Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Turismo: Um Velho Ceará em um Novo Brasil?

222 1

Com o título “Turismo: Um Velho Ceará em um Novo Brasil?”, eis artigo de Allan Aguiar, ex-secretário estadual do Turismo. Ele apoia o fim da pasta do Turismo e defende uma política de fato para o setor, que tenha uma gestão profissional para atropelar de vez as ações cosméticas, midiáticas, caras e ineficazes levadas a cabo por alguns Estados como o Ceará. Confira:

Uma nova agenda do Governo Central vem sendo delineada em um dos gabinetes do prédio da equipe de transição que poderá acarretar a definitiva transferência do protagonismo das ações de fomento às atividades econômicas de alguns Estados para o Governo Federal, rompendo a mesmice das ações de Governos Estaduais através de marcos legais e regulatórios associados a gestão profissional, atropelando de vez as ações cosméticas, midiáticas, caras e ineficazes levadas a cabo por alguns Estados. As declarações do Presidente eleito Jair Bolsonaro sobre os atalhos capazes de acelerar o setor vem pautando a equipe de transição na busca de conhecer as melhores políticas públicas e práticas de gestão para construir as soluções que possam sacudir setores vitais para o Nordeste do Brasil como Turismo, geração de energia, agronegócios e os Recursos Hídricos.

No caso do Turismo, a mais clara vocação econômica do Nordeste, o exemplo (ou o mau exemplo) do Ceará vem sendo debatido como a pior relação investimento x retorno em face dos gigantescos números “investidos” em infraestruturas correlatas e que não conseguiram incrementar o setor nem gerar os benefícios sociais. Sem “A AGENDA”, representada por políticas públicas integradas e voltadas ao desenvolvimento econômico, o Ceará nesse década e meia ficou longe da altura mínima para o sarrafo marcador do “Salto” econômico capaz de decolar os indicadores sociais. Outros Estados da Região também amargaram pífios resultados nesse período.

Assim, o Governo Federal almeja assumir o protagonismo do setor e colocar nos trilhos esse trem desgovernado que teve um Ministério Inteiro (Mtur) para tratar do tema, mas acabou se transformando em núcleo de escândalos de corrupção e de acomodações políticas de aliados. Quer mostrar que não é status de Ministério que revela prioridade do setor, mas sim uma agenda moderna e uma gestão séria e profissional.

É certo que o Ceará é o minúsculo 2% do Brasil, sendo uma região que ainda não deu certo para seus cidadãos, e que ações do Governo Federal, firmes, focadas e certeiras podem representar uma contribuição determinante para resgatar o Turismo da completa estagnação em que se encontra. É nisso que temos que nos agarrar, acreditar e oferecer o apoio necessário para que as coisas efetivamente aconteçam. Assim, vamos crer que a luz no fim do túnel foi ligada e que não é um trem vindo de lá para cá.

Vigilantes, positivos e operantes, oremos e trabalhemos!

*Allan Aguiar

Ex-Secretário do Turismo do Ceará.

Em defesa do BNB e de uma região

Com o título “Em defesa de um banco e de uma região”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

Como é normal acontecer em momentos como o que vivenciamos atualmente, de transição de governo no plano federal, a atenção de boa parte de setores representativos da sociedade cearense, nos campos da política e da economia, se volta para o que pode acontecer com o Banco do Nordeste (BNB). Especular nomes de quem será indicado para comandá-lo, na presidência e nos cargos de diretoria, parece importante, e isso começa a ser feito, mas, fundamental mesmo é que se prospecte o perfil que está sendo buscado para o posto, o que costuma indicar de maneira melhor definida o que está pensado pelos futuros dirigentes acerca do papel a ser desempenhado pela estratégica instituição. Há dúvidas acerca do tratamento que terá a região a partir de janeiro, boa parte das quais estarão dissipadas, ou, se for o caso, reforçadas, pelo encaminhamento que for dado ao tema.

A opção por um nome técnico será um passo inicial importante que estará dando o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para demonstrar interesse no fortalecimento do BNB. Claro que existem ações a serem consertadas, erros graves têm sido cometidos ao longo dos governos, especialmente nos mais recentes, dentre eles o escancaramento de suas portas ao aparelhamento político e partidário, em geral desatrelado de qualquer compromisso em preservar a instituição e mantê-la no trilho do que se espera de uma agência de desenvolvimento regional. É preciso alertar para a necessidade da mobilização que já se vê acontecendo não focar apenas na temática do nome, independente da relevância e da competência que apresentem aqueles que vieram a público nos últimos dias.

O Banco do Nordeste está presente em 1.990 municípios da região, distribuindo-se por 300 agências nos nove estados e mais o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Números expressivos, por si, mas não se conseguirá entender a sua importância olhando apenas para o quantitativo frio. Há muito mais envolvido e, certamente, dentro da equipe econômica que se forma já se consegue vislumbrar nomes capazes de trazer o debate ao seu ideal, alargado-se a visão sobre a importância de um organismo que desde quando foi criado, em 1952, desempenhou papel indispensável no combate às desigualdades regionais, problemática que exige atenção maior do que a que lhe tem sido dispensada.

Um alerta que também precisa ser feito à classe política nordestina. A luta do momento não comporta bairrismos e precisa levar aos futuros governantes uma compreensão do que representará para nós, que somamos 56,7 milhões de pessoas apenas entre os que residem nos nove estados, ter um BNB fortalecido e apto a apoiar a luta pelo equilíbrio na construção de um amanhã que se promete melhor para todos os brasileiros.

(Editorial do O POVO)

Dólar abre a semana em alta de 0,60% e cotado a R$ 3,7598

A moeda norte-americana abriu o pregão de hoje (19) em alta de 0,60%, cotada a R$ 3,7598 para venda. O movimento será de baixa liquidez por conta do feriado do Dia da Consciência Negra amanhã (20), no Brasil, e na próxima quinta-feira (22) nos Estados Unidos pelo Dia de Ação de Graças. No fechamento da semana na última sexta-feira (16), o dólar comercial recuou 1,28%, cotado a R$ 3,73.

O Ibovespa, índice da B3, iniciou a semana em queda de 0,82%, com 87.775 pontos nesta manhã de segunda-feira.

No fechamento do mercado na última sexta-feira (16), o Ibovespa registrava uma forte alta de 2,96% com 88.515 pontos.

(Agência Brasil)

Jogos Escolares da Juventude – Aluna da cidade de Russas conquista Medalha de Bronze

Marciana Almeida Rozeno, aluna-atleta da categoria de 12 a 14 anos e representante da Escola Ciríaco Leandro Marciel, do município de Russas, conseguiu, nesse domingo, a terceira colocação no salto em distância nos Jogos Escolares da Juventude, que acontecem em Natal (RN) numa promoção do Comitê Olímpico Brsioleiro (COB). Ela obteve assim a medalha de bronze, alcançando a marca de 5.24 m na pista de atletismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (URNF). A informação é da Secretaria dos Esportes do Estado.

“A sensação de conquista é maravilhosa. Tive muita adrenalina, só que na minha qualificação de ontem, no sábado, eu estava muito nervosa e com medo, me repicando na chegada da tábua. Mas hoje, no domingo, fiquei mais focada e consegui a medalha, e não tem nada melhor do que isso”, contou a atleta emocionada. O técnico do atletismo, Francisco Jaques Guimarães, ressaltou o bom momento do município na competição bem como a capacidade da esportista.

“O desempenho dos nossos atletas neste ano foi bem melhor graças ao investimento que foi feito em Russas. A Marciana teve um ótimo resultado, claro que tinha marca para ser campeã brasileira, mas nunca é dentro do esperado, é questão de resultado, uma competição dura, mas mesmo assim, ela está de parabéns pela conquista”, disse.

(Foto – Sesporte)

Aliados querem lançar presidente do PSL à presidência da Câmara

Bolsonaro e Luciano Bivar, presidente licenciado do PSL.

Membros do PSL de Jair Bolsonaro querem lançar o presidente da sigla, Luciano Bivar, ao comando da Câmara dos Deputados. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

A articulação será discutida na próxima quarta-feira (21), em Brasília.

Pode funcionar, segundo a Coluna, como cortina de fumaça para a legenda abocanhar o espaço que realmente deseja: a primeira vice-presidência.

(Foto – Divulgação)

Sergio Moro já tem candidato para o cargo de procurador-geral da República

O candidato do coração do juiz federal Moro à sucessão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, é mesmo Deltan Dallagnol. A informação é da Veja Online.

Deltan é o procurador que integra e coordena a força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga crimes de corrupção na Petrobras e em outras estatais.

(Foto – Agência Brasil)

Juízes e procuradores querem que Supremo analise fim do auxílio-moradia só em 2019

Apesar da demora do presidente Michel Temer em sancionar o aumento dos ministros do STF – 16,38%, integrantes da corte acreditam que ele o fará antes do prazo final, dia 28. A informação é da Folha de S.Paulo.

Entidades de classe da magistratura e do Ministério Público, porém, se organizam para pressionar o Supremo a postergar a análise do fim do auxílio-moradia para 2019.

Esses grupos dizem que, como o reajuste só valeria para o ano que vem, não há motivo para derrubar o auxílio agora. O fim do penduricalho foi prometido a Temer como uma contrapartida à concessão do aumento.

(Foto – Agência Brasil)

Tudo pronto para a inauguração da Rádio O POVO/CBN Cariri

276 1

Juntar credibilidade, regionalismo e experiência para informar com independência.

Eis o objetivo da Rádio O POVO CBN/Cariri que será oficialmente lançada amanhã, podendo ser ouvida pela frequência 93.5 FM. Essa região, uma das mais pujantes do Ceará, ganhará assim sua primeira rádio “all news”, com uma programação que reunirá um forte jornalismo local, encabeçado por Farias Júnior, importantes nomes nacionais, a exemplo de Milton Jung, Mirian Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, e a programação estadual de qualidade que já é marca da rádio O POVO/CBN.

O lançamento será no Centro de Eventos do Cariri com a presença da presidente do Grupo de Comunicação O POVO, Luciana Dummar, do governador Camilo Santana (PT), autoridades, empresários e artistas.

Também presentes, os jornalistas Luiz Viana, Maisa Vasconcelos, Nazareno Albuquerque, âncoras da POVO/CBN, e este repórter do Blog e colunista do O POVO.

(Foto – O POVO)

Rogério Ceni: “O Fortaleza continuará grande. Com minha presença ou não!”

246 1

No dia 15 de novembro de 2018, quando todos os tricolores presentes no gramado Castelão comemoravam efusivamente a goleada por 4 a 1 sobre o Juventude e o título da Série B do Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni, sozinho, contemplava o show da torcida nas arquibancadas. Naquele momento, a Copa do Mundo vencida com a seleção brasileira, em 2002, e os títulos quando goleiro do São Paulo – tricampeonato Brasileiro, duas Libertadores e o Mundial Interclubes – ficaram em segundo plano. Na cabeça do paranaense de Pato Branco, pulsava mais alto a emoção de fazer história com um grande clube do Nordeste e de conquistar seu primeiro título nacional como treinador logo no segundo ano de carreira.

Conquista emblemática, que fez Rogério, aos 45 anos, marcar pra sempre seu nome no Fortaleza Esporte Clube, que obteve seu título mais importante justamente no ano do Centenário.

No dia seguinte, ainda no clima de celebração, Rogério Mücke Ceni recebeu, com exclusividade, O POVO no Pici, e em entrevista de 1h20min fez uma avaliação sobre a temporada, seu papel no Fortaleza, os planos futuros e o prazo para responder se permanecerá ou não no clube para 2019. Certo é que, independente de ficar ou sair, Ceni garante: “levarei o Fortaleza pra sempre no meu coração”.

O POVO – Ao fim do jogo contra o Juventude, você comemorou, mas depois ficou mais isolado, contemplando a torcida…

ROGÉRIO CENI – Eu também estava comemorando muito, muito feliz, mas é uma coisa diferente quando você joga e quando treina um time. Primeiro pela postura que tem que ter. Segundo que foi uma festa fantástica. Cinquenta e sete mil pessoas, estádio cheio. Mosaico, que é uma coisa muito particular daqui, em São Paulo você não vê isso. E o torcedor fez uma festa incrível, foi uma das coisas mais bacanas que eu vivi no futebol.

OP – Você já havia vencido a Flórida Cup como treinador, mas não era um torneio oficial. Considera esse título nacional pelo Fortaleza como primeiro da carreira?

RC – Conquistar um título é uma coisa tão difícil… Em um campeonato de 38 rodadas, mais difícil ainda. (A Florida Cup) Foi o primeiro torneio que disputei, onde Corinthians e River Plate estavam, então tem uma importância grande. Mas logicamente que o Campeonato Brasileiro tem outra conotação.

OP- Você está apenas no segundo ano como treinador e já conquistou um título brasileiro. Imaginava que viria tão cedo? Acha que com isso você já alcança outro patamar como técnico de futebol?

RC – Um título nacional, dentro do contexto que foi aqui, do que foi montado, do elenco, das condições financeiras, tendo equipes com orçamentos bem superiores ao nosso, tem um valor bastante grande. Eu estou pronto para trabalhar onde as pessoas quiserem que eu trabalhe. Acho que você tem que estar feliz. O meu grande dilema é que nós acabamos de ser campeões, o maior título da história do Fortaleza. E ano que vem a disputa passa a ser um pouco mais desleal, porque não vamos ter dois times com orçamento muito maior, vamos ter dezoito ou dezenove times com orçamento maior. O que vai satisfazer o torcedor do Fortaleza em 2019? O que seria sucesso? Essa é a grande pergunta. Manutenção na Série A é sucesso? Vaga para a Copa Sul-Americana é sucesso? Tem que entender o que o clube deseja para ver se tem condições de entregar isso. Se não, é melhor seguir uma nova oportunidade, porque dificilmente traremos a mesma alegria que trouxemos esse ano ao torcedor do Fortaleza.

OP- Você disse em entrevista recente que veio com o objetivo de ser campeão cearense. Não estava nos planos brigar pelo título da Série B?

RC – Quando cheguei, montamos um time para o Estadual, onde você parte do princípio que pode chegar numa final. Mesmo com seu rival mais estruturado, com elenco que tinha jogado a Série B no ano anterior e subido para a Série A, ele está mais preparado que você para ganhar o título. Mas quando você chega numa final, sempre tem a chance de ser campeão, e nós tivemos. No segundo jogo perdemos o pênalti com o Bruno Melo, e se tivesse empatado ali, psicologicamente poderia ter mudado. Mas nós sabíamos da condição de inferioridade. Entre ser campeão cearense e campeão brasileiro, era mais fácil ganhar o Cearense. Para o Brasileiro, reforçamos o time. Se for analisar friamente, difícil acreditar que batemos 71 pontos, não pelos jogadores, que são ótimos profissionais, mas houve muita mexida. A gente conseguiu se reconstruir dentro do campeonato.

OP – O que Marcelo Paz te propôs quando te convidou para vir?

RC – Eu perguntei pra ele “o que é sucesso para você?”. Ele disse que sucesso era ter o calendário de 2019 cheio, chegar a final do Campeonato Cearense e permanecendo na primeira página do Campeonato Brasileiro. Então acho que fechamos com sucesso, e isso é sinônimo de um trabalho bem feito.

OP – No São Paulo, você perdeu peças importantes e o time caiu de rendimento. Em determinado momento, viveu algo semelhante no Fortaleza. Temeu que acontecesse o mesmo?

RC – Com certeza. Fomos jogar contra a Ponte Preta e eles fizeram 2 a 0 no primeiro tempo. Naquele dia eu tinha Jean Patrick no banco, voltando de lesão, e guardei porque pensei que não tinha condições de reverter o resultado. Inclusive colocamos meninos da base para fechar e perder de 2 a 0, porque perder por 3 a 0 é mais impactante (o resultado foi 2 a 0). Nas saídas de Edinho, Osvaldo, lesão de Gustavo e Marcinho, eu fiquei um pouco perdido, com bastante dúvida se conseguiríamos nos manter na zona de classificação.

OP – Dos dois momentos em que o time ficou quatro jogos sem vencer (da 13ª a 16ª rodada e da 24ª a 27ª rodada), qual te preocupou mais?

RC – O primeiro. Porque no segundo eu tinha os jogadores, foi uma oscilação. Teve lesões também, mas eu não tive perda de jogadores em definitivo, como foi na primeira. No primeiro ainda tinha muito campeonato para jogar e eu perdi dois jogadores que eram fundamentais para o meu estilo de jogo.

OP – Quando você sentiu que o Fortaleza ia forte brigar pelo acesso e pelo título?

RC – Eu falo que os dois jogos contra o Guarani são divisores de água, até pela forma como aconteceu. Foram marcantes para mim, no sentido de retomada ou de ambição, de chegada. O 2 a 1 e o 3 a 2. O primeiro vindo de uma perda de Campeonato Cearense, que aqui tem um impacto muito grande, então aquele gol aos 49 minutos do segundo tempo (no primeiro jogo contra o Guarani) mudou a concepção do torcedor. E a virada no segundo jogo, porque eles iam ficar a três pontos de nós, mas ficamos com sete de vantagem.

OP – Na Série B, o Fortaleza é o time com maior média de posse de bola, maior número de passes certos e o melhor ataque. Você tem um estilo de jogo dominante e efetivo. E no Brasil é muito forte a cultura do resultado, mas às vezes há dificuldade de conciliar um bom futebol com resultado?

RC – Nós tivemos a felicidade de não ter três derrotas consecutivas nenhuma vez. A terceira derrota consecutiva gera grande desconforto em qualquer time brasileiro. E eu não mudo meu estilo de jogo. Eu tenho sempre uma coisa na minha cabeça: se me sinto melhor ou igual ao adversário, vou agredir. Se me sinto inferior, vou preparar uma estratégia para ter o contra-ataque como referência. Mas uso normalmente as peças que tenho com mais qualidade. Se tenho três ótimos zagueiros, vou usar três zagueiros; se tenho três ótimos atacantes, vou usar três atacantes. Mas tivemos a felicidade de propor o estilo de jogo que eu gostaria aliado ao bom resultado. Acho que a ideia de jogo do Fortaleza foi bacana. Se ano que vem o Fortaleza jogar assim, pode ser que não tenha os mesmos resultados. Aliás, dificilmente os terá na Série A. Dificilmente vamos bater 21 vitórias em 37 jogos. Mas onde eu estiver, vou propor sempre jogar em função do gol sem parar.

OP – Em algum momento você pensou que não conseguiria completar um ano de trabalho no Fortaleza?

RC – Com certeza. Acho que aquele gol do Gustavo contra o Guarani na estreia da Série B tem muito a ver com essa pergunta. Infelizmente é assim, a gente não pode fazer de conta, é a realidade do futebol. Acho que aquele gol mudou a história do centenário do Fortaleza e a minha também.

OP – Sobre sua permanência no Fortaleza, dá para depreender das suas declarações que a principal condição para você ficar é ter um time competitivo para a Série A (Ceni balança a cabeça positivamente). A diretoria terá um orçamento de R$ 56,7 milhões para 2019, com R$ 32 milhões de investimento no futebol, que poder dar ao Fortaleza uma folha mensal de R$ 2,6 milhões. Dá pra fazer um time competitivo?

RC – Primeiro tem que descobrir algumas peças mais baratas. Mas o problema não está em fazer o pagamento para o atleta, está em adquirir o atleta. Muitos têm vínculo com outros times. São poucos os jogadores que o Fortaleza tem hoje e tem que analisar se eles se encaixam no perfil para jogar Série A no modo que o time pensa. Hoje os salários de jogadores da Série A são altos. É difícil. Acho que a folha de pagamento do Fortaleza hoje gira em torno de R$ 1,1 milhão mensais, então nós teremos um pouco mais que o dobro. Mas uma coisa é ter jogador e pagá-los com esse dinheiro, outra coisa é montar um time com esse dinheiro. Eu não sei se é possível.

OP – O que o Fortaleza precisa melhorar para a Série A?

RC – Investir no Centro de Treinamento, na formação, em melhores alojamentos, alimentação melhor, melhores campos, aparelhagem de fisioterapia portáteis, que precisa para levar na viagem para tratar jogador e acelerar recuperação. Profissionais também que se dediquem exclusivamente ao clube em determinadas áreas, como nutrição e fisiologia. Eu falo para eles terem uma boa estrutura de trabalho. Acho que é nisso que o clube precisa pensar e eu não sei se diante das expectativas criadas é possível entregar o que o torcedor sonha. Eu não quero frustrar o torcedor porque nós deixamos uma página super bacana escrita no ano do Centenário.

OP – O que vai te mover a escolher seu projeto para 2019?

RC – Ter chance de vencer. Eu gostaria de ter chance de ser campeão. Estou muito grato ao que aconteceu esse ano aqui. Eu sei da importância que foi estar aqui para o time, também a importância da cidade, estádio cheio, jogar para 50 mil pessoas é diferente de jogar para 5 mil pessoas, como a maioria dos times, e mais de uma vez. O que eu gostaria era de enfrentar com possibilidade de vencer.

OP – Você já conversou com o presidente Marcelo Paz sobre prazo para resposta?

RC – Nós devemos ter uma reunião lá em Curitiba (na sexta-feira, após a partida contra o Coritiba, pela última rodada da Série B). Nós conversaremos ao final do campeonato para fazer uma análise geral.

OP – Teme que mudando de clube pode não ter o mesmo respaldo que no Fortaleza?

RC – Em todo time de massa, e o Fortaleza é um time de massa, torcedor é impulsivo e apaixonado. Ele vai ao estádio pra não ser racional. Pra gritar, extravasar, chamar você de burro. Aquilo é intrínseco, futebol é muita emoção. Então no Fortaleza nós ganhamos, foi bacana, mas ano que vem… Sabe o que é o ruim de ganhar um campeonato? É que ano que vem começa tudo de novo. No ano seguinte vamos ter que construir tudo do zero, seja aqui no Fortaleza, seja em outro lugar.

OP – No Fortaleza você foi mais que um treinador, se engajou em várias áreas. Você sentiu que havia necessidade ou foi opção sua?

RC – Eu senti que aqui era necessário. Isso no São Paulo eu fiz também, mas lá eu não precisava olhar refeitório, comida, alojamento, se estava limpo, se não estava, lá tá tudo pronto. Nos grandes clubes isso está tudo pronto. O treinador pode usar o poder de convencimento para trazer um atleta, porém mais que isso não precisa fazer. E digo para vocês, é chato, primeiro porque te tira do principal, que é se concentrar no jogo, mas aqui, naquele momento, quando cheguei, era necessário. Eu vi que pra ter a vitória no final era aquilo que eu precisava fazer.

OP – O que você acha do perfil do presidente Marcelo Paz?

RC – O Marcelo é jovem, tem 35 anos, mas é um cara que tem vontade de vencer, tá sempre lá no vestiário. E tem a vantagem de conhecer jogadores, saber características…quando a gente vai fazer as escolhas, ele conhece. Isso ajuda bastante. É aberto ao diálogo, calmo, tranquilo, raramente se exalta. Ele é um cara que aceita opiniões. Aqui não tem essa de “o Rogério mandou”. Eu não mando em nada. Eu emito uma opinião sobre o que eu acho que ficaria melhor.

OP – Como foi seu relacionamento com os jogadores?

RC – Por ter acabado de sair do futebol, somente três anos, eu tento ser o treinador que eu gostaria de ter quando eu fui jogador. O que ganha o respeito do jogador é ele notar que você domina o que tá fazendo. Uma postura bacana, amizade. Converso todos os dias com eles, cumprimento cada um. Durante o trabalho, eu grito, cobro, faço tudo que precisa fazer. Uma coisa que eu digo do futebol: nada é pessoal. Tudo é profissional.

OP – Teve problemas com algum jogador? Alan Mineiro e Germán Pacheco saíram do clube chateados.

RC – Não. Alan Mineiro, camisa 10 nato, tanto que tem feito sucesso no Vila Nova, jogador que tem uma visão de jogo fantástica. Muito bom tecnicamente, mas no meu entendimento ele estava um pouco abaixo. Não é que eu quis que ele fosse embora, não. Ele vinha entrando em vários jogos, mas precisava melhorar o condicionamento físico. Ele que sentiu que tinha que jogar em outro lugar. É digno de um atleta não se acomodar. O Gérman, ótimo jogador tecnicamente, tranquilo, mas queria mais minutos e eu não tinha condições de dar. Mas não tive problema com nenhum dos dois. Não tive nenhum problema de relacionamento durante esse período. O grupo que trabalhei só tenho elogios a fazer. Os caras foram fantásticos.

OP – Em que você acha que os treinadores brasileiros precisam evoluir para alcançar a Europa?

RC – Eu acho que nós aqui nunca vamos jogar igual à Europa. Na América do Sul não tem um poder aquisitivo que possa segurar um jogador muito tempo. Se os melhores estão lá, é óbvio que lá vai ser um futebol melhor. Se nós não temos a mesma qualidade de gramado, é óbvio que lá vai ser praticado um futebol melhor. Nós nunca chegaremos ao nível de jogo deles. Sobre os treinadores, não dá pra generalizar. Cada um tem um perfil, mas acho que gerir grupo passa a ser o essencial. E depois é tentar sempre se atualizar, desenvolver novos treinamentos e o mais importante: entender pra que o treino serve.

OP – Na imprensa nacional havia o tratamento do “Fortaleza de Ceni”. Isso te incomodava?

RC – Acho que é natural. É o centro onde eu joguei toda minha carreira e num clube só, então é muito marcante, cria uma identificação. Teu nome, os títulos, as vitórias. Então o Fortaleza, estando numa Série B, com alguém que esteve a vida toda na Série A, jogando Libertadores, então é normal que eles tratem assim. Não vejo como uma diminuição.

OP – Se imagina treinando a Seleção Brasileira no futuro?

RC – Eu gosto muito de trabalhar o dia a dia do clube. Quando eu jogava, gostava mais de trabalhar no clube que esporadicamente na seleção. Acho que a seleção brasileira é o ponto máximo que um atleta pode chegar, um treinador e dirigente também. É precioso o reconhecimento não só dos seus torcedores, mas de um país inteiro, só que não tenho como objetivo principal.

OP – Como é a sua relação com a cidade de Fortaleza e o povo cearense?

RC – Muito boa! Vou ser sincero, saio pouquíssimo aqui. Não conheço quase nada, nem as praias que são famosas. Acho que eu fui meia dúzia de vezes na praia em um ano. Mas gosto muito de ver o mar. Isso dá uma paz de espírito. E eu acho o povo muito alegre, receptivo, a cidade foi muito bacana comigo. Eu não conhecia muito do Nordeste, a não ser viagens pra jogar, e posso dizer que fiquei encantado com tudo. O clima é muito bom. É quente? É quente! Mas eu prefiro o calor que o frio. Sou muito grato à cidade, a maneira como me recebeu, que me trata todos os dias. Estando aqui ou não, vou levar pra sempre esse ano que vivi em Fortaleza.

OP – Qual sua análise do futebol cearense? O que é preciso evoluir?

RC – É preciso ter decisões tomadas mais cedo. Pretendo não ofender pessoas, mas quando se cobra uma melhoria no gramado é porque se quer ter um bom futebol. No interior a gente vê que precisa de melhorias, acho que isso é o principal. Pra se ter um bom campeonato tem que oferecer melhores condições.

OP – O que representa o Fortaleza Esporte Clube pra você hoje?

RC – Hoje é uma grande história de sucesso, um dos anos mais marcantes na minha vida. Ficará pra sempre na minha memória tudo que aconteceu aqui. Por se tratar do ano do Centenário, pelo título conquistado, pela forma como fui recebido. Pra mim, levarei o Fortaleza pra sempre no meu coração. Como diz a música, “pra sempre te amarei”, e eu com certeza vou levar esses cantos da torcida. Vou levar pra sempre como uma recordação muito bacana e um dos anos mais especiais da minha vida.

OP – Se o São Paulo é sua casa, o Fortaleza passará a ser a segunda?

RC – Com certeza! Hoje é a primeira (risos). Essa história vai estar sempre aqui. Eu falo pros jogadores que a melhor maneira de entrar pra história é conquistar títulos e eles conseguiram.

OP – Independente de ficar ou não, você deixa um legado no Fortaleza?

RC – Eu espero ter colaborado com alguma coisa. Não somente na parte técnica, mas principalmente com ideias futuras. Independente de estar aqui ou não, que eles possam dar sequência. Uma coisa eu te garanto: o Fortaleza continuará grande, com a minha presença ou não, fazendo as mesmas festas, os mesmos mosaicos no Castelão. O Fortaleza é o eterno amor daqueles que vão ao estádio todos os dias. Outros treinadores têm capacidade de vir e desenvolver o mesmo trabalho que eu desenvolvi. Nós somos uma peça e que tem que aproveitar o que a gente viveu aqui. Eu espero que daqui pra frente caminhe e permaneça o máximo de tempo possível na Série A.

Bastidores

A entrevista foi realizada na sala de imprensa do Fortaleza, no Pici, logo após a foto oficial pelo título de campeão da Série B. Assim que chegou, Ceni tirou as chuteiras e ficou à vontade. Garantiu que “responderia todas as perguntas” e o fez.

Na Prancheta

Antes e depois da entrevista, Rogério Ceni elogiou o programa “Na Prancheta”, do O POVO. “Você que faz o Na Prancheta? Eu vejo você. Assisti vários, quase todos eu vejo. Parabéns pelo seu programa, é bem bacana, tem análises boas. Eu observo todo comentário quando é baseado dentro das quatro linhas, de observação de jogo, e eu assisto sempre”, disse Ceni ao jornalista André Almeida, responsável pelo programa exibido no YouTube.

Presente

Ao fim da entrevista, Ceni recebeu do repórter Brenno Rebouças charge do cartunista Clayton, do O POVO, em homenagem ao título da Série B. “Ah, que legal! Muito obrigado. Vou guardar com certeza”, agradeceu.

(O POVO – Repórteres André Almeida e Brenno Rebouças Foto -Fábio Lima)

Tasso reúne PSDB para discutir sobre tese de Doria pró-apoio a Bolsonaro

Doria na primeira visita que fez ao Cerá, sendo recebido por Tasso.

Nesta segunda-feira (19), no fim da tarde, o PSDB do Ceará faz reunião, sob comando do senador Tasso Jereissati. Na pauta a reunião, marcada para o escritório político do tucano-mor local, fechar posição a ser levada ao encontro da executiva nacional do partido, convocada pelo governador eleito João Doria e que ocorrerá em São Paulo, na próxima quinta-feira.

Os tucanos apregoam reestruturação já nos Estados e na cúpula nacional, mas Doria quer mais: levar a tucanada para a base de apoio do futuro governo de Jair Bolsonaro. Em meio a esse debate, há um outro ingrediente político: nesta semana, FHC foi procurado pelo senador Randolfe Rodrigue (Rede/AP) que quer Tasso como candidato do bloco PSB/PPS-Rede disputando a presidência do Senado.

Por enquanto, Tasso, acerca desse mote, fecha seu bico tucano. Nada de tratar publicamente do assunto que, no entanto, deixa uma certeza: o PSDB terá mesmo que repensar seu futuro. Do contrário, acabará perdendo mais espaços do que já perdeu na última peleja eleitoral.

(Foto – Divulgação)

Decisão do STF pode dificultar processos de recuperação judicial de empresas

Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pode dificultar os processos de recuperação judicial de empresas. Ele concedeu liminar para suspender acórdão da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná que declarou inconstitucional a exigência de comprovação de regularidade fiscal para a homologação de plano de recuperação.

O ministro trouxe ao caso a jurisprudência do Supremo segundo a qual só os plenários ou órgãos de cúpula de tribunais podem declarar leis inconstitucionais. Segundo ele, a decisão do TJ-PR violou a Súmula Vinculante 10. Ela diz que “viola cláusula de reserva de Plenário (CF, artigo 97)” decisão de órgão fracionário que afasta incidência de lei.

“A jurisprudência do STF tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal”, enfatizou.

Olho no bolso

A dispensa de certidão de regularidade fiscal para homologação do plano é o que manda a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Para o tribunal, a exigência, prevista na Lei de Recuperação Judicial e Falência, contraria o princípio da recuperação judicial, que é permitir que empresas em dificuldades se reestruturem.

Mas é um entendimento que sempre foi combatido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. É dela o recurso que tramita no Supremo para discutir a constitucionalidade da jurisprudência do STJ.

Para a Fazenda Nacional, a exigência de certidão fiscal é relevante por ser uma garantia de que receberá os tributos que entende devidos. Os débitos de empresas em recuperação judicial inscritas na Dívida Ativa da União chegam a R$ 22,4 bilhões, segundo a PGFN.

No entendimento do promotor de Justiça de Falência e Recuperação judicial de São Paulo, Eronides dos Santos, analisou, sob o ponto de vista legal, a competência de uma câmara cível do TJ-PR na declaração a constitucionalidade de um dispositivo legal. “Existe todo um regramento para análise de constitucionalidade da lei. E a decisão vem neste sentido de dizer quem seria órgão competente para se manifestar a respeito da constitucionalidade de um dispositivo legal”, explicou.

Superprivilégio

Segundo o promotor, se aguarda uma decisão a respeito desse tema, que poderá colocar um fim nessa discussão. “O fato e que enquanto não houver uma decisão definitiva a respeito da constitucionalidade deste dispositivo legal, cabe aos juízos de primeira instancias e aos tribunais dizer se esta exigência está de acordo ou não com o objetivo da lei de recuperação judicial.”

Para o promotor, a grande discussão que se instala sobre esse tema diz respeito ao superprivilégio concedido às Fazendas Públicas nos processos de recuperação e insolvência.

“Na medida em que a Fazenda Pública não se submete às regras da recuperação judicial, ela pode, por conta própria, promover os autos de execução penal que estão previstos em lei. Isto gera uma dupla exigência do devedor e como se sabe, e um princípio de processo civil em que a exigência de debitou de um devedor deve ser feita de forma menos gravosa para o devedor”, explicou.

(Foto – STF)

Ciro Gomes receberá a Medalha do Mérito Legislativo da Câmara dos Deputados

3040 21

Ciro Gomes (PDT) será um dos agraciados com a Medalha do Mérito Legislativo da Câmara dos Deputados. A solenidade de entrega da honraria ocorrerá na quarta-feira, 21, às 10h30min, no Plenário Ulysses Guimarães. O nome dele foi uma indicação de André Figueiredo, líder do PDT.

O ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito de Fortaleza, ex-deputado estadual e ex-deputado federal deverá, no entanto, ser representado pelo senador eleito, o irmão Cid Gomes (PDT).

“O Ciro tem uma trajetória de dedicação ao povo brasileiro e contribuiu em muitos momentos da vida política nacional para o desenvolvimento do nosso país. Essa indicação é uma forma de homenagear esses que se preocupam com o futuro do nosso povo e com a construção desse Brasil que a gente tanto sonha. E Ciro é peça chave nesse processo”, justifica André Figueiredo.

Perfil

Nascido em Pindamonhangaba, São Paulo, em 1957, Ciro Ferreira Gomes mudou-se quando criança com a família para o Ceará, onde, anos depois, deu início à sua trajetória política. Formado em Direito na Universidade Federal do Ceará, Ciro também cursou economia em Harvard, nos Estados Unidos. Foi prefeito, deputado estadual, deputado federal, governador, duas vezes ministro – da Fazenda e da Integração Nacional – e candidato à Presidência da República por três vezes -1998, 2002 e 2018.

(Foto – Facebook)

Bolsonaro terá reuniões em Brasília. Na agenda, encontro com governadores do Nordeste

329 4

O presidente eleito Jair Bolsonaro passará três dias da próxima semana em Brasília. Na agenda de compromissos, conversas com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge e visita ao Tribunal de Contas da União (TCU), além de reuniões no gabinete de transição. Está prevista também a participação de Bolsonaro no fórum de governadores do Nordeste. O presidente eleito deverá ficar de terça-feira (20) a quinta-feira (22) na capital federal.

Bolsonaro deverá desembarcar em Brasília na manhã de terça-feira (20) e se reunir logo cedo com o ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. Inicialmente, o presidente eleito anunciou que parte da CGU poderá ser absorvida pelo Ministério da Justiça. A definição está em aberto.

Também para a terça-feira estão previstas reuniões com o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, e representantes da Associação das Santas Casas do Brasil, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).

As reuniões com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Raimundo Carreiro, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, estão previstas para a tarde de terça-feira.

Camilo deve participar de reunião com Bolsonaro.

Na quarta-feira (21), Bolsonaro deverá se reunir com os governadores eleitos e reeleitos do Nordeste. Na semana passada, o governador do Piauí, Wellington Dias, confirmou o encontro, uma vez que, entre os governadores da região, ele foi o único que pôde comparecer ao encontro de governadores eleitos promovido em Brasília pelos futuros governadores de São Paulo, João Doria, e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Há ainda a possibilidade. não confirmada oficialmente, de o presidente eleito ir para São Paulo. Bolsonaro deverá ser submetido a uma bateria de exames, no Hospital Albert Einstein, para preparar a retirada da bolsa de colostomia. A cirurgia para remoção da bolsa está prevista para 12 de dezembro.

(Agência Brasil)

Massoterapeuta “Dani Bumbum” deixa prisão

Conhecida como “Dani Bumbum”, a massoterapeuta Danielle Cândido Cardoso deixou a prisão na noite dessa sexta-feira (15). Ela estava presa há um mês, acusada de realizar um procedimento estético na microempresária Fernanda de Assis, morta em outubro, dias após a aplicação de metacril e silicone industrial nos glúteos. A informação é do Portal Uol.

Danielle Cardoso foi presa no dia 16 de outubro, após ter se entregado à polícia e assumido a responsabilidade pelo procedimento. Dez dias depois, a defesa da massoterapeuta chegou a pedir a revogação da prisão, mas o pedido foi negado pelo juiz da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Caso

Fernanda passou mal um dia após realizar preenchimento nas nádegas. Ela chegou a ser internada no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste do Rio, onde chegou com lesões sérias nas nádegas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Depois de nove dias internada, a vítima acabou morrendo em consequência de uma parada cardiorrespiratória.

Além do preenchimento nos glúteos, Fernanda também foi submetida a aplicações nos lábios. Ambos os procedimentos foram feitos na casa da vítima em Ricardo de Albuquerque, zona norte do Rio.

(Foto – Facebook)

Nicola Miccione, diretor de Controle e Risco do BNB, pode ser o novo presidente do banco

1165 5

O empresariado torce para que o ex-deputado federal Firmo de Castro, autor de projetos como o que criou os fundos constitucionais como FNE, mas Brasília sinaliza para uma decisão doméstica em se tratando de comando do Banco do Nordeste.

Funcionário de carreira do banco, Nicola Moreira Miccione, atual diretor de Controle e Risco da Instituição pode ser o novo presidente. Há gestões neste sentido e pesa o fato de que ele, funcionário da Casa, não provocaria o velho barulho político que o presidente eleito Jair Bolsonaro tenta evitar, a partir das indicções já realizadas no plano dos bancos públicos como o BC e ministérios como o da Fazenda, onde Paulo Guedes dá as carftas.

Nicola integra o corpo funcional do BNB desde 2000 e estava à frente do Escritório de Promoção e Atração de Investimentos e Relacionamento Institucional do Banco do Nordeste no Rio de Janeiro (RJ)antes de vir ocupar a diretoria de Controle e Risco.

Ele é advogado, formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pós-graduado em Processual Civil pela Escola da Magistratura do Estado do Ceará (Esmec/UFC), mestre em Direito Empresarial pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibimec-RJ) e possui MBA em Gestão de Empresas pela Fundação Instituto Administração (FIA/USP).

(Foto – Divulgação)

Secretária diz que projeto “Fortaleza Cidade Sustentável” está ameaçado

Com o título “Fortaleza Cidade Sustentável. Um projeto ameaçado”, eis artigo da secretária Águeda Muniz, titular da pasta do Urbanismo e Meio Ambiente. Ela alerta sobre entrave burocrático que pode emperrar o projeto Cidade Sustentável, que precisa do aval do Senado, pois envolve empréstimo externo. Confira:

Desde 2013, a Prefeitura de Fortaleza trabalha, incansavelmente e entendendo o anseio de cidadãos e cidadãs que buscam uma cidade melhor para se viver, para implantar sua política de meio ambiente. Política que se transformou na Lei Nº 10.619/2017, aprovada na Câmara de Vereadores que representa os 2,6 milhões de fortalezenses.

Em 2014, a Prefeitura foi em busca de financiamento para o Programa Fortaleza Cidade Sustentável, conjunto de projetos da política ambiental do município, por meio de um empréstimo inédito no valor de US$ 150 milhões junto ao Banco Mundial. O Programa garante a implantação de projetos como o “Orla 100% Balneável”, a urbanização do Parque Raquel de Queiroz, o Parque da Lagoa da Viúva, mais Ecopontos na cidade, dentre outros projetos que irão impactar positivamente na vida das pessoas, em especial daquelas que mais precisam. É o primeiro empréstimo totalmente voltado às questões ambientais na cidade, ressaltando-se que o Banco Mundial vem utilizando o modelo de Fortaleza como melhor prática em estruturação de projetos em cidades onde está operando.

No entanto, o Fortaleza Cidade Sustentável está ameaçado. Para que os US$ 150 milhões sejam investidos em melhorias ambientais, precisamos da autorização do Senado Federal. Sabe-se que o projeto esteve na Casa Civil da Presidência da República por mais de 120 dias aguardando somente o encaminhamento para o Senado.

Surpreendentemente, o Fortaleza Cidade Sustentável sofreu, neste mês, um revés inusitado: enquanto o tempo normal para liberação desses projetos é de 24 ou 48 horas, o processo de Fortaleza foi devolvido ao Ministério da Fazenda sem nenhuma justificativa técnica e contrariando todos os ritos normais.

Haveria alguma justificativa política, tendo em vista que o Senado Federal é presidido, hoje, por um cearense que já havia se comprometido com a aprovação da matéria? Espera-se que os interesses maiores dos fortalezenses estejam acima de qualquer querela ou interesse menor da política. Ou será que estamos sem prestígio para fazer andar o processo no âmbito federal?

Em nome dos legítimos interesses da Capital, Fortaleza, sua gestão e seus cidadãos, além do Banco Mundial, concluíram o Fortaleza Cidade Sustentável enquanto projeto. Espera-se, portanto, o mesmo empenho no âmbito federal para que tenhamos uma Fortaleza mais Sustentável a partir de 2019.

*Águeda Muniz

aguedamuniz@uol.com.br

Secretária Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma).

Geração de energia eólica já cresceu 27% neste ano

A produção de energia eólica em operação no Brasil, entre janeiro e setembro de 2018, foi 27% superior à geração no mesmo período do ano passado. Segundo a Veja Online, as usinas movidas pela força do vento somaram 5.085,5 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 4.327 MW médios gerados no mesmo período de 2017.

A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 8,1%. A fonte hidráulica foi responsável por 71,6% do total e as usinas térmicas responderam por 20,3%.

Os números exclusivos são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

(Foto – Ilustrativa)

Acrísio repudia saída de cubanos do Programa Mais Médicos. O Ceará está ameaçado

274 1

Acrísio Sena reage à saída dos cubanos: “menos médicos e mais sacrifício pro povo pobre“

O vereador Acrísio Sena (PT), também deputado estadual eleito, afirmou, nesta sexta-feira, estar “indignado” com a saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos por conta de críticas disparadas durante e depois da campanha pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). “Trata-se de um prejuízo gigantesco para as populações pobres e vulneráveis do Brasil e do Ceará”, afirmou, lembrando que 118 dos 184 municípios do Ceará contavam com o Programa, “um dado alarmante”.

Para o deputado estadual eleito, o anúncio de Cuba, após provocações e questionamentos feitos pelo presidente eleito Bolsonaro, trará graves consequências à saúde brasileira impactando de forma mais intensa nas regiões norte e Nordeste.

Ceará

No Ceará, 448 médicos faziam uma cobertura da saúde da família em 118 municípios. “A população vulnerável não contará com soluções a curto prazo, pois são vagas em locais ermos, rejeitadas pelos médicos brasileiros”, lembrou Acrisio Sena, acrescentando que este é mais um capítulo das “desastrosas relações diplomáticas do presidente eleito, que já havia anunciado que iria expulsar os médicos cubanos do Brasil”.

O Mais Médicos está em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. 75% das áreas indígenas são cobertas por médicos cubanos.

(Foto – CMFor)

Processo de sucessão de Sergio Moro na Justiça Federal pode durar um mês

Após a saída de Sergio Moro da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba – exonerado nesta sexta-feira, 16, pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), desembargador Thompson Flores -, a cadeira do juiz da Lava Jato fica vaga até a conclusão do concurso de remoção, cujo edital deverá ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial da União. A saída de Moro será válida a partir da próxima segunda-feira, 19.

A remoção é um concurso interno entre magistrados da Justiça Federal da 4ª Região, na qual Moro estava lotado. A 4ª Região compreende os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os juízes que pretendem concorrer à vaga de Moro deverão apresentar interesse nos próximos dez dias.

O candidato deve ser escolhido pelo critério de antiguidade: primeiro, o tempo de trabalho como juiz federal da 4ª Região, depois, o tempo em que o candidato exerceu o cargo de juiz federal substituto e, por fim, o critério de classificação no concurso público.

O processo de seleção para o substituto de Moro deve durar cerca de um mês. Até lá, os processos serão conduzidos pela juíza substituta de Moro, Gabriela Hardt, que na quarta, 14, interrogou o ex-presidente Lula na ação penal do sítio de Atibaia (SP), na qual o petista é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A saída de Moro não leva à redistribuição dos processos da Lava Jato, que continuam sob competência da 13ª Vara Federal de Curitiba.

A deliberação sobre o pedido de remoção cabe ao Conselho de Administração do TRF-4. O ato de remoção é expedido pelo Presidente da Corte e publicado no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 4ª Região.

(Agência Estado/Foto – Folhapress)