Blog do Eliomar

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Dirigente de ONG diz que Lupi usou avião para viajar ao Maranhão

“O empresário Adair Meira, dirigente de ONGs beneficiadas por convênios com o Ministério do Trabalho, afirmou nesta terça-feira (15) ao G1 que o ministro Carlos Lupi andou em dois modelos de aeronaves durante viagem em 2009 pelo Maranhão, um bimotor Sêneca e um turbo-hélice King Air. Adair confirmou ter intermediado o aluguel do King Air, mas negou ter arcado com os custos.

Ele contou que recomendou ao ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego Ezequiel Nascimento que alugasse o King Air na empresa de taxi aéreo Aerotec. “As empresas têm dificuldade em alugar para desconhecido. Eu recomendei ao Ezequiel a Aerotec e falei sobre ele para os dirigentes da empresa”, disse. O G1 tenta contato com Ezequiel Nascimento.

O G1 tentou contato com a Aerotec, que teria alugado o avião, mas foi informado por um funcionário que os diretores, que falam pela empresa, estavam viajando. O G1 deixou recado no celular de um dos diretores, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Segundo Adair, Lupi estava cumprindo a agenda pelo Maranhão no avião de modelo Sêneca, quando Ezequiel o convidou a andar no King Air por ser maior. Adair afirmou que essa aeronave foi usada pela comitiva do ministro em pelo menos um trajeto da viagem. “Acompanhei o ministro no King Air em um dos trechos, me parece que de Imperatriz (MA) a Timon, no Piauí”, afirmou.

Foto divulgada pelo site “Grajaú de Fato” mostra que Lupi também teria desembarcado em Grajaú com o turbo-hélice modelo King Air. No último fim de semana, o Ministério do Trabalho divulgou nota dizendo que Lupi apenas utilizou o modelo Sêneca durante a agenda no Maranhão. O G1 tenta contado com a assessoria da pasta.”

(Portal G1)

Arcebispo do Recife adere à Marcha contra a Corrupção

Na Marcha contra a Corrupção no Recife, neste dia 15 de novembro, a Igreja Católica participou ativamente. O arcebispo, Dom Fernando Saburido, que foi bispo de Sobral (Zona Norte), aderiu ao movimento de corpo e alma e recomendou aos fieis que fiquem vigilantes nas próximas eleições.

Eis um pastor que vai ao encontro do seu rebanho.

(Foto – JC Online)

Bancos lucram R$ 38 bi até setembro

“Os lucros dos três maiores bancos do país com prestação de serviços e tarifas bancárias somou quase R$ 38 bilhões, de janeiro a setembro deste ano, segundo dados divulgados nos balanços contábeis do Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco, referentes ao terceiro trimestre. Em relação a igual período do ano passado, quando o lucro com essas receitas chegou a R$ 34,1 bilhões, o crescimento foi 11,4%.

No caso do Banco do Brasil (BB), as receitas com prestação de serviços (cartão de crédito e débito, conta-corrente, administração de fundos e outros) e tarifas bancárias (pacote de serviços, operações de crédito, transferência de recursos e outros) chegaram a R$ 13,215 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano, um crescimento de 11,4% em relação ao ano passado. Somente as receitas com cartão de crédito e débito do BB chegaram a R$ 2,337 bilhões e com pacotes de serviços, a R$ 1,979 bilhão.

O Itaú Unibanco apresentou receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias de R$ 13,960 bilhões, de janeiro a setembro de 2011, alta de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O balanço do Bradesco, divulgado recentemente, mostrou que as receitas com a prestação de serviços e tarifas chegaram a R$ 10,816 bilhões no acumulado até setembro deste ano, crescimento de 12,3%.

Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), “não há grande alteração de padrão de comportamento” das receitas de prestação de serviços e tarifas. Essas receitas têm crescido ao ritmo de cerca de 14% ao ano, segundo levantamento da federação com os cinco maiores bancos e os de capital aberto, representantes de 82% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional.

A explicação da Febraban é que esse ritmo de crescimento está relacionado ao aumento da inflação (6,97% em 12 meses encerrados em outubro) e à expansão dos negócios dos bancos. Segundo a entidade, o número de contas-correntes desses bancos cresceu em média 8% ao ano, nos últimos nove anos, e o de cartões de crédito, 17%.”

(Agência Brasil)

"Últimos Cangaceiros", de Wolney Oliveira, ganha menção honrosa em festival amazonense

“A Separação”, drama iraniano de Asghar Farhadi, recebeu os prêmios de melhor filme e melhor roteiro do 8º Amazonas Film Festival, que se encerrou na última semana, em Manaus.
Vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim e escolhido para representar o país na disputa pelo Oscar de filme em língua estrangeira, “A Separação” será lançado nos cinemas brasileiros pela Imovision, com estreia prevista para 17 de fevereiro.
“Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, de Beto Brant e Renato Ciasca, ficou com os prêmios de melhor ator dado a Zécarlos Machado, e melhor atriz, para Camila Pitanga.
Santiago Mitre foi escolhido o melhor diretor pela produção argentina “El estudiante”. O documentário “Os últimos Cangaceiros”, do cearense Wolney Oliveira, levou uma menção honrosa do júri oficial, enquanto La source des femmes, de Radu Mihaileanu, ficou com o prêmio do público.

Novo Código Florestal – Relatório será lido na quinta-feira

“O relatório do senador Jorge Viana (PT-AC) sobre o projeto do novo Código Florestal Entenda o assunto (PLC 30/2011) deve ser lido na quinta-feira, 17, na Comissão de Meio Ambiente (CMA) e não na quarta-feira, 16, como previsto na semana passada pelo presidente da comissão, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Como deve ser apresentado pedido de vista ao texto, para que os senadores tenham mais tempo para analisar as modificações sugeridas pelo relator, a votação deve ficar para a próxima semana. Após a decisão da CMA, o projeto segue para exame do Plenário. Na sequência, será reenviado à Câmara, para que os deputados se manifestem sobre as modificações feitas pelos senadores.

O PLC 30/2011 passou primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, na última semana, pelas comissões de Agricultura (CRA) e de Ciência e Tecnologia (CCT). Nas três comissões, foi aprovado substitutivo do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e, nas duas últimas, foram destacadas 20 emendas, para votação após a aprovação do texto base do relatório. Por falta de acordo, só houve deliberação sobre três emendas, tendo uma sido aprovada e duas rejeitadas.

As demais 17 emendas destacadas foram enviadas para a CMA e poderão ser incorporadas ao relatório de Jorge Viana. Entre as emendas, estão as que alteram artigos sobre a regularização de atividades mantidas em Área de Preservação Permanente (APP), de autoria de Rollemberg, Acir Gurgacz (PDT-RO), Casildo Maldaner (PMDB-SC) e Sérgio Souza (PMDB-PR). As modificações sugeridas pelos senadores são divergentes, o que evidencia a polêmica em torno do tema.

Casildo Maldaner, por exemplo, quer o fim da obrigação de recomposição de mata ciliar de rios com até dez metros de largura, como previsto no substitutivo. Em sentido oposto, Rollemberg quer estender a obrigação para rios acima dessa largura.

Os destaques em exame tratam ainda dos prazos para adesão a programa de regularização ambiental, dos segmentos que poderão ser beneficiados pela isenção de recomposição de reserva legal e de mecanismos para pagamento por serviços ambientais, entre outros aspectos.

Em seu relatório, Jorge Viana poderá também prever regras específicas para a manutenção de áreas protegidas nas cidades e um capítulo específico para os agricultores familiares. Em debate na última sexta-feira (11), o represente do Ministério do Meio Ambiente apresentou pontos que o governo quer ver modificados no texto.”

(Agência Brasil)

Ministro teria ajudado aliados a criar sindicatos fantasmas

“O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, concedeu registro a sete sindicatos patronais no Amapá para representar setores da indústria que, segundo o próprio governo local, não existem no Estado.

Os certificados saíram a pedido do deputado Bala Rocha (PDT-AP), dirigente do partido de Lupi, que afirma ter se valido da proximidade partidária com o ministro.

Nenhum dos presidentes desses sindicatos é industrial. São motoristas de uma cooperativa de veículos controlada por um aliado de Rocha. Os sindicatos têm registros em endereços nos quais não há estrutura montada.

As certidões foram dadas pelo ministério em abril e agosto de 2009 e levam a assinatura de Lupi, ao lado da inscrição “certifico e dou fé”, e do então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros.

O ministério foi avisado por ofício pela Federação das Indústrias do Estado do Amapá, em fevereiro de 2009, de que esses sindicatos não tinham representação.

Como resposta, a pasta alegou que “não cabe ao ministério apurar se os integrantes da entidade possuem indústria no ramo ao qual pretendem representar” e que apenas sindicatos poderiam fazer esses questionamentos.

Em agosto deste ano, o deputado Vinícius Gurgel (PRTB-AP) enviou ofício ao gabinete de Lupi reiterando as suspeitas de irregularidades.

Entre os sindicatos criados está o das Indústrias da Construção e Reparação Naval. A produção de navios no Estado é zero, segundo o secretário de Indústria do Amapá, José Reinaldo.

Assim como não há indústria de papel e celulose, segmento que também ganhou carta sindical de Lupi. “No Amapá a gente apenas produz matéria-prima para fabricar papel”, disse o secretário.”

(Folha)

IAB-CE inscreve para prêmio até 6ª feira

O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Ceará inscreve até sexta-feira para seu “Prêmio IAB de Arquitetura. O concurso, segundo a assessoria de imprensa da entidade, visa dar destaque principalmente ao trabalho de profissionais, estudantes e instituições que elaboraram projetos para o estado do Ceará. Podem ser inscritos trabalhos que tenham contribuído para o desenvolvimento da Arquitetura, nos últimos 10 anos em qualquer parte do território mundial, com obra finalizada ou em andamento em acordo com o edital do concurso. Estudantes de arquitetura podem participar por meio da categoria Trabalho Final de Graduação. Não há limite para a quantidade de trabalhos inscritos.

O interessado deve preencher a ficha de inscrição no site do IAB-CE e pagar a taxa referente a cada categoria: R$ 100,00 para sócios profissionais em dia com a entidade, R$ 150,00 para inadimplentes e R$ 200,00 para não sócios. Para estudantes, sócios ou não, a inscrição é gratuita.

SERVIÇO

O participante deverá elaborar um banner e entregá-lo junto a um CD com o arquivo virtual para o cerimonial Priscila Eventos (Av. Antônio Sales, 2187, sala 903). O modelo de banner pode ser encontrado no site do IAB-CE. A entrega de prêmios acontece dia 29 de novembro, às 20h, no Ideal Clube junto ao VI Prêmio Gentileza Urbana.

Um feriado para protestar contra a corrupção

“O feriado da Proclamação da República é dia de mais um protesto contra a corrupção em várias cidades do Brasil. Em Fortaleza, pela terceira vez, acontecerá hoje a Marcha Contra a Corrupção, manifestação da sociedade civil que repudia os atos de corrupção e a falta de punições rígidas contra os responsáveis pelo uso irregular das verbas públicas. Na Internet, até às 17h22min de ontem, 3 mil pessoas haviam confirmado presença na página do movimento no Facebook.

“Essa é uma luta para que os R$ 85 bilhões que anualmente são desviados dos cofres públicos possam realmente ser usados a favor da sociedade, principalmente no Brasil, país onde a carga tributária é uma das mais altas do mundo e os índices de desenvolvimento humano estão entre os mais baixos”, explica o advogado e servidor público Fernando Cavalcante, um dos organizadores do evento.

A Marcha contra Corrupção é uma manifestação de alcance nacional, sendo coordenada em diversos estados por vários grupos organizados da sociedade civil. No Ceará, os grupos Unidos Contra a Corrupção e Ação Cearense de Combate à Corrupção e à Impunidade (ACCI) são alguns entre os que mobilizam para fortalecer a passeata de hoje – que terá início às 15 horas no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e segue pela avenida Almirante Barroso até chegar à avenida Beira Mar, tendo fim à altura da praia do Náutico.”

(O POVO)

Lula grava para programa do PT

“Mesmo em tratamento quimioterápico para combater um câncer de laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou na sexta-feira passada uma participação no programa de TV do PT, que tem exibição marcada para o dia 8 de dezembro. O depoimento, da campanha do marqueteiro João Santana, foi gravado no apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Diagnosticado com um tumor no dia 29 de outubro, Lula se recupera em casa do tratamento quimioterápico, iniciado dois dias depois.

O diagnóstico foi feito em exame realizado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Lula reclamava de rouquidão há algumas semanas. Na mesma semana, ele havia comemorado 66 anos.

Desde que descobriu a doença, o ex-presidente tem recebido visitas e inúmeras mensagens de apoio na sua batalha. A presidente Dilma Rousseff o visitou pela segunda vez na noite de quinta-feira.”

(Com Agências)

Ministério do Trabalho e um festival de apadrinhados

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“Um trem da alegria está sendo conduzido pelo PDT no Ministério do Trabalho. Com o aval do ministro Carlos Lupi, presidente licenciado da legenda, o comando das Superintendências Regionais do Trabalho no País tem sido entregue a filiados. Levantamento do jornal O Globo identificou que em pelo menos 13 estados as chefias estão nas mãos de dirigentes partidários ou candidatos derrotados na eleição de 2010. De janeiro a outubro, Lupi nomeou dez novos superintendentes (Rio, Amazonas, Ceará, Pará, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Tocantins, Paraíba e Mato Grosso do Sul). Sete são filiados ao PDT e os outros têm algum tipo de relação com políticos da legenda.

Quando o assunto é gestão, essas unidades estão longe de ser exemplares. No Tribunal de Contas da União, na Controladoria Geral da União e no Ministério Público Federal elas são alvo de processos por irregularidades que vão de contratações sem licitação ao uso de funcionários ligados a sindicatos ou empresas em atividades-fim, o que é vedado por lei. São 27 as superintendências. Também conhecidas como Delegacias Regionais do Trabalho, representam o ministério nos Estados e têm a função mediar sobre negociação trabalhista coletiva, supervisionar regionalmente as ações do ministério e emitir carteiras de trabalho.

Essas regionais custaram este ano R$ 10,1 milhões aos cofres federais. Mas não é o orçamento que desperta tanta cobiça pelo órgão. Segundo representantes de sindicatos, a tarefa de fiscalizar o setor produtivo sobre o cumprimento da legislação trabalhista é o maior atrativo por causa do alto potencial arrecadatório de propina. Essas estruturas também acabam sendo usadas como trampolim político para superintendentes. Os representantes nomeados por Lupi nos Estados têm dois perfis. Ou são pedetistas derrotados na eleição de 2010 ou dirigentes do partido.

O fim da nomeação política para os superintendentes do Trabalho é uma discussão antiga. Em 2007, lei aprovada pelo Congresso estipulou prazo de um ano para que o Executivo encaminhasse à Câmara projeto de lei para definir competências e atribuições das auditorias fiscais das pastas do Trabalho e da Fazenda. Até hoje, nem a minuta do projeto de lei foi elaborada. “Hoje apenas sete superintendentes são auditores de carreira. Tivemos que correr atrás de apoio de muito parlamentar para impedir que os postos fossem ocupados por políticos”, disse a presidente do Sindicato Nacional do Auditores do Trabalho, Rosângela Rassy.”

(Globo Online)

Eleições 2012 – PSC aposta em candidato próprio de olho na Câmara Municipal

O pastor Neto Nunes, pré-candidato do PSC à Prefeitura de Fortaleza, estará nesta terça-feira em São Paulo. Ali, vai se engajar à festa dos 100 anos da Assembleia de deus no Brasil. Com ele, os pastores Jorge Luís, Maurino e Carlito.

Sobre o projeto político, considera importante para fomentar o crescimento do PSC na Capital. O partido trabalha, segundo o presidente regional Gideon Queiroz, com a perspectiva de eleger três vereadores.

Conforme Gideon e o pastor Neto Nunes, há mais de 200 evangélicos hoje em Fortaleza, o que dará para garantir a participação do PSC na Câmara Municipal.

Trabalhador forçado a pedir demissão também pode sacar multa do FGTS

“O trabalhador que sofre assédio moral, constrangimento, maus tratos ou pressão excessiva e se vê, por esses motivos, obrigado a pedir demissão, também tem os mesmos direitos de quem é mandado embora sem justa causa.

Pouca gente sabe, mas o artigo 483 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) garante, além do saldo salarial, as férias, o valor do 13º (proporcional ao período trabalhado) e, também, o saque  da multa de 40% do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) – normalmente paga a quem é mandado embora.

No entanto, conseguir receber o valor da multa numa situação dessas não é tão fácil, afirma a especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário do escritório PLKC Advogados, Cristiane de Fátima Haik.

– É preciso contratar um advogado e entrar com uma ação na Justiça explicando os motivos da rescisão indireta.

Antes, porém, avisa a especialista, é necessário que o trabalhador faça uma petição, ou seja, um documento para avisar a empresa que não irá mais ao trabalho a partir daquela data pelas razões expostas no documento.

Assim, orienta Cristiane, ele pode tentar escapar da acusação de abandono de emprego (mas sem garantia de sucesso). Por isso é importante não se esquecer de enviar um aviso de recebimento. 

Eliane Ribeiro Gago, especialista em Direito do Trabalho Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados, destaca a necessidade da documentação que comprove as justificativas do pedido de demissão, como e-mails e outras provas possíveis, além das três testemunhas pedidas pela Justiça neste caso.

As testemunhas devem ser pessoas que viram ou ouviram os maus tratos, diz Cristiane. Não pode ser alguém que ouviu dizer sobre.

– Não precisa ser necessariamente alguém que trabalhe na mesma empresa. Pode ser um representante comercial, um cliente, alguém que presenciou a situação reclamada.

Custo com advogado

Segundo as especialistas ouvidas pelo R7, por lei, o empregado não precisa de um advogado na Justiça do Trabalho, já que ele pode se defender sozinho. No entanto, como é difícil conhecer todos os termos e processos jurídicos, o procedimento mais comum é a contratação de um profissional.Em média, os advogados cobram entre 20% e 30% do valor pago pelo empregador após o resultado do processo. Porém, para receber o valor, é preciso que o juiz considere ter havido assédio moral ou constrangimento, caso contrário o trabalhador perde a causa e não precisa pagar nada ao advogado.

Outro pedido que o trabalhador pode fazer, no caso de ter ganho de causa, é solicitar que a empresa autuada pague o valor combinado com o advogado, mas não há garantia de a empresa aceitar. De acordo com Cristiane, o que ocorre é que já prejudicado uma vez, o trabalhador vai à Justiça pedir que o empregador pague os custos com o advogado.

– Em muitos casos, o pedido é aceito, mas na maioria da vezes o valor é divido entre as duas partes.

Atraso de pagamento e falta de depósito do FGTS também podem levar à demissão forçada de funcionários. Mas é bom lembrar que as empresas podem quitar a dívida do FGTS em atraso até o final do contrato de trabalho. Assim, esse motivo é menos aceito no caso de demissão involuntária.”

(R7.com)

Embrapa promove curso sobre produção e processamento industrial do caju

O I Curso Internacional em Produção, Pós-colheita e Processamento Industrial do Caju começou nesta segunda-feira, na Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação, com sede em Brasília. O treinamento abordará cadeia agroindustrial, melhoramento genético, sistema de produção integrada, práticas culturais, pragas e doenças, colheita e pós-colheita e processamento industrial. A ação é realizada pela Embrapa Agroindústria Tropical, com coordenação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).

As aulas serão ministradas até 9 de dezembro em Brasília e em Fortaleza. O módulo introdutório, sobre desenvolvimento agrícola, ocorrerá na Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação. O restante do curso será ministrado na sede da Embrapa Agroindústria Tropical e constará de atividades teóricas e práticas. 

De acordo com o chefe-adjunto de Capacitação da Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação, Paulo Melo, a intenção é oferecer ferramentas que propiciem o fortalecimento e a agregação dos produtores, como as cooperativas, por exemplo. “Nessa perspectiva, queremos mostrar aos participantes os componentes sociais e econômicos que os pequenos produtores rurais podem dispor e, ainda, os pilares da produção agrícola brasileira, como o crédito, a pesquisa agrícola, as políticas públicas para o setor. São os elementos básicos para o estímulo ao pequeno produtor que pode obter na cultura do caju, uma boa alternativa de renda”. No Nordeste Brasileiro, 85% da produção de caju saem de pequenas propriedades.

A capacitação faz parte do Third Country Training Programme (TCTP) – Programa de Treinamento de Terceiros Países, no âmbito da Cooperação Técnica prevista no Programa de Parceria Brasil-Japão (JBPP), que custeia a vinda de técnicos ao Brasil. Nesta primeira edição, participam da capacitação 23 representantes de três continentes: Bolívia (2), Colômbia (3) e Brasil (1) da América do Sul; Cabo Verde (3), Guiné Bissau (4), Moçambique (6) e São Tomé e Príncipe (2), do continente africano; e Timor Leste (2), da Ásia.” 

(Site da Embrapa)

Bancadas dos Estados produtores vão decidir sobre ação no STF contra partilha dos royalties

Parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo no Congresso vão se reunir nesta quarta-feira para decidir se entram ou não com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a manutenção da partilha dos royalties. De acordo com a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), há aparato técnico para justificar uma ação de inconstitucionalidade contra o projeto, que tramita na Câmara dos Deputados. 

Consenso

Os parlamentares também querem que o próximo passo da bancada tenha apoio total. Alguns deputados já se mostraram favoráveis à ação no STF, mas a reunião de quarta-feira deve servir para sacramentar a decisão de levar o problema à Justiça.” 

(JB Online)

Fagner: "Lula foi cafajeste e Ciro, otário"

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“Arredio a entrevistas, principalmente políticas, o cantor Raimundo Fagner rompeu o silêncio e numa entrevista exclusiva ao Blog de Magno Martins, da Folha de Pernambuco, fez revelações bombásticas. Amigo do ex-ministro Ciro Gomes, a quem já emprestou o seu talento em companhas políticas, Fagner acha que ele (Ciro) caiu numa armadilha do ex-presidente Lula, quando este o influenciou a transferir o domicílio eleitoral para disputar o Governo de São Paulo e em seguida o abandonou. “Naquele episódo, o Lula agiu como cafageste e Ciro como otário”, desabafou.

Fagner revela que, embora não conheça bem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), nutre por ele admiração e até aposta nele numa disputa presidencial, mas faz uma advertência. Julga o socialista tímido e acha, por isso mesmo, que deveria divulgar mais para o País as suas ideias. “O Brasil não sabe ainda o que o Eduardo pensa”, diz. Confira abaixo a entrevista, concedida sábado passado, à sombra de um pé de cajueiro na Pousada de Brotas, em Afogados da Ingazeira, a 386 km do Recife, minutos antes de fazer um show na festa em homenagem ao compositor José Dantas, em Carnaíba, cidade vizinha.

Blog – Como vê hoje o cenário da política nacional com a demissão de tantos ministros por corrupção?

Raimundo Fagner – Isso é o retrato da política no Brasil, que vem empurrando tudo com a barriga. O loteamento de cargos, as coligações que se fazem para chegar ao poder, tudo isso representa uma prática que a gente vem tendo aqui no Brasil muito forte e que impede que pessoas que mais credenciadas possam assumir determinados cargos. Não se escolhem pessoas competentes, porque a prioridade é política. Só uma reforma política talvez fosse capaz de corrigirv esse erro, que é muito grave. No Brasil, os partidos vão tomando conta dos cargos e termina acontecendo o que está acontecendo aí (as demissões dos ministros), o que, convenhamos, da forma que observamos e constatamos, é uma grande vergonha.

B- Trata-se de uma herança maldita de Lula?

RF – Com certeza! É uma herança do Lula, não só isso, mas tantas outras coisas. Agora, esse momento da Copa, é também uma herança do Lula. Talvez ele, por estar no final de mandato, tenha deixado de negociar com a Fifa. Do jeito que a Fifa, impondo. E ele mesmo não mais aí para defender os pontos que são necessários. Até porque, nós somos o Paísdo futebol e temos que ter certa prioridade. A Fifa não é dona de tudo. Essa estória está muito muito mal contada. A Fifa atropela em todo canto, com exceção de alguns países. Aqui, no Brasil, é muito difícil, porque já está muito em cima e talvez o Lula tenha aberto essa porteira. A Dilma vai ter dificuldade para botar a casa em ordem e dar os direitos que o povo brasileiro tem para assistir uma Copa do Mundo. Corremos o risco de termos no Brasil a copa do estrangeiro.

B – Falando em Copa do Mundo, Fortaleza, a capital do seu Estado, ganhou o direito de sediar os jogos da seleção brasileira. O que pesou mais nisso?

RF – Eu acho que, primeiro, a influência política.

B – Tem tudo a ver com a amizade do Ciro Gomes com Ricardo Teixeira?

RF – Olha, o Teixeira é amigo, primeiro lá atrás, do Tasso (Jereissati), de colégio no Rio. Meu irmão, o Fares, que foi presidente de Federação Cearense de Futebol durante muito anos, sempre teve um relacionamento muito estreito e de muito respeito com Ricardo. Teixeira sempre privilegiou as gestões de Fares no Ceará. O Cid também tem feito um papel extraordinário em conduzir aquilo que a Fifa determina que é necessário. Portanto, nós estamos adiantados no estádio e num Estado em grande desenvolvimento e visibilidade turística, além da proximidade com a Europa. Tem também a relação política e futebol que o Ricardo sempre teve com o Estado do Ceará. Isso vem não é de agora, vem do Tasso, vem da gestão do Fares, meu irmão, e do que Cid está fazendo, tanto que o nosso estádio é o mais adiantado e isso é muito bom para o Nordeste. O privilégio sempre foi de São Paulo e Rio, Rio Grande do Sul, Minas Gerais. E a gente daqui não tem que ficar com picuinha tipo por que o Ceará? Enfim, temos que ficar felizes por ser uma cidade do Nordeste.

B – O senhor acha que Lula tratou bem o Nordeste? E a Dilma vem dando o mesmo tratamento?

RF – Eu não sei, porque não estou acompanhando o Governo Dilma. Lula deu muita prioridade ao Nordeste, principalmente aqui para Pernambuco. O governador Eduardo Campos ganhou muito com isso eu acho que ele poderia ser um pouco menos tímido. Talvez seja ainda as asas do Lula que abrandam nas suas costas, mas acho que ele deveria ser um pouco mais aguerrido.

B – Eduardo seria um bom candidato a presidente?

RF – É um menino extraordinário, mas para isso não deve ficar muito quieto. Ele tem que mostrar um pouco as opiniões dele, que ninguém conhece ainda no Brasil. Nós sabemos que ele é um bom gestor, que Pernambuco está num momento muito bom também. Isso, provavelmente favorecido pelo carinho que Lula tem com ele e com a sua terra natal. Acho que falta um pouco mais para ele se apresentar para o jogo do ‘buscar a bola’ e não ficar só recebendo. Jogo é jogo, você não pode só ficar recebendo bola boa, tem que sair a campo né? Não tão como Ciro, que é um cara mais despojado, tem a opinião solta, a língua solta. Mas ele pode também se deslocar, porque no futebol é aquele negócio, quem pede tem a preferência.

B – Quando o senhor diz que o Ciro tem a língua solta é uma crítica ao seu estilo de falar demais e na hora errada?

RF – O Ciro fala coisas necessárias, só que a mediocridade da nossa política não permite isso. A gente vive ao lado de um bando de corruptos que não diz nada e quando alguém diz reclama. O Ciro é um cara muito autêntico, um cara de personalidade, tem uma história política extraordinária, muitos cargos, ministro, governador, prefeito e ele tem essa condição de falar a hora que quer. Eu acho que se fosse mais esperto, se fosse mais malandro ( mas ele é puro e sincero), não cairia nessa armadilha do Lula de levá-lo para trocar o seu domicílio eleitoral para São Paulo. Lula fez um mal horrível ao Ciro. Eu acho que o Lula foi terrível com o Ciro, não correspondeu ao que o Ciro fez com ele. Na hora em que o Lula precisou do Ciro, num primeiro momento, o Ciro foi e priorizou o Lula para poder contribuir com o País, mudou de lado no seu projeto p olítico e levou um belo drible do Lula. O Lula nessa situação foi um cafajeste e o Ciro otário.

B – Em relação ao PSB, o senhor elogiou o governador Eduardo Campos, mas o Ciro é um grande concorrente de Eduardo para presidente da república dentro do seu partido, no caso o PSB…

RF – Com certeza! Mas, para isso o Eduardo precisa se mostrar mais ao País. O povo já conhece o Ciro no que ele sabe fazer de bom e também aonde ele se perde e o Eduardo as pessoas precisam conhecer mais para ele chegar lá. É aquela velha estória de esperar o cavalo passar selado e montar na hora certa. Ele tem uma ligação com Aécio, o Ciro também tem. O fato é que o quadro político no Brasil ainda está muito confuso.

B – Como artista, o senhor se sente frustrado com tratamento que o governo tem dado a classe. Esperava mais do governo?

RF – O bom cabrito não berra. Eu não dependo muito do governo. Na minha profissão sempre fui muito autônomo. Eu nunca pedi incentivo fiscal e nunca fiz nada buscando o governo, porque eu sempre tive grande público que sempre me prestigiou, que enche meus shows. Eu acho que quem precisa mais do governo são os artistas que têm mais dificuldades, que estão começando a carreira, aqueles dos estados mais pobres do Brasil, onde a cultura precisa ser mais incentivada e que precisam ter mais investimentos. Eu sempre me senti assim. Acho até horrível ver um artista de nome pegando dois, três milhões do governo para seus projetos, isso é ridículo, porque esses já conquistaram seu público e têm condições de ganhar dinheiro. Então, eu nunca corri atrás de dinheiro de governo e por conta disso não fico sabendo muito quais são os avanços. Eu sei qu e na minha área tem um avanço que a gente busca através da PEC 098, que diminui a carga tributária para que se possa trabalhar com mais condição e possa se enfrentar a pirataria que é nefasta. Mas ela existe para todos os tipos de produtos no Brasil. É uma questão de Polícia federal no contexto da sociedade. Essa PEC poderá facilitar muito a busca de produções, a diminuição dos impostos que são muitos para todas as categorias. Agora, eu não acho que seja correto um artista pedir muita grana pra fazer seus projetos, principalmente aqueles que já tem o sucesso garantido e por isso as condições de ganhar dinheiro.

B- O senhor não faz campanha para políticos?

RF – Faço e já fiz muitas, principalmente no Ceará, onde sou muito amigo do Ciro e do Tasso Jereissati. Já cantei também em Minas para o Aécio Neves, que fez uma parceria comigo numa ONG que abri no Ceará. Isso não significa, entretanto, envolvimento direto com a política nem compromisso direto com político A ou B. Eu sou um artista crítico em relação à postura dos políticos brasileiros, que deixam muito a desejar. O tempo passa e não vemos mudanças para melhor no País. Temos agora uma safra de bons políticos, como o próprio Aécio, o Ciro e o Eduardo, este ainda bastante desconhecido e que precisa dizer ao País o que pensa sobre o Brasil, saindo de Pernambuco, onde acompanho a boa avaliação do seu governo.

B – O senhor é feliz?

RF – Sim, pelo que faço. O homem tem que fazer o que gosta. Meu trabalho tem uma identidade muito forte com o povo brasileiro, daí o sucesso pelo País inteiro. Sou feliz e resolvido. Quando subo num palanque e vejo o povo emocionado acompanhar as minhas canções românticas me sinto plenamente realizado.

B – E sua relação com a fama e o público?

RF – Natural. Sou daqueles artistas que compreendo perfeitamente o sentimento e alma das pessoas. Dou autógrafos, abraços, converso com o povo, ou seja, não tenho distanciamento dos fãs, que são a razão e o objetivo do trabalho de todo e qualquer artista.

B – Pensa em um dia largar a música e disputar um mandato eletivo?

RF – Não, a política brasileira está num nível execrável. Com raras exceções, os políticos brasileiros não sabem honrar o voto do povo. Não tenho vocação para político. Sou um artista que canta o que o povo quer ouvir, que emociono corações. Não vejo que contribuição poderia dar ao País num momento em que a política se deteriorou tanto.

B – Muitos sonhos ainda ou o projeto de se recolher na casa que o senhor tem na beira do Orós, no Ceará?

RF – Não tenho projeto para me isolar no campo, indo para um refúgio como a minha casa em Orós, minha cidade, que adoro. Quero continuar soltando a minha voz e tenho projetos pela frente, como participar de competições internacionais de corrida. Adoro correr e jogar bola, praticar esportes. Não quero chegar ao final da minha jornada sem participar de uma grande maratona mundial de corrida.”