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Nota do PCB: PT é vítima de sua conciliação com a mídia burguesa e com modelo político

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O PCB mandou nota para o Blog abordando as manifestações de domingo e o governo do PT. O partido rechaça a tese de impeachment, mas cobra mudanças de postura e de ações da gestão de Dilma Rousseff. “Vê-se que o governo do PT está sendo vítima de duas de suas maiores conciliações: com a mídia burguesa e com o atual modelo político”, acentua o partido. Confira:

O Brasil vive hoje a continuidade da acirrada disputa observada no segundo turno das eleições presidenciais, entre dois blocos defensores do interesse do capital. Nesta disputa, surge uma proposta de impedimento da Presidente Dilma. O PCB rechaça essa proposta que, apresentada por forças reacionárias, não muda a essência do sistema e não atende aos interesses históricos da classe trabalhadora. Apesar de o governo do PT, PMDB e seus aliados ter cedido em muitas exigências do grande capital e ter imposto os ajustes para satisfazer ainda mais os banqueiros e rentistas, setores da direita derrotados nas eleições de 2014 e parte da própria base aliada tramam para encurralar o governo e arrancar ainda mais vantagens.

Nunca nos iludimos com o canto de sereia da institucionalidade burguesa e sempre alertamos para o fato de o capital só respeitar a chamada ordem democrática instituída enquanto lhe interessa, estando sempre disposto a lançar mão de qualquer expediente inconstitucional como golpes militares ou se aproveitar das brechas da legalidade burguesa para promover golpes institucionais. Não acreditamos que o núcleo duro do capital esteja insatisfeito com os governos protagonizados pelos petistas. Mas pode ser que resolva acabar a terceirização política que concedeu ao PT, no caso de instabilidade política e econômica, já que este partido não oferece mais a vantagem de administrar bem o capitalismo e, ao mesmo tempo, desmobilizar os trabalhadores.

Esse quadro de debilidade do recente segundo governo Dilma é fruto fundamentalmente do esgotamento do ciclo petista em função de sua opção, em 2003, pela governabilidade parlamentar a qualquer preço, em detrimento da sustentação popular, por parte dos trabalhadores e do movimento de massas com vistas a mudanças estruturais. Como a estabilidade dos governos petistas reside na administração do capitalismo, o agravamento da crise desse sistema constitui o principal fator da atual crise política. Para esse caldo de cultura, contribuem a vitória apertada da Presidente no segundo turno, a derrota eleitoral nos principais centros operários, com diminuição da bancada do PT e consolidação de uma maioria parlamentar conservadora, a perda de representatividade e combatividade da CUT e de outras entidades chapa branca.

Essa instabilidade do governo alimenta sonhos golpistas no bloco de oposição liderado pelo PSDB. Para o PMDB, favorecido como o fiel da balança de todos os governos eleitos após o pacto de elites que pôs fim à ditadura, esta situação instável oferece a possibilidade de um projeto próprio de poder. Por outro lado, a mídia destaca em primeiro plano os escândalos da Petrobrás, para tentar privatizar ainda mais a gestão desta hoje semi-estatal e desgastar o governo para obter mais concessões para o capital, passando a impressão de que a velha e sistêmica corrupção inerente ao capitalismo foi inventada pelo PT que, em verdade, manteve sem escrúpulos os esquemas que herdou.

Vê-se que o governo do PT está sendo vítima de duas de suas maiores conciliações: com a mídia burguesa e com o atual modelo político. A regulamentação e democratização da mídia e uma reforma política que avançasse em espaços e instâncias de poder popular poderiam ter sido implementadas na correlação de forças de 2003, antes de o medo vencer a esperança. Além disso, o PT manteve o esquema da corrupção inerente ao Estado capitalista, e desarmou ideologicamente os movimentos sociais, com sua política de colaboração de classe.

O caminho escolhido pelo governo liderado pelos petistas foi o de formatar um pacto social com a grande burguesia e acomodar frações políticas de direita numa governabilidade sustentada pela troca de favores, cargos no governo, financiamento de campanhas e emendas ao orçamento. O resultado prático deste pacto foi o abandono das mínimas reformas populares e do atendimento das demandas da classe trabalhadora, ao mesmo tempo em que garantia as condições para a manutenção dos lucros dos grandes monopólios. Optou-se por uma sustentação política desmobilizadora, com base em programas compensatórios focados nas expressões mais agudas da pobreza absoluta.

Agora que parte da direita que vinha garantindo sua governabilidade ameaça abandonar o barco à deriva, ou buscar uma maior autonomia, e que a oposição se move de forma mais direta e ameaçadora, inclusive nas ruas, o governo se vê diante do desafio do equilibrista em cima do muro, precisando, ao mesmo tempo, manter os ajustes e a política de ataque aos trabalhadores e mobilizar os mesmos trabalhadores e setores sociais em sua defesa.

O governo Dilma se debilita não apenas pelos ataques da oposição de direita, mas também pelo oportunismo de setores do PT e do ex-Presidente Lula, que antecipam a campanha eleitoral de 2018, procurando se diferenciar da Presidente, pela esquerda, e mesmo desautorizá-la, no intuito de credenciá-lo como crítico das duras medidas impostas contra os trabalhadores. Apesar desse movimento para Lula parecer à esquerda de Dilma, ele tem defendido publicamente os ajustes e as medidas de austeridade, sob o argumento demagógico de que garantirão empregos.

Na verdade, o PT quer continuar a governar para a burguesia e pedir apoio aos trabalhadores para não ser derrubado por ela. Mas o próprio grande capital está no governo como fica claro pela nomeação de ministros, a exemplo de Joaquim Levy, na Fazenda, Armando Monteiro, no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, e a representante do Agronegócio, Kátia Abreu, na Agricultura, e, mais do que isto, pela política imposta nos últimos doze anos.

Ainda que acreditemos que o impedimento da Presidente seja uma chantagem dos setores conservadores e do imperialismo para arrancar mais vantagens de um governo enfraquecido, não descartamos a possibilidade de a burguesia utilizar este instrumento, caso os desdobramentos ganhem uma dinâmica negativa. Neste cenário, o governismo tenta se utilizar da defesa da legalidade institucional para mobilizar os setores populares em seu apoio. No entanto, a política econômica neoliberal que aplica é contrária aos interesses dos trabalhadores.

Por isso, o PCB denuncia a chantagem do impeachment, mas não se ilude nem concilia com o oportunismo governista, não se prestando a ser base de manobra da campanha antecipada de Lula à presidência em 2018. Os 8 anos de governo do ex Presidente foram marcados pela sua rendição aos interesses do capital e ao pragmatismo de partidos burgueses que compuseram sua base parlamentar. Além do mais, esta disputa entre PT e PSDB se dá no campo da administração do capitalismo.

Desta forma, conclamamos os trabalhadores a se organizar e lutar para garantir seus direitos ameaçados pelos ajustes anunciados pelo governo da Presidente Dilma, contra as mudanças nas regras do seguro desemprego, contra os cortes nas áreas sociais, principalmente saúde e educação, contra a política de superávits primários e os benefícios aos empresários e banqueiros, pela reforma agrária e uma política agrícola radicalmente populares, pela profunda transformação nas regras da participação política visando à construção do Poder Popular.

Conclamamos aos movimentos sociais o resgate de sua autonomia política e a construção de sua própria pauta, para a qual propomos:

* Reversão imediata dos ataques à classe trabalhadora estabelecendo um conjunto de direitos que a protejam da ofensiva do grande capital, garantindo empregos, redução da jornada de trabalho sem redução de salários, defesa dos salários contra a inflação e de ganhos reais, enfrentamento à terceirização e precarização do trabalho;

* Assumir o compromisso pela Reforma Agrária rompendo a submissão ao agronegócio;
Implantação de uma reforma urbana que reverta o modelo atual de modernização das cidades em favor do grande capital, que tem produzido expropriações e remoções em massa, e que seja capaz de enfrentar os graves problemas urbanos de mobilidade, saneamento, acesso à cultura e esportes e outros;

* Demarcação imediata das terras indígenas e garantia das condições de vida das populações, em respeito às culturas específicas;

* Imediata suspensão das chamadas medidas de austeridade que penalizam a classe trabalhadora para salvar a política de transferência de recursos públicos para o capital financeiro;

* Defesa do Estado Laico, assumindo a defesa das demandas pela legalização do aborto, pela criminalização da homofobia e pelo respeito à pauta do movimento LGBT;

* Reverter as privatizações, sucateamento do Estado e das Políticas Públicas pelo reinado das parcerias público-privadas;

* Reverter o ataque à previdência social anulando a reforma da previdência;

* Reestatização efetiva da Petrobrás e demais empresas estatais, assim como a anulação das farsas que levaram à privatização das comunicações e de empresas como a Vale e outras, recuperando a capacidade de um efetivo controle das condições de organização da economia na perspectiva popular e dos trabalhadores;

* Anulação do Leilão do Campo de Libra e reversão da política de partilha com o capital estrangeiro da exploração do Petróleo no Pré-Sal;

* Apuração rigorosa da corrupção nas empresas estatais e punição dos corruptos e corruptores envolvidos, com o confisco dos seus bens;

* Uma profunda e radical alteração da forma política, com a adoção de mecanismos de democracia direta, no sentido do Poder Popular;

* A regulação e democratização da mídia; pela suspensão das concessões públicas dos meios de comunicação a monopólios privados e imediata execução das dívidas das grandes empresas de comunicação;

* Fim da política de criminalização dos movimentos sociais e do direito de manifestação impostas pela vigência da Lei de Segurança Nacional e outros dispositivos legais autoritários;

* Reversão da política nacional de segurança sustentada nos aparatos das Policias Militares e no encarceramento que promove um verdadeiro massacre da população jovem e, majoritariamente, negra nas periferias das cidades brasileiras; desmilitarização da segurança pública;

* Estabelecimento de uma tributação progressiva sobre grandes fortunas.
Retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti; promover a solidariedade internacional classista e anti-imperialista.

O PCB seria o primeiro a se somar à defesa de um governo que apontasse nesta direção. No entanto, o caminho do governismo é outro: quer se servir das massas populares para legitimar um governo que vem operando uma política contra os trabalhadores, comprometido de fato com os banqueiros, o agronegócio, os monopólios industriais e comerciais e com o imperialismo, o que tem ocorrido até agora. Por todos estes motivos, o PCB denuncia as ações das forças reacionárias pelo impedimento da presidente Dilma como golpista e hipócrita, mas não participará de nenhum movimento governista com o objetivo de se legitimar perante os movimentos sociais apenas para melhor negociar a continuidade de seu governo de pacto social com a burguesia.

Estamos num momento significativo da luta de classes em nosso país: enquanto os trabalhadores começam a perder a paciência e se reanimar para a luta, a grande burguesia dá sinais de que não precisa mais da terceirização política que concedeu ao PT, que já não tem o mesmo peso social para desmobilizar as lutas de massa. Os trabalhadores devem se preparar para qualquer cenário. Mais do que nunca, faz-se urgente a criação de uma Frente pelo Poder Popular que incorpore, na unidade de ação em torno de um programa comum, todas as forças políticas e sociais do campo anticapitalista e anti-imperialista, que construa uma efetiva alternativa de poder contra a burguesia e aqueles que a ela se associam.

Lutar, criar, Poder Popular!

* Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

“Operação Lava Jato” completa um ano

“A força-tarefa responsável pela “Operação Lava Jato” marcou uma entrevista coletiva para esta segunda-feira, às 15 horas, em Curitiba (PR). Os procuradores da República planejam fazer um balanço da operação, que começou no dia 17 de março de 2014, e divulgar informações sobre uma nova denúncia que será apresentada ao juiz federal Sergio Fernando Moro.

Um ano atrás, nem se falava em empreiteiras nem em supostas fraudes em contratos da Petrobras. O foco estava num esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que seria comandado pelo deputado José Janene (hoje morto) no município paraense de Londrina. A Polícia Federal e o MPF passaram a investigar o doleiro Alberto Youssef, principal personagem do caso, e depois apontou relação entre ele e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, fazendo com que negócios na estatal virassem o centro da história.

(Consultor Jurídico)

Mercado financeira eleva para 7,95% expectativa de inflação deste ano

“Os investidores e analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a expectativa de fechamento da inflação para 2015. Segundo o boletim Focus, pesquisa feita com instituições financeiras divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará o ano em 7,93%, e não mais em 7,77% como na previsão da semana anterior. Os preços administrados, que são aqueles regulados pelo governo – como os da gasolina e da energia – subirão 12%. Antes, a estimativa era 11,18%.

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos por um país, a projeção é que a economia terá retração de 0,78% contra 0,66% previsto anteriormente. Para a produção industrial, é esperada queda de 2,19%, e não mais o recuo de 1,38% estimado antes. No caso do câmbio, a projeção é que o dólar encerre o ano em R$ 3,06, nível superior à previsão anterior de R$ 2,95. Na sexta-feira (13), a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 3,24, o maior valor desde 2 de abril de 2003.

A expectativa para o fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia e principal instrumento do BC para controle da inflação, permaneceu em 13% ao ano para 2015. Isso significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária da instituição eleve a taxa mais uma vez este ano em 0,25 ponto percentual. Em sua última reunião, nos dias 3 e 4 de março, o Copom subiu a Selic em 0,5 ponto percentual, chegando a 12,75% ao ano. O patamar de elevação confirmou as previsões de analistas.”

(Agência Brasil)

E por falar em manifestações…que falta o Dirceu faz

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Com o título “Minhas Impressões sobre o 15 de março de 15”, eis artigo da professora de Filosofia da Universidade de Fortaleza, Sandra Helena de Souza. 

1. Do ponto de vista estrito das ruas, considerando que há três dias houve manifestações críticas, mas bem mais alinhadas ao governo, bom teste democrático. O temor de grandes distúrbios, ou ações diretas de confrontos não se confirmou, e até dois ministros do governo (o que não concordei, mas não sou a presidenta) fizeram pronunciamento e deram rápida coletiva de imprensa. Chupa mundo que pensa que somos bagunça.

2. Não posso dizer que nada me surpreendeu, mas não fui pega de surpresa inteiramente. Sabia que seria um grande movimento e até apostei com amigos de esquerda que desdenharam da capacidade dos organizadores de mobilizar a população depois do ataque incessante dos veículos mais poderosos da mídia tradicional. Não é bom dizer isso, mas ganhei algumas apostas, numa situação de tensão. Só não digo o que para não causar inveja, né Martônio Mont’alverne?

3. Para mim é absolutamente patética a discussão sobre se são 200 mil ou um milhão ( e olha que muita gente boa tá nessa até agora, às voltas com google maps e ainda se apoiando em Datafolha, affe!). Ou se são coxinhas golpistas ou ressentidos. Há um fato incontestável: estamos em confronto aberto na sociedade brasileira. ‘Lulinha, paz e amor’ morreu. Esse slogan era terrível mesmo, mas cumpriu seu tempo histórico. Ainda bem. E ontem os opositores sambaram na pista e mostraram que não estão pra brincadeira. Chega de chorume ( inda bem que nunca caí nisso ). É hora de pensar à frente.

4. A grande imprensa tradicional fez o dever de casa correto. Imprensou o governo e enevoou o ‪#‎HBSCgate‬. Mas estou cansada de reclamar da mídia, já que o governo não a enfrenta. Agora é hora de ver o que o governo vai fazer. A julgar pelos dois ministros ontem, na coletiva, parece que desse mato não sai cachorro. Que falta o Dirceu faz.

5. Procuro ver em que as bandeiras dos milhares de brasileiros que ontem foram às ruas podem compactuar com as bandeiras históricas de lutas emancipacionistas e civilizatórias, sobretudo as dos direitos humanos e justiça social, da sociedade brasileira. Juro que faço isso com o coração aberto, porque sei que vamos ter um tempo de combates ferrenhos pela frente. Alguém me ajude nesse mister. Até já fiz um post pedindo fotos de cartazes bacanas das manifestações de hoje. Até agora nadinha.

6. A luta é de classes, sim. A luta ainda é sobre que Brasil deixaremos para as próximas gerações. Não adianta falar que hoje foram famílias às ruas. Famílias de ruas também lutam e morrem todo dia nas periferias sem cobertura ostensiva das tvs e com a cumplicidade das famílias que hoje foram protestar.. A crise econômica (que para mim, desculpem a ignorância de quem já viveu inflação de 80% ao mês, desemprego galopante e desmantelo total do país) ainda não é nem de longe terminal e mais afeta os brasileiros vulneráveis, nem de longe os paneleiros. E sei onde estou e de que lado estou. E não me importa que mesmo esses brasileiros espoliados estejam do outro lado. Estou acostumada a lutar pelo que acredito porque estou convicta de que estou do lado certo. É isso política.

7. Precisamos tentar nos entender. Então vamos conversar para saber, os de 13 e os de 15, em nossos espaços de convivência e trabalho, em que podemos nos compactuar, procurar forjar consensos. Esse é um bom exercício democrático.

8. Quantos aos fascistas renitentes, bom, pra cima deles. Com a lei, galera.

9. A luta continua. Nenhum passo atrás. Retrocesso nunca. Sim, não passarão os que querem o passado.

10. Dilma Rousseff nós que em ti votamos, por ti aguardamos. Mas não sentados. Nem nós, nem eles fofa. Não adianta não querer brigar, mulher. Republicanismo tem limites nesse octógono.
Desce pro play! Tu já mostrou que sabe lutar.

* Sandra Helena de Souza,

Professora de Filosofia da Unifor.

“Operação Lava Jato” – Renato Duque volta para a prisão

Em nova fase da Lava Jato, PF prende ex-diretor da Petrobr·s

“O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, voltou a ser preso pela Polícia Federal nesta segunda-feira (16/3), durante a 10ª fase da “Operação Lava Jato”, que investiga um esquema bilionário de corrupção na estatal.

Entre os crimes investigados na atual etapa estão associação criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e fraude em licitação.”

(Site da Revista Exame.

Bolsa Família não sofrerá ajustes, garante ministra

“O Programa Bolsa Família não sofrerá com o ajuste fiscal proposto pela área econômica do governo federal para este ano, segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Ela explica que o custo anual do programa, que atende a cerca de 14 milhões de famílias, é R$ 27 bilhões.

“Isso dá menos de 0,5% do PIB [Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país]. Com menos de 0,5% do PIB, complementa-se a renda de 14 milhões de famílias. O Bolsa Família não substitui o salário, ele é um complemento que dá, em média, R$ 170 por família”, disse a ministra.

Segundo ela, no entanto, apesar de o ajuste fiscal não prever um corte de verbas no Bolsa Família, o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo programa, tem buscado reduzir seus gastos de outra forma.

“Estamos fazendo no governo todo um esforço para atravessar esse momento de crise, que não é só do Brasil, é internacional. Nós estamos tentando, ao máximo, reduzir despesas. Sempre é possível ser mais eficiente no gasto. Estamos reduzindo publicações, tentando gastar menos com diárias e passagens. Mas o Bolsa Família e os direitos da população pobre estão garantidos”, disse.”

(Agência Brasil)

Atividade econômica registra queda em janeiro

“A atividade econômica apresentou queda de 0,11% em janeiro na comparação com dezembro. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi maior: 1,34%. Os percentuais, divulgados hoje (16) pelo Banco Central (BC), têm ajuste sazonal. Isso significa que já estão descontados os efeitos que as diferentes épocas do ano têm sobre a economia.

Levando em conta o período acumulado de 12 meses, houve recuo de 0,39%. Em fevereiro, o BC havia divulgado que o indicador encerrou 2014 com queda de 0,12%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

Os números do índice são uma análise do BC sobre o crescimento, mas no Brasil quem divulga o PIB (a soma de todos os bens e riquezas de um país) é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”

(Agência Brasil)

Henrique Alves pode ser novo articulador político do Governo Dilma Rousseff

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“Nas conversas que teve na noite de domingo com seus auxiliares depois de ser surpreendida pelo maior protesto já ocorrido no país desde a redemocratização, a presidente Dilma Rousseff ouviu de seus assessores e do padrinho político, o ex-presidente Lula, que uma alternativa política seria entregar a articulação do governo com o Congresso Nacional ao PMDB – partido que preside a Câmara dos Deputados e o Senado. Leia-se: reconstruir pontes com a legenda que pode salvar o seu mandato.

Dilma telefonou para o vice, Michel Temer, presidente licenciado do PMDB, que sugeriu nomear o ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, filiado à sigla, como novo articulador político do governo na Secretaria de Relações Institucionais, posto ocupado atualmente por Pepe Vargas (PT-RS). Alves é cotado para assumir a pasta do Turismo, que, apesar dos milhões em manejo no Orçamento, tem pouca força política – ao contrário do perfil do peemedebista, que tem a experiência de décadas de mandato na Câmara.

Tirar a coordenação política das mãos do PT não agrada a petistas e até pode parecer um problema, mas é um expediente que já foi usado com êxito pelo governo em tempos de crise: nos anos de mensalão com Aldo Rebelo, do PCdoB, e com José Múcio, então no PTB – hoje ministro do TCU. Dilma não rechaçou a proposta.

(Veja Online)

Assembleia Legislativa realiza sessão para celebrar a Campanha da Fraternidade

Nesta segunda-feira, a Assembleia Legislativa está realizando sessão solene para celebrar a Campanha da Fraternidade 2015, cujo tema é “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e o lema “Eu Vim para Servir”. A sessão atende a um requerimento dos deputados Professor Teodoro (PSD) e Carlos Matos (PSDB).

O objetivo da campanha, segundo a CNBB, é “recordar a vocação e missão de todos os cristãos e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre igreja e sociedade, propostos pelo Concilio Vaticano II.”

MP do Seguro-Desemprego – Gorete Pereira é a relatora

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O deputada federal Gorete Pereira (PR) é a relatora da Medida Provisória 665/2014, que aumenta o rigor para a concessão do abono salarial, do seguro-desemprego e do seguro-defeso dos pescadores artesanais.

A MP, em relação ao seguro-desemprego, traz mudanças radicais. Hoje o trabalhador pode solicitar o seguro após trabalhar seis meses. Com as novas regras, ele terá que comprovar vínculo com o empregador por pelo menos 18 meses na primeira vez em que requerer o benefício. Na segunda solicitação, o período de carência será 12 meses. A partir do terceiro pedido, a carência voltará a ser de 6 meses.

Gorete reconhece: a MP é polêmica, mas diz que endossará o que quer o governo.

 

Governo Dilma e as nomeações do segundo escalão

“Com os protestos de ontem ainda ecoando no coração do governo, começam hoje as discussões com os partidos aliados para as nomeações no segundo escalão.

É um péssimo momento. Com um governo enfraquecido, a tendência é Dilma Rousseff ser obrigada a entregar mais do que pretendia. Muito mais.

É nestas horas que o PMDB sabe crescer. O PMDB, o PP, o PDT, o PRB…
Vai faltar cargo para tanto apetite.”

(Coluna Radar, da Veja Online)

José Guimarães: Grande mídia “potencializou” as manifestações

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[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=mvmfjpd5zic[/youtube]

O líder do Governo na Câmara, José Nobre Guimarães (PT), avaliou, nesta segunda-feira, como um direito democrático o povo ir às ruas fazer manifestações. O parlamentar, no entanto, afirma que a grande mídia “potencializou” ao falar sobre o número de manifestantes. “Se a mídia tivesse, a cada minuto de sexta-feira, convocado para o ato da CUT, teria dado o triplo”, acentuou o petista.

Mesmo assim, José Guimarães observou que é necessário compreender que há um processo de disputa política e que o Governo Dilma precisará tomar medidas em duas questões: uma na área política, que é tratar do financiamento público de campanha,  e outra na área econômica, que é implantar a taxação das grandes fortunas.

Lembrado de que houve também o Fora Dilma! em meio aos protestos, o petista lembrou que, no passado, o PT fez o “Fora Collor”, “Fora Sarney” e “Fora FHC”, no que considera normal a manifestação contra a gestão dilmista. José Guimarães, no entanto, reconheceu ser fundamental a mudança de rumo político, agregadas à necessidade também de recomposição da base aliada.

Dentro desse objetivo, informou: nesta terça-feira, às 8h30min, no Palácio Jaburu, haverá uma reunião dos líderes dos partidos aliados com o vice-presidente da República e presidente nacional dom PMDB, Michel Temer.

Operação Lava Jato – Polícia Federal deflagra décima fase

“A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (16) a décima fase da Operação Lava Jato, intitulada Que País é Esse, que investiga desvios de recursos na Petrobras. Cerca de 40 policiais federais cumprem 18 mandados judiciais: dois de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Os presos são investigados pelos crimes de associação criminosa, uso de documento falso, corrupção passiva e corrupção ativa, além de fraude em processo licitatório e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, os presos serão levados para Curitiba e permanecerão custodiados na Superintendência da Polícia Federal à disposição da 13ª Vara Federal de Curitiba.”

(Agência Brasil)

UFC abre inscrições para vaga de professor de Língua Inglesa

Estão abertas a partir desta segunda-feira (16), até o dia 14 de abril, as inscrições para uma vaga de professor de Língua Inglesa nas Casas de Cultura Estrangeira da Universidade Federal do Ceará, no Centro de Humanidades.

A vaga é para professor da carreira do magistério do ensino básico, técnico e tecnológico, classe DI, no setor de estudo “Língua Inglesa”, no regime de trabalho de 40 horas semanais com dedicação exclusiva. Exige-se diploma de graduação em Letras na modalidade licenciatura plena, com habilitação em Língua Inglesa, obtido em curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato poderá ser brasileiro ou estrangeiro.

A inscrição deve ser feita de forma presencial ou por procuração, na secretaria da Coordenadoria Geral das Casas de Cultura Estrangeira (Av. da Universidade, 2683, Benfica, área I do Centro de Humanidades, telefones 85 3366 7606/3366 7607, e-mail: culturaestrangeira@gmail.com), nos dias úteis, no horário das 8h às 11h e das 14h às 17h.

O vencimento é de R$ 4.014,00, acrescido da retribuição por titulação, que depende dos cursos realizados pelo candidato aprovado (aperfeiçoamento: R$ 352,98, especialização: R$ 616,83, mestrado: R$ 1.931,98, doutorado: R$ 4.625,50), nos termos da Lei nº 12.772/2012.

(UFC)

José Guimarães: “O PT está sangrando!”

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“O deputado federal cearense José Nobre Guimarães, do PT, está diante de um dos maiores desafios de sua vida, já tão cheia deles: liderar uma bancada rebelada na Câmara, num dos momentos mais críticos da história política brasileira recente e como representante de um governo que vive momento de grandes fragilidades. Uma salada de motivos que deixariam qualquer um pessimista, mas que não parecem afetar o humor de quem soma episódios de renascimento político ao longo da trajetória.

Roteiro que inclui vitória sobre uma tentativa de cassar seu mandato de deputado estadual, em 2005, após ter assessor flagrado com dinheiro na cueca quando tentava embarcar em São Paulo com destino a Fortaleza em plena crise do mensalão. Incentivado pela mãe, que o orientou a lutar, diz ter enfrentado uma dura batalha na época para provar inocência, salvar o mandato e se manter na vida pública.

Conseguiu, elegeu-se três vezes deputado federal depois disso e hoje é um dos parlamentares mais influentes no Congresso, ao ponto de ter sido escolhido pela presidente Dilma Rousseff para atuar como líder de seu governo na Câmara.

José Nobre Guimarães abriu espaço em sua disputada agenda política quando está no Ceará para conversar com O POVO no seu escritório político de Fortaleza.”

* Leia a entrevista aqui.

Fortaleza registrou “panelaço” durante entrevista do ministro

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Leitores do O POVO registraram imagens de ‘panelaço’ em Fortaleza durante a entrevista dos ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Miguel Rossetto, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, neste domingo, 15.

Escalados para falar em nome do governo, no dia em que ocorreram manifestações por todo o país, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, disseram que a percepção da presidenta Dilma Rousseff e seu posicionamento é o de que os brasileiros anseiam por ver o combate eficiente à corrupção.

Após manifestações, Governo anuncia pacote de combate à corrupção

“O governo anunciou nesse domingo (15) que enviará, nos próximos dias, ao Congresso Nacional, um pacote de medidas de combate à corrupção e à impunidade, além de reforçar a necessidade de acabar com o financiamento privado de campanha.

Escalados para falar em nome do governo, no dia em que ocorreram manifestações por todo o país, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, disseram que a percepção da presidenta Dilma Rousseff e seu posicionamento é o de que os brasileiros anseiam por ver o combate eficiente à corrupção.

Segundo Cardozo, o pacote de medidas vem sendo formulado desde o início deste segundo mandato e demandou a abordagem de questões técnicas e jurídicas, por isso ele não tinha sido lançado até hoje, apesar de ter sido promessa de campanha de Dilma. “Os textos legislativos, os textos normativos e questões que circundam essa posição tinham que ser discutidos pelo novo governo, pelos novos ministros. Se você observar, nós estamos em março. A presidenta anunciou em seu discurso de posse que essas medidas seriam lançadas em até seis meses. Nós vamos enviá-las muito antes disso”, disse o ministro.

Cardozo reforçou ainda a posição que o governo já vinha defendendo desde a campanha eleitoral sobre a necessidade de reforma política. Na opinião do ministro da Justiça, a questão mais urgente nesse contexto é o financiamento das campanhas eleitorais. “Não é mais possível que continuemos a ter o financiamento empresarial de campanhas eleitorais. É necessário fechar imediatamente esta porta [para a corrupção]”, disse.

Os ministros comentaram ainda a postura de alguns grupos vistos com cartazes que sugeriam a intervenção militar no país ou que pediam o fim de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF). Para Miguel Rossetto, apesar de serem minoria, essas posturas não devem ser aceitas na sociedade e precisam ser combatidas inclusive pelos demais manifestantes democratas.

“O que não é aceitável são manifestações que nós vimos, embora isoladas, que dizem ‘fora, Supremo Tribunal Federal’ ou coisas desse tipo. A consciência da sociedade brasileira há de rejeitar esse tipo de atitude antidemocrática. Aqui não há nenhuma crítica ao governo da presidenta Dilma, aqui há uma agressão à democracia e isso não pode ser tolerado”, pontuou.

Questionado sobre o tamanho dos protestos, Rossetto disse que não houve surpresa no governo. “Não há surpresa, há uma dinâmica eleitoral muito forte na memória das pessoas. Nós saímos das urnas há cinco meses e isso está na memória das pessoas”, afirmou. Ele admitiu que as medidas de austeridade tomadas pelo governo também influenciaram no clima de insatisfação e disse que não foi possível prever que o país chegaria ao fim de 2104 em situação tão crítica.

“De fato, diferente do que imaginávamos, a economia brasileira chega ao final de 2014 abaixo do que nós esperávamos. E todos nós temos no governo a responsabilidade de sustentar a economia em um padrão de crescimento de emprego e renda, e essa é a prioridade da presidenta Dilma. Para isso o governo vem apresentando um conjunto de medidas com o objetivo de arrumar as contas públicas no período rápido de tal forma que também rapidamente retomarmos o ambiente econômico de preservação do emprego e renda e dos programas sociais que tornaram esse país mais igualitário”, disse Rossetto. Ele disse que todos os líderes do país, sejam eles políticos ou sociais, devem participar dos debates necessários para atender aos anseios demonstrados pela sociedade nas ruas neste 15 de março.

Durante a entrevista dos ministros, transmitida por emissoras de TV, moradores de algumas cidades, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, voltaram a se manifestar com panelaço e buzinaço. No último domingo (8), enquanto a presidenta Dilma Rousseff falava em rede nacional de rádio e televisão, em seu pronunciamento pelo Dia Internacional da Mulher, várias cidades do país registraram protestos desse tipo.”

(Agência Brasil)

Manifestação no Rio foi pacífica, segundo a PM

“A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que não houve registro de ocorrências de casos de violência ou de necessidade de intervenção policial na manifestação na orla da Praia de Copacabana, que durou cerca de 4 horas, embaixo de sol forte com temperatura em torno de 30 graus Celsius (30°C), com sensação térmica de até 39ºC.

Ainda de acordo com a PM, até por volta das 17h14, a manifestação na Candelária, no centro do Rio, ocorre de forma pacífica.

No começo da manifestação da manhã, o presidente da Federação dos Metalúrgicos e da Força Sindical do Rio de Janeiro, Francisco Dal Prá, calculou em 15 mil pessoas a concentração em Copacabana. Após o início da passeata era possível ver a chegada de muitos manifestantes que ocupavam as ruas próximas à Avenida Atlântica. Muitos utilizaram o Metrô, para seguir ao local. A PM não quis dar estimativa de participantes na manifestação.

Durante o ato, a aposentada Ione Moezia de Lima, de 80 anos, defendeu uma proposta. Para ela, deveria ser criada uma conta-corrente com o nome de Lava Jato, em referência à operação que identificou os desvios de recursos da Petrobras. A aposentada indicou que a conta seria usada para receber todos os recursos que forem repatriados ou devolvidos pelos acusados dos desvios. “Todo o dinheiro deveria ir para esta conta para depois que estivesse ali, poderia até ir rendendo juros, e se pensar o que fazer. Na minha opinião, apesar da roubalheira, eu tenho orgulho da Petrobras e gostaria de ver a sua recuperação”, disse.”

(Agência Brasil)