Blog do Eliomar

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Dólar abre em queda de 0,30% e cotado a R$ 4,1419

A cotação da moeda norte-americana abriu o pregão de hoje (12) em queda de 0,30%, cotada a R$ 4,1419 para venda depois de ultrapassar ontem (11) a barreira de R$ 4,15, com uma alta de 1,48%. O Banco Central mantém sua política tradicional de oferta de swaps cambial, sem anunciar leilões extraordinários de venda futura da moeda.

O Ibovespa, índice da B3, começou o dia revertendo a tendência de baixa de ontem (11), registrando alta de 0,6% na abertura do pregão com 75.105 pontos.

As ações das grandes companhias, chamadas de blue chip, apresentam valorização como os papéis da Petrobras em alta de 1,78%, Itau com 0,96% e Eletrobras subindo 3,44%.

(Agência Brasil)

Eleição não vai rimar com renovação

Com o título “Eleição sem renovação”, eis artigo de Cleyton Monte, cientista político. Ele bate na tecla do cenário eleitoral de apatia que se registra no País e critica o fundo eleitoral, com perspectiva de assegurar a manutenção da mesmice política. Confira:

Um dos princípios básicos da democracia é a renovação de suas lideranças. A manutenção de velhas figuras facilita a reprodução de privilégios, dificulta a canalização de demandas, trava o diálogo e engessa as estruturas de poder.

Assistindo a propaganda eleitoral é possível observar uma eleição sem renovação. Os mesmos nomes e vícios duelam por cadeiras no Legislativo e no Executivo. Políticos que ocupam cargos desde a década de 1980. As figuras que se dizem novas na verdade reciclam velhos discursos ou radicalizam pautas recentes. Essa percepção contraria as expectativas dos que acreditavam na crise política como grande oportunidade para oxigenar as instituições e reformular o debate. O que isso revela?

A corrida presidencial de 2018 começou cedo. Logo após o impeachment de Dilma Rousseff (2016), a imprensa e alguns partidos tentaram emplacar rostos famosos. Celebridades do porte de Joaquim Barbosa, Luciano Huck e Datena entraram nesse time. Apesar de serem vendidos como novos e outsiders, não conseguiram se movimentar pelas infindáveis articulações partidárias. É bem verdade que não traziam bases sociais consistentes. Entretanto, não deixa de ser um sinal claro do travamento do sistema político brasileiro. A reprodução de lideranças tradicionais não foi interrompida pelas operações contra corrupção. A aprovação e uso do Fundo Eleitoral simbolizam esse esforço para beneficiar parlamentares e governantes que estão no poder, fortalecendo, principalmente, os líderes partidários. Para comprovar essa questão, basta checar as candidaturas homologadas.

O resultado mais imediato desse panorama é a visão de que tudo continua do mesmo jeito. A apatia ganha terreno e reforça a perspectiva de distanciamento social. Vota-se com frequência no “menos pior”. O problema não é só de liderança. Vivemos um apagão de novas ideias. Parece-me que a política brasileira tem sérias dificuldades para se conectar com a realidade complexa do século XXI. Reconhecendo as raras e prestigiosas exceções, candidatos ao Governo e ao Legislativo desfilam com propostas irrealizáveis, ultrapassadas ou simplórias. Assim, as crises se aprofundam e o potencial de transformação da democracia recebe uma forte punhalada!

*Cleyton Monte

cleytonufc@hotmail.com

Cientista político, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) e membro do Conselho de Leitores do O POVO.

Raquel Dodge pede arquivamento de inquérito contra Aécio Neves no Supremo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento de um inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador é investigado por supostamente ter atuado para fraudar registros do Banco Rural remetidos à CPMI dos Correios, que investigou o escândalo do mensalão, em 2005. A decisão sobre arquivar ou não a investigação caberá ao relator do caso do STF, ministro Gilmar Mendes.

O inquérito teve como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que presidiu a CPMI. Ele afirmou que foi procurado por Eduardo Paes, então deputado pelo PSDB, que lhe teria pedido, em nome de Aécio, para adiar o prazo dado ao Banco Rural para o envio dos documentos, de modo a haver tempo para a fraude.

O objetivo, segundo Delcídio, era maquiar dados que pudessem revelar esquema semelhante ao mensalão sendo operado pelo publicitário Marcos Valério na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em benefício do então governador Aécio Neves e de seu vice, Clésio de Andrade.

Ao pedir o arquivamento do inquérito, Raquel Dodge argumenta que “a autoridade policial não recolheu provas ou elementos de convicção suficientes para corroborar as declarações do colaborador e permitir a instauração da ação penal”.

“Além disso, ante o tempo decorrido desde o ano 2005, quando os fatos teriam ocorrido, a autoridade policial não vislumbra outras diligências que lhe permitam elucidar os fatos e sua autoria, além das diversas medidas já adotadas, que eram potencialmente úteis ao avanço da apuração, mas não desvendaram os fatos em sua inteireza”, acrescentou a PGR.

(Veja Online/Foto – Agência Brasil)

Supremo arquiva denúncia contra candidata a vice de Ciro Gomes

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, por maioria, arquivou denúncia contra a senadora e candidata à vice-Presidência da República, Katia Abreu, por falta de elementos concretos criminatórios declarados em colaboração premiada da operação “lava-jato”. Os ministros entenderam que as apurações se baseavam apenas em relatos de colaboradores, sem provas após 15 meses. O relator, ministro Gilmar Mendes, votou pelo imediato arquivamento da denúncia. Segundo o ministro, os depoimentos de colaboração premiada não frágeis e não oferecem suporte a investigação. A informação é do site Consultor Jurídico

“Neste tempo todo não se conseguiu reunir elementos mínimos de provas. É mais um caso de delação premiada em que não há provas concretas. Isso quase virou um balcão de negócios. Essa montanha de delatores da Odebrecht são testemunhas de “ouvi dizer”. Isso não vale nada. Temos que ter um posicionamento muito claro”, criticou.

O ministro Dias Toffoli seguiu o entendimento ao afirmar que é uma colaboração que mostra que Kátia Abreu é isenta. “Isso não podia nem ter chegado aqui. Tinha que ter arquivado”, afirmou. O presidente da Turma, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou estar espantado. “O que se espanta nesse caso, em mais de um ano, é que nunca se encontrou nada contra a senadora. Não pode esse constrangimento ilegal e psicológico”, disse.

Divergiu

O ministro Edson Fachin foi o único a divergir ao afirmar que os fatos eram verídicos. “As declarações também mostraram prova documental, dinheiro ilícito no período da campanha eleitoral”, disse.

As colaborações apontaram que, em 2014, a então senadora, por intermédio de Moises Pinto, seu marido, teria recebido dinheiro ilícito no período da campanha eleitoral para o Senado.

O representante do Ministério Público Federal, Juliano Baiocchi, pediu o não arquivamento da denúncia. Para ele, é preciso manter a unicidade da investigação desses fatos, já que as condutas dos investigados estão intrinsecamente relacionadas, a ponto de uma eventual cisão resultar, neste momento, em prejuízo para a persecução criminal.

(Foto -Divulgação)

Ciro Gomes ganha apoio de centrais sindicais

O candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, prevendo a batalha pelo voto da esquerda, acaba de conseguir o apoio de quatro das cinco maiores centrais sindicais: Força, UGT, CSB e Nova Central.

A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

As entidades fecharam documento intitulado “Trabalhadores com Ciro” e anunciaram que vão fazer um ato em São Paulo para o pedetista.

(Foto – Facebook)

Governador do Mato Grosso do Sul é alvo de operação da Polícia Federal

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O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), é alvo uma operação que a Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira. A operação acontece em Campo Grande, informa o Portal G1.

Azambuja foi alvo de mandados de busca e apreensão. A PF, que não deu maiores detalhes da ação, esteve na casa do governador e na governadoria do Estado.

Azambuja é candidato à reeleição e em pesquisa Ibope divulgada no dia 24 de agosto aparecia com 39% das intenções de voto.

(Foto – Divulgação)

Operação Lava Jato – Suplente de Álvaro Dias está na mira da PF

Joel Malucelli e o presidenciável Álvaro Dias (Podemos).

Um dos alvos da etapa da Lava-Jato deflagrada na manhã dessa terça, o empresário Joel Malucelli já contava que, mais cedo ou mais tarde, seria fisgado pela operação. É o que revela a Coluna Radar, da Veja Online.

Malucelli não apostava, porém, que haveria uma ordem de prisão contra ele, como ocorreu. Seu palpite era algo mais leve, como uma convocação para prestar esclarecimentos ou, no máximo, buscas em suas empresas.

Errou o palpite.

Passeando pela Itália neste momento, o empresário, suplente de Alvaro Dias no Senado e que apoia Ratinho Junior para o governo do estado, deverá ser detido assim que pisar no Brasil.

General Mourão quer substituir Bolsonaro em debates

O general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à Presidência, disse ontem que a campanha consultará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber da possibilidade da sua participação nos debates na TV, em substituição a Bolsonaro, que ainda se recupera da cirurgia feita em decorrência do atentado sofrido em Juiz de Fora (MG).

Mourão esteve em Brasília para uma reunião com aliados. “A gente pode solicitar se o Tribunal autoriza. Vai depender da autorização do Tribunal. Porque vamos lembrar da situação do Lula e do Haddad, apesar de serem situações distintas”, disse referindo-se à impossibilidade de Haddad, candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula, de participar dos debates e entrevistas.

Na entrevista, ainda no aeroporto, Mourão disse que manterá as atividades que estavam previstas, como encontros com empresários e produtores rurais.

No fim do dia, ele embarca para o Paraná, onde terá encontros em Cascavel e Londrina. Na semana que vem, estará no interior de São Paulo para reforçar a campanha na base do candidato tucano Geraldo Alckmin.

Mourão ressaltou que não substitui Bolsonaro em atividades de rua. “Esse negócio de eventos de rua, ser carregado pelos ombros, não pertence a mim. Eu não sou o cara de rua. O cara de rua é ele. Ele é o líder de massa”, disse, acrescentando que a equipe de campanha discute as estratégias que serão tomadas nesta reta final.

Ele afirmou “desconfiar” de pesquisas que apontaram grandes índices de rejeição a Bolsonaro. “Eu tenho desconfiança, pois todo lugar que vou converso com pessoas das mais diferentes camadas sociais e não vejo que essa rejeição seja tão grande assim. Não vou dizer que a pesquisa está errada, pois seria uma leviandade. Mas prefiro esperar um pouco mais”.

Sobre o tom da campanha, pós-atentado a Bolsonaro, ele disse que é fase de desconstruir os discursos adversários. “Temos de ter um discurso de desconstruir algumas coisas que foram colocadas, como aquela questão das mulheres e da violência. Colocaram que ele (Bolsonaro) não respeita as mulheres. É preciso desconstruir isso”, comentou.

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse ontem que a facada sofrida por Bolsonaro desmoralizou sua defesa de armar a população. “A proposta de Bolsonaro não foi desmoralizada por um discurso, mas por um ato. O ato desmoralizou. Ela não funciona. (Se) Não funcionou para ele, altamente protegido, por que vai funcionar para a dona de casa?”, disse a ex-ministra, em sabatina no jornal O Globo, no Rio.

“Graças a Deus ele não morreu, que aquela pessoa não tinha arma de fogo. Se a proposta do Bolsonaro já estivesse aprovada, arma de fogo na mão de todo mundo, o que poderia ter acontecido com ele e com as pessoas que estavam lá?”, continuou. “Foi uma demonstração concreta de que isso não funciona. Ele estava com vários policiais federais armados, PMs, tinha segurança pessoal, um contingente enorme, e isso não o protegeu de uma facada de uma pessoa que fez aquele ato inaceitável”.

(Agência Estado)

Deusmar Queirós consegue habeas corpus no TRF-5ª Região

O empresário Deusmar Queirós teve pedido de Habeas Corpus (HC) concedido na noite dessa terça-feira, 11. O desembargador Francisco Roberto Machado, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) decidiu a favor de Deusmar e de seus ex-sócios Ielton Barreto de Oliveira, Geraldo de Lima Gadelha Filho e Jerônimo Alves Bezerra. Eles respondem o processo – ainda não transitado em julgado – em liberdade, até novo julgamento no próximo dia 20.

O Ministério Público Federal irá analisar, nesta quarta, 12, quais recursos cabem no TRF-5 e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão de Roberto Machado.

Condenado – com pena de 9 anos e dois meses de prisão – desde 2010 por crimes contra o sistema financeiro, o fundador da rede de farmácias Pague Menos foi preso na noite do último sábado, 8.

Ele se apresentou na sede da Polícia Federal no Ceará, no bairro Aeroporto, em Fortaleza. De lá, havia sido transferido, ainda na madrugada de domingo, para a Unidade Prisional Irmã Imelda, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza.

Crimes

Deusmar e os sócios teriam lucrado pelo menos R$ 2,8 milhões com compras de ações sem autorização do Banco Central. Com o cálculo da inflação, o valor seria, hoje em dia, de cerca R$ 5,3 milhões.

Entre os anos de 2001 e 2006, por meio das empresas Renda Corretora de Mercadorias S/C Ltda e da Pax Corretora de Valores e Câmbio Ltda, os quatro sócios atuaram no mercado de valores imobiliários sem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo as investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal, Deusmar Queirós e os outros envolvidos praticaram “garimpagem”. Sem estarem autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os empresários compraram ações fora da bolsa de valores “de acionistas privados, e geralmente desinformados, a um preço bem menor”, se comparado ao preço do mercado legal.

As ações eram vendidas em bolsas pelo preço de mercado. “Auferindo, assim, vultuosos ganhos decorrentes de prejuízos sofridos por terceiros”, de acordo com o processo.

Trâmite

Os executivos foram condenados na primeira instância em 2010, pelo juiz Danilo Fontenele, da 11ª Vara Federal de Fortaleza, e na segunda instância em 2013, pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife.

De acordo com a condenação confirmada em última instância pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a atividade de “garimpagem, além de prejudicar o regular funcionamento do mercado, também, causa significativo prejuízo aos acionistas que lhe vendem ações com deságio. Cabendo à CVM reprimir a prática de tal atividade”.

Os quatro condenados se entregaram pouco antes do desembargador federal Alexandre Costa de Luna Freire, que estava no plantão do TRF-5, negar um pedido liminar de habeas corpus (HC) impetrado pela defesa deles.

Conforme o advogado Marcelo Leal, da defesa de Queirós, existe decisão do TRF-5 que suspende o curso da execução da pena. Isto impediria a prisão, segundo Leal. O Ministério Público Federal (MPF), contudo, não recorreu da decisão ao próprio TRF-5 e pediu diretamente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), na última terça-feira, 4, o início do cumprimento da pena.

“A solicitação foi acatada pelo ministro (Felix Fischer, ainda na terça-feira), mas sem qualquer menção à decisão do TRF, que proibia a prisão”, criticou Marcelo. Na avaliação da defesa, a decisão do TRF-5 continua em vigor, pois não foi “reformada” pelo STJ, apesar de se tratar de uma corte superior.

(O POVO Online – Repórter Thiago Paiva)

Jair Bolsonaro sobe 4 pontos e chega a 26% após atentado, diz Ibope

Saiu pesquisa do Ibope nesta terça-feira, 11, com novos números de intenção de voto na disputa pela Presidência da República. No primeiro levantamento do instituto de pesquisas depois do atentado contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na última quinta-feira, 6, o presidenciável aparece com 26% da preferência, crescimento de quatro pontos porcentuais em relação à pesquisa Ibope anterior, divulgada em 5 de setembro.

A oscilação na intenção de voto de Bolsonaro, esfaqueado em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), foi acima da margem de erro de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O porcentual atingido pelo deputado federal diz respeito à intenção de voto estimulada, ou seja, quando os nomes dos presidenciáveis são apresentados aos entrevistados.

Depois do deputado federal há um quádruplo empate técnico no segundo lugar. Ciro Gomes (PDT) aparece com 11%; Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin, com 9% cada; e Fernando Haddad (PT), com 8%. No levantamento anterior, Ciro e Marina tinham 12% cada, Alckmin os mesmos 9% e Haddad, 6%.

Fernando Haddad foi oficializado nesta terça como candidato ao Palácio do Planalto pela coligação petista, substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No novo levantamento Ibope, Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) têm 3% cada um, empatados na margem de erro com Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU), que aparecem com 1% cada. Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram. Votos em branco e nulos somam 19% e eleitores que não sabem ou não responderam, 7%.

A pesquisa Ibope ouviu 2.002 eleitores em 145 cidades entre os dias 8 e 10 de setembro. Foram realizadas 2.002 entrevistas com eleitores de 145 cidades. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR05221/2018.

Intenção de voto espontânea

Em relação ao voto espontâneo, isto é, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Jair Bolsonaro foi citado por 23% dos eleitores, seis pontos porcentuais a mais do que na última pesquisa. Barrado pelo TSE no final de agosto, Lula teve redução de sete pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, de 15% para 8%.

Em seguida, aparecem empatados na margem de erro Ciro Gomes, citado por 5%; Geraldo Alckmin, por 4%; Marina Silva, por 3%; João Amoêdo, por 2%; Alvaro Dias e Henrique Meirelles, por 1% cada. Os demais presidenciáveis não pontuaram.

Responderam que votariam em branco ou nulo 18% dos eleitores e 21% não souberam ou preferiram não responder.

Rejeição aos candidatos

Conforme o Ibope, a rejeição a Jair Bolsonaro, que era de 44% na semana passada, caiu três pontos porcentuais e chegou a 41% depois do atentado à faca sofrido por ele.

Em seguida, como mais rejeitados, aparecem Marina Silva, que passou de 26% para 24%; Fernando Haddad, que manteve 23%; Ciro Gomes, que foi de 20% para 17%; e Geraldo Alckmin, que oscilou de 22% para 19%.

Henrique Meirelles, Cabo Daciolo, José Maria Eymael, Vera Lúcia e Guilherme Boulos são rejeitados por 11%, enquanto 10% responderam que não votariam de jeito nenhum em João Amoêdo e 9%, em Alvaro Dias. João Goulart Filho é rejeitado por 8% dos eleitores.

Os que responderam que poderiam votar em todos os candidatos são 2%; os que não souberam ou preferiram não responder são 11%.

(Veja)

Supremo rejeita denúncia de crime de racismo contra Bolsonaro

Por maioria, 3 votos a 2, a denúncia contra o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pelo crime de racismo foi rejeitada, nesta terça-feira, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Com isso, o caso será arquivado, informa o Portal G1.

Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) em abril em razão de falas consideradas racistas numa palestra que fez no ano passado no Clube Hebraica do Rio de janeiro.

Na ocasião, disse que, se eleito presidente, não destinará recursos para ONGs e que não vai ter “um centímetro demarcado” para reservas indígenas ou quilombolas.

E acrescentou: “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí. […] Eu fui num quilombo, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles”.

A Primeira Turma começou a analisar o caso no último dia 28 de agosto. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista (mais tempo para análise) do presidente da Turma, ministro Alexandre de Moraes.

O relator, Marco Aurélio Mello, e o ministro Luiz Fux votaram para rejeitar a acusação e enterrar as investigações sobre Bolsonaro. Luís Roberto Barroso e Rosa Weber votaram para receber a denúncia e abrir uma ação penal.

O julgamento foi retomado nesta terça com o voto de Moraes. Ele acompanhou o relator pela rejeição da denúncia e desempatou o placar a favor do presidenciável.

Bolsonaro já é réu em duas ações penais no STF por injúria e incitação ao crime de estupro. Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados em dezembro de 2014, ele disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece” e não faz o “tipo” dele.

Embora o STF já tenha decidido que réus não podem ocupar a linha sucessória da Presidência, atualmente não há impedimento legal para concorrerem nas eleições.

Eleições 2018 – PT aprova Haddad no lugar de Lula

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José Guimarães participou do encontro prévio pró-Haddad, em Curitiba.

A Executiva Nacional do PT aprovou, na tarde desta terça-feira, 11, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) como o novo candidato do partido à Presidência da República. Haddad substitui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa.

Hoje era o último dia para a coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT, PCdoB e Pros) substituir seu candidato, depois do prazo de dez dias dado pelo TSE ao rejeitar o registro do ex-presidente. Manuela D’Ávila é a vice de Haddad na disputa.

Durante os últimos dias, o partido apresentou uma infinidade de recursos para tentar garantir o direito de Lula concorrer sub judice ou para, ao menos, estender o prazo, mas diante das negativas do Judiciário, a solução foi realizar a substituição, que será oficializada em um ato em Curitiba, na frente da Polícia Federal, onde Lula está preso desde abril.

(Veja – Foto – PT)

Produção industrial do Ceará recua 0,2% de junho para julho

A produção industrial recuou em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de junho para julho deste ano. As maiores quedas foram observadas em Goiás (2,1%), Paraná (1,3%), São Paulo (1,1%) e Minas Gerais (1%).

Também tiveram quedas acima da média nacional (0,2%), os estados do Mato Grosso (0,9%) e do Rio de Janeiro (0,3%). Outros recuos foram observados no Ceará e em Pernambuco, ambos de 0,2%.

Por outro lado, tiveram crescimento as produções do Espírito Santo (5,8%), Rio Grande do Sul (4,6%), Pará (2,7%), Amazonas (2,5%), Santa Catarina (1,9%) e Bahia (1%). A Região Nordeste que é avaliada em conjunto teve uma alta de 0,5%.

Outras comparações

Na comparação com julho de 2017, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais, com destaque para o Rio Grande do Sul (13,9%) e Pará (13,7%). Nos outros três locais, a maior queda foi registrada em Goiás (4,9%).

No acumulado do ano, houve alta em 11 dos 15 locais, sendo a maior delas no Amazonas (14,1%). Dentre os quatro locais em queda, se destacam Goiás (3,8%) e Espírito Santo (3,7%).

Já no acumulado de 12 meses, houve taxas positivas em 13 dos 15 locais, com destaque para o Amazonas (11,3%) e o Pará (10%). Dois locais tiveram recuo na produção: Espírito Santo (2,3%) e Minas Gerais (0,8%).

(Agência Brasil)

Evangelizar Fortaleza – Padre Reginaldo Manzotti fará pregação sobre o tema “As Muralhas vão Cair”

Definido o tema do XI Evangelizar Fortaleza, que terá à frente o padre Reginaldo Manzotti: “As muralhas vão cair!” O evento religioso ocorrerá no dia 20 de outubro próximo, no aterro da Praia de Iracema.

A expectativa da organização é atrair  um milhão de fieis, que ouvirão a pregação de Reginaldo Manzotti e, claro, show com músicas de seus últimos CDs.

(Foto – Mariana Parente)

O mercado está ‘animado’. E você?

Com o título “O mercado está ‘animado’. E você?” eis artigo de Márcio Pessoa, sociólogo. Ele analisa o atentado contra Jair Bolsonaro e seus efeitos no plano da economia. Confira:

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro sofreu um atentado a faca. Um ato reprovável. Quem defende a democracia deve repudiar todo e qualquer ato de violência por motivos políticos. As pessoas podem e devem ter opiniões divergentes sobre diversos assuntos. Fiquei bastante triste com o ataque e presto minha solidariedade ao candidato, apesar de não concordar com suas ideias.

Contudo, algo me chamou a atenção: o mercado ficou “animado”, após o ataque. O dólar caiu e as negociações aumentaram. Por que o mercado teve postura divergente dos brasileiros, que, assim como eu, condenaram e ficaram consternados pela situação?

Devo explicar simplificadamente o que é o mercado: é a soma de vários negociantes no Brasil e no mundo que atuam em bolsas de valores, por meio do mercado financeiro. Quando se fala em mercado, isso se traduz em: especuladores, banqueiros etc., visto que estes são os principais negociantes. E por qual motivo esses negociantes estariam animados com o atentado? A resposta para isso passa pela análise do tipo de ganho econômico que esses indivíduos podem ter com o ataque. Enquanto eu e você, caro/a leitor/a, ficamos tristes com a agressão, os agentes econômicos estão mais preocupados em como esse ataque lhes renderá ganhos ou perdas financeiras.

No caso de Bolsonaro, segundo a revista Infomoney, os negociantes entendem que o ataque ajudará o candidato de direita a crescer nas pesquisas e, provavelmente, a ganhar a eleição. Como seu programa de governo visa beneficiar as elites econômicas, deixando as políticas sociais para os pobres em último plano, o mercado se “animou” e passou a negociar pensando em futuros ganhos.

Como se pode perceber, a lógica do mercado pode ser divergente do respeito à vida e aos direitos fundamentais. Dessa forma, os valores que nos movem no dia a dia, em nossas relações com familiares, amigos ou mesmo com desconhecidos são imunes ao mercado, que vivencia a lógica fria e calculista do lucro, mesmo em momentos de desgraça.

*Márcio Pessoa

mkpceara@hotmail.com

Sociólogo.

Casa Cor 2018 – Todeschini apresentará novidades no evento

Ticiana Lopes, Beto Studart (Fiec) e Maria José Lopes.

A Todeschini, uma das maiores empresas de móveis planejados da América Latina, confirma presença na Casa Cor 2018. Promete novidades para um dos principais ambientes da casa: a cozinha principal com lounge e varanda.

Considerado o coração da casa, a cozinha apresentada durante a Casa Cor Ceará vai contar com um espaço com cerca de 144 m², assinado pela arquiteta cearense Maria José Lopes.

SERVIÇO

Casa Cor Ceará – Rua Marcos Macêdo, 222 – Bairro Aldeota.

De 13 de setembro a 21 outubro 2018 – Terça a sábado, das 17 às 22 horas /Domingos e feriados, das 16 às 21 horas.

Mais Informações – (85)3261-3533 / (85) 3261-2615.

(Foto – Balada In)

Fachin envia recurso de Lula para o plenário virtual do Supremo

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao plenário virtual da Corte um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a decisão em que ele negou a suspensão da condenação do político no caso do triplex no Guarujá (SP). O pedido foi negado por Fachin no último dia 6. Neste processo, a defesa do ex-presidente busca garantir a presença dele na disputa ao Palácio do Planalto por meio da suspensão da condenação de Lula, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal.

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza sessão extraordinária, para a retomada do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5794) que questiona o fim da contribuição sindical obrigatória. Ao ser encaminhado ao plenário virtual, o agravo da defesa contra a decisão de Fachin deve ser julgado remotamente pelos 11 ministros do STF, que têm sete dias para votar, a partir do momento em que o processo for pautado, o que ainda não ocorreu.

Esta é uma das frentes em que os advogados ainda tentam garantir o nome de Lula na urna eletrônica. Paralelamente, tramita no Supremo outra petição, na qual a defesa pede uma liminar (decisão urgente) para suspender a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou a candidatura do ex-presidente, de modo que o PT tenha ao menos até o dia 17 de setembro para substituir a cabeça de chapa. Este pedido é relatado pelo ministro Celso de Mello.

Tramita ainda no STF uma terceira apelação, também relatada por Celso de Mello, desta vez que ataca diretamente o mérito da decisão do TSE. Caberá ao ministro definir se leva ou não o caso ao plenário do Supremo.

Um quarto recurso da defesa, contra a decisão do plenário do STF que negou um habeas corpus a Lula, já se encontra no plenário virtual e deve ter o julgamento concluido no próximo dia 13.

Pedido a Fachin

No pedido que encaminharam a Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, os advogados insistiram na tese de que uma liminar proferida pelo Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) garante a Lula o direito de disputar a eleição.

Como argumento, a defesa utilizou o voto do próprio Fachin, que no TSE foi o único a votar a favor do deferimento do registro de candidatura de Lula, aceitando a argumentação dos advogados.

Ao negar o pedido no âmbito do STF, no entanto, Fachin afirmou que a decisão da ONU seria aplicável somente no contexto eleitoral, não podendo servir para afastar a condenação de Lula no âmbito criminal.

(Agência Brasil)