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Tião Simpatia será imortal da Academia Brasileira de Literatura de Cordel

Tião Simpatia, poeta e músico cearense, será empossado na Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) no próximo dia 18 de abril. O ato ocorrerá às 18h30min, no auditório da Academia Cearense de Letras (Palácio da Luz).

Ele foi eleito por unanimidade e ocupará a cadeira nº 10, cujo patrono é Catulo da Paixão Cearense.

Perfil

O poeta Tião Simpatia foi alfabetizado aos 15 anos de idade por meio da Literatura de Cordel na Zona Rural de Granja. Concluiu seus estudos em Camocim, mudando-se para Fortaleza em 2006, onde reside atualmente.

Com 24 anos de estrada, mesclando música, cordel e cidadania, o artista tem vários CDs lançados e dois DVDs, além de vários cordéis, dentre eles o mais conhecido “A Lei Maria da Penha em Cordel ”, traduzido para o inglês, espanhol e braile.

(Foto – Divulgação)

 

Comissão de Senadores vistoriará condições de prisão de Lula. José Pimental está no grupo

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A juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela custódia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deu autorização nesta segunda-feira (16) para que um grupo de senadores visite nesta terça (17) a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde ele está preso desde o dia 7. A informação é do Portal Uol.

Na decisão, Carolina faz menção à aprovação, pela comissão do Senado, de uma “diligência à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, a fim de verificar as condições de encarceramento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos demais presos naquela sede”. Não está claro se os senadores poderão se encontrar com Lula.

Segundo a Comissão de Direitos Humanos do Senado, a visita está marcada para as 14 horas. Participarão os senadores Regina Sousa (PT-PI), Paulo Paim (PT-RS), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Roberto Requião (PMDB-PR), Paulo Rocha (PT-PA), João Capiberibe (PSB-AP), Fátima Bezerra (PT-RN), Lídice da Mata (PSB-BA), Humberto Costa (PT-PE), José Pimentel (PT-CE), Telmário Mota (PTB-RR) e Ângela Portela (PDT-RR).

(Foto – Revista Epoca)

Campus de Quixadá treina bolsistas para ensinar alunos de escola pública a criar aplicativos

O projeto de extensão Desenvolvimento Mobile com App Inventor inicia suas atividades nesta terça-feira (17), às 20 horas, no laboratório 2 do Campus da Universidade Federal do Ceará em Quixadá (Sertão Central). O objetivo, segundo a assessoria de imprensa da UFC, é treinar alunos daquele campus – bolsistas e voluntários – a utilizar a ferramenta App Inventor, plataforma de desenvolvimento de aplicativos voltada para não programadores. Os alunos treinados irão atuar como tutores, ensinando estudantes do ensino médio de escolas públicas de Quixadá a criar aplicativos.

O treinamento prossegue até 17 de junho com encontros às terças-feiras, às 20 horas, no mesmo laboratório. A coordenadora de Extensão do Campus de Quixadá e do projeto, Maria Viviane Menezes, acrescenta que os tutores, posteriormente, serão mentores dos estudantes das escolas públicas em competições nacionais e internacionais de desenvolvimento de aplicativos.

Quatro bolsistas dos cursos de Design Digital, Engenharia de Software e Ciência da Computação já estão engajados no projeto. A coordenadora explica que, como forma de ampliar o número de futuros tutores, será aceita a participação de estudantes desses e dos demais cursos do campus – Engenharia de Computação, Redes de Computadores e Sistemas de Informação. Nesse caso, atuarão como voluntários.

Lula, as pesquisas e o futuro

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Com o título”Eles estão certos”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário. Ele avalia como precoces as pesquisas sobre a disputa presidencial. “Há, portanto, duas coisas a se observar: Lula está muito consolidado naquela faixa de 30% de eleitores. Esses aí estão com ele para o que der e vier. Mas revela, também, proximidade com os limites de sua capacidade de crescer”,diz o texto. Confira:

Sondagens de opinião com prognósticos eleitorais, quando realizadas com muita antecedência, eu as chamo de “pesquisa de bola parada”: são como os modelos táticos que os treinadores de futebol rabiscam nas pranchetas e que, muitas vezes, não resistem a um gol inesperado nos primeiros minutos de jogo.

Esboçar possibilidades eleitorais é uma atividade de risco. O melhor seria deixar o prognóstico para depois da apuração. E, num momento como agora, os riscos são ainda maiores, porque quem pensa que sabe o que vai acontecer está muito mal informado.

Duas pesquisas recentes (Ipsos e Datafolha) trouxeram uma enxurrada de índices sobre a sucessão presidencial deste ano. A imprensa e os políticos em TPE (Tensão Pré-Eleitoral) vão a elas em busca de algo que diminua as ansiedades da incerteza, mas a medicação tem efeito relativo.

Não apenas são precoces seus indicativos, como também podem ser interpretados de maneiras diversas, antagônicas até, de acordo com o credo político de quem lê. Bom exemplo é a quase nenhuma mudança no percentual de intenções de voto no ex-presidente Lula após o impacto de sua prisão.

Os simpatizantes de Lula viram ali a confirmação de uma blindagem na popularidade dele, imune mesmo a um episódio simbolicamente muito negativo como é tê-lo por trás das grades, condenado por corrupção. Eles estão certos.

Os adversários de Lula, no entanto, veem nisso o fracasso no esforço de vitimização do mesmo, que já vem de muito antes, mas foi produzido com senso cinematográfico durante aquelas horas em que ele esteve recolhido na sede do Sindicato dos metalúrgicos e saiu carregado nos ombros. Eles também estão certos.

Há, portanto, duas coisas a se observar: Lula está muito consolidado naquela faixa de 30% de eleitores. Esses aí estão com ele para o que der e vier. Mas revela, também, proximidade com os limites de sua capacidade de crescer.

Em suma, para a ampla maioria da população, a prisão de Lula não se constituiu como um ato de violência, a ele ou à lei, mas é igualmente ampla a maioria da população que, mesmo apoiando a Lava Jato, espera que seus tentáculos alcancem outras lideranças políticas mais relevantes, e não somente Lula.

*Ricardo Alcântara

Escritor e publicitário.

Supremo julga nesta terça-feira suspensão da inelegibilidade de Demóstenes Torres

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para amanhã (17) o julgamento da validade da decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu a inelegibilidade do ex-senador Demóstenes Torres. Se a decisão for mantida, Demóstenes poderá concorrer a um cargo eletivo nas eleições deste ano. O ex-senador foi cassado em outubro de 2012 pelo plenário do Senado, sob a acusação de ter se colocado a serviço da organização criminosa supostamente comandada pelo empresário Carlos Cachoeira, conforme apontavam as investigações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo.

Em abril do ano passado, entretanto, a Segunda Turma do STF, da qual Toffoli faz parte, concedeu um habeas corpus a Demóstenes e anulou escutas telefônicas que foram utilizadas para embasar o processo de cassação do parlamentar. Na ocasião, foi determinado também a reintegração do ex-senador ao Ministério Público de Goiás, no qual ingressou em 1987.

Com a decisão do habeas corpus, o ex-senador pediu, neste ano, que seu mandato fosse restituído e que sua inelegibilidade fosse afastada. O relator Dias Toffoli não considerou plausível a volta dele ao cargo, mas diante da proximidade das eleições, deferiu o pedido liminar até que o mérito da questão seja julgado pela Segunda Turma, em função do prazo de desincompatibilização. Demóstenes é procurador de Justiça em Goiás.

Em parecer enviado ao STF no início do mês, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a anulação da liminar que suspendeu a inelegibilidade do ex-senador, por entender que a decisão foi  uma afronta ao princípio constitucional da separação dos poderes.

(Agência Brasil)

Dilma fará conferência em duas universidades dos EUA

Dilma Rousseff fala em duas das mais prestigiosas universidades americanas nesta semana. Hoje, em Berkeley, e amanhã em Stanford. Vai falar do que se espera dela: do “golpe” e da prisão de Lula. A informação é do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

Em Berkeley, o evento está cercado de segurança, como se Dilma ainda fosse chefe de estado. Ninguém pode, por exemplo, entrar com bolsa ou mochila.

Em 2015, a ida de Dilma, ainda presidente, a Stanford, foi confusa. Dois militantes antipetistas invadiram o local onde Dilma estava ao lado de Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos EUA, e a ofenderam.

Eunício cumpre agenda no Japão

No Japão, Eunício se reúne com imperador Akihito

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), cumpre agenda oficial no Japão. Ali, segundo sua assessoria, ele trata de assuntos de relevância nacional, bem como estreita os laços entre o país asiático e o Ceará. Acompanhado dos senadores Jorge Viana, Antônio Anastasia e do diretor de assuntos Internacionais do Senado, Marco Farani, Eunício mantém agenda com agentes legislativos e governamentais, além de líderes empresariais japoneses.

O convite para o intercâmbio partiu das autoridades japoneses, tendo como objetivo ampliar as relações comerciais e culturais entre os dois países.

Eunício já esteve com o imperador do Japão, Akihito, e a imperatriz Michiko, acompanhado de sua mulher, Mônica Oliveira. Este ano marca o aniversário de 110 anos da imigração japonesa ao Brasil, e estima-se que existam atualmente 2 milhões de nipo-brasileiros, enquanto que 200 mil brasileiros vivem e trabalham em território japonês.

Encontros

A comitiva realizou ainda reuniões com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Taro kono, com o vice-presidente da Keidanren e Presidente do Conselho Gestor da Mitsui, Masami Iijima, com o diretor-geral de Assuntos Internacionais da Câmara Alta, Chiaki Suzuki, além de representantes de cerca de 30 grandes empresas japonesas e membros da comunidade brasileira no Japão. Acompanham as reuniões o embaixador do Brasil no Japão, André Corrêa do Lago, e o ministro conselheiro da embaixada do Brasil em Tóquio, Francisco Cannabrava.

Além do aspecto das relações entre os dois países, Eunício tem demonstrado a importância da aproximação dos japoneses com o estado do Ceará. Em encontro recente com a Câmara de comércio e Indústria Japonesa no Brasil, realizado no Palácio da Abolição, Eunício citou as vantagens da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE), com o objetivo de atrair investimentos japoneses para o estado.

A visita oficial ainda prevê diversas reuniões de trabalho. Nesta terça, Eunício se reúne com o presidente da Câmara Alta do Japão, Chuichi Date. Na programação, estão previstas visitas a exposições culturais elaboradas pela comunidade de brasileiros que vivem no Japão.

(Com Agências)

CGD – A exceção que deveria virar regra

Com o título “CGD – A exceção que deveria virar regra”, eis a coluna Segurança Pública, do O POVO desta segunda-feira, assinadas pelo jornalista Thiago Paiva:

O que temem ou pretendem aqueles que são contra a fiscalização? Atendendo pedido do deputado federal Cabo Sabino (Avante-CE), o partido político Podemos ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), de número 5.926, no Supremo Tribunal Federal (STF). Aponta ilegalidade na criação da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD), fundada ainda em 2011.

Pede a extinção do órgão e cita artigos da Constituição Federal como argumentos centrais. Entre eles o Art. 22: “Compete privativamente à União legislar sobre: XXI – Normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares”; e o Art. 142, que versa sobre as Forças Armadas, para reclamar que a norma também vale para as regras de “hierarquia e disciplina”.

Recorre ainda ao Art. 129, que trata sobre as “funções institucionais do Ministério Público”, para considerar violada a atribuição do MP no exercício do “controle externo da atividade policial”. E conclui que há “perigo de dano irreparável aos servidores militares eventualmente penalizados em virtude da atuação de órgão incompetente”. Finaliza requerendo, liminarmente, a inconstitucionalidade da emenda que fundamentou a criação da CGD.

Protocolada em 2 de abril, a ação foi distribuída ao gabinete do ministro Marco Aurélio. À coluna, a assessoria de imprensa do STF informou que não há previsão de julgamento. O ministro, contudo, no último dia 9, emitiu despacho antecipando que a ação será julgada diretamente no mérito, e não liminarmente. Para tanto, solicitou que as partes se manifestassem, citando a Advocacia-Geral da União (AGU) e demandando parecer à Procuradoria-Geral da República, para que o caso seja levado ao tribunal.

O pedido do Podemos não menciona, porém, que a mesma Constituição, no Art. 24, diz que “compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: XVI – organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis”, ou que “§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados” e muito menos o Art. 25: “os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição”.

Também não leva em consideração que a CGD é um órgão administrativo e autônomo que tem competência para realizar, requisitar e avocar sindicâncias e processos administrativos, apurando responsabilidades disciplinares dos servidores da polícia judiciária, policiais e bombeiros militares e agentes penitenciários, combatendo a corrupção e os abusos.

Não esclarece ainda que o MP continua exercendo sua atribuição, por meio do Centro de Apoio Operacional Criminal, da Execução Criminal e do Controle Externo da Atividade Policial (Caocrim). Além disso, antes da criação da CGD, processos administrativos internos, demandados pela antiga Corregedoria, eram feitos pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), e não pelo MP, como tão somente agora sugerem o deputado e o partido.

Regras do processo administrativo e disciplinar também foram mantidas: conselhos de disciplina formados por PMs processam PMs. O mesmo ocorre com as outras categorias. As mudanças foram na autonomia administrativa e financeira, que agora são próprias da CGD.

Portanto, alegar que o modelo adotado no Ceará é único não justifica que ele deva ser extinto. Pelo contrário, a exceção deveria virar regra. Todos nós ganhamos com órgãos de controle rigorosos, autônomos e independentes. As ações de intervenção externa, sobretudo de uso político, é que devem ser devem ser denunciadas e abolidas.

O debate, ao que tudo indica, não é sobre Justiça, mas sobre corporativismo e oportunismo político. Resta saber por qual motivo o parlamentar se utilizou de legenda de aluguel, a qual não é filiado, para ingressar com tal ação, em pleno ano eleitoral.

A título de informação: em 2017, apurações da CGD, que atuou de maneira exemplar na investigação da Chacina do Curió, resultaram nas expulsões ou demissões de 27 agentes de segurança, 237% a mais que em 2016. Foram 10 PMs, 10 policiais civis, um bombeiro, um perito e cinco agentes penitenciários. Os motivos incluem estupro de vulnerável, homicídio e associação criminosa. A propósito, denúncias sobre conduta ilegal de agentes de segurança devem ser comunicadas à CGD: avenida Pessoa Anta, 69, Praia de Iracema. Contato: (85) 3101 5028.

MTST deixa triplex do Guarujá após quatro horas

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) deixaram, após cerca de quatro horas de invasão, o tríplex do Guarujá, no litoral paulista, no início da tarde desta segunda-feira. A informação é do O Globo. Foi este imóvel que levou o ex-presidente Lula para a prisão, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

No início da tarde, a Polícia Militar informou aos sem-teto que poderia ser obrigada pela Justiça a cumprir a reintegração de posse e pediu que eles se retirassem voluntariamente. O MTST decidiu, então, sair do imóvel pacificamente. Cerca de 50 pessoas participaram da invasão.

O grupo chegou ao imóvel por volta das 8h30min para protestar contra a prisão de Lula. A saída ocorreu pouco depois das 12 horas. De acordo com a sentença de condenação na Lava-Jato, o tríplex foi um presente da OAS ao ex-presidente como contrapartida por contratos celebrados com a Petrobras.

Segundo a polícia, como houve danos à propriedade durante a invasão, será necessário registrar um boletim de ocorrência. Embora advogados do movimento tenham dito que não houve violência na ocupação, moradores relataram que os manifestantes forçaram a entrada pela garagem. A PF vai apurar o caso, já que o imóvel está sob custódia da Justiça Federal.

 

O populismo é um estilo político?

Com o título “Que penso quando falo de populismo”, eis artigo de Valdir Lopes, professor da UFC. Em seu texto, ele afirma que “o populismo político é o paraíso dos autoritários, inferno dos liberais e purgatório dos conservadores”. Confira:

Atualmente o termo populismo é usado para se referir ao discurso político que pretende mudar a situação de desespero e desamparo de setores sociais excluídos pela globalização. Na Europa, é identificado com discursos voltados para o protecionismo econômico e contra a imigração. Os movimentos são diversos, mas têm em comum os abalos provocados pela globalização nas sociedades nacionais. O encaixe deverá gerar ainda muita angústia e medo. Não é certo, mas tudo indica que também vivemos tempos populistas. O termo é empregado sempre em sentido negativo. Ele se expressa em forma extremista ou moderada, guardando sempre características semelhantes.

No Brasil, sua última aparição ocorreu na primeira experiência democrática, foi fenômeno histórico provocado pela emergência das massas urbanas na cena política. Seu desfecho culminou no colapso da democracia e 21 anos de regime autoritário. A forma plástica das instituições brasileiras incentiva esse tipo de aventura política.

O populismo político é o paraíso dos autoritários, inferno dos liberais e purgatório dos conservadores. Na história, o nazi-fascismo foi a expressão pura desse fenômeno; o terceiro-mundismo, forma moderada. Em geral, essa forma política simplifica a complexidade dos problemas sociais e econômicos, elege opositores como inimigos retóricos, dispensa as instituições construídas por décadas e tem líder carismático que fala diretamente ao coração das massas e seguidores convertidos. Acredita no Estado como agente ativo para resolução dos graves problemas. É versão danosa das ideias religiosas de redenção pela política. É a irresponsabilidade fiscal, o atendimento clientelista dos segmentos acoplados ao governo e formação de guardas pretorianas. É o voluntarista político, impulsionado por valores sinceros deixa atrás de si um rastro de miséria e desolação. É a emoção política em sua expressão mais bruta, forma arcaica latente de espiritualidade facilmente capturada pela política, pois não deixa de ser uma maneira de experienciar aquela mesma paixão de exaltação e comunhão de valores do bem e defensor de uma moral superior. O carisma do líder como meio de acesso ao poder não assegura garantia de governança. É preciso manter o militante e simpatizante sempre alertas e ativos para a qualquer instante intervir no processo político.

O populismo é um estilo político, menos uma teoria. Apoia-se numa concepção de como transformar a sociedade sem grandes abalos revolucionários. É forma juvenil de política, apoiada vibrantemente pela juventude, política da esperança ilusória. Apoia-se mais nos valores do que na racionalidade dos resultados. É uma rebelião sentimental em nome do povo contra as elites. É a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”.

Quase sempre o populismo se manifesta como restaurador de um tempo glorioso da nação. A referência é o tempo passado. Feitos extraordinários, produzidos por efeitos conjunturais, do passado servem como bússola e guia para o presente. Ficamos presos no tempo presente. Momentos de transformação silenciosas são propícios para adventos populistas pelos estragos provocados nas vidas transformadas pela modernização. Representa fuga para o passado como estratégia de enfrentamento do futuro, são utopias regressivas. Colocando a política no centro da vida das pessoas, tende a promover o ideal de cidadão integral vinte e quatro horas por dia.

*Valmir Lopes

lopes.valmir@gmail.com

Cientista político e professor da UFC.

Fortal 2018 terá 40 atrações

O Fortal 2018 contará nesta edição com 40 atrações e 16 blocos. A informação é de Colombo Cialdini, da comissão organizadora da micareta. A data está definida: de 26 a 29 de julho próximo, na Cidade Fortal.

Ingressos? A partir de maio próximo. Entre as atrações já confirmadas estão: Ivete Sangalo, Bel, Durval Lélis, Wesley Safadão e Simone e Simaria. Além de várias duplas do sertanejo universitário.

(Foto – Paulo MOska)

Ceará vai receber milho da Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta segunda-feira, um leilão de frete de milho para contratar a remoção de 8,7 mil toneladas do grão. O objetivo é levar o produto que se encontra nos estoques governamentais do Mato Grosso para abastecer as unidades da Companhia que operam o Programa de Vendas em Balcão (ProVB), e, Goiás e no Ceará.

O milho terá como destinos as cidades de Icó (1,5 mil t), Russas (1,5 mil t), Lavras da Mangabeira (500 t), Senador Pompeu (1,5 mil t) e Tauá (2 mil t), no Ceará, e também os municípios de Goiânia (500 t), Palmeiras de Goiás (700 t) e Santa Helena de Goiás (500 t), em Goiás. A previsão é que os embarques tenham início no dia 30 de abril.

O Programa de Vendas em Balcão permite aos pequenos criadores de animais comprarem milho a preço de atacado para uso na ração animal. Este é o quinto leilão de frete realizado em 2018 pela Conab.

Aécio publica artigo na Folha onde se defende das denúncias da PGR

Na véspera do julgamento previsto no Supremo Tribunal Federal (STF) do inquérito em que é denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva e tentativa de obstrução da Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz, em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, que no País todos os políticos são considerados, de antemão, culpados.

Aécio foi denunciado após aparecer em gravação do dono da JBS, Joesley Batista, pedindo R$ 2 milhões, que a PGR sustenta ser propina e o senador nega, alegando que o dinheiro foi resultado de um empréstimo firmado entre ele Joesley.

Se a denúncia for acatada nesta terça-feira, 17 pelo STF, o senador mineiro passa a ser réu. Além de Aécio, sua irmã Andrea Neves, seu primo Frederico Pacheco de Medeiros e o advogado Mendherson Souza Lima também foram denunciados pela prática do crime de corrupção passiva.

No artigo publicado na Folha, Aécio diz que em 2017 precisou contratar advogados, então sua mãe colocou um apartamento à venda porque ele não possuía os recursos necessários. Sua irmã ofereceu o imóvel a alguns empresários, incluindo Joesley Batista.

O senador mineiro diz que a PF recuperou um telefonema, não citado pelo delator, no qual fica claro o objetivo do contato feito, que era a venda do imóvel. E diz estar arrependido de ter usado, “numa conversa criminosamente gravada e induzida por Joesley”, vocabulário inadequado e fazer “brincadeiras injustificáveis e de mau gosto”, das quais afirma estar arrependido profundamente. “Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles, mas não cometi nenhuma ilegalidade”, argumenta Aécio.

(Agência Estado)

Barrabás novamente aclamado

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Com o título “Barrabás novamente aclamado”, eis artigo de Pedro Henrique Antero, professor de Ciências Políticas. Ele compara Lula a Barrabás, aquele prisioneiro que ganhou liberdade, no que acabou indo para a crucificação o filho do homem, Jesus Cristo. Confira:

O Brasil vive momentos de difícil compreensão dos valores que até então foram cultuados em nossa sociedade. A operação Lava Jato tem tentado, ao longo dos últimos anos, aplicar a lei brasileira para os casos de corrupção dos políticos e dos empresários poderosos.

Esses têm sido, infelizmente, a razão maior da miséria do povo e do mal-estar geral da população.

Em relação ao ex-presidente Lula, líder da corrupção sistematizada no País, expressiva parte de brasileiros entende que ele não deveria ter sido investigado e nem muito menos condenado à prisão. Para esses, o Ministério Público e o Juiz Sérgio Moro foram simplesmente algozes de um inocente. E, ainda, preferem tê-lo novamente como presidente.

Na data em que Lula foi preso, houve um culto chamado ecumênico à frente do sindicato dos metalúrgicos. Ali estavam alguns “sumos sacerdotes católicos”, cercados por uma turba que brandia contra Sérgio Moro e exigia a libertação de Barrabás. Moro que tem cumprido exclusivamente o seu dever profissional de julgar e tentar livrar o país dos desonestos era considerado um criminoso. Lula, ao contrário, revestido da figura de Barrabás, foi aclamado inocente.

Na ocasião do culto, Lula, parcialmente ébrio, discursou aos líderes dos principais movimentos sociais para afirmar que sua prisão é devida, exclusivamente, ao fato de sempre ter defendido os pobres.

Será que poderíamos dizer o mesmo acerca de Sérgio Cabral, Paulo Maluf, Eduardo Cunha, Antonio Palocci, Leo Pinheiro e Marcelo Odebrecht? Esses, investigados ou condenados por motivos semelhantes aos de Lula, reivindicam também suas inocências.

A organização para roubar grande volume de dinheiro público foi além das fronteiras brasileiras. Dirigentes de países sul-americanos estão também envolvidos na corrupção que teve origem no dinheiro emprestado pelo BNDES e na presença da Odebrecht. E tudo isso coordenado pelos governos de Lula e Dilma, que, segundo eles mesmos, lutaram sempre em favor dos mais pobres.

*Pedro Henrique Antero

phantero@gmail.com

Professor de Ciências Políticas.

Grupo de pescadores fecha via para protestar contra atrasos no pagamento do Seguro Defeso

Um grupo de pescadores fechou nesta manhã de segunda-feira, as duas vias da Avenida Expedicionários em frente ao Ministério da Agricultura. Eles denunciam que o Seguro Defeso não é concedido para a categoria desde dezembro.

Desde a extinção do Ministério da Pesca em 2016, até abril de 2018, o caso passou para a responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2016 ), do Ministério da Industria, Comércio Exterior e Serviços (2017) e, recentemente, foi alocado dentro da Secretaria-Geral da Presidência da República (2018).

Por causa dessa situação, a estimativa é que seis mil pescadores estejam sem carteira e sem condições de acessar benefícios previdenciários que têm direito.

(Foto – Divulgação)

Caixa reduz para 9% ao ano taxa de juros do crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (16) redução das taxas de juros do crédito imobiliário e aumento do percentual do valor do imóvel financiado. As taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI.

Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria e estimula o mercado imobiliário. “O objetivo da redução é oferecer melhores condições para os nossos clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, destacou, em nota.

A última redução de juros feita pela Caixa ocorreu em novembro de 2016, quando as taxas mínimas passaram de 11,22% para 9,75% ao ano para imóveis financiados pelo SFH, e de 12,5% para 10,75% ao ano para imóveis do SFI.

Cota de financiamento

O banco aumentou novamente o limite de cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%. Em setembro do ano passado, a Caixa tinha reduzido para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento.

A Caixa também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

Os prazos para permanecem entre 156 para 420 meses no caso do SFH e 120 a 420 meses, no SFI. A Caixa, que lidera o mercado com cerca de 70% das operações, possui R$ 82,1 bilhões para o crédito habitacional em 2018.

Sistemas de financiamento

Estão enquadrados no SFH imóveis residenciais de até R$ 800 mil para todo país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI. Essas alterações passam a valer a partir de hoje.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento da economia para 2,76%

O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano. De acordo com a pesquisa do Banco Central (BC) junto a instituições financeiras, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu pela terceira semana consecutiva.

Desta vez, a projeção passou de 2,80% para 2,76%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,83%. Para 2019, a expectativa permanece em 3% há 11 semanas seguidas. Os dados constam do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central às segundas-feiras.

O mercado financeiro também tem alterado a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) passou de 3,53% para 3,48% na décima primeira redução consecutiva.

Estimativa da inflação é ajustada para 4,07%

A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4,09% para 4,07%, abaixo do centro da meta (4,25%).

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. De acordo com a previsão do mercado financeiro, a Selic encerrará 2018 em 6,25% ao ano e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

(Agência Brasil)