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Propostas de Dilma dividem governo e oposição na Câmara

Governo e oposição divergiram sobre as propostas anunciadas nesta segunda-feira (24) pela presidenta Dilma Rousseff como resposta à onda de manifestações que ocorrem no país há mais de uma semana e que teve origem na reivindicação do Movimento Passe Livre pela redução da tarifa de ônibus em São Paulo. Para os governistas, as propostas são viáveis e ajudam a Câmara a construir uma agenda de matérias a serem votadas. A oposição considerou o discurso “vazio” e sem propostas concretas.

Para o líder do PT, deputado José Guimarães (CE), a Câmara precisa votar as reformas política e tributária. “Podemos avançar nos temas postos [pela presidenta] aqui na Casa. Precisamos construir uma agenda ampla: 100% dos royalties para educação, votação da Emenda 29 para financiar a saúde, desoneração do transporte coletivo e temos que avançar na reforma tributária. A pauta mudou, não podemos votar nenhuma outra matéria que vá na contramão daquilo que está acontecendo no país. A Câmara não pode se omitir em nada”, disse.

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), considerou que a presidenta em vez de dar respostas às reivindicações “diversificou” não ofereceu soluções. “Ela veio com uma tese diversionista e quer colocar uma constituinte exclusiva para a reforma política. Não deu nenhuma resposta a isto [violência, saúde e educação e gastos com a Copa]”, declarou. “Como é que o pronunciamento vai acalmar as ruas? Ela não respondeu as questões cruciais. É muito discurso, muito marketing e pouca ação”, completou.

Hoje, na abertura da reunião com governadores e prefeitos, a presidenta Dilma Rousseff propôs um pacto com cinco diretrizes para acalmar as manifestações. A presidenta elencou como prioridade a responsabilidade fiscal nos três níveis de governo, reforma política, incluindo um plebiscito sobre o assunto e a inclusão da corrupção como crime hediondo, a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar nas regiões onde há carência desses profissionais.

Dilma ainda defendeu um pacto para melhorar o transporte público, com um “salto de qualidade no transporte nas grandes cidades” e melhoria na educação pública, com a aprovação do projeto que destina 100% dos recursos dos royalties do petróleo a o setor.

(Agência Brasil)

Propostas no Senado tratam corrupção como crime hediondo

Defendida nesta segunda-feira (24) pela presidente Dilma Rousseff, a classificação da corrupção como crime hediondo já foi proposta por pelo menos quatro senadores desde 2010, sem que os projetos chegassem a ser votados. Com algumas diferenças, os projetos dos senadores Paulo Paim (PT-RS), Lobão Filho (PMDB-MA), Pedro Taques (PDT-MT) e Wellington Dias (PT-PI) agravam o tratamento penal a crimes como corrupção passiva e ativa, peculato e concussão. Sendo hediondos, esses crimes passariam a ser inafiançáveis e sem anistia.

O projeto de Paim (PLS 363/2012) cuida apenas dos delitos cometidos contra a Previdência Social. Já a proposta de Lobão Filho (PLS 672/2011) torna hediondos os crimes de corrupção já previstos na Lei de Licitações (Lei 8.666/93), quando a prática estiver relacionada a licitações, contratos, programas e ações nas áreas da saúde ou educação públicas.

O projeto de Taques (PLS 204/2011) é mais abrangente e considera hediondos os crimes de corrupção independentemente da destinação dos recursos. As três propostas foram encaminhadas para análise na Comissão Temporária da Reforma do Código Penal.

Há ainda projeto (PLS 660/2011) de Wellington Dias, que além de considerar a corrupção crime hediondo, pune com mais rigor quando o agente for integrante de um dos três Poderes. A pena de reclusão, que hoje varia de dois a 12 anos, passaria a ser de quatro a 16 anos. Se o crime for cometido por autoridade, a reclusão será de oito a 16 anos e multa.

(Agência Senado)

Movimento Passe Livre diz que governo não apresentou propostas concretas

Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), que foram recebidos na tarde desta segunda-feira (24) pela presidenta Dilma Rousseff, não saíram satisfeitos do encontro, apesar de reconhecer a abertura do diálogo.

“Eles [governo] não mostraram nenhuma pauta concreta de fato para modificar a situação do transporte no país, que é de fato muito precária, como podemos ver pelas mobilizações que seguem firmes neste sentido. Não vimos nenhuma pauta concreta saindo desta reunião”, disse o estudante Marcelo Caio Nussenzweig Hotimsky, ao sair da reunião com a presidenta.

Hotimsky disse que ficou satisfeito por ver que Dilma compreende o transporte público como um direito, e não como um serviço. Segundo o estudante, ela também se comprometeu a trabalhar pelo controle social dos gastos com os transportes, para que a população possa ajudar na fiscalização do dinheiro público investido no setor. O MPL foi um dos grupos organizadores das manifestações em São Paulo contra o aumento da tarifa do transporte público.

Os estudantes voltaram a defender sua principal demanda, que é a tarifa zero no transporte público. Segundo eles, tem de ser uma decisão política do governo. “O transporte, assim como a saúde, a educação, é um direito e, portanto, não deveria ter tarifa, não deveria ser cobrado. E dissemos à presidenta justamente que existem diversas formas de subsidiar isso”, disse Hotimsky.

Mayara Vivian, também integrante do Movimento Passe Livre, destacou igualmente que a reunião não trouxe medidas concretas. “Existe o convite de um próximo diálogo – o movimento é aberto, mas sinalizamos que a luta não para, a luta por tarifa zero continua, sim, e o diálogo não anula este processo.” Ela também considera política a decisão para implantação da tarifa zero é política. “Se tem dinheiro para construir estádio, se tem dinheiro para a Copa do Mundo, tem dinheiro, sim, para tarifa zero. É uma urgência, uma medida emergencial.”

A presidenta Dilma recebeu os integrantes do movimento antes de iniciar uma reunião com os governadores e prefeitos de capitais para debater propostas para atender às principais reivindicações apresentadas nos protestos que vêm ocorrendo em todo o Brasil.

(Agência Brasil)

Filme "Causa e Efeito" terá cenas gravadas no Ceará

“Causa e Efeito”, a mais nova produção da cearense Estação Luiz Filmes e da paulista Mar Revolto, terá filmagens na próxima sexta-feira no Ceará. Uma equipe de dez profissionais fará a gravação de algumas cenas.

No grupo, os atores Maurycio Madruga e Matheus Prestes e o diretor André Marouço. Também vão participar da cena sete atores locais, com destaque para Haroldo Serra e Hiroldo Serra. As filmagens acontecerão nos dias 29 e 30 em três locações agendadas.

Dilma propõe plebiscito para reforma política e anuncia cinco pactos para serviços públicos

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Em discurso de abertura da reunião com governadores e prefeitos de todo o Brasil, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou nesta segunda-feira (24) que irá pedir plebiscito para debater a reforma política no País. Entre outros pontos, a medida propõe que o crime de corrupção seja considerado hediondo. A presidente anunciou ainda uma série de novas ações, incluindo a criação de cinco pactos pela melhoria dos serviços públicos brasileiros.

Ao todo, foram anunciados três pactos para as áreas de saúde, educação e transporte público. Os outros dois priorizam a reforma política e a responsabilidade fiscal nos governos federal, estaduais e municipais.

A presidente defendeu ainda  combate “contundente” à corrupção, endurecendo a legislação sobre o tema e propondo “penas severas” para políticos corruptos. Dilma destacou ainda que deseja propor “ampla e profunda” reforma política, dando ênfase para mecanismos de participação popular.

“O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está”, disse, durante abertura de encontro com os 27 governadores de Estados e os prefeitos das capitais. O anúncio ocorre em resposta às manifestações ocorridas por todo o País nas últimas semanas.

Serviços públicos

Entre os cinco conjuntos de ações anunciados por Dilma, o pacto pela saúde busca “importar” médicos estrangeiros para áreas interioranas do País. Além disso, a presidente anunciou a criação de novas vagas de graduação em cursos de medicina e de vagas de residência médica.

Na área do ensino público, Dilma Rousseff reafirmou a destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação. “Confio que os congressistas aprovarão a medida, pois acredito que todos sabemos do poder que a educação tem em transformar a nação”, disse.

A presidente anunciou ainda a criação do Plano Nacional do Transporte Público, buscando dar “salto de qualidade” na questão da mobilidade urbana. Outro pacto será pela responsabilidade fiscal, envolvendo medidas de controle da inflação e da estabilidade da economia brasileira.

(O POVO Online)

Onda de protestos traz tudo de bom e de ruim da democracia, diz ministro do STJ

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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o cearense Raul Araújo, afirmou, nesta segunda-feira, em Fortaleza, que a onda de protestos que se irrompeu no País é algo democrático.

Dentro desse pressuposto, Raul Araújo considera que tais mobilizações também traz o que há de bom na democracia e o que não é bom, no caso o vandalismo e a depredação do patrimônio público.

Onda de protestos – A ausência de bandeiras claramente definidas

Com o título “Uma juventude sem liderança”, eis artigo da professora Ana Luiza Couto, da Faculdade Mackenzie, do Rio. Para ela, a a grande lição que se pode tirar do cenário das manifestações é uma crescente postura conservadora da juventude na medida que a ordem começa a restringir os atos. Confira:

A Constituição da República Brasileira é clara e estabelece em seu artigo 5º, inciso XVI, o direito fundamental de reunião. Fato esse que torna legal e plausível qualquer tipo de manifestação pacífica em qualquer parte do território brasileiro, independente da pauta ou do momento político, econômico e social que o país está enfrentando. Pela amplitude e grandeza dos fatos, as manifestações que vêm acontecendo em todo o Brasil, na última semana, já podem ser consideradas um marco na história do País.

O que vimos é que as correntes manifestações realizadas, que tiveram início com o Movimento Passe Livre (MPL) e que tinha como objetivo principal a redução das tarifas nos transportes urbanos, deflagrou uma onda de protesto por todo Brasil, que se estendeu por diversas capitais e atingiu até mesmo a sede do governo federal, no Distrito Federal. Apesar de obter êxito com a redução das tarifas em algumas cidades, que era o objetivo primário do movimento, os atos revelaram para toda sociedade uma série de questões subjacentes que precisam ser levadas em consideração pelos nossos governantes.

Podemos elencar, entre elas, o repúdio às instituições democráticas e a intolerância com o sistema de representação partidária, o que podem ser consideradas as reivindicações mais importantes de todo esse processo. Além disso, entrou na pauta de discussão ainda a questão da exigência de investimentos focalizados nas áreas de saúde, educação, segurança, transporte, entre outros.

Outro fato que nos chama a atenção, principalmente de quem acompanhou de perto os movimentos, é a ausência de bandeiras claramente definidas e identificação partidária durante as manifestações. Essa falta de convergência ideológica amplifica interesses diversos e conflitantes dos atores políticos envolvidos tornando ainda mais difícil o processamento das demandas oriundas das ruas.

Vivemos em um Estado Democrático de Direito onde temos que ouvir a voz do povo. Mas a grande lição que tiramos de toda essa história está relacionada a uma crescente postura conservadora da juventude na medida que a ordem começa a restringir os atos. Tudo isso nos remete, imediatamente, a um passado de repressão tradicional. Fica, neste caso, um alerta para toda sociedade.

* Ana Luiza de Souza,

Professora de Direito Constitucional da Faculdade Mackenzie Rio.

Mercado financeiro estima inflação do ano acima de 5,8%

“A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve chegar a 5,86%, este ano. A projeção é de analistas do mercado financeiro consultados todas as semanas pelo Banco Central (BC). A estimativa divulgada na semana passada era 5,83%. Essa foi a segunda alta seguida na projeção. Para 2014, segue a expectativa de 5,80%, há seis semanas seguidas.

As projeções para a inflação neste ano e em 2014 estão acima do centro da meta de 4,5% e abaixo do limite superior (6,5%). Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e um dos principais instrumentos para influenciar a atividade econômica e calibrar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic.

De acordo com a expectativa das instituições financeiras, a taxa Selic deve chegar ao final de 2013 e de 2014 em 9% ao ano. A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada de 4,92% para 4,98%, este ano, e mantida em 5%, no próximo ano.”

(Agência Brasil)

De ex-jogadores da Seleção a comentaristas de futebol

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Cantor Fagner num bate-papo com Tino Marcos, da Globo.

Denilson e Júnior,  ex-jogadores da Seleção Brasileira, deixaram Fortaleza após a partida da Espanha contra a Nigéria. O jogo ocorreu na Arena Castelão, com vitória do escrete espanhol pelo placar de 3 a 0.

Denilson atuou como comentarista para a Rede Bandeirantes, enquanto Júnior cumpriu mesma missão. Só que para a Rede Globo.

Quem também passou por Fortaleza foi o repórter Tino Marcos, da Globo, que, em clima de aeroporto, bateu um papo com o cantor e compositor Fagner. Bom lembrar: Fagner adora um “racha”.

(Foto – Paulo  MOska)

Presidente do CIC: Hora de canalizar energias para uma nova agenda

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nicolebarbosa

Da presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), Nicole Barbosa, sobre as manifestações que se irromperam no País:

”Esse fenômeno merece toda a atenção dos governantes e da sociedade para entendê-lo e canalizar essa energia para a construção de uma nova agenda político-institucional, que o atual momento histórico do Brasil está a exigir.”

O CIC é o braço político do empresariado cearense.

UFC Virtual abre 600 vagas para especialização em Coordenação Pedagógica

“O Instituto Universidade Virtual (UFC Virtual) abre inscrições, até 15 de julho, para o curso de especialização a distância em Coordenação Pedagógica. São oferecidas 600 vagas, distribuídas em 15 municípios cearenses (40 vagas cada): Acopiara, Aracoiaba, Barbalha, Beberibe, Camocim, Canindé, Caucaia, Crateús, Ipueiras, Itapipoca, Maranguape, Pentecoste, Quixadá, Russas e Sobral. São 50% das vagas reservadas para candidatos da rede estadual de ensino e 50% para a municipal.

Destinado a graduados em Pedagogia ou Licenciatura Plena, em qualquer área de conhecimento, que atuem como Coordenador Pedagógico ou funções equivalentes, o curso terá duração de 18 meses. As atividades serão em regime semipresencial, com carga horária de 432 horas, sendo 112 horas de atividades presenciais e 320 horas a distância. A iniciativa resulta de parceria da UFC com a Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc), União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime) e Ministério da Educação (MEC).”

SERVIÇO

Edital de seleção e formulário de inscrição no site do Grupo de Pesquisa e Ensino em Formação Tecnológica e Educacional (Gpege), da UFC Virtual (ww.virtual.ufc.br/gpege).

(Site da UFC)

Aeroportuários em clima de campanha salarial

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O Sindicato Nacional dos Aeroportuários vive clima de campanha salarial. Reivindica da Infraero 6.5% de reajuste e 9,30% de produtividade. Jorge Luis, representante sindical no Ceará, diz que o clima ainda é de taxiamento no diálogo. Ou seja, vai conversar com a Casa Civil. 

Henrique Alves – Estádios caros e falta de mobilidade urbana geram os protestos

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“Enquanto a maior parte da classe política ainda tenta compreender o berro das ruas, um pequeno grupo parece começar a identificar as primeiras pistas sobre o que eles significam.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), por exemplo, chegou a uma conclusão óbvia, mas que vários de seus colegas, se perceberam, não admitem de jeito nenhum.

Diz Henrique Alves sobre a ligação entre os protestos e as promessas que surgiram quando o Brasil conquistou o direito de sediar Copa do Mundo e Copa das Confederações:

– A população está vendo que estádios caríssimos ficaram prontos, mas as obras de mobilidade e infraestrutura, de responsabilidade do poder público, não ocorreram ou ainda estão muito lentas. Então é lógico que isso gera uma enorme insatisfação.”

(Coluna Radar – Veja Online)

Onda de protestos – Os governos petistas deram respostas pífias à sociedade

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ueslei marcelino

Com o título “O poder não muda o poder”, eis artigo do publicitário e poeta Ricardo Alcântara sobre a onda de manifestações que se irrompeu em todo o País. Ele avalia que, mesmo sob tanta pressão, o governo federal não deverá apostar na reforma política, um dos anseios da sociedade. “Não o fará porque isto quebraria a espinha dorsal da carcaça que sustenta seu governo”, diz o articulista. Confira:

Era 1958 e o Brasil enfrentaria a URSS pela Copa do Mundo. Ao receber do técnico da seleção precisas instruções táticas, o genial Mané Garrincha reagiu com devastadora ironia: perguntou a Vicente Feola se ele havia “combinado tudo aquilo com os russos”. Lembrei o episódio, muito conhecido, quando vi aquela massa de jovens queimando as bandeiras do PT que alguns militantes ousaram levar às ruas, mesmo contra a evidente disposição dos manifestantes de se manterem distantes dos partidos políticos.

As ruas foram o berço do PT e nos braços das ruas ele chegou ao poder, mas, uma vez lá, as abandonou. Pragmatismo extremado, se uniu ao que de pior houvera combatido para dar trânsito a um programa de governo moderado: na melhor versão, um social liberalismo. Entidades sociais com ele identificadas, e antes diferenciadas pela combatividade, submergiram, em troca de ganhos sociais notórios, ao silencio, solidários à continuidade de uma política econômica de pretensões reformistas modestas, para dizer o mínimo.

A conciliação com o status quo tinha como pressuposto – agora desautorizado por completo – que a sociedade não haveria como se mobilizar sem o apoio de sua extensa rede de articulação civil. Mas como os “russos” não foram consultados, ocuparam as ruas. No início, tudo parecia o melhor dos mundos: como os tucanos já haviam feito o serviço pesado, o governo popular daria respostas mais efetivas aos miseráveis. A popularidade do presidente explodiu e o partido fora substituído em sua autonomia pelo “lulismo”.

Agora, quando um excedente de massa podre subiu à cabeça do presidente do PT, Rui Falcão, ele expôs sua militância à rejeição dos manifestantes porque tardiamente percebeu a obviedade que a prepotência os impedira de admitir: o tempo não para, companheiro! A mesma sociedade que garante bons índices de aprovação ao governo necessariamente não o faz concordando com a segunda parte do discurso governista, que tenta convencê-la de que atua no limite máximo de todas as possibilidades. Não é assim que funciona.

Os governos petistas apostaram todas as suas fichas em Renda – bolsa-família, ampliação do crédito, maior oferta de emprego – e deram respostas pífias quando ganhos relevantes com Educação, Saúde, Segurança e Transparência foram reclamados. Havia uma tese embutida no acordão com o fisiologismo: sem suas ordens, ninguém reuniria dez garotos numa esquina. Certo? Errado, pelo que se vê: as bandeiras vermelhas que flamularam os melhores sonhos servem agora como estopas para incinerar viaturas.

Mas a leveza mágica que fez brotar do chão uma penca de modernos estádios despertou na população a percepção de que coisas maravilhosas acontecem quando recursos e interesses se encontram. Logo, por que não hospitais, também? Para eles, simples assim. Mais que revolta – é rara sua combinação com um ambiente de tão motivado pacifismo – o que se mostra é o mal estar de uma sociedade que se crê capaz de realizar-se em patamar de civilidade acima do que projeta um sistema representativo que não a representa.

Enquanto a Coca-Cola, principal patrocinadora da Copa, cobria com tapumes as vitrines de sua loja para não ser apedrejada – emblema acabado do fracasso que as ruas impuseram à esperteza mercadológica – a presidente parece finalmente ter encontrado a própria língua. Falando em cadeia nacional, Dilma Rousseff foi protocolar demais para o calor das horas – uma chuva fina que, ao meio dia de um verão tropical, evaporou antes mesmo de ter tocado o chão. Poucas vezes assisti a um tão incomodado espetáculo de incompetência.

Dilma foi desonesta na definição dos fatos. As arenas serão, sim, pagas com recursos públicos: o BNDES as financiou a juros subsidiados para serem honradas – se é que serão – pelos governos estaduais. No lápis? Só em Brasília, cada adulto vai pagar três mil reais! Ela não deu, porque se der seu mundo desaba, a única explicação que tardiamente passou a interessar à população: por que a Copa no Brasil custará o mesmo valor gasto pela Alemanha, Japão e Coreia e África do Sul nas três últimas competições – juntos! Por que?

Mas disse a uma nação que, farta de mentiras, já quase cerca seu palácio, ser o seu governo zeloso com transparência, como se isto fosse possível alcançar cobrindo de alegrias a mercadores da governabilidade como José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá.

Ao projetar um desfecho para o impasse, não foi menos infeliz: se reunirá com os “outros poderes” (igualmente inundados pelo lodo patrimonialista) e entidades sociais (cooptadas pelo governismo e alheias aos atos públicos) pelas “soluções que a sociedade reclama”. Sabe como escutam àquela fala os que ocupam as ruas? Assim: “Sei que vocês odeiam os políticos e não confiam na pelegada da CUT, mas é com esses caras que eu vou sentar para ver como é que a gente faz para mandar vocês de volta até a casa dos seus pais”. Pfiu!

A presidente sabe muito bem o que lhe faria tocar o sentimento das ruas: colocar nas mãos dessa rapaziada um projeto de iniciativa popular para colher dez milhões de assinaturas por uma ampla e efetiva reforma política e aprová-la no congresso com o povo na praça. Uma reforma que distribua melhor as oportunidades de exposição às forças políticas, imponha aos partidos procedimentos democráticos, dê real poder ao voto unitário de cada cidadão e torne a atividade política desinteressante como anseio profissional. No mínimo.

Não o fará porque isto quebraria a espinha dorsal da carcaça que sustenta seu governo, contrariando aqueles que lhe poderiam expor as vísceras em questão de horas. Não o fará porque o poder não muda o poder. Nunca mudou. Não mudará. Logo, não se dispersem!

* Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta. 

(Foto – Ueslei Marcelino – Reuters)

Tin Gomes: PHS quer eleger um deputado federal e três estaduais em 2014

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O deputado estadual Tin Gomes, presidente regional do PHS, esteve em Brasília participando de reunião da cúpula nacional da legenda, ocasião em que foram tratados temas diversos como a onda de manifestações que se registra no País e os rumos do PHS nas próximas eleições.

De acordo com Tin Gomes, a meta da legenda no Ceará já está definida: eleger um deputado federal e três deputados estaduais.

Durante a plenária do partido, sob comando de Eduardo Machado, dirigente nacional, Tin Gomes foi eleito membro titular do Conselho Consultivo da da Funsol, instituição que está sendo fundada pelo PHS para substituir o Instituto de Pesquisas Humanistas e Solidárias (IPHS).

(Foto – Divulgação)

Projeção para crescimento da economia cai para 2,46%

“A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia continua a cair. De acordo com a pesquisa semanal do Banco Central (BC), a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu pela sexta vez seguida, ao passar de 2,49% para 2,46%. Para 2014, a projeção caiu de 3,2% para 3,1%.

A expectativa para o crescimento da produção industrial passou de 2,50% para 2,56%, este ano, e de 3,2% para 3,1%, em 2014. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB segue 35%, tanto para 2013 quanto para o próximo ano.

A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 2,10 para R$ 2,13, este ano, e de R$ 2,15 para R$ 2,20, no fim de 2014. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 6,55 bilhões para US$ 6,5 bilhões, este ano, e de US$ 9 bilhões para US$ 8 bilhões, em 2013.”

(Agência Brasil)

FGV – Preço dos alimentos caem e dão um refresco à inflação

“O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) teve nova redução no ritmo de alta com variação de 0,37%, ante 0,43%, na terceira prévia de junho, correspondente a apuração de preços do período de 23 de maio a 22 de junho. O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que essa baixa foi puxada pelo grupo alimentação (de 0,41% para 0,20%) com influência da queda de preços das hortaliças e legumes (de -3,01% para -5,53%).

Mais três grupos apresentaram decréscimos: saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,34%) com destaque para os medicamentos em geral (de 0,33% para -0,08%); educação, leitura e recreação (de 0,27% para 0,23%) sob a influência da passagem aérea (de 7,35% para 5,21%) e vestuário (de 0,73% para 0,71%) com os calçados masculinos em 0,79% ante 1,57%.

Nos demais grupos ocorreram aumentos e a maior taxa foi em transportes (de 0,19% para 0,29%) como efeito da alta da tarifa de ônibus urbano (de 1,12% para 2,09%). Em habitação, o IPC-S passou de 0,63% para 0,64% em decorrência da reversão na conta de luz (de -0,23% para 0,18%); no grupo comunicação (de 0,20% para 0,22%) o motivo foi a tarifa de telefone móvel (de 0,38% para 0,55%) e em despesas diversas o índice subiu de 0,05% para 0,14% com o impacto do serviço funerário (de -0,15% para 0,52%).

Os cinco itens de maior pressão inflacionária foram: tarifa de ônibus urbano (de 1,12% para 2,09%); refeições em bares e restaurantes (de 0,50% para 0,57%); aluguel residencial (de 0,87% para 0,81%); leite tipo longa vida(de 3,58% para 3,63%) e mão de obra para reparos em residência (de 1,15% para 1,69%).”

(Agência Brasil)

Onda de protestos – Eduardo Campos deve aproveitar desgastes do Governo Dilma

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eduardocampos

De olho na crise econômica, de queda na popularidade do governo Dilma Rousseff e onda de protestos que se irrompeu pelo País, os principais opositores à petista já estão adaptando suas estratégias para aproveitar o desgaste sofrido pela presidente. O pré-candidato do PSB, governador de Pernambuco Eduardo Campos, deve redirecionar sua fala nas próximas aparições, segundo dirigentes do partido, permitindo-se criticar a aliada.

A expectativa é de que ele abandone o discurso expressado em seu último programa partidário, de que o País vai bem, mas que “pode mais”, e seja mais direto nos ataques ao PT.

O primeiro-secretário do PSB, Carlos Siqueira, considera o slogan um erro porque “o Brasil nunca esteve bem nesses dez anos de governo petista”. O PSB pretende ainda abordar a pauta da “reforma urbana”, abrangendo mais investimentos em transportes públicos.

(Com Estadão)

FGV – Índice de Confiança do Consumidor cai a 0,4% em junho

“O Índice de Confiança do Consumidor caiu 0,4% entre maio e junho deste ano, chegando a 112,9 pontos, o menor patamar desde março de 2010 (111,6 pontos). Essa é a segunda queda consecutiva do indicador, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O subíndice Situação Atual, que mostra a opinião dos consumidores brasileiros em relação ao momento presente, caiu 1,5% no período. Entre os motivos que mais contribuíram para a queda está a menor satisfação dos consumidores com a situação atual da economia. A proporção de consumidores que consideram boa a situação atual da economia diminuiu de 18% para 17,9%. Os que a julgam ruim aumentaram de 32,9% para 35%.

Por outro lado, o subíndice Expectativas, que mostra o otimismo do brasileiro em relação aos próximos meses, subiu 0,1%. Entre as principais razões para o aumento do subíndice estão expectativas melhores em relação às finanças pessoais. O percentual de consumidores que esperam melhora da situação financeira das famílias aumentou de 38,7% para 39,8%. Já os que preveem piora caíram de 5,0% para 4,4%.”

(Agência Brasil)