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ProUni 2019 – Resultado da segunda chamada sai nesta quarta-feira

O resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) será divulgado hoje (20) na internet. Os pré-selecionados têm até o dia 27 para fazer a matrícula.

Os estudantes devem comparecer às instituições com os documentos que comprovam as informações prestadas na ficha de inscrição. Cabe aos candidatos verificar os horários e o local de comparecimento para a aferição das informações. A lista da documentação necessária está disponível na página do programa.

Algumas instituições podem exigir dos candidatos aprovados que façam uma prova. Os estudantes devem verificar, no momento da inscrição, se a instituição vai aplicar processo seletivo próprio.

Aqueles que não forem selecionados na segunda chamada têm ainda a chance de integrar a lista de espera nos dias 7 e 8 de março.

Inscrições

Ao todo, 946.979 candidatos se inscreveram na primeira edição do ProUni deste ano, de acordo com o Ministério da Educação. Como cada candidato podia escolher até duas opções de curso, o número de inscrições chegou a 1.820.446.

Nesta edição, são ofertadas 243.888 bolsas de estudo em 1.239 instituições particulares de ensino. Do total de bolsas, 116.813 são integrais e 127.075, parciais, de 50% do valor das mensalidades.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. Em contrapartida, o programa oferece isenção de tributos às instituições que aderem ao programa.

Os estudantes selecionados podem pleitear ainda Bolsa Permanência, para ajudar nos custos dos estudos, e podem também usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para garantir parte da mensalidade não coberta pela bolsa do programa.

(Agência Brasil)

Força Nacional deixa o Ceará no dia 3 de março, avisa o general Theophilo

Da Coluna dom Eliomar de Lima, no O POVO desta quarta-feira:

O secretário nacional da Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, anuncia: o Ceará não precisa mais da presença da Força Nacional e, por isso, esse contingente nada mais tem o que fazer no Estado, pois o cenário das facções criminosas, diz ele, já está sob controle.

“Conforme contrato que fizemos com o governador, nós íamos passar 30 dias e iríamos fazer uma desmobilização progressiva. É o que está acontecendo. Já tiramos 200 PMs no dia 3 de fevereiro e no dia 3 de março vamos tirar o restante, que são 220 PMs”, informou o general para a coluna.

Ele disse que esse grupo está sendo deslocado agora para o estado do Pará e que outro grupo ajuda nas ações de transferência de líderes de facções. Theophilo deixou claro que o Estado não precisa mais da presença da Força Nacional, até porque “em janeiro houve o menor número de homicídios dos últimos anos”.

A decisão é corroborada pelo Centro Integrado de Inteligência Regional que indicou não ser mais necessário a presença desse reforço no Estado. Camilo Santana (PT) queria prorrogar por mais 30 dias.

(Foto – Paulo MOska)

Fernando Bezerra Coelho será o líder o Governo no Senado

O pernambucano Fernando Bezerra (MDB) será oficializado, nesta quarta-feira, como líder do Governo no Senado.

Ele chega num momento de crise dentro da gestão de Jair Bolsonaro, quer demitiu seu principal articulador político junto ao Congresso: Gustavo Bebianno, que ocupava a Secretaria Geral da Presidência, mas acabou abatido pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro,

(Foto – Agência Senado)

Bebianno diz que Carlos Bolsonaro “fez macumba psicológica na cabeça do pai”

Demitido da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno voltou a reagir e, em entrevista à Rádio Jovem Pan, disse que o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) “fez macumba psicológica na cabeça do pai” até conseguir a sua exoneração do posto. É mais um capítulo da novela que começou a partir da divulgação das conversas entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, o que veio a público através da revista Veja.

“Carlos tem um nível de agressividade acima do normal”, disse Bebianno. “No Rio de Janeiro ele é conhecido como destruidor de reputações.”

Segundo o agora ex-ministro, o filho do presidente “não mede as consequências de seus fatos”. E acrescentou: “Como você vai a público e chama uma pessoa de mentirosa?”.

Bebianno disse então que foi “demitido pelo Carlos Bolsonaro. Simples assim”. Questionado sobre a origem dessa rusga entre o vereador e o ex-secretário, falou que a “pergunta tem que ser direcionada a ele. Eu não tenho esse sentimento por ele (Carlos)”.

O ex-presidente do PSL negou que vá se tornar um “homem-bomba” para o presidente. “Sempre vi nos olhos dele um grande carinho por mim.”

Ele admite, porém, mágoa pelo processo de fritura que, segundo Bebianno, teria começado ainda durante a transição entre o governo de Michel Temer (MDB) e o de Bolsonaro.

“A minha indignação aqui é por ter servido como um soldado leal, disposto a matar ou a morrer, e, no fim da linha, levar um tiro nas costas, simplesmente porque o senhor Carlos Bolsonaro fez uma macumba psicológica na cabeça do pai”, desabafou.

(Com Agências)

Alô, Bolsonaro! Câmara aprova suspensão de decreto sobre sigilo de documentos

Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (19) o projeto de decreto legislativo (PDL) 3/19 que suspende os efeitos do decreto 9.690/19, que permitia ocupantes de cargos comissionados classificar informações públicas nos graus de sigilo ultrassecreto ou secreto. O texto segue para o Senado.

Antes do decreto, a classificação de informações públicas como ultrassecretas era exclusiva do presidente e do vice-presidente da República, ministros e autoridades equivalentes, comandantes das Forças Armadas e chefes de missões diplomáticas no exterior.

O decreto alterou as regras de aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI).

(Agência Câmara)

Sergio Moro: “No mundo real, não existe crise no governo”

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi ao Congresso, na tarde de hoje (19), entregar pessoalmente o pacote anticrime, dividido em três projetos distintos. Ao deixar o Parlamento, Moro disse que não há crise no governo federal e defendeu as medidas adotadas nestes quase dois meses de gestão.

Foi uma referência aos episódios envolvendo o ex-ministro Gustavo Bebianno, exonerado ontem (18). “No mundo real, não existe nenhuma crise dentro do governo. O governo está apresentando projetos. Hoje é um projeto consistente, amanhã vai ser apresentado um projeto da nova Previdência absolutamente consistente”, afirmou o ministro da Justiça.

Moro estava acompanhado do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Além dele, participaram da entrega dos projetos ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os ministros da Secretaria de Governo, Santos Cruz; da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; e da Economia, Paulo Guedes; bem como a ministra da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

“É um governo que está buscando mudanças para melhorar a vida das pessoas. Para isso, se faz necessário melhorar a segurança pública, enfrentar o crime organizado, o crime violento e o crime de corrupção”, acrescentou Moro.

Investigação

O ministro disse que as medidas previstas no pacote anticrime são “simples e de fácil compreensão”, focadas no endurecimento à criminalidade mais grave. Ele citou a necessidade de aprimorar técnicas de investigação, como escuta ambiental e uso de agente encoberto, além “destravar” e legislação processual. “Nós não podemos ter aquele processo que nunca termina, isso não funciona”, apontou.

Para Moro, o governo “está mostrando a que veio”. Ele defendeu as ações realizadas até agora, citando medidas tomadas pela sua pasta. “Na área da segurança pública, que eu posso falar um pouco mais, houve uma crise de segurança pública, no Ceará, que foi debelada sem que a Força Nacional se envolvesse em qualquer confronto que envolvesse morte de inocentes ou mesmo de criminosos. Essa situação foi resolvida”, argumentou.

Segundo o ministro, “o governo tem agido para isolar lideranças criminosas, de maneira exitosa, fazendo junto com o governo de São Paulo algo que há 12 anos se planejava, mas não se fazia”. Ao lamentar a tragédia de Brumadinho (MG), o ministro lembrou que o governo federal agiu “com extrema competência” para atender às vítimas.

“Então, no mundo real, na minha avaliação, e me desculpe se isso parece um pouco laudatório do atual governo, o governo tem sido absolutamente exitoso nas propostas e projetos que tem apresentado”, ressaltou.

Vitrine

No pacote anticrime, o governo tratou das alterações das competências da Justiça Eleitoral em um projeto de lei complementar e da tipificação do caixa 2 como crime em um projeto de lei ordinária.

“Havia um sentimento de que o caixa 2 é um crime grave, de fato é grave, mas não é tão grave como o crime organizado, homicídios e corrupção e houve, vamos dizer, uma reclamação para que não fosse tratado juntamente com essas outras condutas eletivas mais graves. É uma reclamação compreensível e foi acolhida”, afirmou, ao sair da Câmara.

As medidas, que incluem alterações em 14 leis, como o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos, o Código Eleitoral, entre outros, são consideradas uma das vitrines do governo. O pacote começou a ser construído ainda no período do governo de transição pela equipe de Moro e busca formas de endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, e também à corrupção e às organizações criminosas.

Confisco

Entre as medidas do texto está a elevação de penas para crimes com arma de fogo e o aprimoramento do mecanismo que possibilita o confisco de produto do crime, permitindo o uso do bem apreendido pelos órgãos de segurança pública. O projeto pretende deixar claro que o princípio da presunção da inocência não impede a execução da condenação criminal após segunda instância.

Outra proposta é a reforma dos dispositivos sobre crime de resistência, introduzindo soluções negociadas no Código de Processo Penal e na Lei de Improbidade. O texto conta também com medidas para assegurar o cumprimento da condenação após julgamento em segunda instância, aumentando a efetividade do Tribunal do Júri. Sergio Moro também defende tipificar como crime o chamado caixa 2, que é arrecadar, manter, movimentar ou utilizar valores que não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral.

Outro ponto conceitua organizações criminosas e prevê que seus líderes e integrantes, ao serem encontrados com armas, iniciem o cumprimento da pena em presídios de segurança máxima. Condenados que sejam comprovadamente integrantes de organizações criminosas não terão direito à progressão de regime. A proposta ainda amplia – de um para três anos – o prazo de permanência de líderes de organizações criminosas em presídios federais.

(Agência Brasil/Foto – Agência Câmara)

Ford anuncia fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo

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A Ford anunciou hoje (19) que encerrará as atividades na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A empresa também confirmou que deixará o mercado de caminhões na América do Sul. No Brasil, deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta assim que terminarem os estoques.

“A manutenção do negócio teria exigido um volume expressivo de investimentos para atender às necessidades do mercado e aos crescentes custos com itens regulatórios sem, no entanto, apresentar um caminho viável para um negócio lucrativo e sustentável”, disse a empresa em nota.

A Ford tem três fábricas no Brasil, em Camaçari (BA), São Bernardo do Campo (SP) e Taubaté (SP), e um campo de provas em Tatuí (SP). Em São Bernardo do Campo há 2.800 empregados, segundo o sindicato da categoria. “Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse, em nota, Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

“Atuando em conjunto com concessionários e fornecedores, a Ford manterá o apoio integral aos consumidores no que se refere a garantias, peças e assistência técnica”, acrescentou Watters. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC disse que irá se manifestar ainda hoje.

(Agência Brasil/Foto – Divulgação)

Sem Refis, arrecadação federal cai 0,66% em janeiro

Sem o reforço de renegociações e financiamentos especiais, a arrecadação federal caiu em janeiro. No mês passado, o governo federal arrecadou R$ 155,619 bilhões, recuo de 0,66% em relação a janeiro do ano passado, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a Receita Federal, o principal motivo para a retração é que, em janeiro do ano passado, a União arrecadou R$ 8,238 bilhões referentes à consolidação do Parcelamento Especial de Regularização Tributária (Pert), em valores corrigidos pelo IPCA, receita que não se repetiu no mês passado. Em janeiro de 2019, as parcelas regulares do programa renderam apenas R$ 480 milhões.

Outro fator que contribuiu para a queda real (descontada a inflação) na arrecadação foi a redução das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o óleo diesel, que entrou em vigor depois da greve dos caminhoneiros. Em janeiro deste ano, o governo arrecadou R$ 2,103 bilhões com os tributos sobre o diesel, contra R$ 3,046 bilhões no mesmo mês do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA.

De acordo com a Receita Federal, se não fossem esses fatores extraordinários, a arrecadação federal teria encerrado janeiro com alta de 3,83% acima da inflação em relação ao mesmo mês do ano passado. Somente a arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) subiu 7,71% além do IPCA em janeiro, motivada pela melhora nos lucros das empresas e na redução de compensações (descontos nos tributos) em relação aos anos anteriores.

Outros tributos, no entanto, também continuaram a registrar queda em janeiro. A arrecadação da Previdência Social recuou 1,78% em janeiro (descontada a inflação), por causa do aumento de compensações de receitas de tributos por débitos de receita previdenciária. Nesse caso, empresas podem deixar de pagar tributos para compensar dívidas com a Previdência Social cobradas indevidamente pela União.

As receitas não administradas pela Receita Federal somaram R$ 10,128 bilhões em janeiro, contra R$ 7,654 no mesmo mês de 2018, alta de 27,51% acima da inflação. O principal motivo para isso foi o crescimento de royalties de petróleo, impulsionados pelo aumento dos preços internacionais em relação a janeiro do ano passado.

(Agência Brasil)

Deputado quer colegas morando em quitinetes

Essa é da Coluna Radar, da Veja Online desta terça-feira:

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) levou ao presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) a sugestão de se vender os atuais 432 apartamentos funcionais da Câmara, latifúndio de 225 metros quadrados cada. A R$v 2,2 milhões a unidade. E, com o quase R$ 1 bi arrecadado, fosse construído um prédio com apartamentos de, no máximo, 40 metros.

O exemplo vem da Suécia. O próprio Goergen já morou num funcional amplo desses de Brasília. Rodrigo ainda não respondeu. É provável que não responda.

Jair Bolsonaro assina Pacote Anticrime

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (19), em solenidade no Palácio do Planalto, o Projeto de Lei Anticrime. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, responsável pelo texto, deve ir ao Congresso nesta tarde para protocolar a proposta, dando início à tramitação do projeto.

O governo tratou das alterações das competências da Justiça Eleitoral em um projeto de lei complementar e a tipificação do caixa dois como crime em um projeto de lei ordinária. A proposta de criminalização do caixa dois será apresentada em um projeto separado. De acordo com o Moro, a decisão partiu das reclamações de agentes políticos de que caixa dois é um crime grave, mas não tem a mesma gravidade que corrupção, crimes organizado ou crimes violentos.

“Então acabamos optando por colocar a criminalização [de caixa dois] em um projeto à parte, mas que está sendo encaminhado no mesmo momento. Foi o governo ouvindo reclamações razoáveis dos parlamentares quanto a esse ponto e simplesmente adotando uma estratégia diferente”, explicou o ministro.

Como a prática de caixa dois estava prevista apenas na legislação eleitoral, segundo o ministro, agora ele poderá ser tipificado adequadamente como crime. “Caixa dois não é corrupção. São dois crimes e os dois são graves”, disse Moro.

Pacote

Na cerimônia, Moro afirmou que o pacote é uma sinalização de que o governo “não será condescendente com a criminalidade, especialmente a criminalidade mais grave”. O ministro lembrou que a proposta foi uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, e que ainda que o texto trate de medidas pontuais, dividida em três diferentes textos, será suficiente para o combate à corrupção, o crime organizado e o crime violento.

“A compreensão do governo é de que estes três problemas estão relacionados. O crime organizado é um fator de incremento dos crimes violentos. A corrupção esvazia recursos e a eficacia de politicas públicas direcionadas ao crime organizado e o crime violento”, afirmou.

Sergio Moro classificou como medidas “concretas e fortes” as propostas que chegam hoje ao Congresso. Outra proposta trata de pontos como a condenação sem segunda instância, regras para o Tribunal do Juri, meios de investigação sofisticados, bancos nacionais com dados relevantes e política mais dura com relação à criminalidade grave.

“O pacote não resolve todos os problemas. Existem medidas executivas em andamento para que essas questões sejam resolvidas, mas esse pacote é importante para caminhar na direção certa, para iniciar um ciclo virtuoso que, esperamos, leve progressivamente à redução desses problemas”, disse o ministro.

Leis

As medidas, que incluem alterações em 14 leis, como o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos, o Código Eleitoral, entre outros, são consideradas uma das vitrines do governo. O pacote começou a ser construído ainda no período do governo de transição pela equipe de Moro e busca formas de endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, e também contra a corrupção e as organizações criminosas.

Entre as medidas do texto está a elevação de penas para crimes com arma de fogo e o aprimoramento do mecanismo que possibilita o confisco de produto do crime, permitindo o uso do bem apreendido pelos órgãos de segurança pública. O projeto pretende deixar claro que o princípio da presunção da inocência não impede a execução da condenação criminal após segunda instância.

Outra proposta é a reforma dos dispositivos sobre crime de resistência, introduzindo soluções negociadas no Código de Processo Penal e na Lei de Improbidade. O texto conta também com medidas para assegurar o cumprimento da condenação após julgamento em segunda instância, aumentando a efetividade do Tribunal do Júri.

Sergio Moro também defende tipificar como crime o chamado caixa 2, que é arrecadar, manter, movimentar ou utilizar valores que não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral.

Outro ponto conceitua organizações criminosas e prevê que seus líderes e integrantes, ao serem encontrados com armas, iniciem o cumprimento da pena em presídios de segurança máxima. Condenados que sejam comprovadamente integrantes de organizações criminosas não terão direito a progressão de regime. A proposta ainda amplia – de um para três anos – o prazo de permanência de líderes de organizações criminosas em presídios federais.

(Agência Brasil)

Mauro Albuquerque diz que resolveu “um colapso” no sistema prisional do Ceará

No centro da crise de segurança pública que o Ceará vivenciou durante o mês de janeiro, quando o Estado foi alvo de ataques comandados por facções criminosas, o secretário da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque Araújo, defendeu a política da pasta quanto ao sistema prisional, que sofreu medidas duras recentes, como o corte de visitas íntimas, fechamento de unidades e redistribuição de presos e agentes.

“Falar que eu provoquei um colapso… Eu resolvi um colapso”, disse Mauro Albuquerque em entrevista à rádio O POVO CBN na manhã desta terça-feira, 19, em resposta à ideia de que suas medidas teriam sido a causa das ações criminosas empreendidas no mês passado. Os ataques tiveram início após fala do secretário de que não reconhecia facções e não respeitaria a divisão delas no sistema prisional.

Mauro Albuquerque ressaltou as ações da Secretaria para evitar o comércio dentro dos presídios, que, segundo ele, eram “centros de ganhar dinheiro”. “Eles vendiam tudo… Tinha centrais de extorsão via telefone, contando historinhas para (a vítima) depositar dinheiro”, disse, referindo-se aos golpes promovidos por presos que simulavam sequestros, por exemplo, no intuito de receber recompensas.

Com as novas políticas para o sistema prisional, práticas como essa estão encerradas. O motivo seria uma vigilância mais incisiva no comportamento dos presos, sempre acompanhados de um agente prisional. Segundo o secretário, as ações já resultaram na apreensão de mais de 3.200 celulares e redistribuição de cerca de 4 mil presos.

“A gente está dentro do sistema penitenciário com vigilância aproximada, ou seja, o agente está 24 horas dentro da galeria com o preso. Então não há espaço pra ele ter essa liberdade que ele tinha antes”, argumentou Mauro Albuquerque.

Para que houvesse essa mudança, ele aponta que, ao todo, 92 unidades prisionais foram fechadas, gerando a realocação de presos e agentes penitenciários. A maioria dos detentos foi encaminhada para Fortaleza. “A gente tinha cadeia pequena, com 40 presos para um agente”, explicou.

Visitas íntimas

Durante a entrevista, o secretário voltou a falar sobre o corte na realização de visitas íntimas. A política ainda está sendo revista pela pasta. As visitas estariam condicionadas ao comportamento dos presos. “Quem fizer por onde, vai ter. Se, em seis meses, (o preso) não tiver cometendo nenhuma situação, a gente vai visualizar essa possibilidade”, afirmou.

(O POVO Online/Kevin Alencar/Foto – Gustavo Simão)

Dólar é negociado em queda nesta terça-feira

O Ibovespa, principal índice de negociação da B3, opera hoje (19) em alta de 1,04%, aos 97.605 pontos ao meio dia. Entre as ações mais negociadas estão Petrobras, com alta de 1,35%; Itaú (2,31%) e do Banco do Brasil (2,78%). Ontem (18), a bolsa fechou em queda de 1,04%.

O dólar é negociado a R$ 3,72, queda de 0,34%.

Já o euro vale R$ 4,21, também em queda de 0,27%.

(Agência Brasil)

PPS vai mudar de nome e adotar postura de Centro

O PPS vai mudar de nome por ocasião do seu congresso nacional já marcado para o dia 23 de março próximo, em Brasília. É o que informa Alexandre Pereira, presidente estadual do partido, adiantando que a denominação escolhida será “Cidadania23”.

“O partido muda de nome para tirar a palavra “socialista” da sigla e, também, porque estaremos recebendo a adesão de movimentos de centro que conosco atuaram na última campanha presidencial.” Entre esses, “Acredito”, “Livres” e “Renova Brasil”.

A ordem é que o Cidadania23 seja uma legenda de Centro.

(Foto – Paulo MOska)

Bolsonaro é o grande laranja

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Com o título “Bolsonaro é o grande laranja”, eis artigo de Plínio Bortolotti, jornalista do O POVO, que pode ser conferido também em seu Blog. Ele aborda o presidente e as denúncias de candidaturas laranja, entre outros itens. Confira:

O presidente Jair Bolsonaro chegou ao Palácio do Planalto representando um conjunto de forças contraditórias (extrema-direita, direita, conservadores e liberais), cujo único motivo a uni-los era o ódio ao PT, devido à sua incipiente política social, pois o partido não mexeu em nenhuma das estruturas que perpetuam a desigualdade no Brasil.

O BAIXO CLERO

Porém, Bolsonaro não foi escolhido pelas suas qualidades, pois nele faltam, nem por uma destacada atuação política. Ele ascendeu na preferência das elites por exclusão. Sabiam que nem Geraldo Alckmin, nem Henrique Meirelles tinham popularidade suficiente enfrentar o candidato do PT. As atenções voltaram-se assim a um deputado do baixo clero, cuja única atuação marcante nos seus 20 anos como parlamentar havia sido a truculência e a pronúncia de uma impressionante coleção de frases belicosas, racistas, homofóbicas e misóginas, afora o seu amor por torturadores.

O ANTI-LULA

Além disso, ele era visto como o candidato “anti-Lula”, “anti-esquerda”, “anticorrupção” e “antissistema”, acrescido de seu apelo demagógico em “defesa da família”; tudo coberto com o glacê de “Deus acima de tudo”. Um coquetel que não engana nem mesmo alguém com apenas cinco minutos de experiência política, mas extremamente eficaz para cabalar votos de eleitores desavisados – e são muitos. Era essa coisa amorfa, portanto, que estava disponível à elite, ao “mercado” e a setores militares, depois do naufrágio dos candidatos mais sofisticados.

OS PILARES

Mas havia dois pilares, com total confiança das forças patrocinadoras da candidatura Bolsonaro: o liberal Paulo Guedes (Economia), para garantir a precedência do “mercado” e o general Hamilton Cruz (e o grupo militar), para controlar a figura errática e as ideias estrambóticas do “capitão”. Assim, enquanto os adultos ficariam cuidando do que interessa, Bolsonaro poderia continuar se divertindo com seus filhos no Twitter e no Whatsapp e brincando de antiglobalista arquiconservador com seus exóticos ministros: Damares Alves (Família), Vélez Rodrígues (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), com a bênção do “filósofo” Olavo de Carvalho.

OS MILITARES

Para verificar protagonismo dos militares no governo, basta observar a desenvoltura com que age o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que trabalha em consonância com seus amigos generais. A crise envolvendo o secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, é um exemplo de como a tutela sobre o presidente é exercida por esse grupo fardado.

O MENTIROSO

Como é sabido, o vereador do Rio, Carlos Bolsonaro, filho do presidente, chamou Bebianno de “mentiroso” por uma rede social, em meio à crise dos supostos laranjas do PSL. O próprio presidente, em apoio ao filho, replicou a postagem em seu Twitter. Depois, em entrevista à TV Record, Bolsonaro apontou que Bebianno teria de “voltar às origens”, ou seja, sair do governo, caso estivesse envolvido em irregularidades.

Bebianno, um dos artífices da eleição de Bolsonaro, em vez de pedir demissão, passou a dar declarações ameaçadoras, afirmando, por exemplo, que o problema poderia “respingar” no presidente, entre outras diretas, indiretas e insinuações. Também começou a mexer os seus pauzinho, apelando para os militares e para Paulo Guedes, rejeitando o “pede pra sair” do capitão. Portanto, a única providência que restava ao presidente, para demonstrar autoridade, seria demiti-lo.

A REFORMA

Temendo que os estilhaços da crise atingissem a reforma da Previdência e levassem a uma desordem generalizada no governo, os militares entraram em campo para pôr ordem na bagunça, que tendia a crescer. Depois da pajelança, o núcleo militar resolveu que Bebianno ficaria no governo, providência anunciada pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O ACERTO

Mas, ao que parece, Bolsonaro rejeitou a decisão de seus tutores, deixando o negócio em banho-maria, procurando uma terceira via entre a permanência no cargo e a demissão sumária do secretário-geral. O presidente, pelo visto, procurava uma “terceira via”. Nessa busca, segundo informações divulgadas pelos jornais, o presidente teria oferecido, inicialmente, como prêmio de consolação, a diretoria de uma estatal; depois, o lance teria sido aumentado: o comando da embaixada brasileira em Roma. As duas propostas teriam sido recusadas por Bebianno.

Depois de cinco dias de idas e vindas, nesta segunda-feira (18/2/2019), o vice-presidente deu um ultimato para o fim da novela: “De hoje não passa”. De fato, no início da noite desse dia foi divulgada a exoneração de Bebianno, sob a alegação que Bolsonaro o demitira por motivos de “foro íntimo”, criando assim o presidente um motivo nunca anos alegado na história do país, nem do mundo inteiro inteiro, para o afastamento de um ministro de Estado.

De todo modo, qualquer resultado seria desmoralizante para o presidente: se mantivesse Bebianno no governo (mesmo em outro cargo), revelaria o seu temor do desafeto; exonerando-o, depois de cinco dias do início da crise – tendo no meio uma tentativa de acertos -, não melhora muito o quadro.

O GENERAL

O novo nomeado como titular da Secretaria-Geral da Presidência é o general Floriano Peixoto, que exercia o papel de secretário-executivo na pasta. Peixoto é o oitavo militar no primeiro escalão do governo. A partir de agora, entre os quatro ministros que despacham diretamente no Palácio do Planalto, somente Onyx Lorenzoni é civil.

O TUTELADO

Visto assim, parece que o grande laranja do governo é o próprio Jair Bolsonaro, que acreditou ser um “mito”, quando é, na verdade, apenas o testa de ferro de forças político-econômicas que ele mal compreende. É certo que, de vez em quando, Bolsonaro ameaça sair do cercadinho, como o fez nessa crise. Mas o enquadro dos militares, o grupo encarregado de pastorá-lo, será cada vez maior. Assim, sendo, dispõe-se de um presidente tutelado, cujos titereiros vão usá-lo até quando for útil. Depois, terá o destino das laranjas, depois de passadas no espremedor.

*Plínio Bortolloti,

Jornalista do O POVO.

Tasso propõe audiência pública com Paulo Guedes na Comissão de Assuntos Econômicos

O senador Tasso Jereissati (PSDB) propôs, nesta manhã de terça-feira, durante a primeira reunião ordinária da Comissão de Assuntos Econômicos, a realização de audiência pública com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O tucano quer ouvir do ministro quais as proposta da pasta para a economia do País nos próximos quatro anos.

Em especial, Tasso quer um debate mais esmiuçado sobre a Reforma da Previdência, que chegará nesta quarta-feira, pela mãos do presidente Jair Bolsonaro, ao Congresso Nacional.

(Foto  Agência Senado)

Confiança do micro e pequenos empresários cresce, diz pesquisa

Os micro e pequenos empresários estão mais otimistas com a economia do país neste início de ano. Foi o que revelou levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em janeiro, o Indicador de Confiança alcançou 65,7 pontos, o maior número desde maio de 2015, início da série histórica.

Na comparação com janeiro do ano passado, a alta foi de 20,2% e de 3,9% em relação a dezembro. É a sexta vez consecutiva que o indicador fica acima dos 50 pontos. O indicador varia de zero a 100 pontos, sendo que, acima de 50 pontos, reflete a confiança dos empresários com a economia.

“Se confirmadas as expectativas ao longo de 2019, a confiança poderá se consolidar acima do nível neutro e encorajar os micro e pequenos empresários a investirem, iniciando um ciclo virtuoso para a economia. Porém, isso dependerá de um ambiente político estável para garantir que acordos avancem no Congresso Nacional”, disse José Cesar da Costa, presidente da CNDL.

(Agencia Brasil)

Acendeu a luz amarela no Fortaleza – Rogério Ceni cobra reforços

Seis partidas foram o suficiente para criar o primeiro mal-estar no Fortaleza na temporada 2019. Diferentemente do comum, porém, o clima não foi gerado na arquibancada, partindo para dentro do clube. Pelo contrário, começou com o treinador e afetou diretamente a diretoria. Em coletiva concedida logo após a derrota do Leão para o Atlético-CE, no último domingo, Rogério Ceni demonstrou insatisfação com o elenco e cobrou reforços publicamente.

Qualificando o elenco que comanda como frágil, Ceni criticou duramente a atuação do time diante da Águia da Precabura e alertou para o baixo poder de competitividade da equipe para a disputa do Campeonato Brasileiro.

“Para jogar uma Série A ainda falta bastante. Falta render bem mais, ter bem mais jogadores, peças, se quiser se manter (na Primeira Divisão), né? Para jogar, você pode jogar com qualquer time, claro. Nós temos bons jogadores, mas precisamos ter outros para poder competir com algumas das equipes da Série A”, disse o treinador.

As duas últimas contratações feitas pelo clube foram os atacantes Marcinho – que inclusive já estreou – e Osvaldo. Rogério Ceni elogiou os dois, mas lamentou a falta de opções em outros setores. “Osvaldo é um ótimo jogador, também tem Marcinho, Edinho, outros jogadores de lado, mas se eu tirar o Dodô, não tenho outro (camisa) dez pra pôr. Se tirar um atacante não tenho outro de referência, zagueiro canhoto também, os problemas continuam”, criticou.

Questões financeiras foram apontadas pelo técnico como motivo para a demora para a chegada de reforços. Ele revelou que chega a analisar de cinco em cinco atletas para cada posição, até achar um que se encaixe nas necessidades do clube e daí passa o nome para a diretoria, que analisa se tem ou não condições de contratá-los.

“O clube está procurando e, quando encontra, às vezes, é muto caro ou o jogador está empregado ou o empresário pede muito. Aqui tem um limite de dinheiro, quando não tem o dinheiro, não tem o que fazer”, comentou Ceni. O orçamento do Fortaleza para a temporada é de R$ 56,7 milhões, sendo R$ 32 milhões destinados ao futebol. Isso permite ao Tricolor folha de pagamento de jogadores na faixa de R$ 2,5 milhões ao mês. O próprio ex-goleiro já disse outras vezes que esse valor já está quase todo comprometido.

O POVO procurou a assessoria de imprensa e questionou sobre posicionamento oficial do clube sobre as declarações de Ceni e obteve como resposta que “a diretoria está alinhada com comissão técnica e busca viabilizar as contrações que o treinador está necessitando”.

A primeira a chegar foi Osvaldo. O jogador desembarcou ontem em Fortaleza e foi recebido com festa no aeroporto, mas ainda não chegou a treinar no clube.

(O POVO – Repórter Brenno Rebouças)

Presidente da CNI é preso em operação da PF que apura corrupção em contratos do Sistema S

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A Polícia Federal predeu, nesta terça-feira (19), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade. A prisão ocorreu dentro da Operação Fantoche, que investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. A informação é do Portal G1.

Um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, de acordo com investigações da PF, vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios tanto com o ministério, quanto com as entidades. O dinheiro envolvido nos repasses seria superior a R$ 400 milhões.

Também nessa operação foi preso o empresário Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva, que já havia sido preso pela PF em 2013, na Operação Esopo. Também são alvos de mandado de prisão os presidentes das Federações das Indústrias dos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, além de empresários e advogado.

De acordo com a PF, foram cumpridos outros 40 de busca e apreensão no Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas. São investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

(Foto – CNI)

Inflação do aluguel é de 7,24% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, teve inflação de 0,55% na segunda prévia de fevereiro.

Na segunda prévia de janeiro, o indicador havia registrado deflação (queda de preços) de 0,01%. Com o resultado, o IGP-M soma inflação de 7,24% em 12 meses.

A alta da taxa foi puxada pelos preços no atacado, já que o Índice de Preços ao Produtor Amplo passou de uma deflação de 0,26% em janeiro para 0,73% em fevereiro.

Os outros dois subíndices que compõem o IGP-M tiveram queda na segunda prévia de janeiro para a segunda prévia de fevereiro.

O Índice de Preços ao Consumidor, que acompanha o varejo, recuou de 0,49% para 0,17% no período. O Índice Nacional de Custo da Construção caiu de 0,38% para 0,29%.

(Agência Brasil)