Blog do Eliomar

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No tempo do “Aonde o Mauro vai, o povo vai atrás…”

Com o título “História das eleições no Ceará I – Mauro: uma zebra previsível”, eis artigo do jornalista, radialista e professor Francisco Bezerra. Ele revive um momento da campanha eleitoral no Ceará, no que diz respeito ao Senado. Confira:

“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.” Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio.

“Aonde a vaca vai, o boi vai atrás…” Foi com a paródia desta música do brega Joãoda Praia que a campanha de Mauro Benevides a senador, em 1974, pelo MDB, foi entoada na serra, no sertão e no litoral do Ceará. Os tempos eram de chumbo e o MDB, na vigência do bipartidarismo, uma oposição consentida pelos militares que abrigaram seus áulicos civis na Arena. O jingle da campanha do cacique da oposição ressoava estado adentro em versos que anunciavam: “Aonde o Mauro vai, o povo vai atrás.”

O Ceará era, então, território dos coronéis de patente. César Cals ocupava a chefia do governo desde 1971. Adauto Bezerra exercia mandato de deputado estadual. E finalmente Virgílio Távora era integrante do colendo Senado da República. Os governadores da época eram biônicos, pois a ditadura além de cassar os votos dos brasileiros para presidente, também deixou o cargo executivo estadual longe das urnas a partir de 1966. Antes de César Cals já tinha sido governador indicado o advogado e servidor público Plácido Aderaldo Castelo. O padrinho político do filho de Mombaça foi o senador Paulo Sarasate, que havia morrido em 1968.

Ernesto Geisel houvera assumido a presidência da república em 15 de março de 1974, tornando-se o quarto general a ocupar o cargo desde o golpe de 1964. Mesmo estando os três coronéis abrigados na legenda da situação, havia entre eles uma guerra surda pela ocupação de espaço político no estado. Prova disso é que nas eleições parlamentares e de prefeitos, a exceção das capitais, havia as sublegendas. A Arena 1, a Arena 2 e a Arena 3. Cada uma de um coronel/político.

César Cals estava em final de mandato e quis bancar sozinho a candidatura do engenheiro civil, Edilson Távora, que vinha de quatro mandatos de deputado federal. Além de não ser candidato de consenso, Edilson, apesar do parentesco com o senador Virgílio, era desafeto deste. Dizem até que o dissentimento entre os primos era de ordem familiar. A indiferença virgilista era tão grande que o senador passou boa parte do tempo da campanha para senado fora do Ceará. O coronel Adauto também não via com bons olhos a candidatura de alguém intimamente ligado ao governador sainte.

Com efeito, Edilson Távora foi cristianizado (o termo advém de Cristiano Machado, uma outra história eleitoral a ser contada) e perdeu a eleição de 1974 para Mauro Benevides, beneficiário do apoio, por baixo dos panos, de Adauto e Virgílio. Mauro, aos 44 anos, já era considerado uma raposa política astuta, formado nas hostes do velho PSD de tantas batalhas eleitorais, quando exerceu mandatos de vereador e deputado estadual, tendo sido presidente ainda da Assembleia Legislativa. Um político passado na casca do alho, cuja característica maior era a conciliação, por isso mesmo acusado pelos adversários de ser “murista.”

A “zebra” para o Brasil e o partido dos generais, que contabilizavam vitória no Ceará, não causou espécie em terras alencarinas, onde o sucesso eleitoral do emedebista suscitou espanto apenas aos incautos da política.

Uma adenda importante: nas eleições parlamentares daquele ano, a Arena levou uma surra nas urnas de criar bicho. Das 22 cadeiras de senador em disputa no Brasil, o MDB ganhou 16 e a Arena apenas 6. O cadafalso da derrota sobrou para o senador Petrônio Portela, então presidente nacional da Arena. O político piauiense foi apontado, por muitos dentro do regime, como o grande responsável pela derrota acachapante do partido da ditadura. O troféu do revés no Ceará coube a César Cals, dos 3 coronéis o sem cintura no jogo da política, atividade humana tão bem descrita por Voltaire: “ A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano.”

Banco do Brasil reabre linha de crédito para empresas pagarem o 13º salário

“O Banco do Brasil reabriu hoje (2) linha de capital de giro para as empresas viabilizarem o pagamento do décimo terceiro salário dos empregados. A linha possibilita o financiamento de até 100% da folha de pagamento acrescidos dos encargos sociais incidentes.

O empréstimo é direcionado a empresas com faturamento bruto de até R$ 25 milhões por ano. O prazo de pagamento pode chegar a até 24 parcelas, com até 90 dias de carência para o pagamento da primeira parcela de capital. A estimativa do banco é atingir R$ 1 bilhão em desembolsos, ante os R$ 700 milhões aplicados no ano passado.

A linha de crédito apresenta como novidade o Bônus Fidelidade, benefício que possibilita a devolução mensal de até 10% do valor dos juros pagos nas parcelas do empréstimo, por meio de crédito realizado automaticamente na conta corrente do cliente, no caso de pagamento em dia do total da parcela, inclusive dos juros no período de carência.

A taxa de juros é definida de acordo com o nível de relacionamento de cada empresa com o Banco do Brasil. A mínima é a TR (taxa referencial) mais 1,85% ao mês, para as operações com vinculação de fundo garantidor, o Fundo de Garantia de Operações (FGO).”

(Agência Brasil)

Marina turbina até o mercado literário

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“Por motivos óbvios, a biografia de Marina Silva – Marina Silva, a Vida Por Uma Causa -, escrito pela jornalista Marília de Camargo César, está ganhando uma nova fornada da editora Mundo Cristão.

Lançada em 2010, já vendeu 28 000 exemplares. A expectativa da editora espera chegar aos 40 000 cópias até o final do ano. É uma biografia autorizada, na qual Marina indicou até o autor do prefácio, o cineasta Fernando Meirelles.”

(Coluna Radar, da Veja Online)

PIB do Ceará cresce 3,04% no segundo trimestre de 2014

Saiu o PIB do Ceará relativo ao segundo trimestre deste ano. A informação foi divulgada nesta manhã de quinta-feira pelo IPECE. Confira:

2º Trimestre 2014 – 2º Trimestre 2013:            Ceará  —-     3,04%           Brasil –     – 0,9%

Acumulado no ano (1º semestre):                     Ceará  —-       3,49%           Brasil –       0,5%

Acumulado nos quatro últimos trimestres: Ceará —-       3,32%           Brasil –      1,4%

2º Trimestre/2-14 – 1 trimestre/2014:              Ceará  —–           –                   Brasil –     – 0,6%

De acordo com o presidente do IPEC, Flávio Ataliba, houve boa influência nas áreas de serviços, comércio, alojamento e alimentação. Ou seja, legado da Copa.

“Diferente do Brasil, o certame foi bom, porque aqueceu esses segmentos que têm a ver com o turismo”, disse ele para o Blog.

A agropecuária, de acordo com Ataliba, também teve peso importante: 52%.

Marina cancela visita ao Ceará

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foto marina silva

A candidata a presidente da República pelo PSB, Marina Silva, cancelou visita ao Ceará, que estava programada para sábado e que constaria de um evento evangélico. Ela decidiu priorizar agenda eleitoral em Salvador, neste fim de semana, e só visitará Fortaleza dia 12. A informação é da candidata Eliane Novais, que esteve com Marina em Brasília.

Eliane adiantou para o Blog , nesta manhã de quinta-feira, que começou agora a fechar a agenda que a postulante do PSB deverá cumprir com ela quando de sua visita ao Estado.

Dilma Rousseff cumpre agenda no Ceará em clima de campanha eleitoral

foto dilma transposição são francisco

Hora de gravar a imagem da Dilma que faz pelo País.

Em sua visita ao Ceará nesta quinta-feira, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, dará entrevista coletiva às 16 horas, após visita ao Residencial Cidade Jardim,projeto do Programa Minha Casa Minha Vida, cuja primeira etapa já foi entregue  no bairro José Walter, em Fortaleza.

De acordo com o Palácio do Planalto, haverá o credenciamento de imprensa para a coletiva no Residencial Cidade Jardim,  a partir das 13 horas.

No Ceará, a presidente ainda visitará, às 14 horas, obras do Eixão das Águas, em Pacajus. Ela está aproveitando a visita para gravar para seu programa eleitoral.

Ceará perde e o que mata são os comentários do dia seguinte

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Estamos tristes com a desclassificação do nosso Ceará. Deixou a vaguinha das quartas de final da Copa do Brasil escapar em cima da hora (3X4), no começo da madrugada desta quinta-feira, na Arena Castelão, para o Botafogo. Mas o pior são os comentários pós-jogo. Alguns leitores e amigos não nos poupam. Olha só o que o leitor J. Araujo, que deve ser tricolor, nos mandou:

Caro Eliomar,

“O Grêmio foi eliminado por racismo. resta vocês torcerem agora para que o Botafogo também seja eliminado por bater no Vovô!”

Brincadeiras à parte… nojento!

Inácio Arruda: Forças reacionárias buscam Marina

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[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=cAa8Hjes_iQ&list=UU3PLF5T6g3ddE4BpeF0EhZg[/youtube]

O senador Inácio Arruda (PCdoB) conclama os aliados do Governo Dilma Rousseff a irem às ruas difundir as ações da administração federal como, por exemplo, a refinaria cearense.

Segundo o senador, a ordem é garantir a manutenção do modelo atual porque Marina Silva não representa uma nova política, a partir de pregações pró-independência do Banco Central.  Para Inácio, as forças reacionárias estão caminhando para os braços de Marina Silva.

Ciro questiona no Facebook a independência do seu ex-líder político Tasso Jereissati

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O secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes (Pros), publicou, na terça-feira, 2, em sua página no Facebook, texto em que faz referência a afirmações do candidato ao Senado e ex-aliado político Tasso Jereissati(PSDB) sobre sua independência política. Junto ao texto, há vídeo de propaganda eleitoral do adversário de Tasso, Mauro Filho (Pros).

“Independência aliado a Fernando Henrique Cardoso (ex-presidente do Brasil pelo PSDB) e Aécio (Neves, atual candidato a presidente), enquanto toda a agenda do Ceará estadeando entregue por Dilma?”, diz o texto. A referência é, dentre outras, à afirmação de Tasso, durante debate com candidatos ao Senado, na TV O POVO. Questionado pela candidata Raquel Dias (PSTU) sobre sua fortuna e se se declarava independente por ser “chefe de si mesmo”, Tasso respondeu: “Por esse patrimônio que eu me considero mais independente ainda”.

No texto na página de Ciro, estão elencadas obras como a transposição do Rio São Francisco, a transnordestina e o Eixão das Águas, como referência a ações do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Durante o debate, Tasso também fez críticas à gestão do PT que, para ele, está “levando o País à bancarrota”.

Aliança rompida

Padrinho de Ciro desde o início de sua carreira política, o então governador Tasso alçou o jovem Ferreira Gomes à presidência da Assembleia. Dois anos depois, em 1988, trabalhou ativamente para eleger Ciro prefeito de Fortaleza e, em 1990, governador do Ceará. A dobradinha de apoio se repetiu em 1994, quando o Tasso foi eleito para o segundo mandato com apoio de Ciro.

Em 2002, Tasso chegou a ir contra o próprio partido para apoiar Ciro (no PPS) à Presidência da República. Em 2006, repetiu a postura e apoiou Cid Gomes (no PSB) ao governo do Ceará, contra o seu correligionário Lúcio Alcântara.

A aliança cedeu quando Tasso acabou isolado na disputa pelo Senado em 2010. Na época, o ex-governador rompeu com Cid e Ciro Gomes, após eles cederem a pressões do PT Nacional e apoiarem José Pimentel ao cargo. Apesar do rompimento, Tasso e Ciro têm mantido postura de não trocarem críticas publicamente.

Nas eleições de 2014, Tasso disputa novamente o Senado contra o deputado estadual Mauro Filho (Pros) apoiado por Ciro e Cid. A pesquisa O POVO/Datafolha, publicada nesta quarta-feira, mostra queTasso lidera a corrida ao Senado com 54% das intenções de voto, contra 20% de Mauro.

(POVO Online)

Saída de dólares do País supera entrada pelo segundo mês consecutivo

“As saídas de dólares do país superaram as entradas em US$ 3,056 bilhões, em agosto, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (3). Esse foi o segundo mês com déficit no fluxo cambial. Em julho o saldo negativo ficou em US$ 1,791 bilhão. Neste ano, também foi registrado déficit em fevereiro (US$ 1,856 bilhão) e em maio (US$ 813 milhões). De janeiro a agosto, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 700 milhões, contra o saldo positivo de US$ 2,238 bilhões em igual período de 2013.

No mês passado, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) ficou negativo em US$ 1,016 bilhão, enquanto o segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) registrou déficit de US$ 2,040 bilhões.

Nos oito meses do ano, o fluxo financeiro registrou saldo negativo de US$ 3,167 bilhões e o comercial, positivo de US$ 2,467 bilhões.”

(Agência Brasil)

Documentário “Pessoal do Ceará” em debate no Dragão

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Com o objetivo de discutir a produção fonográfica no Ceará, o Laboratório de Produção -Curso Técnico em Produção de Eventos Culturais promoverá nesta quinta-feira, a partir das 19 horas, no Centro Dragão do Mar, a mesa-redonda “A Cena Musical no Ceará”. O encontro reunirá profissionais de destaque no cenário cultural, que têm, em comum, pesquisas em torno da música produzida no Ceará.

Na ocasião, o cineasta cearense, roteirista e diretor de cinema Nirton Venâncio falará sobre seu primeiro longa-metragem “Pessoal do Ceará – Lado A Lado B”, documentário que aborda a música cearense dos anos de 1960 até as novas gerações de cantores, compositores e bandas. “Foram cinco anos de pesquisa, além da vida inteira ouvindo discos da música cearense, assistindo shows e em contatos com muitos cantores da história da música cearense contemporânea. O filme está com 40% de imagens captadas de entrevistas, até agora com recursos próprios, através das produtoras de Fortaleza Clan de Cinema e AArte Cinema. A previsão de finalização é começo de 2015”, destaca Nirton Venâncio.

Quem também vai participar do encontro é o mestrando em Políticas Públicas e Sociedade, Rubens Garcia, que, na oportunidade, analisará o contexto musical da cena cultural do blues na cidade de Fortaleza, destacando a compreensão de que os fenômenos musicais estão relacionados à construção de práticas, significações e representações sociais no contexto urbano.

SERVIÇO

As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas através do e-mail contato@laboratoriodeproducao.com, enviando nome completo e mensagem “Inscrição A Cena Musical no Ceará”.

Cantor Beto Barbosa volta às paradas da Globo

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O cantor Beto Barbosa está de volta e com toda carga na Globo. Neste domingo, ele é atração no programa Esquenta, de Regina Cazé. Tem mais: Beto Barbosa, o Rei da Lambada, vai ter participação no quadro Dança dos famosos, do Domingão do Faustão.

Nesta quarta-feira, Beto Barbosa conversou com o Blog sobre tantas novidades em sua carreira.

Marina Silva e a incoerência da Nova Política

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Com o título “Marina e a cédula de R$ 3,00”, o economista José Nilton Mariano Saraiva analisa a candidata a presidente da República pelo PSB, Marina Silva, e, principalmente, sua postura nos debates e entrevistas. Confira:

O eufemismo “falha processual na editoração” serviu de mote para que a candidata Marina Silva tentasse justificar modificações apressadas no seu programa de governo, recém-saído do forno. Só que, sabe-se agora, a “verdade verdadeira” é que tal decisão foi resultado do “puxão de orelhas” que um dos seus influentes apoiadores, o pastor Silas Malafaia, lhe aplicou, ao exigir, com prazo definido, que se retratasse publicamente no tocante à questão da comunidade LGBTs, modificando o que fora divulgado: “Aguardo até segunda-feira uma posição de Marina. Se isso não acontecer, na terça será a mais dura fala que já dei até hoje sobre um presidenciável.” (Coluna Elio Gaspari – O Velho na novidade de Marina). E assim, às pressas, e sem se importar com a (falta de) coerência, tudo foi refeito “vapt-vupt”, de sexta-feira para o sábado, de modo a que os ânimos serenassem.

A reflexão é só para demonstrar que inexistem “coerência” e “firmeza” na tal “nova” política da candidata Marina Silva, porquanto os métodos não diferem um milímetro dos aplicados na “velha” e tradicional política do “é dando que se recebe”. Afinal, a simples perspectiva de perder os votos das lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais (LGBTs), foi determinante para que logo logo à tona emergisse a “velha” política da conveniência e da oportunidade. Afinal, que “nova” política é essa que obriga a candidata a tentar, sem sucesso, equilibrar-se no fio de navalha, com receio de desagradar alguns (poucos) prováveis eleitores? E se alguém imagina que se trata de uma questão menor e sem importância, é bom que tire o cavalo da chuva, porque se houve tal “abertura” numa questão pontual, uma pergunta básica se impõe: como Marina Silva negociará com o “banco de reserva” do Congresso, quando as grandes questões da República forem postas, porquanto já disse e repetiu “ad nauseam” que não aceitará conversar com os adeptos da “velha” política?

Já na questão tida como a mais relevante – a economia, não é preciso se ser nenhum “expert” para constatar que uma possível vitória da ex-verde Marina Silva significará um imediato retorno ao modelo econômico vigente à época do governo FHC, com tudo de deletério que representou aquele sombrio período (os juros chegaram a 45%, lembram). É que o seu principal ideólogo-formulador é o economista Eduardo Giannetti, ligado historicamente ao PSDB, que tem repetido para quem quiser ouvir que o projeto econômico de Marina é basicamente o mesmo que o projeto de Aécio Neves. Lá, dito está, com todas as letras, que haverá um radical corte de gastos na área social, que a política do salário mínimo não mais contemplará ganhos reais, que a exploração do pré-sal não terá a relevância que tem hoje, que a redução do papel do Estado na economia será implementada de pronto (e aí, como conseqüência, medidas recessivas, desemprego e recessão) e por aí vai.

Alfim, o que se pode aferir do exposto no programa da candidata Marina Silva, é que a “nova” política anunciada por ela é tão verdadeira quanto uma nota de três reais (R$ 3,00). Valerá a pena pagar pra ver? Não se trata de um risco tão desnecessário quanto inoportuno ?

Post Scriptum:

A propósito: merece um prêmio aquele que tenha ouvido da candidata Marina Silva “respostas objetivas” sobre o que lhe é perguntado nos debates ou entrevistas nos telejornais. É um “enchimento de linguiça” sem fim.

* José Nilton Mariano Saraiva,

Aposentado do BNB – Economista UFC. 

Edson Silva: Rejeição é contra o PT e não contra Dilma

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A candidata à presidência da República pelo PSB, Marina Silva, não assusta apoiadores da reeleição da presidente Dilma Rousseff .

É o que deixa claro o deputado federal Edson Silva (Pros), observando que Dilma tem muito o que mostrar e que a rejeição que se verifica não é contra a presidente, mas contra o PT.

Magistrados apoiam revisão da Lei da Anistia

“A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifestou apoio à revisão da Lei da Anistia, proposta pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O presidente da AMB, João Ricardo Costa, afirmou que uma lei que exclua a responsabilidade dos agentes que praticaram crimes contra a humanidade no período da ditadura militar é, no mínimo, equivocada.

“Ainda sofremos as consequências do que realmente ocorreu naquela época. Acreditamos que o Judiciário tem um papel importante a cumprir. E no momento em que a Lei da Anistia for revista, os expedientes que rompem com o Estado Democrático de Direito não serão admitidos e o Direito não deixará que os crimes praticados à sociedade brasileira sejam esquecidos”, declarou João Ricardo (foto).

O parecer defendendo a revisão da aplicação da Lei da Anistia foi entregue no dia 28 de agosto, data em que a lei completou 35 anos, em ação na qual o Psol pede o cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos em decorrência de crimes cometidos na ditadura.

Rodrigo Janot, procurador-geral da República [Elza Fiúza/ABR]Janot (foto) recomenda que a Justiça suspenda os efeitos da Lei da Anistia nos casos em que “ensejem extinção de punibilidade de crimes de lesa-humanidade ou a ele conexos cometidos por agentes públicos ou civis ou militares, no exercício da função ou fora dela”.

Para o procurador-geral, crimes graves cometidos por agentes do Estado, civis ou militares, durante o regime militar são imprescritíveis e insuscetíveis de anistia. Segundo ele, delitos cometidos por agentes estatais com grave violação a direitos fundamentais constituem crimes contra a humanidade.

Janot argumenta ainda que, quando vítimas de sequestros ainda não foram localizadas, o crimes tem natureza permanente. “Essa condição afasta a incidência das regras penais de prescrição e da Lei da Anistia, cujo âmbito temporal de validade compreendia apenas o período entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979″.”

(Consultor Jurídico)

Inácio trabalha aprovação do Bolsa-Formação para agentes de trânsito

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O senador Inácio Arruda (PCdoB) trabalhou pela aprovação do Projeto de Lei da Câmara nº 92, de 2013, que inclui os agentes de trânsito entre os beneficiários do projeto Bolsa-Formação. Essa bolsa se destina à qualificação profissional de policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e carcerários e peritos.

“Essa é uma medida mais do que justa, pois se trata de matéria relativa à segurança pública”, destacou o senador, observando que, durante seus trabalhos de fiscalização, os agentes de trânsito se deparam com sequestros relâmpagos, portes ilegais de armas, veículos roubados e outras ações criminosas, e devem estar preparados para enfrentar todo tipo de situação.

A matéria agora vai à sanção presidencial.

Graça Foster: Produção de petróleo bate recorde em agosto

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“A presidenta da Petrobras, Graça Foster, antecipou hoje (3) que a produção de petróleo da estatal baterá novo recorde com a divulgação dos números de agosto, que ficaram em torno de 2,1 milhões de barris por dia. A executiva evitou falar em números mais precisos, antes da divulgação do balanço, mas destacou que o crescimento de julho já havia sido um recorde e que agosto soma uma sequência de sete meses seguidos de crescimento.

“Estamos muito entusiasmados com o presente e completamente crédulos com o futuro próximo”, disse Graça, que afirmou “não abrir mão” da meta de crescer 7,5% ao ano. Até julho, a produção da Petrobras tinha aumentado 1,5% na comparação com o mesmo período de 2013.

A presidenta da estatal anunciou também que o pré-sal deve ter recorde de produção em agosto e que a Petrobras operadora superou os 2,2 milhões de barris de petróleo no mês passado.

Para Graça Foster, o mês de agosto deve superar julho também nos números nacionais. Ontem (2), a Agência Nacional do Petrólelo, Gás Natural e Biocombustíveis anunciou que a produção de petróleo e gás bateu recorde no país, com 2,82 milhões de barris de óleo equivalente. “Agosto certamente está muito melhor”, projetou ela.”

(Agência Brasil)

Aumento dos pedidos de falência perde força em agosto

“Os pedidos de falência cresceram 5,7%, em agosto sobre junho, com um total de 149 ações ante 141 no mês anterior, segundo o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Comparado ao mesmo mês de 2013, o movimento ficou estável: em agosto do ano passado, foi registrado o mesmo número de solicitações.

O levantamento da Serasa Experian mostra que apesar do aumento nos pedidos de falência, a taxa de crescimento foi menos intensa do que no mês anterior, quando os pedidos de falências haviam subido 23,7% sobre junho e 3,7% no comparativo anual. Em agosto, 82 dos 149 pedidos referem-se à micro e pequenas empresas, 36 de médio porte e 31 de grandes companhias.

Os economistas responsáveis pela pesquisa atribuem esse quadro ao “processo recessivo que se instalou na economia brasileira”, o que, segundo eles, dificulta a geração de caixa das empresas e, consequentemente, de capacidade para o pagamento das dívidas. Outro fator apontado por esses economistas é o custo elevado do crédito.

Também em agosto, as recuperações judiciais requeridas aumentaram 4,8% sobre julho, com 65 processos ante 62 em julho. Nesse caso, a alta ganhou intensidade em relação ao mês passado, quando o movimento estava em queda de 10,1%. Do total, 38 são de micro e pequenas empresas; 16 de médio porte e 11 de grandes empresas.”

(Agência Brasil)

Uma análise pessimista do cenário econômico brasileiro

Com o título “O Brasil para, o mundo observa”, eis artigo do professor José  Flávio Sombra Saraiva, da UnB. Ele aborda o quadro econômico de letargia do País. Confira:

O queridinho do capital global vem perdendo força. O Brasil vem recebendo menos investimentos, advindos dos capitais que chegam de fora ou daqueles que são criados pelo próprio Estado nacional. Campeão por vários anos de receptor de IEDs – Investimentos Externos Diretos – o Brasil definha na obra de equilibrar as próprias contas públicas. O pífio crescimento de riqueza nos últimos quatro anos impede a inserção altruísta das relações internacionais do Brasil.

Aquilo que era uma impressão técnica, de especialistas, ou de setores da oposição ao governo Dilma, disseminou-se hoje como a imagem do nosso país no mundo. O Brasil está parando, devagarzinho, mas a cada dia. Há preocupações com o Brasil diante da incompetência gerencial e a desqualificação técnica das decisões. O fracasso da gestão nacional empurrou a riqueza, gerada pelos que trabalham, para o sumidouro de políticas públicas equivocadas.

O mundo já olha o Brasil bem diferente dos 5 anos atrás. Pesquisas recentes, realizados em institutos voltados para os temas dos países do sul global, indicam outros países que passaram o Brasil em competitividade tecnológica e em criação de produtos diferenciados e de valor agregado elevado. Salva-nos a lavoura, como no século XIX.

Faz pena ver a Esplanada dos Ministérios, aqui em Brasília. A ordem vem de cima. Finalmente estão cortando tudo, menos o cafezinho. Mas já é tarde. O peso de sustentação de quase 70 milhões de brasileiros que não trabalham, mas vivem das bolsas sociais, começa a corroer os investimentos em segurança, educação, saúde e qualidade dos serviços.

O Brasil está perdendo parte do que conquistou nas últimas décadas na cena global. Sua projeção internacional declinou de um país emergente para um país normal, reduzindo sua importância no xadrez dos tabuleiros do mundo. Lamentável não se ouvir dos presidenciáveis suas propostas para uma reinserção no sistema mundial. Lamentável que um imenso país pacífico e com permissibilidade global, forjado por tantos brasileiros, tenha voltado às dependências de um país primário.

Desconfortável é a situação da industrialização cadente. Lamentável a baixa integração competitiva nos mercados globais. O Brasil já prejudica o seu próprio meio próximo, colaborando para o definhamento do PIB dos países da América do Sul uma vez que caminha até para recessão técnica. A própria integração regional está parada, mas cheias de palavras de ordem.

A retração do Brasil no quadro global de hoje certamente chamará a atenção do historiador do futuro. Em suas lembranças e especulações, lembrará que um imenso país teve algumas oportunidades de avançar um projeto de inserção internacional ativo aos desafios de seu tempo. Mas foi preguiçoso e incapaz de desenhar uma participação criativa diante dos novos dilemas globais.

José Flávio Sombra Saraiva

jfsombrasaraiva@gmail.com

PhD pela Universidade de Birmingham, Inglaterra, e professor titular da UnB.