Blog do Eliomar

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Governador anuncia concurso para professor, mas deve ainda editais da Secult, Funceme e Ematerce

O governador Camilo Santana (PT) anunciou, durante bate-papo ao vivo com internautas, nesta terça-feira, 17, mais um concurso público para professor da rede pública estadual do Ceará. Serão 2.500 vagas, com promessa de edital saindo em junho próximo.

Enquanto isso, nada de lançamento dos editais do concurso público da Secretaria da Cultura do Estado, que informou estar formando a comissão organizadora. Serão 132 vagas.

Nada também do edital do concurso da Ematerce, com promessa de 263 vagas. Nada ainda do edital do concurso da Funceme, com promessa de 40 vagas, sem falar que o governador informou que iria convocar mais 250 aprovados em concurso da Polícia Militar.

Quatro maiores bancos concentram 78,5% do crédito do País

Os quatro maiores bancos do país – Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – concentraram 78,51% do mercado de crédito em 2017. Essas instituições também foram responsáveis por 76,35% dos depósitos dos correntistas. Os dados são do Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado hoje (17) pelo Banco Central (BC).

De acordo com os dados, a concentração bancária vem crescendo no país. Em dezembro de 2007, os quatro bancos eram responsáveis por 54,68% do crédito e 59,34% dos depósitos.

Perguntado se a concentração bancária dificulta a queda dos juros, o diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza, afirmou que a autoridade monetária tem adotado medidas para reduzir o custo do crédito. Ele afirmou que o spread – diferença entre a taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a cobrada dos clientes – está em queda, mas o BC trabalha para que a velocidade dessa redução seja maior. Entre as medidas, citou a reforma trabalhista como forma de reduzir custos para as instituições financeiras. Para Souza, é preciso também que sejam aprovadas as mudanças no cadastro positivo (inclusão automática dos bons pagadores) e a criação do registro eletrônico de duplicatas, em tramitação no Congresso Nacional.

Souza também citou a redução da taxa básica de juros, a Selic, o que diminuiu o custo de captação do dinheiro pelos bancos, e mudanças nos depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a recolher ao BC). “Uma série medidas que juntas vão colaborar para essa redução [dos juros]”, disse.

(Agência Brasil)

O quanto vale um general insubordinado?

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Com o título “O quanto vale um general insubordinado?”, eis artigo do jornalista Carlos Mazza, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. “Quem bate palmas para oficial insubordinado, portanto, não bate palmas para o Exército. Valorizemos quem cumpre as normas”, diz o texto. Confira:

De uns tempos para cá, cresce nas redes a idolatria política a certo general de quatro estrelas do Exército. Até então desconhecido por quase a totalidade da população, o oficial de alta patente rumou ao estrelato disparando duras críticas a presidentes da República – seus superiores diretos – e à política brasileira. Citando desordem, o dito cujo chegou até a defender o poder do Exército de intervir no Estado, tudo enquanto estava na ativa.

Curiosamente, o surto de popularidade começou nos últimos meses da carreira do general, que acabou “encostado” no início deste ano. Com isso, perdeu os benefícios e antigas regalias da ativa – gratificações de representação, adicionais diversos, direito a assessores e residência funcional – e caiu na vala comum da reserva.

Em suma, o general deixou o Olimpo do alto escalão e começou a viver a realidade do militar brasileiro, que passa trinta anos se especializando, enfrentando rigorosas cargas horárias e sucessivas seleções para terminar a carreira sem grandes confortos. Na norma, a maioria deixa a ativa, mas segue trabalhando para garantir maior qualidade de vida para a família. Em alguns casos, passam a vida se preparando e qualificando para o “pós-pijamas”.

Queimado por conta de suas críticas, o tal general não tem perspectiva de ganhar as clássicas alternativas de militares de patente graúda, como cargo no Superior Tribunal Militar, diretoria de estatais ligadas à Defesa, etc. Mas o oficial não é, de forma alguma, burro. Com certeza já deve ter reparado em certo capitão deputado, que estendeu à família inteira as regalias da vida de congressista só falando impropérios. E também sabe que seus disparates lhe rendem uma seita de seguidores fanáticos.

Qualquer oficial do Exército possui opiniões sobre a conjuntura nacional. E todos eles sabem que, com a atual situação da arena política, muitos seriam facilmente eleitos para o Congresso explorando a força simbólica do cargo e o prestígio da instituição a qual estão filiados. Os bons oficiais, no entanto, não se manifestam porque é o que a lei e a hierarquia exigem. Quem bate palmas para oficial insubordinado, portanto, não bate palmas para o Exército. Valorizemos quem cumpre as normas.

*Carlos Mazza

carlosmazza@opovo.com.br

Repórter do O POVO.

Justiça Federal promove audiência pública sobre recuperação do açude Cedro

A 23ª Vara da Justiça Federal, subseção de Quixadá (Sertão Central), realizará, a partir das 9 horas desta quarta-feira, no auditório do IFCE, uma audiência pública para discutir ações de restauração e conservação no Complexo Histórico da barragem do Açude Cedro.

O encontro, que será conduzido pelos juízes federais Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda e José Flávio Fonseca de Oliveira, respectivamente titular e substituto da 23ª Vara, tem por objetivo debater acerca dos encaminhamentos e parâmetros do projeto de revitalização do açude Cedro a ser apresentado pelo Dnocs. Isso considerando os interesses da população.

Será a segunda audiência pública promovida na Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal visando a adoção, pelo Dnocs, de medidas que assegurem a reforma, manutenções e providências de conservação da barragem do açude Cedro.

DETALHE – O Cedro é patrimônio reconhecido pelo Iphan, pois foi o primeiro açude construído no Brasil e é considerado um dos parques históricos e ambientais mais importantes do Estado.

FMI eleva projeção do crescimento do Brasil para 2,3% em 2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019. As projeções fazem parte do relatório Panorama da Economia Mundial, publicado hoje (17), e representam 0,4 ponto percentual a mais do que as do último relatório, que havia sido publicado em janeiro. Os números foram impulsionados pelo aumento do investimento e do consumo privado no país. Para 2017, no entanto, o fundo revisou para baixo o crescimento do país para 1%. O último relatório mostrava crescimento de 1,1%.

Ao comentar a recuperação dos gastos e do investimento no Brasil, o conselheiro econômico e diretor do Departamento de Pesquisas do FMI, Maurice Obstfeld, destacou que a recuperação econômica do Brasil superou as expectativas. ” A dinâmica de crescimento aumentou para patamares maiores do que esperávamos. Isso também foi ajudado pelo fato de que a inflação muito baixa no ano passado abriu espaço para que o Banco Central baixasse as taxas de juros e apoiasse a economia”, disse.

Inflação

O relatório também destaca os patamares historicamente baixos da inflação brasileira e o afrouxamento da política monetária no país, que favoreceu a retomada da atividade econômica. Segundo o FMI, a inflação deve ficar na faixa de 3% a 4% em 2018, mas pode subir no médio prazo à medida que os preços das commodities (produtos primários) voltarem a subir. Ainda assim, deve ficar a taxas muito abaixo da média da década passada.

O fundo aponta que melhoras na política monetária parecem ter diminuído as expectativas inflacionárias no Brasil e na Índia. Por outro lado, destaca que em países como Argentina e Turquia, a inflação continua acima das metas dos respectivos bancos centrais.

Comércio

Segundo o FMI, o comércio global teve grande recuperação em 2017, depois de dois anos de desempenho fraco, crescendo 4,9% em termos reais. A retomada foi mais pronunciada em mercados emergentes e em economias em desenvolvimento, resultado de mais investimento nas economias exportadoras de commodities e da recuperação do investimento em economias avançadas e da demanda doméstica em geral.

No Brasil, isso se refletiu na retomada das importações, depois de o país ter vivido em 2015 e em 2016 a queda do preço de commodities. Segundo o FMI, as recessões profundas nesses anos na Rússia e no Brasil tiveram origem nessa queda e também em outros “problemas idiossincráticos”.

Gastos públicos

O Fundo afirma que reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias ao comércio vai ajudar a melhorar a eficiência e aumentar o crescimento da produtividade no Brasil. Além disso, o documento avalia que aumentar a atratividade do programa de concessões de infraestrutura do governo também pode ajudar a ampliar investimentos privados e preencher lacunas de infraestrutura no país. O relatório também destaca o papel de programas de transferência de renda no Brasil e no México para a diminuição da desigualdade.

No documento, o FMI diz que reformas como a da Previdência no Brasil são prioridade para garantir que as despesas públicas estejam de acordo com a lei que limita os gastos do governo e para a sustentabilidade fiscal de longo prazo, mas afirma que incertezas políticas decorrentes de eleições podem dificultar a implementação desse tipo de reforma. Além disso, o relatório afirma que governança fraca e corrupção em larga escala também podem comprometer a confiança e o apoio popular para reformas, o que prejudica a atividade econômica.

Crescimento global

Segundo o FMI, o crescimento mundial subiu para 3,8% em 2017, sobretudo por causa da retomada do comércio global. Essa retomada é consequência da recuperação do investimento nas economias avançadas, do crescimento forte e contínuo nos países emergentes da Ásia, da notável alta nos emergentes europeus e de sinais de recuperação em muitas economias exportadores de commodities.

O crescimento global deve chegar a 3,9% neste ano e no próximo, acima das projeções do relatório de outubro do ano passado. Os países que mais contribuíram para a aceleração foram os da zona do euro, o Japão, a China e os Estados Unidos – todas economias que cresceram acima das suas expectativas no último ano –, bem como os países exportadores de commodities.

(Agência Brasil|)

UFCA oferece cursinho preparatório para o Enem

A Universidade Federal do Cariri (UFCA) oferta 45 vagas para o Edificar, o curso intensivo gratuito voltado para estudantes da Região do Cariri que pretendem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O curso, realizado pelo terceiro ano consecutivo, é destinado a estudantes concludentes e/ou egressos da rede pública de ensino médio, através do projeto de extensão Edifique Ações. A informação é da assessoria de imprensa da UFCA.

As inscrições para o cursinho terão início nesta terça-feira e se estenderão até 25 próximo, através de formulário eletrônico. O processo seletivo é composto por uma prova de múltipla escolha, a ser realizada às 9 horas do dia 28 de abril, no campus CRAJUBAR da Universidade Regional do Cariri (URCA). O candidato deverá comparecer ao local do exame portando documento de identificação oficial com foto e dois quilos de alimento não perecível, que serão doados para as vítimas das enchentes em Bodocó (PE).

As atividades do curso terão início no dia 14 de maio, com uma aula inaugural. Na ocasião, serão realizadas apresentações da equipe, formada por 30 voluntários entre estudantes, professores e técnico-administrativos, e da proposta do Programa Edifique Ações 2018, bem como do regimento interno do cursinho Edificar.

SERVIÇO

*Acesse o edital e saiba todos os detalhes da seleção aqui.

*Mais Informações sobre o cursinho Edificar e as inscrições, clique em http://edifiqueacoes.ufca.edu.br/.

Vem aí a XIII Semana de Direito da UFC

O Centro Acadêmico Clóvis Beviláqua vai promover, de 7 a 11 de maio próximos, a XIII Semana do Direito da Universidade Federal do Ceará. O evento reunirá grandes nomes do meio jurídico em discussões sobre temas da atualidade, informa a comissão organizadora.

Convidados como Fredie Didier Jr, Daniel Sarmento, Karina Kufa e Clarissa Gross constam entre os conferencistas. Além de voltado para alunos dos cursos de Direito, o evento é dirigido a advogados e segmentos ligados ao mundo jurídico.

SERVIÇO

*Instagram: @xiiisemanadodireitoufc

*Página do Facebook: https://www.facebook.com/xiiisemanadodireitoufc/

*Ingressos: https://www.sympla.com.br/xiii-semana-do-direito—ufc__241601

(Foto – Divulgação)

Lula foi vítima da manipulação interna na última instância do Judiciário?

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Com o título “A prisão de Lula”, eis artigo de Martônio Mont’Alverne, professor universitário e ex-procurador-geral do município de Fortaleza (Gestão Luizianne Lins). Ele aborda a prisão do ex-presidente Lula como resultado de “manipulação interna na última instância do Judiciário, segundo integrantes do próprio STF”. Confira:

Homens justos e honrados também sobem ao cadafalso. Eis o que nos diz Baruch de Spinoza no seu Tratado Teológico Político. Não nos tornamos spinozeanos; descobrimo-nos todos spinozeanos e constatamos a genialidade de quem fundou o sistema filosófico da humanidade ocidental de 1677 até hoje. Quem não deseja ser senhor de si mesmo e de sua razão, ignora Spinoza e torce-lhe o nariz, porém de maneira chique: nos melhores salões, a segurar uma taça de champanhe num evento culturete.

A prisão de Lula decorreu de manipulação interna na última instância do Judiciário, segundo integrantes do próprio STF, e que confirmou um processo sem provas, desencadeado pelo obscurantismo religioso de membro do MPF e do juízo.

O que revela a prisão de Lula da parte de seus medíocres algozes – toda jogada destes dá politicamente com burros n’água. Incrível! – é a confirmação de que estes são movidos pelo afeto da tristeza em seu extremo, que é o ódio. São tristes porque são incapazes de viver numa sociedade que compartilha alteridade, bens, direitos, vez e voz. Não toleram que todos sejam iguais não somente perante a lei. Os que acompanham tais algozes, em “festa” pela execução da pena de Lula, não são simples vítimas e nesta condição deverão ser cobrados pela história, porque envergonharão sua descendência, que alegará um certo “direto ao esquecimento” em favor de seus simpáticos vovôs e vovós que foram às ruas lamentar não terem “matado todos em 1964”. Aqueles que incitaram o reles moralismo atual começam a pagar o preço de sua aventura. Neste meio, a parte dolorosa é que, quem estava contra este mesmo moralismo, será obrigado a conviver com um resultado que combateu.

O que a prisão de Lula mostra, na verdade, é nosso fracasso enquanto projeto de sociedade autônoma e defensora de si mesma. Enquanto tentativa de uma consolidar Constituição democrática, nunca fomos tão baixo.

*Martonio Mont’Alverne

barreto@unifor.br

Professor da Unifor e ex-procurador-geral do Município de Fortaleza.

Joaquim Barbosa e PSB decidem próximos passos nesta quinta-feira

Depois do bom resultado na pesquisa Datafolha, a executiva nacional do PSB vai se reunir com Joaquim Barbosa na próxima quinta (19) a fim de discutir os próximos passos. A avaliação é de que, no momento em que se mostrar mais à população, o ex-ministro do STF pode chegar até a 15% de intenções de voto, entrando de vez na disputa e tornando sua candidatura irreversível.

Hoje as maiores resistências ao nome de Barbosa dentro do PSB vêm do diretório de Pernambuco. Mesmo Márcio França em São Paulo, aliado de Geraldo Alckmin, já começa a achar interessante ter o ex-ministro na disputa.

No Exterior, o desempenho de Joaquim Barbosa gerou muito interesse. Veículos de comunicação como New York Times, Washington Post, Le Monde e El País pediram entrevistas à equipe do ministro. Por enquanto, ele não vai falar.

(Veja Online)

Conta de luz do cearense sobe 4,96% a partir de domingo

O reajuste da conta de luz do cearense, sob controle da Enel, ficou em média 4,96%, segundo aprovou, nesta terça-feira, em Brasília, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para os consumidores de baixa tensão (consumidores residenciais), o reajuste foi de 3,80%. Já para os consumidores de alta tensão (comércio e indústria), a correção foi de 7,96%. A nova tarifa passará a valer a partir deste domingo, 22 de abril.

De acordo com o diretor da Aneel, André Pepitone da Nóbrega, os encargos setoriais responderam por 39,5% da tarifa, os custos com energia corresponderam a 33,9%, já o custo de distribuição respondeu por 21,6% em 2017.

(Por Cristina Fontenele, do POVO Online)

Aldo Rebelo vira o “Heitor Ferrer” no plano nacional do Solidariedade

Aldo Rebelo ao lado de Paulinho da Força Sindical – A política é dinâmica

O ex-ministro Aldo Rebelo já está como pré-candidato à Presidência da República pelo… Solidariedade. O anúncio foi feito, nessa segunda-feira, na sede do partido em São Paulo, na Vila Mariana, Zona Sul da cidade.

“O lugar que sempre coube, por tradição, às candidaturas identificadas com o interesse nacional, com o desenvolvimento, com o crescimento da economia, com a redução das desigualdades e com a valorização da democracia e da tolerância”, disse Rebelo.

Ele se filiou recentemente ao partido de Paulinho da Força, após deixar o PSB por discordar com entrada do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

(Com Agências)

Filho de Bolsonaro busca apoio da Igreja Universal

Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tem trabalhado pelo apoio da Igreja Universal à sua candidatura ao Senado. Seu esforço, no entanto, esbarra no pastor e senador Eduardo Lopes (PRB).

Segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online, porque a Universal tem como meta principal reelegê-lo. E os bispos temem que um apoio a Bolsonaro, favorito à vaga, esvazie a candidatura de Lopes.

Em tempo: Flávio Bolsonaro já tem o suporte de outras denominações evangélicas, como a Assembleia de Deus.

Justiça e desigualdade

Com o título “Justiça e desigualdade”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira. Mexe no velho problema da estagnação de processos no âmbito judicial. Confira:

Em reportagem publicada, ontem, pelo O POVO, constatou-se que o Poder Judiciário brasileiro vive uma contradição: enquanto a produtividade dos juízes brasileiros cresce ao longo dos anos, o percentual de processos concluídos na Justiça mantém-se estagnado. O esforço parece não ser suficiente para resolver o acúmulo de processos judiciais que se acumulam nos tribunais brasileiros. Como resolver o impasse?

A questão é semelhante a que ocorre com o sistema penitenciário brasileiro: quanto mais se constroem casas de detenção e presídios, mais aumenta o número de delinquentes. Para muitos trata-se de estabelecer medidas técnicas, corrigindo os procedimentos, racionalizando-os e eliminando os “furos”. Será assim?

No caso específico do Judiciário, dados referentes a 2016, os mais recentes compilados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o número de casos sentenciados cresceu 11,4% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, 73% dos processos que tramitavam na Justiça permaneceram sem solução.

Naquele ano, cada juiz solucionou mais de sete processos por dia, mas o esforço só serviu para solucionar 27% dos processos que aguardavam uma resposta do Judiciário. Na mesma matéria computa-se em um ano e sete meses o tempo decorrido para o juiz tomar ciência dos fatos, a partir de provas e testemunhas, e mais mais quatro anos e seis meses até se chegar à execução da sentença.

Uma visão imediatista – e simplista – é apontar o dedo para o devido processo legal e dizer que o réu tem recursos “demais”, que estes são “protelatórios” e alongam-se demasiadamente. Geralmente, quem fala assim nunca esteve na pele de quem se sentiu injustiçado por algum tipo de distorção processual kafkiano, talvez não muito comum, mas, sobre o qual de vez em quando se tem notícia. Contudo, aceitemos – para o desenvolvimento do raciocínio – que exista alguém que se aproveite da brecha por “má-fé” (na verdade, é melhor – em última instância – que um culpado seja solto, por um artifício desses, do que um inocente apenado), nesse caso, cabe ao legislador suprimir a falha, do que ao julgador legislar (o que, infelizmente, tem acontecido muito no Brasil, ultimamente).

Para dar conta da imensidade de processos que chega às instâncias judiciais a cada dia, seria necessário racionalizar (sem restringir direitos e garantias) os procedimentos (sobretudo informatizar) e contratar mais juízes e funcionários. Isso para “enxugar gelo”, porque a solução estrutural, “para valer”, de fato, seria a remoção das extremas desigualdades sociais no Brasil, fábricas massivas de patologia criminal.

STF – Turma vai decidir se Aécio vira réu

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide hoje (17) sobre o recebimento da denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, da JBS. A sessão está marcada para as 14 horas. A Primeira Turma é composta pelos seguintes ministros: Marco Aurélio Mello (relator), Alexandre de Moraes (presidente), Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber.

Segundo a denúncia, Aécio solicitou a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado dos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça.

Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador, Andrea Neves, o primo dele, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.

Em entrevista à imprensa ontem (16), Aécio negou as acusações, criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e desacreditou as informações obtidas por meio da delação de Joesley Batista, um dos executivos da J&F.

Nesta segunda-feira (16), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reiterou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de abertura de ação penal contra o senador Aécio Neves. Se o pedido for aceito, o senador se tornará réu do processo.

(Agência Brasil)

Sindicato dos Jornalistas se solidariza com profissional vítima de insultos de Carlos Vereza

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará divulgou, em seu site, nota de solidariedade ao jornalista Renato Abê, do O POVO. Ele foi vítima de insultos proferidos pelo ator Carlos Vereza durante entrevista que fez, no fim de semana, com o artista. Confira:

Nota de Solidariedade

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Ceará (Sindjorce) solidariza-se com o jornalista Renato Abê, do Jornal O Povo, que foi vítima de insultos proferidos pelo ator Carlos Vereza durante entrevista realizada na última sexta-feira, 13 de abril.

O veterano ator estava em Fortaleza para apresentar o monólogo “Iscariotes: A Outra Face”. Segundo relato do repórter do Caderno Vida & Arte, descontente com a condução da conversa e afirmando-se médium, Carlos Vereza interrompeu a entrevista algumas vezes para bradar ao jornalista: “Você tem aura petista”.

Renato afirma que tentou seguir o trabalho, mas sem sucesso. Como o profissional d’O Povo não entrou na linha de tensão do ator, Vereza chegou a pedir desculpas, antes de partir para a ofensa, cunhando a vulgar expressão: “Vá se fuder, porra”. Não restando outra alternativa, o jornalista se retirou do local da pauta.

Não satisfeito, o artista foi manifestar a sua raiva na rede social Facebook, referindo-se a Abê como “calhorda, patife e escroto provocador”.

As ações de Carlos Vereza podem ser encaradas como um ataque à atividade profissional do jornalista, vilipendiado enquanto exercia seu ofício. O ator não era obrigado a conceder a entrevista e nem a responder às perguntas do repórter, sendo assim, simplesmente poderia ter encerrado a conversa.

O Sindjorce denuncia ainda que a situação foi um claro ataque à liberdade de expressão e também um ataque à atividade jornalística, que é balizada pela ação investigativa, crítica e ética da realidade.

Ao atribuir ofensas pessoais à vítima no intuito de desmoralizá-la, desqualificá-la e intimidá-la, Vereza pode ter incorrido nos crimes de calúnia e difamação.

Desde já, o Sindicato dos Jornalistas disponibiliza a sua assessoria jurídica para acompanhar e prestar auxílio ao jornalista Renato Abê, ao mesmo tempo em que repudia e denuncia a ignorância e a truculência do ator, que mancha, definitivamente, a sua já arranhada reputação.

Por fim, o Sindjorce reafirma o seu papel na defesa da categoria dos jornalistas no cumprimento do exercício da profissão. Mais que um desvio moral, a ação de Carlos Vereza precisa ser repudiada pela comunidade artística brasileira, assim como por toda a sociedade.

*Confira a entrevista que virou protesto por parte de Vereza aqui.