Blog do Eliomar

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Copom deve manter taxa básica de juros em 7,25%, prevê mercado financeiro

“A taxa básica de juros, a Selic, deve ser mantida no atual patamar, 7,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para amanhã (5) e quarta-feira (6). Essa é a expectativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos.

A mediana das expectativas das instituições financeiras é que a Selic seja mantida no atual patamar ao longo de 2012. Por essas projeções, a taxa só deve subir em 2013, encerrando o período em 8,25% ao ano.

O BC usa a Selic como instrumento para influenciar a atividade econômica e, por consequência, calibrar a inflação. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação, que é 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.”

(Agência Brasil)

Analistas de mercado prevêem crescimento menor da economia neste ano

“Analistas do mercado financeiro ajustaram para baixo a projeção de expansão da economia este ano e elevaram a estimativa para 2013. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi ajustada de 3,1% para 3,09%, em 2013, e de 3,6% para 3,65%, no próximo ano. As projeções são resultado de pesquisa do Banco Central (BC) a instituições financeiras. A estimativa para a expansão da produção industrial caiu de 3,1% para 2,86%, este ano, e subiu de 3,5% para 3,75%, em 2014.

Na última sexta-feira (1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,9% em 2012.

A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 34,5%, neste ano, e ajustada de 33,2% para 33,23%, no próximo ano. A expectativa para a cotação do dólar foi mantida em R$ 2, para o final deste ano, e em R$ 2,05, ao fim de 2014.”

(Agência Brasil)

Lula terá conversa com Eduardo Campos

edulula

“Em conversas recentes com políticos de partidos aliados, Lula tem entrado sem cerimônia no tema “candidatura de Eduardo Campos a presidente”. Na semana passada, a um presidente de partido da base governista, chegou a dizer sem rodeios, num tom entre a preocupação e o bom humor:

– Você não vai com o Eduardo, não. Não vai abandonar a gente.

Enquanto usa uma das mãos para afastar Campos de qualquer apoio, com a outra vai tentar seduzi-lo: Lula tem conversa marcada com o governador de Pernambuco nesta terça-feira.”

(Coluna Radar -Veja Online)

Dilma promete investir R$ 30 bilhões para ampliar oferta de água na Região Nordeste

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“A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (4) que o governo está investindo um total de R$ 30 bilhões na tentativa de ampliar a oferta de água na Região Nordeste até 2014 – R$ 24 bilhões em obras estruturantes, como barragens, adutoras, canais, estações de tratamento e redes de abastecimento, e R$ 5 bilhões aplicados no Água para Todos. No programa semanal Café com a Presidenta, ela destacou que já foram instaladas 260 mil cisternas em municípios e povoados do Semiárido brasileiro. A meta é entregar mais 240 mil até o final de 2013. Dilma citou também medidas emergenciais, como a contratação de 4.624 carros-pipas para distribuir água em 750 cidades atingidas pela seca este ano.

A presidenta falou sobre a visita que fará hoje ao Canal das Vertentes Litorâneas, na Paraíba. Segundo ela, a obra pretende levar as águas do Rio São Francisco a um total de 38 municípios. Outra obra citada por ela é o Eixão das Águas, no Ceará, que vai levar água do açude Castanhão até Fortaleza, percorrendo 260 quilômetros (km).

“Nas próximas semanas, vou a Alagoas ver o Canal do Sertão Alagoano, que vai levar as águas do São Francisco ao sertão por um canal que já tem 78 km em obras. Também vou a Pernambuco ver de perto a adutora que estamos construindo em pleno Sertão do Pajeú, um das regiões mais secas do nosso Nordeste”, disse.”

(Agência Brasil)

VAMOS NÓS – Lá vem mais promessa de investimento contra a seca. Isso nos faz lembrar o ex-presidente João Figueiredo. Numa ocasião quando falava que iria enfrentar o drama da estiagem, ele chegou a dizer, emocionado, a seguinte frase:  “O Brasil não será rico enquanto o Nordeste for pobre!”

Nome de Bento XVI não será mencionado em missas no Brasil até a eleição do Papa

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deu orientações sobre a conduta que deve ser assumida no período denominado sé vacante (quando não há papa). Até a eleição do sucessor de Bento XVI, será omitida da oração eucarística (das missas) a menção ao papa. Também não há substituição do nome dele por outro.

Nesse período, é recomendado que durante a missa sejam feitas orações para o novo papa. A orientação é que, se possível, seja feita a recitação pública do rosário pela eleição do sucessor de Bento XVI. Alguns bispos brasileiros sugerem que os fiéis façam suas orações direcionadas para o conclave (quando se elege o novo papa). Não há data definida para o começo do conclave, nem prazo determinado para a sua conclusão. Porém, pelas orientações da CNBB, assim que o papa for eleito, todos devem fazer orações em intenção dele.

Assim que o conclave for finalizado, com a escolha do sucessor de Bento XVI, as igrejas de Brasília deverão homenagear o próximo papa. O arcebispo metropolitano de Brasília, dom Sergio da Rocha, disse que devem ser tocados os sinos das igrejas: “Como manifestação de júbilo e acolhida ao novo pastor supremo”, explicou.”

(Agência Brasil)

Eunício Oliveira diz que estará com o PT em 2014 independente do PSB

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eunício oliveira

‘Se ainda permanecem incertos os rumos da aliança entre PT e PSB para 2014, o apoio do PMDB ao projeto petista está mais que garantido no partido. Foi o que afirmou, durante convenção nacional peemedebista, no último sábado, 2, o senador Eunício Oliveira (PMDB). Segundo ele, petistas e PMDB devem sair juntos no próximo pleito, “independentemente” da opção que for tomada pelo partido do governador Cid Gomes (PSB). Atualmente, o PSB cogita a possibilidade de lançar candidatura própria à Presidência da República, com o nome do presidente nacional do partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

“Se o governador Eduardo Campos tentar ser candidato, tudo bem. É legítimo para o interesse dele, do partido dele. Mas o meu partido, para 2014, está satisfeito e plenamente alinhado com o projeto do Partido dos Trabalhadores. Essa é uma questão fechada dentro do PMDB”, afirma.

A opinião de Eunício foi corroborada também nos pronunciamentos das demais lideranças do partido presentes na convenção de sábado. Em sua fala, o presidente da legenda e vice-presidente da República, Michel Temer, disse que a aliança entre PT e PMDB é “inafastável”. “O PT junto com PMDB tem feito um trabalho reconhecido por todos os brasileiros. (…) Essa aliança, que deu certo para o País, significa que devemos caminhar em 2014 para o bem de todo o Brasil”, discursou.

A presidente Dilma Rousseff (PT) também reforçou a coalizão. “O convite do PMDB pra estar aqui ofereceu oportunidade extraordinária para que nós juntos possamos celebrar essa parceria sólida, produtiva e que sem dúvida alguma terá uma longa vida”, disse a presidente. Apesar do afago, a petista não aproveitou a oportunidade para lançar pré-candidatura de Temer à vice-presidência.”

(O POVO)

Ex-goleiro Bruno vai a julgamento

“A Justiça de Minas Gerais inicia hoje o julgamento do goleiro Bruno Fernandes de Souza, pela morte de Eliza Samudio, com a investigação do crime ainda incompleta. Também será julgada sua ex-mulher, Dayanne Souza.

A polícia mineira admitiu na semana passada que há uma apuração em curso para averiguar a participação de ao menos outras duas pessoas no assassinato de Eliza, em 2010. A suspeita é que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de matar Eliza e esconder o corpo, não tenha agido sozinho. Assim, o resultado da investigação pode trazer novas informações sobre executores do crime e até mandante. Bola, que está preso, nega o homicídio.

Para advogados, é “temerário” dar continuidade a um julgamento quando há uma investigação em andamento. Há risco, dizem eles, até de anulação de todo o processo. “Acho temerário levar alguém para julgamento sabendo que a investigação ainda está em curso. Pode-se pedir o sobrestamento (paralisação) enquanto todo os elementos não vierem ao processo”, afirma o criminalista Augusto de Arruda Botelho. Esse pedido precisar ser feito pela defesa à Justiça de Contagem, na Grande Belo Horizonte onde haverá o júri.”

(Com Agências)

Renan dá como certa candidatura de Eunício para governador do Ceará em 2014

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“Presidente do senado e terceiro homem na linha sucessória da presidência da República, Renan Calheiros (PMDB-AL) situa o Ceará no centro do mapa político do PMDB para as próximas eleições. Em entrevista ao O POVO, o líder peemedebista disse que a legenda tem planos para chegar ao poder no Estado e deu como certa a candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao governo em 2014. O cearense, por outro lado, ainda evita falar sobre o assunto.

“O PMDB está trabalhando com a necessidade de escalar candidatos competitivos em todos os estados. Um dos locais onde disputaremos com mais condições é, sem dúvida, o Ceará. E o Eunício é o líder do PMDB no senado, que tem a maior bancada de senadores. Ele tem virtudes, é companheiro, tem espírito público e, por isso, será um grande governador”, diz Calheiros.

O presidente do Senado minimiza também que a candidatura de Eunício possa criar possíveis confrontos com o atual governador do Estado, Cid Gomes (PSB). Apostando na proximidade com o PT na eleição, ele afirma que acredita em uma “convergência” de forças em torno do senador cearense. “Não vejo problema na candidatura, porque o papel das direções partidárias é compor convergências em muitos estados. Preservando o interesse nacional, isso é natural. O modelo democrático brasileiro permite”, afirma.

Calheiros diz ainda que a orientação do presidente da legenda, Michel Temer, é pelo fortalecimento do partido nos núcleos regionais. “Vamos dar todo o tempo de propaganda nacional do PMDB na TV para os diretórios regionais, para que eles se fortaleçam. Nesse sentido, um dos principais é o Ceará”. A conversa ocorreu no último sábado, 2, em intervalo de almoço da convenção nacional do PMDB, em Brasília. No evento, foram escolhidos os membros da nova Executiva Nacional da legenda. O senador Eunício Oliveira foi reconduzido ao cargo de tesoureiro.”

(O POVO)

Proposta de formação continuada de professores vence o prêmio Desafio da Educação

Felipe Michel Braga tem 29 anos e uma experiência em educação que vem desde a graduação. Na última sexta-feira (1º), ele foi o vencedor do Desafio da Educação do Centro de Liderança Pública (CLP), prêmio criado pela organização sem fins lucrativos voltada para o preparo de líderes públicos. Ele recebeu R$ 20 mil.

Braga propõe que os professores comecem a ser formados assim que deixem o ensino médio e que a carreira seja incentivada durante toda a formação superior. Já nas escolas, um sistema de pontos serviria para premiar e incentivar os docentes no exercício da profissão.

Foram 290 propostas de melhorias da educação brasileira que vieram não apenas do Brasil, mas de 20 outros países. Na etapa final, 61 projetos foram selecionados pelo júri, formado por representantes de organizações voltadas para a educação, entre elas a Fundação Lemann, o Instituto Ayrton Senna e o Parceiros da Educação. Os três primeiros lugares já receberam um total de R$ 35 mil, dividido de acordo com a classificação.

A proposta de Felipe é baseada na formação de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) de Minas Gerais. O objetivo é que o vestibular das instituições de ensino superior funcione como um concurso, o recém graduado deixa a universidade com vaga garantida no ensino público. Assim que se forma no ensino médio, o estudante faz a opção pela licenciatura e recebe para isso uma bolsa de estudos que garanta a dedicação exclusiva à área durante a graduação. Além disso, nos últimos semestres, ele participa de estágio onde acompanha um profissional mais experiente em sala de aula.

(Agência Brasil)

Crise não teve impacto nas políticas sociais do Brasil, diz diretora do Banco Mundial

Enquanto a crise econômica internacional fez a política social em diversos países regredir, o Brasil soube manter as melhorias para as camadas mais pobres da população e, ao mesmo tempo, preservar a estabilidade macroeconômica. A avaliação é da diretora do Banco Mundial (Bird) para o Brasil, Deborah Wetzel. Ela reconhece que o país ainda tem muitos desafios a superar, mas está mais avançado do que a maioria das nações emergentes e da América Latina no combate à pobreza e na redistribuição de renda.

No cargo desde abril do ano passado, Deborah Wetzel administra um orçamento de US$ 3 bilhões por ano para o país, dos quais metade está aplicada na Região Nordeste. Em entrevista à Agência Brasil, ela diz que considera o Brasil um grande exportador de políticas de proteção social, de segurança pública e de desenvolvimento sustentável. Em relação à sua gestão, a diretora destaca que pretende dar continuidade à ampliação do foco de atuação do Banco Mundial.

Em vez de se concentrar no financiamento a empreendimentos de infraestrutura, a instituição, nos últimos anos, tem passado cada vez mais a apoiar projetos sociais vinculados a metas e à gestão de resultados. A capacitação de gestores públicos, o atendimento a usuários de drogas, o aumento da produtividade agrícola e o combate à violência contra a mulher estão entre os projetos atualmente financiados no Brasil. Algumas dessas ações serão mostradas ao presidente do Bird, Jim Yong Kim, que chega nesta segunda-feira (4) ao Brasil para uma visita de três dias.

(Agência Brasil)

Brasil lidera esforço mundial de conservação do meio ambiente, diz ONU

À frente do secretariado executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), há um ano, o brasileiro Bráulio Dias reuniu elementos suficientes para assegurar que o Brasil é o país que mais avançou no esforço pela conservação ambiental. Nos últimos meses, Dias tem se dedicado a promover a preservação da biodiversidade no planeta, tentando estimular autoridades de todos os continentes a adotar um novo modelo de desenvolvimento que incorpore a sustentabilidade.

O biólogo ainda não tem um cálculo preciso sobre o quanto se gasta atualmente com a conservação ambiental. Os países se comprometeram a levantar os investimentos feitos por vários setores e instâncias de governo, mas não há prazo para conclusão. Dias aposta que o orçamento ideal para garantir a sobrevivência dos ecossistemas e estancar desmatamento e perda de espécies exóticas ainda está distante de ser cumprido.

Atualmente, o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) gasta US$ 2 bilhões anualmente em ações de conservação ambiental e deve concluir, até o final do ano, a nova rodada de negociação com doadores para o próximo período de 4 anos. As nações desenvolvidas também se comprometeram a dobrar seus orçamentos para a área até 2015, considerando tanto investimentos internos como acordos bilaterais e doações.

(Agência Brasil)

Economistas e empresários não acompanham otimismo de Mantega em relação ao PIB

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O desempenho da economia será melhor neste ano do que em 2012, mas o Produto Interno Bruto (PIB) “não deve crescer a uma taxa alta”, de até 4%, como prevê o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Assim entende o professor de economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Emerson Marçal, para quem o cenário do momento não permite  projetar uma evolução acima de 2,5% a 3% em 2013.

Coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da FGV-SP, Marçal diz que o baixo patamar de investimentos, de 18,1% em 2012, não estimula a retomada da economia. Para ele, se o governo quer um crescimento mais robusto, “preciso acelerar uma agenda de reformas e de ações de longo prazo” para racionalizar o sistema tributário e melhorar a infraestrutura do país, além de investir mais em capital humano e na busca de acordos comerciais.

Essas ações, na avaliação do economista Vagner Jaime Rodrigues, da Trevisan Gestão & Consultoria (TG&C) ajudarão a reduzir o custo Brasil, que reduz em torno de 34% a competitividade dos preços de produtos brasileiros lá fora, de acordo com cálculos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Também contribuirão para melhorar a baixa produtividade média da mão de obra nacional, segundo ele.

Rodrigues ressalta que o baixo crescimento de 0,9% do PIB em 2012 se contrapõe à pequena taxa de desemprego, e diz que há uma aparente incoerência nesses indicadores: “Felizmente, o país trabalha praticamente em pleno emprego, mas a baixa performance de parcela expressiva dos recursos humanos limita as possibilidades de crescimento da produção e de expansão do PIB”.

Além da redução dos investimentos, os analistas veem com preocupação adicional a desaceleração das atividades da construção civil. Números do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) mostram que, depois do crescimento de 11,6% em 2010, o desempenho do setor caiu para 3,6% em 2011 e encerrou 2012 com aumento de apenas 1,4%. Como se isso não bastasse, o valor adicionado da construção registrou retração de 0,5% no último trimestre do ano passado, comparado ao trimestre anterior.

(Agência Brasil)

O PT mudou o País ou o Governo mudou o PT?

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (3), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

A iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT) em abrir a discussão sobre os dez anos à frente do Governo Federal é um importante momento para que se faça a reflexão sobre os rumos da legenda e os avanços alcançados pelo País neste último decênio. Vale destacar que, nesse aspecto, ao propor o debate, o partido amplia a possibilidade de que outros setores da sociedade possam participar de forma rica, oferecendo contribuições que extrapolem as esferas partidárias.

O debate promovido pelos petistas prova ainda que, apesar de todos os percalços vivenciados na década, o partido mostra vitalidade ao se expor para a opinião pública a partir das sínteses que surgirão de outros fóruns pelo País, para além dos pensadores que compõem o partido da estrela vermelha.

Um bom começo poderia ser até que ponto as ações empreendidas pelas gestões de Lula e Dilma ofereceram de avanços e consolidação de conquistas pelo País nos últimos anos. Não somente nos campos econômico e social. Mas cultural, mesmo. Não há dúvida de que o Brasil vive momento particularmente bom em termos de estabilidade econômica e políticas sociais. Mas não se pode apenas creditar isso ao período Lula, muito ao contrário. E, nesse debate, é forçoso que a avaliação seja feita sem ranços ou levando em conta somente a coloração partidária, sob pena de se cometer injustiça com a história. O Brasil não precisa, nem merece, perpetuar o debate no qual se excluam feitos anteriores ao petismo. A eleição de Lula, por si, já representou grande passo com vistas a pularmos a discussão rasa baseada na dualidade entre o bem e o mal alimentada pelas questões partidárias menores.

Se hoje vivemos outro patamar de desenvolvimento a partir da melhoria da renda de nossa população, ainda enfrentamos problemas sérios nas áreas da saúde, da educação e da segurança pública, dificuldades que antecedem os dois governos petistas, mas que não tiveram soluções efetivas. Além disso, o “boom” de consumo proporcionado pela melhoria na economia trouxe a reboque quadro caótico com relação a mobilidade urbana nas médias e grandes cidades. Grandes e médias cidades que estão vendo seus jovens cada vez mais envolvidos com a droga, fazendo com que dilema, até bem pouco tempo restrito ao seio das famílias, seja encarado agora como responsabilidade direta do poder público.

São dramas que não se resolvem ao estalar de dedos, é verdade, mas não podem esperar muito.

Outro aspecto indispensável no debate sobre esses últimos anos é o que se refere diretamente à nossa cultura política. E aí, ao PT, cabe reflexão sem meio termo. Lula, ao abrir a era petista no comando do governo federal, foi eleito com a promessa de transformar os costumes políticos carcomidos pelos vícios não tão nobres de outras épocas. Atualmente, de forma simbólica até, temos nas presidências do Senado e da Câmara dos Deputados dois parlamentares, apoiados pelo petismo, envolvidos com suspeitas graves de irregularidades. Nomes, ressalte-se, que há dez anos ruborizariam o mais pragmático dos petistas se qualquer governo os apoiasse. A partir do exposto, talvez o questionamento mais honesto a ser feito pelo PT na última década é sobre qual teria sido a mudança mais importante: a que o governo do PT promoveu no País ou a que o governo do País impingiu ao PT?

Ex da Dilma estaria trabalhando contra Lupi e André Figueiredo

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Da coluna Bric-à-Brac, no O POVO deste domingo (3), pela jornalista Inês Aparecida:

No Rio Grande do Sul, a imprensa (a tradicional e as novas mídias) fala insistentemente da influência do ex-marido da presidente Dilma, Carlos Araújo, junto a ela, notadamente em assuntos relacionados ao PDT. Bom não esquecer que a presidente foi, por longo tempo, filiada ao partido de Brizola.

Ultimamente, Araújo está sendo convocado a interceder a favor do ministro do Trabalho, Brizola Neto, que estaria com os dias contados no Ministério. Sua saída está prevista para este mês. A deputada estadual gaúcha Juliana Brizola, irmã do ainda ministro, está chamando seus apoiadores para uma reunião na casa de Carlos Araújo, achando que, com uma palavra dele no ouvido da ex-mulher, o irmão se mantém no cargo.

Os pedetistas do Ceará nada comentam. Sabe-se, porém, que o presidente regional da sigla, deputado André Figueiredo, é ligado ao ex-ministro Carlos Lupi que, por sua vez, é adversário de Brizola Neto e sua turma.

Segundo alguns pedetistas, na queda de braço, por enquanto, a tendência é ser ganha pelo grupo de Lupi, que teria mais condições de manter a bancada do partido apoiando o Governo Dilma. É esperar para ver os desdobramentos. A convenção nacional pedetista é no próximo dia 22.

Em tempo: vem também do sul a informação de que Carlos Araújo, o ex, quis destituir o cearense André da liderança do PDT na Câmara.

África está bem abaixo da América Latina no ranking de violência urbana

Da coluna Concidadania, no O POVO deste domingo (3), pelo jornalista Valdemar Menezes:

A estatística do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal – uma ONG sediada no México – apresentando Fortaleza como a 13ª no ranking das cidades mais violentas do mundo (outras 14 capitais brasileiras foram incluídas) trouxe outro dado que faz pensar: a África está bem abaixo da América Latina nesse ranking de violência urbana. Por que será? Por que a população africana é mais rural?

A interpretação mais correta talvez seja a questão da desigualdade. A África é mais pobre, mas lá a sociedade de consumo é menos desenvolvida, não produzindo um contraste tão violento entre as classes sociais. A violência tem mais impulso quando resulta da frustração diante da visibilidade do privilégio de alguns (desigualdade), sobretudo quando todo o sistema induz ao consumo e largas faixas de pessoas não têm poder aquisitivo para adquirir o que é apresentado como objeto de desejo (bens e status).

Bullying não deve ser tipificado como crime; defendem organizações dos direitos da criança

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A proposta do novo Código Penal de tipificar como crime a prática de bullying recebeu críticas de organizações da área da criança e do adolescente. “Isso é criminalizar a adolescência”, disse a assessora de Políticas Públicas da Fundação Abrinq, Katerina Volcov. As organizações defendem que a proposta seja retirada do texto do novo Código Penal. “A gente acredita que o bullying tem que ser tratado de forma pedagógica, dentro do espaço escolar, completou Volcov.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 21% dos casos de bullying ocorrem nas salas de aula, mesmo com os professores presentes. Classificado como “intimidação vexatória” pela proposta do novo Código Penal, o bullying – ato de agredir fisicamente ou verbalmente algum menor de idade, de forma intencional e continuada – poderá ser considerado infração se for praticado por adolescentes.

O autor da prática, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, receberá medidas socioeducativas, como prestação de serviços, acompanhamento e internação e poderá resultar em até quatro anos de prisão quando o autor for maior de idade.

Além da proposta do novo Código Penal, as organizações analisaram 375 projetos em tramitação na Câmara e no Senado que tratam de temas envolvendo o público infantojuvenil. Entre os temas considerados prioritários estão a restrição de propaganda para crianças, o debate sobre a internação compulsória de crianças e adolescentes usuários de drogas a redução da maioridade penal.

(Agência Brasil)

Dilma critica "mercadores do pessimismo" e diz que país voltará a crescer este ano

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Um dia após o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, que ficou em 0,9%, abaixo das expectativas do governo, a presidenta Dilma Rousseff disse neste sábado (2), durante a Convenção Nacional do PMDB, que o Brasil voltará a crescer este ano. Ela criticou os “mercadores do pessimismo”, que apostam no fracasso do país.

Ao lado das principais lideranças peemedebistas, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma frisou que vão errar aqueles que apostam no fracasso econômico do Brasil.

“Mais uma vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Vão perder como perderam quando previram o racionamento de energia em janeiro e fevereiro e, mais uma vez agora, quando apostam todas as fichas no fracasso do país. Eles vão se equivocar. Tenho certeza de que todos vocês sabem que torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil”, discursou a presidenta para militantes do PMDB.

Dilma acrescentou que, com o apoio do PMDB, o governo petista realizou feitos importantes para o país, como a saída de 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza. “Juntos [PT e PMDB] fizemos muito, o que parecia impossível e o que os nossos adversários políticos, quando puderam, não fizeram ou não quiseram fazer.”

Em um discurso preparado e lido em cerca de 40 minutos, Dilma defendeu a aliança com o PMDB e ressaltou a importância do partido para a governabilidade do país. “Muito do que conseguimos alcançar no meu governo deve-se à presença do meu companheiro e vice-presidente Michel Temer e ao apoio dos parlamentares do PMDB”, acrescentou.

“É uma grande honra participar da Convenção Nacional do partido, que é o maior parceiro do meu governo. O convite do PMDB para estar aqui ofereceu uma oportunidade extraordinária para que possamos, juntos, celebrar essa parceria sólida, produtiva e que, sem dúvida, terá longa vida”.

A presidenta ainda defendeu a política de coalizão e ressaltou que, desde a redemocratização, todos os presidentes, exceto Fernando Collor de Mello, foram eleitos com aliança entre partidos. “Desde que começamos a eleger presidentes, apenas um governo não teve amplo apoio e apenas um não concluiu seu mandato. Em meu governo, a ampla coalizão que conseguimos formar tem obtido resultados e isso é um passo fundamental para a superação da miséria extrema no Brasil.”

“Temos que ressaltar a indispensabilidade dessa aliança”, disse o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer. “O PMDB tem uma honra extraordinária de participar desse governo”, acrescentou.

Segundo o senador José Sarney (PMDB-AP), a aliança entre os dois partidos é programática. “Temos lealdade recíproca e objetivo comum”.

(Agência Brasil)

Homens jovens e pobres são os principais suspeitos e vítimas dos homicídios

A violência no Brasil, no que se refere a assassinatos, atinge principalmente homens, pobres e negros, que têm de 15 anos a 24 anos, segundo o estudo Avanço no Socioeconômico, Retrocesso na Segurança Pública, Paradoxo Brasileiro?, do professor doutor Luis Flávio Sapori, coordenador do Centro de Pesquisas de Segurança Pública da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

Sapori explica que os homens jovens, além de acusados pela maior parte dos crimes, também são as maiores vítimas da violência. O pesquisador destacou que foi registrado um aumento no uso de armas de fogo. Em 2010, por exemplo, de cada dez pessoas assassinadas, oito foram mortas com armas de fogo.

De acordo com a pesquisa, três fatores contribuem para o aumento da violência e dos homicídios no país: a consolidação do tráfico de drogas, principalmente o consumo de drogas; os elevados níveis de impunidade; e a necessidade de adoção de medidas mais eficientes para combater os dois aspectos anteriores.

Sapori disse ainda que apenas os esforços para combater a pobreza não asseguram a redução da violência nem a da taxa de homicídios no Brasil. “É preciso desfazer esse senso comum de que combatendo a pobreza quase que de maneira imediata será possível reduzir a violência e a taxa de homicídios no país”, destacou o pesquisador.

O estudo usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e das Nações Unidas.

(Agência Brasil)