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Leõnidas Cristino diz que é hora de Bolsonaro começar a governar e deixar de sabujice com os EUA

O presidente Bolsonaro ainda não começou a governar, faz vergonha à diplomacia brasileira com a subserviência aos Estados Unidos e não é com sabujice, aliança militar e atrelamento político ao estrangeiro que a situação do Brasil vai mudar. Essas foram algumas críticas ao governo atual dirigidas, nessa terça-feira, pelo deputado federal Leônidas Cristino em discurso no plenário da Câmara.

“Nem chegou aos três meses iniciais, perdido no laranjal em meio a crises geradas pela própria família presidencial, o governo é alvo de pesadas cobranças porque ainda não começou a governar e vê decair a sua aprovação”, disse o parlamentar cearense, ao lembrar a recente queda de 15 pontos no índice de aprovação (bom e ótimo) do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o deputado, no encontro com o presidente Trump, Bolsonaro chegou oferecendo tudo, recebendo nada em troca, meras promessas, muito pouco. “Essa atitude de subserviência abre mão da afirmação de uma Nação. Uma página que envergonha a diplomacia brasileira”, afirmou.

Leônidas Cristino observou que está sendo festejado o ingresso do Brasil no clube dos países desenvolvidos, a entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Washington exigiu a saída do Brasil do bloco dos países em desenvolvimento no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) que os EUA querem esvaziar para melhor exercer uma hegemonia sobre o comércio global. De imediato, o Brasil abre mão de uma vantagem estratégica que possui no comércio internacional, em troca de algo duvidoso que, se vai acontecer – não depende só dos Estados Unidos -, não se sabe quando”, questionou.

“Enquanto isso – destaca Leônidas Cristino – o PIB e o PIB per capita do Brasil estão muito longe da economia dos países desenvolvidos. “Com uma das maiores concentrações de renda do planeta, o Brasil é um país desigual. Não é com sabujice, aliança militar e atrelamento político ao estrangeiro que essa situação vai mudar”, finaliza.

BNDES receberá, a partir de 2 de abril, inscrições de projetos culturais

Instituições sem fins lucrativos poderão se inscrever, a partir da próxima terça-feira (2), no Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural – iniciativa-piloto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para financiar projetos culturais que deixem legado a patrimônios culturais materiais e imateriais brasileiros. As inscrições vão até 15 de agosto e podem ser feitas no endereço eletrônico www.benfeitoria.com/bndesmais.

O banco vai destinar até R$ 2 milhões do seu Fundo Cultural para projetos de patrimônio, aplicando R$ 2 para cada R$ 1 captado por projeto junto ao público em geral, até o limite de R$ 200 mil.

De acordo com o BNDES, cada projeto apoiado poderá ter valor entre R$ 30 mil e R$ 300 mil. Segundo o BNDES, conforme a arrecadação obtida, o total disponível para apoio às iniciativas culturais poderá ultrapassar R$ 3 milhões.

O programa resulta de parceria do BNDES com a SITAWI Finanças do Bem e a plataforma de financiamento coletivo Benfeitoria.

Critérios de escolha

Impacto, inovação, tradição, perenidade, perfil da proponente e custo-benefício são alguns critérios que o BNDES levará em consideração na avaliação dos projetos candidatos. Estes devem se enquadrar em uma das quatro categorias de seleção (promoção e inclusão, inovação e tecnologia, educação e inspiração e preservação e memória).

A escolha dos projetos vencedores pelos comitês curadores ocorrerá em quatro fases, entre junho e setembro deste ano. Serão selecionados até 40 projetos de patrimônio cultural de interesse da sociedade em 2019. Após fase de treinamento, os projetos serão inseridos na plataforma para arrecadação junto ao público, por um período de 30 a 60 dias.

Uma nova chamada do programa está prevista para 2020, com apoio financeiro de igual valor, R$ 2 milhões. Os recursos que não forem usados na chamada de 2019 poderão ser incorporados à seleção do próximo ano.

(Agência Brasil)

Bolsonaro passará por nova avaliação médica em São Paulo

Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro viajará para São Paulo, onde passar por uma nova avaliação médica no Hospital Albert Einstein. A informação é do Portal G1.

Em janeiro, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia que usava desde setembro do ano passado, quando levou uma facada na região abdominal durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Com a facada, Bolsonaro ficou cerca de 20 dias internado no Albert Einstein e se dedicou a fazer a campanha eleitoral nas redes sociais.

Segundo informou o porta-voz Otávio Rêgo Barros, a consulta de Bolsonaro nesta quarta-feira será a última feita presencialmente. A anterior foi em fevereiro.

O ataque ao presidente é investigado pela Polícia Federal. Adélio Bispo, que admitiu ter sido o autor da facada, está preso.

Em um inquérito, a PF chegou à conclusão de que Adélio agiu sozinho. Em um outro inquérito, a Polícia Federal investiga quem paga a defesa do agressor.

Cid Gomes quer reciprocidade entre votações na Câmara e no Senado

O senador Cid Gomes (PDT) defendeu, nessa terça-feira, a adoção do princípio da reciprocidade entre as votações de projetos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

“Examinando a pauta, são sete projetos de lei que têm a Câmara como origem. Queria propor ao presidente que compusesse uma comissão para que pudéssemos tratar com a Câmara uma pauta que fosse equilibrada, em que o Senado vota sete projetos que vêm da Câmara e pede que a Câmara se comprometa a votar sete projetos que têm origem no Senado. Dessa forma poríamos o processo legislativo verdadeiramente para funcionar no nosso Congresso”, defendeu.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), acatou a sugestão de Cid e se comprometeu a agendar um encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tratar do tema.

Alcolumbre aproveitou para pedir aos líderes partidários que encaminhem sugestões de matérias que estão prontas para irem à votação no plenário da Câmara para que o princípio da reciprocidade seja efetivado.

(Foto – Agência Senado)

Senado aprova projeto que facilita cancelamento de TV a cabo

O plenário do Senado aprovou, nessa noite de terça-feira (26), o projeto de lei que garante o direito dos usuários de TV por assinatura de cancelar os contratos por telefone ou via internet. Como o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 131/2015 não sofreu alterações, ele segue para sanção presidencial.

O texto altera a Lei da Comunicação Audiovisual de Acesso Condicionado. Hoje, essa modalidade de cancelamento está prevista em normas infralegais. Se o projeto for sancionado, esse direito estará assegurado em lei, o que dá maior segurança aos usuários.

Segundo dados de dezembro de 2018 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil tinha 17,5 milhões de contratos ativos de TV por assinatura.

(Agêncai Senado)

Câmara dos Deputados aprova PEC do Orçamento Impositivo

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A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, nessa noite de segunda-feira (26), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo. Com isso, o governo federal é obrigado a liberar a verba de emendas parlamentares para ações previstas no Orçamento para a execução das emendas coletivas de bancada. A proposta segue para o Senado.

As chamadas emendas de bancada são as que são apresentadas por deputados e senadores de cada estado, com o objeto de ações específicas naquela unidade da Federação.

Atualmente, já é impositivo o total das emendas individuais dos parlamentares, sendo que metade do valor deve ser aplicado em saúde. O valor está sujeito ao teto dos gastos aprovado em 2016.

A proposta para ampliar o orçamento impositivo, de autoria do deputado Hélio Leite (DEM-PA), precisava ser votadas em dois turnos na Câmara, e ambos ocorreram na noite de hoje. Em primeiro turno, a PEC foi aprovada por 448 a 3. No segundo turno, a aprovação teve um placar de 453 a 6.

(Agência Câmara)

Vítima de infarto, morre jornalista que sobreviveu da queda do avião da Chapecoense

Sobrevivente da queda do avião da Chapecoense na Colômbia, em 2016, que deixou 71 mortos, o jornalista Rafael Henzel, de 45 anos, morreu hoje (26) à noite de infarto. A informação foi confirmada pela Associação Chapecoense de Futebol na sua conta no Twitter. Em uma mensagem emocionante, o clube lembra com carinho o profissional que acompanhou a trajetória do time.

“Durante a sua brilhante carreira, Rafael narrou, de forma excepcional, a história da Chapecoense. Tornou-se um símbolo da reconstrução do clube e, nas páginas verde e brancas desta instituição, sempre haverá a lembrança do seu exemplo de superação e de tudo o que fez, com amor, pelo time, pela cidade de Chapecó e por todos os apaixonados por futebol.”

Henzel trabalhava na Rádio Oeste Capital, de Chapecó.

Em 29 de novembro de 2016, o voo 2933 levava 77 pessoas a bordo, entre passageiros atletas, equipe técnica e diretoria da Chapecoense, jornalistas e convidados, que iriam a Medellin onde estava prevista a disputa da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. Apenas seis pessoas sobreviveram.

(Agência Brasil)

Veja Vídeo – Domingos Neto reage contra ataques ao Congresso

O líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo, atacou o Congresso por não apoiar integralmente a proposta da reforma da Previdência. Durante sessão nessa terça-feira, o deputado federal Domingos Neto (PSD) ocupou a tribuna e reagiu: “Um líder tem o dever de organizar, inspirar e mobilizar a sua base, que, por agora, é inexistente e não atacar seus colegas, sua instituição.”

Domingos Neto lembra que, quando o líder do governo nega e criminaliza a articulação política, esquece o papel do Congresso em trazer recursos para os estudos, lutar e propor medidas de saúde, educação, segurança e acesso à água.

“Aqui, nós queremos um governo que atenda os anseios da população e é por isso que precisamos de verdadeiros líderes fazendo essa articulação”. Domingos Neto também comentou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/2015.

A descontrução das relações internacionais do Brasil

Com o título “Brasil internacional”, eis artigo de Martonio Mont’Alverne, professor da Unifor e ex-procurador-geral de Fortaleza. Ele bate duro na política do governo Bolsonaro no âmbito das relações exteriores. Confira:

Não há muito mesmo o que se esperar do governo de Bolsonaro: enfraquecido pelas pesquisas recentes sobre seu começo desastroso: ligações ainda não esclarecidas de sua família com milícias, depósito na conta da primeira dama, acusação de extorsão de servidores no gabinete de seu filho hoje senador, e descontrole das redes sociais são apenas alguns dos problemas que comprometem o início de um governo que deseja principalmente desconstruir e não construir.

No âmbito das relações internacionais, e a tirar pela recente visita aos Estados Unidos, parece que a desconstrução do Brasil caminha a largos passos. Nunca a política externa brasileira foi tão humilhada e pelas mais altas autoridades nacionais. Não bastasse a inaptidão de Bolsonaro, visível em qualquer dos discursos, as palavras do ministro da Economia – “adoro Coca-Cola, a Disneylândia” – são denunciadoras da indigência cultural, infelizmente caracterizadora de nossas elites. Quem tem uma elite com este nível, pode despedir-se de qualquer esperança civilizatória. Durante parte da ditadura militar a política externa brasileira foi altiva. A afirmação do ex-presidente Geisel não deixa dúvida: O Brasil precisaria ter “um pouco mais de independência, e não sermos subservientes em relação aos Estados Unidos”. Do conhecido pragmatismo responsável nasceu a autonomia tecnológica em energia nuclear que o Brasil ostenta entre 12 países do mundo… ainda.

A dúvida que persiste é a respeito dos militares neste cenário de contínua desvalorização do Brasil. Antes dos governos militares de 1964, havia os exemplos do almirante Álvaro Alberto e do marechal Lott, dentre outros. Tinham noção de soberania econômica, e não de soberania como guardas de fronteira contra traficantes. O que pensam os militares sobre a utilização de Alcântara pelos EUA? Não se trata de defender nacionalismos excludentes; mas da defesa e manutenção de um projeto autônomo de nação, com democracia e desenvolvimento econômico, voltados para o povo. Com Bolsonaro e seu governo, temos um novo tipo de patriota: o que ama outra nação, e não a sua.

*Martonio Mont’Alverne,

Professor da Unifor e ex-procurador-geral do município de Fortaleza.

Petrobras anuncia mudança na periodicidade do reajuste do óleo diesel

A Petrobras anunciou hoje (26) mudança na periodicidade para reajustes do óleo diesel. A partir de agora, o preço do combustível não poderá ser reajustado em períodos inferiores a 15 dias.

Até então, o valor do litro do diesel poderia variar até diariamente. Segundo a estatal, os preços do diesel nas refinarias da companhia correspondem a cerca de 54% dos preços ao consumidor final.

A estatal anunciou ainda a criação do “Cartão Caminhoneiro”, que permitirá a compra do combustível a preço fixo nos postos com a bandeira BR. O cartão deve entrar no mercado em 90 dias. Segundo a empresa, o cartão “servirá como uma opção de proteção da volatilidade de preços, garantindo assim a estabilidade durante a realização de viagens”.

A decisão foi aprovada em reunião com a diretoria executiva. Em nota, a Petrobras garante que “manterá a observância de preços de paridade internacional (PPI), abstendo-se, portanto, de práticas que poderiam caracterizar o exercício de poder de monopólio, já que possui 98% da capacidade de refino do Brasil”.

A alta do preço do combustível foi a principal justificativa para a greve dos caminhoneiros em maio de 2018.

(Agência Brasil)

Câmara dos Deputados terá Frente Parlamentar em Defesa dos Autistas

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A Câmara dos Deputados lançará. às 17 horas desta terça-feira, a Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista. O deputado Célio Studart (PV) será o presidente do organismo, que conta com a adesão de 227 parlamentares.

O lançamento da Frente Parlamentar ocorre às vésperas do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril e tema de sessão solene da Câmara marcada para 5 de abril.

“Defenderemos com muita garra a bandeira da inclusão e do respeito aos autistas de todo o país”, destaca Célio Studart. No ato, haverá a participação de músicos como João Daniel Simões, integrante da banda de rock brasiliense Timeout Rock Band, formada por autistas e que ganhou projeção nacional ao estrelar um dos episódios da série de minidocumentários “Os originais”, da Netflix.

TEO

Calcula-se que no Brasil existam cerca de 2 milhões de crianças com Transtorno do Espectro Autista. O TEA engloba diferentes síndromes marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico. Recebe o nome de espectro porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai das mais leves às mais severas.

(Foto – O POVO)

STF recebe novas ações contra pagamento da contribuição sindical somente por boleto

Já chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais seis Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 6098, 6099, 6101, 6105, 6107 e 6108) para questionar a Medida Provisória (MP) 873/2019, na parte em que revoga a possibilidade de os trabalhadores – públicos e privados – autorizarem o desconto da contribuição sindical em folha de pagamento, determinando sua quitação apenas por meio de boleto bancário. A informação é da assessoria de imprensa do STF.

Na ADI 6098, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sustenta que o tema tratado não tem relevância ou urgência – como determina o artigo 62 da Constituição Federal – a autorizar a edição de Medida Provisória. E argumenta que a norma, apesar de invocar a autonomia e a liberdade sindical como fundamentos, na verdade se choca com estes mesmos preceitos, impondo empecilhos que vão acabar por inviabilizar o funcionamento de milhares de entidades sindicais.

Já na ADI 6099, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) questiona especificamente o artigo 2º (alínea “b”) que, ao revogar alínea “c” do artigo 240 da Lei 8.112/1990, afastou a possibilidade de desconto em folha do pagamento da mensalidade sindical. Entre outros argumentos, a confederação diz que o Estado não tem o poder de interferir na organização sindical, conforme preceitua o artigo 8º da Constituição Federal, e que o inciso IV do dispositivo deixa claro que a contribuição, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT), autor da ADI 6101, salienta que a norma contraria os incisos I e III do artigo 8º da Constituição Federal, que garantem a associação sindical. O partido alega ainda que a MP foi editada em flagrante excesso de poder, uma vez que não foram preenchidos os requisitos da urgência e relevância.

Na ADI 6105, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh) afirma que, ao alterar diversos dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a MP viola de forma frontal normas constitucionais, em prejuízo direto a diversas entidades sindicais, afetando o funcionamento do plano de enquadramento sindical que coordena e, consequentemente, milhões de trabalhadores a ela vinculados.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes (Conascon) salienta, na ADI 6107, que a MP fere a liberdade de associação e de autodeterminação dos cidadãos e das próprias associações – no caso, as entidades sindicais –, que ficaram limitados indevidamente pela norma, que interfere no âmbito privado da vontade associativa.

Por fim, a autora da ADI 6108 – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) –, lembra que no julgamento da ADI 5794, ao tratar do tema da contribuição sindical compulsória, a maioria dos ministros do Supremo frisou a liberdade, a autonomia financeira e a não intervenção do Estado. Para a entidade, a MP 873/2019 possui conteúdo completamente divergente do julgado pelo STF sobre o tema.

As ações foram distribuídas, por prevenção, ao ministro Luiz Fux, que já relata a ADI 6092, primeira ação ajuizada na Corte contra o artigo 2º, alínea “b”, da MP 873/2019.

Paulo Guedes não vai mais à CCJ da Câmara

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não participará de audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na tarde de hoje (26), para discutir a proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19). A participação na audiência constava na agenda do ministro.

Em nota, o Ministério da Economia afirma que a equipe da Secretaria Especial de Previdência do Trabalho representará o ministro na audiência.

“O Ministério da Economia informa que a equipe técnica e jurídica da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho estará à disposição para representar o ministro Paulo Guedes na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados para esclarecer pontos da PEC 06/2019, nesta terça-feira, 26 de março. A ida do ministro da Economia à CCJ será mais produtiva a partir da definição do relator”.

Os parlamentares querem esclarecimentos sobre pontos da medida, a reforma previdenciária dos militares, a reestruturação da carreira das Forças Armadas e a necessidade de mudança do sistema de Previdência Social do país.

(Agência Brasil/Foto – AFP)

Delator diz à Polícia Federal que empresário detido era próximo a Eunício Oliveira

José Antunes Sobrinho, executivo ligado à Engevix, em depoimento à Polícia Federal, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, afirmou que o empresário Rodrigo Nevs, também preso na operação que capturou o ex-presidente Michel Temer (MDB), se apresentava como pessoa próxima ao ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). A informação é do Portal Uol.

Um relatório da PF anexado à investigação da Operação Descontaminação, deflagrada na quinta-feira (21) contra propinas nas obras da Usina de Angra 3, apontou que Rodrigo Neves foi sócio do ex-senador em duas empresas.

A desembargadora Simone Schreiber, plantonista do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, acolheu o habeas corpus impetrado pela defesa de Rodrigo Castro Alves Neves e mandou soltar o empresário.

“Outro fato que chamou atenção é a respeito da pessoa de Ricardo Neves, o mesmo seria o responsável por intermediar o contrato de R$ 24 milhões entre a Alumi e a Infraamérica para explorar serviço de publicidade e mídia externa do Aeroporto Internacional de Brasília por um período de 6 anos.

Ricardo Neves já foi sócio do atual senador da República, Eunício de Oliveira, em pelo menos duas empresas, podendo corroborar com o depoimento de Sobrinho no que tange à influência política de Ricardo Neves”, apontou a PF.

(Foto – Agência Senado)

Uma grande derrota para a Lava Jato

Da Coluna Política do O POVO, desta terça-feira, assinada pelo jornalista Érico Firmo. No tópico  “Uma grande derrota para a Lava Jato”, ele analisa o prende e solta de Temer. Confira:

A prisão de Michel Temer (MDB) foi interpretada como demonstração de força da operação Lava Jato. No momento em que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ameaça transferir processos de sua esfera para a Justiça Eleitoral, respondeu com medida de grande impacto. A maior desde a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mandou recado aos políticos de que segue implacável. Deu demonstração de que não tem partido e trata a todos com igual rigor. Esse era o plano.

Tudo bem, não fosse a fragilidade da decisão de prender Temer. Até acho que há indícios bem fortes contra ele, não é de hoje. Porém, o ex-presidente não foi condenado. Nem ao menos virou réu. Foi preso com base em inquérito que nem virou denúncia. Não foi acusado, não teve direito a se defender.

O resultado disso é a mais contundente reversão de uma decisão judicial da Lava Jato. Até agora, as decisões de maior impacto vinham, em regra, sendo mantidas nos tribunais superiores. Dessa vez foi diferente. Durou dois dias úteis.

O desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, havia marcado para levar o assunto ao colegiado amanhã. Mas, conta que, ao se debruçar com mais detalhe sobre os autos, firmou convicção e achou que não precisava esperar. “(…) verifiquei que não se justifica aguardar mais dois dias para decisão”. Reverteu a prisão e usou termos duros. Disse ser defensor da Lava Jato, elogiou Bretas. Afagou enquanto preparava a pancada.

Considerou ter havido “caolha interpretação” na decisão de prender o ex-presidente e que não havia fatos novos, mas apenas suposições sobre situações já conhecidas. “Tem-se fatos antigos, possivelmente ilícitos, mas nenhuma evidência de reiteração criminosa posterior a 2016, ou qualquer outro fator que justifique prisão preventiva”.

Ao mandar prender, o juiz Marcelo Bretas havia tomado uma série de cuidados. Enfatizou, em negrito, que não há indício de ilícito eleitoral. Fez isso para que o caso não seja remetido à Justiça Eleitoral, conforme a recente posição do STF. Também destacou não ter qualquer vínculo com a operação Calicute, que tem como relator o ministro Gilmar Mendes. Era uma maneira de evitar que um eventual recurso fosse direcionado ao ministro que tem se tornado dos mais garantistas do Supremo, mais preocupados em assegurar os direitos dos réus.

Os cuidados mostram o quanto Bretas mirava a última instância. O quanto estava de olho no STF. Esqueceu que, no meio do caminho, havia o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), o Superior Tribunal de Justiça (STJ)… A prisão caiu logo na segunda instância. A Lava Jato parece ter olhado para o Supremo por acreditar que, no meio do caminho, ninguém teria coragem de peitar a operação.

Haddad, Boulos e Dino fazem ato em Brasília pró-unidade das esquerdas e contra Bolsonaro

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A esquerda fará um ato nesta terça (26) em Brasília para tentar voltar a caminhar unida na oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PSL). É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta terça-feira.

Os candidatos derrotados à Presidência Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) vão se reunir com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), e com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB-PB).

Em seguida, vão divulgar um manifesto para afirmar disposição de unidade para “enfrentar as políticas de Bolsonaro”. Sônia Guajajara, que foi candidata a vice na chapa de Boulos, também participará.

O encontro foi articulado por Boulos e Haddad após a avaliação de que a falta de unidade dos partidos de esquerda tem sido um empecilho para que a oposição consiga ocupar mais espaço em à crise política no governo.

(Foto – Ricardo Stuckert)

Fórum Brasil-África deve ter participação da OMC

O presidente do Instituto Brasil-África, Bosco Monte, terá encontro, nesta terça-feira, em Genebra (Suiça), com o embaixador Roberto Azevedo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Bosco, que embarcou nas últimas horas, tratará dos preparativos para o Fórum Brasil-África, que acontecerá em São Paulo, em novembro próximo, antes da reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), já marcada para Curitiba (P), também em novembro.

Bosco Monte informou que o Fórum vai destacar 10 mulheres dos países que compõem os Brics.