Blog do Eliomar

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Manifestantes debatem futuro das mobilizações neste domingo

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A onda de protestos que tomou o país nas últimas semanas continua neste domingo (23), e agora muitos manifestantes se mobilizam para discutir propostas e garantir a eficácia do movimento. Em Fortaleza, onde haverá jogo da Copa das Confederações entre as seleções da Nigéria e da Espanha, um grupo está reunido desde a manhã na 1ª Assembleia Geral de Movimentos de Protesto.

De acordo com informações postadas na página da assembleia em uma rede social, o evento foi convocado para debater questões de representatividade e as causas que serão defendidas a partir de agora. Após os debates, o grupo também convoca para novo protesto rumo à Arena Castelão, onde haverá jogo a partir das 16h.

“É muito confuso, tem muita gente diferente, pouca gente que tem experiência com movimentos organizados. Mas acredito que só o debate em si já é um ponto muito positivo”, avalia Rodrigo Santaella, uma das lideranças do movimento que, segundo ele, reuniu 1,5 mil pessoas nesta manhã. Ele informa que não havia policiais reprimindo os debates de hoje, e que um novo protesto está sendo organizado para a próxima quinta-feira (27), quando haverá novo jogo do Brasil, para discutir temas como saúde e moradia.

De acordo com o porta-voz da Comunicação da Polícia Militar do Ceará, tenente-coronel Fernando Albano, a corporação ainda não foi informada de protestos nas proximidades do estádio nesta tarde. “Mas o policiamento é mantido do mesmo jeito para todos os jogos, da mesma forma que houve para o jogo do Brasil”.

Segundo o oficial, a PM manterá 2,2 mil homens nas ruas – somado todo o efetivo de segurança, são 6,1 mil – que realizarão cordão de isolamento entre dois e três quilômetros do estádio. “Haverá todo o planejamento, tem tropa de choque, policiamento ostensivo e turístico para o estádio”. Ele informa que os policiais estão preparados para agir com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, além de balas de borracha, caso haja depredações e os protestos se tornem violentos. “O comandante vai avaliar a situação e decidir na hora”, resume.

(Agência Brasil)

Índios mundurukus sequestram biólogos da Eletrobras

Índios mundurukus sequestraram e mantêm como reféns, em Jacareacanga, no Pará, três biólogos que prestavam serviços à Eletrobras no estado. Os funcionários estavam na região do Tapajós fazendo estudos de fauna e flora para o licenciamento socioambiental de um possível aproveitamento a ser feito na região de Jatobá para o Complexo Hidrelétrico de Tapajós.

A estatal informou que nenhum dos locais visitados pelos pesquisadores é terra indígena. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, sete técnicos foram enviados nesse sábado (22) a Itaituba, cidade a cerca de 150 quilômetros de Jacareacanga, para negociar com as lideranças indígenas. Entre as demandas apresentadas está a interrupção dos estudos do empreendimento, até que seja feita consulta à comunidade.

Em nota, a Eletrobras informa que foram roubados câmeras fotográficas e computadores com os registros da expedição e também o material coletado pela equipe, comprometendo a qualidade dos estudos realizados e impedindo sua continuação.

(Agência Brasil)

Mídia internacional destaca protestos no Brasil e pronunciamento da presidenta Dilma

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O pronunciamento feito na noite de ontem pela presidenta Dilma Rousseff e as manifestações nas ruas do Brasil foram citados neste sábado (22), com destaque, por alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. Entre eles, os britânicos BBC e The Guardian; os norte-americanos New York Times e Washington Post; e o jornal espanhol El País.

De acordo com a BBC, é cedo para avaliar os impactos da recente onda de protestos na economia brasileira e nos investimentos no país. Analistas ouvidos pela mídia pública inglesa apresentam posições diferentes sobre o fenômeno que ocorre no Brasil. Um grupo considera haver risco de os eventos gerarem incertezas e prejudicarem os investimentos estrangeiros no país. Outro grupo acredita que a presidenta Dilma não corre risco político nem econômico sério, e que poucos deverão ser os efeitos nos negócios.

O The Guardian informa que a presidenta Dilma ouviu o chamado da população por mudanças e, em cadeia nacional, anunciou planos para as áreas de transporte, educação e saúde.

A tomada das ruas por manifestantes contrários a líderes políticos de todos os partidos, corrupção e a baixa qualidade dos serviços públicos foram citadas pelo jornal The New York Times. De acordo com a matéria, a presidenta brasileira apresentou “medidas para resolver algumas das queixas” apresentadas pelos manifestantes.

O jornal norte-americano chama a atenção para algo que, há pouco tempo, era impensável para o país: boicotar a Copa do Mundo. “Em um sinal do quanto o país está virado de cabeça para baixo, até mesmo alguns dos heróis do futebol reverenciados do país tornaram-se alvos de raiva, por terem se distanciado da revolta popular”, diz a matéria ao se referir a Pelé e Ronaldo Fenômeno.

Outro jornal dos Estados Unidos, o Washington Post, publicou em seu site alguns vídeos apresentando depoimentos de pessoas contrárias à realização da Copa no Brasil. O jornal diz que Dilma rompeu o silêncio, após mais de uma semana de protestos, com uma mensagem pré-gravada.

O periódico espanhol El País informa que Dilma Rousseff usou cadeia nacional de rádio e televisão para prometer “uma grande quantidade de serviços públicos”, em especial nas áreas de mobilidade, saúde e educação, e que convocará governadores e prefeitos das principais cidades para tratar das melhorias. A matéria diz que ela pretende destinar todo o dinheiro o pré-sal para a educação, e que deseja dialogar com líderes de movimentos pacíficos, representantes de organizações de juventude dos sindicatos e associações populares.

(Agência Brasil)

Manifestantes se reúnem em frente ao apartamento do governador do Rio

Um grupo de 40 manifestantes está concentrado na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Espíndola, no Leblon, zona sul da cidade, próximo ao apartamento do governador do Rio, Sérgio Cabral.

Um dos organizadores da manifestação, o estudante de Direito da PUC do Rio, João Pedro Menezes, disse que a intenção é permanecer no local até segunda feira (24). “O povo acordou e esta é a hora de dizer que a gente não concorda com esta política que está aí” disse.

Na passagem dos carros, os manifestantes pedem para os motoristas buzinarem, expressando apoio ao protesto. A resposta vem de imediato, com um buzinaço seguido de aplauso dos manifestantes.

Por causa da manifestação, parte de uma das pistas da Delfim Moreira, em direção a São Conrado, está fechada ao trânsito. O coronel PM Luiz Otávio está à frente do esquema montado para garantir a integridade dos manifestantes e o fechamento da rua Aristides Espíndola, onde mora o governador.

A maranhense Rosineide da Silva é guardadora de veículos no estacionamento do canteiro central da Delfim Moreira. “Até agora o estacionamento não deu movimento algum. Sou a favor [da manifestação] e aceito voltar para casa sem um centavo. É a minha participação. Se continuar pacificamente, vai valer a pena”, disse.

Rosineide contou que mora no Jardim Maravilha, em Campo Grande, zona oeste da cidade, e costuma sair cedo de casa para trabalhar. “Lá onde eu moro está faltando muita coisa. Não tem saneamento básico. Eu saio às seis da manhã com os pés na lama. A escola da minha filha não tem uma boa educação, contou Rosineide, que neste sábado levou a filha Larissa, de 13 anos, para ficar com ela no trabalho.

(Agência Brasil)

Dinheiro de estádios não compromete Orçamento para educação e saúde, diz Dilma

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O dinheiro gasto nos estádios para a Copa do Mundo não compromete os recursos para a saúde e a educação, disse há pouco a presidenta Dilma Rousseff. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, ela explicou que as arenas são construídas com recursos de financiamentos de bancos oficiais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a empresas e a governos.

“Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas, é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e pelos governos que estão explorando esses estádios”, ressaltou a presidenta. “Jamais permitiria que esses recursos saíssem do Orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação”.

A presidenta pediu ainda que os brasileiros recebam bem os estrangeiros que virão ao Brasil para o torneio. “Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria. É assim que devemos tratar os nossos hóspedes”, declarou.

A presidenta destacou que o esporte deve servir para estimular a paz, não conflitos. “O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacífica entre os povos. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa”, concluiu.

(Agência Brasil)

Psicólogos e movimentos sociais protestam contra projeto da “cura gay”

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Mais de mil pessoas se concentraram na Praça Roosevelt, centro paulistano, nessa sexta-feira (21), para protestar contra o projeto da “cura gay” que tramita na Câmara dos Deputados. A proposta revoga dos trechos da Resolução nº 1/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe os profissionais da área de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de atribuir caráter patológico (de doença) à homossexualidade.

O projeto, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) na última terça-feira (18). O texto, no entanto, ainda precisa ser votado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir para o plenário da Casa.

Após a concentração com discursos e música, os manifestantes subiram a Rua da Consolação até a Avenida Paulista. O protesto foi organizado pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo com apoio de movimentos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

“É inadmissível essa proposta de ‘cura gay’. Nós não aceitamos a homossexualidade como doença”, disse a presidenta do conselho, Maria de Fátima Nassif. “O psicólogo pode, se for procurado, tratar um homossexual tranquilamente, mas, para ajudá-lo com o sofrimento que ele possa ter advindo da sua condição ou não. Sofrimento por homofobia, por opressão ou outros da natureza humana”, acrescentou ao enfatizar que considera o projeto uma ingerência no exercício da psicologia.

A estudante de serviço social, Rita de Cássia, disse que se sente discriminada pela proposta. “Se a gente é igual perante as leis, porque não os nossos direitos?”, questionou. Enquanto o estudante de direito, Jonas Del Nobile, acredita que falta sensibilidade dos legisladores para ouvir a sociedade. “É muita arrogância, muita prepotência, muita falta de consideração que essas coisas aconteçam sem que você consulte as pessoas se isso realmente interessa para a população”, criticou.

Para a veterinária Carolina Parsekian as discussões sobre o projeto ajudaram a trazer à tona o preconceito velado contra os homossexuais. “Eu sempre fui simpatizante com o movimento gay, tenho vários amigos gays. Eu acho que o Brasil tem um preconceito velado”.

(Agência Brasil)

CAE vota na terça projeto que permite redução das tarifas de transporte público

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve votar, na terça-feira (25), o projeto de lei que institui o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup). A proposta (PLC 310/2009) tem como meta diminuir os preços das tarifas cobradas dos usuários por meio da redução da carga tributária incidente sobre esses serviços.

O projeto, já aprovado em duas comissões do Senado, entrou na pauta da CAE na última terça (18), após manifestações contra o aumento no preço das passagens de ônibus em diversas cidades do país. Segundo o presidente da CAE e relator da proposta, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o Reitup pode garantir redução de até 15% nas tarifas de transporte público.

A ideia contida no projeto é reduzir a zero, entre outras, as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre o faturamento dos serviços e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Combustíveis) na aquisição de óleo diesel.

(Agência Senado)

ProUni tem 163,6 mil inscrições no primeiro dia

No primeiro dia de inscrições, o Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou 163,6 mil inscrições de 55,9 mil candidatos a bolsa – cada estudante pode fazer até duas opções de curso. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e refere-se às inscrições até as 18h30min dessa sexta-feira (21). As inscrições podem ser feitas no site do ProUni até a próxima terça-feira (25).

O programa concede bolsas de estudo em instituições particulares de educação superior. Para o segundo semestre deste ano, serão ofertadas 90.010 bolsas. Do total, 55.658 serão bolsas integrais e 34.352 parciais, de 50% do valor das mensalidades das instituições particulares.

As bolsas integrais do ProUni são para estudantes com renda bruta familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são para candidatos com renda bruta familiar de até três salários mínimos por pessoa.

Pode se inscrever no ProUni o estudante brasileiro que não tenha diploma de curso superior. É preciso ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter zerado a redação e deve ter cursado todo o ensino médio na rede pública ou ter tido bolsa integral em escola particular.

(Agência Brasil)

Em pronunciamento, Dilma diz ter a obrigação de ouvir a voz das ruas

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A presidenta Dilma Rousseff fez na noite desta sexta-feira (21) um pronunciamento à nação em cadeia nacional de rádio e TV para falar sobre as manifestações e protestos que ocorrem pelo país. Na mensagem, Dilma reconheceu a legitimidade dos protestos, criticou a violência e o vandalismo de alguns e disse que o governo vai tomar medidas para levar reivindicações adiante.

Confira na íntegra o pronunciamento:

“Minhas amigas e meus amigos, todos nós, brasileiras e brasileiros, estamos acompanhando, com muita atenção, as manifestações que ocorrem no país. Elas mostram a força de nossa democracia e o desejo da juventude de fazer o Brasil avançar.

Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas. Mas se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita a coisa a perder.

Como presidenta, eu tenho a obrigação tanto de ouvir a voz das ruas, como dialogar com todos os segmentos, mas tudo dentro dos primados da lei e da ordem, indispensáveis para a democracia. O Brasil lutou muito para se tornar um país democrático. E também está lutando muito para se tornar um país mais justo.

Não foi fácil chegar onde chegamos, como também não é fácil chegar onde desejam muitos dos que foram às ruas. Só tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia – o poder cidadão e os poderes da república.

Os manifestantes têm o direito e  a liberdade de questionar e criticar tudo. De propor e exigir mudanças. De lutar por mais qualidade de vida. De defender com paixão suas idéias e propostas. Mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira.

O governo e sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos.

Essa violência, promovida por uma pequena minoria, não pode manchar um movimento pacífico e democrático. Não podemos conviver com essa violência  que envergonha o Brasil.Todas as instituições e os órgãos da Segurança Pública devem coibir, dentro dos limites da lei, toda forma de violência e vandalismo. Com equilíbrio e serenidade, porém, com firmeza, vamos continuar garantindo o direito e a liberdade de todos. Asseguro a vocês: vamos manter a ordem.

Brasileiras e brasileiros, as manifestações dessa semana trouxeram importantes lições: as tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para produzir mais mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira.

A minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse ouvida. Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso. A voz das ruas precisa ser ouvida e respeitada. E ela não pode ser confundida com o barulho e a truculência de alguns arruaceiros. Sou a presidenta de todos os brasileiros. Dos que se manifestam e dos que não se manifestam. A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática. Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Todos me conhecem. Disso eu não abro mão.

Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade. Ela quer escolas de qualidade; ela quer atendimento de saúde de qualidade; ela quer um transporte público melhor e a preço justo; ela quer mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar.

Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos. O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que priviligie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de 100% do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS.

Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente.

Brasileiras e brasileiros, precisamos oxigenar o nosso velho sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e acima de tudo mais permeáveis à influência da sociedade. É a cidadania, e não o poder econômico,  quem deve ser ouvido em primeiro lugar.

Quero contribuir para a construção de uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular. É um equívoco achar que qualquer país possa prescindir de partidos e, sobretudo, do voto popular, base de qualquer processo democrático.

Temos de fazer um esforço para que o cidadão tenha mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus representantes. Precisamos muito, mas muito mesmo, de formas mais eficazes de combate à corrupção. A Lei de Acesso à Informação, sancionada no meu governo, deve ser ampliada para todos poderes da república e instâncias federativas. Ela é um poderoso instrumento do cidadão para fiscalizar o uso correto do dinheiro público. A melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor.

Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas, é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e governos que estão explorando estes estádios. Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação.

Na realidade, nós ampliamos bastante os gastos com saúde e educação. E vamos ampliar cada vez mais. Confio que o Congresso nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a Educação.

Não posso deixar de mencionar um tema muito importante, que tem a ver com a nossa alma e o nosso jeito de ser. O Brasil, único país que participou de todas as Copas, cinco vezes campeão mundial, sempre foi muito bem recebido em toda parte.

Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria. É assim que devemos tratar os nossos hóspedes. O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacifica entre os povos. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa.

Minhas amigas e meus amigos, eu quero repetir que o meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudança. Eu quero dizer a vocês que foram, pacificamente, às ruas: Eu estou ouvindo vocês. E não vou transigir com a violência e a arruaça. Será sempre em paz, com liberdade e democracia que vamos continuar construindo juntos este nosso grande país”.

(Agência Brasil)

CNN exibirá neste sábado reportagens especiais sobre manifestações no Brasil

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A CNN International vai exibir, neste sábado, uma reportagem especial sobre as manifestações que se espalham pelo Brasil há duas semanas. Para descobrir o que tem alimentado o descontentamento da população, os correspondentes Shasta Darlington, em São Paulo, e Matthew Chance, no Rio de Janeiro, consultaram desde moradores de favelas até pessoas de classes mais altas da sociedade. Em pauta, a pergunta: afinal, por que eles estão protestando? O resultado dessa investigação vai ao ar ao longo da programação.

Desde a primeira reação popular, a CNN International acompanha de perto todos os acontecimentos no país.

O portfólio de notícias e serviços de informações da CNN está disponível em cinco idiomas diferentes através de todas as principais plataformas de TV, internet e mobile alcançando mais de 375 milhões de domicílios ao redor do mundo.

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(Foto – Fábio Lima/O POVO)

Pesquisadores – Protestos são importantes, mas não se sabe em que vão resultar

“Pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, reunidos hoje (21), na Universidade de São Paulo (USP), destacaram a importância das manifestações que ocorrem em todo o país para demonstrar o anseio de participação política da sociedade brasileira. Eles disseram, porém, que não sabem ao certo em que esse movimento pode resultar. “Essas pessoas estão insatisfeitas pela forma como são representadas”, afirmou o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor de ética e filosofia política da USP, ao participar do debate O que está acontecendo?. Para ele, de alguma forma, o movimento é contra as instituições. “De tempos em tempos, a política precisa ser irrigada por uma injeção forte de vida, mesmo que essa vida não saiba como se expressa, mas para mostrar que política é um meio, e não um fim. Quando se fala em necessidade de participação política, não é aquela feita em moldes tradicionais”, explicou.

O cientista político José Álvaro Moisés, responsável pelo Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, apontou como pano de fundo das mobilizações “um profundo mal-estar com a democracia existente no Brasil”. Segundo Moisés, isso não nega a existência de um regime democrático, mas faz referência à qualidade da democracia brasileira. “Tivemos avanços extraordinários em termos de reconhecimento de direitos nas últimas décadas, mas, visivelmente, tem áreas em que ela [democracia] funciona mal, e provavelmente o maior déficit é o da representação.”

O historiador em literatura brasileira Alfredo Bosi, professor aposentado da USP, também destacou a necessidade de repensar o modelo de participação política no país. Para ele, as manifestações expõe um problema vital, que é “como tornar viável uma democracia participativa, que me parece o ideal, e pela qual os grande problemas da cidade possam ser tratados com alguma racionalidade.” declarou.

Já o sociólogo Bernardo Sorj, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembrou que houve nos últimos anos uma neutralização da participação política no país, sobretudo pela chegada ao poder do PT, que exercia um forte papel de mobilização. “Houve castração da vida política no Brasil pela capacidade de cooptar boa parte dos movimentos sociais, dos sindicatos, dos grêmios universitários, da sociedade civil. Portanto, nos surpreendemos porque nos acostumamos a uma postura apolítica”, disse ele.

O papel das mobilizações como instrumento de rompimento do “tédio” foi apontado pela psicóloga Sylvia Dantas, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Nós estávamos tomados por um estado de melancolia, de que as coisas estão tão complexas que não há como sair disso. Convivia-se com a ideia de que a nossa juventude estava alienada e todos estavam tomados pela passividade.” Sylvia acredita que este é um momento de catarse: “as pessoas estão colocando para fora a vigência de uma dissonância cognitiva, que, na psicologia, é explicada como o fato de que a percepção da realidade não está de acordo com o que é dito”.”

(Agência Brasil)

* VEJA o comentário do jornalista Augusto Nunes. Ele diz que falta grandeza a Dilma Rousseff no momento em que o País vive a onda de protestos. AQUI.

Joaquim Barbosa é o preferido dos manifestantes paulistas para o Planalto

O Datafolha fez pesquisa entre manifestantes paulistanos sobre sucessão presidencial. Foi durante ato de quinta-feira. Apesar de não figurar na lista de pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aparece como o preferido para suceder Dilma Rousseff. De acordo com o instituto, Barbosa foi mencionado por 30% dos entrevistados, contra 22% da ex-senadora Marina Silva, que tenta montar a Rede Sustentabilidade para concorrer ao Planalto em 2014. Dilma (PT) aparece em terceiro na lista, com 10% das menções.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 5%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 1%, vêm logo a seguir.

A margem de erro da pesquisa, que entrevistou 551 manifestantes, é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. No limite, Barbosa e Marina poderiam ter 26% das preferências, mas, segundo o Datafolha, a probabilidade de que esse cenário seja real é muito pequena.

(Folha Online)

CNPq apresentará Prêmio Jovem Cientista na UFC

Estudantes, professores e pesquisadores que têm interesse em participar do XXVII Prêmio Jovem Cientista, mas não conhecem bem as regras da competição terão a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas na próxima terça-feira (25), durante encontro promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Será às 9h30min, no auditório do Centro de Ciências (Campus do Pici), onde serão apresentadas as oito modalidades do Prêmio, com depoimentos de vencedores de edições anteriores, apresentação de vídeos e distribuição de material informativo. 

O XXVII Prêmio Jovem Cientista, destinado a professores, estudantes do ensino médio, graduandos e pós-graduandos, está com inscrições abertas até 30 de agosto. Com o tema “água: desafios da sociedade”, a edição concederá mais de R$ 700 mil em prêmios, incluindo valores em espécie, bolsas de estudos, laptops e viagens. O tema foi escolhido devido à crescente preocupação da sociedade com a escassez de água para uso humano. Também serão premiados os orientadores dos estudantes agraciados e as escolas dos alunos de ensino médio premiados.

(Site da UFC)

Rosa da Fonseca vê onda de protestos como crise do limite do Capitalismo

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=wjzFfp5or2Q[/youtube]

A ex-vereadora Rosa da Fonseca afirmou, nesta sexta-feira, que a onda de protestos que se irrompeu no País é resultado da crise do limite do Capitalismo. Integrante do Movimento Crítica Radical, que condena o Capitalismo e apregoa a emancipação humana, Rosa tem participado das manifestações.

TRT do Ceará condena patroa que ofendeu costureira por procurar Justiça do Trabalho

“A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará condenou a empresa Luicy Fardamentos a indenizar, por dano moral, uma costureira do município de Sobral. Após ser demitida, a empregada procurou a Justiça do Trabalho para reivindicar direitos que considerava terem sido desrespeitados. Inconformada com a decisão, a patroa foi ao portão da casa da costureira gritar palavrões contra ela e seu marido.

“A obrigação do empregador de agir com lealdade, lisura e consideração para com seu empregado excede o período de execução do contrato, alcançando a fase anterior à contratação e após a rescisão”, destacou, na decisão, o desembargador José Antonio Parente. Ele também ressaltou que o empregado pode pleitear indenização não apenas quando ele for atingido, mas também pessoas de sua família.

Um das provas utilizadas na condenação foi um boletim de ocorrência feito pela costureira no dia 21 de dezembro de 2011, quando ocorreu o incidente. Outra prova foi o depoimento de um dos vizinhos, que presenciou a visita da patroa. De acordo com o vizinho, o marido da costureira impediu a patroa de entrar em sua casa. Inconformada, a proprietária da empresa passou gritar palavrões contra ele e sua esposa.

Indenização

A costureira receberá indenização de R$1.722. A decisão da 3ª Turma do TRT/CE sobre o dano moral mantém a sentença anterior do juiz Jaime Araújo. “A honra é o único patrimônio que possui uma jovem e humilde trabalhadora, sendo sua carta de apresentação”, afirmou. Porém, a decisão da segunda instância também obriga a empresa a pagar aviso-prévio indenizado à costureira.

(TRT/CE)

Uma opinião sobre manifestações e um dos focos do protesto: preço da tarifa de ônibus

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Com o título “Quem paga a tarifa?”, eis artigo do geografo Paulo Porto, empresário do setor de transportes coletivos, sobre a onda de protestos no País, onde um dos focos é o preço das passagens de ônibus. Confira:

O momento é oportuno para o maior conhecimento sobre o transporte público. Poucas planilhas de custos são tão transparentes, simples e discutidas publicamente quanto as que calculam a tarifa paga nos ônibus. Aproximadamente, 90% desse custo estão concentrados em quatro itens: pessoal, combustível, pneus e preço do veículo. Esse custo é rateado pela quilometragem rodada e pela quantidade de passageiros transportados.Se não há subsídios, quanto mais conforto e frequência, mais caro. Ainda não inventaram uma outra fórmula contra essa lógica matemática.

Já tivemos um grande avanço com a desoneração da maioria dos tributos incidentes na tarifa. É pouco. No mundo todo, o transporte é fortemente subsidiado. Nas pastagens brasileiras, os mandatários optaram por oferecer subsídios à indústria automobilística e ao avião em detrimento aos usuários do transporte público. A cidade de São Paulo subsidia em 20% a tarifa. Sentiram que não é o suficiente. Buscam fontes de custeio através de aumento do IPTU. É de uma ignorância única. A fonte de custeio deve vir de políticas restritivas aos automóveis como IPVA, gasolina, IPI, pedágio urbano, estacionamentos raros e caros e vias preferenciais e exclusivas para o ônibus.

Menos carros nas ruas, melhor transporte público. Também é interessante saber quem realmente paga ou não paga a tarifa hoje no Brasil.

Tendo como fonte a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (ANTU), a média no País é: 52% são beneficiários do vale-transporte, pagos pelas empresas; 22% são estudantes beneficiados pela meia-passagem; 10% são beneficiários de alguma gratuidade estabelecida por lei como: idosos, portadores de necessidades especiais, policiais, carteiros, oficiais de justiça, “compradores de ingressos dos jogos da Fifa”, dentre outros menos importantes; os 18% restantes são profissionais autônomos, desempregados e outras poucas minorias sem capacidade de mobilização.

Não seria absurdo se as entidades empresariais e patronais estivessem financiando o Movimento Passe Livre (MPL) e suas manifestações em todo o País. Como maiores compradores do vale-transporte, seriam os maiores beneficiados. Como não devem ter tido essa ideia, devem estar apenas torcendo e aplaudindo o sucesso das justas manifestações.

* Paulo Porto

pauloportolima@me.com

Geógrafo.

Semana Nacional sobre Drogas tem programação em Fortaleza

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A Rede de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente Relacionada ao uso de Álcool e outras Drogas de Fortaleza – Rede Fortaleza, está realizando, até dia 26, a Semana Nacional sobre Drogas, que foca ações frente à situação do consumo de drogas que atinge toda a sociedade, sobretudo crianças e adolescentes. Nesta tarde de sexta-feira, as atividades acontecem no Parque das Crianças (Centro) até as 17 horas.

A Semana Nacional sobre Drogas 2013 traz como lema “Drogas: Liberdade para escolher ou para não ser vítima? Por Políticas NÃO Violadoras de Direitos Humanos”.

O objetivo da ação é pautar e sensibilizar a sociedade em geral sobre a necessidade da colaboração e participação intersetorial na busca da atenção integral para crianças e adolescentes, promovendo a garantia dos direitos.

A Rede Fortaleza é um fórum de discussão permanente entre o poder público e a sociedade civil que tem como missão atuar de forma articulada e sistemática propondo e monitorando políticas voltadas para a questão do uso e abuso de drogas.

Para maiores informações sobre detalhes de toda a programação ou obtenção da mesma, favor contatar a Secretaria Executiva do Fórum Rede Fortaleza pelo fone: 3433.1424 ou pelo e-mail: redefortaleza@gmail.com.

Ariosto Holanda: Manifestações dizem que o País precisa de "profunda reforma política"

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=KFVqpol27fs&feature=c4-overview&list=UU3PLF5T6g3ddE4BpeF0EhZg[/youtube]

Para o deputado federal Ariosto Holanda, as manifestações que se registram no País são positivas e mostram insatisfação de uma população que quer mais saúde e educação.

Ariosto, que é do PSB, partido aliado do Governo Dilma, afirma que esse quadro é um momento de reflexão e mostra também que o País precisa de uma “profunda reforma política”.