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Turismo anda de mãos dadas com a Segurança

Com o título “Turismo anda de mãos dadas com a Segurança”, eis artigo de Beatriz Cavalcante,  jornalista do O POVO. Ela comenta a repercussão e os impactos da violência em Fortaleza para esse segmento de mercado. Confira:

Ouvi de uma polonesa, hospedada na praia de Barra Nova, em Cascavel, que era a terceira vez dela no Ceará. Nenhuma delas contemplou visita a Fortaleza. O medo era a justificativa. Ela leu que a Capital do Estado era a mais perigosa do País. A notícia ruim se espalhou para outros continentes e foi parar na pesquisa da turista.

Mais uma prova que turismo e segurança andam de mãos dadas. A morte de 14 pessoas, sendo seis reféns e oito suspeitos, em tentativa de assalto a banco em Milagres, a mais de seis horas de Fortaleza, na última sexta-feira, 7, trouxe, além de muita tristeza a famílias e dúvidas sobre a ação policial, reveses outros no Estado.

A repercussão foi internacional. No País, houve destaque nos grandes jornais. O alerta que o Ceará é onde ações ousadas acontecem extrapola as fronteiras do País além mar. Mancha a imagem do Estado.

Dos entraves para a reconfiguração do turismo no Ceará, o mais difícil de transpor é a questão da violência urbana. O problema afeta mais que o segmento, impacta a vida em sociedade, e exige respostas públicas mais profundas de longo prazo.

Em matéria publicada no O POVO, em abril deste ano, as informações davam conta de quedas nas vendas em cerca de 30%, no turismo, devido a notícias de mortes violentas no Estado.

Neste ano, já são contabilizadas cinco chacinas ou tentativas, marcadas pela atuação de facções criminosas no Ceará, com a morte de 53 pessoas. São vidas que se vão e que fazem os turistas pensarem duas vezes antes de vir ao Estado. Somente as belezas naturais e o destaque da gastronomia já não bastam mais.

Há redes de hotéis investindo em traslado próprio dos visitantes, na tentativa de minimizar os ânimos e a sensação de insegurança. O trabalho que tem para ser feito na área de segurança pública, portanto, ainda é intenso.

Enquanto a criminalidade persiste em crescer, o investidor tem que achar as soluções e tirar o dinheiro do bolso por conta própria.

Ante um mercado em ascensão, que resulta no Ceará como terceiro estado do País em geração de empregos no turismo, o combate à violência é um dos principais desafios.

*Beatriz Cavalcante

beatrizcavalcante@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Lava Jato – Delações no STF arrecadam multas de R$ 782 milhões

Os 110 acordos de delação premiada homologados pelo Supremo Tribunal Federal na operação “lava jato” resultaram no pagamento de multas de R$ 782,2 milhões. A informação está num balanço feito pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos sobre a operação. De acordo com os dados, a maioria dos acordos foi homologada pela ministra Cármen Lúcia, que era presidente da corte quando morreu o ministro Teori Zavascki, relator original da “lava jato”.

Enquanto a relatoria não foi redistribuída, a ministra homologou os 77 acordos firmados por executivos da Odebrecht. Somente esses acordos resultaram na arrecadação de R$ 532,9 milhões. O balanço feito por Fachin mostra o tamanho da “lava jato” dentro do Supremo. Desde seu início, a “lava jato” teve 300 inquéritos instaurados no STF. Dos que tiveram denúncia oferecida, o Supremo examinou 13 e converteu 8 em ações penais.

Dessas oito, duas foram julgadas. Em uma, a senadora e presidente do PT Gleisi Hoffman, foi absolvida. Na outra, o deputado Nelson Meurer (PP-PR) foi condenado a 13 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Ao todo, o Supremo já recebeu 5,8 mil petições relativas à operação e proferiu 1,1 mil decisões e 2,5 mil despachos.

Apesar de todo o esforço do Supremo, ainda há muito a ser examinado na corte. Atualmente há 133 ações cautelares referentes à “lava jato” em andamento no STF. Por meio dessas ações são analisados pedidos como prisões temporárias e preventivas, buscas e apreensões, interceptações telefônicas, quebras de sigilos bancários e telefônicos e quebras de sigilos de dados.

Segundo Fachin, cerca de 30% dos processos do gabinete dele têm relação com a “lava jato”, conforme disse em entrevista ao jornalista Heraldo Pereira, da GloboNews.

(Assessoria de Imprensa do STF)

Funai terá seu destino definido por Bolsonaro, diz futura ministra

O destino da Fundação Nacional do Índio (Funai) no futuro governo será decidido pela equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada hoje (11), em Brasília, por Damares Alves, convidada para ser ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos a partir de 1º de janeiro.

No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde se reúne a equipe de transição, Damares afirmou que o assunto está sendo tratado “com calma” e atenção.

“Desde o início foi um ponto complexo e delicado. A gente quer um novo momento para os povos indígenas no Brasil”, disse. Segundo ela, ainda não há nomes cotados para assumir a presidência da Funai e a escolha será feita por Bolsonaro e por ela. “O índio vai ser tratado como um todo. Vamos dar atenção especial para a educação indígena”, garantiu.

Sobre a demarcação de terras, ela disse que há um trabalho e um estudo sendo desenvolvidos e evitou antecipar detalhes. Damares recebe novas lideranças indígenas ainda hoje, mas garantiu que serão conversas sobre os pontos em construção para o ministério.

Família

A respeito das medidas adotadas pelo futuro governo que contemplem o novo espectro da pasta – Famílias -, Damares explicou que as políticas estão sendo construídas e vão envolver ações de diversos ministérios.

(Agência Brasil)

Henrique Meirelles será o titular da Sefaz de João Doria

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, aceitou o convite do governador eleito João Doria e ocupará a Secretaria de Fazenda de São Paulo. É mais um ex-ministro de Michel Temer na administração estadual. Ele foi também candidato a presidente pelo MDB.

A informação foi antecipada pela Coluna Radar, da Veja Online.

O anúncio demorou a ser feito porque Meirelles tinha outros convites do setor privado. O ex-ministro, inclusive, daria a resposta na última sexta-feira, mas pediu mais prazo para pensar.

(Foto – Agência Brasil)

As incertezas da véspera e o despreparo intelectual de Bolsonaro

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Com o título “As incertezas da véspera”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário. Ele fala das trapalhadas que já estão girando o entorno do futuro governo e diz não estar otimista com o próximo governo. Confira:

O coronel Olympio disputa liderança com a deputada Joyce Hasselman, a que chamou Eduardo Bolsonaro de “o machista da vez”. Eduardo incomodou o irmão Flávio por declarações equidistantes sobre o quiproquó do cheque que o motorista dele emitiu à esposa do presidente eleito Jair Bolsonaro que, suspeitam analistas, já inicia a fritura do seu chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reincidente em denúncia de Caixa 2. Onyx monitora movimentos do General Mourão na equipe de transição. Convencido de que ele age sob orientação do presidente, o vice fustiga o titular ao exigir publicamente uma explicação do motorista de Flávio, irmão do mesmo Carlos Bolsonaro – coincidência? – que espalhou nas redes sociais que “a morte do presidente interessa a gente que está perto”, óbvia referência ao vice que articula a base militar para reduzir os espaços do ministro da Economia, o liberal Paulo Guedes, aquele que ameaçou dar “uma prensa no Congresso” em cujas eleições para as mesas diretoras o presidente jurou não interferir, mas o filho Eduardo desmentiu num bate boca de Whatsapp, revelando manobras contra Rodrigo Maia. Ufa!

Há um responsável pelos fatos descritos: o chefe de todos eles. A inaptidão do presidente eleito para o exercício perspicaz e diligente da liderança salta aos olhos. Preocupante também é seu despreparo intelectual, já confessado, para arbitrar sobre aspectos técnicos de governo, conferindo a atores demissíveis força própria que só o eleito pode ter. Bolsonaro não pode terceirizar a cadeira de presidente. Conflitos de interesses e disputas por espaço são episódios comuns à vida pública. Contudo, sem boa gestão, a fogueira das vaidades pode chamuscar o governante.

Juro: eu queria estar mais otimista com um governo onde o chanceler desdenha da força da China e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos professa que é hora de sua igreja governar o Brasil. Mas os fatos me recomendam maior prudência. E, sim, há testemunhos de que o silêncio de Sérgio Moro na última semana foi ouvido a léguas de distância.

*Ricardo Alcântara

fortaleza.ricardo@gmail.com

Escritor e publicitário.

Produção de motos e bicicletas fecha o ano com crescimento

A produção de motocicletas cresceu 19% de janeiro a novembro deste ano em comparação com o mesmo período de 1017. Segundo balanço divulgado hoje (11) pela Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Bicicletas e Similares (Abraciclo), saíram das indústrias 968,8 mil unidades até novembro, contra as 813,8 mil fabricadas de janeiro a novembro de 2017.

Foram produzidas 90,1 mil motos em novembro, uma expansão de 8,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em comparação com outubro, no entanto, quando foram fabricadas 101,1 mil unidades, foi registrada uma queda de 10,9% na produção.

As exportações apresentaram uma retração de 12,9% no acumulado de janeiro a novembro, com a venda de 65 mil unidades, contra 74,6 mil no mesmo período do ano passado. Segundo o presidente da Abraciclo, Marcus Ferminian, as vendas para o mercado externo sofrem com os reflexos da crise na Argentina, maior comprador dos produtos brasileiros.

A partir dos números, a Abraciclo projeta fechar o ano de 2018 com um crescimento da produção de 17,2% em relação ao ano passado, com um total de 1,03 milhão de motos. Para 2019, a expectativa é de uma expansão de 4,3% na produção, com a fabricação de 1,08 milhão de motos.

Apesar dos números positivos, Ferminian destacou que a fabricação ainda está abaixo da capacidade das fábricas instaladas na Zona Franca de Manaus. De acordo com ele, a expansão neste ano “reverte o ciclo de queda” enfrentado pela indústria desde 2011. Com a volta do crescimento, o setor volta ao mesmo patamar que tinha em 2004. “A gente celebra o crescimento, mas ainda estamos distantes da ocupação total das nossas plantas”, ressaltou.

Entre os fatores que permitiram a retomada em 2018, Ferminian apontou a melhora da confiança dos consumidores na economia e a expansão do crédito, inclusive a partir das próprias marcas que tem bancos próprios para financiar as vendas.

Bicicletas

De janeiro a novembro, a fabricação de bicicletas aumentou 16,5% em relação ao mesmo período de 2017, totalizando 751,8 mil unidades em 2018 contra 645,5 mil no ano anterior.

Segundo o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, entre os fatores que permitem a expansão do setor está o aumento da estrutura cicloviária nas cidades, com a construção de ciclovias e ciclofaixas. Foram implantados 33 quilômetros em 2017.

Essa infraestrutura, entretanto, ainda representa, de acordo com Gazola, apenas 3% da malha viária do país. Mesmo assim, é um fator importante para a expansão do mercado de bicicletas no país. “Já é um elemento que hoje determina o crescimento da nossa indústria”, ressaltou.

(Agência Brasil/Foto – Arquivo)

UFC emplaca 130 projetos de pesquisa na Chamada Universal do CNPq

Antonio Gomes, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, comemora.

A Universidade Federal do Ceará emplacou um total de 130 propostas no Edital Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Este número que representa 68% das iniciativas aprovadas no Ceará e 12,3% no Nordeste. A informação é da assessoria de imprensa da Instituição.

O resultado (http://bit.ly/2B4INOw) situa a UFC como uma das universidades que mais aprovaram projetos na região, ao lado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Comparando-se às edições anteriores, o número de projetos da UFC contemplados foi o maior dos últimos anos. A série traz 121 em 2014; 111 em 2016 e, agora, 130 em 2018.

Lançada em julho deste ano, a Chamada Universal é uma das mais tradicionais do CNPq, pois apoia projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação em qualquer área do conhecimento, abrindo espaço tanto para jovens doutores quanto para pesquisadores seniores. Esta edição conta com um total de R$ 200 milhões, a serem liberados em até três parcelas.

Faixas de projetos

O CNPq divide os projetos em três faixas: A, para projetos com custo de até R$ 30 mil; B, para aqueles de até R$ 60 mil; e C, para iniciativas de até R$ 120 mil. Quanto maior o volume de recursos pleiteado no projeto, maiores são a experiência e o reconhecimento exigidos do pesquisador. No caso da UFC, 32,5% das ações se situam na faixa A, enquanto 39,8% se encontram na faixa B, e 27,7%, na faixa C.

As pesquisas contempladas são oriundas de diversas unidades acadêmicas, inclusive de campi do Interior, como o de Sobral (quatro projetos aprovados) e Crateús (um projeto).

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFC, Prof. Antonio Gomes, o significativo número de projetos aprovados na universidade sinaliza “a competitividade de nossos pesquisadores, fato também evidenciado no aumento das publicações internacionais da UFC nos últimos quatro anos.”

(Foto – UFC)

Investigação sobre amigo de Bolsonaro depende de quebra de sigilos avançar

Funcionários familiarizados com as ações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) dizem que só será possível entender a dimensão das transações identificadas nas contas de assessores da Assembleia Legislativa do Rio se os investigadores quebrarem o sigilo fiscal e analisarem as contas telefônicas dos envolvidos. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta terça-feira.

O Ministério Público do Rio recebeu nessa segunda (10) informações do Coaf sobre pessoas que trabalharam para 22 deputados, entre eles Flávio Bolsonaro (PSL).

Embora o Coaf não tenha encontrado informações que liguem essas transações a ilícitos, chamou a atenção dos auditores o fato de terem sido fracionados os pagamentos que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), diz ter recebido por um empréstimo de R$ 40 mil ao policial Fabrício José de Queiroz.

As suspeitas existentes sobre as contas do ex-assessor do filho de Bolsonaro, que movimentou R$ 1,2 milhão em transações consideradas atípicas pelo Coaf, causaram incômodo em integrantes da futura bancada do PSL. Muito conectados às redes sociais, eles têm recebido cobranças de eleitores.

(Foto – Facebook)

TCU sob nova direção

O ministro José Mucio Monteiro toma posse hoje (11) como presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) ao lado da vice-presidente, ministra Ana Arraes, que acumulará a função de corregedora do tribunal. Pelo regimento do TCU, o mandato do presidente é de um ano, com possibilidade de ser reeleito por igual período.

O presidente Michel Temer participará da cerimônia de posse de José Mucio e Ana Arraes, mãe do ex-governador Eduardo Campos (PSB), que morreu em um acidente aéreo em agosto de 2014.

Perfil

Com longa carreira na política, José Mucio foi parlamentar e ministro das Relações Institucionais no segundo mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o nomeou para o TCU.

Após nove anos no tribunal, José Mucio assume a presidência com a missão de comandar a fiscalização dos gastos do primeiro ano de mandato do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Em 1986 José Mucio, um jovem político, disputou o governo de Pernambuco pela Frente Democrática, com o apoio da maioria dos prefeitos do estado e de políticos pernambucanos de expressão, mas foi derrotado por Miguel Arraes, pai da ministra.

Quatro anos depois, José Mucio conquistou seu primeiro mandato de deputado federal, pelo PDS, partido que deu origem ao PP. No total, exerceu cinco mandatos de deputado federal, por diferentes partidos. Também foi filiado ao PFL (atual DEM), do qual chegou a ser presidente nacional, ao PSDB e ao PTB. Mas sua trajetória política começa em 1974, em Rio Formoso (PE), quando foi eleito vice-prefeito do município, pela Arena.

(Agência Brasil)

PF faz busca e apreensão na casa de Aécio Neves

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal cumprem, nesta terça-feira (11), mandados de busca e apreensão em imóveis de Aécio Neves (PSDB-MG) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Atualmente senador, Aécio termina o mandato neste ano e no próximo assume uma vaga na Câmara dos Deputados. A informação é do Portal G1.

Também há equipes em endereços do deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), em São Paulo. São investigados ainda os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG) e os deputados federais Benito da Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).

A operação, chamada de Ross, surgiu a partir de delação de executivos da J&F e apura denúncias de compra de apoio político. Segundo a PF, Aécio Neves comprou apoio do Solidariedade por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Além dos políticos, as buscas miram empresários que são suspeitos de emitir as notas fiscais frias para Aécio. A PF chegou a solicitar buscas em imóveis de Maia, Cristiane e Benito, mas os pedidos não foram aceitos pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a defesa de Aécio Neves informou que o senador “sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar todos os documentos que se fizessem necessários às investigações, bastando para isso o contato com seus advogados”.

Os advogados do senador informaram ainda que o inquérito policial é baseado nas delações de executivos da JBS que tentam “transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na justiça eleitoral, em algo ilícito para, convenientemente, tentar manter os generosos benefícios de seus acordos de colaboração”. A defesa afirmou ainda que uma investigação “correta e isenta” vai apontar a verdade e a legalidade das doações feitas.

Propina de R$ 110 milhões

A procura de documentos faz parte de operação baseada em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos do grupo J&F relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves. Suspeita-se que os valores eram recebidos por meio da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

A contrapartida para os pagamentos, segundo o Ministério Público, era o uso do mandato do parlamentar para beneficiar o grupo empresarial. Uma das formas seria a liberação de créditos do ICMS, pelo governo de Minas Gerais, em favor das empresas.

A Operação Ross cumpre total de 24 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

(Foto – Pedro Ladeira, da Folha Press

Três senadores e três deputados federais são alvos de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal e o Ministério Público cumprem hoje (11) 24 mandados de busca e apreensão, assim como 48 intimações para oitivas no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e na Bahia, além de Mato Grosso do Sul, do Tocantins e Amapá. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Informações preliminares indicam que os alvos são três senadores do PSDB e DEM, além do mesmo número de deputados do Solidariedade, PDT e PTB.

A PF no Distrito Federal confirmou a Operação Ross. No total, 200 homens trabalham na ação, que investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte dos parlamentares no período de 2014 a 2017.

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.

Alvos

Os alvos são apartamentos de um senador e da irmã dele no Rio de Janeiro, assim como de uma parlamentar, também na capital fluminense. Em São Paulo, o imóvel de outro deputado está na mira, assim como apartamentos de senadores em Belo Horizonte.

Como há mandados expedidos para parlamentares no Rio Grande do Norte e na Bahia, há imóveis de um senador e um deputado também alvos da ação em Natal e Salvador.

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados a partir do inquérito 4.519, relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Denúncias

A operação se baseia em informações de empresários, que teriam relatado a promotores a emissão de notas fiscais frias. Há denúncias, que estão sob investigação, sobre a suposta compra de apoio político do Solidariedade, e que empresários teriam ajudado com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Nome

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas.

(Agência Brasil)

Réveillon de Fortaleza terá Xand Avião, Jorge Vercillo e Alcione

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta terça-feira:

O pacote de atrações do Réveillon de Fortaleza está praticamente fechado e, como informávamos ontem, nesta Coluna, será anunciado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT) nesta quarta-feira, em coletiva no Paço Municipal. Isso, com direito a maiores detalhes sobre a estrutura e, espera-se, também valores envolvidos.

Embora a equipe do Réveillon faça muito segredo sobre as contratações, fomos informados por fontes seguras de que estes três artistas darão ar da graça e da voz no festão no Aterro da Praia de Iracema: Alcione, com seu samba romântico; Jorge Vercíllo, no embalo da MPB, e a magia de Xand Avião, com seu forró elétrico.

Claro que, em meio a essas atrações, não vai faltar espaço para nomes locais. Sim, o show pirotécnico de 17 minutos está confirmadíssimo. Tudo isso para alegria do setor turístico da Capital, que espera no período alcançar, sob o embalo da festa, 100% de ocupação.

Deputados articulam CPI para investigar filho de Bolsonaro

O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, terá, nos próximos dias, seu primeiro grande desafio. É o que revela a Veja Online nesta terça-feira.

Deputados do PT, PCdoB e PSOL articulam a criação de uma CPI para investigar as transações financeiras feitas por assessores de Flávio Bolsonaro (PSL).

As conversas ainda são embrionárias, mas devem aquecer na terça (11), quando a maioria dos parlamentares começa a voltar a Brasília.

Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, fez movimentações financeiras consideradas suspeitas em mais de R$ 1,2 milhão.

(Foto – Facebook)

Editorial do O POVO: “Faltam explicações”

Com o titulo “Faltam explicações”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira. Aborda o nebuloso caso envolvendo um ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. Confira:

Jair Bolsonaro recebeu ontem, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o diploma de Presidente da República. A diplomação é uma cerimônia atestando que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e está apto a ser empossado no cargo, o que ocorrerá no dia 1º de janeiro de 2019. Com 57,7 milhões de votos, ele derrotou os adversários em uma campanha orientada pelo conservadorismo nos costumes e pelo combate à corrupção.

No entanto, uma sombra paira sobre o futuro presidente, desde que se viu envolvido em um caso até agora sem explicações convincentes. Como já é de conhecimento público, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encontrou movimentações “atípicas” na conta de Fabrício José Carlos de Queiroz, motorista e assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), até outubro deste ano, quando foi afastado de suas funções.

Segundo o Coaf, em um ano, a conta do motorista movimentou R$ 1,2 milhão, o que seria incompatível com o seu salário de cerca de R$ 9 mil mensais. Um dos cheques oriundo da conta, de R$ 24 mil, foi emitido para Michele de Paula, mulher de Jair Bolsonaro. Outras transações apontadas no relatório são repasses de outros assessores de Flávio para a conta de Queiroz e também transferências bancárias entre contas do motorista e de sua filha, Nathalia Queiroz, lotada no gabinete de Bolsonaro, até o mês passado.

Ainda não se pode fazer ilação a respeito do ocorrido, pois nenhum dos citados nos parágrafos anteriores é alvo de investigações. No entanto, é forçoso dizer que as explicações oferecidas até agora são claramente insuficientes, sem contar o sumiço de Queiroz, que desapareceu desde que o assunto foi divulgado. Flávio Bolsonaro disse que seu ex-assessor tem “explicações plausíveis” sobre o caso, mas não adiantou quais seriam. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirma que o cheque para a futura primeira-dama, seria o pagamento de um empréstimo, que ele teria feito a Queiroz, depositado na conta de sua mulher pelo fato de ele andar “atarefado” sem tempo de ir a bancos.

O assunto tem causado impacto nos auxiliares mais importantes de Bolsonaro. O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, abandonou uma entrevista quando perguntado sobre o assunto. Sergio Moro, inicialmente, evitou dar declarações. Ontem disse ser “inapropriado”, como futuro ministro da Justiça, falar de casos concretos; considerou que Jair Bolsonaro “já deu algumas explicações”, afirmou que outras pessoas têm de prestar esclarecimentos e defendeu a apuração dos fatos.

É justamente isso que se exige: esclarecimentos dos envolvidos e investigação do caso, se as justificativas revelarem-se frágeis.

(Editorial do O POVO)

BNDES – Quem for indicado passará por avaliação de integridade

A integridade de assessores externos e membros de órgãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será verificada previamente segundo norma aprovada no último dia 8 pelo Conselho de Administração da instituição.

A norma tem como foco os cargos de presidente, diretor, membro dos conselhos de Administração e Fiscal e dos Comitês de Auditoria, Remuneração e Riscos e assessores externos.

Segundo informou a assessoria de imprensa do BNDES, além da avaliação curricular do profissional, as pessoas indicadas a um dos cargos e posições mencionadas na norma passarão pelo background checking prévio, cuja análise deverá ser renovada a cada ano. Será feito o monitoramento de notícias sobre o indicado e apurada a relação prévia com o banco e suas subsidiárias.

“Com base nas informações coletadas, a Área de Integridade e Controle de Risco se manifestará sobre a existência de riscos ou impedimentos à nomeação ou à manutenção do profissional, podendo recomendar medidas como a não contratação, demissão, instauração de procedimentos de apuração e envio de informações ao Ministério Público, órgãos de controle ou entidades reguladoras”, informou a assessoria. O parecer final será enviado ao responsável pela nomeação.

O processo envolverá diferentes instâncias internas do banco, entre as quais os Departamentos de Compliance, de Risco de Crédito e Jurídico, superintendentes, diretor responsável pela Área Jurídica e presidente do banco.

De acordo com o BNDES, a intenção é garantir o alinhamento às melhores práticas corporativas de “integridade, controle e gestão de riscos”.

(Agência Brasil)