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Bolsonaro pode ganhar logo no primeiro turno?

Com o título “Primeiro cenário do segundo turno, se houver”, eis artigo de Antonio Jorge Pereira Jr, doutor e mestre em Direito – USP, professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito da Universidade de Fortaleza. Confira:

Estamos a três semanas da primeira rodada das eleições. Se a última pesquisa se confirmar, Bolsonaro e Ciro disputarão o segundo turno. Os dois têm tido ascensão progressiva. A ausência de Lula deve render votos a ambos. Mas, antes de tecer algo sobre esse cenário, que pode levar à Presidência um cearense nascido no interior paulista, é oportuno especular um outro.

Estimado leitor, a facada no candidato do PSL na semana passada e a saída oficial de Lula das eleições geraram possibilidade de o pleito ser definido em uma única rodada.

Vejamos. Há dois anos, houve surpresa com a vitória de João Doria para a Prefeitura de São Paulo no primeiro turno. Na ocasião, a última pesquisa estimulada do Ibope apontava-lhe índice de 35% enquanto a pesquisa espontânea lhe atribuía 22% dos votos. Entre a pesquisa e a votação não houve fato novo. Passaram-se 72 horas. Doria recebeu 54% dos votos. Foi eleito no primeiro escrutínio, para espanto de todos.

Também nos Estados Unidos, pesquisa Ipsos/Reuters informava ser de 90% a chance de vitória de Hillary, na véspera da eleição de Trump. Entre outras causas, como se apurou, as pesquisas ali não refletiam a real intenção de votos pelo fato de os cidadãos sentirem-se intimidados ou pouco confortáveis em anunciar voto em Trump, em face do bullying que costumavam sofrer pelos “democratas”, “tolerantes” e pela pressão da Grande Mídia. Aqui se passa algo similar em quem declara apoio a Bolsonaro. De modo que, no secreto silêncio do voto, talvez se escute a voz de um Brasil que se quis abafar. Portanto, não é surreal imaginar que a intenção de votos do candidato do PSL possa estar subestimada, como a de Doria em São Paulo e a de Trump nos EUA.

Nesse contexto, o atentado frustrado pode gerar efeito oposto ao pretendido pelo autor e contribuir para a eleição de Bolsonaro, dia 7 de outubro.

A despeito do risco de morte e da interrupção da campanha nas ruas, há desdobramentos que foram favoráveis ao candidato. Primeiro, seus eleitores fiéis (78% convictos) engajaram-se mais na campanha. Basta que cada um consiga outro voto para definir a eleição (se a rejeição é de 43%, há 57% que votariam em Bolsonaro). Segundo, a situação propiciou blindagem circunstancial ao parlamentar: ficou protegido do ataque de oponentes, receosos da atrair antipatia popular caso agridam tão cedo uma vítima de tamanha violência. Terceiro: criou-se justificativa médica para sua ausência nos debates, onde seria desgastado. Quarto, a Grande Mídia, por dever profissional, deu projeção ao incidente, e fez dele o presidenciável mais presente nos veículos de comunicação. Quinto, sua exposição como vulnerável suavizou a imagem hostil que lhe fora caracterizada, em parte reforçada pela própria imprensa. Será que haverá tempo de neutralizar essas ondas favoráveis?

A vitória do PSL dia 7/10 ou o segundo turno entre Ciro e Bolsonaro confirmariam o afastamento do MDB, PT e PSDB da cúpula do Executivo. Um bom recado à classe política que dominou o País.

As próximas semanas permitirão vislumbrar os efeitos dos fatores apontados. Acredito efetivamente que mais eleitores se sentirão à vontade para declarar voto em Bolsonaro. E isso demandará novas estratégias de Ciro e demais pretendentes.

*Antonio Jorge Pereira Jr

antoniojorge2000@gmail.com

Doutor e mestre em Direito – USP, professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito da Unifor.

O ministro cearense, a Toyota e o substituto

Prestes a retomar os processos de seu gabinete no Superior Tribunal de Justiça (STJ), depois de um período na corregedoria da Justiça Federal, o ministro Raul Araújo terá que resolver algumas situações criadas pelo desembargador convocado Lázaro Guimarães, que o substituiu. Segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo, uma delas é a decisão que refez uma decisão do próprio Raul Araújo em um caso envolvendo a Toyota.

A montadora havia sido condenada a pagar R$ 11 milhões por um acidente de carro sem vítimas, no qual a perícia descartou responsabilidade da empresa sobre o acidente. O processo foi parar no STJ nas mãos de Araújo, que determinou reexame e novo julgamento. Em dois anos, houve novas diligências, colheu provas e ouviu testemunhas.

O desembargador convocado, entretanto, jogou todo o trabalho do relator fora e mandou o caso de volta ao Tribunal de Justiça do Piauí, alegando que havia conflito sobre a quem caberia julgar o caso e que caberia ao tribunal inferior decidir se seria ele ou o STJ o julgador.

(Foto – STJ)

Em busca da reeleição, Renan se abraça com pastor e mãe de santo

Para mitigar possíveis reações negativas ao depoimento do pastor R R Soares à candidatura de Renan Calheiros, sua campanha de reeleição ao Senado pelo MDB já tem engatilhado vídeos de apoio com padres e mães de santo.

É o que informa a Veja Online desta sexta-feira.

A intenção da campanha de Renan é abraçar também outras religiões.

(Foto – Agência Brasil)

Uma reflexão sobre o Brasil, o oitavo em números absolutos de suicídio no mundo

Com o título “O suicídio nosso de cada dia”, eis artio de Neivia Justa, jornalista e criadora do movimento #ondestãoasmulheres. Ela aborda o fato de o Brasil ser o oitavo país em números absolutos de suicídio no mundo. Confira:

Em maio passado participei do painel “O que eu tenho a ver com isso? Temas tabus e a comunicação como agente transformador” no Congresso de Comunicação Mega Brasil, onde debatemos a igualdade de gênero, a gordofobia, a corrupção, os refugiados e o suicídio.

Ouvindo o Antonio Carlos Braga, diretor do CVV (Centro de Valorização da Vida), me dei conta do quanto ignoramos a presença do suicídio na nossa realidade. Os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) são estarrecedores: a cada ano, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida, o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 16 por 100 mil habitantes, uma morte a cada 40 segundos, número que pode dobrar até 2020.

De acordo com o Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta maior causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil. O sucesso da série “13 reasons why”, do Netflix, e os três casos recentes de estudantes de colégios particulares de São Paulo, que deram fim às suas vidas, colocaram esse assunto na pauta do dia. Além disso, o Brasil é o 8º País em números absolutos de suicídio no mundo, a cada 45 minutos uma pessoa se mata por aqui (32 por dia).

Segundo a OMS, o Brasil também é o País com maior prevalência de ansiedade no mundo, com 9,3% da população (18,6 milhões de pessoas) e o País com maior prevalência em depressão da América Latina e quinto no mundo (atrás de EUA, Austrália, Estônia e Ucrânia). Essa doença silenciosa, que será a segunda causa mais incapacitante no mundo em 2020, somente atrás de doenças do coração, afeta 5,8% dos brasileiros (11,5 milhões de pessoas).

Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, foi lançado em 2015 para nos sensibilizar e conscientizar sobre a problemática do suicídio e suas formas de prevenção. E, principalmente, para quebrar tabus. Se 90% dos casos podem ser prevenidos (OMS), já passou da hora de abrirmos olhos e ouvidos para identificar os sinais, falar e agir para prevenir o suicídio dos nossos entes queridos. Viva a vida.

*Neivia Justa

neivia@uol.com.br

Jornalista, executiva e criadora do movimento #ondestãoasmulheres Divulgação.

Portaria que obriga empresa a contratar presos ou egressos é publicada no Diário da União

A portaria que obriga empresas contratadas pelo governo federal a empregar presos ou egressos do sistema prisional foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (14). A medida vale para empresas vencedoras de licitações cujos contratos com o governo superem R$ 330 mil. A portaria é assinada pelos ministros da Segurança Pública, Raul Jungmann, e dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha.

Além de dispor sobre o procedimento de contratação de mão de obra de presos ou egressos do sistema prisional, a portaria aborda detalhes relativos à forma como o cumprimento dessas regras será fiscalizado.

As novas regras haviam sido anunciadas em agosto pelos ministros Raul Jungmann e Gustavo Rocha. “Toda e qualquer empresa que vá contratar ou que vença licitação de mais de R$ 330 mil por ano terá de contratar um percentual, que começa em 3% [de egressos ou presos]. Quanto maior for o valor da licitação, maior será esse percentual, até o máximo de 6%”, disse Jungmann durante a cerimônia de assinatura da portaria.

Quando a execução do contrato demandar 200 ou mais funcionários, o percentual de egressos ou presos contratados deverá ser de 3%. De 201 a 500, o percentual sobe para 4%; quando for entre 501 e 1 mil funcionários será de 5%; e quando for acima de 1 mil empregados, de 6%. A obediência a esses percentuais será exigida da proponente vencedora na assinatura do contrato. Caberá à empresa apresentar mensalmente – ao juízo de execução, com cópia para o fiscal do contrato ou para o responsável indicado pela contratante – a relação nominal dos empregados, ou outro documento que comprove o cumprimento dos limites percentuais previstos.

Na época em que anunciou a portaria, o ministro Jungmann disse que a nova legislação poderá ajudar os presos a terem uma recolocação produtiva e, dessa forma, evitar que cometam novos crimes. Para Jungmann, a medida diminuirá o poder das facções criminosas, uma vez que alternativas laborais dentro e fora do sistema prisional evita que os indivíduos se tornem “escravos” dessas facções.

A fim de facilitar a implementação dessas regras, será criado o Banco Nacional de Egressos – um cadastro por meio do qual as empresas terão acesso ao perfil do preso ou do egresso, de forma a identificar aqueles com melhores condições para ocupar o posto.

(Agência Brasil)

Novo Fies – Prazo da pré-seleção em lista de espera termina nesta sexta-feira

Termina nesta sexta-feiras (14) o prazo para os estudantes pré-selecionados na lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fornecerem os dados necessários para contratar o financiamento. A lista de espera vale para os estudantes que se inscreveram no Fies do segundo semestre e não foram selecionados no processo regular. O prazo terminaria no último dia 9, mas foi adiado para esta sexta-feira para “ampliar as oportunidades de financiamento para os alunos”, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Pelas regras do Fies, quem está na lista dos pré-selecionados deve acessar o Sistema Informatizado do Fies – FiesSeleção e complementar a inscrição no prazo de cinco dias úteis, a contar da divulgação do resultado no sistema. Os nomes dos pré-selecionados foram divulgados aos poucos, desde o dia 6 de agosto. Hoje, termina o prazo para que os estudantes complementem as inscrições.

Após concluir o procedimento no sistema, o candidato deverá validar as informações prestadas no ato de inscrição na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de educação superior em até cinco dias.

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva do Ministério da Educação. Pode concorrer quem tenha feito uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos e nota acima de 0 na redação.

O novo Fies tem modalidades diferentes de acordo com a renda familiar do candidato. O financiamento tem juro zero para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é R$ 42 mil. A lista de espera vale para esta modalidade.

A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários mínimos. Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito que pode ser um banco privado ou fundos constitucionais e de desenvolvimento. O P-Fies não tem lista de espera.

SERVIÇO

*Acesso o Sistema do Fies aqui.

(Agência Brasil)

Pedro Henrique Saraiva Leão é professor emérito da UFC

Pedro Henrique Saraiva Leão, docente aposentado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina (FAMED) da UFC, é o mais novo Professor Emérito da Instituição. A solenidade de entrega do título foi prestigiada por familiares e amigos do homenageado na noite dessa quinta-feira (13), no auditório da Reitoria (Campus do Benfica).

Compuseram a mesa do evento, além do próprio homenageado, o reitor da UFC, Henry Campos; o vice-reitor, Custódio Almeida; a diretora da FAMED, Valéria Goes; o professor do Departamento de Cirurgia da FAMED Lusmar Veras Rodrigues; a professora aposentada do Departamento de Literatura Angela Gutiérrez; e, representando a Academia Cearense de Medicina, Sérgio Gomes de Matos.

Dever cumprido

De tom emotivo, o discurso do Prof. Pedro Henrique passeou por referências às atividades que marcam a vida do novo Professor Emérito da UFC: a medicina, a literatura e o magistério.

Pensadores clássicos, como Sêneca, Sócrates e São Tomás de Aquino, foram algumas das menções feitas pelo homenageado para louvar a arte de ensinar nas universidades, “templos do saber” onde, conforme o docente, “o professor há de ser qual pregador a semear conhecimento”.

Para ele, o aprendizado, em sua área, completa-se fora do ambiente acadêmico. “Acreditamos até não requerer apenas escolas o ensino da medicina, pois esta aprende-se maiormente nos hospitais. É nestes que o professor ensina a tratar a vida, essa doença incurável. É nas enfermarias e UTIs que aos discípulos revela-se a maneira de cuidar também da morte, essa constante certeza na vida”, apontou.

O professor externou, ainda, sua gratidão. “Tenho o dever de louvar e agradecer esta Universidade, umas das mais prestigiadas nessas américas, consoante a revista inglesa Times Higher Education”, disse. E sobre o título concluiu: “tenho que essa elevada venera me rejuvenesce. Posso mesmo remirar, na intimidade, a certeza do dever cumprido na arena do magistério”.

Currículo

Com mais de 50 anos de academia, Pedro Henrique Saraiva Leão, que se formou em Medicina em 1963 pela UFC, possui extenso currículo. Recebeu, em 2006, diploma de Notório Saber pela UFC e, em 2014, diploma de Mérito Ético-Profissional pelo Conselho Regional de Medicina.

Em 1968, tornou-se membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a qual presidiu nos anos de 1981 e 1982. Em 1975, fundou em Fortaleza o Clube de Colostomizados do Brasil, o primeiro do país.

É membro-fundador do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, em São Paulo. Em 2003, recebeu a Medalha Barca Pellon, a maior comenda médica do Estado do Ceará, e em 2016 foi agraciado com o Troféu Sereia de Ouro.

Também escritor, o Prof. Pedro Henrique tem diversos livros na área de medicina e vários outros de poesia. É ex-presidente estadual e nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES), além de titular da Academia Cearense de Medicina e da Academia Cearense de Letras, tendo sido também presidente desta última.

(Com Site da UFC)

Caixa reduz de 9,5% para 8,5% de juros para imoveis

A Caixa Econômica Federal anunciou a redução de 0,75 ponto percentual nas taxas de juros do crédito imobiliário para aquisição de imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). A redução vale para imóvel de até R$ 1,5 milhão. As taxas mínimas do SFI passarão de 9,5% ao ano para 8,75% ao ano. E a taxa máxima cai de 11% para 10,25% ao ano. As novas taxas começam a valer a partir do dia 24 deste mês.

A Caixa informou também que a partir de novembro oferecerá um novo serviço de avaliações de imóveis, disponibilizando laudo diretamente para pessoas físicas e jurídicas. Segundo o banco, o Caixa Avalia é uma plataforma que vai permitir a venda de avaliações pelo site com contratação 100% digital.

Reduções de juros

Em abril, a Caixa reduziu em até 1,25 ponto percentual as taxas de juros do crédito imobiliário para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O limite de cota de financiamento do imóvel usado subiu de 50% para 70%. A Caixa também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

Em julho, o banco reduziu em média de 1 a 2 pontos percentuais ao ano as taxas do crédito imobiliário para pessoa jurídica. Em agosto, a Caixa promoveu uma redução de até 0,5 ponto percentual das taxas de juros do crédito imobiliário para operações com recursos do SBPE. O limite de cota de financiamento de imóveis usados para pessoa física subiu de 70% para 80%.

A Caixa tem R$ 85 bilhões disponíveis para o crédito habitacional este ano. No 1º semestre, foram contratados mais de R$ 40 bilhões. O banco tem cerca de 70% das operações para aquisição da casa própria.

Operado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o SFH financia imóveis de até R$ 800 mil em todo o país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o teto corresponde a R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH, são enquadrados no SFI, que financia imóveis com recursos de poupança.

(Agencia Brasil)

Tasso e uma autocrítica tardia

Com o título “Tasso, autocrítica tardia”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolotti, que pode ser conferido em seu blog. “Parece inacreditável que um partido repleto de políticos experientes tenha se metido em uma enrascada como essa em que o PSDB se envolveu”, diz o texto. Confira:

“O fracasso subiu à cabeça do PSDB. Somente isso pode explicar por que um partido, saído do ventre do PMDB para combater suas velhas práticas, torna-se agora o sustentáculo de um governo peemedebista que degenera em praça pública.Nascido como um partido ideológico, ‘de cunho socialista e democrático’, como declarou à época, Fernando Henrique Cardoso, os tucanos queriam diferenciar-se do fisiologismo vigente. Mas o devaneio da social democracia, que lhe carimba o nome, foi abandonado quando o PT ocupou essa faixa do espectro ideológico. Ao PSDB restou mover-se à direita, aliando-se aos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade.” (15/6/2017)

“Parece inacreditável que um partido repleto de políticos experientes tenha se metido em uma enrascada como essa em que o PSDB se envolveu. Uma explicação possível é que o inconformismo os tenha cegado, depois de o partido ter perdido a eleição presidencial para Dilma Rousseff. A derrota foi insuportável para a arrogância tucana – e a prepotência os levou à desgraça.(…) Foi esse embalo insano – conluio do PSDB com o PMDB de Eduardo Cunha e sua tropa venal – que levou os tucanos a se abraçarem Michel Temer, selando a fortuna do partido.” (2/11/2017)

“O partido (PSDB) cometeu um conjunto de erros memoráveis. O primeiro foi questionar o resultado eleitoral. Começou no dia seguinte (à eleição). Não é da nossa história e do nosso perfil. Não questionamos as instituições, respeitamos a democracia. O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT. Mas o grande erro, e boa parte do PSDB se opôs a isso, foi entrar no governo Temer. Foi a gota d’água, junto com os problemas do Aécio (Neves). Fomos engolidos pela tentação do poder.” (Senador Tasso Jereissati, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, edição de 13/9/2018).

Os dois primeiros parágrafos são reproduções de trechos de artigos de minha autoria, publicados no O POVO, nas datas citadas. Como se pode observar, tirando uma palavra ou outra, é o que o senador Tasso Jeressati reconhece agora, em entrevista ao jornal paulista, depois de o leite ter sido derramado. Na época, quando eu fazia os comentários em artigos ou na rádio O POVO/CBN – dizendo inclusive que a política do PSDB levaria à desgraça o partido dos tucanos -, era chamado de “petista”. Respondia dizendo: “Amigos, isso não é torcida, é análise”, que se confirmou, como se vê, agora, nas palavras do próprio senador.

Sempre me pareceu uma ingenuidade inexplicável que o PSDB houvesse embarcado na aventura do impeachment, acreditando que o governo Temer pudesse ter algum sucesso, e imaginando que isso catapultaria os tucanos aos píncaros da glória, verdadeiros salvadores da pátria.

Mas “ingenuidade” talvez não seja o termo mais correto para explicar a ação do PSDB. Eles viram em Eduardo Cunha e na turma de Temer uma chance imediata de derrotar o PT, esquecendo-se de calcular as dramáticas consequências que fatalmente adviriam de uma aliança com gente dessa qualidade.

Além do mais – erro imperdoável na política e na guerra -, subestimaram a capacidade do adversário. Mesmo apanhando por todos os lados, incluindo a sangria em sua popularidade, e com manifestações de rua maciças contra o partido – o PT mostrou grande capacidade de resiliência, ao ponto de reverter a situação. Lula transformou-se em uma espécie de mártir vivo, ficando bem à frente de todos os adversários nas pesquisas de intenções de voto à Presidência. Provavelmente venceria a disputa, se pudesse concorrer.

Depois de tudo, vem Tasso Jeressaiti agir como engenheiro de obra pronta. Agora, o negócio está na casa do sem jeito. Tudo indica que Alckmin ficará pelo caminho – e, aqui no Ceará, o general de Tasso também. O PSDB vai amargar mais quatro anos fora do poder: um castigo e tanto para o inflado ego tucano.

PS. Artigos Plínio Bortolotti: PSDB/PMDB: o monitor e o monitorado e A única saída do PSDB. Tasso Jereissati: “Nosso grande erro foi ter entrado no governo Temer”.

*Plínio Bortolotti,

Jornalista do O POVO.

Prefeitura de Fortaleza inscreve até terça-feira para concurso público da Rede de Saúde Mental

Prosseguem, até a próxima terça-feira (18/9), as inscrições do concurso público para a contratação de profissionais para a Rede de Atenção à Saúde Mental (Raps) de Fortaleza. São ofertadas 133 vagas para médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e enfermeiros, informa a assessoria de imprensa do Paço Municipal.

A seleção será realizada em duas etapas, sendo a primeira composta pela aplicação de prova objetiva, de caráter classificatório e eliminatório, com conteúdos de conhecimentos específicos por cargo. A prova objetiva é formada por 50 questões de múltipla escolha. Para os candidatos classificados, a segunda etapa constará da análise de títulos e experiência profissional dos documentos relacionados no Edital regulador do certame.

Para se inscrever, os interessados devem acessar o no Canal de Concursos e Seleções da Prefeitura de Fortaleza, preencher o formulário eletrônico e pagar a taxa de inscrição no valor de R$150 para as diversas áreas de nível superior e R$210 para médicos.

Com a realização do concurso, o Município espera reforçar o atendimento aos usuários das unidades da saúde mental – Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades de Acolhimento e Residências Terapêuticas – com os novos profissionais das diversas áreas. Os profissionais concursados trabalharão de forma contínua, cumprido a escala de atendimento de segunda a sexta-feira nas unidades de atendimento.

SERVIÇO

*Diretoria de Concursos e Seleções (Dices) – Avenida João Pessoa, 5609 – Damas

*Mais Informações – (85) 3433.2987.

Jair Bolsonaro segue estável na UTI e deve retomar fisioterapia

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em condições clínicas estáveis e sem complicações pós-operatórias, segundo o boletim médico divulgado hoje (14) pelo Hospital Albert Einstein.

De acordo com o boletim, Bolsonaro reiniciará hoje fisioterapia, com caminhada e exercícios respiratórios. O presidenciável segue recebendo analgésicos para controle da dor, está sem febre e sem outros sinais de infecção, com jejum oral e alimentação parenteral exclusiva.

Histórico

No último dia 6, o candidato a presidente levou uma facada na região abdominal durante atividade de campanha nas ruas de Juiz de Fora (MG). Ele foi atendido na Santa Casa da cidade onde passou por cirurgia.

Na sexta-feira (7), o candidato foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, a pedido da família.

Bolsonaro tinha recebido alta da UTI na última terça-feira (11), mas precisou passar por cirurgia de urgência na noite de quarta-feira (12), por ter apresentado distensão abdominal progressiva, sugerindo o diagnóstico de obstrução intestinal – diagnóstico confirmado por tomografia computadorizada.

Ele foi levado para a cirurgia de urgência onde foram desfeitas as aderências do intestino e liberado o ponto de obstrução. Os médicos cuidaram também de um extravasamento de secreção intestinal em uma das suturas realizadas anteriormente para correção dos ferimentos intestinais.

(Agência Brasil/Foto – Facebook)

Volume de serviços recua 2,2% de junho para julho, diz IBGE

O volume do setor de serviços caiu 2,2% em julho deste ano na comparação com o mês anterior. A queda veio depois do avanço de 4,8% de junho. O dado é da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa também recuou na comparação com julho de 2017 (0,3%), no acumulado do ano (0,8%) e no acumulado de 12 meses (1%). Apesar da queda, no acumulado de 12 meses, os serviços apresentam uma trajetória de recuos cada vez mais moderados, que começou depois de abril de 2017, quando o setor caiu 5,1%.

A receita nominal caiu 0,5% na passagem de junho para julho, mas cresceu 3,7% na comparação com julho de 2017, 1,7% no acumulado do ano e 2,6% no acumulado de 12 meses.

Dos cinco segmentos de serviços pesquisados, apenas os serviços prestados às famílias tiveram crescimento no volume na passagem de junho para julho (3,1%). Entre os quatro segmentos em queda, destaca-se o de transportes e correio, que recuou 4%.

Os demais segmentos tiveram as seguintes quedas: serviços de informação e comunicação (2,2%), serviços profissionais, administrativos e complementares (1,1%) e outros serviços (3,2%).

(Agência Brasil)

Inflação de setembro sobe para 1,2%

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou uma inflação de 1,2% em setembro, percentual bem superior ao 0,51% de agosto e ao 0,39% de setembro de 2017. Com isso, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumula taxas de inflação de 7,89% no ano e de 9,66% em 12 meses.

O avanço foi provocado pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 1,76% em setembro. Em agosto, a inflação havia sido de 0,64%.

A inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,14% em agosto para 0,08% em setembro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,46% para 0,16% no período.

O IGP-10 foi apurado em pesquisa feita entre 11 de agosto e 10 de setembro.

(Agência Brasil)

Seminário da UFC discute o fazer jornalistico com nomes de peso da comunicação

Ana Naddaf, diretora-executiva de redação do O POVO, entre convidados.

O Campus do Benfica da Universidade Federal do Ceará (UFC) será sede, no período de 19 a 21 deste mês de setembro, do II Práxisjor – Seminário Internacional Pensar e Fazer Jornalismo. Com o tema “Identidade(s) Jornalística(s)”, o evento debaterá, com a participação de profissionais e pesquisadores do setor, a importância de se discutir o Jornalismo como uma mediação central nas sociedades democráticas. Na programação, conferências, mesas temáticas, mini-cursos e apresentação de trabalhos acadêmicos.

O seminário vai reunir grandes nomes da comunicação nacional, como o jornalista Sérgio Spagnuolo (Volt Data Lab-SP), fundador e editor da agência de jornalismo de dados Volt Data Lab, além de mestre em Relações Internacionais e Direitos Humanos pela PUC-SP e colaborador do site de checagem Aos Fatos; a jornalista Juliana Teixeira, doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia e professora do Departamento de Comunicação Social e do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da Universidade Federal do Piauí; e o jornalista Samuel Lima, um dos coordenadores do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Também marcarão presença nomes locais como a jornalista Ana Naddaf, diretora-executiva da redação do jornal O POVO.

Organizado pelo Grupo de Pesquisa em Práticas Jornalísticas (PráxisJor), vinculado ao Curso de Jornalismo e ao Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFC, o seminário ocorre em parceria com outras sete instituições acadêmicas do País.

Inscrições

As inscrições para participar do II Práxisjor podem ser feitas no site oficial do evento (https://praxisjor.wixsite.com/ufc2018). A taxa é de R$ 70 para estudantes de graduação e recém-graduados (até um ano), R$ 100 para Mestrandos e doutorandos e R$ 140 para profissionais, mestres, doutores e pesquisadores. Há ainda a modalidade Inscrição Popular, voltada para estudantes de graduação que queiram participar das conferências e mesas-redondas, agendadas ao longo dos três dias de evento. Essa modalidade de inscrição terá o valor simbólico de R$ 30 e dará direito a emissão de certificado de participação.

Os estudantes interessados devem se inscrever no formulário no site e efetuar o pagamento através de depósito bancário.

A emissão de certificado está sujeita ao preenchimento do formulário e à participação em, no mínimo, 75% das atividades (haverá lista de presença nos locais).

SERVIÇO

*Campus do Benfica da UFC – Avenida da Universidade.

*Mais informações: bit.ly/praxisjor

(Foto – Caderno Pause/O POVO)

Preço do pão e massas já subiu 10% nos últimos dois meses no País

Desde julho, os preços de produtos à base de trigo, como massas alimentícias, pães e biscoitos, além da própria farinha de trigo, já aumentaram em até 10%, segundo estimativas de entidades que representam a indústria do setor no país. O percentual representa cerca de 40 vezes a variação da inflação média dos últimos dois meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,24% entre julho e agosto.

A principal explicação para a inflação dos alimentos à base de trigo está na dependência externa que o Brasil tem do produto combinada com as recentes oscilações do dólar e do preço do produto no mercado internacional. O trigo é um dos poucos grãos que o Brasil tem que importar de outros países para abastecer o mercado doméstico.

Pelos dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve produzir 5,2 milhões de toneladas de trigo em 2018 e comprar do exterior mais 6,3 milhões de toneladas, a maior parte oriunda da Argentina, seguida de países como Estados Unidos, Paraguai, Uruguai e Rússia.

Oscilação de preço

Economistas confirmam o cenário descrito pelos produtores do setor. “No caso do trigo, o Brasil importa mais da metade da demanda interna. Assim, maiores taxas de câmbios terão impacto direto sobre os mercados atacadista e varejista. Além disso, no primeiro semestre de 2018, os preços internacionais subiram, diante da menor oferta mundial. O Brasil também foi impactado pelos maiores preços na Argentina, diante das incertezas quanto ao tamanho da safra desta temporada”, explica o professor Lucílio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepe), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP).

O preço do trigo, que é um dos principais produtos negociados na Bolsa de Chicago (CME Group), nos EUA, chegou a atingir US$ 197,80 (R$ 819) por tonelada em agosto, o maior valor desde julho de 2015. Na parcial de setembro, o preço caiu um pouco, para US$ 181 (R$ 749,34), mas ainda bem superior à média do início do ano (US$ 158,91/ton em janeiro).

Além disso, como o preço internacional do produto é calculado em dólar, a desvalorização do real aumenta seu custo de importação. No ano, o dólar se valorizou ante ao real em 22,86%, no acumulado até agosto. Somente no mês passado, essa valorização foi de 8,45%.

(Com Agência Brasil)

Fernando Haddad deve aproveitar entrevista ao JN para mandar recados ao mercado financeiro

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Fernando Haddad, agora candidato de fato do PT a presidente da República, foi aconselhado a usar parte da entrevista ao Jornal Nacional, da Globo, nesta sexta (14), para fazer um aceno ao mercado financeiro. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Auxiliares do petista dizem que ele deveria aproveitar o espaço para mostrar que não é um bicho-papão e disseminar o discurso de que, se eleito, haverá segurança jurídica e previsibilidade.

Os principais aliados de Haddad calculam que, se comunicar de maneira eficiente ao eleitor a indicação de Lula, ele poderá estar na disputa pela liderança nas pesquisas em até 15 dias.

(Foto – Heuler Andrey, da Folhapress)

Para Ciro Gomes, candidatura de Haddad vai dar m…

Ciente de que disputa diretamente votos com a recém-oficializada candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência, o candidato do PDT, Ciro Gomes, criticou duramente o petista ontem. O pedetista adotou a estratégia de acusar o ex-prefeito de São Paulo de fragilidade política e também questionar sua capacidade de derrotar Jair Bolsonaro (PSL) num eventual segundo turno.

“O atributo do Haddad presidente indicado por Lula, isso vai dar m(*), não tenho a menor dúvida”, disse Ciro, citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato, durante evento na Academia Brasileira de Ciências (ABC).

“Bolsonaro é o cabra marcado para perder a eleição no segundo turno, se a gente não cometer nenhuma imprudência; porque a rejeição dele é a maior de todas”, afirmou.

Em Osasco (SP), Fernando Haddad evitou responder a ataques de Ciro Gomes, que, na quarta-feira, 12, comparou o petista à ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT).

“Este tipo de ataque pessoal não vamos fazer”, disse Haddad. “Nossa estratégia até o final da campanha é só comparar proposta. Se você me apresentar uma proposta dele (do Ciro) para comentar, eu comento”.

Em sabatina do jornal O Globo, Ciro disse que o Brasil não aguenta outra Dilma.

Haddad também comentou a abertura de reclamação disciplinar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra promotores de São Paulo que ofereceram, semana passada, denúncias contra ele e o ex-governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). “Isto depura o MP. Promotor não pode fazer política”, disse. O petista também afirmou que em um eventual governo dele vai fortalecer o Ministério Público, que, para ele, “precisa ser apartidário para ser forte”.

(Agência Estado)

Crítica

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