,1 bilhões de pessoas) da população global com 15 anos ou mais se absteve de consumir álcool nos últimos 12 meses.

A perspectiva da OMS é que até 2025, o consumo total de álcool per capita em pessoas com 15 anos ou mais de idade aumente nas Américas, no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental.

“É improvável que isso seja compensado por quedas substanciais no consumo nas outras regiões. Como resultado, o consumo total de álcool per capita no mundo pode chegar a 6,6 litros em 2020 e 7,0 litros em 2025, a menos que as tendências crescentes de consumo de álcool na Região das Américas e no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental sejam interrompidas e revertidas”, afirma o relatório.

O consumo de álcool entre as mulheres diminuiu na maioria das regiões do mundo, exceto nas regiões do sudeste asiático e do Pacífico Ocidental, mas o número absoluto de mulheres que bebem atualmente aumentou no mundo.

Ao todo, 95% dos países têm impostos sobre o consumo de álcool, mas menos da metade deles usa outras estratégias, como a proibição de vendas abaixo do custo ou descontos por volume. A maioria deles tem algum tipo de restrição à publicidade de cerveja, com proibições totais mais comuns para televisão e rádio, mas menos comuns para a internet e mídias sociais.

(Agência Brasil)

Ambev promoverá nesta sexta-feira em Fortaleza o Dia da Responsa

Nesta sexta-feira, 14, A Ambev vai promover o Dia de Responsa, data criada pela companhia no Brasil para promover o consumo inteligente de bebidas alcoólicas. Em Fortaleza a programação, segundo a assessoria de imprensa do grupo, iniciará com um café da manhã e um encontro com a imprensa para alertar sobre o consumo consciente.

Em seguida o time da Ambev visitará bares e restaurantes da cidade. O ponto alto será a Praia do Futuro. O coletivo de arte urbana Acidum Project fará parte da jornada, com a realização de uma oficina em parceria com a ONG Ipom. A ONG ganhará uma nova fachada com grafites que remetem ao consumo responsável.

A iniciativa, em sua nona edição, também foi adotada pela Anheuser-Busch InBev (ABI), grupo do qual a Ambev faz parte, e é comemorada em outros 24 países onde a empresa atua. Milhares de pessoas, como funcionários, artistas e influenciadores digitais, estarão envolvidas em ações para disseminar mensagens sobre a importância de não vender, servir ou estimular o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, não consumir em excesso ou associado à direção.

(Foto – Divulgação)

Dia Nacional da Cachaça – 13 de setembro

O Dia Nacional da Cachaça será comemorado nesta quinta-feira, 13 de setembro, e de acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), atualmente, esse é um dos quatro destilados mais consumidos mundialmente. Para a DIAGEO, líder mundial em bebidas alcoólicas premium do mundo, a data tem um sabor especial desde 2012, quando a empresa adquiriu a YPIÓCA – a marca de cachaça mais antiga do Brasil, com mais de 170 anos de história.

No Brasil, a cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida e representa em torno de 70% do mercado de destilados, segundo dados do IBRAC. Os principais estados produtores (em volume) são: São Paulo, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba. Além do destaque nacional, YPIÓCA leva qualidade e tradição para mais de 40 países, tendo como principal mercado consumidor a França, seguido por Portugal, Espanha e Estados Unidos.

“YPIÓCA é uma das marcas mais tradicionais de cachaça do País. A história do líquido está totalmente ligada à história do Brasil. A cachaça é nossa herança, assim como a tequila é para o mexicano. E a DIAGEO tem como uma de suas prioridades desenvolver a categoria e tornar a cachaça, cada vez mais, a bebida brasileira por excelência”, afirma a gerente de YPIÓCA, Juliana Ballarin. “O posicionamento de nossa marca está baseado na sua história: se tem Ypióca, tem história e, assim, tradição e qualidade”, complementa.

Você sabia?

1. Cachaça é sempre feita de cana?

Sim, ela deve ser exclusivamente feita de caldo de cana fresco. Por lei, para ser chamada de cachaça, a bebida deve ser produzida em território brasileiro, não pode conter qualquer tipo de infusão como frutas e ervas, e deve possuir de 38% a 48% de álcool. Se for feita fora do Brasil, é chamada de aguardente de cana, sem usar o nome cachaça.

2. Como funciona o processo de produção e envelhecimento da cachaça?

Diferentes etapas fazem parte do processo de produção da cachaça, a começar pelo plantio da cana de açúcar, que está pronta para colheita em aproximadamente 10 meses. O que determina o ponto de colheita é o controle de maturação da cana – saber se ela está rica em açúcar para cortar.

Após o corte da cana, dá-se início à moagem: primeira fase do processo industrial. Na moagem, é extraído todo o caldo da cana e separado o bagaço, usado como combustível para a caldeira na geração de vapor, que fará funcionar todo o processo produtivo. Rico em açúcar, o caldo de cana passa por um processo de decantação e filtragem e vai para a fermentação, onde leveduras selecionadas fazem a transformação do açúcar em álcool, gerando o que chamamos de vinho de cana. Depois de zerado o açúcar na fermentação, o vinho é enviado para a destilação – processo que separa os líquidos voláteis e utiliza o calor para possibilitar a concentração de álcool na cachaça. Terminada a destilação, a cachaça vai para os tanques e depois é transferida para os galpões de envelhecimento, e a passagem pela madeira confere à cachaça sabores e aromas únicos.

3. Quais as variações da cachaça?

Há uma infinidade de variações da cachaça e isso está diretamente relacionado ao seu processo de envelhecimento, podendo ser em madeiras selecionadas, como o bálsamo e o carvalho; com aromas variados, como a de fulô ypê; blend de cachaças raras envelhecidas em barris de carvalho e castanheira, como a YPIÓCA Cinco Chaves; combinação de sabores nobres de bálsamo e carvalho; e envelhecida na madeira de freijó ou tonéis de bálsamo.

4. Quais as melhores combinações de drinques com cachaça?

Há composições e drinques variados que podem ser feitos com cachaça. O limão é considerado por muitos a combinação perfeita, mas sempre tem quem goste de combinar com kiwi, maracujá, caju, cajá, morango, gengibre, hortelã e muitos outros ingredientes. Cachaça também vai bem com castanha, queijo, amendoim. Há quem prefira a cachaça nos dias de churrasco, mas também ela pode ser combinada com as delícias do mar.

5. Há uma temperatura indicada para tomar a bebida?

Dose, drinque, pura, gelada, muitas recomendações e muitas preferências. Há aquelas que são ideias na temperatura ambiente, como a YPIÓCA Cinco Chaves é indicada para tomar pura em tempeatura ambiente. Mas o melhor jeito é apreciar com responsabilidade.

6. Qual a diferença entre a cachaça ouro e a prata?

Este é um fator relacionado à forma de envelhecimento. A cachaça que apresenta alteração de cor e aroma é a cachaça ouro. Ela passou por um período de amadurecimento em barris de madeira. Já a que não tem essa alteração substancial é a cachaça prata.

7. A cachaça é uma bebida muito calórica?

A dose de cachaça contém aproximadamente de 80 a 110 kcal, como qualquer destilado do qual só extraímos as substâncias voláteis (álcool, aromas e sabores). Muitas vezes, a questão das calorias quando se está apreciando uma bebida, tem relação com os acompanhamentos (petiscos), normalmente frituras e com mais gordura.

(Com assessoria da Diageo)

Cachaça cearense ganha prêmio na 28ª Expocachaça de Minas

A cearense Ypióca, do Grupo Diageo – líder mundial na produção de bebidas alcoólicas, ganhou prêmio em Minas, a terra da cachaça. Foi na 28ª Expocachaça 2018, em Belo Horizonte, no começo deste mês de junho. N evento, uma das maiores e mais importantes feiras da cadeia produtiva da cachaça, a Ypióca marcou presença com estande de mostra de produtos e também concorreu ao Concurso Expocachaça 2018, tendo Ypióca Ouro conquistado a medalha de prata da categoria Madeiras Brasileiras.

O concurso classifica as cachaças dos expositores em uma competição com degustação às cegas. A competição avalia a evolução e a qualidade dos produtos de diversas regiões produtoras de cachaça do Brasil, com o intuito de sinalizar para o mercado nacional e internacional o alto nível de produção da cachaça.

Premiações

Em março deste ano a marca foi contemplada com duas medalhas de ouro durante na 5th Annual Berlin International Spirits Competition e na mesma competição ganhou o prêmio de Destilaria do Ano. Em 2017, pelo segundo ano consecutivo, foi reconhecida em duas respeitadas e influentes competições internacionais de destilados: a “New York World Wine and Spirits Competition” e a “Spirits Selection by Concours Mondial de Bruxelles”. A edição 2017 da competição nova-iorquina foi responsável por premiar Ypióca com oito medalhas ao todo, entre ouro, prata e bronze. Já o concurso belga premiou Ypióca com duas medalhes de Prata para Ypióca 160 e Ypióca Brasilizar Ouro Reserva Especial. Já o Spirits Selection by Concours Mondial de Bruxelles 2017, considerado a ‘’Copa do Mundo’’ de destilados, reconheceu com medalha de Prata dois produtos da marca: Ypióca Brasilizar Ouro Reserva Especial e Ypióca 160.

Ypióca também foi destaque no Concurso Mundial de Bruxelas 2017, um dos mais importantes concursos de vinhos e destilados do mundo. Em 2015, Ypióca 160 ganhou medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas – “Spirits Selection”. Esse diferencial da marca cearense também foi reconhecido em 2016, quando a marca recebeu seis no “New York World Wine and Spirits Competition” e no “Spirits Selection by Concurso Mundial de Bruxelas”.

(Foto – Divulgação)

Cervejeiro cearense investe agora no mercado nacional

Considerado um dos pioneiros na difusão da cultura cervejeira no Ceará, Rodrigo Campos Oliveira ganhou quatro medalhas, somente no ano passado, no concurso nacional que elege as melhores cervejas caseiras do Brasil.

Bem, com a premiação, o homebrewer recebeu o título de “Panela de Ouro”, sendo o cervejeiro mais premiado do País em 2017. A partir daí, Rodrigo virou empreendedor e sua mais recente conquista é a Bold Brewing, cervejaria cigana.

Através dela, vem lançando no mercado nacional algumas de suas receitas mais premiadas.

(Foto – Sérgio Gotthard)

Presidente do Fortaleza diz que liberar a venda de bebida alcoólica nos estádios é retrocesso

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O presidente do Fortaleza Esporte Clube, Luis Eduardo Girão, em artigo que assina no O POVO desta segunda-feira, posiciona-se contra a venda de bebida alcoólica nos estádios cearenses. Para ele, seria um retrocesso. Confira:

Além de presidente do Fortaleza, sou “torcedor de arquibancada” desde que me entendo por gente. Nessa jornada de amor ao futebol, infelizmente, já vi muita violência nos estádios: brigas, atos de barbaridade gratuitos e recorrentes, ódio e rivalidade potencializados pelos efeitos do álcool somados à emoção de uma partida. O álcool era, quase sempre, o combustível dos infortúnios. O fato é que a Assembleia Legislativa do Ceará está em vias de aprovar a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios.

Alguns países desenvolvidos também sofrem com a violência na arquibancadas, oriunda da bebida. Por isso, baniram essas bebidas alcoólicas dos estádios. Como é o caso da Inglaterra, Itália e Argentina, por exemplo. Nos campeonatos mais importantes do mundo, como Eurocopa, Liga dos Campeões e Liga da Europa, a venda também é vedada. Por sinal, esses são os torneios mais lucrativos do mundo. E isso não é um paradoxo. Faz todo o sentido.

O professor Maurício Murad, autor do livro Para entender a violência no futebol, pesquisou e constatou uma redução drástica de violência nos estádios desde que a bebida foi proibida. Em 2008, primeiro ano da proibição, só em Pernambuco houve redução de 63% no índice de violência. Em São Paulo, 57% e em Minas Gerais, 45%. Agora, os estados começam a liberar o consumo visando apenas o lucro pelo lucro, sem perceber o dano às vidas de muitos torcedores e ao espetáculo dos jogadores no gramado. É um retrocesso que pode, inclusive, prejudicar os clubes cearenses com eventuais perdas de mandos de campo por confusões oriundas dos efeitos do álcool. E quem vai se responsabilizar por eventuais tragédias dentro dos estádios?

O Ministério Público é contra, a Polícia Militar também é contra, assim como muitos movimentos de cidadania que estudam cientificamente há tempos o tema. Precisamos (políticos, torcedores, clubes de futebol, entidades sociais) refletir sobre esses pontos que coloquei acima e não querer liberar esse grande mal a “toque de caixa” para o nosso povo.

Como dirigente, não abro mão da paz nos estádios. Por tudo isso, não ficaria com a minha consciência tranquila se não me posicionasse contra esse equivocado projeto de lei, pois sei o quanto o tema nos é caro e digno de atenção para uma sociedade verdadeiramente fraterna. Se mantivermos banida do futebol a venda de bebidas alcoólicas e incrementarmos ações pela paz no entorno das praças esportivas, poderemos ainda sonhar em ter nossas famílias de volta aos jogos. Para torcer e exercitar o bem-estar que o esporte propicia e poder comungar de ideais de um país melhor, menos violento e mais humano.

*Luís Eduardo Girão

opiniao@opovo.com.br

Presidente do Fortaleza Esporte Clube.

Impostos podem cair 40% com volta da cachaça ao Simples, prevê setor

Os micro e pequenos produtores de cachaça terão redução de cerca 40% nos impostos sobre a bebida quando o setor retornar ao Simples Nacional, regime tributário simplificado para pequenos empresários. A estimativa é do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). A inclusão da bebida, ao lado do vinho e da cerveja artesanais, foi sancionada pelo presidente Michel Temer no fim de outubro.

O aval de Temer foi dado em meio a um pacote de medidas do governo chamado Crescer sem Medo. A possibilidade de opção pelo Simples começa a valer somente em 2018. As medidas também ampliaram de 60 para 120 meses o prazo de parcelamento de dívidas por empresas optantes do Simples e elevou de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões o teto de faturamento para participar do regime.

O diretor executivo do Ibrac, Carlos Lima, destaca que a cachaça saiu do Simples Nacional em 2001, junto com outros setores. Na avaliação dele, a resistência ao retorno da atividade ao regime simplificado tem relação com preconceito, pelo fato de tratar-se de uma bebida alcóolica.

De acordo com Lima, atualmente há cerca de 1,5 mil fabricantes de cachaça registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Desses, 90% são micro e pequenos produtores. Ele acredita, contudo, que o retorno ao Simples em 2018 aumentará essa contagem.

“O censo agropecuário do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] de 2006 levantou 11.124 [produtores de cachaça]. Ou seja, temos uma informalidade de cerca de 80%. Com certeza [o número de produtores clandestinos] vai diminuir com a possibilidade de aderir ao Simples”, diz.

(Agência Brasil)

Comissão rejeita proposta que proíbe consumo de bebidas alcoólicas em jogos de futebol

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços rejeitou proposta que proibia a venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol nos dias de jogos. A proibição atingiria estabelecimentos comerciais nas proximidades dos estádios em dias de jogos com atletas profissionais ou amadores. Foi rejeitado o Projeto de Lei (PL) 4457/16, do deputado Alberto Fraga (DEM-DF). Segundo o autor, “o poder público não pode ficar parado diante da violência que vem destruindo o futebol”.

No entanto, o relator, deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), argumentou que muitos tumultos com consequências drásticas poderiam ser evitados se houvesse policiamento dimensionado para as partidas.

Para Côrte Real, a realização de um trabalho de prevenção antes e após as partidas, incluindo o monitoramento de locais com mais chance de conflito entre torcidas, seria potencialmente mais efetivo do que a simples proibição de bebidas alcoólicas nos estádios. “A simples proibição puniria o lazer de tantos torcedores pacíficos”, avaliou o relator.

O relator lembrou ainda que, desde 2010, uma alteração no Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03) deixou clara a proibição de bebidas alcoólicas em todos os locais onde ocorrem eventos esportivos, não apenas em estádios. O texto proíbe o “porte de bebidas suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”.

Mas, segundo Real, como a Lei Geral da Copa (Lei 12.663/12) retirou provisoriamente o efeito de alguns artigos do Estatuto do Torcedor, entre os quais o da proibição, diversos municípios adaptaram suas legislações para permitir a venda de bebidas alcoólicas em estádios novamente.

Essas alterações, segundo o relator, já são objeto de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).

(Agência Câmara Notícias)

Guaraná Jesus é vendido em Fortaleza

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guarana jesus

O tradicional refrigerante do Maranhão, Guaraná Jesus, comercializado desde 1927, será vendido nas lojas da rede Mercadinho São Luiz. A novidade foi anunciada na última quinta, 28, na página de Facebook da empresa.

A bebida de cor rosa e de sabor peculiar, sucesso de vendas em seu Estado de origem, foi comprada pela The Coca-Cola Company em 2001.

Cai em 54,1% número de adultos em Fortaleza que bebem e dirigem

No conjunto das 27 capitais estudadas pela pesquisa, 5,5% dos indivíduos referiram conduzir veículos após o consumo de bebidas alcoólicas, contra os 7% de 2012 – uma queda nacional de 21,5%. Assim como foi constatado em Fortaleza, a proporção nacional é maior entre homens (9,8%) do que entre mulheres (1,8%). Apesar disso, desde o endurecimento da lei seca menos homens têm assumido os riscos da mistura álcool/direção na média das 27 capitais pesquisadas: a redução foi de 22,2%, entre 2012 e 2015, na população masculina.

Entre as capitais brasileiras, quatro se destacaram com queda superior a 50% nos últimos três anos: Fortaleza (54,1%), Maceió (53,2%), João Pessoa (51,4%) e Vitória (50,7%). Algumas capitais, contudo, apresentaram aumento do número de adultos que referiram assumir o volante após consumir qualquer quantidade de álcool: Cuiabá e Boa Vista apresentaram alta de 15,8% e 13,2%, respectivamente, desde 2012.

A população adulta de Florianópolis (13%), Palmas (11,9%) e Cuiabá (11,7%) estão entre as que mais abusam da combinação álcool e direção. Na contramão, Recife (2,6%), Maceió (2,9%) e Vitória (3,2%) se destacaram com o menor percentual de entrevistados que declararam beber e dirigir. “É cada vez mais notória a importância da Lei Seca em inibir a população brasileira de se arriscar na mistura do álcool com o volante. Agora temos que continuar nessa batalha, principalmente entre os jovens de 25 a 34 anos, que apresentaram o maior índice da infração entre todas as faixas etárias pesquisadas”, declarou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

De acordo com a pesquisa de 2015, 8,7% da população de 25 a 34 anos admitem beber e dirigir. O número é duas vezes maior do que o registrado na população de 18 a 24 anos e quatro vezes maior do indicado em homens e mulheres de 65 anos ou mais. Outro índice importante é o nível de escolaridade: a pesquisa detectou que, quanto maior o grau de instrução, maior é o número de pessoas que assumem o risco.

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2015) que realizou mais de 54 mil entrevistas nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. O levantamento é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde. Os dados são coletados e analisados por meio de uma parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP).

(Agência Saúde)

Duas sugestões de mudanças para o Brasil

Em artigo no O POVO deste sábado (28), o juiz Michel Pinheiro sugere eliminar a carga tributária dos combustíveis e a produção de cimento por parte do Exército. Confira:

Venho a este espaço apresentar duas ideias de mudanças para tornar melhor a vida dos brasileiros: a primeira consiste em eliminar toda a carga tributária que incidem sobre os combustíveis, transferindo-a para as bebidas alcoólicas; a segunda é criar uma divisão do Exército Brasileiro para o fim de produzir cimento destinado à construção e reforma permanente das estradas brasileiras, ficando os militares também com o encargo de manutenção das referidas vias.

O Exército investe muito em cursos de engenharia de excelência, o que tem garantido ótima qualidade nas obras. Cabe lembrar que rodovias feitas com cimento duram muito mais do que as confeccionadas com asfalto.

Justifico a primeira com dois argumentos fortes: o Brasil tem consumo de 14 bilhões de litros de cerveja por ano (dados que não incluem outras centenas de bebidas alcoólicas), sendo o terceiro consumidor mundial, perdendo somente para os EUA e para a China. Somando todas as bebidas alcoólicas, teríamos mais arrecadação tributária em produto que faz mal à saúde, desonerando os preços dos alimentos e serviços se os combustíveis não forem tributados.

É absurdo desmedido cobrar um dólar por um litro de gasolina, levando o País aos primeiros lugares do planeta no preço do derivado do petróleo. Justifico a segunda pela necessidade de retirar das empreiteiras o encargo de construir e manter rodovias, considerando que em vários escândalos financeiros envolvendo políticos elas atuam com propinas vultosas, comprando a consciência das pessoas e financiando campanhas eleitorais.

Não é raro encontrar provas de superfaturamento em obras que seriam menos onerosas ao povo se fossem realizadas pelo Exército.

Mulheres são maioria entre atendidos por excesso de bebida alcoólica em Salvador

Mais da metade das pessoas alcoolizadas atendidas neste carnaval nos postos de saúde montados em Salvador são mulheres, informou a Secretaria Municipal de Saúde. Os dados mostram que, entre as 515 ocorrências, 57% dos pacientes são do sexo feminino. Porém, o número de casos caiu 12% em relação ao ano passado.

Segundo a Prefeitura Municipal de Salvador, a informação reforça pesquisa do Ministério da Saúde, de 2011, que aponta Salvador como a capital brasileira onde mais se consome bebida alcoólica de forma excessiva, principalmente entre as mulheres.

A nutricionista Isis Lima explicou que as mulheres são mais suscetíveis aos efeitos do álcool por apresentarem menor peso corporal, menor teor de água no organismo e níveis mais baixos de álcool desidrogenase, enzima de importância crucial na metabolização do etanol.

(Agência Brasil)

Tá liberada – Comissão rejeita punição para a venda de bebida alcoólica em padarias e lanchonetes

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados rejeitou proposta que transforma a venda e o fornecimento de bebidas alcoólicas por lanchonetes e padarias em infração sanitária.

A medida, prevista no Projeto de Lei 2132/15, do deputado Sóstenes Cavalcante (PSD/RJ), tem a finalidade de evitar o constrangimento de mulheres, crianças e idosos que frequentam esses espaços, segundo o autor. No entanto, o relator da matéria, deputado Lucas Vergilio (SD-GO), acredita que banir as bebidas alcoólicas exclusivamente desses lugares é medida discriminatória que prejudica o comerciante.

“Lanchonetes e padarias são micro e pequenas empresas, que obtêm boa parte de sua receita da venda de bebidas alcoólicas, além de empregar a população da vizinhança”, argumentou Vergilio, que defende que o consumo de álcool seja discutido de forma ampla, nos moldes do que foi feito durante as reformas ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/97).

(Agência Câmara Notícias)