Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Donald Trump parabeniza Bolsonaro

Em sua página no Facebook, o presidente eleito Jair Bolsonaro informa ter recebido mensagem do presidente dos EUA. Confira:

Recebemos há pouco ligação do Presidente dos EUA, Donald J. Trump nos parabenizando por esta eleição histórica! Manifestamos o desejo de aproximar ainda mais estas duas grande nações e avançarmos no caminho da liberdade e da prosperidade!

(Foto – Reprodução de TV)

Temer vota e garante “transição tranquila”

O presidente Michel Temer (MDB) votou, na manhã deste domingo, no Colégio Santa Cruz, na região de Pinheiros, em São Paulo. Temer chegou às 8h07min e estava acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD).

Questionado pela imprensa sobre se o MDB vai apoiar um eventual governo Jair Bolsonaro (PSL), o presidente que o partido vai decidir o que vai fazer. “No presente momento, não há nenhuma decisão.”

O presidente disse, no entanto, que o governo está preparado para fazer a transição de maneira tranquila.

(Valor Econômico)

Bolsonaro vota com aparato de segurança de presidente

Grades por ruas de acesso à zona eleitoral, policiais federais espalhados pelo trajeto, seguranças particulares, soldados do Exército, correria, gritaria, cães farejadores, revista de eleitores…

Esse foi o aparato de segurança na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro, onde há pouco votou o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Com colete à prova de bala, Bolsonaro evitou o contato com os eleitores, assim como não falou com a imprensa. Ele esteve acompanhado da mulher Michelle e posou ao longe para fotos e vídeos de eleitores, inclusive o gesto como segurasse armas, um dos símbolos de sua campanha.

(Foto: Reprodução)

BNB desenvolve programa Acelera Microcrédito a partir de novembro

Romildo Rolim preside o BNB.

A população de municípios de todo o Nordeste e norte de Minas Gerais e Espírito Santo recebe, a partir de novembro, serviços da ação Acelera Microcrédito, promovida pelo Banco do Nordeste. Serão oferecidos, gratuitamente, corte de cabelo, maquiagem, apresentações culturais, entretenimento para crianças e atendimento negocial das equipes dos programas de microcrédito urbano, o Crediamigo, e rural, o Agroamigo, informa a assessoria de comunicação do banco.

O microcrédito do BNB tem como características o acompanhamento aos empreendedores por parte de um profissional, com orientações individualizadas para melhor aplicação do recurso. Clientes do Crediamigo e Agroamigo exporão seus produtos durante os eventos Acelera Microcrédito.

O Crediamigo oferece até R$ 15 mil em crédito, com taxas mensais a partir de 1,08%. O portfólio de produtos tem opções de crédito para capital de giro, empréstimos para aquisição de móveis, utensílios, máquinas e equipamentos, reformas de instalações físicas e seguro de vida.

O microcrédito urbano do Banco do Nordeste atende pessoas que trabalham por conta própria, individualmente ou reunidos em grupos solidários, que atuam nos setores informal ou formal da economia, no comércio, serviços e indústria.

Em 2018, o Crediamigo já aplicou R$ 6,4 bilhões na economia, até setembro. O valor é 11,3% maior do que no mesmo período do ano anterior. São mais de 3 milhões de operações, 5,39% a mais do que em 2017. No Ceará, foram contratados mais de R$ 2 bilhões, distribuídos em 1,1 milhão de operações.

O Agroamigo foi criado para atender, nas comunidades rurais, agricultores familiares do Nordeste, norte de Minas Gerais e Espírito Santo enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, no grupo Pronaf B. As taxas de juros atuais praticadas são a partir de 0,5% ao ano.

A metodologia do programa impulsiona a sustentabilidade dos empreendimentos rurais, a equidade de gênero no campo, a inclusão financeira dos agricultores familiares e a redução de desigualdades.

O microcrédito rural já aplicou, até setembro, cerca de R$ 2 bilhões na área de atuação do Banco do Nordeste, valor 14,4% maior do que em 2017, por meio de 387,5 mil operações. No Ceará, foram contratados R$ 235,9 milhões, em 48,9 mil operações.

Governo Central registra déficit primário de R$ 23 bilhões em setembro

O subsídio para o óleo diesel e o aumento de despesas não obrigatórias fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o segundo maior déficit da história para meses de setembro. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 22,979 bilhões.

Apenas em setembro de 2016, o déficit para o mês foi maior (R$ 25,239 bilhões). Em relação a setembro do ano passado, o resultado negativo subiu 0,7% em valores nominais, mas caiu 3,7% ao descontar a inflação do ano passado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O déficit primário é o rombo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Da janeiro a setembro, o resultado negativo soma R$ 81,591 bilhões, valor 28,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (R$ 109,566 bilhões), descontado o IPCA. Mesmo com o resultado de setembro, o déficit acumulado é o menor para os nove primeiros meses do ano desde 2015.

De acordo com o Tesouro Nacional, dois fatores contribuíram para o pequeno aumento nominal do déficit em setembro. O primeiro foi a execução de créditos extraordinários provocada pelo subsídio ao óleo diesel, que consumiu cerca de R$ 1,7 bilhão apenas em setembro e está previsto para fechar o ano em R$ 9,5 bilhões.

O segundo fator foi o aumento de despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo, que subiram 9% acima da inflação de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. As maiores altas foram provocadas pelo desbloqueio de gastos de custeio (manutenção da máquina pública) nos ministérios e pela execução de emendas parlamentares impositivas. Os ministérios que mais puxaram a alta foram Defesa, com crescimento de 29% acima da inflação, e Saúde, com alta de 7,9% acima da inflação.

O déficit só não foi maior porque as receitas do Governo Central tiveram, em setembro, o reforço do leilão da quarta rodada de partilha do pré-sal e pelos royalties de petróleo, que foram impulsionados pela alta do dólar e pela valorização da cotação internacional do barril.

Acumulado

De janeiro a setembro, as receitas líquidas acumulam alta de 5,9% acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais, em contrapartida, subiram em ritmo menor: 2,3% acima da inflação. Os gastos com a Previdência Social subiram 2% além da inflação, contra alta de 0,9% (também acima da inflação) dos gastos com pessoal.

As demais despesas obrigatórias, no entanto, acumulam queda de 2,6% descontada a inflação, por causa principalmente da redução dos gastos com subsídios (-29,7%), com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (-35,4%) e com abono e seguro desemprego (-4,8%).

As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) acumulam alta de 7% acima da inflação nos nove primeiros meses do ano. Os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos) somaram R$ 31,862 bilhões, alta de 20,4% além da inflação em relação ao mesmo período de 2017.

O principal programa federal de investimentos, no entanto, está executando menos. Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 16,063 bilhões de janeiro a setembro, queda de 1,7% em relação aos mesmos meses do ano passado, descontada a inflação.

(Agência Brasil)

MEC muda regras para expedição de diploma para garantir segurança no processo

O Ministério da Educação (MEC), estabeleceu novas regras para expedição e registro de diplomas de graduação. Agora, as faculdades e universidades terão que publicar no Diário Oficial da União informações sobre os diplomas registrados e manter informações detalhadas para consulta pública nos próprios sites. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União.

De acordo com o MEC, o objetivo é reduzir o risco de fraudes e conferir maior segurança nos procedimentos internos das instituições de educação superior. As instituições terão um prazo de 180 dias para se adequar às novas regras.

Entre as mudanças está a exigência de um termo de responsabilidade a ser assinado pelas instituições de educação superior e prazos para a expedição e o registro dos diplomas. As instituições também deverão cancelar diplomas irregulares quando detectarem vícios nos procedimentos de expedição e registro e dar publicidade dos diplomas cancelados.

Outra alteração é que o verso do diploma deverá trazer a identificação da mantenedora da instituição de educação superior. A expedição e o registro da primeira via do diploma, do histórico escolar final e do certificado de conclusão de curso seguem gratuitos.

(Agência Brasil)

Conta de luz terá bandeira tarifária amarela em novembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou hoje (26) que a bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz em novembro será amarela. Assim, haverá uma redução na cobrança em relação aos cinco meses anteriores, quando a bandeira foi vermelha.

A bandeira amarela tem custo de R$ 1 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. Já a bandeira vermelha, que vigorava desde junho, prevê cobrança de R$ 5 a cada 100 kWh.

A justificativa para a redução na cobrança está no início do período de chuvas. Segundo a Aneel, apesar de os reservatórios ainda estarem com níveis reduzidos, a agência acredita que com o início da estação chuvosa haja elevação gradual no nível de produção de energia pelas usinas hidrelétricas.

Sistema
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica. No patamar 1, o adicional nas contas de luz é de R$ 3 a cada 100 kWh; no 2, de R$ 5.

Dicas de economia

Para evitar aumento significativo nas contas, a Aneel faz algumas recomendações aos consumidores, entre as quais de banhos mais rápidos para quem usa chuveiro elétrico, e optar por temperatura morna ou fria.

A agência sugere também a diminuição no uso do ar-condicionado e que, quando o aparelho for usado, não se deixem portas e janelas abertas. Além disso, é preciso manter limpo o filtro do aparelho. Outra sugestão é que o consumidor fique atento ao tempo em que a porta da geladeira fica aberta e que nunca se coloquem alimentos quentes em seu interior.

Outras dicas são juntar as roupas para serem passadas de uma só vez e não deixar o ferro ligado por muito tempo e, em caso de longos períodos de ausência de casa, evitar que os aparelhos fiquem no sistema stand-by (em espera). Nesse caso, o mais indicado é retirá-los da tomada.

(Agência Brasil)

Dívida pública cai 0,15% e atinge R$ 3,779 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF), que inclui o endividamento interno e externo do Brasil, teve queda de 0,16% e passou de R$ 3,785 trilhões em agosto para R$ 3,779 trilhões em setembro, segundo dados divulgados hoje (26), em Brasília, pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.

A redução da dívida ocorreu por conta do resgate líquido de títulos, que somou R$ 26,73 bilhões, descontado parcialmente pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 20,55 bilhões.

Segundo a Receita, a apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel.

Por meio da dívida pública, o governo pega recursos emprestados dos investidores para honrar compromissos. Em troca, ele se compromete a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) – em circulação no mercado nacional, que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais – teve o estoque reduzido em 0,07% em setembro, ao passar de R$ 3,630 trilhões para R$ 3,628 trilhões, devido ao resgate líquido de R$ 26,77 bilhões, compensado, em parte, pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 24,22 bilhões.

Emissão de títulos

Do total de R$ 57,38 bilhões de emissões de títulos da DPMFi em setembro, foram emitidos R$ 55,50 bilhões nos leilões tradicionais; R$ 1,76 bilhão relativo às vendas de títulos do Tesouro Direto e R$ 125,43 milhões referentes a emissões diretas.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), captada do mercado internacional, também houve redução dede 2,34% sobre o estoque apurado em agosto, encerrando setembro em R$ 151,12 bilhões (US$ 37,74 bilhões), sendo R$ 136,71 bilhões (US$ 34,14 bilhões) relativos à dívida mobiliária e R$ 14,42 bilhões (US$ 3,60 bilhões), à dívida contratual.

No mês de setembro, os ingressos de recursos da dívida contratual à DPFe totalizaram R$ 255,13 milhões.

A DPF voltou a ficar abaixo das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado em janeiro, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 3,780 trilhões e R$ 3,980 trilhões.

Detentores da dívida

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

Em setembro, os maiores detentores da dívida pública eram os Fundos de Investimento, com 26,14% da dívida, alcançando R$ 948,53 bilhões. O grupo Previdência ficou em segundo lugar, com uma participação relativa de 25,35% e variação positiva em seu estoque, passando de R$ 911,87 bilhões para R$ 919,90 bilhões, entre agosto e setembro.

Em seguida, estão as instituições financeiras com 22,79%, grupo que reduziu o estoque em R$ 3,96 bilhões, chegando a R$ 826,87 bilhões. Os investidores estrangeiros também apresentaram queda de R$ 9,21 bilhões em seu estoque e concentraram 11,67% da dívida. Já o governo possui 4,20% da dívida pública; as seguradoras, 3,99%; e outros, 5,86%.

(Agência Brasil)

Ciro vai gravar vídeo pró-Haddad, anuncia presidente nacional do PDT

113 2

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira, 26, que Ciro Gomes irá gravar um vídeo no qual vai declarar voto e um apoio mais enfático ao presidenciável do PT, Fernando Haddad. Lupi evitou garantir, no entanto, que Haddad e Ciro irão se encontrar ou que haverá tempo para que eles façam um ato público juntos.

“Ele (Ciro) já declarou (voto no Haddad), vai reforçar isso. Eu estou indo para o Ceará para conversar com o Ciro para saber como vamos fazer, mas que a gente vai fazer, vai. Não sei dá tempo para isso (fazer ato público ou subir no palanque), mas para a rede social nós vamos gravar um vídeo sobre isso”, disse Lupi.

Segundo Lupi, os pedidos para um gesto enfático de Ciro têm sido feitos pelo próprio Haddad. “Falei com o Haddad na quarta-feira e ele me apelou muito por uma posição mais firme em torno da candidatura dele. E eu já fiz várias ações, fiz pronunciamento, fiz essa ação contra esse fake news do Bolsonaro, mas agora o mais importante é o Ciro pela candidatura que ele representa”, contou.

Ciro retorna ao Brasil nesta sexta-feira, após passar quase todo o segundo turno de férias pela Europa. Desde que deixou o Brasil, lideranças do PT passaram a pedir que ele retornasse e participasse, de forma mais explícita, da campanha de Haddad.

Mais cedo, Haddad fez um novo aceno ao pedetista, durante coletiva de imprensa em João Pessoa. “Eu sempre espero o melhor das pessoas, e eu sei que o Ciro tem muita coisa boa dentro dele”, disse. “Eu acredito que ele vai, agora chegando no Ceará, fazer um gesto importante pelo Brasil. Ele sabe que não é por mim, é pelo Brasil que fará esse gesto”, complementou.

Não está confirmado ainda se Haddad irá até o Ceará para se encontrar com Ciro. Uma das razões é que o próprio presidenciável espera uma declaração “dura” do pedetista.

“Tenho maturidade suficiente para entender o comportamento das pessoas, e na política você sempre tem que ter postura de acolhida, sobretudo com quem pensa parecido com você. O Ciro é meu companheiro de longa data. Tenho certeza que ele vai fazer uma fala dura nesta reta final e nós vamos vencer juntos”, disse o candidato do PT, em entrevista por telefone à Rádio Super Notícia, de Minas Gerais.

(Agência Estado/Foto – Paulo MOska)

Fortaleza será sede da II Feira de Guardiões da Agrobiodiversidade

Fortaleza será sede, nos dias 7 e 8 de novembro, no Palácio da Microempresa, da II Feira Nacional de Guardiões da Agrobiodiversidade. O evento tem por objetivo valorizar os trabalhos de conservação e uso racional da agrobiodiversidade promovidos por camponeses, povos e comunidades tradicionais. A feira tem acesso gratuito e ocorrerá das 9 às 19 horas nesse período.

Na programação, rodas de diálogo, troca de experiências, exposição e comercialização de sementes diversas, tubérculos, raízes, grãos, frutas nativas e ornamentais, abelhas sem ferrão, dentre outros produtos.

Haverá, ainda, apresentação de Mística do Povo Indígena Tremembé.

BNDES lança processo que reduz prazo para aprovação de crédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social abriu hoje (26) um novo processo de concessão de crédito que separa a análise de clientes e de projetos para reduzir os prazos de aprovação dos pedidos. Segundo o banco, com o novo processo, que deve estar concluído até o fim do ano, o tempo médio de liberação de recursos deve cair entre 43% e 75%, de acordo com o tipo de financiamento.

O BNDES criou uma etapa de habilitação que funcionará como porta de entrada dos pedidos de financiamento. Nessa etapa, serão analisados cadastro, compliance (prática de agir de conformidade com as normas vigentes) e rating (risco de crédito). Segundo a assessoria de imprensa da instituição, uma vez concluídas as avaliações, o cliente terá livre acesso às várias linhas de crédito da instituição.

Esteiras de crédito

Após a empresa ser declarada habilitada, os pedidos de empréstimo passarão por quatro esteiras de crédito, de acordo com sua característica: automática, simplificada, corporativa e project finance (projeto que tem como garantia o próprio fluxo de caixa).

“Pela esteira automática, tramitarão os financiamentos com escopo predeterminado, exemplo do capital de giro e da compra isolada de máquinas e equipamentos nacionais. A esteira simplificada destina-se, majoritariamente, a operações de financiamento a planos de investimentos de pequenas e médias empresas, com valor de apoio até R$ 10 milhões”, explicou o BNDES.

A terceira e a quarta esteiras (corporativa e project finance) destinam-se aos pedidos de financiamento para projetos mais complexos, entre os quais expansão de capacidade, inovação, infraestrutura e os chamados greenfields (novos investimentos). Tais projetos necessitam de prazo de análise mais longo que os demais, dos quais se diferenciam pela característica de garantias da operação. “Em projetos desse tipo, o BNDES continuará com suas práticas de avaliação de mérito quanto à efetividade, considerando as dimensões de impacto e sustentabilidade econômica, social e ambiental, como é característica das avaliações realizadas por bancos de desenvolvimento.”

As operações continuarão dependendo de aprovação da diretoria e do Comitê de Elegibilidade de Operações e Crédito do banco. Na avaliação do BNDES, o novo processo de concessão de crédito, que se refere somente às operações diretas, ou seja, em que não há intermediação de agentes financeiros credenciados, vai reduzir também a burocracia da contratação. Nas operações indiretas, os recursos continuarão sendo concedidos por meio da rede de agentes do BNDES.

(Agência Brasil)

O que o Brasil espera: retomada ou recaída econômica?

Com o título “Retomada ou recaída econômica?”, eis artigo de Lauro Chaves Neto, presidente do Conselho Regional de Economia. “Agora, completam-se sete trimestres desde o fim da recessão e o crescimento lento leva à incerteza, e a incerteza leva ao crescimento lento, uma vez que reduz tanto os níveis de investimento quanto os de consumo na economia”, diz o articulista. Confira:

O Brasil passa por uma recuperação lenta após padecer de uma profunda recessão. Desde 1981, o País passou 35% dos trimestres em recessão, provocada por uma série de eventos externos e internos, persistindo, em quase todas as situações, uma má condução dos fundamentos da política econômica.

Um exemplo recente aconteceu no governo Dilma Rousseff, quando se somaram erros nas políticas monetária e fiscal com a inabilidade política.

Agora, completam-se sete trimestres desde o fim da recessão e o crescimento lento leva à incerteza, e a incerteza leva ao crescimento lento, uma vez que reduz tanto os níveis de investimento quanto os de consumo na economia.

Em um cenário favorável, o novo presidente se comprometeria com as reformas, principalmente com a previdenciária, a tributária e a política, levando ao equilíbrio das contas públicas e a melhoria no ambiente de negócios; enquanto que, no ambiente externo, a estabilização dos juros americanos e elevaria a atração de capitais externos.

Já no cenário desfavorável, não haveria a aprovação das reformas e, muito menos, a retomada dos investimentos; adicione a isso a elevação dos juros americanos, o lento crescimento mundial, a queda no preço das commodities e o aumento no risco econômico dos países emergentes.

De um lado, seria improvável o Fernando Haddad controlar a sua tropa de keynesianos ansiosos para aumentar o protagonismo econômico do governo, mesmo com o déficit primário existente e com o endividamento em mais de 80% do PIB, o que poderia levar a uma depressão cambial seguida de inflação, juros altos e recessão.

Do outro lado, existe um conflito entre o ultraliberalismo do Paulo Guedes e as idéias nacionalistas de Jair Bolsonaro, além da incógnita sobre a maleabilidade do capitão nas inevitáveis e longas negociações com o Congresso Nacional sobre as reformas.

Ambas as alternativas eleitorais apontam o risco de fracasso nas reformas, o que pode levar a um ajuste via arrecadação, quando a experiência mostra que ajustes fiscais focados no incremento da arrecadação em economias fragilizadas, quase sempre, trazem o grande risco de uma nova recessão.

*Lauro Chaves Neto

lchavesneto@uol.com.br

Presidente do Conselho Regional de Economia, consultor, professor da Uece e doutor em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona.

Juros do rotativo do cartão de crédito sobem para 278,7% ao ano

Os consumidores que caíram no rotativo do cartão de crédito pagaram juros mais caros em setembro. A taxa média do rotativo subiu 4,7 pontos percentuais em relação a agosto, chegando a 278,7% ao ano. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Banco Central. A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.

No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 259,9% ao ano em setembro, com aumento de 9,6 pontos percentual em relação a agosto. Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) subiu 0,9 pontos percentuais, indo para 292,2% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho deste ano. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes não será igual porque os bancos podem acrescentar à cobrança os juros pelo atraso e multa.

Cheque especial

Já a taxa de juros do cheque especial caiu 1,8% em setembro, comparada a agosto, e está em 301,4% ao ano. Assim continua a ser a menor taxa desde março de 2016, quando estava em 300,8% ao ano.

As regras do cheque especial mudaram em julho. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do crédito pessoal, por exemplo, é mais baixa: 122,2% ao ano em setembro, mesmo com o aumento de 0,8 ponto percentuail em relação a agosto. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,1 ponto percentual, indo para 24,4% ao ano em setembro.

A taxa média de juros para as famílias aumentou 0,4 ponto percentual em setembro para 52,2% ao ano. A taxa média das empresas se manteve em 20,4% ao ano.

Inadimplência

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, caiu 0,1 ponto percentual e ficou em 4,9% em setembro. No caso das pessoas jurídicas, também houve recuo, de 0,2 ponto percentual, ficando em 3,1%. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas físicas também caíram 0,2 ponto percentual, para 7,6% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,7 ponto percentual, para 8,7% ao ano.

A inadimplência das pessoas físicas caiu 0,2 ponto percentual e ficou em 1,7% e a das empresas subiu 0,4 ponto percentual, para 2%.

Saldo dos empréstimos

Em setembro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,168 trilhões, com aumento de 0,4% no mês e de 2,5% no ano. Em 12 meses, a expansão foi de 3,9%.

Esse estoque do crédito corresponde a 46,7% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB).

(Agência Brasil)

Novo Fies – Caixa já realiza aditamento de contratos


A Caixa Econômica Federal já iniciou os processos de aditamento dos contratos do Novo Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Aproximadamente 50 mil estudantes assinaram contratos do Novo FIES no primeiro semestre de 2018 e devem realizar esse procedimento até 30 de novembro próximo, informa a assessoria de comunicação dessa instituição financeira.

O aditamento deve ser feito por meio da página www.sifesweb.caixa.gov.br, e, caso haja necessidade de alterações no contrato, como a troca de fiador, o estudante deve comparecer a uma agência da Instituição. Nesse caso específico, o estudante deverá comparecer com o novo fiador e apresentar os novos documentos comprobatórios.

Mudanças

O Novo FIES é um modelo que traz melhorias na gestão do fundo, dando sustentabilidade financeira ao programa a fim de garantir e viabilizar um acesso mais amplo ao ensino superior. As principais mudanças do Novo FIES quando comparado ao processo anterior são a forma de pagamento do curso, que passa a ser mensal em emissão de boleto, a exigência de seguro prestamista (cobertura em caso de falecimento do estudante) e a ausência de carência para pagamento da amortização do contrato.

SERVIÇO

*Estudantes podem fazer o download da cartilha com mais orientações no link http://www.caixa.gov.br/programas-sociais/fies/Paginas/default.aspx. Já as instituições de Ensino, podem consultar o endereço eletrônico http://www.caixa.gov.br/empresa/instituicoes-ensino-fies/Paginas/default.aspx, para mais informações sobre os procedimentos a serem adotados.

MPF do Distrito Federal investiga Paulo Guedes, o guru da economia de Bolsonaro

512 1

O economista Paulo Guedes, guru do candidato à presidente Jair Bolsonaro, virou alvo oficial de investigação, por parte da Procuradoria da República no Distrito Federal, no âmbito da Operação Greenfield. O MPF investiga Guedes por crimes de gestão temerária ou fraudulenta de investimentos de recursos de fundos de pensão. A informação é da Veja Online.

A força-tarefa responsável pela operação já havia, no início do mês, declarado aberta uma investigação preliminar contra Guedes. Durante a apuração, um outro caso de possível fraude foi descoberto. O economista deve ser chamado para depor em breve. A informação foi publicada primeiramente pelo jornal O Globo.

A Greenfield investigou, primeiramente, pagamentos de propina em fundos de pensão. Ao longo de seis anos, o economista captou ao menos 1 bilhão de reais de fundos como Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa), Postalis (Correios), além do BNDESPar, braço de investimentos do BNDES.

Os negócios foram feitos pela empresa BR Educacional Gestora de Ativos, que pertence ao economista. Ela lançou dois fundos de investimentos que receberam, das entidades das estatais, 1 bilhão de reais em seis anos. Entre 2009 e 2013, um dos fundos obteve 400 milhões de reais para projetos educacionais. Os investigadores apuram se o negócio foi aprovado sem análise adequada.

Entretenimento

Segundo a Procuradoria, parte do dinheiro das negociações foi injetada na HSM Educacional SA., controlada por Guedes. Ela adquiriu de um grupo argentino 100% das participações em outra empresa, a HSM do Brasil, que buscava lucro na realização de eventos para estudantes e executivos e em palestras. A empresa, porém, apresentou prejuízos, principalmente por causa das remunerações dessas palestras. Na época, o economista fazia conferências promovidas pela HSM. Os investidores tentam rastrear o dinheiro desses eventos para saber quem os recebeu.

Agora, a Greenfield também investiga a possibilidade de Guedes ter utilizado o FIP Brasil de Governança Participativa, para investir 112,5 milhões de reais no grupo de infraestrutura Enesa, com recursos públicos. Logo depois da injeção financeira, a Enesa distribuiu renda a seus acionistas de 77,3 milhões de reais. Contudo, segundo a Procuradoria, naquele período, a empresa apresentou prejuízo após a distribuição, o que foi custeado pelos fundos.

Defesa

A defesa, feita pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, argumenta que “a investigação se baseia em um relatório fragilíssimo, que tratou de apenas um, dentre quatro investimentos realizados pelo fundo. O relatório omite o lucro considerável que o fundo tem propiciado aos investidores e a perspectiva de lucro de mais de 50% do valor investido. Ou seja, não houve qualquer prejuízo às partes envolvidas”.

Os advogados ressaltam que Guedes jamais teve qualquer poder de deliberação sobre o destino dos investimentos, e que todos foram aprovados pelo Comitê de Investimentos, formado por membros indicados pelos cotistas dos fundos de pensão.

“Causa perplexidade que, a setenta duas horas das eleições, o Ministério Público instaure uma investigação para apurar um investimento que deu lucro aos fundos de pensão”, dizem os advogados.

(Foto – Reprodução do Blog do Noblat)

Eleições 2018 – Pesquisa eleitoral pode ser divulgada até domingo

Pelo calendário eleitoral, no próximo domingo podem ser divulgadas as pesquisas de intenção de voto realizadas neste sábado (27), para todos os cargos. As de boca de urna, feitas no dia da eleição, só podem ser conhecidas após encerrado o pleito.

No caso de presidente, em razão das diferenças de fuso horário, a divulgação só poderá ser feita quando acabar a votação em todo o território nacional. Nas disputas para governador, a divulgação das pesquisas pode feita após as 17 horas do horário local.

No dia das eleições, domingo, é proibida a aglomeração de pessoas com camisetas padronizadas com o nome de um candidato que caracterize manifestação coletiva. No domingo, os eleitores podem se manifestar usando camisetas, broches ou bandeiras com nome do partido ou candidato de sua preferência desde que de forma individual e silenciosa.

A legislação sobre consumo de bebida alcoólica no período de votação – chamada de Lei Seca – não é determinada pelo TSE. Ela varia de acordo com o estado e fica a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais.

(Agência Brasil)

Bolsonaro e seus arroubos autoritários

Com o título “Bolsonaro e seus arroubos autoritários”, eis artigo de Ítalo Coriolano, jornalista do O POVO. “De uma coisa Bolsonaro precisa ter noção caso seja eleito presidente: terá oposição, como acontece em todas as repúblicas sérias mundo afora”, diz o texto Confira:

Os quase 30 anos de mandatos não foram suficientes para o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, entender o significado da palavra democracia. Durante ato de seus apoiadores na Avenida Paulista, no último domingo, o capitão reformado afirmou que os “vermelhos” terão duas opções: “ou vão para fora ou vão para a cadeia”.

De uma coisa Bolsonaro precisa ter noção caso seja eleito presidente: terá oposição, como acontece em todas as repúblicas sérias mundo afora. E uma oposição forte, em virtude das ideias polêmicas que defende. Logo, precisará exercitar a tolerância e o diálogo caso não queira mergulhar o Brasil em um caos pior do que o atual.

A fala, entretanto, não chega a ser surpreendente se levarmos em conta outras declarações do deputado. Há alguns anos, ele já se disse a favor da tortura, destacou que voto não iria mudar nada no País, que precisamos de uma guerra civil que mate ao menos “uns 30 mil”, vitimando até inocentes.

Mais recentemente, pediu para militantes “metralharem a petralhada”, num claro estímulo ao ódio e à violência. Também não faltaram ataques à imprensa. Como resultado, pessoas sendo agredidas e até mortas nas ruas e jornalistas ameaçados.

A falta de sensibilidade com alguns setores sociais também virou marca do candidato, numa postura que parece não compreender nossa diversidade e necessidades específicas. Depois de já ter afirmado que “porrada” é a cura para um filho gay, que quilombola não serve “nem para procriar” e que não empregaria uma mulher com o mesmo salário de um homem, Bolsonaro declarou que vai acabar com o “coitadismo” do negro, da mulher, do gay, do nordestino.

Por meio da chacota, o candidato não reconhece que existe, sim, um preconceito histórico contra esses segmentos. Resultado do machismo, de anos de escravidão, de homofobia, de nossa pobreza. Aristósteles, ainda no século IV antes de Cristo, afirmava que devemos “tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida da sua desigualdade”.

Por isso a necessidade de políticas afirmativas, como cotas para negros, programas de proteção a mulheres e ao público LGBT. Sem essa dimensão que supera qualquer embate esquerda-direita, que preserva marcos civilizatórios, Bolsonaro corre sério risco de fazer um governo autoritário e desumano, o que significa retrocesso e agravamento de tensões. Tudo o que não precisamos no momento.

*Ítalo Coriolano

coriolano@opovo.com.br

jornalista do O POVO.

Ciro Gomes deve bater em Bolsonaro, mas não a favor do PT

110 1

Do Blog de Gerson Camarotti, do Portal G1:

Ao chegar esta noite em Fortaleza, depois de viagem pela Europa, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) não deve atender aos apelos do Partido dos Trabalhadores (PT) em se posicionar publicamente, de forma contundente, em favor do candidato à Presidência Fernando Haddad.

Segundo interlocutores ouvidos pelo blog, Ciro Gomes falará contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), contra o que tem classificado de “fascismo” e a favor da democracia.

Esse fala será feita ainda nesta sexta-feira (26), na chegada ao aeroporto de Fortaleza, para um grupo de militantes que devem recepcionar Ciro no local.

Durante escala que fez na cidade de Lisboa, em Portugal, Ciro deixou claro que não vai manifestar apoio mais contundente a Fernando Haddad neste segundo turno. Com isso, ele deve seguir a mesma linha adotada após a conclusão do primeiro turno, quando o PDT anunciou “apoio crítico” ao candidato do PT.

Na semana passada, em evento da militância petista em Fortaleza, o irmão de Ciro, o senador eleito Cid Gomes (PDT), cobrou “mea culpa” do PT e responsabilizou a legenda por ter criado Bolsonaro.

O grupo mais próximo de Ciro no PDT demonstra desconforto com a expectativa criada pelo PT de receber apoio contundente do ex-presidenciável, o que não deve se confirmar.