Blog do Eliomar

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Governo está preocupado com imagem do Brasil no Exterior

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E agora, dona Dilma?

“O governo está preocupado com a repercussão externa das manifestações no Brasil. Especialmente porque jornais e revistas internacionais tratam os protestos como reação a tudo, destacando a Copa das Confederações.

Chama a atenção dos políticos a falha do serviço de inteligência do Palácio do Planalto. Os que já participaram de outros governos, dizem que nunca viram situação igual a esta, em que um presidente da República é pego de surpresa.”

(Ilimar Franco – O Globo)

OAB pedirá no Supremo norma para serviços públicos

“O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil entrará nesta sexta-feira, no Supremo Tribunal Federal, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por omissão para obrigar o Congresso a fixar um prazo para regulamentação de norma de proteção dos usuários dos serviços públicos. A ação da OAB pede a concessão de liminar para aplicação imediata da medida enquanto não for editada uma lei sobre a matéria.

Segundo Marcus Vinicius, o artigo 27 da Emenda Constitucional 19/1998, que trata dos princípios da administração pública, não está sendo cumprido. O dispositivo deu prazo de 120 dias para que o Congresso eloborasse uma lei de defesa dos usuário de serviços públicos. Ele lembrou que já há um projeto de lei (6.953/2002) em tramitação na Comissão de Constituição e Justiçada Câmara dos Deputados que trata do assunto mas até hoje não foi votado. “Queremos a aplicação do código de processo do consumidor enquanto não for aprovada a lei de proteção ao usuário dos serviços públicos”, disse Marcus Vinicius.

A proposta da OAB ocorre em meio a protestos por todo o país que tiveram como estopim a elevação das tarifas nos transportes públicos, além de críticas generalizadas contra a qualidade dos serviços oferecidos pelo Estado.”

(Consultor Jurídico)

Presidente da Câmara dos Deputados não pensa em adiar votação da PEC 37

O presidente da Câmara dos deputados, Henrique Alves (PMDB/RN) chegará ao Brasil amanhã com uma decisão irrevogável na mala. Nem as manifestações nem a opinião de André Vargas vai sensibilizá-lo a adiar a votação da PEC 37, “com ou sem acordo”.

– Os protestos reforçam ainda mais a necessidade de tirarmos esse assunto do caminho. Vou colocar na pauta logo depois de me reunir com promotores e delegados da Polícia Federal.

A distância Brasil-Moscou deve estar nublando a capacidade de Henrique Alves mensurar riscos. A eventual aprovação da PEC tem tudo para tornar-se a próxima grande bandeira dos manifestantes, que já deixaram claro que não engolirão a perda de poderes do Ministério Público.

(Coluna Radar – Veja Online)

Para presidente da FIEC, manifestações estão apenas começando

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Para o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macedo, a onda de protestos que se irrompeu no País tem uma só explicação: é resultado da “insatisfação” daqueles que pagam tantos impostos e não veem o retorno nos serviços ofertados pelo Estado.

“A população começa a reagir e mostrar insatisfação. Tem que haver um tratamento mais sério da parte do governo com a sociedade”, afirma. Macedo não vê esses protestos como algo orquestrado, mas espontâneo, no que destaca como bom para a democracia.

“Aqui e acolá tem algum excesso. Gasta-se muito dinheiro com a Copa – e muito mal, tudo com projetos a toque de caixa, gerando-se privilégios para poucos. Além da Copa, há a ameaça da inflação, o câmbio em alta e a insegurança jurídica. O povo quer desabafar e, creio, isso não para por aqui”, estima Macedo.

(Coluna Vertical, do O POVO)

Novo FPE – Ceará deve perder R$ 90 milhões

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“O Senado aprovou na noite de terça-feira, 18, o novo projeto de lei que altera o cálculo para distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Segundo o secretário estadual da Fazenda, Mauro Filho, as mudanças da distribuição do Fundo, farão com que o Estado perca R$ 90 milhões. “O meu coeficiente era de 7,33%, agora ficou em 6,84%”, ele disse.

Após a votação de duas emendas que foram rejeitadas pelos senadores, o projeto foi aprovado pelo plenário, por 54 votos a nove, conforme apresentado pelo relator, senador Walter Pinheiro (PT-BA), ficando mantida a base da proposta aprovada em abril pela Casa e derrubada na semana passada pela Câmara dos Deputados.

O projeto mantém as atuais regras de rateio até 2015 e, a partir de então, garante a 10 Estados um aumento de recursos em cima do excedente de arrecadação do fundo. Mauro Filho ressalta que o prejuízo poderia ser ainda maior, se não fosse pela atuação da bancada nordestina no Senado. “Houve um trabalho dos senadores do Nordeste para tentar minimizar as perdas, diante do quadro que estava desenhado para a Região”.

Agora, o bolo dos recursos do FPE será corrigido pelo IPCA mais 75% da variação real do Produto Interno Bruto (PIB) calculados em 2015. Antes, o porcentual era de 50%. Outra mudança diz respeito ao piso populacional que será considerado para efeitos de cálculo. A nova proposta prevê que as 27 unidades da federação serão consideradas com pelo menos 1,2%. O texto anterior apontava essa “trava” mínima de 1%. A mudança beneficia principalmente Estados do Norte brasileiro, que, em alguns casos, têm população inferior a esse porcentual.

A expectativa é que a Câmara aprove o texto também sem alterações até a próxima semana, de modo a garantir o cumprimento do prazo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal para aprovação de novas regras de distribuição do Fundo. Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que os senadores cumpriram seu dever com a votação e aprovação das novas regras e que espera que a Câmara aprecie e vote a matéria até o próximo dia 25. A definição de novas regras foi exigida pelo Supremo Tribunal Federal, quando os ministros da corte consideraram a atual distribuição inconstitucional.”

(O POVO com Agência Brasil)

Abin monta rede para monitorar manifestações

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Sem detectar as manifestações combinadas pelas redes sociais e que hoje terão como alvo o Palácio do Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) montou às pressas uma operação para monitorar a internet. O governo destacou oficiais de inteligência para acompanhar, por meio do Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp, a movimentação dos manifestantes. A avaliação na agência é de que as tradicionais pastas do governo que tratavam de articulação com a sociedade civil perderam a interlocução com as lideranças sociais.

A decisão foi tomada após uma crise entre assessores civis da presidente Dilma Rousseff e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que não teria alertado o Planalto das manifestações da semana passada em São Paulo e que desencadearam em uma onda de protestos no Brasil. Nos últimos dois meses, os agentes da Abin e de outros órgãos de inteligência foram deslocados para a segurança da Copa das Confederações, negligenciando outras áreas.

Com a eclosão da crise, o potencial das manifestações passou a ser medido e analisado diariamente pelo Mosaico, um sistema online de acompanhamento de cerca de 700 temas definidos pelo ministro-chefe do GSI, general José Elito. Nos relatórios, os oficiais da agência tentam antecipar o roteiro e o tamanho dos protestos, infiltrações de grupos políticos e até supostos financiamento dos eventos. “O monitoramento, acompanhamento dos assuntos nacionais é dever de todos nós, independentemente de qualquer assunto”, disse o ministro.

(Com Agências)

Governo estadual ganha bases móveis para monitorar áreas do "crack"

A assessora especial de Políticas sobre Drogas do Estado, Socorro França, começará, na prática, a mostrar serviço a partir de agora. Nesta quinta-feira às 10 horas, no Palácio da Abolição, ela receberá três bases móveis (caminhões) de videomonitoramento para acompanhar áreas críticas do tráfico de drogas em Fortaleza. A ordem é identificar pontos de drogas, traficantes e, em seguida, fechar ações de polícia e de apoio a vítimas.

Também na ocasião, ela assinará o termo de adesão dos município de Caucaia, Juazeiro do Norte e Maracanaú ao programa “Crack, é possível vencer”, do governo federal. O ato terá a presença da secretária nacional de Segurança Pública do Ministério, Regina Micki, e do secretário nacional de Políticas Antidrogas do MJ, Vitore Maximiano.

Senadores vão visitar cidades-sede da Copa do Mundo para fiscalizar obras

As cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo do ano que vem vão receber visitas de senadores que compõem a Subcomissão de Acompanhamento da Copa do Mundo de 2014. Um requerimento do senador Sérgio Souza (PMDB-PR) foi aprovado nesta quarta-feira (19) estabelecendo que sejam feitas diligências para checar como está o andamento das obras de infraestrutura, de mobilidade urbana e dos estádios.

O Rio de Janeiro também receberá visitas para que os parlamentares acompanhem as obras para as Olimpíadas de 2016. Além da capital fluminense, São Paulo, Curitiba, Natal, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Manaus e Cuiabá também receberão os membros da subcomissão.

As visitas vão começar no dia 24 de junho, em São Paulo, e seguirão pelas outras cidades até o fim do ano. Também foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União um pedido de informações sobre os gastos e uma avaliação dos ministros sobre possíveis irregularidades que devem embasar as visitas dos senadores.

A Subcomissão de Acompanhamento da Copa do Mundo de 2014 faz parte da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado. Ao fim do trabalho nas cidades-sede será produzido um relatório que será entregue à comissão.

(Agência Brasil)

Para Cristovam, manifestações mostram que a democracia brasileira está doente

Em discurso em Plenário, nesta quarta-feira (19), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) conclamou os políticos brasileiros, em especial o governo federal, a buscarem compreender com maior amplitude as razões que levaram milhares de jovens brasileiros a realizar protestos em várias capitais nos últimos dias.

Na avaliação do parlamentar, a classe política nacional tem se mantido perigosamente alheia a importantes reivindicações da população, não apenas no que se refere à melhoria dos serviços básicos essenciais, mas também no que se refere ao aperfeiçoamento das instituições políticas.

Para Cristovam, a democracia brasileira enfrenta atualmente uma grave crise causada pela falta de sintonia entre as classes políticas e as aspirações populares.

— Ou olhamos, não com surpresa, mas com a percepção de algo que estava sendo gerido, gestado ao longo de anos, no Brasil, por políticas equivocadas, ou caminhamos não digo para a morte vinda da ditadura, mas para a morte de uma democracia que não tem sintonia com a opinião pública, com a alma do povo, com a exigência de futuro. Uma democracia doente, como a nossa — disse.

Cristovam criticou o governo federal por não ter conseguido implementar políticas públicas capazes de resolver problemas graves e antigos  existentes no pais, tais como os gargalos na mobilidade urbana nas grandes cidades e a péssima qualidade dos sistemas de educação e saúde públicos.

Em sua opinião, a precariedade do transporte público no país se deveu a ênfase equivocada dada por sucessivos governos ao transporte privado, que já se esgotou, segundo ele, como alternativa para o Brasil.

— Não investimos no transporte público de qualidade, como faz qualquer metrópole que queira funcionar bem — lamentou.

(Agência Senado)

Vitórias duplas: Brasil e do povo que, em SP, provoca revogação da tarifa

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A Seleção Brasileira ganhou de 2 a 0 do México, nesta quarta-feira, na Arena Castelão, com Neymar brilhando ao m arcar o primeiro gol e dar passe para Jô que marcou o outro, mas a vitória mesmo foi popular. Os governos municipal e estadual de São Paulo anunciaram a revogação do aumento da tarifa de ônibus, metrô e trens que voltam a R$ 3,00. Estava em R$ 3,20. O anúncio veio agora há pouco em coletiva que reuniu o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT), no Palácio dos Bandeirantes.

Em coletiva, Alckmin falou que o retorno da tarifa para R$ 3 representa um “esforço” e acrescentou que serão cortados gastos para que a mudança seja possível. Já o prefeito afirmou que “investimentos serão comprometidos” por conta disso.

Ontem, ocorreu o sexto protesto contra as tarifas na capital paulista. O ato começou de forma pacífica na praça da Sé, mas um grupo mais exaltado atravessou a grades que faziam o isolamento na frente da prefeitura e atiraram objetos contra os guadas-civis que faziam um cordão na frente do prédio. Ao menos dois guardas ficaram feridos.

No Rio,  Prefeitura reduziu também a passagem par ao preço antigo de R$ 2,75. Havia sido reajustada em R$ 0,20.

(Com Uol)

"Cura gay": Feliciano diz que Maria do Rosário deve "tomar cuidado" porque 2014 é ano eleitoral

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O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), rebateu nesta quarta-feira (19) as declarações da ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que nessa terça-feira (18) disse que vai trabalhar para evitar a aprovação do projeto que autoriza psicólogos a tratar homossexuais com o objetivo de curá-los, a chamada “cura gay”.

Nessa terça-feira, a Comissão de Direitos Humanos, em votação simbólica, aprovou o projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), que visa suprimir um dos trechos da Resolução nº 1/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe os profissionais da área de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de atribuir caráter patológico (de doença) à homossexualidade. A proposta ainda precisa ser votada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça (CCJ).

Para Feliciano, a interferência do Executivo no Legislativo é “perigosa” e a ministra deve “tomar cuidado” porque 2014 é um ano eleitoral. “Acho que ela está mexendo onde não devia. Senhora ministra, juízo. Fale com a sua presidenta [Dilma Rousseff] porque o ano que vem é político”, ironizou Feliciano em referência ao apoio dos evangélicos à eventual candidatura de Dilma para disputar a reeleição.

“Dona ministra Maria do Rosário, dizer que o governo vai interferir no Legislativo é muito perigoso. É perigoso, dona ministra, principalmente, porque ela mexe com a bancada inteira, feita não só por religiosos”, acrescentou Feliciano antes do início de audiência pública na CDHM sobre a situação do Programa Brasil Quilombola.

Perguntado sobre as críticas que vem recebendo em manifestações espalhadas pelo país, Feliciano preferiu não responder e disse que abrirá espaço na comissão para ouvir as reivindicações de minorias como os negros e índios.

“Essas minorias têm que ser ouvidas nesta Casa. São brasileiros de verdade, herdeiros das pessoas que foram escravizadas no país. A situação deles não é enxergada pelo governo como deveria ser. Como a situação dos índios. A morte dos índios [terenas, em Mato Grosso do Sul] poderia ter sido evitada se a Comissão de Direitos Humanos tivesse se debruçado sobre a situação deles nos últimos oito ou dez anos, coisa que não aconteceu.”

Em dezembro de 2011, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados percorreu durante dois dias a região sul de Mato Grosso do Sul para checar a situação dos indígenas. À época, os deputados já apontavam descaso do Estado brasileiro em relação à situação no local.

(Agência Brasil)

LDO 2014 – Comissão Mista de Orçamento fará audiência pública em Fortaleza

danilo forte deputado

A Comissão Mista de Orçamento e Fiscalização fará reunião nesta quinta-feira, às 16 horas, na Assembleia Legislativa. Hora de debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2014. Segundo o relator da matéria, o deputado federal cearense Danilo Forte (PMDB), o encontro vai contar com a participação do presidente dessa comissão especial, Lobão Filho (PMDB/MA).

O objetivo é ouvir as sugestões dos Estados para a LDO 2014. “Queremos democratizar o processo de elaboração do relatório que vamos apresentar sobre a matéria”, explica Danilo Forte. Essas audiências pública deverão ocorrer em outras regiões do País. A expectativa é que a LDO seja votada até julho. 

Danilo Forte já apresentou à Comissão Mista de Orçamento o relatório preliminar ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias – PLDO 2014. De acordo com o parlamentar, é importante “dar conhecimento à sociedade do projeto do Executivo, bem como colher subsídios para o aperfeiçoamento da proposta legislativa.”

Aprovação do governo cai 8 pontos percentuais, diz CNI-Ibope

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A avaliação do governo e a maneira como a presidente Dilma Rousseff administra o país registraram queda na aprovação, segundo a pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta quarta-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O percentual dos que consideram o atual governo como ótimo ou bom caiu de 63%, na pesquisa de março, para 55%. O percentual de pessoas que consideram o governo regular subiu de 29% para 32%, e os que o consideram ruim ou péssimo subiu de 7% para 13%.

De acordo com a pesquisa, a aprovação da maneira como a presidenta governa o país também registrou queda, passando de 79% para 71%. Para 25% do público pesquisado, a maneira de ela governar é razoável. Em março, eram 17%.

Caiu também a expectativa em relação ao restante do governo, passando dos 65% para 55%. Recuou ainda o percentual da população que confia na presidenta: caiu de 75% para 67%. Ainda segundo a pesquisa, seis das nove áreas de atuação do governo foram desaprovadas pela maioria da população: segurança pública (67%), saúde (66%), impostos (64%), combate à inflação (57%), taxa de juros (54%), e educação (51%).

A pesquisa ouviu 2002 pessoas entre os dias 8 e 11 de junho, data posterior à primeira manifestação, ocorrida em São Paulo, porém anterior ao período em que elas ganharam força, a partir do dia 13. A manifestação do dia 6 não está entre as notícias mais lembradas pela população, de acordo com o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. Os assuntos mais lembrados foram o boato sobre o fim do Bolsa Família (15%), as obras da copa (10%), a redução na conta de luz (8%) e a alta da inflação (7%). A margem de erro da pesquisa é 2 pontos percentuais para mais.

(Agência Brasil)

Ministro da Educação vem conferir ato do Programa de Alfabetização na Idade Certa

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O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, estará em Fortaleza na próxima sexta-feira. Ele vem participar de solenidade em que o governador Cid Gomes vai divulgar, ao lado da secretária estadual da Educação, Izolda Cela, os novos resultados do Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC).

A solenidade está marcada para as 9h30min, no Centro de Eventos.

Com base nesse ranking, o governo estadual premiará as prefeituras com aumento no repasse de ICMS.

Onda de protestos – Filósofo Manfredo Oliveira indaga: Por que só agora?

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A onda de protestos pelo Brasil. Nesta quarta-feira, o professor, filósofo e padre Manfredo Oliveira, comentou o assunto. Ele, inicialmente, lançou logo uma pergunta: por que só agora essas manifestações tendo, entre alguns questionamentos, gastos com obra da Copa?

Manfredo Oliveira afirma, no entanto, que esse movimento espontâneo da população é importante, porque chama a atenção a sociedade para seus problemas.

Onda de protestos contra a "privatização da política"

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Com o título “A primavera de São João”, eis artigo do professor Uribam Xavier (UFC), publicado no O POVO desta quarta-feira e que avalia a onda de manifestações pelo País. Para ele, o ato mostra a falência do sistema de representação política. Confira:

A explosão das ruas, iniciada durante o mês de junho, reflete muitas coisas importantes. Podemos ter várias explicações. Uma das minhas chaves de leitura é que esses movimentos refletem: Primeiro, o experimento de 12 anos de governo petista que apostou de forma linear na organização do capitalismo por meio da dinamização do mercado interno de consumo. Para isso, elegeu como consumidor os miseráveis (com o Programa Bolsa Família) e os pobres (com uma política de aumento real do salário mínimo e pela disponibilidade de crédito fácil para o consumo). Uma política que transformou parte dos miseráveis em pobres, que promoveu a popularidade do governo deixando felizes e ricos alguns setores do mercado.

Segundo, uma política macroeconômica que reduziu a cidadania à condição de consumidor em detrimento do acesso aos direitos e bens culturais. Assim, não promoveu o empoderamento dos indivíduos nem das organizações sociais, mas privatizou a política e cooptou parte da sociedade civil por meios de convênios, repasses de recursos e editais dirigidos que terceirizam as políticas públicas.

Terceiro, uma política linear de mercado que deixou descuidado, até entrar em colapso, o sistema nacional de segurança pública, o sistema nacional de saúde, o sistema de transportes urbano e que se demonstrou incompetente para aproveitar os bons momentos da conjuntura internacional para implantar uma política industrial sólida.

Quarto, uma política de alianças conservadora com os setores mais atrasados da sociedade, fortalecimento do agronegócio e o abandono da defesa de uma política de reforma agrária e de defesa dos povos indígenas. Implantação de uma política de privatização dos portos e aeroportos e o acolhimento de uma copa do mundo de forma desastrosa, que desrespeita direitos humanos, que onera os cofres públicos e na qual o governo se comporta de forma subserviente diante das exigências escabrosas da Fifa.

As vozes e os corpos cidadãos nas ruas se rebelam contra tudo isso, contra a privatização da política, contra a falência do sistema de representação. As multidões vão às ruas para representar a si mesmas, para mostrar seu descontentamento. Trata-se de uma aposta na reinvenção da política. Trata-se de um momento em que o novo surge surpreendendo o mundo, mesmo que, ainda, não seja de forma totalmente definida, e o velho, perplexo e atônito fica apavorado com medo do atestado de invalidez.

* Uribam Xavier

uribam@ufc.br
Professor de Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC).

São Paulo terá novo protesto nesta 5ª feira

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O Movimento Passe Livre, de São Paulo, já convocou o sétimo grande ato contra o aumento da tarifa do transporte coletivo para esta quinta-feira, a partir das 17 horas, na praça do Ciclista, na avenida Paulista, região central da cidade.

Até à 0h47, mais de 9 mil pessoas, segundo o site da Folha Online, já haviam confirmado a participação na passeata.

No convite, o movimento diz que o “tamanho das últimas manifestações e a radicalidade assumida pelos manifestantes só evidenciam o caráter insustentável da opção de Alckmin e Haddad pela intransigência”.

 

IBGE – 15 mil adolescentes fumam "crack"

“Aproximadamente 75 mil alunos do último ano do ensino fundamental nas escolas brasileiras fumavam maconha e 15 mil fumavam crack no ano passado, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2012, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dos números representarem 2,5% e 0,5%, respectivamente, dos cerca de 3,15 milhões de escolares do 9º ano, a situação serve de alerta para as autoridades e a sociedade como um todo, de acordo com o gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antonio Andreazzi.

“Estamos falando de adolescentes, em sua maioria, entre 13 e 15 anos de idade, que frequentam a escola, que relataram ter usado essas drogas nos últimos 30 dias”, comentou. Ele demonstrou maior preocupação em relação ao crack. “Esse percentual de 0,5%, embora pareça bastante pequeno, merece cuidado e análise mais aprofundada: o crack é uma droga debilitante, que provoca o afastamento da escola, da família e do convívio social”, disse ele.

O estudo aponta que quase metade (45,5%) dos alunos nesse ano escolar tinha 14 anos de idade. Entre os entrevistados, 7,3% disseram ter experimentado algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy. Desse total, 2,6% tinham menos de 13 anos. Dentre os entrevistados, 34,5% haviam provado maconha e 6,4%, crack. O Centro-Oeste é a região com o maior percentual de alunos do 9º ano que haviam experimentado alguma droga, com 9,3%. A Região Nordeste aparece com o menor percentual. Analisando os resultados por capitais, o maior percentual foi encontrado em Florianópolis (17,5%), Curitiba (14,4%) e os menores em Palmas e Macapá (5,7% em ambas).”

(Agência Brasil)

 

O passivo do Governo Lula

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Com o título “Sucessão em 2014”, eis artigo que o pesquisador Felipe Bastos Gurgel Silva, mestre em Engenharia Financeira pela Cornell University e doutorando do Finance PhD, da S C Johnson School of Management – Cornell University, manda para o Blog. Ele analisa o passivo do Governo Lula. Confira:

Quem me conhece sabe que é muito difícil para uma pessoa como eu dizer o que vou dizer agora. Mas, pelo que estou vendo (não dos protestos, mas da situação econômica do Brasil), a pior coisa que poderia acontecer para o País, no longo prazo, seria a Dilma não se reeleger. Sempre fui um crítico do modelo petista de state capitalism que infla o estado e “seleciona os vencedores” no pior estilo animal farm. Por que então falo isso? Porque qualquer pessoa com o mínimo conhecimento de macroeconomia verá que é uma questão de poucos anos para uma grande crise econômica chegar ao Brasil – e, dessa vez, os motivos principais são internos, não externos. Ou melhor, não o que foi feito, mas o que deixou de ser feito na gestão Lula (questões semânticas à parte).

Infelizmente na grande maioria das sociedades democráticas (senão todas, embora em níveis diferentes), os eleitores sempre associam governo atual com momento atual. Apenas lembrando, nos idos de 2003 o Lula em si não tinha índices de aprovação superiores a 38%. Como tudo isso mudou? Bom, em 2005, nosso amigo Jim O’Neill cria a sigla BRIC e, em conjunto com outros fatores, o Brasil passa a soar aos olhos do investidor como uma democracia estável, um País com forte potencial consumidor e com um sistema político bipartidário (PT / PSDB) que garantia que, independente de quem ganhasse, não haveria um idiota pregando o calote fiscal ou expropriando empresas privadas (vide Venezuela ou mesmo Dona Cristina). Estabilidade com alternância de poder – associada a 180 milhões de habitantes que poderiam começar a consumir. Em paralelo, começa-se um super-ciclo de alta nos preços das commodities (puxado por Índia e, principalmente, China). Cenários externo e interno cuidadosamente desenhados para o País de fato sair da condição de subdesenvolvimento.

Engana-se quem julga que a popularidade recorde do Lula, entre 2005 e 2010, foi fruto apenas dos programas sociais voltados para as classes mais pobres. O Bolsa Família certamente garante a popularidade do governo entre os seus beneficiários, mas 85% de aprovação certamente vêm de algo a mais. Ela vem do funcionário público que viu seu salário duplicar em cinco anos. Vem do cidadão de classe média alta que aprendia a “brincar” na bolsa de valores e via suas ações renderem 40% ao ano. Vem do universitário recém-formado, que passou a ter três propostas de emprego (ao invés de batalhar por uma). Vem da classe média que conseguia viajar para Miami com dólar a 1,55 reais. Vem da própria elite que conseguia captações recordes de recursos quando vaziam seus IPOs. Do Oiapoque ao Chuí, do sertanejo ao Eike, havia um consenso de que “o Brasil hoje é um País melhor”.

Esse conjunto de obra é a receita infalível para a alta popularidade de qualquer governante. Isso ofusca qualquer escândalo do tipo Mensalão. Não é errado julgar que o País melhorou, O erro crasso é atribuir toda essa melhora a uma única pessoa. De fato, as principais reformas estruturais que permitiram que o País se tornasse o que se tornou foram feitas no governo FHC – e pasmem seus próprios partidários, no seu segundo mandato (não no primeiro). O País poderia sim (e deveria) aproveitar esse momento único, no qual os cenários externo e interno totalmente favoreceriam seu desenvolvimento sustentável. Infelizmente, eleitores não julgam seus representantes pelo que os mesmos de fato fizeram, muito menos pelo que deixaram de fazer. Eles olham, ou melhor, sentem o conjunto de eventos do parágrafo anterior. Parafraseando Obama, a famosa pergunta de Are you better off than 4 years ago?

Obviamente que a resposta para essa pergunta aplicada ao povo brasileiro em 2006 era um sim volumoso. E era para assim ser, tendo em vista o momento que o País vivia. O problema é que as pessoas não julgam ações – tampouco enxergam bombas relógios. Pessoas simplesmente analisam, sentem estados de bem-estar social. Abaixo uma pequena lista de o que o PT (Lula) deveria ter feito para o Brasil ter, de fato, rumado no caminho da prosperidade.

Do do list (not accomplished): o governo deveria ter aproveitado o momento do super-ciclo de alta das commodities e o fluxo de FDI que o País recebeu para implementar as reformas estruturais de que o Brasil tanto precisava, tais como reforma política e reforma tributária. Aproveitado a crescente renda (e receita com tributos) para aumentar a produtividade (e consequentemente nossa competitividade) através de investimento em infraestrutura e educação básica. Implementado um modelo de gestão no setor público que tente, ao menos, ser minimamente meritorático, o que garantiria que não pagássemos os “impostos escandinavos para serviços africanos”. Reduzido o tamanho da máquina pública. Modernizado a CLT (o que novamente aumentaria a competitividade da indústria nacional). Transformado nossas universidades (inclusive via atração de alunos e pesquisadores internacionais) em celeiros de conhecimento (novamente, isso afeta a produtividade do País). Modernizado nosso código penal (e a efetividade do mesmo). Em resumo, o PT deveria ter feito o que deveria ser feito para o Brasil se tornar uma economia diversa e de conhecimento.

Obviamente, nada disso garante a reeleição (ou eleição de seu sucessor do mesmo partido). Não é preciso dizer que o que foi feito foi justamente o oposto. Aumento indiscriminado dos gastos públicos. Hiper-exposição em commodities (das dez maiores empresas brasileiras, nove são ligadas diretamente a matérias primas). País com índices crescentes (e epidêmicos) de violência urbana. Epidemia de crack que até hoje o governo federal ignora. Dentre outros fatos (não teorias) que não preciso listar.

Hoje, o modelo brasileiro – se é que podemos chamar de modelo – já mostra claramente que não consegue mais se sustentar. E os sinais são múltiplos. Boom de crédito insustentável (obviamente, os bancos privados já perceberam isso e começaram a dar marcha ré, mas os bancos públicos, como existem para fazer política pró-PT, vão continuar a receita destrutiva). Gargalos estruturais que fazem o País só despencar nos rankings internacionais de produtividade. Inflação fora de controle e crescimento pífio (estagflação), apesar das previsões de Guido, the forecaster. Ibovespa batendo seus 49 mil pontos. Dólar disparando, o que apesar de melhorar a competitividade da indústria, pesa na inflação e possivelmente na dívida de empresas denominadas em dólar. No cenário externo, o fim do super-ciclo de alta e a mudança no perfil do PIB da China pode (e deve) fazer com que a demanda por commodities caia consideravelmente.

A bomba relógio está armada. E foi armada por aquele que hoje dá palestras por 200 mil reais para plateias de líderes e (de)formadores de opinião ouvi-lo falar mal das elites – as mesmas que pagam seus 200 mil reais. Armada pela não ação daquele que com seu maniqueísmo de ricos contra pobres matou o pouco espírito empreendedor que o brasileiro tinha, transformando nossos possíveis futuros Zuckerbergs em concurseiros. Quando a bomba vai estourar, não sabemos ao certo.

O problema é: e SE a oposição ganhar em 2014 e ela estourar nas mãos da oposição, digamos, em 2015? Quem levará a culpa? Dilma? Lula? PT? Então, pergunto: se a bomba for de fato estourar entre 2015 e 2018, não será melhor ter como governante alguém mais apto a desarmá-la, pelo menos, para o desastre ser menor? A resposta seria sim, SE pelo menos dois entre dez brasileiros (eleitores) conseguissem entender o texto acima. Novamente, pagamos agora o maior preço pela falta de investimentos em educação. Acho que o cenário mais provável seria o seguinte: A crise vem na gestão da oposição e o Lula (ele mesmo) aparece para expor a “ineficiência” da gestão atual e comparar de forma descarada os números brutos de seu mandato com os atuais. Volta nos braços do povo – e o pior, como salvador da pátria.

Parafraseando Steve Jobs: It was an awful medicine, but I guess the patient needed. O remédio Dilma 2014 é o do que precisamos. Poderá ser ruim no começo, mas sairemos mais fortes, como sociedade. Exporemos a má gestão do PT aos olhos das pessoas, passaremos a liability do governo Lula ao seu partido, desmascaremos o mito de Santo Inácio Lula da Silva, deixaremos de ver o nome “empresário” como um ente maléfico e veremos que o conceito de governo como um grande elefante branco é insustentável no mundo em que vivemos. Acima de tudo, aprenderemos a usar melhor a mais importante arma que a democracia nos outorga – o voto.
Agora é Dilma 2014 na cabeça! E que um novo Brasil nasça em 2018!

* Felipe Gurgel,

Engenheiro Aeronáutico, ITA, 2006, e mestre em Engenharia Financeira, pela Cornell University. Atualmente, doutorando do Finance PhD, da S C Johnson School of Management – Cornell University.