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Confiança do empresariado do comércio recua 0,2% em setembro

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 0,2% de setembro para outubro deste ano. Na comparação com outubro do ano passado, no entanto, houve uma alta de 0,4%. Com o resultado, o Icec ficou em 107,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.
Na comparação com outubro, em setembro houve queda nas expectativas do empresário (-0,8%) e nas intenções de investimento (-0,2%). Foi registrada, no entanto, uma alta de 0,9% nas condições atuais do empresário.

Em relação a setembro, os empresários estão mais confiantes no momento atual de suas empresas (1,5%) e do setor (1,5%), mas estão menos otimistas em relação ao futuro da economia (-0,9%).

Na comparação com outubro do ano passado, houve aumentos de 1,3% nas condições atuais do empresariado e de 2,5% na intenção de investimentos, mas foi observada queda de 1,3% nas expectativas dos empresários.

Em relação a outubro do ano passado, o empresariado do comércio está mais confiante no momento atual de suas próprias empresas (3,3%) e na intenção de investimento nesses empreendimentos (7%). Mas houve piora em relação principalmente em relação às expectativas sobre a economia (-2%).

(Agencia Brasil)

Grupo Hapvida apresentará seus planos 2019 durante almoço na CDL

O Grupo Hapvida vai apresentar sua evolução e seus planos para 2019 durante almoço, a partir das 12 horas, que a CDL Jovem promoverá nesta terça-feira.

O convidado é Bruno Cals, o executivo de finanças do grupo, que abordará o tema “De uma clínica para uma empresa nacional listada na Bolsa de Valores”.

O encontro ocorrerá na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas.

Bolsonaro programa viagem ao Chile

A primeira viagem internacional do futuro presidente da República será ao Chile, confirmou hoje (29) o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que tem feito o trabalho de articulação política de Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, indicado para a Casa Civil, o compromisso foi acertado com o presidente chileno Sebastián Piñera.

Lorenzoni aposta que a parceria com o país vizinho vai impulsionar um projeto de crescimento da região. “Podem ser irmãos na luta para construir o desenvolvimento.” Outra viagem ao exterior que está na programação é para os Estados Unidos.

O parlamentar disse que Bolsonaro quer conversar com o presidente norte-americano, Donald Trump, que ontem (28) telefonou para o presidente eleito para parabenizá-lo.

Lorenzoni lamentou o que chamou de “campanha de desconstrução da imagem” de Bolsonaro ao longo da campanha e reforçou que o Brasil terá um governo constitucional e que as instituições estão seguras.

(Com Agência Brasil)

Mercado financeiro espera manutenção da taxa básica de juros

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano, nesta semana. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reúne-se amanhã (30) e quarta-feira (31), em Brasília, para definir Selic.

A expectativa do mercado financeiro para a decisão do Copom está na pesquisa Focus, elaborada semanalmente com projeções para os principais indicadores econômicos.

Em suas quatro últimas reuniões, o Copom optou por manter a taxa nesse patamar, depois de promover um ciclo de cortes que levou ao menor nível histórico.

Para o mercado financeiro, não deve haver alteração na Selic até o fim deste ano. Em 2019, a taxa deve subir e encerrar o período em 8% ao ano. Para 2020 e 2021, a expectativa é que permaneça em 8% ao ano.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Em 2018, o centro da meta de inflação é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para 2020, a meta é de 4% e, para 2021, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

A estimativa de instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado no sistema de metas de inflação, é 4,43% neste ano.

A projeção da semana passada estava em 4,44%. Para 2019, a estimativa permanece em 4,22%. Para 2020 e 2021, a estimativa para a inflação é de 4% e 3,95%, respectivamente.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,34% para 1,36%. Para 2019, estimativa foi ajustada de 2,49% para 2,50%. Para 2020 e 2021, a projeção segue em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar caiu de R$ 3,75 para R$ 3,71 no fim deste ano e permanece em R$ 3,80 no encerramento de 2019.

(Agência Brasil)

Donald Trump diz que quer parceria com Bolsonaro na área do comércio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (29) que teve uma conversa “muito boa” com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Em sua conta no Twitter, Trump afirmou que os dois concordaram que Brasil e Estados Unidos “vão trabalhar juntos em comércio, Forças Armadas e em tudo mais”.

O presidente americano observou que Bolsonaro venceu a disputa eleitoral por uma diferença “substancial”. Bolsonaro recebeu 55,54% dos votos válidos e Fernando Haddad (PT), 44,46%. “Foi uma excelente ligação. Dei a ele meus parabéns”, escreveu Trump.

Ontem, o presidente eleito fez uma transmissão ao vivo pelo Facebook em que afirmou ter recebido uma ligação do presidente dos Estados Unidos. Bolsonaro disse ter interesse em se aproximar do país norte-americano.

“O presidente dos Estados Unidos acabou de nos ligar. Nos desejou boa sorte. E obviamente foi um contato bastante amigável. Nós queremos sim nos aproximar de vários países do mundo sem o viés ideológico”, disse.

(Agência Brasil)

José Guimarães avisa: “Ainda cabe sonhar”

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Com o título “Ainda cabe sonhar”, eis artigo de José Nobre Guimarães, deputado federal do PT, destacando que seu partido não saiu das urnas tão destruído como esperavam alguns. Confira:

Quem apostou na derrota completa do Partido dos Trabalhadores nas eleições de 2018 certamente saiu decepcionado. Nossa legenda continua com a maior bancada na Câmara dos Deputados, com quem o novo presidente terá de dialogar e muito para que consiga aprovar projetos do seu interesse. Afinal quando um governo é eleito, também surge uma oposição. E nós, do PT, sabemos bem atuar do outro lado, com responsabilidade e com o compromisso de milhões de pessoas que acreditam na nossa atuação diante de uma pauta conservadora que pretende retirar direitos dos trabalhadores.

O Partido dos Trabalhadores elegeu ainda quatro governadores, com destaque para a votação de Camilo Santana no Ceará, reeleito em primeiro turno com uma expressiva quantidade de votos. Isso é uma demonstração de que o projeto do PT de oportunidades para os mais humildes, de desenvolvimento regional e de um modo inclusivo de fazer política ainda é o melhor caminho.

Em nível nacional, Fernando Haddad teve mais de 44 milhões de votos, um percentual expressivo em uma campanha contra um candidato que fugiu dos debates, pregou o ódio e o preconceito em vários momentos. Mesmo com as pesquisas apontando uma derrota, o povo foi às ruas e tentou reagir ao avanço do fascismo. Mas a massiva e implacável campanha de criminalização do PT entregou o País nas mãos do fascismo declarado.

Fizemos uma campanha limpa, de propostas, com as pessoas nos abraçando nas ruas cheias de esperança de que o Brasil pudesse ser feliz de novo. Afinal, nunca na história do Brasil, nosso povo foi tão otimista, como nos tempos dos governos do PT. Tivemos humildade de reconhecer erros, coragem de enfrentar a população mesmo com diversas críticas que recebemos ao longo dos últimos anos, mas sobretudo acreditamos que o nosso projeto é o melhor do País.

Não podemos ser expulsos ou colocados na ilegalidade por pensarmos diferentes dos que nos derrotaram nas urnas. Precisamos sim, ser respeitados e ouvidos pois neste momento representamos milhões de brasileiros que depositaram nas urnas a confiança de que o projeto do PT era o mais adequado para o desenvolvimento do País. Perder sim, retroceder na luta por melhores condições do nosso povo, jamais.

*José Guimarães

agenda@guimaraes.org.br

Deputado Federal – PT.

(Foto – Agência PT)

FPM – Último repasse de outubro será liberado nesta terça-feira

O último repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) deste mês de outubro será transferido aos cofres municipais nesta terça-feira, 30. Pouco mais de R$ 1,9 bilhão será partilhado entre as 5.568 localidades, considerando o desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Sem essa retenção, o montante aumenta para R$ 2,3 bilhões.

O levantamento “FPM: 3º repasse de outubro de 2018” da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre o repasse, chamado de terceiro decêndio, explica que a base de cálculo considera o período de 11 de setembro a 20 deste mês. Geralmente, o repasse representa 30% do valor total repassado no mês.

Com base nas informações da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a entidade calcula que o Fundo será 7,45% menor, em comparação com o mesmo período de 2017 e em termos nominais. Quando se considera os efeitos da inflação, a redução sobe para 11,09%.

Bolsonaro dará inicio nesta terça-feira em Brasília ao trabalho da equipe de transição

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se prepara para desembarcar amanhã (30), pela manhã, em Brasília em um voo comercial. A informação foi confirmada por aliados à Agência Brasil. Como fez no primeiro turno, Bolsonaro evitou utilizar jatinhos particulares, viajando sempre em voos de carreira.

Em Brasília, ele dará início aos trabalhos do governo de transição, quando as equipes dele e do presidente Michel Temer sentarão para analisar os principais detalhes da estrutura administrativa federal.

O local foi usado como o quartel-general da campanha ao longo dos últimos dias e cenário de muitas das declarações reportadas ao povo ao longo da disputa eleitoral.

Aliados e amigos de Bolsonaro vêm tentando, nos últimos dias, convencê-lo a permanecer no Rio de Janeiro esta semana para descansar, sob a argumentação de que terá dias de muito trabalho pela frente.

Equipe

O presidente eleito já confirmou o nome de quatro ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda), General Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). A expectativa é que todo o primeiro escalão já esteja definido em novembro.

Além disso, 50 nomes serão indicados para o governo de transição quando o grupo deve traçar as primeiras estratégias a partir do que Bolsonaro apontar como prioridade.

Em dezembro, provavelmente ele se ausentará desse trabalho por alguns dias para a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia que tem usado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora durante a campanha do primeiro turno.

(Agência Brasil)

PSD deve integrar base de Bolsonaro

O PSD deverá integrar a base de sustentação política do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL). Pelo menos é o que deixa claro o líder do partido na Câmara, Domingos Neto.

Ele parabenizou Bolsonaro pela vitória e deixou claro que o papel do seu partido será “trabalhar para que o Brasil realize uma transição cordial e pacífica.”

Em nota, o parlamentar diz ainda que “é com o objetivo de atuar para solucionar os problemas que afligem o povo brasileiro que o PSD continuará atuando na Câmara dos Deputados. Os valores democráticos e a Constituição nos guiam nesta missão”, concluiu o líder da bancada.

(Foto – PSD)

Qual o futuro do Governo Bolsonaro na visão de intelectuais?

A Agência Brasil conversou com alguns intelectuais que participaram da 42º Encontro Anual da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (Anpocs), encerrado na última sexta-feira em Caxambu (MG), para colher expectativas quanto ao governo Jair Bolsonaro. Por causa do posicionamento histórico do deputado federal e ex-capitão do Exército, a favor da ditadura cívico-militar (1964-1985) e de discursos polêmicos contra minorias e opositores, alguns ouvidos durante a campanha eleitoral, os cientistas sociais ponderam sobre possibilidades de retrocesso na democracia, mas lembram que as liberdades estão estabelecidas no Brasil há 30 anos desde a aprovação da Constituição Federal.

A historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, professora da Universidade de São Paulo (USP), avalia que Jair Bolsonaro faz parte da “onda conservadora” que já percorreu outras partes do mundo. Ela considera que poderá haver “processos de luta” para manutenção de direitos e garantias individuais, mas assinala que “alguns dos direitos que conquistamos nestas três décadas estão consolidados”. Além dos direitos conquistados, as minorias ocupam espaço mais amplo na sociedade. “Não me parece que aqueles negros que conseguiram finalmente entrar na universidade e que estão em postos na academia, e querem mais, vão perder seus lugares. Assim como as mulheres, depois da conquista de alguns direitos feministas, não vão voltar para dentro do lar”.

O cientista político Rogério Arantes, também da USP, vê limitações para agenda conservadora. “Imaginar que ele vai passar por cima de todas essas condições, que ele vai passar por cima do Congresso Nacional, do Supremo [Tribunal Federal], da Constituição não me parece plausível. Essas instituições têm a sua força, consolidaram o seu papel na democracia brasileira e saberão resistir a qualquer tentativa de autoritarismo desenfreado a partir do Executivo”.

Para a cientista política Isabel Lustosa, pesquisadora titular da Casa de Rui Barbosa (RJ), “as perspectivas não são otimistas”. Segundo ela, “promessas de campanha de ‘varrer a oposição’ não é possível ver com otimismo, principalmente porque é difícil identificar todos esses inimigos que ele diz que está vendo e apontando como suscetíveis de serem varridos do mapa”. A pesquisadora pondera que alguns posicionamentos de candidato foram revistos em campanha. “Ele promete privatizar tudo, mas depois recua. É difícil de saber como vai ser essa governabilidade”, diz a cientista política.

Capacidade de conquistar

O cientista político Leonardo Avritzer, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), evita fazer previsão sobre como Jair Bolsonaro irá governar o país. Como outros presidentes, as possibilidades de trabalho do Executivo dependem do relacionamento com outros Poderes da República. Para ele, o novo governo “vai ser resultado de três coisas: de uma tentativa de fazer algumas políticas de direita a partir do Executivo; de uma capacidade ou incapacidade de conquistar maioria no Congresso; e da agenda de controle do Poder Judiciário, que temos que ver como vai reagir”.

O acadêmico enxerga no Congresso alguma moderação a ser apresentada pelo novo governo. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, Avritzer calcula que Bolsonaro terá uma base numerosa, “mas não muito significativa, entre 235 a 240 deputados”. Conforme a lei, são necessários 308 votos na Câmara dos Deputados (dois terços do quórum) para aprovar emendas constitucionais, antes de enviar ou após receber uma proposta aprovada no Senado Federal. O contingente insuficiente de apoiantes obrigará negociação ou composição com outras forças que não participaram de sua campanha, como PSDB, MDB e parte do DEM. “Precisa ver como se organizaram as forças de centro que foram derrotadas”.

Nesse sentido, tem mais chance uma pauta como a redução da maioridade penal, para qual há algum consenso à direita, do que uma proposta de Reforma da Previdência Social, não unânime em nenhum estrato do Legislativo. “Essa é uma pauta difícil. Grande parte da coalizão pró-Bolsonaro está no campo das Forças Armadas e das carreiras de elite do Estado brasileiro. Vai ter resistência. De qualquer forma, a gente não sabe que tipo de reforma ele vai propor”, assinala Avritzer. Revezes em pautas econômicas podem ter outras consequências, alerta o cientista político. “Se a reforma dele não satisfizer o mercado, rapidamente o governo dele se desestabilizará. Não está claro que ele terá um período de graça de seis meses. Pode ser até um período menor. Creio que nem o mercado financeiro e nem uma parte do empresariado vão se contentar com reformas no campo moral”.

Riscos no Judiciário

Assim como o Congresso, a relação com o Judiciário vai depender de “cautela e aceitação” mútua. Na perspectiva do cientista político, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantiveram atitude de “contenção” até a realização do segundo turno das eleições. Para além de ameaças contra o Judiciário, desmentidas ou desautorizadas por Bolsonaro, e que geram manifestações dos ministros das duas Cortes, restou na visão de Avritzer “um claro passivo” que pode ou não ir ou não adiante em algum contencioso.

“De um lado o processo legal em relação ao WhatsApp. De outro, ele fez uma declaração de gastos pouco crível, gastos de R$ 1,7 milhão, do qual ele está tendo dificuldades de comprovar esses valores”. Para o cientista político, são eventuais passivos com o processo dos gastos de campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também foi. “No caso do governo ser desastroso, claro que está em aberto a possibilidade de impugnação da chapa”, aponta.

Outro flanco de estresse pode ser a retomada da tramitação da proposta original das dez medidas de combate à corrupção, defendida pelo Ministério Público Federal. “Bolsonaro vai depender de atores políticos tradicionais, do assim chamado ‘centrão’. Eles seriam os que têm mais a perder com uma coisa como as dez medidas contra a corrupção. Vai depender demais de quem for o próximo presidente da Câmara. Sendo alguém próximo do presidenciável ou sendo alguém mais dependente, isso pode gerar [propostas] alternativas. Vale lembrar que [o presidente da Câmara dos Deputados] Rodrigo Maia [DEM-RJ] não apoiou as 10 medidas, motivo pelo qual o projeto saiu da Casa emendado, o que desagradou alguns atores, como o chamado ‘grupo da Lava Jato’ ou chamado ‘PJ – Partido da Justiça’”, lembrou sem desconsiderar “ser possível Bolsonaro pactuar com esse grupo da Lava Jato”.

Outro relacionamento que será observado pelos analistas políticos é do governo Bolsonaro com os militares. Para Leonardo Avritzer, apesar da origem do ex-capitão, do companheiro de chapa, general Hamilton Mourão, e da presença na campanha de nomes como o general Augusto Heleno, “ainda não dá para dizer claramente, quanto os militares estarão de volta ao centro da política”. O cientista político afirma que “vamos ter a volta dos militares” , mas não acredita que “a corporação em si estará no centro do governo Jair Bolsonaro. Isso significaria fazer uma aposta neste governo que é muito incerto, e significaria comprometer a legitimidade do Exército com esse governo”. Para ele ,“não é claro que o grupo mais profissional da corporação, o assim chamado Alto Comando, estará no centro do governo”.

(Agência Brasil/Foto – Reprodução de TV)

PDT de Ciro vai tentar rachar a esquerda e isolar o PT

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O PDT de Ciro Gomes vai tentar rachar a esquerda e isolar o Partido dos Trabalhadores. Segundo informação da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira, a sigla quer formar uma frente com PSB, PSOL e PC do B, mas sem os petistas.

Ciro disputou a eleição presidencial pelo PDT e acabou saindo do páreo do segundo turno quando as pesquisas indicavam que ele seria o único nome em condições de derrotar Jair Bolsonaro (PSL).

De concreto mesmo, acabou indo embora para a Europa, em plena campanha de segundo turno, sem dar apoio a Haddad. Mesmo de volta, também não foi explícito no apoio ao petista.

(Foto – Reprodução de Facebook)

Abstenção na eleição presidencial é a maior desde 1998

O segundo turno das eleições teve a maior abstenção desde 1998: 31.370.372 de brasileiros não foram às urnas neste domingo. Esse total representa 21,3% do eleitorado brasileiro. Além disso, foram 2.486.571 (2,14%) de votos em branco e 8.607.999 (7,43%) de votos nulos.

Para o analista político Creomar de Souza, professor da Universidade Católica de Brasília, o alto índice de abstenção se deve à polarização do processo eleitoral. “Uma eleição muito polarizada expulsa os moderados”, afirmou o professor.

Em 1994, quando o tucano Fernando Henrique Cardoso foi eleito no primeiro turno, a abstenção chegou a 29,3% do eleitorado. Na eleição seguinte, o índice caiu para 21,5% do total de eleitores aptos a votar.

A partir das eleições de 2002, a taxa de abstenção ficou abaixo de 20%. Em 2002, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou o tucano José Serra, no segundo turno, os não votantes foram 17,7% dos eleitores.

Na reeleição de Lula, em 2006, foi registrado o menor índice do período: 16,8% do eleitorado. Na primeira eleição da petista Dilma Rousseff, a taxa de abstenção ficou em 18,1%. Na reeleição da petista, chegou a 19,4% do eleitorado.

(Agência Brasil)

Por um Brasil sem ódio e fora do WhatsApp

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

O Brasil não pode esperar. Não adianta mais chorar o leite derramado. Pelo tamanho da crise e do saldo político a ser deixado pelo governo Temer, o novo locatário do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), terá que começar a arregaçar mangas, em clima de transição, e assumir, fundamentalmente, a postura da conciliação. Do contrário, o País não sairá do canto e continuará atolado em suas contradições.

O Pacto Federativo na prática deve ser a cartilha de um novo que se aguarda, a partir de 2019. E o novo governo também precisa entender que divergências recentes não caberão mais dentro do Planalto e seria bom deixá-las mesmo no campo do Congresso, a arena apropriada para uma repactuação, quem sabe.

O novo locatário também deve estar convicto de que acaba aquele jogo maniqueísta entre o bem e o mal e planejar uma gestão muito, muito além do que ditou, até agora, o mundo virtual das redes sociais, como o WhatsApp. Agora é cair na realidade e, até janeiro, tentar recompor o País. Para ter direito a uma oposição sem ódio. Pelo menos.

(Foto – Reprodução de TV)

Mulher do juiz Sergio Moro comemora eleição de Bolsonaro

Mulher do juiz Sergio Moro, a advogada Rosangela Moro comemorou a vitória de Jair Bolsonaro na noite desse domingo (28). Pouco depois do anúncio do resultado das eleições, ela postou, em sua página no Facebook, que o país está “sob nova direção”.

Moro é o magistrado que está à frente dos processos da Lava Jato que resultaram, inclusive, na prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula d Silva (PT),

Confira:

(Fotos – Reproduções)

A vitória de Bolsonaro

Com o título “A vitória de Bolsonaro”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

Os eleitores deram o seu veredicto, e Jair Bolsonaro (PSL) é o novo presidente do Brasil, assumindo o cargo no dia 1º de janeiro de 2019. Foram 57,7 milhões de votos contra 47 milhões de seu adversário, Fernando Haddad (PT). É uma vitória que expressa o desejo da população brasileira por uma mudança nos rumos do País.

O resultado da eleição reflete a polarização à qual o País está submetido, que se aprofundou durante a campanha, provocando conflitos nunca antes vistos desde a redemocratização. É esta nação conflagrada que aguarda o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Nunca é demais repetir: ele precisará ser o presidente de todos os brasileiros. Essa questão, de aparente obviedade, precisa ser ressaltada quando, por exemplo, se analisa o desempenho dos candidatos e se percebe que o Nordeste votou majoritariamente a favor de seu concorrente. Estabelecer uma relação republicana, portanto, é uma tarefa urgente para o novo governo.

Além disso, o presidente eleito terá a missão de começar a atender, a partir de agora, as expectativas que despertou. Não será fácil tanto pela grande quantidade de mudanças aguardadas por seus eleitores quanto pelo momento fiscal delicado que o País atravessa.

Bolsonaro encontrará uma Câmara de Deputados fragmentada, com 30 partidos políticos, e um Senado com 21 siglas. É de se imaginar, com inúmeros interesses conflitantes – somando-se o corporativismo, sempre presente -, a dificuldade para se chegar a um denominador comum a respeito das propostas a serem aprovadas.

Por fim, o novo presidente também será cobrado para que contenha o discurso beligerante contra a oposição. No seu pronunciamento de vitória, Bolsonaro destacou o respeito à Constituição e às liberdades. A fala, correta nesses pontos, agora precisa se refletir na prática.

O momento é de serenar ânimos e não de aguçá-los. Somente assim será possível pacificar a sociedade, de modo que o interesse de todos os brasileiros esteja acima das contendas partidárias, por mais agudas que elas sejam.

Um primeiro passo seria que o presidente eleito repudiasse agressões contra profissionais de imprensa, a exemplo do que se viu durante a cobertura da festa de sua vitória, inclusive contra equipes do O POVO. Atos como esses vão na contramão do que se espera para a Nação.

(Editorial do O POVO)

Confira a lista dos governadores eleitos em segundo turno

Em São Paulo, o tucano João Doria derrota Márcio França (PSB).

Confira a lista dos governadores de 13 estados e no Distrito Federal, que foram eleitos nesse domingo em pleito de segundo turno.

Rio de Janeiro

O ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC) foi escolhido governador do Rio de Janeiro, derrotando o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (DEM).

São Paulo

O ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) foi eleito governador de São Paulo. Ele disputou oo segundo turno das eleições de 2018 com Marcio França (PSB).

Minas Gerais

O candidato do partido Novo, Romeu Zema, foi eleito neste domingo, 28, o novo governador de Minas Gerais. O segundo colocado foi Antônio Anastasia, do PSDB.

Santa Catarina

Comandante Moisés (PSL) é o novo governador eleito de Santa Catarina. Ele obteve a vitória em disputa contra Gelson Merísio (PSD).

Distrito Federal

O advogado Ibaneis Rocha (MDB) é o novo governador eleito do Distrito Federal. O emedebista confirmou a eleição em vitória folgada sobre o atual governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Pará

Filho de Jader Barbalho é eleito governador do Pará, ao derrotar Márcio Miranda (DEM).

Rio Grande do Sul

Eduardo Leite (PSDB) é eleito como governador do Rio Grande do Sul. Natural de Pelotas, ele foi prefeito do município de 2013 a 2017. Ele disputava a eleição em 2018 contra o atual governador do RS, José Ivo Sartori (MDB).

Rio Grande do Norte

A senadora petista Fátima Bezerra foi matematicamente eleita governadora no Rio Grande do Norte, com 87% das urnas apuradas no segundo turno do Estado. Seu adversário, Carlos Eduardo (PDT), ex-prefeito de Natal, tinha 42,5%.

Mato Grosso do Sul

O candidato à reeleição em Mato Grosso do Sul pelo PSDB, Reinaldo Azambuja, foi reeleito neste domingo, 28. O segundo colocado, Odilon de Oliveira (PDT), teve 47,65% dos votos.

Amazonas

O candidato do PSC, Wilson Lima, venceu no Amazonas. O segundo colocado foi Amazonino Mendes, do PDT.

Amapá

Com 100% das urnas apuradas, o candidato do PDT, Waldez Góes, foi reeleito governador do Amapá no segundo turno. Seu adversário foi Capi (PSB).

Roraíma

O candidato do PSL, Antonio Denarium, está eleito para comandar o governo de Roraima. Ele disputou o segundo turno com José Anchieta (PSDB).

Rondônia

O candidato Coronel Marcos Rocha (PSL) foi eleito neste domingo, 28, governador de Rondônia. O segundo colocado foi Expedito Júnior (PSDB).

Sergipe

O candidato pelo PSD ao governo do Estado de Sergipe, Belivaldo Chagas, atual governador do Estado, está eleito para um novo mandato. O outro candidato que disputava o segundo turno em Sergipe foi o deputado federal Valadares Filho (PSB).

(Com Agências)

General Heleno, futuro ministro da Defesa: Generais não vão mandar no governo de Bolsonaro

O general Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa do Governo Bolsonaro, afirmou para o Portal Uol, que é uma “loucura” e uma “palhaçada” achar que generais vão mandar no próximo governo. ele disse que a suposta ameaça à democracia não existe e é fruto
de preconceito contra o presidente eleito.

“Isso é loucura. Isso só cabe na cabeça de quem não conhece. Nem nas Forças Armadas, nem o Bolsonaro, isso é uma palhaçada. É uma bobagem sem tamanho”, afirmou o general, enquanto apoiadores do novo presidente eleito gritavam ao fundo
contra a corrupção.

“A verdade é a seguinte. Ameaça à democracia só estava vendo que quem tinha preconceito contra o Bolsonaro. Não tem nenhuma ameaça à democracia. Esse carimbo de fascismo no Bolsonaro não tem o menor sentido”; completou.

Sobre os planos do novo governo, Heleno afirmou que a preservação da Amazônia é uma prioridade e que a intenção é respeitar legislações em vigor e reforçar o Ibama, evitando ao máximo desmatamentos. Para ele, a selva vale mais preservada
do que destruída.

Em relação à sua área da Defesa, Augusto Heleno afirmou que a tendência é não haver uma renovação da intervenção federal da segurança pública no estado do Rio de Janeiro, cuja segurança está sob controle das Forças Armadas.

(Foto  Agência Brasil)