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Dilma Rousseff adota postura de estadista ao apostar em educação neste segundo mandato

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Com o título “A prioridade de Dilma e o papel de Cid Gomes”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira. Destaca que, ao definir educação como prioridade, Dilma adota postura de estadista, apostando ainda que o ex-governador Cid Gomes (Pros) tem condições e competência para tocar esse barco. Confira:

Com o lema “Brasil, pátria educadora”, a presidente Dilma Rousseff apontou durante a solenidade de posse para o seu segundo mandato, a área da educação como prioridade das prioridades. Além de pontuar o combate à corrupção e garantir o avanço das conquistas sociais alcançadas nos três governos petistas, a presidente sugeriu a democratização do conhecimento como uma das metas a serem alcançadas. Para tanto, serão destinados volumes mais expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo. Ainda como parte dos objetivos propostos, a intenção é expandir o acesso às creches, garantindo o cumprimento da meta de universalizar até 2016, o acesso de todas as crianças de 4 a 5 anos à pré-escola. A presidente fez referência também aos avanços no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), no Ciências sem Fronteiras e na educação em tempo integral.

A definição da educação como prioridade das prioridades no segundo mandato da presidente deve ser vista como opção das mais acertadas. O país vem conseguindo tirar milhões de pessoas da linha de pobreza, mas sem o padrão de educação necessário para enfrentar os novos tempos do conhecimento, esse esforço se perde pelo meio do caminho. Felizmente o estágio em que se encontra o ensino superior no Brasil já nos permite pensar em outro patamar nesse campo. O mesmo, porém, não pode ser dito em relação ao ensino nos níveis fundamental e médio. Ao alçar a área da educação a esse patamar de importância em seu governo, a presidente demonstra visão de estadista, sem dúvida.

Ao mesmo tempo em que a presidente define a educação como prioridade, é preciso que seja ressaltado o papel que o ministro Cid Gomes passará a ter no novo governo. Caberá a ele a execução dessa tarefa e a presidente, ao convidá-lo para exercer essa função, sabe de sua competência e aonde pode chegar. Além disso, o cargo era antes ocupado por um petista, o que deixa o ex-governador do Ceará em situação mais confortável perante o Planalto. Cid Gomes, nesse sentido, tem diante de si, a tarefa mais importante de sua trajetória como homem público.

Cid Gomes assumirá MEC com perspectivas de novo futuro político

NACIONAL

O ex-governador Cid Gomes (Pros) assumirá, a partir das 11 horas desta sexta-feira, em Brasília, o cargo de ministro da Educação. O clima será festivo, pois ele contará com a presença de boa caravana formada por cearenses. Entre aplausos, o governador Camilo Santana, a vice-governadora Izolda Cela, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, o deputado federal José Guimarães e vários ex-assessores de sua gestão.

Cid Gomes vai assumir priorizando três compromissos de campanha da presidenta Dilma com a educação. Segundo ele, a valorização dos professores, a ampliação da oferta de vagas em creches e no ensino integral, além da reforma do ensino médio devem ser o foco a partir de agora. “Todas as prioridades que eu coloquei são compromissos da presidenta Dilma, especialmente essas três. Ela traduziu tudo isso que ela chama de melhorar a qualidade do ensino público”, disse o ministro.

“Na primeira semana, vamos ter que decidir e divulgar o piso nacional do magistério. Na segunda semana tem o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio [Enem], na terceira semana abre a primeira etapa do Sistema de Seleção Unificada [Sisu]. Então tem uma agenda aí que tem que correr”, disse.

DETALHE – Bom lembrar que, em seu discurso de posse, Dilma divulgou o slogan de sua nova gestão: Brasil, Pátria educadora”. Ou seja, Cid começa em alta. Com direito a voos altos no futuro? Dependerá de sua postura.

Opositores prometem estar vigilantes sobre ações do novo governo dilmista

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“Um dos poucos parlamentares da oposição presentes à posse da presidenta Dilma Rousseff, o deputado federal Júlio Delgado (PSB – MG) afirmou que “os partidos independentes estarão mais fortes, mais organizados e mais vigilantes”, no segundo mandato da petista.

Candidato do PSB à presidência da Câmara dos Deputados, nas eleições de fevereiro próximo, Delgado disse que a presença na posse “demonstra claramente que a relação vai ser de altivez do Parlamento com relação ao Executivo”.

Ele disse que os partidos acompanharão com atenção o que vai ser feito no início do novo governo, e citou que os deputados podem apoiar medidas como a reforma trabalhista, a exemplo das mudanças no seguro-desemprego que já foram anunciadas.

“Esses primeiros dados da reforma trabalhista e previdenciária correspondem ao que nós dissemos na campanha, foi negado e agora está sendo implementado. Era o reconhecimento da necessidade de fazer as reformas, e a gente espera que outras venham”, acrescentou. Ele elencou as reformas política, tributária e do Estado, com vistas a um novo pacto federativo, como prioritárias para a agenda de discussões no Congresso Nacional.

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR) afirmou, em nota, que a oposição se manterá unida, incisiva e organizada na fiscalização do segundo mandato da presidenta Dilma. “Não fosse a ação dos partidos de oposição, a degradação ética, moral e administrativa do governo teria atingido o seu limite”, disse.

Segundo Bueno, a oposição “vai agir para que a presidenta Dilma governe menos com medidas provisórias e debata mais com o Congresso as grandes questões nacionais, como as mudanças na economia e o combate mais efetivo à corrupção no Estado brasileiro”.

(Agência Brasil)

De ministro a secretário dos Recursos Hídricos

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O engenheiro Francisco Teixeira assumiu, nesta quinta-feira, o cargo de secretário de Recursos Hídricos do Estado, durante ato no Palácio da Abolição. Ele estava, até bem pouco tempo, ocupando o Ministério da Integração Nacional, que passou para o controle do Partido Progressista.

Francisco Teixeira reconhece que a ameaça de seca preocupa, mas informou que, na condição de ministro, assegurou uma série de recursos para ações de enfrentamento do problema como quase R$ 4 bilhões para obras do PAC 2 no Estado.

Chagas Vieira assume coordenação de Comunicação da gestão Camilo Santana

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O jornalista Chagas Vieira responderá pela Coordenação de Imprensa na gestão do governador Camilo Santana (PT). Chagas, que chegou a ser repórter, editor, apresentador e diretor de Jornalismo do Grupo Jangadeiro e do SBT, foi confirmado, nesta quinta-feira, na função.

Ele terá ao seu lado os também jornalistas Ana Cristina Cavalcante, que cuidará da assessoria de imprensa do Palácio, enquanto Tiago Cafardo será o porta-voz do governador.

Boa sorte!

Novo salário mínimo já está em vigor

“A partir de hoje (1°) o valor do salário mínimo pago aos trabalhadores brasileiros é R$ 788. Com o reajuste, o mínimo vale R$ 26,27 por dia, e R$ 3,58 por hora de trabalho. O reajuste foi 8,8% em relação aos R$ 724 pagos no ano passado.

O mínimo é calculado a partir de uma fórmula que leva em conta a inflação do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O aumento chega a cerca de 48 milhões de pessoas que têm renda vinculada ao piso nacional, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

As principais autoridades do país também tiveram o salário reajustado com a chegada de 2015. O salário da presidenta Dilma Rousseff e do vice-presidente, Michel Temer, passa de R$ 26,7 para R$ 30,9 mil. O de deputados e senadores, de R$ 26,7 para R$ 33,8 mil.”

(Agência Brasil)

 

Dilma Rousseff tomará posse com discurso de combate à inflação e à corrupção

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Em seu ato de posse, nesta tarde de 1º de janeiro, em seu segundo mandato, Dilma Rousseff (PT) fará um discurso apregoando a necessidade de ajustes na economia para que o País volte a crescer e não perca os avanços na área social, a luta contra a inflação, a garantia do emprego e o combate à corrupção.

O ato vai contar com a participação de todos os governadores – alguns já empossados no começo da madrugada como Tião Viana, do Acre, e de caravanas que o PT mobilizou para a solenidade, uma espécie de ofensiva a possíveis manifestações da oposição.

Caravana do Ceará

Camilo Santana, já como governador, comparecerá ao ato, tendo ao lado o ex-governador Cid Gomes, com posse no MEC nesta sexta-feira, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), e os presidentes da Assembleia, Zezinho Albuquerque (Pros), e da Câmara Municipal, Salmito Filho (Pros).

O líder do Governo no Congresso, senador José Pimentel, e vários outros parlamentares federais vão conferir também a solenidade.

2015 começa com fim da redução do IPI para os automóveis

“Quem comprar carro zero quilômetro a partir do dia 1° de janeiro de 2015 vai sentir diferença no preço com o fim da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Para os carros populares, a alíquota sobe dos atuais 3% para 7%. No caso dos carros com motor flex (gasolina e etanol), que hoje recolhem 9% de IPI, a alíquota sobe para 11%, e os carros movidos só a gasolina, que pagam 10%, terão a alíquota aumentada para 13%.

A redução no IPI para veículos começou em 2012 como estratégia do governo Dilma Rousseff para manter a economia aquecida. A medida já havia sido adotada anteriormente, em 2009, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no auge dos efeitos da crise financeira deflagrada em setembro de 2008, com a quebra do banco norte-americano de financiamentos Lehman Brothers.

Ao renovar sucessivas vezes a permanência do IPI reduzido dos automóveis, o governo vinculou a medida a um compromisso da indústria automotiva de não cortar empregos. No último mês de novembro, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, avaliou que a elevação do imposto não acarretará demissões no setor.”

(Agência Brasil)

Dilma anuncia os últimos 14 ministros

eleições 2014 2t votação final dilma

“A presidente Dilma Rousseff concluiu nesta quarta-feira a montagem do primeiro escalão para o segundo mandato e confirmou mais 14 ministros que tomarão posse nesta quinta-feira, 1º. Ela decidiu trocar o comando do Ministério das Relações Exteriores e indicou Mauro Luiz Iecker Vieira, embaixador nos Estados Unidos, para a pasta. O atual titular, Luiz Alberto Figueiredo Machado, será deslocado para a representação brasileira em Washington, segundo nota divulgada pela Presidência.

Os outros 13 ministros que faltavam serem confirmados foram mantidos. Dessa forma, Aloizio Mercadante ficará na Casa Civil, José Eduardo Cardozo continuará na Justiça e Arthur Chioro será mantido na Saúde. Os demais ministros que permanecem na função são: Eleonora Menicucci (Política para Mulheres), Guilherme Afif Domingos (Micro e Pequena Empresa), Ideli Salvatti (Direitos Humanos), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), José Elito (Segurança Institucional), Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Manoel Dias (Trabalho), Marcelo Neri (Assuntos Estratégicos), Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Thomas Traummann (Comunicação Social).

A indefinição do nome para o Itamaraty foi o principal entrave que levou ao adiamento para hoje do anúncio do restante do ministério, previsto para ontem. Embora tenha um bom relacionamento com Dilma, o chanceler Figueiredo é bastante criticado. Na nota divulgada nesta quarta, 31, pelo Palácio do Planalto, a presidente “agradeceu a dedicação” do atual ministro das Relações Exteriores.”

(Com Agência Estado)

Combate à violência – A receita é prevenção misturada a uma dose de certeza de punição

Com o título “Polícia : Questões polêmicas”, eis artigo do advogado Irapuan Diniz Aguiar. Mais uma reflexão sobre o quadro da violência no País e o que implica para um cenário de certa impunidade. Confira:

A maioria da violência praticada contra a pessoa – aquela que não se vincula diretamente ao crime contra o patrimônio – como, por exemplo, homicídios e lesões corporais, é casual, cometida dentro ou próximo a residência da vítima ou agressor ou, ainda, nas proximidades de um bar. Não é a polícia o fator principal da inibição para este tipo de delito.

A redução dessa modalidade criminosa depende de dois fatores. O primeiro é a prevenção, tanto a geral – incluída nos processos pedagógicos, sejam familiares, escolares, religiosos ou os embutidos na comunicação de massa, quanto à específica através de mecanismos objetivos e diretos, não necessariamente judiciais, de conciliação e resolução da disputa entre pessoas. O segundo é a certeza da punição. O aparelho policial participa, mas não é determinante, nem de um fator nem do outro. O atual sistema jurídico/penal brasileiro só alcança um percentual mínimo de infratores. Mesmo com todas as deficiências do organismo policial, a quantidade de procedimentos encaminhados à Justiça abarrota e entrava as Secretarias das Varas Criminais, sem solução visível. Vale dizer, a maioria dos criminosos não é punida. Só há pouco tempo, se ensaiaram as primeiras iniciativas buscando a pacificação através da conciliação.

A polícia atua na repressão do crime e procura inibir sua prática com sua presença suasória. Mas as medidas proativas que previnem as situações dos conflitos individuais e coletivos ou que dificultam práticas criminosas, ou ainda, que influenciam no comportamento positivo do cidadão, estão nas mãos da União, dos Estados e, em especial, dos municípios, porém fora da polícia. É que tais medidas envolvem ampla gama de ações que vão desde a eficiência do aparelho judicial – Poder Judiciário e Ministério Público -, até soluções eminentemente localizadas como o controle do tráfego, a iluminação das ruas ou os locais que abrigam as crianças enquanto os pais trabalham.

A paz social, e mesmo a segurança pública, têm que ser encaradas como esforço de Estado – e não dos Estados. Alguns dos principais problemas hoje enfrentados residem exatamente no Judiciário e Ministério Público e no aparato legal que cerca os processos criminais. A agilidade de julgamento é, pois, essencial para a eficiência policial.

Cabe, no atual cenário, à União compenetrar-se da significação de sua responsabilidade na prevenção e repressão à criminalidade interestadual, oferecendo, neste aspecto, um maior apoio às policias estaduais. A omissão verificada há determinado um incremento no número assaltos a bancos, a cargas, furtos de veículos, circulação de drogas, de armas, dentre os crimes com estas características.

* Irapuan Diniz Aguiar,

Advogado.

Bancada federal cearense mais pobre sem Ariosto Holanda

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A ausência do deputado federal Ariosto Holanda (Pros) no secretariado de Camilo Santana foi um dos assuntos mais comentados na área política local, nesses dias. O parlamentar, que não logrou êxito ao tentar reeleição, tem no currículo passagens pela Secretaria da Ciência e Tecnologia e uma atuação marcadamente voltada para ações pró-capacitação profissional. É reconhecido, inclusive, em Brasília.

Mas há quem diga que Ariosto Holanda não ficará fora do cenário político. O seu retorno ao palco da luta por educação de qualidade, outra marca de sua trajetória, seria uma questão de tempo. Para nós, que conhecemos a competência, seriedade e simplicidade desse parlamentar, seria uma questão de justiça.

A Política precisa de gente que goste de gente e que valorize a educação em todos os sentidos.

(Foto – Paulo MOsKa)

Cid receberá comando do MEC na sexta-feira

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Henrique Paim transmitirá o cargo de ministro da Educação para Cid Gomes nesta sexta-feira (2), a partir das 11 horas, durante cerimônia em Brasília.

A expectativa é de um ato dos mais concorridos, que contará com a presença de lideranças políticas locais principalmente.

Cid Gomes, na semana que vem, deverá divulgar o resultado do Enem 2014 e, de quebra, anunciar o novo piso dos professores, aquele grupo que, em dado momento conflituoso de sua gestão, foi recomendado a trabalhar por amor.

Presidência aluga Ford 1929 por R$ 3,9 mil para a posse de Dilma Rousseff

“Tradicionalmente, um Rolls Royce conversível de 1952 é usado para levar o presidente do país à cerimônia de posse no Palácio do Planalto. Contudo, o carro de 1952, doado por Assis Chateaubriand a Getúlio Vargas, não será a única relíquia guiada no desfile: o governo federal irá alugar um veículo antigo conversível por R$ 3,9 mil para o dia do evento.

O carro foi substituído às pressas. Até o dia 23 de dezembro, o governo havia empenhado R$ 3 mil para locação de um Buick Sabre conversível de 1971 para ser utilizado durante o evento. A nota foi anulada e um novo empenho realizado no dia seguinte. Por R$ 900 a mais, um Ford 1929 será alugado.

O locatário e colecionador de automóveis Rubens Diniz informou que o mesmo automóvel já foi utilizado em 2003 pelo vice-presidente, à época, José Alencar. Contudo, ele não soube dizer se o carro será locado para exercer as mesmas funções do passado.
A Secretaria de Administração da Presidência da República, órgão responsável pela emissão do empenho, também não informou para que será utilizada a preciosidade.”

(Site Contas Abertas)

Controlador do Grupo Pague Menos aposta num 2015 de otimismo

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Da Coluna O POVO Economia, de Neila Fontenele, no O POVO desta quarta-feira:

“Pessimismo” é uma palavra que não existe no vocabulário de Deusmar Queiroz, presidente do Grupo Pague Menos. Com tantas previsões ruins para 2015, o empresário representa uma voz dissonante. Enquanto analistas do mercado engrossam o coro de que o cenário para 2015 é de disparada da inflação, Deusmar segue em via contrária. Na sua visão de empreendedor, o País está bem e tem perspectivas melhores, com menos corrupção e mais circulação de dinheiro com a correção do salário mínimo que vigora a partir de amanhã.

“O Brasil está pronto para crescer. Temos uma imprensa livre e um judiciário livre”, ressalta. A aposta de Deusmar não é só verbal. O empresário tem um projeto de expansão forte e investimentos em várias áreas. Pelo jeito, ele também não tem muito do que reclamar dos resultados. O grupo está entre as cinco companhias cearenses com maior liquidez pelo indicador de desempenho Ebitida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), cujo ranking foi elaborado pelo Prêmio Delmiro Gouveia.

Rosane Collor desnuda ex-marido em testemunho corajoso

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Com o título “A versão de Rosane, ex-Collor”, eis artigo do jornalista Luís-Sérgio Santos. Ele leu e comenta livro de Rosane Collor, ex-mulher de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente cassado pós-redemocratização do Pais. Ele fala de Rosane, mulher apaixonada e que expõe a intestina relação PC Farias e Collor, entre alguns episódios. Confira:

É muito provável que muitos potenciais leitores deste livro o evitem por puro preconceito. Afinal, Rosane Collor, a autora, sempre foi vista como uma caipira mal informada a reboque do marido, o presidente Fernando Collor. Mas o fato é que “Tudo o que vi e vivi — O testemunho corajoso da primeira-dama mais jovem que o Brasil já teve”— editora Leya, 224 páginas — é um livro que certamente será referência, doravante, para qualquer estudo que tente recuperar o período histórico do Governo Collor. A autora agora assina como Rosane Malta, membro de uma família tradicional em Alagoas. Mas, à época da narrativa, era Rosane Collor, mulher do “caçador de marajás”, o candidato que amarelou Lula em um polêmico debate na TV Globo. A história mostra, hoje, que Lula não estava, à época, preparado para a vitória.

A autora tem claramente um objetivo, enfatizar que doou parte relevante de sua vida ao projeto político do marido sem o reconhecimento deste. Em muitos episódios sentiu-se abandonada. Mas entregou-se totalmente, segundo relata. A narrativa é meramente documental, sem nenhuma pretensão estilística e focada apenas no ponto de vista da autora. Portanto, qualquer crítica ao estilo será uma ma fé de quem o fará e eu não farei. O valor do livro está em revelar o ponto de vista de uma “insider”, ela estava lá o tempo todo embora em questões polêmicas prefira ser prudente. A despeito de estar divorciada de Collor a autora parece se ater aos fatos. Trata sempre ser realista, se dermos à autora a credibilidade que ela se dá a si mesma, a de uma pessoa íntegra e crédula.

Rosane era totalmente apaixonada por Collor, até um dado momento e nesse dado momento ele já era presidente do Brasil. Como milhares de brasileiros, ela acreditou piamente no projeto do marido assentado no conceito de caçador de marajás, colocar as coisas em ordem. Sobre o processo eleitoral ela fala pouco ou quase nada, mas relata em detalhes a consultoria em magia negra que seu marido utilizava regularmente, incluindo sacrifícios de animais dos quais, o de maior tamanho, teria sido um ovino ou, eventualmente, um búfalo. Rosane chegou a participar dos rituais. Um desses foi contratado para que o então candidato Sílvio Santos, uma ameaça eleitoral a Collor, desistisse do embate, o que de fato aconteceu. Sílvio saiu da cena. Vários outros rituais pós-eleição aconteceram na Casa da Dinda, residência de Collor presidente, em Brasília. Em um desses, com sacrifícios de aves, ficou uma emporcalhada só, lembra Rosane.

O conflito dos irmãos Collor é um momento tenso. Thereza Collor é personagem pulsante. Maria Thereza Pereira de Lyra Collor de Mello Halbreich, conhecida como Thereza Collor, mulher de Pedro, irmão de Collor, teria sido um caso do presidente — o amor platônico fica claro. Isso se espraia pelo livro em vários momentos. Thereza seria alucinada por Collor e este a recepcionaria. Há um relato picante no livro, entre os dois. Mas Rosane acha que as iniciativas sempre partiam da cunhada — Collor seria um reativo no melhor estilo do “aquilo roxo”.

Sobre PC Farias, Rosane passa quase batido menos pelo episódio de ter rejeitado dele e ideia de aparelhar algumas ações da LBV, da qual era presidente, mesmo primeira-dama. Mas outros episódios são relatados mostrando a intestina relação entre PC e Collor.

Collor foi vitima de sua demasiada autoestima e da certeza de que teria apoio popular em qualquer situação. A expressão “base aliada” sequer existia em sua época. Ele deu uma solene banana para o Congresso pois, segundo Rosane, tinha ojeriza a políticos profissionais. “Adorava o povo, detestava políticos”, escreve a autora. Ele assumiu a presidência com boas intenções – queria como seu ministro da Economia o emblemático Roberto Campos. Acabou assumindo a desastrada Zélia. Para as Relações Exteriores queria Fernando Henrique Cardoso, então vetado por Mário Covas. Collor alimentava uma enorme admiração por Covas que, a partir daí, virou seu inimigo figadal.

Sobre Ulysses, comemorou sua morte, relata Rosane. “Veja o que acontece com os que me traem”. Ulysses cassou Collor, morreu em trágico acidente, engolido pelo Oceano e seu corpo nunca foi encontrado.

O livro tem detalhes sórdidos de traições de confiança principalmente envolvendo a venda da casa em Miami, de onde Roseane não viu um centavo, e sobre um contrato nupcial de separação total de bens que ela e seu pai assinaram sem terem livro. “Eu estava totalmente apaixonada”, diz.

A passagem de Collor pela presidência nada agregou à cultura política nacional. Os caras pintadas foram às ruas exercitar a sede da democracia recém-instalada, contra a corrupção. Não ficou a lição. De lá para cá a corrupção aumentou e os caras pintadas se recolheram. Uma certeza, Collor só foi cassado por não ter construído sua “governabilidade”. Hoje ele próprio, Collor, redimido pelo voto, reza na cartilha da “governabilidade” do governo Dilma.

* Luís-Sérgio Santos,

Jornalista.

Caravana de mulheres petistas do Ceará embarca para a posse de Dilma Rousseff

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Marlene Oliveira, Gláucia Lima, Valéria Mendonça e Cristina Vanessa à frente.

Uma caravana de mulheres ligadas ao fisco estadual embarcou, nesta quarta-feira, para assistir ao ato de posse de Dilma Rousseff (PT) em seu segundo governo, o que ocorrerá nesta quinta-feira. O grupo, ligado ao Partido dos Trabalhadores, foi reforçado por outro grupo, que se intitulou “Mulheres do Ceará com Dilma”.

Segundo Gláucia Lima, do fisco estadual, o objetivo é dar apoio a Dilma e trabalhar para que a presidente reforce as políticas voltadas para as mulheres em todos os sentidos.

Verônica Mendonça, do grupo “Mulheres do Ceará com Dilma”, endossou e informou que esse segmento lutará também para que o governador eleito Camilo Santana  (PT) não se esqueça das mulheres e inclua, em suas políticas, igualdade de gênero.

(Foto – Paulo MOska)

Um tucano abençoado por São Francisco

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Um selfie com a família, sob bênçãos franciscanas.

Raimundo Gomes de Matos, único tucano cearense a ter vaga na Câmara dos Deputados, pegou a família toda e visitou Canindé. Ali, fez questão de pagar promessa, depois de ter conquistado, a duras penas mesmo, a reeleição.

O tucano assistiu a uma missa na Basílica de São Francisco, acendeu vela e ainda circulou pela estátua do santo.

Tudo com mulher e filhos. E sem perder algo bem característico de sua personalidade: o sorriso de quem nunca perde o otimismo.]

(Foto – Facebook do Parlamentar)

Receita Federal – Profissional liberal terá de identificar cliente a partir desta quinta-feira

“A partir desta quinta-feira (1º), profissionais liberais terão de identificar os clientes pessoas físicas que pagarem por seus serviços. Estão obrigados a prestar as informações médicos, odontólogos, fonaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, advogados, psicólogos e psicanalistas.

A regra está na Instrução Normativa nº 1.531, que orienta para o uso do programa multiplataforma do Carnê-Leão relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física de 2015. Pela instrução, esses profissionais deverão atentar para a necessária identificação do CPF dos titulares do pagamento de cada dos serviços. A informação será obrigatória no preenchimento da declaração de rendimentos das pessoas físicas em 2016.

Segundo a Receita Federal, o programa Recolhimento Mensal Obrigatório (Carnê-Leão) de 2015, que será disponibilizado em janeiro, estará preparado para receber as informações. Os dados poderão ser exportados pelo contribuinte que usar o programa Carnê-Leão 2015 para a declaração de rendimentos do Imposto de Renda Pessoa Física 2016.

De acordo com a Receita, o objetivo é evitar a retenção em malha de milhares de declarantes que preenchem o documento de forma correta e que, pelo fato de terem feito pagamentos de valores significativos a pessoas físicas, podem precisar apresentar documentos comprobatórios ao Fisco, que defende a equiparação dos profissionais liberais às pessoas jurídicas da área de saúde que hoje estão obrigadas a apresentar a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Demed).”

(Agência Brasil)