Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Bolsonaro terá encontro nesta terça-feira com Trump

O presidente Jair Bolsonaro terá encontro bilateral com o presidente dos EUA, Donald Trump, às 11 horas desta terça-feira, em Washington. Hora de discutir parcerias, informa o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros.

Bolsonaro também visitará o túmulo do soldado desconhecido, no Cemitério Nacional de Arlington, e se encontrará com líderes religiosos no final do dia.

Nessa segunda-feira, o presidente visitou a Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), onde foi recebido pela diretora da agência, Gina Haspel. Segundo o porta-voz da Presidência, o encontro sinalizou a disposição do governo brasileiro em estreitar laços com a CIA no combate aos crimes transnacionais.

“Foi uma visita de cortesia para, a partir daí, estabelecer esse foco de cooperação na área do crime organizado, dos crimes transnacionais e, eventualmente, os acordos na área de inteligência”, disse o porta-voz. A visita não entrou an agenda oficial e a imprensa não foi avisada. Rêgo Barros afirmou que a visita foi decidida pelo presidente no avião, rumo a Washington, capital do país.

(Com Agência Brasil)

Lava Jato – Procuradora-geral da República pede inquérito contra 18 parlamentares

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu, nessa terça-feira, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de 18 inquéritos contra deputados federais e senadores do MDB, PT e PROS por supostos desvios na Petrobras, fatos que são investigados na Operação Lava Jato. Os nomes dos acusados e o teor das acusações são mantidos em segredo de Justiça.

O pedido para abertura das investigações já levou em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu, na semana passada, a competência da Justiça Eleitoral para investigar crimes de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes comuns, como lavagem de dinheiro.

No entendimento de Raquel Dodge, não é possível definir a competência para julgar o caso porque as investigações ainda estão no começo. “A cisão requerida não implica definição de competência judicial, que deverá ser posteriormente avaliada nas instâncias próprias e diante da denúncia feita pelo Ministério Público”, disse a procuradora.

Ela informou que deve permanecer no Supremo somente a parte da investigação que não envolve parlamentares com foro privilegiado na Corte. Dessa forma, terceiros, que não têm a prerrogativa de ser processados na Corte, devem responder às acusações na 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, chefiada pelos juízes Luiz Antonio Bonat e Gabriela Hardt, ou na 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, a nova investigação envolve 90 depoimentos de delação.

(Agência Brasil)

Camilo institui comitê interinstitucional de combate a fraudes e crimes fiscais

O governador Camilo Santana (PT) acaba de instituir o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira). Compõem o Cira os poderes Executivo e Judiciário, além do Ministério Público do Ceará. A atuação será voltada ao combate de fraudes e crimes fiscais.

A recuperação de ativos para os cofres do Estado é o principal fim do Cira, que contará com iniciativas da Secretaria da Fazenda (Sefaz) em parceria com a Secretaria da Segurança e Defesa Social (SSPDS) para operações contra crimes de ordem tributária e lavagem de dinheiro.

“O Cira não vem para perseguir contribuinte, pelo contrário. Vem combater o sonegador e a concorrência desleal que muitas vezes acontece por causa da evasão fiscal”, diz o promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), Ricardo Rabelo.

O promotor de justiça acrescenta que o sonegador consegue promover uma desestabilização do setor produtivo por vender produtos mais barato no mercado omitindo ou suprimindo tributos.

A criação do Cira faz parte de um esforço nacional no combate a sonegação fiscal. Titular da Sefaz, Fernanda Pacobahyba revela que o passivo do Estado em termos de autos de infração chega a R$ 12 bilhões.

“O Cira tem como foco o crime. Na sonegação institucionalizada, naquele contribuinte que se estruturou para fraudar. É um comitê conjunto para focar naquele contribuinte que não tem cumprindo as suas obrigações de forma sistemática e que está prevista na legislação”, complementa.

A atuação de sonegadores já é acompanhada por agentes da inteligência dos diversos órgãos, que a partir de agora vão reunir esforços e trocar informações.

“O Ceará ingressa com tudo nessa iniciativa, pois sabemos que precisamos separar o mau contribuinte. Discutir sobre o crédito tribário é legítimo, mas alguns se estruturaram para não pagar”, finaliza Pacobahyba.

(Com O POVO – Repórter Samuel Pimentel)

Ministro da Saúde é campeão de viagens no governo Bolsonaro

258 2

Quem informa é o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo:

Nestes dois meses e meio de governo, o Tesouro já gastou R$ 52,9 milhões em viagens para os servidores federais dos mais diversos níveis. Desse total, de acordo com o jornalista, R$ 48,8 milhões com viagens domésticas.

Luiz Mandetta, o ministro da Saúde, lidera este item de dispêndios governamentais. Gastou R$ 34,2 mil em viagens e R$ 5,9 mil em diárias.

(Foto – Alexandro Loyola, Divulgação)

Em defesa do Banco do Nordeste

Com o título “AABNB defende do BNB”, eis artigo de José Edson Braga, presidente da Associação dos Aposentados do Banco do Nordeste. Ele destaca o potencial da Instituição e sua contribuição para o desenvolvimento da região. Confira:

Criado em 1952, o Banco do Nordeste do Brasil iniciou suas operações em 1954, mantendo um histórico de eficácia em relação ao investimento e ao financiamento das atividades produtivas na região Nordeste do Brasil. Além de atuar no chamado “Polígono das Secas”, abrangendo cerca de 2000 municípios nordestinos, o banco também investe no Norte do estado de Minas Gerais e em parte do Espírito Santo. Na condição de gestor do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), desde 1990, o BNB já investiu cerca de R$ 250 bilhões. Maior instituição financeira de desenvolvimento regional da América Latina, o BNB registrou em 2018 um volume 4.979.342 operações de financiamento. O montante financeiro atingiu a marca de R$ 43,58 bilhões emprestados, sendo R$ 32,6 bilhões contratados via FNE, e o restante pelas linhas de microcrédito, como Crediamigo (R$ 8,9 bilhões), Agroamigo (R$ 2,5 bilhões). O valor contratado por pequenas empresas foi de R$ 2,9 bilhões. Nos últimos cinco anos, de 2014 a 2018, o valor total de financiamentos e de investimentos proporcionados pelo Banco somam mais de R$ 141 bilhões. E para o ano em curso (2019), somente com recursos do orçamento do FNE, a previsão de investimentos é de R$ 23,7 bilhões.

Tais números asseguram ao BNB o indiscutível status de grande propulsor da economia regional e de protagonista indispensável à redução das desigualdades que ainda assolam a nossa região. Especialistas alertam que a demora do governo federal para apontar o presidente do BNB pode soar como desconhecimento da máquina pública, haja vista que o cargo é um dos mais importantes do segundo escalão. Diante disso, a diretoria da AABNB junta-se à AFBNB para conclamar a comissão nacional, sindicatos, classes politicas e empresariais de todo o Nordeste a fim de evitar qualquer intenção e/ou ação que vise prejudicar o BNB e, consequentemente, o povo nordestino, com as ideias de fusão ou extinção, que venham reduzir a experiência e o potencial acumulados pelo BNB em seus 65 anos de atividades.

*José Edson Braga,

Presidente da Associação dos Aposentados do BNB.

PSL X PT – A política do nós contra eles

Com o título “A política do nós contra eles”, eis artigo de André Haguette, sociólogo e professor universitário. Ele comenta o cenário atual do País onde “o PSL de Jair Bolsonaro e o PT posicionando-se não mais como adversários, mas como inimigos.” Confira:

Na era pós-ditadura militar, houve uma grande rivalidade partidária entre o PSDB do presidente FHC e o PT do presidente Lula, mas essa disputa ficou confinada a uma lógica do nós, nós contendores, nós adversários, nós em busca dos votos do eleitorado, nós atuando dentro dos limites das regras de uma democracia política. A contenda foi muito bem delimitada pela frase de Lula, mil vezes repetidas, de “herança maldita” que os dois presidentes sabiam ser uma frase de efeito, de demarcação de território, sem que jamais ela tenha impedido os dois de se respeitar e até de conversar, eles que tinham sido aliados na batalha pela redemocratização.

A democracia política representativa, tal como a conhecemos no ocidente liberal, confronta indivíduos da sociedade civil voluntária e legitimamente reunidos em uma agremiação (partido) para chegar ao governo do país com a finalidade de defender e ampliar seus interesses, o impacto de suas ideologias ou de seus ideais. Sendo assim, os partidos são concorrentes; não são jamais inimigos em busca do voto do eleitor. Não se trata de abater o outro, como numa guerra; trata-se de uma disputa para definir quem será governante e quem, oposição, e por quanto tempo, já que a médio ou longo prazo sabe-se que haverá alternância no poder entre os partidos de diversas representações: direita, centro-direita, centro-esquerda, esquerda ou qualquer outro posicionamento no leque dos interesses das diversas classes sociais.

PSDB e PT, embora adversários, souberam manter a disputa dentro do nós, situação e oposição, da arena política civilizada, honrando a democracia. As coisas parecem ter pervertidas com a última campanha eleitoral e a vitória do PSL de Jair Bolsanaro, passando de um regime político do nós concorrentes para o registro do nós contra eles. PSL e PT posicionando-se não mais como adversários, mas como inimigos. A lógica política mudou, tomando a aparência de uma guerra santa, os puros contra os corruptos, os verdadeiros contra os ideólogos, os nacionalistas contra os internacionalistas comunistas, o eixo do Bem contra o eixo do Mal. Perdeu-se a dignidade e o pudor democráticos que, se opõem interesses, ideologias e políticas diferentes, o fazem numa luta de rivais institucionais.

A relação do nós contra eles é uma relação belicosa que visa ao aniquilamento do outro enquanto pessoa física ou ator político, dependendo das situações. É uma instrumentalização do outro que Hobbes definiu como guerra de “todos contra todos”, conduzindo à guerra civil ou, em outro termo, à barbárie. O jogo democrático não deseja a eliminação do outro, mas a sua condução à oposição.

É provável que o ódio entre os fanáticos partidários petistas e pesselistas diminua nos próximos meses com a melhora ou piora da economia. No momento, o confronto, ainda segue indefinido, se dá em torno de questões de costumes e ideologias. O desenrolar da economia nos próximos meses será a chave do sucesso do atual governo ou de seu dilaceramento terminal.

*André Haguette,

Sociólogo e professor universitário.

Fux diz que não há crise entre STF e Ministério Público

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, disse hoje (18) que não há nenhuma crise institucional entre o Ministério Público e o STF. “MP e STF sempre se relacionaram bem e isso continuará”, disse Fux, antes de evento na Fundação Getulio Vargas (FGV).

Sobre a questão do Caixa 2, segundo ele, o destino da ação penal, se irá para a Justiça Federal ou Eleitoral, continua sendo prerrogativa do MP.

“No momento da denúncia, o Ministério Público termina de enquadrar as condutas [criminosas]. É nesse momento que você verifica para que Justiça vai. Se oferecer a denúncia por crime eleitoral vai para a Justiça Eleitoral. Se for por crime federal vai para a Justiça Federal. O Caixa 2, por exemplo, depende da origem do dinheiro. Se você aplica na Justiça Eleitoral um dinheiro ilícito, você está lavando dinheiro”, disse Fux.

(Agência Brasil)

Governo lança mais um pacote de estudos para a concessão de 22 aeroportos

Na última semana, o Aeroporto de Juazeiro do do Norte foi arrematado na Bovespa.

O Ministério da Infraestrutura publicou hoje (18) no Diário Oficial da União edital de chamamento público para interessados em realizar estudos técnicos para a concessão de 22 aeroportos em todo o país. Por meio de sua conta na rede social Twitter, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, confirmou a publicação.

“Conforme anunciado após sucesso do primeiro leilão de aeroportos em blocos, publicamos hoje no Diário Oficial da União o edital de chamamento para mais uma rodada de concessão de 22 terminais aeroportuários”.

Freitas destacou que os projetos serão estruturados em três blocos: Bloco Sul, composto pelos aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Londrina (PR), Joinville (SC), Bacacheri (PR), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS); Bloco Nortes, composto pelos terminais de Manaus, Porto Velho (RO), Rio Branco, Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga (AM), Tefé (AM) e Boa Vista; e Bloco Central, composto pelos aeroportos de Goiânia, São Luís, Teresina, Palmas, Petrolina (PE) e Imperatriz (MA).

Governo leiloa 12 aeroportos brasileiros, na sede da B3 (Bovespa), em São Paulo. Esta é quinta rodada de leilão de aeroportos e prevê a concessão dos terminais divididos em três blocos: Nordeste; Sudeste e Centro-Oeste.
Governo leiloa 12 aeroportos brasileiros, na sede da B3 (Bovespa), em São Paulo, divididos em três blocos: Nordeste; Sudeste e Centro-Oeste. – Rovena Rosa/Agência Brasil
“O presente edital tem por objetivo chamar pessoas físicas ou jurídicas de direito privado interessadas na apresentação de projetos, levantamentos, investigações e estudos (estudos técnicos) que subsidiem a modelagem da concessão para a expansão, exploração e manutenção dos aeroportos objeto deste chamamento público de estudos”, diz o texto.

Na semana passada, o leilão de 12 aeroportos, na B3, com ágio de 986%, superou a outorga estipulada pelo governo de R$ 2,1 bilhões. No total, os lances pelos três blocos somaram R$ 2,377 bilhões. Os terminais estão localizados nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, e, juntos, recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação.

(Agência Brasil/Foto – Divulgação)

SJT julga processo contra o Bradesco

O Superior Tribunal de Justiça deu início a um importante para o Bradesco. É o que informa a Veja Online, por meio da Coluna Radar nesta segunda-feira.

Na ação, o banco é acusado pela empresa Ambiente de não cumprir um contrato de prestação de serviços. Nas instâncias inferiores, o Bradesco foi condenado a pagar a bagatela de 5 bilhões de reais.

Segurança Pública: como lidar com esse desafio

Com o título “Segurança Pública: como lidar com esse desafio”, eis artigo do jornalista Ricardo Moura, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Violência da UFC. Ele aborda casos recentes de violência e vaticina: quanto mais armas, mais mortes. Lamenta certa glamourização. Confira:

Muito tem sido dito e escrito sobre as causas que levam jovens e adolescentes do sexo masculino a cometer assassinatos em massa. É preciso, passados os momentos iniciais de choque e pavor, analisar o fenômeno com a serenidade e a profundidade necessárias. Seguem algumas contribuições da coluna para a ampliação do debate:

A ferramenta não é a culpada. Os jogos eletrônicos e fóruns de internet costumam ser os primeiros a serem responsabilizados quando uma tragédia como essa ocorre. Não há evidências cientificas, contudo, que jogar videogame transforme a pessoa em um assassino, assim como a deep web não é a grande vilã. Tratam-se de ferramentas cujo uso é conferido pelos sujeitos. O assassino da Nova Zelândia se valeu do Facebook para dar publicidade ao seu ato. Vamos criminalizar as redes sociais? Ensinar a usar essas tecnologias com maior responsabilidade e investir em inteligência parecem ser alternativas mais razoáveis.

A frustração é o grande motor. Em sua maioria, os atiradores se sentem incapazes de fazer parte de uma sociedade dividida entre “vencedores” e “perdedores”. Baixa estima, desprezo por si mesmo e pelos outros são sentimentos comuns que acabam sendo manipulados por pessoas mais experientes. A atitude-padrão varia da segregação à exposição ao ridículo de quem não consegue se adequar ao que definimos como “normal”. Mais que nunca, precisamos criar espaços de escuta e de acolhida para lidar com quem se sente assim. Prevenir para depois não remediar.

A misoginia precisa ser combatida. O atirador de Realengo, no Rio de Janeiro, disse que seus alvos preferenciais eram mulheres. Nos EUA, jovens que não conseguem estabelecer relacionamentos amorosos canalizam suas frustrações em atos de violência contra as meninas, como se elas fossem culpadas por essa situação. É preciso que os meninos sejam educados a se tornar parceiros das meninas nessa nova realidade em que os papéis sociais estão se tornando mais igualitários. Não podemos admitir que adolescentes e jovens do sexo feminino sejam assassinadas como se fossem meros objetos da perversão alheia.

Quanto mais armas, mais mortes. Há duas escolhas para governantes e parlamentares: adotar e reforçar políticas que preservem vidas humanas ou atender os interesses da bancada da bala. Achar que professores e empregados devem andar armados como forma de dar mais segurança às escolas é um disparate que só beneficiará aqueles que lucram com o negócio das armas. Após a chacina de 49 pessoas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, a primeira-ministra anunciou que defenderá a proibição da venda de armas semiautomáticas (que permitem maior quantidade de disparos em menor tempo). Estamos falando de um país de 4,7 milhões de habitantes que em todo o ano de 2017 registrou apenas 35 homicídios. Imagine as consequências de uma liberação total das armas em uma sociedade na qual 35 pessoas são assassinadas a cada seis horas.

Redes criminosas alimentam os ataques. Não raro por trás dos atiradores há grupos organizados de pedófilos, neonazistas e traficantes de armas que se beneficiam dos atentados ao utilizá-los como instrumento de promoção de seus ideais. O criador do fórum em que os jovens de Suzano trocavam mensagem foi preso ano passado por perseguição a mulheres e disseminação de conteúdo de ódio (misógino, homofóbico e racista) na internet. Amparada pela Lei 13.642/2018, conhecida como “Lei Lola”, a Polícia Federal vem realizando operações no sentido de coibir tais práticas. O nome é uma referência a Lola Aronovich, professora universitária que, durante cinco anos, foi ameaçada por tais grupos.

A violência não pode ser glamourizada. Os meios de comunicação e a indústria do entretenimento precisam mudar sua abordagem em relação aos atentados. Passou da hora de darmos publicidade gratuita ou romantizar esse tipo de prática. O foco das atenções deve estar no sofrimento das vítimas e não em quem atira. Os ataques cometidos em Suzano, Realengo e Christchurch são atos covardes cometidos contra vítimas inocentes e devem ser tratados como tais. Disparar uma arma a esmo ferindo e matando pessoas tem de ser vista como uma atitude estúpida e não como algo valoroso.

Há diversos protocolos sobre como abordar esse tipo de acontecimento de forma a neutralizar o efeito de imitação que ele gera. Em um dos fóruns usados para troca desse tipo de mensagem ao qual a coluna teve acesso, um usuário escreve abaixo da imagem de um dos atiradores de Suzano: “Atenção, 2020 serei o próximo. Preciso de ajuda”. Como se vê, esse pesadelo ainda está longe de terminar. Devemos estar preparados.

*Ricardo Moura,

Jornalista e pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Violência da UFC.

A Maratona do ator Edmilson Filho, o Francisgleidson de Cine Holliúdy

O ator e humorista Edmilson Filho, o “Francisgleidson” de Shaolin do Sertão, está com a bola toda.

Tao logo terminou a pré-estreia do filme Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral, em Fortaleza, na última semana, voltou para o Rio onde, na Globo, concluirá sua participação na minissérie “Os Ronis”.

Depois disso, Edmilson embarca para os EUA, onde mora com a família.

(Foto – Divulgação)

Atrividade econômica do País incia ano em queda

A atividade econômica iniciou o ano em queda. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou retração de 0,41%, em janeiro, em relação a dezembro, segundo dados divulgados hoje (18) pelo Banco Central (BC).

Na comparação com janeiro de 2018, o crescimento chegou a 0,79% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em janeiro, o indicador apresentou crescimento de 1%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para instituições financeiras consultadas pelo BC, o PIB deve crescer 2,01%, neste ano.

(Agência Brasil)

Tasso Jereissati – Momento é propício para aprovar a reforma da Previdência

Apesar de crítico ferino da atual gestão, o senador tucano Tasso Jereissati mostra forte preocupação com o possível fracasso da agenda econômica do governo. Em entrevista ao Valor Econômico desta segunda-feira, ele diz que quer ajudar a aprovar a reforma da Previdência, mas é contrário à adesão formal do PSDB ao governo.

Para Tasso, a visão “marcadamente conservadora dos costumes, ponto central da agenda do PSL e do presidente Jair Bolsonaro, é uma diferença clara” entre o grupo político que está no poder e os tucanos.

“Nosso espaço é este, uma visão liberal na economia, bastante liberal nos costumes e que vê o Estado como elemento regulador e atuante na questão dos desequilíbrios sociais”, observou.

Para Tasso, relator da Comissão Especial do Senado que acompanhará a Reforma da Previdência, nunca houve momento tão propício à aprovação dessa matéria. Mas ele lembra que o tempo corre contra o governo e as maiores dificuldades sequer começaram.

“A pressão das corporações [do funcionalismo público] ainda nem começou”, advertiu. O tempo “ótimo” para o governo colocar a reforma em tramitação, que seriam os dois primeiros meses do mandato, já foi perdido. “Na Câmara, tem que passar até julho. Voltando do recesso parlamentar sem ter resolvido na Câmara, fica muito difícil. Passa uma coisinha ou outra, mas bem magrinha.”

Na opinião do senador, o problema está no próprio governo e, essencialmente, nas atitudes do presidente. “Parece que Bolsonaro ainda não assumiu o papel de presidente da República. Ele está fomentando a discórdia. É a antítese do que um presidente quer para o seu governo”, afirma.

Tasso lamenta que o governo do presidente Jair Bolsonaro esteja queimando capital político com questões “inúteis”, bate-bocas entre ministros e contradições internas, como a existente entre a agenda liberal e “globalista” do ministro da Economia, Paulo Guedes, e a antiglobalização defendida pelo chanceler Ernesto Araújo.

 

Efeito Suzano – Governo do Paraná vai pagar policiais para vigiar escolas

181 1

Depois da tragédia em Suzano (SP), o governador do Paraná, Ratinho Júnior, decidiu antecipar o lançamento do programa Escola Segura, uma promessa de campanha. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira,

Pela proposta, cada escola pública terá um PM destacado para auxiliar na segurança. O edital será lançado nesta segunda-feira (18).

Os policiais militares que forem convocados –a maioria será de aposentados – farão cursos de requalificação e estarão integrados ao comando de policiamento regional.

Na primeira fase, cem escolas de Foz do Iguaçu e Londrina devem ser contempladas, adianta a Painel.

(Foto -Theo Marques, da Folhapress)

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento econômico do País

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento da economia em 2019. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,28% para 2,01% neste ano. Foi a terceira redução consecutiva.

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB permaneceu em 2,80%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

As projeções estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Ela é divulgada às segundas-feiras, pelo Banco Central.

Inflação

A estimativa para a inflação este ano subiu pela segunda vez seguida. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,89%.

Em relação a 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção: 3,75%.
A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%).

Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Amanhã (19) e quarta-feira (20), será realizada a segunda reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por definir a Selic. O Copom reúne-se a cada 45 dias.

Para o fim de 2020, a projeção para a taxa caiu de 8% ao ano para 7,75% ao ano. Para o final de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

(Agência Brasil)

Copom inicia nesta terça-feira reunião para definir taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia amanhã (19) a segunda reunião de 2019 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Na quarta-feira (20), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa. Instituições financeiras preveem que a Selic deve permanecer este ano no atual patamar. Para 2020, a expectativa é de aumento da taxa, encerrando o período em 8% ao ano.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia da reunião, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic no atual patamar, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano.

Histórico

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.

Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes na Selic, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano. Esse processo durou até março de 2018, quando a Selic chegou ao seu mínimo histórico, 6,5% ao ano, e depois disso foi mantida pelo Copom.

(Agência Brasil)

CCJ pode votar Previdência no começo de abril, se proposta dos militares não atrasar, diz Francischini

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), disse ao Blog de Andrei Sadi, do Portal G1, que, se o texto que trata da aposentadoria dos militares não atrasar – e for entregue à Câmara como previsto, na quarta-feira – a votação da reforma da Previdência, na CCJ, deve acontecer na primeira semana de abril.

“O calendário mais otimista era dia 28 de março. Mas o mais pé no chão sempre foi dia 3 de abril. Isso contando que [a proposta sobre] os militares chegará durante esta semana que se inicia”, afirmou o parlamentar.

Depois de ser analisada pela CCJ, a reforma da Previdência será encaminhada a uma comissão especial, que debaterá o conteúdo do projeto.

(Foto – ALEP)

Prefeito Roberto Cláudio puxa caravana de vereadores que participará em Brasília da convenção do PDT

O prefeito RC entre os vereadores Benigno Júnior e Iraguassu Filho.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, o presidente da Câmara Municipal, Antonio Henrique, e um grupo de vereadores embarcaram na madrugada desta segunda-feira para Brasília. Ali, vão participar da convenção nacional do PDT que vai reeleger Carlos Lupi presidente da legenda, com o deputado federal cearense André Figueiredo também mantido na vice-presidência.

Roberto Cláudio disse que o PDT continuará sua postura de oposição ao governo de Jair Bolsonaro, mas, dentro do objetivo de colaborar e questionar o que considerar nocivo para os trabalhadores.

Dentro desse cenário, o prefeito afirmou que o partido tem uma proposta alternativa à reforma da Previdência Social oriunda do Planalto. Já estão em Brasília também o senador Cid Gomes e o ex-ministro Ciro Gomes, além do grupo de parlamentares estaduais e federais do pedetismo.

DETALHE – Roberto Cláudio é o presidente do PDT de Fortaleza.

DETALHE 2 – O prefeito RC informou que vai aproveitar estada em Brasília também para tratar da burocracia de empréstimos junto ao Banco Mundial e Banco Latino-Americano de Desenvolvimento (CAF).

(Foto -= Paulo MOska)