Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Crise não teve impacto nas políticas sociais do Brasil, diz diretora do Banco Mundial

Enquanto a crise econômica internacional fez a política social em diversos países regredir, o Brasil soube manter as melhorias para as camadas mais pobres da população e, ao mesmo tempo, preservar a estabilidade macroeconômica. A avaliação é da diretora do Banco Mundial (Bird) para o Brasil, Deborah Wetzel. Ela reconhece que o país ainda tem muitos desafios a superar, mas está mais avançado do que a maioria das nações emergentes e da América Latina no combate à pobreza e na redistribuição de renda.

No cargo desde abril do ano passado, Deborah Wetzel administra um orçamento de US$ 3 bilhões por ano para o país, dos quais metade está aplicada na Região Nordeste. Em entrevista à Agência Brasil, ela diz que considera o Brasil um grande exportador de políticas de proteção social, de segurança pública e de desenvolvimento sustentável. Em relação à sua gestão, a diretora destaca que pretende dar continuidade à ampliação do foco de atuação do Banco Mundial.

Em vez de se concentrar no financiamento a empreendimentos de infraestrutura, a instituição, nos últimos anos, tem passado cada vez mais a apoiar projetos sociais vinculados a metas e à gestão de resultados. A capacitação de gestores públicos, o atendimento a usuários de drogas, o aumento da produtividade agrícola e o combate à violência contra a mulher estão entre os projetos atualmente financiados no Brasil. Algumas dessas ações serão mostradas ao presidente do Bird, Jim Yong Kim, que chega nesta segunda-feira (4) ao Brasil para uma visita de três dias.

(Agência Brasil)

Brasil lidera esforço mundial de conservação do meio ambiente, diz ONU

À frente do secretariado executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), há um ano, o brasileiro Bráulio Dias reuniu elementos suficientes para assegurar que o Brasil é o país que mais avançou no esforço pela conservação ambiental. Nos últimos meses, Dias tem se dedicado a promover a preservação da biodiversidade no planeta, tentando estimular autoridades de todos os continentes a adotar um novo modelo de desenvolvimento que incorpore a sustentabilidade.

O biólogo ainda não tem um cálculo preciso sobre o quanto se gasta atualmente com a conservação ambiental. Os países se comprometeram a levantar os investimentos feitos por vários setores e instâncias de governo, mas não há prazo para conclusão. Dias aposta que o orçamento ideal para garantir a sobrevivência dos ecossistemas e estancar desmatamento e perda de espécies exóticas ainda está distante de ser cumprido.

Atualmente, o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) gasta US$ 2 bilhões anualmente em ações de conservação ambiental e deve concluir, até o final do ano, a nova rodada de negociação com doadores para o próximo período de 4 anos. As nações desenvolvidas também se comprometeram a dobrar seus orçamentos para a área até 2015, considerando tanto investimentos internos como acordos bilaterais e doações.

(Agência Brasil)

Economistas e empresários não acompanham otimismo de Mantega em relação ao PIB

95 1

O desempenho da economia será melhor neste ano do que em 2012, mas o Produto Interno Bruto (PIB) “não deve crescer a uma taxa alta”, de até 4%, como prevê o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Assim entende o professor de economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Emerson Marçal, para quem o cenário do momento não permite  projetar uma evolução acima de 2,5% a 3% em 2013.

Coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da FGV-SP, Marçal diz que o baixo patamar de investimentos, de 18,1% em 2012, não estimula a retomada da economia. Para ele, se o governo quer um crescimento mais robusto, “preciso acelerar uma agenda de reformas e de ações de longo prazo” para racionalizar o sistema tributário e melhorar a infraestrutura do país, além de investir mais em capital humano e na busca de acordos comerciais.

Essas ações, na avaliação do economista Vagner Jaime Rodrigues, da Trevisan Gestão & Consultoria (TG&C) ajudarão a reduzir o custo Brasil, que reduz em torno de 34% a competitividade dos preços de produtos brasileiros lá fora, de acordo com cálculos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Também contribuirão para melhorar a baixa produtividade média da mão de obra nacional, segundo ele.

Rodrigues ressalta que o baixo crescimento de 0,9% do PIB em 2012 se contrapõe à pequena taxa de desemprego, e diz que há uma aparente incoerência nesses indicadores: “Felizmente, o país trabalha praticamente em pleno emprego, mas a baixa performance de parcela expressiva dos recursos humanos limita as possibilidades de crescimento da produção e de expansão do PIB”.

Além da redução dos investimentos, os analistas veem com preocupação adicional a desaceleração das atividades da construção civil. Números do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) mostram que, depois do crescimento de 11,6% em 2010, o desempenho do setor caiu para 3,6% em 2011 e encerrou 2012 com aumento de apenas 1,4%. Como se isso não bastasse, o valor adicionado da construção registrou retração de 0,5% no último trimestre do ano passado, comparado ao trimestre anterior.

(Agência Brasil)

O PT mudou o País ou o Governo mudou o PT?

102 1

Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (3), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

A iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT) em abrir a discussão sobre os dez anos à frente do Governo Federal é um importante momento para que se faça a reflexão sobre os rumos da legenda e os avanços alcançados pelo País neste último decênio. Vale destacar que, nesse aspecto, ao propor o debate, o partido amplia a possibilidade de que outros setores da sociedade possam participar de forma rica, oferecendo contribuições que extrapolem as esferas partidárias.

O debate promovido pelos petistas prova ainda que, apesar de todos os percalços vivenciados na década, o partido mostra vitalidade ao se expor para a opinião pública a partir das sínteses que surgirão de outros fóruns pelo País, para além dos pensadores que compõem o partido da estrela vermelha.

Um bom começo poderia ser até que ponto as ações empreendidas pelas gestões de Lula e Dilma ofereceram de avanços e consolidação de conquistas pelo País nos últimos anos. Não somente nos campos econômico e social. Mas cultural, mesmo. Não há dúvida de que o Brasil vive momento particularmente bom em termos de estabilidade econômica e políticas sociais. Mas não se pode apenas creditar isso ao período Lula, muito ao contrário. E, nesse debate, é forçoso que a avaliação seja feita sem ranços ou levando em conta somente a coloração partidária, sob pena de se cometer injustiça com a história. O Brasil não precisa, nem merece, perpetuar o debate no qual se excluam feitos anteriores ao petismo. A eleição de Lula, por si, já representou grande passo com vistas a pularmos a discussão rasa baseada na dualidade entre o bem e o mal alimentada pelas questões partidárias menores.

Se hoje vivemos outro patamar de desenvolvimento a partir da melhoria da renda de nossa população, ainda enfrentamos problemas sérios nas áreas da saúde, da educação e da segurança pública, dificuldades que antecedem os dois governos petistas, mas que não tiveram soluções efetivas. Além disso, o “boom” de consumo proporcionado pela melhoria na economia trouxe a reboque quadro caótico com relação a mobilidade urbana nas médias e grandes cidades. Grandes e médias cidades que estão vendo seus jovens cada vez mais envolvidos com a droga, fazendo com que dilema, até bem pouco tempo restrito ao seio das famílias, seja encarado agora como responsabilidade direta do poder público.

São dramas que não se resolvem ao estalar de dedos, é verdade, mas não podem esperar muito.

Outro aspecto indispensável no debate sobre esses últimos anos é o que se refere diretamente à nossa cultura política. E aí, ao PT, cabe reflexão sem meio termo. Lula, ao abrir a era petista no comando do governo federal, foi eleito com a promessa de transformar os costumes políticos carcomidos pelos vícios não tão nobres de outras épocas. Atualmente, de forma simbólica até, temos nas presidências do Senado e da Câmara dos Deputados dois parlamentares, apoiados pelo petismo, envolvidos com suspeitas graves de irregularidades. Nomes, ressalte-se, que há dez anos ruborizariam o mais pragmático dos petistas se qualquer governo os apoiasse. A partir do exposto, talvez o questionamento mais honesto a ser feito pelo PT na última década é sobre qual teria sido a mudança mais importante: a que o governo do PT promoveu no País ou a que o governo do País impingiu ao PT?

Ex da Dilma estaria trabalhando contra Lupi e André Figueiredo

116 3

Da coluna Bric-à-Brac, no O POVO deste domingo (3), pela jornalista Inês Aparecida:

No Rio Grande do Sul, a imprensa (a tradicional e as novas mídias) fala insistentemente da influência do ex-marido da presidente Dilma, Carlos Araújo, junto a ela, notadamente em assuntos relacionados ao PDT. Bom não esquecer que a presidente foi, por longo tempo, filiada ao partido de Brizola.

Ultimamente, Araújo está sendo convocado a interceder a favor do ministro do Trabalho, Brizola Neto, que estaria com os dias contados no Ministério. Sua saída está prevista para este mês. A deputada estadual gaúcha Juliana Brizola, irmã do ainda ministro, está chamando seus apoiadores para uma reunião na casa de Carlos Araújo, achando que, com uma palavra dele no ouvido da ex-mulher, o irmão se mantém no cargo.

Os pedetistas do Ceará nada comentam. Sabe-se, porém, que o presidente regional da sigla, deputado André Figueiredo, é ligado ao ex-ministro Carlos Lupi que, por sua vez, é adversário de Brizola Neto e sua turma.

Segundo alguns pedetistas, na queda de braço, por enquanto, a tendência é ser ganha pelo grupo de Lupi, que teria mais condições de manter a bancada do partido apoiando o Governo Dilma. É esperar para ver os desdobramentos. A convenção nacional pedetista é no próximo dia 22.

Em tempo: vem também do sul a informação de que Carlos Araújo, o ex, quis destituir o cearense André da liderança do PDT na Câmara.

África está bem abaixo da América Latina no ranking de violência urbana

Da coluna Concidadania, no O POVO deste domingo (3), pelo jornalista Valdemar Menezes:

A estatística do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal – uma ONG sediada no México – apresentando Fortaleza como a 13ª no ranking das cidades mais violentas do mundo (outras 14 capitais brasileiras foram incluídas) trouxe outro dado que faz pensar: a África está bem abaixo da América Latina nesse ranking de violência urbana. Por que será? Por que a população africana é mais rural?

A interpretação mais correta talvez seja a questão da desigualdade. A África é mais pobre, mas lá a sociedade de consumo é menos desenvolvida, não produzindo um contraste tão violento entre as classes sociais. A violência tem mais impulso quando resulta da frustração diante da visibilidade do privilégio de alguns (desigualdade), sobretudo quando todo o sistema induz ao consumo e largas faixas de pessoas não têm poder aquisitivo para adquirir o que é apresentado como objeto de desejo (bens e status).

Bullying não deve ser tipificado como crime; defendem organizações dos direitos da criança

117 1

A proposta do novo Código Penal de tipificar como crime a prática de bullying recebeu críticas de organizações da área da criança e do adolescente. “Isso é criminalizar a adolescência”, disse a assessora de Políticas Públicas da Fundação Abrinq, Katerina Volcov. As organizações defendem que a proposta seja retirada do texto do novo Código Penal. “A gente acredita que o bullying tem que ser tratado de forma pedagógica, dentro do espaço escolar, completou Volcov.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 21% dos casos de bullying ocorrem nas salas de aula, mesmo com os professores presentes. Classificado como “intimidação vexatória” pela proposta do novo Código Penal, o bullying – ato de agredir fisicamente ou verbalmente algum menor de idade, de forma intencional e continuada – poderá ser considerado infração se for praticado por adolescentes.

O autor da prática, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, receberá medidas socioeducativas, como prestação de serviços, acompanhamento e internação e poderá resultar em até quatro anos de prisão quando o autor for maior de idade.

Além da proposta do novo Código Penal, as organizações analisaram 375 projetos em tramitação na Câmara e no Senado que tratam de temas envolvendo o público infantojuvenil. Entre os temas considerados prioritários estão a restrição de propaganda para crianças, o debate sobre a internação compulsória de crianças e adolescentes usuários de drogas a redução da maioridade penal.

(Agência Brasil)

Dilma critica "mercadores do pessimismo" e diz que país voltará a crescer este ano

96 1

Um dia após o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, que ficou em 0,9%, abaixo das expectativas do governo, a presidenta Dilma Rousseff disse neste sábado (2), durante a Convenção Nacional do PMDB, que o Brasil voltará a crescer este ano. Ela criticou os “mercadores do pessimismo”, que apostam no fracasso do país.

Ao lado das principais lideranças peemedebistas, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma frisou que vão errar aqueles que apostam no fracasso econômico do Brasil.

“Mais uma vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Vão perder como perderam quando previram o racionamento de energia em janeiro e fevereiro e, mais uma vez agora, quando apostam todas as fichas no fracasso do país. Eles vão se equivocar. Tenho certeza de que todos vocês sabem que torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil”, discursou a presidenta para militantes do PMDB.

Dilma acrescentou que, com o apoio do PMDB, o governo petista realizou feitos importantes para o país, como a saída de 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza. “Juntos [PT e PMDB] fizemos muito, o que parecia impossível e o que os nossos adversários políticos, quando puderam, não fizeram ou não quiseram fazer.”

Em um discurso preparado e lido em cerca de 40 minutos, Dilma defendeu a aliança com o PMDB e ressaltou a importância do partido para a governabilidade do país. “Muito do que conseguimos alcançar no meu governo deve-se à presença do meu companheiro e vice-presidente Michel Temer e ao apoio dos parlamentares do PMDB”, acrescentou.

“É uma grande honra participar da Convenção Nacional do partido, que é o maior parceiro do meu governo. O convite do PMDB para estar aqui ofereceu uma oportunidade extraordinária para que possamos, juntos, celebrar essa parceria sólida, produtiva e que, sem dúvida, terá longa vida”.

A presidenta ainda defendeu a política de coalizão e ressaltou que, desde a redemocratização, todos os presidentes, exceto Fernando Collor de Mello, foram eleitos com aliança entre partidos. “Desde que começamos a eleger presidentes, apenas um governo não teve amplo apoio e apenas um não concluiu seu mandato. Em meu governo, a ampla coalizão que conseguimos formar tem obtido resultados e isso é um passo fundamental para a superação da miséria extrema no Brasil.”

“Temos que ressaltar a indispensabilidade dessa aliança”, disse o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer. “O PMDB tem uma honra extraordinária de participar desse governo”, acrescentou.

Segundo o senador José Sarney (PMDB-AP), a aliança entre os dois partidos é programática. “Temos lealdade recíproca e objetivo comum”.

(Agência Brasil)

Homens jovens e pobres são os principais suspeitos e vítimas dos homicídios

A violência no Brasil, no que se refere a assassinatos, atinge principalmente homens, pobres e negros, que têm de 15 anos a 24 anos, segundo o estudo Avanço no Socioeconômico, Retrocesso na Segurança Pública, Paradoxo Brasileiro?, do professor doutor Luis Flávio Sapori, coordenador do Centro de Pesquisas de Segurança Pública da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

Sapori explica que os homens jovens, além de acusados pela maior parte dos crimes, também são as maiores vítimas da violência. O pesquisador destacou que foi registrado um aumento no uso de armas de fogo. Em 2010, por exemplo, de cada dez pessoas assassinadas, oito foram mortas com armas de fogo.

De acordo com a pesquisa, três fatores contribuem para o aumento da violência e dos homicídios no país: a consolidação do tráfico de drogas, principalmente o consumo de drogas; os elevados níveis de impunidade; e a necessidade de adoção de medidas mais eficientes para combater os dois aspectos anteriores.

Sapori disse ainda que apenas os esforços para combater a pobreza não asseguram a redução da violência nem a da taxa de homicídios no Brasil. “É preciso desfazer esse senso comum de que combatendo a pobreza quase que de maneira imediata será possível reduzir a violência e a taxa de homicídios no país”, destacou o pesquisador.

O estudo usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e das Nações Unidas.

(Agência Brasil)

Dilma diz que é uma "honra" ter o PMDB como parceiro do seu governo

117 1

“O PMDB e o PT naquele dia, se uniam, numa grande frente pelo Brasil”, afirmou a presidente Dilma Rousseff, ao discurar, neste sábado, durante a convenção nacional do PMDB, em Brasília. “Nossas lutas não começavam naquele momento. Aquelas lutas vinham da resistência democrática, onde nós forjamos o combate à opressão”, complementou a petista, aidantando que era uma “honra vir aqui na convenção do PMDB”.

Dilma defendeu a parceria com o PMDB, observando também que é uma “parceria sólida, que deverá ter “longa vida”, ressltando que a legenda é “o maior parceiro do meu governo”.

Ela disse mais: “O PT e PMDB são os partidos mais queridos do Brasil!”

(Com Agências)

Vivo, Claro, Oi e Tim deverão ser investigadas por CPI

128 1

Os deputados vão investigar as tarifas abusivas e a má qualidade dos serviços da telefonia móvel. As possíveis irregularidades das operadoras que prestam esse serviço público sob concessão serão alvos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Enquanto essa CPI não é formalizada, proposta de fiscalização financeira e controle (PFC 95/12) está adiantando o trabalho.

O deputado César Halum (PSD-TO) apresentou, na última semana de fevereiro, requerimento (RCP 19/13) de criação de CPI para apurar o valor arrecadado com as tarifas de telefonia móvel no Brasil e os investimentos já feitos para a melhoria do sistema.

As quatro maiores operadoras – Vivo, Claro, Oi e Tim – terão que explicar, por exemplo, o valor elevado das ligações internacionais e a diferença entre as tarifas do pré e pós-pago, que, segundo o deputado Halum, é “uma afronta”.

“Em todos os Procons do Brasil, nos últimos três anos, a campeã de reclamações foi a telefonia móvel. Portanto, o povo brasileiro está insatisfeito e não é só pela tarifa nem é só pela qualidade do serviço: é pelo descaso no tratamento com o consumidor”, destacou o parlamentar. “Quando o consumidor quer falar com uma dessas operadoras, fazer reclamação ou obter uma informação também é tratado com muito descaso.”

Falhas na fiscalização

Halum argumenta que a mobilização pela CPI também se deve às falhas na fiscalização que deveria ser feita pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo ele, a agência não tem apresentado resultados diante do volume de reclamações dos usuários.

(Agência Câmara de Notícias)

Nove cidades brasileiras elegem novos prefeitos neste domingo

Eleitores de nove municípios brasileiros voltarão às urnas neste domingo (3) para eleger novos prefeitos. Estão na lista as cidades de Eugênio de Castro (RS), Novo Hamburgo (RS), Sidrolândia (MS), Camamu (BA), Balneário Rincão (SC), Campo Erê (SC), Criciúma (SC), Tangará (SC) e Bonito (MS).

Nesses municípios – atualmente comandados pelos presidentes das respectivas Câmaras de Vereadores – as eleições de outubro foram anuladas porque os candidatos que obtiveram mais de 50% dos votos válidos tiveram os registros de candidatura rejeitados pela Justiça Eleitoral, em julgamento posterior ao pleito.

Inicialmente, a cidade gaúcha de Erechim também estava na lista, mas em decisão liminar no último dia 14, a ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou o retorno imediato de Paulo Alfredo Polis e Ana Lúcia Silveira de Oliveira aos cargos de prefeito reeleito e vice-prefeita de Erechim.

Em novembro do ano passado, os juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) confirmaram a sentença, de primeiro grau, que resultou na cassação do registro de candidatura da chapa vencedora.

(Agência Brasil)

Cid, Lula e a vice

123 3

lula fortaleza

Lula: PCdoB agora frequenta pontos vips

Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (2):

O governador Cid Gomes confirmou para esta Vertical que, em meio a tanta conversa sobre sucessão e base aliada, mergulhará fundo numa tese: vai defender que seu partido possa indicar o nome para vice da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Vou defender que nós possamos apresentar um nome para a vice de Dilma. Somos parceiros, crescemos politicamente e acho que dá para reivindicar”, afirma Cid, deixando claro que essa opção pode ser o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Cid deixou isso claro para o ex-presidente Lula e reiterou que o PMDB está contemplado com as presidências do Senado e da Câmara. Hoje, em sua convenção nacional em Brasília, o PMDB ratificará que quer a vice de Dilma. Eunício Oliveira, aliado de Cid, endossa o pleito.

Primos ricos

Lula, em sua fala no seminário petista, deixou o senador Inácio Arruda de saia justa. Disse que esteve em Brasília em evento do PCdoB, no qual um palestrante dizia que o Brasil não mudou. Lula disse que reagiu: “Como não mudou? É só ver onde o PCdo B faz este evento: aqui na academia de tênis, um dos pontos vip de Brasília”.

Cristovam comemora decisão do STF que confirma piso salarial de professores

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi ao Plenário nessa sexta-feira (1º) para comemorar a decisão do Supremo Tribunal Federal que confirma o piso salarial nacional para os professores. Logo antes de Cristovam, a decisão também havia recebido o apoio do senador Romero Jucá (PMDB-RR).

– Quero manifestar minha satisfação porque, finalmente, nenhuma contestação poderá ser feita por governadores ou prefeitos – celebrou Cristovam.

Por outro lado, o senador admite haver municípios que não tenham como pagar. Quanto aos estados, ele disse não acreditar que haja algum sem condições de bancar o custo. Para as prefeituras que não possuem recursos suficientes, o parlamentar defende a “federalização” da educação, ou seja, o ônus seria assumido pelo governo federal.

– O piso, que ainda é muito baixo, foi o primeiro passo de uma luta que ainda vai durar muito tempo – reconheceu.

Cristovam lembrou que a lei que instituiu o piso salarial nacional teve origem em um projeto de sua autoria, aprovado no Congresso e, em seguida, sancionado em 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Recordou também que um grupo de governadores entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o piso, mas que o Supremo Tribunal Federal acabou por endossar a constitucionalidade da iniciativa. Mais recentemente, quatro governadores voltaram a contestar o piso, por meio de embargos de declaração. Mas o STF reafirmou novamente a constitucionalidade do piso.

(Agência Senado)

Infraestrutura e investimento privado baixo e fator externo seguraram PIB, avaliam economistas

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,9% em 2012 em relação ao ano anterior, totalizando R$ 4,4 trilhões. O dado foi divulgado nessa sexta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o pior desempenho da economia desde 2009, quando havia sido registrada uma queda de 0,3%.

Dois economistas ouvidos pela Agência Brasil apontaram as dificuldades do governo em melhorar a infraestrutura do país, o baixo nível de investimentos privados e más condições externas como os principais fatores que levaram o PIB a crescer 0,9%.

“É difícil dizer é o que deu errado. Eu diria que talvez o principal fator é o que não foi feito. O governo tem muita dificuldade para colocar em prática as obras de infraestrutura. Provavelmente, uma das principais razões para o crescimento tão baixo do PIB esteja no próprio governo, na dificuldade, na ineficiência da gestão da coisa pública”, disse o presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, e professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), Manuel Enriquez Garcia.

Apesar do resultado abaixo do esperado em 2012, o economista aposta em um crescimento mais forte em 2013, em decorrência de um maior empenho do governo em fazer concessões de portos e aeroportos, por exemplo.

“Estou mais otimista para 2013 porque nos últimos meses temos visto que o governo parece empenhado em fazer as concessões de portos, aeroportos; infraestrutura. Parece que está havendo uma mudança de postura no sentido de aceitar que o mercado, empresas particulares, privadas, possam fazer, junto com governo, uma série de obras de infraestrutura”, destacou.

O crescimento do PIB de 0,9% em 2012 foi sustentado em parte pelo setor de serviços, que registrou expansão de 1,7% no ano. A agropecuária teve queda de 2,3% e a indústria, de 0,8%. Houve crescimento também no consumo das famílias (3,1%) e no do governo (3,2%). No entanto, a formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos, caiu 4%.

O crescimento econômico de 0,9% registrado pelo Brasil em 2012 foi o menor entre os países do Brics. A China teve o maior crescimento (7,8%), seguida pela Índia (5%), Rússia (3,4%) e África do Sul (2,5%). O crescimento da economia brasileira também ficou abaixo da média mundial, que foi 3,2% no período.

(Agência Brasil)

Confederação Nacional dos Lojistas considera "lamentável" resultado do PIB 2012

144 2

“Crescimento de 0,9% na atividade econômica do ano passado foi “lamentável” e, não fosse o setor de serviços, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas brasileiras produzidas em 2012) teria sido um “desastre”, de acordo com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Em nota na qual repercute o baixo desempenho da economia, divulgado hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a entidade que congrega os comerciantes diz que “apesar do bom resultado” das vendas do comércio varejista, que cresceram 8,4% no ano passado, “o modelo econômico de crédito farto está se esgotando, e não será suficiente para sustentar a economia em 2013”.

Embora o comércio vivencie “bom momento de crescimento das vendas e de recuo da inadimplência”, o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, defende mudanças na política tributária do país para que as micro e pequenas empresas consigam sobreviver, “sobretudo diante das distorções diariamente implementadas pelo governo”.

Preocupação semelhante tem a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que estima crescimento de 6,7% nas vendas deste ano, comparado aos 8,4% de 2012. Aumento “ainda sob efeito do momento favorável no mercado de trabalho, mas sem a influência dos incentivos fiscais sobre as vendas”, de acordo com o economista Fábio Bentes, da CNC.”

(Agência Brasil)

DETALHE – Honório Pinheiro, presidente da FCDL, e Freitas Cordeiro, presidente da CDL Fortaleza, participaram desse encontro da Confederação.

AFBNB quer veto presidencial a parágrafos sobre operações com fundos constitucionais

93 1

O Senado aprovou, nesta semana,o projeto de lei de conversão (PLV) nº 32 de 2012, originário da Medida Provisória nº 581-a de 2012, que altera as leis nº 7.827, de 27 de setembro de 1989, e nº 10.177, de 12 de janeiro de 2001. A matéria trata das operações com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste. Pelo texto do relator, senador Delcídio do Amaral, o parágrafo 1º do artigo Art. 9º da Lei nº 7.827, de 27 de setembro de 1989, passa a ter o seguinte teor: “caberá aos Conselhos Deliberativos das Superintendências Regionais de Desenvolvimento definir o montante de recursos dos respectivos Fundos Constitucionais de Financiamento a serem repassados a outras instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.”

No entendimento da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB), essa alteração – que não estava prevista no texto inicial da MP 581/2012, embute uma “flexibilização à capacidade de operacionalização do fundo na região, na medida em que retira a autonomia do banco administrador – no caso do FNE, o BNB” . A alteração da lei é vista pela AFBNB como risco de desmonte e a retirada de autonomia do BNB, caracterizando-se, portanto, como um descumprimento ao que está preconizado no texto constitucional de 1988, fruto da luta dos funcionários do Banco, da sociedade e da bancada nordestina.

“Retira-se do Banco a autonomia de definir qual o montante de recursos do FNE a serem repassados a outras instituições financeiras, daqui a pouco retiram-se mais e mais recursos e aí? Ora, o que precisamos é fortalecer o Banco”, questiona o diretor de ações institucionais da AFBNB, Alci de Jesus. O documento de veto proposto pela AFBNB utiliza como justificativa, além da apresentada anteriormente relativa ao parágrafo 1º do artigo 9º da Lei 7.827, o fato do PLV impor repasse de recursos do FNE aos Bancos cooperativos e Federações de Cooperativas de Crédito (parágrafo 3º do artigo 9º da Lei 7.827), afrontando o estabelecido na letra “c”, do inciso I, do artigo 159, da Constituição Federal brasileira, o qual explicita que a operacionalização dos recursos ali indicados deve ser através das instituições financeiras de caráter regional, como é o caso do BNB, conforme regulamentado pela Lei 7.827, de 1989″, diz nota da entidade.

Lula teme fim da aliança PT/PSB caso Eduardo Campos resolva sair candidato

149 3

lulmedalha

Lula recebeu titulo de Doutor Honoris Causa da Unilab.

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou nesta sexta-feira, 1º, ao abrir a reunião do diretório nacional do partido em Fortaleza, que esteja tentando impedir a possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República em 2014. Mas o petista afirmou que a entrada do aliado na disputa eleitoral poderia colocar em risco a parceria “histórica” entre as duas siglas.

“Defendo a liberdade incondicional de cada partido de fazer o que bem entenda. Se não fosse assim, o PT não teria chegado à Presidência da República. Portanto, eu jamais tomaria qualquer atitude para impedir que um companheiro fosse candidato a presidente”, disse Lula, em Fortaleza, em reunião do diretório nacional do PT. “O que temos que ver é se, estrategicamente, é importante a gente colocar em risco uma coisa que tem dado tão certo nesse País, que é a aliança histórica entre PT e PSB.”

Lula elogiou Campos, e disse que é muito amigo do governador de Pernambuco, do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e de seu irmão, Ciro Gomes (PSB). “Ele (Eduardo) é uma personalidade que pode desejar qualquer coisa que ele quiser nesse País”, afirmou. “O meu papel é fazer todo o esforço para que a gente esteja junto. Temos que construir uma aliança muito forte.”

Alerta a Lula

Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, afirmou nesta sexta que não se sente pressionado a definir a eventual candidatura. “O relógio do PSB trabalha no fuso horário do PSB”, garantiu. “Não vamos trabalhar com o relógio dos outros, com o tempo dos outros e nem fazer o jogo dos outros. Vamos fazer o jogo do Brasil e o jogo do PSB”.

Indagado se o ex-presidente Lula errou ao lançar a candidatura da presidente Dilma à reeleição, antecipando o debate sucessório, disse respeitar quem pensa diferente, mas alertou para o perigo dessa discussão antes do tempo. “Nunca vi quem está no governo, sobretudo quem está no governo com situação de dificuldade, antecipar o calendário eleitoral”, afirmou. “Nunca vi isto dar certo”.

(Com POVO Online e Agência Estado)

Vaias em Cid

Nesta sexta-feira, durante solenidade de entrega de título de Doutor Honris Causa, em Redenção, o governador Cid Gomes chegou a ser vaiado. Na ocasião, ele anunciou que vai construir hospital regional no Maciço de Baturité voltado para atender o curso de Medicina a ser criado pela Unilab. Detalhe que chamou a atenção é que as vaias partiram de um grupo que estava próximo ao deputado federal Eudes Xavier (PT), que quer o rompimento da aliança PT/PSB.