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Entre Dilma e Temer, o eleitorado prefere Dilma

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Com o título “Caiu a ficha?”, eis artigo do professor Marcelo Uchoa, da Unifor. Ele analisa cenário das recentes pesquisas Ibope e Vox Populi que apontam para desejo do brasileiro por eleições gerais. Confira:

Recentes pesquisas do Ibope e do Vox Populi demonstram que a sociedade brasileira não avaliava de maneira precisa os riscos democráticos do recurso extremo ao impeachment da presidenta Dilma. Segundo a enquete realizada pelo IBOPE, entre os dias 14 e 18 de abril, 62% preferem a destituição do governo e o chamamento de novas eleições; 25% optam pela manutenção da presidenta com governo reformulado; 8% preferem o governo do vice Temer; e outros 5% não sabem opinar ou manifestam outras preferências. Por sua vez, em pesquisa efetuada entre os últimos dias 9 e 12, sobre o cenário de disputa presidencial, o Vox Populi registrou que num enfrentamento entre Lula, Marina, Aécio, Bolsonaro e Ciro, os percentuais são 29% para Lula, 18%, 17%, 7% e 5%, sucessivamente. 16% e 7% escolheram branco, nulo ou não souberam responder. Já num cenário direto entre Lula, Marina e Aécio, os resultados foram 31%, % e 20%, respectivamente, com 19% e 7% de brancos, nulos e sem resposta.

Confrontadas, as duas pesquisas mostram que há uma margem de confiança no governo da presidenta Dilma mais expressiva do que a observada há alguns meses. Essa margem se manifesta não só na proporção do apoio que a presidenta mantém, comparativamente aos percentuais obtidos por seu vice, como, também, pela incontestável liderança de Lula na próxima corrida presidencial. Vislumbrando ser improvável a ocorrência de eleições antecipadas para o executivo federal no país, é factível deduzir que o apoio à permanência de Dilma no cargo, com nova pactuação política, será sempre sobejamente maior que a opção por um governo Temer.

Isso acontece porque somente agora a sociedade brasileira percebe que um eventual governo do vice representará a vitória da FIESP e demais entidades de defesa patronal sobre os trabalhadores, fatidicamente redundando em severas restrições de direitos laborais. Compreenderá, outrossim, a substituição de um governo avançado em políticas de direitos humanos por um governo movido pelos interesses das representações mais conservadoras da população (as chamadas bancadas da bala, da Bíblia e do agronegócio, com reforço de defensores do regime militar e do que há de mais espúrio na política brasileira), as quais foram fundamentais para a admissão do processo de impeachment da presidenta da República na Câmara dos Deputados.

Não bastasse isso, já percebe a sociedade que o tema do crime de responsabilidade da presidenta não passou de mera retórica jurídica, e que o debate em torno do processo de impeachment foi movido por razão adstrita à disputa pelo poder, deixando a corrupção de ser ponto central da pauta nacional, tanto pela omissão consciente da grande mídia, como pela não menos consciente dormência do Judiciário no aprofundamento das investigações da Lava Jato, sobretudo no tocante aos 200 nomes da lista da Odebrecht, na averiguação da presumível desonestidade do próprio vice-presidente Michel Temer e na cassação do mandato parlamentar de Eduardo Cunha, réu no STF por corrupção passiva e lavagem internacional de dinheiro.

Espantada com os desdobramentos dos fatos políticos no Brasil, a imprensa internacional condena o golpe em curso, e, a cada dia, aprofunda a análise sobre os reais interesses na ocasional troca de governo, não deixando de apontar dentre os motivos a ganância do mercado financeiro de wall street, o desejo norte-americano na eventual exploração do pré-sal brasileiro e o receio dos países do G7 com o recém-conquistado protagonismo brasileiro nas discussões internacionais, em especial, regionais, na América latina, e globais, com o BRICS.

Atônita, a sociedade brasileira vai, aos poucos, assimilando que a democracia de um regime presidencialista não dá espaço para troca de presidentes por simples insatisfação com o curso da gestão, que fragilizar Dilma em seu posto, significa petrificar Temer na presidência. Pena que, para além da militância de esquerda, a ficha começou a cair após o vexatório julgamento presidencial na Câmara dos Deputados, e, mais recentemente, com o esboço do perfil neoliberal ortodoxo de um eventual governo PMDB/PSDB. Menos mal que o Senado ainda terá a chance de desfazer o malfeito proferido pelos pares da Câmara baixa. Menos mal que o Senado ainda terá a chance de desfazer o malfeito proferido pelos pares da Câmara baixa.

Espera-se que, compreendendo que o pior ainda está por vir, os incautos com a política nacional se apresentem e se somem às manifestações pró-democracia lideradas pelos movimentos sociais de resistência. Mais do que isso, que interiorizem que é um equívoco se deixar levar por apelos demagógicos de uma mídia atrelada a conglomerados financeiros, ou arroubos dissimuladamente moralistas de candidatos a heróis provindos da fidalguia judiciária. A ordem agora é denunciar o golpe na rua.

Espera-se que, compreendendo que o pior ainda está por vir, os incautos com a política nacional se apresentem e se somem às manifestações pró-democracia lideradas pelos movimentos sociais de resistência. Mais do que isso, que interiorizem que é um equívoco se deixar levar por apelos demagógicos de uma mídia atrelada a conglomerados financeiros, ou arroubos dissimuladamente moralistas de candidatos a heróis provindos da fidalguia judiciária. A ordem agora é denunciar o golpe na rua.

*Marcelo Uchôa

Advogado e Professor Doutor de Direito/Unifor.

Eunício recebe caravana de vereadores em Brasília

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O senador Eunício Oliveira (PMDB) abriu, nesta quarta-feira, sua agenda para um compromisso político com suas bases eleitorais. Ele recebeu, em seu escritório político de Brasília, vereadores dos municípios de Aurora, Caririaçu, Ubajara e Pacajus.

No encontro, muito lamento sobre o quadro de seca, mas, também, a situação política nessas cidades. Reclamações também não faltaram sobre queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e dinheiro para a saúde.

Outro mote também foi um eventual Governo de Michel Temer.

Uma caravana de 70 vereadores do Ceará participa de uma marcha que cobra do governo federal maior apoio para as cidades.

Número de empresas endividadas aumentou nos últimos 12 meses no País

O número de empresas endividadas no Brasil, nos últimos 12 meses, aumentou. A constatação é de pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. O estudo abrangeu apenas as regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte, pois na região Sudeste o estado de São Paulo tem legislação que inibe a negativação das empresas.

De acordo com a pesquisa, nessas quatro regiões o número de empresas inadimplentes, na base de dados do SPC, aumentou 11,08%, em março deste ano, comparado a março de 2015.

A região onde houve maior crescimento na inadimplência de empresas foi a Nordeste, com avanço de 16,64%, seguida pela Centro-Oeste, com 15,66% a mais, a Norte, 12,11%, e a Sul, 11,42%.

O relato credita o aumento no endividamento das empresas ao cenário econômico desfavorável. “Dados do indicador mostram que o número de empresas negativadas apresentou crescimento expressivo entre março de 2016 e o mesmo mês do ano anterior”, destacou a pesquisa.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que a forma como essa taxa aumentou em apenas um ano demonstra o aprofundamento da recessão que afetou a saúde financeira das empresas. “O cenário foi piorado pelo recuo da atividade [econômica] com a alta dos preços e, por consequência, da taxa de juros”, sustentou a economista.”

(Agência Brasil)

Dom Adélio Tomasin comemora 86 anos e ganha registro na Câmara dos Deputados

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O deputado federal Danilo Forte (PSB) ocupou a tribuna da Câmara nesta quarta-feira para homenagear os 86 anos do bispo emérito de Quixadá, Dom Adélio Tomasin. Segundo o parlamentar, Quixadá deve a Dom Adélio uma enormidade de instituições que se dedicam à educação como meio de transformação das pessoas.

“Quixadá deve a Dom Adélio a Escola Artesanal Sertão Central, a Creche Rainha da Paz, a Rádio Cultura de Quixadá, o Hospital Maternidade Jesus Maria José, o Santuário Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, a fundação do Centro Vocacional Pio XII, a fundação do Instituto Filosófico-Teológico Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, a Casa da Providência, a Faculdade Católica Rainha do Sertão de Quixadá, a fundação da Fazenda da Esperança, a fundação da Casa de Acolhida do Idoso Remanso da Paz e a fundação da Faculdade de Quixadá (CISNE)”, destacou.

Dom Adélio Tomasin nasceu no dia 27 de abril de 1930 na cidade italiana de Montegaldella, na região de Vicenza, ao Norte daquele País. Atualmente, além das atividades episcopais, Dom Adélio segue à frente da Fundação Remanso da Paz, que abriga em regime semiaberto 40 idosos para inúmeras atividades diárias.

TSE condena PSDB a devolver R$ 1,1 milhão aos cofres públicos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o PSDB a devolver R$ 1,1 milhão aos cofres públicos por irregularidades na prestação de contas do partido de 2010 entregue à Justiça Eleitoral. Despesas não explicadas e notas ilegíveis estão entre as irregularidades apontadas por técnicos do tribunal. A multa pode ser parcelada em até seis vezes, a partir de janeiro de 2017. Ainda cabe recurso contra a decisão.

Na mesma sessão, os ministros aprovaram com ressalvas as contas do PMDB das eleições de 2010. O partido se livrou de punição, embora tenham sido detectados problemas em 6,5% dos recursos movimentados pela legenda. Os peemedebistas não aplicaram, por exemplo, a verba exigida por lei para incentivar a participação das mulheres na política. Também tiveram contas aprovadas com ressalvas PCdoB, PSB, PSDC, PV e PRP.

Já o PMN foi punido. A legenda terá de devolver R$ 1,3 milhão aos cofres públicos e ficar oito meses sem receber repasses do fundo partidário por ter tido suas contas desaprovadas pelo TSE, também por irregularidades na campanha de 2010. O PDT foi condenado à suspensão de dois meses do fundo partidário em 2017 por problemas na prestação de contas. Já o PRTB terá de devolver R$ 238 mil.

(Com o Congresso em Foco)

 

Quem odeia o PT, vota em Bolsonaro?

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Com o título “Bolsonaro não é o caminho para comandar o Brasil!”, eis artigo de Rodrigo Cardoso, estudante do curso de direito da Universidade de Fortaleza. Ele pede espaços para abordar o cenário nacional onde Jari Bosonaro vem aparecendo como presidenciável. Confira:

A mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 7 e 8 de abril de 2016, trouxe um dado impressionante: os ricos votam em Jair Bolsonaro (PSC/RJ) e os pobres votam em Lula. Entre quem ganha até 2 salários, ou quem tem apenas o ensino fundamental, Lula tem liderança absoluta em intenção de voto, com 28 e 31 pontos, respectivamente. Entre quem ganha mais de 10 salários, quem lidera absoluto é Bolsonaro, com 20 pontos.

É compreensível que os mais pobres votem em Lula, pois foi o presidente que mais ajudou as classes menos favorecidas desse país, além de conceder diversas conquistas para o trabalhador brasileiro, como o aumento real do salário mínimo em todos os anos do seu governo, e diversos programas sociais reconhecidos no mundo inteiro. Mas é difícil compreender como a elite desse país, com o nível maior de instrução, possa ter a coragem de apoiar Jair Bolsonaro, um ser repugnante, fascista, viúva da ditadura militar, com pensamentos caretas, totalmente medievais, e que homenageou um notório torturador em seu discurso na votação do impeachment.

O principal motivo dessa alta popularidade de Bolsonaro entre os mais ricos é que a rejeição da elite desse país ao governo do PT não é mais oriundo da razão, pelo governo ruim, mas é apenas de ódio. É verdade que o PT em suas campanhas eleitorais ajudou essa divisão, entre ricos e pobres, provocou rixas na sociedade, mas seus governos não foram governos voltados essencialmente para os mais pobres, não foi comunista ou socialista, como alguns direitistas teimam em dizer, mas muito longe disso, principalmente, o governo Lula que teve um grande pacto social com a classe conservadora, como explica o livro de André Singer: os sentidos do lulismo. Os bancos nunca lucram tanto quanto no ano passado do governo Dilma.

Mesmo assim, o antipetismo foi construído e incentivado nos grandes meios de comunicações, junto com a veiculação da corrupção generalizada dos políticos tradicionais, dando ênfase aos petistas, como se fosse um partido de ladrões, o que não é verdade, pois a maioria do partido é composta por gente honesta, mas vários roubaram de fato, alguns já foram punidos e outros culpados devem ser. Mas na sociedade ficou enraizado esse sentimento de antipetismo muito forte, que não faz bem ao país, pois já provocou agressões nas ruas, discussões entre amigos, xingamentos de vários petistas em locais públicos, como dentro de um hospital com o ex-ministro Mantega, quando ele foi visitar sua mulher com câncer, e o ultimo caso, amplamente divulgado na imprensa foi com o ator José de Abreu em um restaurante em São Paulo.

As manifestações que ocorreram no país contra Dilma e Lula foram marcadas pelo ódio ao PT, negação da política, dos partidos políticos, e a única liderança política que capitalizou em cima disso foi Jair Bolsonaro. Algo similar ocorreu na Alemanha em 1933, quando um governo de centro-esquerda comandava o país, que sofria uma crise econômica, e a população enxergou em Hitler, a solução de todos os problemas, pois era um discurso fácil de ser engolido, por conta do ódio aos judeus e as esquerdas.

A elite enxerga no discurso odiento e fascista de Bolsonaro a antítese do projeto petista, personifica nele como a oposição ideal para substituir o governo do PT. A clássica direita brasileira – PSDB e PMDB, não respondem mais aos anseios do eleitorado conservador, pois ambos representaram modelos fracassados e ultrapassados, e o discurso do nacionalismo fascista de Bolsonaro entra como música no ouvido desse eleitorado de direita. A falta de um projeto nacional do PT para o Brasil, os diversos erros nos governo petistas, principalmente no mandato da presidente Dilma, com uma política econômica desastrosa, alianças espúrias desde o governo Lula, com os políticos mais arcaicos brasileiros oriundos do PMDB, várias personalidades do partido tendo se lambuzado na corrupção, tudo isso, fez o projeto do PT está em seu ciclo final e o Brasil precisa de uma alternância no poder em 2018, mas o caminho não é Bolsonaro, e longe disso.

O ódio nunca é um bom conselheiro na hora de votar, e a história mostra o que esse tipo de voto pode trazer para a sociedade. A figura de Adolf Hitler não deve ser esquecida, era uma figura caricata na Alemanha como Bolsonaro, mas com seu discurso fascista e de ódio foi angariando apoios, e com ele, chegou à presidência da Alemanha, e foi responsável pelas paginas mais sombrias da história da Alemanha e do mundo, não podemos deixar a história se repetir no Brasil. Devemos buscar uma opção presidencial em 2018, que não leve o país para os antigos donos do poder, que delapidaram o patrimônio público, com o projeto de estado mínimo, algo condenável em um país tão desigual como o Brasil. O país precisa de um político competente para trilhar o caminho do desenvolvimento econômico, com um projeto de nação, mantendo e aprimorando as conquistas sociais dos governos petistas e harmonizando um país dividido, e nunca um candidato que busca separar ainda mais a sociedade, destruir as minorias e criar barreiras para a construção de um futuro próspero, de paz e democrático para o país.

* Rodrigo Cardoso,

Estudante de Direito da Unifor.

Ex-presidente da Fiec já fala em Governo Temer

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Para Jorge Parente, ex-presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e membro da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a presidente Dilma Rousseff vai cair e virá o governo Temer.

“Agora, não digo que Temer é o melhor para o País. Mas o País tem que mudar!”, observa para o Blog o empresário, destacando que o quadro atual da economia, com incertezas, inflação e nada de crescimento e se registrando desemprego, precisa ser enfrentado.

Jorge não vê o Governo Dilma Rousseff com condições políticas para isso, pois perdeu apoio da Câmara, e lembra que falta à gestão um item fundamental e capaz de atrair o respaldo popular: a credibilidade.

Governo Dilma em clima de saldão

“A interinidade de fato a que o mandato de Dilma Rousseff foi relegado desde que a Câmara recomendou ao senado a abertura de processo de impeachment está fazendo com que seu governo se assemelhe a uma liquidação geral de queima de estoque.

Dilma está há 40 dias sem ministro da Casa Civil. Também perdeu ocupantes de outras pastas importantes.

Enquanto isso, movimentos sociais como CUT, MST e MTST se reuniram com a fragilizada ainda presidente para fazer cobranças. Querem reajuste do Bolsa-Família, a retirada de projetos que contrariam esses segmentos do Congresso e, olha só, cargos no primeiro escalão.

Não importa que, no cenário mais provável, Dilma provavelmente tenha de se licenciar do cargo em algumas semanas.

Seus apoiadores, cientes de que uma das primeiras medidas de Michel Temer será fechar a torneira de financiamento de grupos pró-PT, querem fazer como a formiga da fábula de La Fontaine e armazenar víveres para um inverno que temem ser longo e tenebroso.

Diante de cenas de família vende tudo como a do ensaio sensual fotográfico da primeira-dama do Turismo, Milena Santos, mulher do ministro tapa-buraco Alessandro Teixeira, os movimentos viram que quem chorar mais leva.”

(Coluna Radar, da Veja Online)

Presidente da UNE: “Nossa defesa não é de um governo, mas pela democracia”

Presença permanente nas manifestações contra o impeachment de Dilma Rousseff, a presidenta da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, de 26 anos, afirma que não é a favor do governo, mas contra a legitimidade do impeachment. Em entrevista nessa terça-feira (26) ao programa Espaço Público, da TV Brasil, ela disse que as manobras feitas para retirar uma presidenta do poder provocam danos ao país.

“Os movimentos seguem nas ruas para contrapor o que acontece no Congresso Nacional e para derrotar politicamente o impeachment. A gente mesmo [da UNE] tem várias críticas na área da educação, do programa de governo e do que foi esse segundo mandato da presidente Dilma. Mas a gente acha errado ‘impichar’ [afastar por meio de impeachment] uma presidente sem que haja crime de responsabilidade, sem que haja prova”, afirmou.

O processo de impeachment foi aceito na Câmara, por 367 votos a 137, e agora está em discussão na comissão especial do Senado.

Carina é contrária a eleições gerais e afirma que defender eleições agora é legitimar democraticamente um golpe. “É dar o verniz democrático que eles precisam para o golpe fajuto”, destacou. Ela afirma ainda que a condução do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deslegitima o processo.

“Dilma foi torturada na ditadura e torturada na democracia. O que é Jair Bolsonaro dedicar o voto dele ao torturador da Dilma?”, questionou Carina. No momento do voto na sessão de votação, na Câmara, da admissibilidade do impeachment de Dilma, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-R) exaltou a ditadura militar e a memória do coronel Carlos Brilhante Ustra – um dos chefes do DOI-Codi em São Paulo, local onde diversos presos políticos foram torturados.

A estudante criticou duramente os líderes dos movimentos a favor do impeachment de Dilma, os quais chamou de líderes fakes. “Acho que são líderes montados e colocados ali pra tentar conquistar a juventude que não foi pra rua nas passeatas da direita”. Carina disse ainda que, nas passeatas contra a Dilma, não há jovens e que a maioria dos manifestantes tem mais de 40 anos e formação universitária.

Para ela, é preciso mobilizar o governo e o Congresso para mais ações que beneficiem as camadas mais pobres e excluídas, a implantação do Plano Nacional de Educação, valorização do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em uma avaliação dos avanços na área educacional na última década, Carina Vitral cita a criação de novas universidades, a Lei das Cotas e a implantação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que tem se consolidado como alternativa ao vestibular.

SERVIÇO

*O programa Espaço Público vai ao ar, toda terça-feira, às 23 horas, na TV Brasil.

(Agência Brasil)

Evaristo Nogueira cobra um novo time para o Ceará. Do jeito que está, fracassa na Série B

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[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=tmkYJzshkCU[/youtube]

O narrador esportivo Evaristo Nogueira, o “Homem Mau” do programa Trem Bala, da TV O POVO, cobrou, nesta quarta-feira, um novo time para o Ceará Sporting Club.

Para Vavá Maravilha, a equipe que conseguiu um sofrível empate (1×1) com o Resende para continuar na Copa do Brasil não tem condições, se não vier reforços, de se dar bem na Série B, do Brasileirão.

Lei dá garantias a bancos em uso do FGTS no programa Minha Casa Minha Vida

“Os bancos passam a ter garantia do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) nos contratos de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida, com prestações parcialmente custeadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O Diário Oficial trouxe hoje (27) uma medida provisória, convertida em lei, que mudou as regras do Programa Minha Casa, Minha Vida para garantir o pagamento quando o beneficiário não quitar as prestações do imóvel. O objetivo é assegurar ressarcimento ao FGTS quando as prestações dos imóveis não forem pagas. O FAR deverá assumir a dívida do agente financiador e cobrar as prestações atrasadas do mutuário.

A lei amplia a garantia feita pelo FAR, que compensa quando as prestações não são pagas por causa da morte ou invalidez permanente do mutuário ou quando há danos físicos ao imóvel financiado.

“O FAR poderá prestar garantia à instituição financeira em favor do beneficiário nos casos de operações de financiamento habitacional ao beneficiário com desconto concedido pelo FGTS para aquisição de imóveis”, diz a lei.

Foi vetado dispositivo, incluído pela Câmara dos Deputados, que direcionava 10% dos recursos destinados pela União ao programa Minha Casa, Minha Vida para a construção de imóveis para pessoas de baixa renda em municípios com menos de 50 mil habitantes. Na explicação para o veto, o governo diz que o dispositivo não prioriza o atendimento do programa nos municípios com maior déficit habitacional.”

(Agência Brasil)

O Congresso dos horrores

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Com o título “O Congresso dos horrores”, eis artigo do cineasta e escritor Rosemberg Cariry. No O POVO desta quarta-feira, ele aborda o Congresso, a elite que, na sua visão, quer comandar o poder, e a força do povo para evitar golpes. Confira:

A elite brasileira quer estar no comando, custe o que custar. Por força do manuseio das leis e/ou das armas, recusa-se a sair do lugar de elite política e/ou aceitar qualquer partilha de natureza social ou econômica. Quando se sente ameaçado, esse poder levanta-se contra os de baixo, acusa-os de qualquer crime, real ou forjado, ergue bandeiras que variam do anticomunismo à da anticorrupção, com ares de mofado moralismo e/ou patriotismo de ocasião.

Foi assim desde o ano de 1889, quando a República foi proclamada, por meio de uma quartelada patética, sem nenhuma participação do povo. Reapareceu como ferramenta no chamado Estado Novo, em 1937; no golpe de 1964, quando, submissa aos Estados Unidos, aceitou que financiassem instituições, organizações, movimentos e ações políticas para desestabilizar o Governo João Goulart, que prometera tímidas reformas sociais de base. A famosa “marcha da família com Deus e pela liberdade” mobilizou setores da classe média interessada em ascensão social apenas para si e os seus, sob a desculpa de ser contra a “corrupção”. Até que tudo resultou em uma ação corruptora tenebrosa – a do autoritarismo, da quebra das liberdades cidadãs, das torturas, dos assassinatos, das perseguições e expulsões de integrantes da melhor inteligência do País.

A história se repete agora em feitio de ópera bufa. O que vimos no Congresso Nacional foi uma pavorosa farsa a demonstrar claramente a quem está entregue o País. Imitando outros momentos similares de infâmia, a bela bandeira brasileira foi tomada de assalto e, impregnada de uma dose qualquer de embuste ideológico, com doses calculadas de charlatanice e fascismo. Já vivemos algumas vezes isto, tanto que sabemos muito bem quando ocorre tão astuciosa apropriação desse símbolo precioso de uma nação. 

Grassa nos dias que correm o analfabetismo político, a subserviência aos mercados globalizados e aos grandes empresários, o fundamentalismo religioso dos mercadores da bíblia, a raiva dos latifundiários e do agronegócio, a violência da bancada da bala, homenageando torturadores. Afloram e boiam abjetos na lama da cupidez sem escrúpulo. Tudo dito em nome de Deus e da família.

Em verdade, esses políticos conservadores falam em defesa de suas propriedades e ganhos fabulosos, demarcando o ressurgimento das suas neocapitanias hereditárias, ampliando as novas formas de corrupção, aliados que são da cobiça internacional pelo Brasil. No meio das trevas, apenas alguns lampejos de posições firmes e lúcidas, inscritas em discursos proferidos por alguns poucos políticos sérios, que ainda pensam um projeto para o Brasil profundo. Em momentos como esses, perderíamos toda a esperança na grandeza dessa nação, se não restasse a dignidade do povo, a sua capacidade de resistência e fortaleza inegável. Afinal, a história aponta exemplos. 

Canudos não se rendeu!

*Rosemberg Cariry

cariri.filmes@uol.com.br

Cineasta e escritor.

Secretário da Segurança Pública do Ceará diz haver “glamourização” dos ataques criminosos

foto delegado PF delci teixeira

“Hoje, qualquer pirangueiro que joga uma pedra no vidro da janela de uma delegacia, por exemplo, já é considerado o novo Al Capone. Aí, chega no presídio como se fosse um bandido de extrema periculosidade”. A declaração é do titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Delci Teixeira. Segundo ele, existe uma “glamourização” dos ataques feitos a prédios públicos, que precisam ser tratados “com muito cuidado, para não criar um clima de histeria”.

As afirmações foram dadas pelo secretário à Rádio O POVO/CBN, enquanto esperava voo para Brasília (DF). Delci viajou para Brasília, onde se reunirá com representantes do Ministério da Justiça (MJ). Disse que iria “buscar parcerias, sobretudo, na área de inteligência”, conta Delci Teixeira. As reuniões ocorrem na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no Departamento de Execução Penal (Depen) e na Polícia Federal (PF).

O secretário reitera que todos os presídios do País registram a ocorrência de facções criminosas. Ele diz que as organizações são formas dos recém ingressos se protegerem no Sistema Penitenciário. Assim, ele critica “distorções” da fala do governador Camilo Santana (PT) dando conta de que ele havia recebido ameaças. Segundo o secretário, é “absolutamente normal” comentários positivos e negativos feitos nas divulgações, em mídias eletrônicas, das ações do Governo do Estado. “Daí a dizer que têm delegados federais fazendo a segurança [do governador] é ir longe demais”, cita.

“É óbvio que ações estão sendo tomadas no âmbito da segurança e estão ocasionando esse tipo de reação da criminalidade. Mas, como o próprio governador acredita e tem determinado, a segurança pública não vai recuar um milímetro no que está fazendo”, afirma.

O secretário reconhece ser “grande” a sensação de insegurança, mas que, “apesar de todas as dificuldades”, a SSPDS está conseguindo aos poucos reverter o quadro. O secretário cita investimentos em cursos e concursos realizados pela pasta mesmo em uma situação financeira que leva outros estados a sequer conseguirem pagar em dia seus servidores. “Claro que [os investimentos] não ocorrem na quantidade que queremos, mas são feitos na quantidade que é possível”, diz.

Saiba mais

Entre 5 e 17 de abril, 13 atentados foram registrados na Grande Fortaleza, incluindo ataques a delegacias, antenas de telefonia incendiadas. Nos últimos dois meses, foram 28 ataques contra propriedades públicas e privadas no Estado.

As investigações ocorrem de maneira descentralizada e a Polícia Civil não acredita que um mesmo grupo tenha coordenado todas as ações. No entanto, existem indícios de que organizações criminosas do Sudeste que agem nos presídios cearenses podem estar articulando, pelo menos, alguns dos atentados. Seria uma retaliação à lei que proíbe as operadoras de telefonia de oferecer sinal telefônico em áreas de presídios.

(Colaborou Lucas Barbosa – POVO Online))

Fortaleza terá 1º de Maio de manifestações pró-Dilma

foto dilma nova iorque

A Rede Sustentabilidade no Ceará marcou para 1º de maio, no aterrinho da Praia de Iracema, um ato por eleições gerais.

Já a CUT organiza uma caminhada em defesa do Governo Dilma Rousseff, saindo do kartódrfomo até o Cuca da Barra do Ceará.

A Intersindical, com apoio do Sindifort, também fará um ato. Uma caminhada em defesa da democracia, saindo do Cuca do Jangurussu até a Arena Castrelão

Copom pode manter taxa básica de juros em 14,25%

“O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define hoje (27) a taxa básica de juros. A expectativa do mercado é de que a Selic seja mantida em 14,25% ao ano. A reunião, a terceira do ano, começou ontem (26) à tarde.

De outubro de 2014, quando estava em 11% ao ano, a julho de 2015, a taxa Selic cresceu 3,25 pontos percentuais, resultado de sete elevações seguidas. Na reunião de setembro do ano passado, o Copom decidiu suspender o aperto monetário e parou de mexer nos juros básicos.

Manutenção da Taxa Selic

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2015 em 10,67%, bem acima do teto da meta, que é 6,5%. A meta para a inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para baixo ou para cima. Ao fim deste ano, o mercado prevê IPCA novamente acima do teto da meta, em 6,98%.

Depois de atingir, em janeiro, o pico de 11,31% na taxa acumulada em 12 meses, a inflação vem desacelerando. O IPCA acumulado havia caído para 9,91% nos 12 meses terminados em março. Além do fim do impacto da elevação de preços administrados (como energia e combustíveis), a queda do dólar tem contribuído para a diminuição dos índices de preços. Nos próximos meses, a expectativa é de que a inflação desacelere ainda mais por causa do agravamento da crise econômica.

A terceira decisão sobre a Selic em 2016 será anunciada à noite, já que a reunião do Copom dura dois dias. No primeiro dia, chefes de departamentos do BC apresentam uma análise da conjuntura doméstica, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais e o mercado monetário, entre outros assuntos.

Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, os diretores e o presidente do banco definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na semana seguinte ao anúncio do resultado, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.

Tasso Jereissati vai à CDL e deve falar sobre eventual Governo Temer

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Aécio e Temer – Unidos pelo impeachment de Dilma.

O senador Tasso Jereissati (PSDB) fará palestra nesta quinta-feira, às 18h30min, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza.

Dentro da segunda edição do Projeto Diálogos Empresarias, promoção da CDL, o tucano vai expor sobre a evolução de shoppings no Estado.

Mas o que o empresariado quer mesmo ouvir é sobre o cenário político e o eventual Governo de Michel Temer. Tasso, peça importante nas discussões com o peemedebista e amicíssimo de Aécio Neves (PSDB) – que fala constantemente com o peemedebista, terá muito o que falar.

 

Camilo Santana faz peregrinação por recursos em Brasília

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O governador Camilo Santana (PT) está em Brasília, onde fará uma verdadeira peregrinação por ministérios. O objetivo é acelerar alguns projetos e, principalmente, cobrar repasses para programas e ações desenvolvidas pelo Estado.

No giro ministerial estão a Fazenda, Planejamento, Integração Nacional, Saúde, Educação e Secretaria da Aviação Civil.

Na pasta da Fazenda, o governador contará com a assessoria do secretário Mauro Filho, pois o mote ali é a luta do Estado por rolagem de dívidas dentro dos mesmos critérios que o governo federal trata estados como São Paulo.

Camilo tratará sobre verbas para programas de combate à seca e vai se inteirar sobre o processo de concessão do aeroporto de Fortaleza, o que provocará impactos na luta estadual pelo Hub da TAM.

Henrique Meirelles ocupará o Ministério da Fazenda no eventual governo de Michel Temer

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“Com a ressalva de que não divulgará a nova equipe até a decisão do Senado sobre o afastamento da presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer admite que o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é o nome que tem para assumir o Ministério da Fazenda. Temer já encaminhou o desenho do que espera para os principais ministérios e os nomes que melhor se adaptam ao perfil que traçou para seu governo.

O enfoque na Fazenda será a execução de um ajuste fiscal gradual capaz de garantir a retomada da confiança, que impulsionará o crescimento. Meirelles se encaixa no diagnóstico feito ao vice-presidente pelo também ex-presidente do BC Armínio Fraga, de que o centro do problema da crise econômica do País é o desequilíbrio fiscal.

Em entrevista ao jornal O Globo, Temer admitiu que, se tivesse de assumir hoje a Presidência, o ministro da Fazenda seria Meirelles: “Fiquei muito bem impressionado com a conversa que tive com ele”.

Meirelles tem defendido o que batizou de “ajuste completo”. O acerto das contas deve ser parte de um plano de desenvolvimento econômico que, embora contracionista no curto prazo, vise ao crescimento ao fim do processo, com aumento da renda e do emprego. O ex-BC compartilha da visão de que a carga tributária atual é “pesada” demais.

Banco Central

A escolha do novo ministro da Fazenda será preponderante na definição do nome do futuro presidente do Banco Central. No entanto, o comando dos bancos públicos deve ser definido pelo próprio vice nas negociações da composição de apoio partidário para seu governo no Congresso.

A presidência da Caixa deve ficar com o PP. O nome mais cotado é o do ex-ministro da Integração Nacional do governo Dilma Gilberto Occhi, que é funcionário do banco.

O grupo de Temer já rediscute a junção de várias Pastas num superministério de infraestrutura. A avaliação é de que a união dos ministérios não deu certo no governo Collor, na década de 90, e não faria sentido repetir a receita agora.

Planejamento

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é o mais cotado para o Planejamento. Ele terá papel fundamental na articulação das medidas com o Congresso, em especial na solução da “armadilha fiscal” que espera Temer caso assuma a Presidência. Para a Casa Civil, já está certo o nome de Eliseu Padilha (PMDB-RS).

O senador José Serra (PSDB-SP) tem poucas chances de ser nomeado para a Fazenda. Assessores de Temer tentam convencer o tucano a aceitar o Ministério da Educação. A resistência continua sendo de uma ala do PSDB que teme que um eventual bom desempenho de Serra no ministério o credencie como candidato do partido em 2018. O PSDB já tem dois presidenciáveis: o senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ESTADÃO conteúdo

Operçaão Lava Jato – Justiça Federal manda PF concluir em 15 dias investigação sobre Gim Argelo

“A Justiça Federal em Curitiba deu prazo de 15 dias para que a Polícia Federal conclua as investigações da 28ª fase da Lava Jato, deflagrada no dia 12 deste mês. A operação prendeu, em Brasília, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), acusado pela força-tarefa de procuradores da operação de receber propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras.

No despacho, a juíza Gabrila Hardt, da 13ª Vara Federal em Curitiba, substituta do juiz Sérgio Moro, entendeu que a Polícia Federal precisa de mais prazo para finalizar a investigação.

“Apesar das provas já referidas na decisão em questão, apontando, em cognição sumária, provas de materialidade de crimes e indícios de autoria em relação ao investigado, afigura-se salutar conceder mais tempo à Polícia Federal para melhor análise do material apreendido”, decidiu a juíza.

A Operação Lava Jato investiga, em sua 28ª fase, denominada Vitória de Pirro, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado e a comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investigaram irregularidades na Petrobras em 2014.

Segundo os procuradores da Lava Jato, a prisão do ex-senador foi autorizada após terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa, em delação premiada.

Argello teria orientado o empreiteiro a destinar o dinheiro na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.

Em depoimento prestado ontem na Polícia Federal em Curitiba, Argello ficou em silêncio e não respondeu às perguntas dos delegados. A defesa de Gim Argello alega que não há provas de que o ex-senador recebeu propina e que ele não tem mais influência política para interferir nas investigações.””

(Agência Brasil)